sábado, 12 de junho de 2010

Agências espaciais vão filmar reentrada de sonda na atmosfera


Concepção artística do retorno da Hayabusa (à esq.) e da cápsula com a amostra do asteroide (à dir.), sobre o sul da Austrália (crédito da ilustração: Nasa / JPL)

Quase 30 cientistas da Nasa, a agência espacial americana, da Jaxa, a congênere japonesa, e de outras organizações vão filmar e fotografar a reentrada na atmosfera da sonda Hayabusa, de volta ao lar depois de uma missão que durou 7 anos. Uma cápsula especial vai se destacar da sonda, trazendo o tesouro da jornada: uma amostra do asteroide Itokawa, "sequestrado" há 5 anos.

A bordo de uma aeronave-laboratório Douglas DC-8, a 12 quilômetros de altitude, os astrônomos querem documentar em detalhes todo o evento luminoso. A Hayabusa em si, com seus 510 quilos, vai se espatifar como um cometa artificial em uma região inóspita da Austrália por volta das 11h de domingo. Antes disso, cápsula vai se desprender e distanciar quase 2 quilômetros da nave-mãe e, se tudo der certo, aguentará o tranco, protegendo a valioso fragmento do Itokawa.
“O resto da nave vai se decompor em vários pedaços, virando uma espécie de meteoro construído pelo homem”, explicou Peter Jenniskens, membro da Nasa e principal responsável pela campanha de documentação.

Quando a Hayabusa chegar a 58 quilômetros da superfície da Terra, seu escudo térmico vai experimentar temperaturas superiores a 2.700°C. O gás em torno da cápsula vai bater em 7.000°C (mais quente que a superfície do Sol).


Do G1

Astronomia: prima immagine di un sistema planetario in formazione

Astronomia: prima immagine di un sistema planetario in formazione . Ottenuta con il Telescopio Keck, nelle Hawaii

ROMA - Mulinelli di gas e polveri scagliati ad altissima velocità contro una stella circondata dal disco di materia dal quale nasceranno i sui pianeti: è la prima immagine, senza precedenti, di un sistema planetario ripreso 'in diretta' mentre si sta formando.

Il risultato è pubblicato sulla rivista Astrophysical Journal da un gruppo di ricerca coordinato da Joshua Eisner dell'università dell'Arizona. "Un racconto parlante di come nasce un sistema planetario", così i ricercatori hanno definito l'immagine ottenuta con il Telescopio Keck, nelle Hawaii. Il sistema planetario che sta nascendo si trova nella Via Lattea, non lontano dalla Terra, a 500 anni luce. E' giovanissimo: "fra pochi milioni di anni - spiegano i ricercatori - nasceranno probabilmente i pianeti giganti e gassosi come Giove e Saturno, poi i grumi di polveri che si fonderanno fra loro daranno vita ai pianeti solidi e rocciosi come la Terra".

Le stelle nascono da nubi di gas e polveri che collassano sotto l'influenza della forza di gravità e acquisiscono massa incorporando gas dal disco che le circonda, in un processo chiamato accrescimento che, rileva Eisner, prima d'ora non era mai stato osservato direttamente. Oltre al sistema planetario ripreso 'in diretta', sono stati osservati altri 15 dischi con giovani stelle, tutte nella Via Lattea.

http://www.corriere.it/

quinta-feira, 10 de junho de 2010

È in arrivo una cometa sarà visibile a occhio nudo

Tra il 15 e il 16 giugno transiterà nel punto più vicino alla Terra.    Nelle prossime settimane aumenterà la sua luminosità

MILANO - Una nuova cometa arriva per la prima volta nel nostro cielo a dar spettacolo. È la C/2009 R1 (McNaught) e tra il 15 e il 16 giugno transiterà nel punto più vicino alla Terra a 1,13 Unità astronomiche. Ora è visibile con un binocolo e un piccolo telescopio prima dell’alba guardando verso Nord-Est tra le stelle della costellazione Perseo, ma nelle prossime settimane si potrebbe osservare a occhio nudo.

LUMINOSITÀ - Adesso la sua luminosità è ridotta (magnitudine 6) ma dovrebbe via via accendersi sempre di più sino ad arrivare alla seconda magnitudine ed essere quindi brillante quanto le stelle del Grande Carro. La cometa C/2009 R1, non periodica, è stata scoperta nel settembre dell’anno scorso dall’astronomo britannico-australiano Robert H. McNaught utilizzando l’Upsala Schmidt Telescope del Siding Spring Observatory nel New South Wales (Australia). In realtà lo scopritore la trovava fra cinque immagini che aveva già scattato un paio di mesi prima, in luglio. McNaught è un celebre cacciatore di comete e varie decine portano il suo nome. L’attuale è la prima volta che compie un viaggio nel sistema solare interno e dunque gli astronomi sono cauti nell’esprimere previsioni che potrebbero essere smentite, non conoscendo bene il nuovo astro con la coda. Ma sono ottimisti e già invitano ad alzare gli occhi al cielo per inseguirla: lo spettacolo – dicono – ricompenserà della levataccia.

Giovanni Caprara
http://www.corriere.it/

terça-feira, 8 de junho de 2010

Hoje na história - Giovanni Domenico Cassini

Giovanni Domenico Cassini, (Perinaldo, República de Gênova, hoje Itália, 8 de junho de 1625 — Paris, 14 de setembro de 1712), também chamado Jean-Dominique ou Cassini I, era astrônomo e matemático francês de origem italiana.

Giovanni D. Cassini estudou no colégio dos Jesuítas em Gênova e Bolonha, e em 1650 foi, sob a proteção do general e senador Cornelio Malvasia 1650 o sucessor de Pater Bonaventura Cavalieri na Universidade de Bolonha como Professor na cátedra de astronomia. Nesta função, lecionou, sob o controle da doutrina da Igreja Católica, geometria euclidiana e a astronomia de Ptolomeu. Seu interesse foi atraído principalmente pela aparição de cometas, que ele observava com muita atenção. Além, disso, produziu precisas tabelas solares e observou os períodos de rotação de Vênus, Marte e Júpiter. Em 1669, foi chamado pelo Rei Luís XIV a fim de tomar parte como membro da Academia de Ciências de Paris, fundada em 1667.

Giovanni Domenico Cassini

Um ano depois, foi nomeado diretor do Observatório Astronômico de Paris. Apesar do observatório de Paris não ser muito bem construído para a observação astronômica, Cassini continuou com suas observações, descobrindo em 1671 e 1672 as luas de Saturno Jápeto e Reia, em 1675 parte dos anéis de Saturno, batizados com seu nome, e, em 1684, dois outros satélites do planeta dos anéis: Tétis e Dione.

Em 1672 calculou com precisão a paralaxe solar, e em 1683 foi o primeiro a descrever a luz do Zodíaco. Cassini ficou cego em 1710, e dois anos depois, no dia 14 de setembro de 1712, faleceu em Paris.

Sucessores na direção do Observatório Astronômico de Paris foram seu filho Jacques, seu neto César François e seu bisneto Jean Dominique.

A sonda espacial da missão Cassini-Huygens da NASA e da ESA chegou em julho de 2004 em Saturno para investigar o sistema de anéis do planeta.

http://pt.wikipedia.org/

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Lua e Terra se formaram mais tarde do que se pensava, diz estudo

Sabia-se que colisão que gerou os astros ocorreu há 4,5 bilhões de anos.    Cientistas agora dizem que choque ocorreu 120 milhões de anos depois.

Do G1, em São Paulo - A Terra e a Lua foram criadas a partir de um choque fortíssimo entre dois planetas do tamanho de Marte e Vênus. Até agora se pensava que essa colisão havia ocorrido quando o Sistema Solar tinha cerca de 30 milhões de anos – cerca de 4.537 bilhões de anos atrás. Novos estudos mostram, contudo, que os astros se formaram até 120 milhões de anos depois dessa data.

A pesquisa, realizada pelo Instituto Niels Bohr, da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, foi publicada na revista científica "Earth and Planetary Science Letters".


Choque entre planetas deu origem à Terra e à Lua. (Foto: Nasa/Divulgação)

"Nós determinamos a idade da Terra e da Lua usando isótopos de tungstênio, que podem revelar se o núcleo ferroso [dos planetas que se chocaram] e a sua superfície rochosa se misturaram durante a colisão", explica Tais W. Dahl, autor do estudo.

Contrariando pesquisas anteriores, Dahl mostra que a colisão não fez com que a camada de rochas e os núcleos se fundissem completamente durante o choque.

Nasa descobre possiblidade de vida em lua de Saturno

Do G1, em São Paulo - Baseados em dois estudos da missão Cassini, que pesquisa a órbita de Saturno, cientistas da Nasa acreditam ter descoberto evidências de que espécies primitivas de seres vivos poderiam estar morando em uma das luas do planeta. Isso porque a missão analisou a composição química na superfício da Titan, a única lua de Saturno com uma atmosfera densa, segundo especialistas.


Pesquisadores identificaram hidrocarboneto líquido em um dos lagos da lua. (Ilustração: Nasa)

A conclusão partiu do questionamento sobre a variação na quantidade de hidrogênio e acetileno em Titan, que poderiam estar sendo consumidos por organismos vivos. Um dos estudos mostrou que moléculas de hidrogênio da atmosfera da lua estavam sumindo quando chegavam à superfície.

Outra pesquisa mapeou os focos de hidrocarbonetos na região e descobriu "buracos" na quantidade de acetileno. Segundo os cientistas, as substâncias serviriam de alimento.   De acordo com os pesquisadores, se a hipótese for confirmada, ela representaria uma segunda forma de vida no universo, independente da ingestão de água, como é na Terra. A partir de análises de lagos observados na lua de Saturno, os cientistas concluíram que pelo menos um deles contém hidrocarboneto na forma líquida. O resultado tornaria Titan o único local no sistema solar, além da Terra, a ter líquido em sua superfície, dizem os pesquisadores.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Buracos negros que giram para trás produzem jatos de gás mais violentos

Do G1, em São Paulo   - Pesquisas conduzidas pelo astrofísico David Garofalo, da Nasa, publicadas nesta quarta-feira (2), sugerem que buracos negros supermassivos que giram ao contrário produzem jatos de gás mais violentos. O resultado é importante para que se saiba como as galáxias mudam ao longo do tempo.



Concepção artística divulgada pela Nasa mostra o centro de uma galáxia com um buraco negro supermassivo expelindo jatos de ondas de rádio. (Foto: NASA/JPL-Caltech)Buracos negros são imensas distorções de espaço e tempo. A gravidade deles é tão grande que nem a luz consegue escapar. Há mais de uma década, astrônomos sabem que todas as galáxias, incluindo a nossa Via Láctea, são ancoradas em tremendos buracos negros que têm uma massa muito grande (supermassivos), até bilhões de vezes superior à massa do Sol.

Os buracos negros são rodeados e alimentados por discos de gás e poeira chamados "discos de acreação". Jatos poderosos saem por cima e por baixo desses discos como se fossem raios laser. Os buracos-negros podem girar na mesma direção dos discos ou no sentido contrário.

Segundo os pesquisadores, os que giram no sentido contrário expelem jatos mais poderosos porque há mais espaço entre o buraco negro e os discos. Esse vazio estimula o crescimento de campos magnéticos, que impulsionam os jatos.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Sondas gêmeas registram colisão de cometa com o Sol

Corpo foi ejetado por Júpiter e fez um único loop em direção à estrela.Dados foram apresentados na reunião da Sociedade Astronômica dos EUA.

Do G1, em São Paulo-  Físicos da Universidade da Califórnia, campus de Berkeley, gravaram a colisão de um cometa com o Sol. Eles usaram instrumentos a bordo da dupla de naves Stereo (de Solar TErrestrial RElations Observatory), lançadas em 2006.


São duas naves idênticas orbitando o Sol, uma entre a Terra e a estrela e a outra atrás do Sol. A equipe também usou dados captados pelo Observatório Solar Mauna Loa, baseado no Havaí.

Na avaliação dos cientistas, o cometa foi ejetado de seu curso em 2004 por influência de Júpiter. Desgovernado, fez o primeiro (e último) loop justamente no quintal do Sol.

Os detalhes da descoberta foram apresentados nesta segunda-feira (24) na reunião da Sociedade Astronômica Americana, em Miami, Flórida. Além das gêmeas Stereo A e B, foram empregados vários instrumentos do Soho (Solar and Heliospheric Observatory), lançado em dezembro de 1995.

Astrônomo canadense descobre órbita secreta de nave militar dos EUA

Segundo 'The Globe and Mail', Kevin Fetter descobriu rota acidentalmente. X-37B está a 410 km da Terra e faz órbita do planeta a cada 90 minutos.

Da EFE -


Flagrante - X-37B dá volta completa em torno da Terra a cada 1 hora e meia
(Foto: Flying Jenny / Flickr - Creative Commons, a-nc-sa 2.0 genérico)


Um astrônomo amador canadense descobriu a órbita de um projeto secreto das Forças Armadas americanas, o veículo de teste orbital (OTV, na sigla em inglês) X-37B, lançado no dia 22 de abril.

Segundo a imprensa local, Kevin Fetter descobriu a rota do aparelho de forma acidental, enquanto analisava o espaço com seu telescópio para encontrar satélites fora de serviço.

Nave faz parte do programa militar americano, e detalhes sobre o teste são (ou deveriam ser) sigilosos (Foto: Força Aérea dos EUA via  France Presse - 04-04-2010)

O telescópio de Fetter, que faz parte do grupo de astrônomos amadores Heavens-Above, captou durante alguns segundos o voo do X-37B, nave de 5,5 toneladas colocada em órbita pelas Forças Armadas dos Estados Unidos sem que sua função tenha sido anunciada.

"Vi por sorte, porque estava apontando para a área certa do céu", disse Fetter ao jornal canadense "The Globe and Mail".

A descoberta de Fetter revela que o X-37B orbita a 410 quilômetros da Terra e que completa uma volta ao planeta a cada 90 minutos.

sábado, 22 de maio de 2010

Nicolau Copérnico recebe nova sepultura 467 anos após sua morte


Sepultamento do astrônomo Nicolau Copérnico ocorreu neste sábado, na Polônia. (Foto: Jerzy Mytka/AP)


Astrônomo foi novamente sepultado na catedral de Frombork, na Polônia.   Cientista foi divisor de águas ao mostrar que Terra gira em torno do Sol.

Da EFE - Após 467 anos de sua morte, o cientista polonês Nicolau Copérnico foi enterrado novamente neste sábado na catedral de Frombork (Polônia), onde estava sepultado até que, há quatro anos, seus restos foram exumados para serem submetidos a uma análise de DNA.

Copérnico (1473-1543) descansará sob o maior altar do templo, em um sepulcro de rocha preta de mais de duas toneladas, com uma lápide de três metros de altura que lembrará uma das figuras fundamentais da astronomia moderna.

O enterro foi oficiado pelo núncio do papa na Polônia, Jozef Kowalczyk, e o arcebispo de Província de Lublin, Jozef Zycinski, em cerimônia na qual a Igreja Católica se despediu com solenidade do cientista que em seu tempo foi considerado um herege por suas ideias revolucionárias.
Após a exumação, o túmulo provisório de Copérnico ficou no castelo de Olsztyn, onde o cientista viveu parte de sua vida, e posteriormente na catedral da mesma cidade.

O périplo do astrônomo começou em 2005. Arqueólogos poloneses encontraram seus restos mortais em um pequeno túmulo sem nome na catedral de Frombork, no litoral polonês do Mar Báltico.

 Diante de dúvidas de que os restos eram de Copérnico, os ossos foram exumados para submetê-los a uma análise de DNA, que confirmou que pertencerem ao polonês.

Posteriormente, uma equipe de cientistas suecos apresentou a reconstrução facial do crânio que coincidiu com os retratos de Copérnico na Polônia, um homem com nariz aquilino e olhos fundos.

O astrônomo marcou o estudo da astronomia com sua obra "De Revolutionibus Orbium Coelestium" ("Das revolucões das esferas celestes").

Nesse texto, baseando em cálculos matemáticos e astronômicos, Copérnico dota de base científica uma antiga teoria heliocêntrica grega, segundo a qual é a Terra gira ao redor do Sol e não o contrário, como se acreditava até então.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Planetário de Milão completa 80 anos

Completa 80 anos o “Civico Planetário” de Milão, construído em 1930 por Ulrico Hoepli, cujo projeto é de autoria de Piero Portaluppi.






Inaugurado em 20 de maio de 1930, a jóia astronômica e arquitetônica dos jardins de Porta Veneza, abriga a cada ano cerca de 120 encontros, entre observações do céu, conferências e espetáculos temáticos.

Para festejar, acontecerão alguns eventos especiais: hoje, o diretor Fabio Peri apresenta “80 anos de Planetário”, quinta, dia 20 o planetário ficará aberto durante toda a noite com o ingresso gratuito. Estava previsto um encontro com o premio Nobel de física, Ricardo Giacconi, porém foi cancelado. O calendário de maio, pode ser consultado no site do Planetário.

Foto Flickr

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terça-feira, 18 de maio de 2010

Simulação de ida a Marte deixará seis pessoas isoladas por 520 dias

Eles entrarão em compartimentos em 6 de junho e sairão no fim de 2011.   Cada um terá apenas três metros quadrados de 'espaço pessoal'.

Reuters -  Seis homens da Rússia, Europa e China se preparam para passar 520 dias juntos e isolados do resto do mundo, simulando uma viagem a Marte.

O "embarque" acontecerá em 3 de junho, quando três russos, um ítalo-colombiano, um francês e um chinês serão trancados num conjunto de apertados compartimentos na sede do Instituto de Problemas Biomédicos, em Moscou, onde ficarão até novembro de 2011, como parte da missão chamada Mars500.

Técnico testa um dos módulos onde as pessoas serão confinadas. (Foto: Sergei Karpukhin/Reuters)

Martin Zell, da Agência Espacial Europeia (AEE), que comanda a experiência, disse à Reuters que a missão bate um recorde de duração.

Segundo astronauta a pisar na Lua diz que homem vai morar em Marte "Acho que quando falamos em uma missão humana ao Planeta Vermelho, provavelmente ainda levará 20, ou mais possivelmente 30 anos para chegarmos lá", afirmou ele.

Cada um dos seis "tripulantes" terá apenas três metros quadrados de "espaço pessoal". Eles farão semanas de sete dias, com dois dias de folga, exceto quando houver simulações especiais e de emergências.

Sob comando de um russo, os "tripulantes" vão viver e trabalhar como se fossem astronautas da Estação Espacial Internacional, com uma rotina de manutenções, experiências científicas e exercícios diários.
Divisão
Após 250 dias, o grupo será dividido: três irão para a "superfície" de Marte, e os outros três passarão um mês "em órbita".
No ano passado, no mesmo instituto, quatro russos, um alemão e um francês haviam feito uma simulação de 105 dias da viagem a Marte.  Desta vez, os seis participantes serão rigidamente monitorados, com registros dos seus parâmetros psicológicos e fisiológicos.    Todos os "tripulantes" dominam o inglês, mas nem todos falam russo, que é a outra língua de trabalho durante a missão. "Se não conseguirmos nos entender, vamos usar a linguagem corporal", disse o participante russo Sukhrob Kamolov.

Conexão interrompida
A comunicação com o resto do mundo será apenas por e-mail, e a conexão será propositalmente interrompida de vez em quando. Haverá também uma demora de 40 minutos nas mensagens, como seria numa missão real a Marte.     Otimistas, os seis "astronautas" não esconderam sua emoção, embora dificilmente venham a viajar de verdade para Marte no futuro.     O chinês Wang Yue, único astronauta profissional do grupo, citou a competição no espaço - alinhando-se à ambição de Pequim de eventualmente enviar sua missão tripulada a Marte.

"Acho que a Mars500 deve ser um marco na corrida espacial humana, na história humana no espaço", disse ele a jornalistas. "A exploração espacial é difícil e enorme, precisa de cooperação internacional, então tenho sorte de estar aqui."

O francês Romain Charles disse que estava colocando um "tijolinho nesta grande muralha ligando a Terra a Marte". "Tomara que meus netos vão a Marte um dia, e eu possa dizer a eles: 'Eu fiz parte disso'."

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