segunda-feira, 12 de julho de 2010

Ilha de Páscoa foi o melhor lugar para ver eclipse do sol

Mística ilha chilena foi lugar privilegiado para ver o fenômeno   Foto: AFP

Milhares de turistas e cientistas assistiram neste domingo a um eclipse solar total na Ilha de Páscoa, na costa do Chile, famosa por suas misteriosas estátuas.
O único fenômeno do tipo deste ano pode ser visto apenas de algumas ilhas do Pacífico Sul, a partir das 15h15 (de Brasília). Ele chegou à Ilha de Páscoa às 17h11, antes de terminar em algumas regiões no sul da Argentina e do Chile.

A população da ilha chilena dobrou por causa do eclipse solar, chegando a 8 mil pessoas, mas desde cedo, o tempo nublado já dava mostras de que o espetáculo não seria completo.

O eclipse solar acontece quando o Sol e a Lua se alinham com a Terra. Como o Sol é cerca de 400 vezes maior do que a Lua, mas também está a uma distância cerca de 400 vezes maior da Terra, quando os corpos celestes se alinham, em certas regiões da Terra, a Lua parece tapar o Sol.

Nublado
O efeito durou pouco menos de cinco minutos na Ilha de Páscoa. Antes o acontecimento, o tempo estava nublado, mas pouco antes do eclipse, as nuvens se dissiparam, deixando o céu azul à mostra.

O eclipse cruzou cerca de 11 mil km da Terra, mas a maior parte da sombra ficou sobre o Pacífico. O momento mais longo do elipse, de quase 5,5 min, aconteceu no meio do oceano.

O governo da ilha chilena afirmou que estava preparado para receber o grande número de pessoas e reforçou a segurança no sítio arqueológico em que ficam as estátuas de pedra de 3 mil anos.

A Ilha de Páscoa foi parcialmente evacuada em fevereiro, por causa do terremoto que sacudiu o Chile, mas segundo as autoridades, quer mostrar que está de volta ao mapa do turismo mundial.

Milhares veem eclipse total na Ilha de Páscoa


No momento do eclipse, o tempo nublado abriu na ilha chilena

Milhares de turistas e cientistas assistiram neste domingo a um eclipse solar total na Ilha de Páscoa, na costa do Chile, famosa por suas misteriosas estátuas.

O único fenômeno do tipo deste ano pode ser visto apenas de algumas ilhas do Pacífico Sul, a partir das 15h15m (de Brasília). Ele chegou à Ilha de Páscoa às 17h11m, antes de terminar em algumas regiões no sul da Argentina e do Chile.

A população da ilha chilena dobrou por causa do eclipse solar, chegando a 8 mil pessoas, mas desde cedo, o tempo nublado já dava mostras de que o espetáculo não seria completo.

O eclipse solar acontece quando o Sol e a Lua se alinham com a Terra. Como o Sol é cerca de 400 vezes maior do que a Lua, mas também está a uma distância cerca de 400 vezes maior da Terra.

Nublado
Por isso, quando os corpos celestes se alinham, em certas regiões da Terra, a Lua parece tapar o Sol.

O efeito durou pouco menos de cinco minutos na Ilha de Páscoa. Antes o acontecimento, o tempo estava nublado, mas pouco antes do eclipse, as nuvens se dissiparam, deixando o céu azul à mostra.

O eclipse cruzou cerca de 11 mil quilômetros da Terra, mas a maior parte da sombra ficou sobre o Pacífico. O momento mais longo do elipse, de quase cinco minutos e meio, aconteceu no meio do oceano.

O governo da ilha chilena afirmou que estava preparado para receber o grande número de pessoas e reforçou a segurança no sítio arqueológico em que ficam as estátuas de pedra de 3 mil anos.

A Ilha de Páscoa foi parcialmente evacuada em fevereiro, por causa do terremoto que sacudiu o Chile, mas segundo as autoridades, quer mostrar que está de volta ao mapa do turismo mundial.

http://www.bbc.co.uk/portuguese

domingo, 11 de julho de 2010

Eclipse solar 11de julho 2010




Bueno les cuento que, gracias a Mariano (un compañero de alfa-centauro) que me avisó que se veía el eclipse, tomé un par de fotos.

Se las dedico a mi amigo Julio que me envidiaba sin saber si yo lo iba a poder ver.....je.

Saluditos!

LORENA RUBEN
Obs. y Taller de Astronomía "alfa-Centauro"
Sunchales, Santa Fe, Argentina
http://www.alfa-centauro.com.ar/
e-mail taller: obsalfacentauro@hotmail.com

Eclipse solar escurece Ilha de Páscoa

Eclipse solar escurece Ilha de Páscoa.   Fenômeno teve duração de cerca de quatro minutos.   Ilha está localizada a 3.500 km do continente sul-americano.

Do G1, com informações da France Presse

Eclipse na Ilha de Páscoa (Foto: Martin Bernetti/AFP)

A enigmática Ilha de Páscoa foi completamente obscurecida neste domingo (11) por mais de quatro minutos, durante um eclipse solar, o sétimo no século XXI, que deixou anteriormente a Polinésia Francesa e as Ilhas Cook na penumbra.

Centenas de cientistas - conhecidos como caçadores de eclipses - além de turistas e moradores locais, posicionados nas praias desta ilha, localizada a 3.500 km do continente sul-americano, observaram atônitos o fenômeno entre gritos de alegria e aplausos, comentou o funcionário municipal Francisco Haoa.
"É como se estivesse no estádio à noite, com a luz artificial. Parecia que tinha entrado em um quarto escuro com uma luz de 10 watts", disse Haoa, administrador da Corporação Cultural do Município de Ilha de Páscoa.

"Primeiro começou com sombra, e o céu estava espetacular porque estava limpo e azul, com muito vento, que afastou as nuvens", disse Haoa.
"Todos aplaudiam. Inclusive foi visto um objeto luminoso próximo ao local e as pessoas começaram a dizer que, com certeza, tratava-se de um OVNI", acrescentou, emocionado, o funcionário.
"O eclipse manteve as pessoas em expectativa - olhavam para o céu com câmeras e binóculos especiais, com filtros especiais", acrescentou.

"Muitos estavam felizes porque na China (onde ocorreu o eclipse solar há dois anos) o mau tempo prejudicou a visibilidade e, aqui, puderam vê-lo por completo", concluiu.
No Taiti, local onde há muitos fãs de futebol, muitos deixaram de lado a televisão, onde viam a final da Copa do Mundo disputada entre Espanha e Holanda, para sair às ruas e observar o fenômeno.

Watch Live - Total Solar Eclipse of July 11, 2010


A spectacular total solar eclipse will occur on July 11, 2010 over the ancient statues of Easter Island, where those lucky enough to have made it to the Pacific will witness the last total eclipse to occur until November 2012.

But some of the Eclipse Chasers/Groups are taking the extra effort to web-stream the Eclipse online for the rest of the world to watch!

Below you can find a list of links to the website where you can watch the stream. If you know more web-streams, please email to thilina.heenatigala@yahoo.com

You can learn more about the Total Solar Eclipse of July 11, 2010 in here: http://bit.ly/livesolareclipse

DATE: 11 July 2010
TIME:
(P1) Partial begin 17:09:41 UT
(U1) Total begin 18:15:15 UT
Greatest eclipse 19:34:38 UT
(U4) Total end 20:51:42 UT
(P4) Partial end 21:57:16 UT


Starting time of solar eclipse around the world in their local times:

1. India – Sun 23:45

2. Adelaide – Mon 03:45

3. Amsterdam – Sun 20:15

4. Bangkok – Mon 01:15

5. Beijing – Mon 02:15

6. Boston – Sun 14:15

7. Brisbane – Mon 04:15

8. Dubai – Sun 22:15

9. Frankfurt – Sun 20:15

10. Hong Kong – Mon 02:15

11. London – Sun 19:15

12. Mexico City – Sun 13:15

13. New York – Sun 14:15

14. Paris – Sun 20:15

15. Riyadh – Sun 21:15

16. Tokyo – Mon 03:15

17. Zurich – Sun 20:15


Web streams:

LIVE! ECLIPSE 2010
http://www.live-eclipse.org/

LIVE! ECLIPSE 2010 - UStream channel
http://www.ustream.tv/channel/live-eclipse1/v3

Shelios Association/Universidad Politécnica de Madrid's Ciclope Group
http://eclipsesolar.es/index_en.html

Mision Eclipse (Spanish)
http://broadcast.misioneclipse.es/

Exploratorium
http://www.exploratorium.edu/eclipse/2010/index.html

Shelios 2010
http://www.shelios.com/sh2010/

Eclipse Tahiti (French)
http://www.tahiti-eclipse.com/fr/2010/07/leclipse-de-tahiti-en-direct-live/

Eclipse Tahiti (French) UStream channel.
http://www.ustream.tv/channel/tahiti-eclipse-2010-july-11th

MiC Paris (Japanese)
http://www.eclipse2010.org/

Saros.org (live pictures)
http://live.saros.org/


From Julio Vanninni 

Ilha de Páscoa se prepara para acompanhar eclipse solar

Estudiosos, fotógrafos e turistas se reúnem para ver fenômeno.   Apenas parte do hemisfério sul observará o eclipse neste domingo.

Do G1, em São Paulo - Estudiosos, fotógrafos e turistas já se preparam na Ilha de Páscoa para acompanhar neste domingo (11) um eclipse total do Sol. O fenômeno poderá ser observado em sua plenitude apenas para quer estiver em um raio com centro a 2.000 km da costa nordeste da Nova Zelândia.

Com a revolução da Lua ao redor da Terra, ocasionalmente o satélite se posiciona entre o planeta e o Sol, o que gera regiões de penumbra e sombra completa na superfície terrestre.


O fotógrafo francês Stephane Guisard prepara sua câmera para registrar o eclipse total do Sol que ocorrerá neste domingo (11). (Foto: Martin Bernetti /AFP)

Segundo dados do site Uranometria Nova, organizado por professores da Escola Municipal de Astrofísica em São Paulo, o território brasileiro deve ficar debaixo da penumbra durante o evento.

É o segundo evento impedindo a luz solar de chegar sem bloqueios à Terra neste ano de 2010. Durante o mês de janeiro, no dia 15, parte da Lua ficou entre a estrela e o planeta, gerando um eclipse anular, fenômeno tido como raro pelos especialistas.

Ocorre quando o satélite natural, mesmo à frente do Sol do ponto de vista de um observador em superfície terrestre, ainda permite a identificação de parte do disco solar.

A importância de eclipses solares para os astrônomos está na possibilidade de observar a coroa solar, camada mais externa da estrela, visível apenas quando o restante da luz interior está ofuscado.

É recomendável evitar a observação de eclipses solares sem proteção aos olhos.

sábado, 10 de julho de 2010

Principais constelações de Julho

Acima do horizonte sul, em excelentes condições de observação está Crux, o Cruzeiro do Sul (Cru), a constelação mais conhecida entre os brasileiros. Ao sul de Crux está Musca, a Mosca (Mus). Mais ao sul estão Apus, a Ave do Paraíso (Aps) e Octans, o Oitante (Oct), onde encontra-se a estrela polar do sul. Envolvendo Crux por três lados, menos para o do sul para onde o braço maior da cruz está apontando, encontra-se Centaurus, o Centauro (Cen).

A constelação de Triangulum Australe, o Triângulo Austral (TrA), muito utilizada para processos noturnos de orientação no campo, encontra-se alta, para os lados do sul, junto a Centaurus. De Triangulum Australe em direção ao sudeste, estão Pavo, o Pavão (Pav) e Tucana, o Tucano (Tuc).

A oeste, parcialmente visível, está Hydra, a Hidra fêmea (Hya). Junto a ela, estão as constelações de Crater, a Taça (Crt), e o inconfundível trapézio de Corvus, o Corvo (Crv). Ainda a oeste, mas na parte mais alta do céu, destaca-se a grande constelação de Virgo, a Virgem (Vir). A leste de Virgo notamos Libra, a Balança (Lib), Serpens, a Serpente (Ser), e Ophiuchus, o Serpentário (Oph).

No alto do céu encontramos Scorpius, o Escorpião (Sco), associada às noites do inverno. Junto à cauda de Scorpius situa-se Sagittarius, o Sagitário (Sgr). Na direção dessa constelação é que está o centro de nossa galáxia. Entre Scorpius e Centaurus localiza-se a constelação de Lupus, o Lobo (Lup). Norma, o Esquadro (Nor), e Ara, o Altar (Ara) estão entre Scorpius e Triangulum Australe.

Ao norte observamos a constelação de Boötes, o Boieiro (Boö). A leste de Boötes estão Corona Borealis, a Coroa Boreal (CrB), e Hercules, o herói Hércules (Her). Dominando o quadrante nordeste, à meia altura, encontra-se a constelação de Lyra, a Lira (Lyr) e, parcialmente acima do horizonte, Cygnus (o Cisne). Ao sul de Lyra e Cygnus estão Aquila, a Águia (Aql), Sagitta, a Flecha (Sge) e Delphinus, o Golfinho (Del).

Capricornus, o Capricórnio (Cap), encontra-se próxima ao horizonte leste. Ao sul de Capricornus vemos o característico desenho de um número 1: é a parte principal da constelação de Grus, a Grou (Gru). De Grus em direção ao horizonte sudeste avistamos as primeiras estrelas de Piscis Austrinus, o Peixe Austral (PsA).

resumo extraído de "Estrelas e Constelações - Guia Prático de Observação"
de autoria de Paulo G. Varella e Regina A. Atulim

OBSERVAÇÕES:
O mapa assinala o aspecto do céu visto ao longo deste mês, nos seguintes horários: início do mês às 21h 20min; meio do mês às 20h 40min; final do mês às 20h 00min. Junto ao círculo que delimita o mapa (e que representa o horizonte do observador) estão as direções dos quatro pontos cardeais e dos quatro colaterais, que devem estar orientados para os seus correspondentes na natureza; o centro do círculo é o Zênite, ponto do céu diretamente acima da cabeça do observador.

Os instantes fornecidos são para o fuso horário de Brasília.

mapa com as principais constelações visíveis durante este mês



clique para ampliar


http://www.ceuaustral.astrodatabase.net/ceudomes.htm

Sonda passa por asteroide de 100 km e tira fotos

Arte da sonda europeia Rosetta em ilustração da ESA (Agência Espacial Europeia).

Do R7, com France Presse - Arte da sonda europeia Rosetta em ilustração da ESA (Agência Espacial Europeia). A sonda europeia Rosetta teve sucesso em sua manobra para ficar bem próxima e tirar fotos do asteroide Lutetia, que está entre as órbitas de Marte e Júpiter.

Segundo a ESA (Agência Espacial Europeia), Rosetta tirou fotos do asteroide de cerca de 100 km de diâmetro, para medir a massa e calcular a densidade dele. O diretor de operações da Rosetta, Andrea Accomazzo, afirmou no site da ESA que essa primeira etapa de voo foi concluída.

Se um asteroide entrar numa rota para se chocar com a Terra, saber sua densidade irá ajudar a determinar se a rocha deve ser desviada ou explodida.
O voo também irá facilitar o acesso a informações esclarecedoras sobre a formação dos planetas do Sistema Solar. Como Rosetta está a 450 milhões de km da Terra, o sinal da sonda e as imagens demoram aproximadamente 25 minutos para chegar aqui e depois serem analisadas pelos cientistas da ESA. A agência irá liberar as primeiras imagens por volta das 18h do sábado, horário de Brasília.

..A sonda ficou a cerca de 3.200 km da superfície do Lutetia para tê-lo integralmente em seu campo de visão. Em 2008, a sonda conseguiu ficar a 800 km de um asteroide menor, o Steins, de 6 km de comprimento.

Rosetta foi lançada em 2004 para se encontrar com um cometa em 2014. Em 2008, havia feito a primeira incursão no principal Cinturão de Asteroides, que reúne milhares de rochas de formas e tamanhos diferentes. O asteroide Lutetia foi descoberto em 1852 em Paris e foi batizado com o nome latino da capital francesa.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Eclipse solar será visto apenas em parte do hemisfério sul

Sombra completa estará a quase 2 mil km da costa neozelandesa. Astrônomos usam evento para observar camada mais externa do Sol.


Eclipse total do Sol será observado no próximo domingo (Foto: Luc Viatour / Flickr - Creative Commons)

Do G1, em São Paulo - Um eclipse total do Sol ocorrerá no próximo domingo (11), porém o fenômeno deve ser observado em sua plenitude apenas para quer estiver em um raio com centro a 2000 km da costa nordeste da Nova Zelândia.

Equipes de estudiosos devem se descolar à remota ilha de Páscoa, a 3.700 quilômetros a oeste da costa chilena, para observar o fenômeno.

Com a revolução da Lua ao redor da Terra, ocasionalmente o satélite se posiciona entre o planeta e o Sol, o que gera regiões de penumbra e sombra completa na superfície terrestre.

Segundo dados do site Uranometria Nova, organizado por professores da Escola Municipal de Astrofísica em São Paulo, o território brasileiro deve ficar debaixo da penumbra durante o evento.

É o segundo evento impedindo a luz solar de chegar sem bloqueios à Terra neste ano de 2010. Durante o mês de janeiro, no dia 15, parte da Lua ficou entre a estrela e o planeta, gerando um eclipse anular, fenômeno tido como raro pelos especialistas.

Ocorre quando o satélite natural, mesmo à frente do Sol do ponto de vista de um observador em superfície terrestre, ainda permite a identificação de parte do disco solar.

A importância de eclipses solares para os astrônomos está na possibilidade de observar a coroa solar, camada mais externa da estrela, visível apenas quando o restante da luz interior está ofuscado.

É recomendável evitar a observação de eclipses solares sem proteção aos olhos.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Buraco negro libera 'bolha' de gás quente a distância de 1000 anos-luz

Objeto conhecido como microquasar possui algumas massas solares.  Fenômeno foi detectado por telescópios da ESO e da Nasa.

Do G1, em São Paulo


Reprodução artística do sistema binário observado na NGC 7793, no qual o buraco negro está inserido. (Crédito: ESO/L. Calçada)Astrônomos da European Southern Observatory (ESO) divulgaram nesta quarta-feira (7) a observação da liberação de uma bolha de gás quente por parte de um buraco negro localizado nas imediações da constelação do Escultor e distante 12 milhões de anos-luz da Terra. É a maior propulsão de jatos já detectada por telescópios terrestres de um buraco negro.

O fenômeno foi detectado nas proximidades da galáxia espiral NGC 7793 pelo telescópio Very Large Telescope em combinação com o Chandra X-Ray Telescope, da Nasa.

Os pesquisadores puderam notar o momento no qual o jato expelido pelo buraco negro se encontrou com o gás interestelar na região, gerando uma esfera que se infla a uma velocidade de 1 milhão de quilômetros por hora. A esta taxa, os astronômos acreditam que o fenômeno aconteceu há, pelo menos, 200 mil anos.

Conhecido como microquasar, o objeto exalou gases a uma distância de 1000 anos-luz, valor duas vezes maior do que é o comum em fenômenos como esse. A intensidade da propulsão também impressionou os estudiosos.
"Este buraco negro tem apenas algumas massas solares, mas é quase uma miniatura de quasares poderosos e de rádio galáxias, que contêm versões com milhões de massas de estrelas como a nossa", explica Manfred Pakull, principal autor da descoberta e membro da Universidade de Estrasburgo, publicada na edição desta semana da revista Nature.

A pesquisa deve ajudar a compreender semelhanças entre buracos negros pequenos e grandes, estes últimos tidos como presentes no centro das galáxias, segundo os astrônomos.

Corpos celestes singulares
Buracos negros são o estágio final da evolução de estrelas muito pesadas, algumas com milhares de vezes a massa do Sol. Astros como esse duram apenas milhões de anos e costumam se extinguir com explosões conhecidas como supernovas.

O peso das camadas exteriores dos resquícios de uma supernova podem levar à formação de um objeto sem dimensão e com densidade infinita conhecido como singularidade, cujo entorno apresenta gravidade tão intensa que nem a luz consegue escapar.

A esta região em volta de uma singularidade é que se dá o nome buraco negro. Suas dimensões são definidas por uma constante conhecida como Raio de Schwarzschild. A superfície de um buraco negro é conhecida como horizonte de eventos.
Toda informação desta região não consegue ser detectada, uma vez que a velocidade da luz é o limite conhecido para a taxa de deslocamento de qualquer fenômeno.

Nasa divulga foto de aglomerado de estrelas a 20 mil anos-luz da Terra


O aglomerado NGC 3603, localizado na direção da constelação da Carina, contém algumas das maiores estrelas conhecidas. Fotografias como essa ajudam os astrônomos a estudar como astros tão massivos foram gerados no passado do universo. (Foto: Nasa)

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Telescópio espacial Planck mostra 'luz mais antiga' do universo


 Linha horizontal brilhante atravessando a imagem é o eixo principal da galáxia (Foto: ESA, HFI e LFI Consortia)

BBC - A agência espacial europeia divulgou nesta segunda-feira (5) a primeira imagem do cosmos feita pelo teleescópio espacial Planck, na qual é possível ver a "luz mais antiga" do universo.

A luz - chamada de radiação cósmica de fundo de micro-ondas - é associada ao chamado big bang, a grande explosão na qual os cientistas acreditam que o universo foi criado, há cerca de 14 bilhões de anos.
A parte central da foto é dominada por grandes porções da nossa galáxia, a Via Láctea. A linha horizontal brilhante atravessando a imagem é o eixo principal da galáxia.
É nessa região que se formam hoje a maioria das estrelas da Via Láctea, mas como a foto registra apenas luz com comprimentos de onda longos (invisíveis ao olho humano), o que vemos na realidade não são estrelas, e sim o material do qual elas são feitas, poeira e gás.

Mas a foto também mostra, em magenta e amarelo, a radiação cósmica de fundo de micro-ondas.

Formada 380 mil anos após o Big Bang, essa radiação de calor só pôde circular pelo espaço quando um resfriamento no Universo pós-Big Bang permitiu a formação de átomos de hidrogênio.

Os cientistas dizem que, antes desse estágio, o cosmos era tão quente que matéria e radiação estavam "fundidas". O Universo, seria, então, opaco.
Rascunho
Os instrumentos do Planck podem detectar variações de temperatura nessa radiação antiga que auxiliam a compreensão da estrutura do Universo no momento de sua formação e que são uma espécie de rascunho de tudo o que se sucedeu depois.

Foram necessários mais de seis meses para que o telescópio espacial conseguisse montar o mapa.

O Planck, lançado ao espaço em maio do ano passado, já está montando uma segunda versão do mapa. A idéia é que ele faça pelo menos quatro versões.
Os cientistas vão precisar de tempo para analisar todas as informações e avaliar suas implicações. A divulgação formal de imagens completas da radiação cósmica de fundo e de análises científicas sobre elas não deve acontecer antes do fim de 2012.

Segundo os pesquisadores, as informações coletadas constituem um banco de dados extraordinário, que os ajudará a compreender melhor como o Universo adquiriu a aparência que tem hoje.
"É uma foto espetacular, uma coisa linda", disse à BBC Jan Tauber, um dos cientistas da missão Planck.

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