sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Nasa divulga imagens inéditas captadas por supertelescópio


Imagem do Chandra mostra região de 30 Doradus (Foto: BBC)


Imagens inéditas divulgadas nesta semana pela Nasa, a agência espacial americana, mostram pela primeira vez com detalhes a região de 30 Doradus, uma das maiores áreas de formação de grandes estrelas na Grande Nuvem de Magalhães, próxima à Via Láctea. As imagens foram captadas pelo observatório de raios-X Chandra, que abriga o mais potente telescópio de raios-X do mundo. O supertelescópio Chandra tem uma resolução oito vezes maior e pode detectar fontes de luz 20 vezes mais fracas do que o maior telescópio anterior.As observações da 30 Doradus, também conhecida como Nebulosa de Tarântula, foram feitas ao longo de 31 horas, três vezes mais do que a observação mais longa que já havia sido feita pelo Chandra.A nebulosa está a cerca de 160 mil anos-luz da Terra, ao sul da constelação de Dorado. Ela tem uma dimensão de 800 anos luz de largura e tem uma grande claridade.Se estivesse a uma distância semelhante à da Nebulosa de Órion, que está a 1.300 anos-luz da Terra, a 30 Doradus cobriria uma área de 60 Luas cheias e sua luz seria suficientemente clara para projetar sombras à noite na Terra.O observatório de raios-X Chandra foi lançado pela Nasa em julho de 1999.

BBC

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Universitários descobrem a estrela com planeta mais quente já registrada

Três estudantes da Universidade de Leiden, nos Países Baixos, descobriram a mais quente estrela que possui um planeta em sua órbita. A Organização Européia Pesquisa Astronômica no Hemisfério Sul (ESO, em inglês) divulgou nesta quinta-feira (4) uma reprodução artística do planeta OGLE-TR-L9b e seu sol. Por coincidência, o planeta também é o mais rápido já registrado. Ele dá a volta na estrela em 2,5 dias. A distância entre os dois é de 3% se comparada com a relação entre a Terra e o Sol.


O planeta possui cinco vezes a massa de Júpiter e, por estar perto da estrela, é quente com atmosfera inchada e turva. (Foto: ESO/H. Zodet)

G1/AFP

Detecção de vapor d'água em planeta anima busca por vida fora da Terra

A astronomia é capaz de coisas incríveis. Os cientistas mal conseguem enxergar com seus telescópios estes planetas que giram ao redor de estrelas distantes. Mas em compensação já estão conseguindo até dizer que componentes existem em sua atmosfera. E duas detecções muito importantes acabam de ser feitas -- cientistas encontraram gás carbônico e, melhor ainda, vapor d'água, num mundo a 63 anos-luz daqui.


Concepção artística de 'Júpiter Quente', planeta que gira muito próximo de sua estrela, como o HD 189733b (Foto: Nasa)

Os protagonistas da descoberta são os telescópios Hubble e Spitzer, satélites da Nasa, agência espacial americana, que orbitam ao redor da Terra. E a vítima da espionagem cósmica é o HD 189733b, nome pouco charmoso para designar um chamada "Júpiter Quente", um planeta gigante gasoso que gira muito próximo de sua estrela-mãe (que, adivinha só, se chama HD 189733). Para que se tenha uma idéia de quão perto, basta dizer que ele completa uma volta em torno da estrela em pouco mais de dois dias terrestres. Isso mesmo, o ano lá dura dois dias. Caso houvesse alienígenas vivendo naquele mundo, eles passariam o tempo todo alternando entre o dia 31 de dezembro e o 1° de janeiro. Só alegria, né? Mas pagariam o preço tendo de sobreviver aos cerca de 900 graus Celsius resultantes dessa proximidade com a estrela. Tudo bem que muita gente gosta de verão e feriado, mas não exageremos, certo? Falando sério: por conta das altas temperaturas (para não falar da pressão e gravidade violentíssimas desse mundo gigantesco, muito maior do que a Terra), os cientistas têm forte convicção de que não existe vida -- ao menos como a conhecemos -- no planeta. Entretanto, os resultados, que foram apresentados ao longo desta semana pela Nasa e num artigo publicado na edição desta semana do periódico científico "Nature", têm tudo a ver com a busca por vida fora da Terra. Para esclarecer isso, basta refletir sobre o seguinte problema: como um ET, a vários anos-luz daqui, monitorando a Terra de muito longe, poderia concluir que nosso mundo abriga vida? A chave está na composição da atmosfera. Um planeta sem vida, por exemplo, não pode manter os níveis atmosféricos de oxigênio presentes na Terra. E que forma de vida pode viver sem água? Vapor d'água é um importantíssimo sinal a ser buscado na atmosfera de outro mundo. Outros gases, como metano e gás carbônico, também podem denunciar atividade biológica -- mas não necessariamente. Enfim, se um astrônomo ET olhasse para a Terra e detectasse os componentes de sua atmosfera, poderia dizer com certeza que há criaturas fazendo fotossíntese e produzindo oxigênio regularmente no planeta. E é desse mesmo modo que provavelmente encontraremos os primeiros indícios de vida fora do Sistema Solar. Não observando um "Jupiter Quente", como o HD 189733b, mas um planeta mais parecido com a Terra. Dificuldades de observação Ocorre que, ao menos no momento, somente uns poucos planetas se prestam a esse tipo de sondagem. Como mencionado antes, é muito difícil detectar a luz vinda de um planeta fora do Sistema Solar (e, portanto, enxergá-lo). Isso ocorre porque sua estrela-mãe, muito próxima dele no céu, tem um brilho que ofusca demais. Sem detectar a luz vinda do planeta, fica impossível buscar nela as "assinaturas" dos componentes presentes em sua atmosfera. Mas há alguns casos que se salvam: são os que o sistema planetário está de tal forma alinhado com a Terra que o planeta passa rotineiramente à frente de sua estrela, conforme avança em sua órbita. Nos casos em que ocorrem esses chamados "trânsitos", os astrônomos podem usar um truque para identificar a luz vinda do planeta. Monitoram a luz vinda da estrela quando o planeta não está à frente dela e depois comparam com a luz vinda quando planeta e estrela estão juntos. Com isso, conseguem subtrair exatamente a parte que pode ser atribuída à estrela. O que sobra, naturalmente, veio do planeta. Foi exatamente essa a situação em que foi encontrado o HD 189733b, e por isso ele está sendo o grande "campeão" na análise atmosférica de um mundo fora do Sistema Solar. Além de gás carbônico e água, estudos anteriores já haviam detectado também metano em sua atmosfera. E os cientistas esperam que essa linha de pesquisa só vá crescer nos próximos anos, conforme planetas rochosos -- mais parecidos com a Terra -- sejam detectados por diversos projetos que buscam exatamente astros que façam trânsitos (é o caso do satélite francês Corot, que já está operando e tem participação brasileira). "Quando encontrarmos esse planeta, usaremos o Telescópio Espacial James Webb [sucessor do Hubble, ainda em fase de construção] para medir seu espectro", comenta Drake Deming, astrônomo da Nasa que comentou a descoberta para o periódico "Nature". Aí a busca por vida fora da Terra realmente deve esquentar, e muito.

Salvador Nogueira Do G1, em São Paulo

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

O acordo do clima pode criar nova divisão para os países


O acordo global para o clima pode criar nova classificação para os países. Pelo menos nos bastidores da negociação internacional para um acordo do clima, na Polônia. Representantes dos países estão preparando as bases para um tratado contra as mudanças climáticas, que será assinado em dezembro do ano que vem. Agora, o que circula nos corredores das salas de negociação é uma nova divisão do mundo. Até então, qualquer tentativa de reduzir as emissões dos países esbarrava em uma dicotomia complicada. Hoje, os países desenvolvidos, listados em um grupo chamado Anexo 1, têm obrigações de reduzir os gases que contribuem para o aquecimento global. Os outros países não têm obrigação alguma, incluindo a China que hoje deve ser quem mais emite no mundo. A briga de governos como dos EUA, Canadá e Japão é que eles se recusam a assumir metas ambiciosas, sem a participação de países como Brasil, China, Rússia e Índia. Esse bloco emergente, por sua vez, argumenta que os ricos devem fazer sua parte primeiro.Para sair do impasse, o mundo deverá ser fatiado de outra forma. A proposta mais forte nas mesas de discussão cria outros grupos de países. O Anexo 1 são os países desenvolvidos: EUA, Canadá, Japão, Austrália, Nova Zelândia e o grupo da Europa Ocidental (Alemanha, França, Itália, etc). O Anexo 2 seriam os países do ex-socialista europeu: Polônia, Hungria, Ucrânia e inclusive a Rússia. O Anexo 3 teria os países emergentes e influentes: Brasil, China, Índia, Coréia do Sul, México e África do Sul. O Anexo 4 seriam os países emergentes e menos influentes: Argentina, Chile, Indonésia, Venezuela, etc. E finalmente o Anexo 5 teria os países pobres: Bolívia, Timor, países africanos, etc.“Pode ser uma forma de criar compromissos diferentes, de acordo com a condição de cada grupo”, diz Ernesto Cavasin, da PriceWaterhouseCoopers, e observador da conferência na Polônia. Segundo ele, a proposta vem sendo bem aceita pelos diplomatas e ministros dos vários países. “Para o Brasil, isso significa assumir obrigações como metas de redução nas emissões, mas por outro lado cria uma situação de liderença no grupo da América Latina”, diz.

Alexandre Mansur - Blog do Planeta

Cientistas encontram buraco negro na Via Láctea

Astrônomos alemães confirmaram que há um buraco negro gigantesco no centro da Via Láctea, a galáxia onde fica o planeta Terra. Os especialistas rastrearam o movimento de 28 estrelas que circulavam no centro da galáxia utilizando o Observatório Europeu do Sul, no Chile. O buraco negro tem uma massa 4 milhões de vezes maior do que a do nosso Sol, de acordo com o trabalho científico publicado na revista "The Astrophysical Journal". Buracos negros são objetos cuja gravidade é tão forte que nada - nem a luz - consegue escapar. De acordo com Robert Massy, da Sociedade Real Astronômica, os resultados sugerem que as galáxias se formam em volta de buracos negros gigantescos, tal como pérolas surgem ao redor de fragmentos dentro das ostras.

'A pérola negra'
Massy disse: "Embora nós pensemos em buracos negros como algo ameaçador, no sentido de que se você se aproximar de um estará em perigo, eles podem ter desempenhado um papel em ajudar a formação de galáxias - não apenas a nossa própria mas todas as galáxias". "Eles desempenharam um papel em juntar matéria e se houver uma densidade de matéria alta o suficiente há condições para as estrelas se formarem. Então a primeira geração de estrelas e galáxias pode ser criada." Os pesquisadores do Instituto para Física Extraterrestre Max-Planck, na Alemanha, disseram que o buraco negro está a 27 mil anos-luz da Terra. "Sem dúvida, o aspecto mais espetacular de nosso estudo de 16 anos é que ele proporcionou o que é considerada agora a melhor evidência empírica de que maciços buracos negros realmente existem", afirmou Reinhard Genzel, chefe da equipe de pesquisa. "As órbitas estelares no centro da galáxia mostram que a concentração central de massa de 4 milhões de massas solares tem de ser um buraco negro, acima de qualquer dúvida razoável."

BBC

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Fenômeno raro faz céu ficar 'sorridente'



A cena foi flagrada por turistas ingleses que visitavam o Oeste da Austrália. Na foto, parece que o céu sorri para eles. O fenômeno apresenta um raro alinhamento de Vênus, à esquerda, e Júpiter, à direita (os dois "olhos"), e a Lua crescente (a "boca"). De tempos em tempos, os dois planetas se aproximam, mas geralmente não ficam tão visíveis por causa da proximidade do Sol. O próximo sorriso no céu australiano só em 2036.

por Fernando Moreira no Globo on line

Vênus, Júpiter e a Lua formam triângulo luminoso


Fenômeno raro pôde ser visto em várias partes do mundo nesta segunda-feira (1º): um triângulo luminoso formado por Vênus, Júpiter e a Lua (crescente). O planeta Vênus é tão luminoso que ganhou o nome da deusa beleza. Em alguns lugares é a estrela Dalva. Júpiter tem o nome do deus dos deuses. O fenômeno irá ocorrer outra vez em 2052. Na foto, imagens de Washington (EUA), Nice (França), Netanya (Israel) e Sofia (Bulgária). (Foto: AFP Photo)

Globo on line

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Décimo primeiro curso/expedição de campo em Ecologia e conservação da Mata Atlântica

Décimo primeiro curso/expedição de campo em Ecologia e conservação da Mata Atlântica
 
Olá... Saudações aos amigos...
 
    O Grupo Brasil Verde, através do seu Centro de Capacitação Técnica em Conservação da Natureza, está fechando a turma para o décimo primeiro curso de campo em "Ecologia e Conservação da Mata Atlântica". O curso será ministrado de 16 a 26 de janeiro de 2009 durante a expedição Mata Atlântica, realizada no estado do Paraná. São dez dias viajando por Unidades de Conservação e outras instituições, dentre elas: APA de Guaraqueçaba, Estrada da Graciosa, Parque Estadual do Pico do Marumbi, Município de Morretes, Floresta Estadual do Palmito, RPPN Sebuí, Parque Nacional de Superagui, Estação Ecológica de Guaraqueçaba, RPPN Salto Morato, Ilha do Mel, Associação dos Artesãos de Morato, UNILIVRE, Museu de História Natural de Curitiba, Parque Iguaçu (Zoológico de Curitiba), Parque Estadual de Vila Velha, Parque Barigui, Parque Tanguá, Jardim Botânico. Utilizamos como base os municípios de Guaraqueçaba e Curitiba.
 
    O objetivo do curso é discutir diferentes estratégias de conservação da Mata Atlântica, visitando lugares onde a preocupação com esse tema é constante. Também serão exibidos vídeos, ministradas palestras com gestores das áreas e muito bate papo sobre Ecologia e Conservação da Natureza. É também uma oportunidade para quem gosta de viajar pela natureza preservada do Brasil. No trajeto, estão incluídos passeios de barco pela Baía de Guaraqueçaba, em meio a uma fauna e flora exuberantes e o passeio de trem mais famoso do Brasil, de Morretes a Curitiba pela Serra do Mar.
 
    A turma é sempre composta por pessoas de diferentes formações e origens, participam pessoas de diferentes estados brasileiros, o que possibilita incrementar a sua rede de relacionamentos, tão importante para o sucesso profissional nos dias de hoje.
 
    Caso tenha interesse, entre em contato conosco pelos e-mails majela@fusoes.com.br  / centrodecapacitacao@grupobrasilverde.org  / andersonpedrosa@grupobrasilverde.org / majela@grupobrasilverde.org que enviamos todos os detalhes sobre o curso/expedição.
 
    Maiores informações podem ser obtidas através de e-mails ou no nosso site www.grupobrasilverde.org onde é possível ver fotos no link Expedição Mata Atlântica.
 
    Esperamos tê-lo(a) consoco e agradeceria muito se pudesse diulgar entre seus amigos...
    Atenciosamente.
   
    Prof. Geraldo Majela Moraes Salvio
    Coordenador Geral do Grupo brasil Verde
 
P.S. Ao visitar o site
www.grupobrasilverde.org além de fotos da expedição mata Atlântica, veja também outras expedições e cursos oferecidos pelo Centro de Capacitação em Conservação da Natureza do GBV.
 
SOLICITA-SE DIVULGAÇÃO

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Telescópios obtêm imagem real de planetas extra-solares

Washington (Reuters) - Telescópios terrestres obtiveram pela primeira vez imagens ópticas de planetas em torno de outra estrela. E o telescópio orbital Hubble também descobriu o seu próprio planeta, o primeiro exoplaneta encontrado apenas com buscas visuais. Um conjunto de imagens mostra três planetas gigantes em torno da estrela HR8799, da constelação de Pégaso, a cerca de 130 anos-luz (1,3 quatrilhão de quilômetros) da Terra. Esses planetas têm várias vezes a massa de Júpiter."Finalmente temos uma imagem real de um sistema inteiro", disse Bruce Macintosh, astrofísico do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, da Califórnia, integrante da equipe responsável pelas observações."Trata-se de um marco na busca e caracterização dos sistemas planetários em torno das estrelas", acrescentou.

Cerca de 300 planetas já foram localizados em torno de outras estrelas além do Sol, mas em geral isso ocorre por mensurações indiretas, como a alteração que sua passagem provoca sobre o campo gravitacional das suas estrelas, distorcendo a luz ao redor.Em nota, Macintosh disse que "todos os planetas extra-solares detectados até agora eram uma hesitação num gráfico"."Passamos oito anos tentando fazer imagens de um planeta, sem sorte, e agora temos a foto de três de uma só vez."

Em artigo na edição de sexta-feira da revista Science, os astrônomos disseram ter usado os telescópios Keck e Gemini (Havaí) para tirar as fotos, que podem ser vistas no site http://www.gemini.edu/. Parecem meros borrões, mas os astrônomos têm certeza de que são os planetas.Em outro estudo, Paul Kalas e seus colegas, da Universidade da Califórnia (Berkeley), usaram o Hubble para localizar um planeta que batizaram de Fomalhaut b, em torno da estrela Fomalhaut, que fica a 25 anos-luz, na constelação de Piscis Australis (Peixe Austral).Kalas tem duas fotos do planeta, tiradas em 2004 e 2006. Seu deslocamento em 21 meses sugere uma órbita de 872 anos a uma distância de 17,7 bilhões de quilômetros. O cientista descreveu a experiência de descobrir um planeta como "profunda e avassaladora". "Quase tive um ataque no final de maio, quando confirmei que o Fomalhaut b orbita sua estrela."Nenhum desses planetas pode ter vida - são grandes, quentes e distantes demais do seu sol. Mas, se planetas como Júpiter estão por lá, nada impede que haja também pequenos planetas rochosos, como Terra e Marte, teoricamente capazes de abrigar vida, mas que são muito mais difíceis de visualizar.O estudo desse e de outros sistemas solar pode contribuir também com a contribuição da evolução da Terra. "Fomalhaut b pode na verdade nos demonstrar como Júpiter e Saturno eram quando o Sistema Solar tinha cerca de 1 milhão de anos", disse Kalas.

A equipe do Gemini havia noticiado em setembro a visualização de um planeta extra-solar, orbitando uma estrela a cerca de 500 anos-luz.

Por Maggie Fox

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Clima da Terra flutua entre calor e frio, dizem pesquisadores




Simulação da camada de gelo que cobrirá a Eurásia e a América do Norte. (Foto: Nature/ Thomas J. Crowley e William T. Hyde)




As estações são cíclicas. Teoricamente, no verão o calor é forte e no inverno o frio é intenso. Alguns anos, até neva em cidades desacostumadas ao fenômeno. No outro, as estações voltam ao normal. Segundo uma pesquisa divulgada na revista “Nature” esta semana, uma situação semelhante ocorre com o clima da Terra. Mas englobando todo o planeta e que perdura milhares de anos. Os cientistas Thomas J. Crowley e William T. Hyde, da Universidade de Edimburgo, na Escócia, afirmam que entre as Eras Glaciais -- períodos onde a atmosfera e os oceanos permanecem gélidos -- o clima é instável. Há uma dramática flutuação climática, entre períodos extremamente quentes ou frios, que já dura mais de três milhões de anos. De acordo com os pesquisadores, essas alterações são uma longa resposta à sutil, natural e também cíclica mudança na órbita da Terra. Ela pode ficar mais distante do Sol. A esse fato se soma às variações do gás carbônico (CO2) localizado mais próximo ao solo. Por exemplo, como ocorre com o efeito estufa, quando gases como o carbônico retém o calor no planeta. Crowley afirma que o clima da Terra se aproxima de um ponto de bifurcação. Ele transita para um frio mais intenso. Como conseqüência a Eurásia -- parte continental que forma a Europa e a Ásia -- e a América do Norte serão cobertas por uma superfície de gelo que atingirá a latitude média do hemisfério norte. Chegará até a altura da França e, praticamente, cobrirá todo o Canadá.
Mas a mudança não é imediata. Segundo simulações, o fenômeno deve ocorrer entre os próximos 10.000 e 100.000 anos. O que, em termos geológicos, significa pouco tempo. Para comparar, o planeta possui por volta de 4,5 bilhões de anos. Como fica o aquecimento global? “A descoberta fornece uma perspectiva mais ampla sobre o clima dos últimos milhões de anos e o processo que causa essas mudanças”, diz Thomas J. Crowley ao G1. “Também um novo panorama sobre as possíveis relações mais próximas, em uma escala temporal de mil anos, com a flutuação climática que observamos em núcleos de gelo na Groelândia”, afirma.

Os dois cientistas chegaram a tais conclusões analisando, principalmente, a quantidade de radiação solar refletida pelo gelo polar. Mas os autores sugerem que mesmo uma pequena mudança no nível de gás carbônico na atmosfera, como ocorre atualmente, pode impedir indefinitivamente essa transição. “As emissões de gás carbônico pela sociedade atual é um grande problema, pois caminhamos para uma escala de níveis de CO2 que não experimentamos por dezenas de milhões de anos”, explica. “É necessária cautela no momento em que entramos em um estado tão diferente do presente”, diz. Crowley conta que, agora, prossegue estudando uma escala de tempo de mil anos “gravadas” do último período glacial. “O objetivo é ver se uma nova perspectiva pode nos ajudar a entender melhor as rápidas mudanças do passado na temperatura”.
Isis Nóbile Diniz Do G1, em São Paulo

Cientistas ‘fotografam’ exoplanetas orbitando uma estrela pela primeira vez


Gráfico elaborado pelo cientista Maley mostra a distância entre os planetas e suas estrelas. (Foto: Editoria de Arte/G1)



Isis Nóbile Diniz Do G1, em São Paulo

Os pesquisadores captaram pela primeira vez a imagem de três planetas em torno de uma estrela diferente do Sol. E, em outro estudo, conseguiram a imagem ótica do possível objeto mais frio e de menor massa corporal já "fotografado" fora do Sistema Solar. As “fotos” foram feitas com telescópios terrestres e com o espacial Hubble. Com essas fotografias, os cientistas poderão observar os planetas diretamente. Tornando o estudo mais prático do que supor, por meio da matemática e outros instrumentos, que os planetas estão lá. Os trabalhos foram publicados na revista “Science” desta semana.

Essa é a primeira vez que três exoplanetas -- planetas que orbitam outras estrelas, não o Sol -- têm suas imagens digitalizadas. Geralmente, os pesquisadores concluem que o objeto que observam pelo telescópio é um planeta devido à influência gravitacional que ele sofre pela estrela.

Veja galeria de fotos dos planetas

Uma imagem mostra os planetas “d”, “c” e “b” em torno da sua estrela intitulada HR 8799. O pesquisador Christian Marois, junto com a equipe, usou os telescópios terrestres Keck e Gemini para conseguir a façanha. Na outra pesquisa, Paul Kalas e colegas utilizaram o telescópio espacial Hubble para a capturar a imagem ótica do planeta chamado Fomalhaut b orbitando a sua estrela imerso em um grande cinturão de poeira. Em outro artigo publicado na mesma revista, Mark S. Marley, cientista do Centro de Pesquisa Ames, da Nasa, descreve as dificuldades de "fotografar" diretamente os planetas. O clarão das estrelas próximas atrapalha a captura das imagens, principalmente em telescópios terrestres. O jeito é driblar usando técnicas de ótica -- luz refletida.

“Já sabíamos que havia planetas em torno de estrelas usando métodos indiretos, mas hoje podemos observar esses planetas”, diz Marley ao G1. “Seria como, por exemplo, viver em um apartamento e ouvir as vozes na sala ao lado. Você conhece as pessoas que estão dentro, mas não pode vê-las. Agora, temos a porta aberta para observar os vizinhos com nossos próprios olhos”, explica. Essa é a primeira detecção ótica de um exoplaneta. “O último planeta gigante diretamente visual visto por comprimentos de ondas foi Netuno, em 1846”, conta o cientista Paul Kalas ao G1. “ A detecção ótica é como um prêmio porque ela é parte do espectro onde nós esperemos ver refletida luz de planetas maduros capazes de suportar vida", explica.Estrela HR 8799 A estrela HR 8799 está a 128 anos-luz da Terra. Ela é ainda uma “criança”, se alimenta de reações nucleares que acontecem dentro seu núcleo. Os planetas que orbitam em volta da HR 8799 possuem entre cinco e 13 vezes a massa de Júpiter. O menor está mais perto dela e o maior mais distante. Essa relação é comum a outros exoplanetas. Sugere que eles tenham se formado por meio da soma de partículas do disco de gás e redemoinhos de poeiras em torno da estrela -- veja ilustração. Os três planetas são diferentes da Terra e mais quentes. “Eles são como Júpiter, ‘bolas gigantes’ compostas em sua maioria por gás hidrogênio”, diz Marley.A relação entre a estrela e os planetas, de certa forma, é semelhante a que ocorre no Sistema Solar. Se a HR 8799 fosse mais fraca como o Sol, a distância entre a estrela e os planetas “d”, “c” e “b” seriam como a de Saturno, Urano e Netuno. Estrela Fomalhaut A estrela Fomalhaut é uma das mais brilhantes no céu. “Ela é facilmente vista do Brasil durante o verão”, afirma Kalas. Está localizada a “apenas” 25 anos-luz da Terra -- isso significa que a sua luz demora 25 anos até chegar aos olhos dos terrestres. “Ela é mais próxima de nós do que muitas outras estrelas. Seria como se estivéssemos ‘vendo’ os vizinhos que estão no nosso prédio, no fundo do corredor. Não os vizinhos de porta ou as pessoas da rua”, explica Marley. O planeta Fomalhaut é parecido com Netuno. As três semelhanças são: possui muito gás; está distante da estrela quatro vezes a distância entre Netuno e o Sol; e está situado em um cinturão de cometas e asteróides, tal como Netuno reside no interior do Cinturão de Kuiper.O planeta Fomalhaut b está longe de sua estrela-mãe, 120 vezes mais distante do que a Terra do Sol. Mas a estrela Fomalhaut é 16 vezes mais luminosa que o Sol. Assim, Netuno e Fomalhaut b recebem praticamente a mesma quantidade de radiação de suas estrelas-mãe.Ver para crer Agora será possível tentar responder, com mais exatidão, perguntas como do que esses planetas são feitos e como são formados. As imagens podem dar a composição química da Fomalhaut b. Além disso, com elas será possível medir diretamente o movimento orbital em torno da estrela e determinar sua massa.“No caso de Fomalhaut b, sem as fotos precisaríamos de oito séculos de observação para responder a essas perguntas”, diz Kalas. O pesquisador Marley vai ainda mais longe: “No futuro, com a melhora dos telescópios espaciais esperamos obter imagens como as que conseguimos do planeta Terra e verificar se há vida lá”. Atualmente, os cientistas acreditam ter descoberto mais de 300 exoplanetas. Haja foto.

Sonda Cassini mostra aurora boreal de Saturno


Imagem fornecida pela Nasa mostra a aurora boreal de Saturno. Segundo os cientistas, o planeta tem um tipo próprio de aurora boreal, que faz brilhar sua calota polar. Auroras são causadas por partículas carregadas que fluem ao longo das linhas do campo magnético de um planeta para a atmosfera. As imagens foram captadas pela sonda Cassini. (Foto: Divulgação Nasa/AP)

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