terça-feira, 19 de julho de 2011

Nasa divulga primeira imagem da órbita do asteroide Vesta

Sonda Dawn entrou na órbita do corpo celeste no sábado (16).    Asteroide é o segundo maior do cinturão entre Marte e Júpiter.

Do G1, em São Paulo - A Nasa divulgou nesta segunda-feira as primeiras imagens do asteroide Vesta desde que a sonda Dawn entrou em sua órbita. A nave atingiu o entorno do corpo celeste no último sábado (16) – horário de Brasília. Foi a primeira vez que uma sonda entrou na órbita de um asteroide situado no cinturão principal, entre Marte e Júpiter.


Imagem do asteroide Vesta, feita em 18 de julho
(Foto: Nasa/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA)

Vesta tem aproximadamente 530 km de diâmetro e é o objeto com a segunda maior massa no cinturão de asteroides. Quando Dawn entrou na órbita, estava a aproximadamente 16 mil km do corpo celeste.

 “Estamos começando a estudar o que possivelmente é a superfície mais antiga existente no Sistema Solar”, disse Christopher Russell, pesquisador do projeto. “Até agora, as imagens recebidas revelam uma superfície complexa que parece ter preservado alguns dos eventos mais antigos da história de Vesta, assim como revela os ataques que Vesta sofreu ao longo de eras”, completou.

Lançada em 2007, Dawn já percorreu cerca de 2,8 bilhões de km. Depois de um ano estudando Vesta, a sonda partirá para o planeta anão Ceres, aonde deve chegar em fevereiro de 2005.

Atlantis se desacopla da ISS

Ônibus espacial iniciou manobra para voltar à Terra.  Nave está encerrando 30 anos de histórias do programa de ônibus espaciais.



Do G1, em São Paulo - O Atlantis se desacoplou da Estação Espacial Internacional (ISS) nesta terça-feira (19) pela última vez, e iniciou manobra para voltar à Terra. Quando aterrissar, na quinta-feira (21), a nave estará encerrando um programa de 30 anos de histórias do programa de ônibus espaciais.

A nave se separou da ISS às 3h28m, a 400 km sobre o Oceano Pacífico. O Atlantis passou oito dias, 15 horas e 21 minutos conectado ao laboratório orbital.


Imagem do canal de TV da NASA mostra o Atlantis a 130 metros da ISS, pouco após desacoplar.
(Foto: Nasa / AP Photo)

 “Obrigado por nos hospedar”, disse o comandante do Atlantis, Chris Fergusson, pelo rádio à tripulação da ISS. “Foi um prazer. Sentiremos a falta de vocês. Nos veremos na Terra”, respondeu o engenheiro de voo da ISS, Ron Garan.

Os controladores de voo da Central de Controle da Missão da Nasa ficaram em silêncio quando viram pela última vez o ônibus espacial se afastando da ISS.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Telescópio detecta Supernova que produz poeira para criar 200.000 Terras

Dorly Neto, Para o TechTudo - Grandes explosões estelares, que dão origem às Supernovas, podem gerar uma quantidade muito maior de pó interestelar do que antes se imaginava. Essa foi a descoberta do telescópio Herschel, da ESA, a Agência Espacial Europeia. Por exemplo, uma explosão usual que acontece no espaço pode dar origem a uma quantidade de massa equivalente a uma média de 200.000 planetas Terra.

Supernova fotografada pela NASA (Foto: NASA)

Essa matéria-prima pode formar novas estrelas e planetas, fazendo a manutenção do universo. Mas em última instância, os pesquisadores acreditam que este tipo de explosão também é responsável pela geração de vida.
Esta descoberta foi alcançada enquanto o telescópio espacial Herschel realizava seus estudos direcionados para a radiação emitida pela poeira fria na Grande Nuvem de Magalhães, uma pequena galáxia de proporções menores do que a que vivemos, a Via Láctea, sendo sua vizinha.

Os pesquisadores acreditam que no universo primitivo havia uma quantidade imensa de Supernovas, o que ajuda a compreender a teoria da evolução do universo através de uma sucessão de explosões que expandiram a poeira cósmica, criando estrelas, planetas e outros corpos celestes.

Porém, este não é o primeiro estudo que mostra que as Supernovas são capazes de produzir poeiras interestelares. A NASA, com seu telescópio espacial Spitzer, já tinha descoberto uma Supernova geradora de mais de uma massa equivalente a 10.000 Terras. Mas o valor de 200.000 encontrado pelo Herschel é impressionante, visto que a tendência do alcance da pesquisa, a longo prazo, é encontrar números maiores.

Via: Astronomy Now

terça-feira, 12 de julho de 2011

Nasa estende missão do Atlantis em um dia


Do G1, em São Paulo - A agência espacial americana (Nasa) estendeu em um dia a missão do ônibus espacial Atlantis. Com isso, o retorno à Terra fica marcado para às 6h56 (horário de Brasília), da manhã de 21 de julho. Como o horário da Flórida está uma hora atrás do Brasil, isso significa que o pouso será noturno, alguns minutos antes do amanhecer.


O controle de missão também informou os astronautas que não foram detectados danos na nave durante a inspeção feita no sábado e que não há necessidade de uma nova análise.

A nave leva quatro toneladas de suprimentos para a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês -- o suficiente para mais de um ano.
A missão é a última do Atlantis, da frota dos ônibus espaciais e da Nasa. Não há previsão de quando ocorrerá outro voo tripulado em um veículo da agência.

Entenda

A decisão de aposentar a frota veio após o desastre com o Columbia. A orientação do então governo Bush era finalizar ISS, aposentar a frota até 2010 e desenvolver uma nave nova que deveria estar em operação em 2014.

De lá para cá, o governo Obama confirmou a aposentadoria do programa, mas permitiu um ano a mais de voos, até 2011. As operações na ISS foram estendidas até pelo menos 2020. E o programa de naves da administração Bush, o projeto Constellation, foi cancelado. Em seu lugar, o atual presidente ordenou que a parte de desenvolvimento e construção de espaçonaves fosse delegada à iniciativa privada, enquanto a Nasa se dedicaria a pensar as próximas fronteiras da exploração espacial.
“Vamos começar a estender as fronteiras que temos para que não fiquemos fazendo a mesma coisa repetidamente. Vamos pensar sobre qual é o próximo horizonte. Qual é a nova fronteira? Mas para fazer isso, vamos precisar de avanços tecnológicos que ainda não temos”, disse Obama em uma entrevista com usuários do Twitter.

O presidente americano afirmou que a “nova fronteira” pode ser Marte e que, para chegar lá, “um asteroide é um bom ‘pit stop’”.

Missão

O Atlantis leva quatro astronautas experientes: o comandante Christopher Ferguson, em sua terceira missão; o piloto Doug Hurley, em sua segunda; e os especialistas de missão Sandy Magnus e Rex Walheim, ambos com três missões cada.
É a menor tripulação desde 1983. A razão para a equipe reduzida é que os outros ônibus espaciais foram aposentados: por isso, não há nenhum que possa ser usado em uma missão de resgate.
Caso haja algum problema com a nave, os tripulantes serão transferidos para a estação espacial e retornarão, um por vez, nas naves russas Soyuz – um processo que pode levar até um ano.

O Atlantis

O quarto ônibus espacial da Nasa está em operação há 26 anos e é responsável por alguns dos grandes marcos do programa americano: ele lançou o telescópio espacial de raios gama Compton e as sondas Magellan para Vênus e Galileo para Júpiter.
A nave também foi a primeira americana a acoplar com a estação espacial russa Mir, para onde fez sete voos consecutivos, entre 1995 e 1997.

Em 2009, o Atlantis fez a última missão de reparos prevista para o telescópio espacial Hubble, que permitiu que o observatório orbital, que estava definhando na época, pudesse ter sua expectativa de vida estendida para até 2014.

No voo seguinte, ele bateu o recorde do Discovery de menor número de problemas técnicos em uma missão: 54. Em 2010, bateu seu próprio recorde e baixou o número para 46.
A missão de 2010 estava prevista para ser a aposentadoria oficial do ônibus espacial. A atual era apenas uma missão de stand-by que seria usada para caso de necessidade de resgate do Endeavour, que, na época, estava previsto para fazer a missão final da frota. Com a decisão de tornar o voo de resgate em uma missão oficial, a nave foi recolocada em serviço.

Após a aposentadoria, o Atlantis será a único que continuará na Flórida, em exibição no complexo de visitantes do Centro Espacial Kennedy. O Discovery será enviado ao Museu Smithsonian na capital americana, Washington DC, no lugar do protótipo Enterprise, que nunca foi ao espaço e será transferido para Nova York. O Endeavour irá ao Centro de Ciência da Califórnia, em Los Angeles.

Mais notícias do site da NASA

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Atlantis decola com sucesso na última missão tripulada da Nasa

O ônibus espacial Atlantis decolou com sucesso, mas com um pequeno atraso de três minutos, às 12h29 (horário de Brasília) desta sexta-feira (8) em sua última missão. O voo é o último tripulado da Nasa por tempo indeterminado.

A última decolagem de um ônibus espacial (Foto: AP)

A aposentadoria
A decisão de aposentar a frota veio após o acidente com o Columbia, que se desintegrou na reentrada após uma missão em 2003. A orientação do então governo Bush era finalizar a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), aposentar a frota até 2010 e desenvolver uma nave nova que deveria estar em operação em 2014.

De lá para cá, o governo Obama confirmou a aposentadoria do programa, mas permitiu um ano a mais de voos, até 2011. As operações na ISS foram estendidas até pelo menos 2020. E o programa de naves da administração Bush, o projeto Constellation, foi cancelado. Em seu lugar, o atual presidente ordenou que a parte de desenvolvimento e construção de espaçonaves fosse delegada à iniciativa privada, enquanto a Nasa se dedicaria a pensar as próximas fronteiras da exploração espacial.

“Vamos começar a estender as fronteiras que temos para que não fiquemos fazendo a mesma coisa repetidamente. Vamos pensar sobre qual é o próximo horizonte. Qual é a nova fronteira? Mas para fazer isso, vamos precisar de avanços tecnológicos que ainda não temos”, disse Obama na quarta-feira (6) em uma entrevista com usuários do Twitter.

O presidente americano afirmou que a “nova fronteira” pode ser Marte e que, para chegar lá, “um asteroide é um bom ‘pit stop’”.

Enquanto a iniciativa privada não entrega a nova nave, no entanto, os americanos vão ficar sem acesso próprio ao espaço – algo que não acontece desde 1961, quando Alan Shepard se tornou o primeiro cidadão do país a deixar a Terra. Para chegar à ISS, eles terão que fazer algo que tiraria do sério Shepard, o homem que perdeu a chance de ser o primeiro no espaço para Yuri Gagarin por pouco mais de um mês, 50 anos atrás: pagar para viajar em naves da Rússia.

Missão
O Atlantis levará quatro astronautas experientes: o comandante Christopher Ferguson, em sua terceira missão; o piloto Doug Hurley, em sua segunda; e os especialistas de missão Sandy Magnus e Rex Walheim, ambos com três missões cada.

É a menor tripulação desde 1983. De lá para cá, os voos sempre levaram de cinco a sete astronautas. A razão para a equipe reduzida é que os outros ônibus espaciais foram aposentados: por isso, não há nenhum que possa ser usado em uma missão de resgate.

Caso haja algum problema com a nave, os tripulantes serão transferidos para a estação espacial e retornarão, um por vez, nas naves russas Soyuz – um processo que pode levar até um ano.

Além disso, menos gente a bordo significa mais espaço para carga e a agência quer aproveitar cada centímetro disponível em seu último voo.

A missão da nave é levar o módulo multipropósito Raffaello, com suprimentos e partes sobressalentes, para a ISS.

O Atlantis
O quarto ônibus espacial da Nasa está em operação há 26 anos e é responsável por alguns dos grandes marcos do programa americano: ele lançou o telescópio espacial de raios gama Compton e as sondas Magellan para Vênus e Galileo para Júpiter.

Insígnia da missão com a letra grega ômega  simboliza o fim do programa do ônibus  espacial (Foto: Nasa/Divulgação)

A nave também foi a primeira americana a acoplar com a estação espacial russa Mir, para onde fez sete voos consecutivos, entre 1995 e 1997.
Em 2009, o Atlantis fez a última missão de reparos prevista para o telescópio espacial Hubble, que permitiu que o observatório orbital, que estava definhando na época, pudesse ter sua expectativa de vida estendida para até 2014.

No voo seguinte, ele bateu o recorde do Discovery de menor número de problemas técnicos em uma missão: 54. Em 2010, bateu seu próprio recorde e baixou o número para 46.

A missão de 2010 estava prevista para ser a aposentadoria oficial do ônibus espacial. A atual era apenas uma missão de stand-by que seria usada para caso de necessidade de resgate do Endeavour, que, na época, estava previsto para fazer a missão final da frota. Com a decisão de tornar o voo de resgate em uma missão oficial, a nave foi recolocada em serviço.

Após a aposentadoria, o Atlantis será a único que continuará na Flórida, em exibição no complexo de visitantes do Centro Espacial Kennedy. O Discovery será enviado ao Museu Smithsonian na capital americana, Washington DC, no lugar do protótipo Enterprise, que nunca foi ao espaço e será transferido para Nova York. O Endeavour irá ao Centro de Ciência da Califórnia, em Los Angeles.

Shuttle, oggi l'ultimo lancio della navicella


CAPE CANAVERAL (FLORIDA) - Il tempo a Cape Canaveral continua ad essere brutto, ma sono cominciate e stanno procedendo regolarmente tutte le operazioni in vista del lancio dell'ultimo shuttle, l'Atlantis, previsto alle 11,26 (le 17,26 italiane) di oggi dal Kennedy Space Center.
E' infatti arrivato il via libera al caricamento dell'idrogeno e dell'ossigeno liquidi nel serbatoio principale dello shuttle. La procedura è in corso e dovrebbe essere completata intorno alle 5 del mattino (le 11 italiane).
Nel frattempo si continua a controllare costantemente l'evoluzione della situazione meteorologica. Attualmente le probabilità di lancio restano ferme al 30% a causa della pioggia e delle nubi dense. Tuttavia, rileva la Nasa, al momento non si presentano ragioni che potrebbero costringere a rinviare il lancio.

Il maltempo non ferma nemmeno le numerosissime persone (circa un milione secondo le previsioni) decise a non perdersi lo spettacolo del 135/mo ed ultimo lancio della navetta americana che in 30 anni ha portato nello spazio spazio 355 uomini e 179 fra satelliti e moduli per la Stazione Spaziale Internazionale, con un costo complessivo stimato in 196 miliardi di dollari.

Tanking Begins On Time, Weather Remains 30 Percent Chance of Favorable Weather


Fri, 08 Jul 2011 03:19:28 AM UTC-0300

Fueling of space shuttle Atlantis’s external fuel tank with more than 500,000 gallons of liquid hydrogen and liquid oxygen began on time at NASA Kennedy Space Center’s Launch Pad 39A at 2:01 a.m. EDT. The launch team will closely monitor the weather throughout the process. Weather remains at a 30 percent chance of favorable weather for liftoff at 11:26 a.m. Teams are not working any issues that would delay the launch.



Explosão de estrela provoca nuvem de poeira em galáxias jovens

Do G1, em São Paulo - A explosão de uma estrela a 160 mil anos-luz da Terra pode explicar aos astrônomos por que as galáxias mais novas têm tanta poeira. A Supernova 1987A produziu e espalhou no espaço entre 40% e 70% da massa do Sol em poeira fria, segundo um estudo publicado pela “Science”.
A equipe de Mikako Matsuura usou o Telescópio Espacial Herschel, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), para estudar o fenômeno. O equipamento é capaz de captar frequências de onda infravermelhas e sub-milimetrais.

A conclusão da pesquisa é de que explosões estelares, como a da Supernova 1987A, são capazes de produzir a grande quantidade de poeira que cria as massas frequentemente vistas em galáxias jovens.



Supernova 1987A fica a 160 mil anos-luz da Terra (Foto: Pasquale Panuzzo / Cortesia)

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Tempestade em Saturno tem raios 10 mil vezes mais fortes que os da Terra

Tempestade em Saturno tem raios 10 mil vezes mais fortes que os da Terra.    Mancha branca começou a se formar em dezembro.   Evento é raro e acontece uma vez a cada 30 anos terrestres.

Do G1, em São Paulo - Observações feitas com a sonda espacial Cassini e com telescópios terrestres mostram que uma grande tempestade na atmosfera de Saturno tem mais de dez raios por segundo, cada um deles 10 mil vezes mais fortes do que os vistos na Terra, de acordo com resultados de dois trabalhos independentes apresentados nesta quarta-feira (6) na revista científica “Nature”.

Tempestade gera uma mancha na atmosfera do planeta
(Foto: Cortesia/Carolyn Porco/CICLOPS/NASA/JPL-Caltech/SSI" )

Tempestades são comuns na atmosfera do gigante planeta gasoso, tanto quanto na Terra. Elas duram de alguns dias a muitos meses e cobrem uma área média de cerca de 2 mil quilômetros. Mas eventos tão grandes como o analisado agora são chamados de “Grandes Manchas Brancas” e são mais raros: acontecem cerca de uma vez por ano de Saturno – o que equivale a 29,5 anos terrestres.

Essa tempestade começou a surgir em dezembro de 2010 e passou de 10 mil quilômetros de área. Ela é a mais intensa observada até agora pelos astrônomos. Os pesquisadores acreditam que eventos do tipo podem se formar com a mudança de estações no planeta.

Os trabalhos também mostram que os ventos da alta atmosfera de Saturno são fortes o suficiente para não mudarem de direção, mesmo com a enorme tempestade atravessando o planeta. Segundo os cientistas, isso indica que eles são parecidos com os que são observados no vizinho Júpiter.

Hubble completa 1 milhão de observações espaciais

Telescópio deve permanecer em operação até 2014.Imagem obtida, no entanto, não é fotografia.

Do G1, em São Paulo

O planeta Kepler 2b foi o alvo da investigação do Hubble (Foto: NASA; ESA; G. Bacon, STScI)

O Telescópio Espacial Hubble fez, no início desta semana, sua observação de número 1 milhão, ao investigar a existência de água em um planeta a mil anos-luz de distância da Terra. É um feito para uma ferramenta de 21 anos de idade que quase foi aposentada antes da hora após o acidente do ônibus espacial Columbia.    A imagem feita dessa vez, no entanto, não é uma das belas fotografias espaciais que estamos acostumados a ver. Para a investigação, o Hubble fez uma “medida espectroscópica” do planeta conhecido apenas como “Kepler 2b”, que permite dividir a luz visível em diferentes cores. Essas cores são capazes de revelar os compostos químicos presentes no planeta.    O Kepler 2b recebe esse nome porque é um dos alvos de investigação da sonda Kepler, que procura planetas parecidos com a Terra, que possam abrigar vida.

O administrador chefe da Nasa, Charles Bolden, foi o piloto do ônibus espacial que levou o Hubble à órbita terrestre. Em nota, ele afirmou que “o fato de que o Hubble atingiu essa marca estudando um planeta distante é um notável lembrete de sua força e de seu legado”.

O Hubble deve funcionar até mais ou menos 2014, segundo a Nasa. Depois disso, ele será substituído pelo Telescópio Espacial James Webb, que tem lançamento previsto para 2018.


Mapa mostra todas as observações feitas pelo telescópio até o final de junho (Foto: Nasa)

Previsão de tempestade ameaça último lançamento do Atlantis

Nasa marcou o último lançamento da Atlantis para 8 de julho (Foto: Nasa/Kim Shiflett)

Do G1, com informações da Reuters - A menos de 72 horas do horário marcado para o lançamento do Atlantis, última decolagem da história do programa de ônibus espaciais, a previsão do tempo preocupa a Nasa. Nuvens se aproximam da Flórida, estado norte-americano onde se localiza o Centro Espacial Kennedy, e há previsão de tempestades para a manhã de sexta-feira, quando a nave deveria partir – 11h26 no horário local, 12h26 em Brasília.

“Eu queria ter uma previsão do tempo melhor para vocês”, disse Kathy Winters, meteorologista da Força Aérea norte-americana, numa entrevista coletiva. Segundo a especialista, a probabilidade de que a nave decole no horário previsto é de 40%. No fim de semana, as condições para o lançamento do Atlantis devem melhorar.

Caso o Atlantis não seja lançado até este domingo (10), terá de esperar até, no mínimo, o dia 16. Isso porque o foguete não tripulado Delta, que colocará um satélite em órbita, está com o lançamento marcado para a próxima semana. Os dois usam a mesma estrutura e o mesmo pessoal e, por isso, é preciso haver um intervalo.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Principais constelações de Julho

Acima do horizonte sul, em excelentes condições de observação está Crux, o Cruzeiro do Sul (Cru), a constelação mais conhecida entre os brasileiros. Ao sul de Crux está Musca, a Mosca (Mus). Mais ao sul estão Apus, a Ave do Paraíso (Aps) e Octans, o Oitante (Oct), onde encontra-se a estrela polar do sul. Envolvendo Crux por três lados, menos para o do sul para onde o braço maior da cruz está apontando, encontra-se Centaurus, o Centauro (Cen).

A constelação de Triangulum Australe, o Triângulo Austral (TrA), utilizada para processos noturnos de orientação no campo, encontra-se alta para os lados do sul, junto a Centaurus. De Triangulum Australe em direção ao sudeste, estão Pavo, o Pavão (Pav) e Tucana, o Tucano (Tuc).

A oeste, parcialmente visível, está Hydra, a Hidra fêmea (Hya). Junto a ela, estão as constelações de Crater, a Taça (Crt), e o inconfundível trapézio de Corvus, o Corvo (Crv). Ainda a oeste, mas na parte mais alta do céu, destaca-se a grande constelação de Virgo, a Virgem (Vir). A leste de Virgo notamos Libra, a Balança (Lib), Serpens, a Serpente (Ser), e Ophiuchus, o Serpentário (Oph).

No alto do céu encontramos Scorpius, o Escorpião (Sco), associada às noites do inverno. Junto à cauda de Scorpius situa-se Sagittarius, o Sagitário (Sgr). Na direção dessa constelação é que está o centro de nossa galáxia. Entre Scorpius e Centaurus localiza-se a constelação de Lupus, o Lobo (Lup). Norma, o Esquadro (Nor), e Ara, o Altar (Ara) estão entre Scorpius e Triangulum Australe.

Ao norte observamos a constelação de Boötes, o Boieiro (Boö). A leste de Boötes estão Corona Borealis, a Coroa Boreal (CrB), e Hercules, o herói Hércules (Her). Dominando o quadrante nordeste, à meia altura, encontra-se a constelação de Lyra, a Lira (Lyr) e, parcialmente acima do horizonte, Cygnus (o Cisne). Ao sul de Lyra e Cygnus estão Aquila, a Águia (Aql), Sagitta, a Flecha (Sge) e Delphinus, o Golfinho (Del).

Capricornus, o Capricórnio (Cap), encontra-se próxima ao horizonte leste. Ao sul de Capricornus vemos o característico desenho de um número 1: é a parte principal da constelação de Grus, a Grou (Gru). De Grus em direção ao horizonte sudeste avistamos as primeiras estrelas de Piscis Austrinus, o Peixe Austral (PsA).


resumo extraído de "Estrelas e Constelações - Guia Prático de Observação" de autoria de Paulo G. Varella e Regina A. Atulim

OBSERVAÇÕES:
O mapa assinala o aspecto do céu visto ao longo deste mês, nos seguintes horários: início do mês às 21h 20min; meio do mês às 20h 40min; final do mês às 20h 00min. Junto ao círculo que delimita o mapa (e que representa o horizonte do observador) estão as direções dos quatro pontos cardeais e dos quatro colaterais, que devem estar orientados para os seus correspondentes na natureza; o centro do círculo é o Zênite, ponto do céu diretamente acima da cabeça do observador.

Os instantes fornecidos são para o fuso horário de Brasília.


mapa com as principais constelações visíveis durante este mês
clique para ampliar



Saiba mais

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