segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Personagens da nossa Astronomia: Marcomede Rangel Nunes (1951-2010)


Personagens da nossa Astronomia

 
  
MARCOMEDE RANGEL NUNES

1951-2010

Nelson Travnik
No dia 21 de agosto de 2010, com apenas 59 anos, a astronomia brasileira perdeu uma de suas figuras mais expressivas: Marcomede Rangel Nunes, carioca, físico, astrônomo, jornalista e com relevantes e reconhecidos trabalhos em astronomia. Conheci Marcomede ainda jovem realizando observações sistemáticas do Sol no Observatório Nacional do Rio de Janeiro, CNPq-MCT. Seus conhecimentos, aplicação e idealismo contribuíram para que mais tarde fosse contratado para trabalhar neste Observatório. De colegas passamos a amigos mantendo estreito relacionamento. Falávamos quase semanalmente. 
Dizia sempre que Marcomede, em razão da competência e espirito sempre alegre, comunicador e brincalhão, era único. Participamos juntos de inúmeros eventos. Várias vezes esteve em Americana, SP, participando da nossa "Semana de Astronomia" e cursos. Era um incentivador e 'plantador' de relógios de Sol em todo o Brasil. O mais famoso deles é o de Brasília em parceria com Oscar Niemeyer. Era também um profundo conhecedor de planetários. Suas frequentes viagens aos Estados Unidos e a Europa  visitando fabricas e planetários, tornaran-o um especialista no assunto. Visitou entre outras a fabrica Carl Zeiss, em Jena, Alemanha, a mais famosa e conceituada do mundo. A implantação do Planetário de Belém, 'Sodré da Gama" da UEPA, teve uma participação decisiva do Marcomede. 

Ao lado do insigne astrônomo Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, colaborou na criação do Museu de Astronomia e Ciências Afins,  MAST, do Rio de Janeiro, RJ, no prédio do Observatório Nacional. Participou no Programa Antártico Brasileiro realizando sete viagens aquele continente. Pelo ON e o Instituto de Estudos Antárticos, IBEA, foi o primeiro brasileiro a medir a radiação solar na Antártica com um pirômetro Eppley 8-48. Escreveu vários livros dentre os quais : Oku-curi (1979); Uma Luz Diferente no céu (1985); Antártica, uma Viagem ao Topo do Mundo (1980); Santos-Dumont, um Astrônomo Amador (2006); Einstein no Brasil (2005) e Meteorito de Bendengó (2007). Foi também autor de mapas do céu, do sistema solar e da Lua. Por ocasião do Projeto Apollo (1968-1972)  colaborou no Programa LION, NASA, JPL, Smithsonian Institution. Pelos relevantes serviços prestados a astronomia em  mais de 40 anos de carreira exercidos no ON, recebeu inúmeras homenagens e condecorações dentre as quais vale destacar: Diploma 'Amigo da Marinha do Brasil', Medalha Pedro Ernesto, Medalha Alda Pereira Pinto, Medalha Tiradentes, Mérito Tamandaré da Marinha do Brasil, Personalidade Sayb Mais 2005, Profissional em Destaque e Benemérito do Estado do Rio de Janeiro. Por iniciativa sua, fui surpreendido com uma Moção de Votos de Louvor e Aplauso pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro por minha atuação em astronomia, sendo como sou natural do Estado do Rio de Janeiro. Marcomede foi um incansável colaborador e muito atencioso por todos que o procuravam. Muitas mentalidades voltadas ao estudo do céu deva-se a ele. Chamávamos carinhosamente de "Marcomidia" tamanho era seu conhecimento. Estava a par de tudo. Quando esperávamos levar-lhe um novidade, ele já sabia ! O Clube de Astronomia do Rio de Janeiro, CARJ, O Grupo NGC-51, os observatórios Nacional e do Valongo, UFRJ, o Planetário do Museu do Universo na Gávea e todos nós, colegas, amigos e admiradores de todo Brasil, rendemos nossa homenagem e um preito de gratidão por tudo que ele nos proporcionou. Esteja onde estiver, certamente seu espirito paira entre as estrelas que tanto amou. Numa homenagem, embora simples pelo tanto que ele contribuiu para a astronomia brasileira, a Biblioteca do Observatório Municipal de Americana,SP, a partir de 01/09/2010, passou a denominar-se "Biblioteca Astrônomo Marcomede Rangel Nunes".

Nelson Travnik, astrônomo nos observatórios municipais de Americana e Piracicaba, SP e Membro Titular da Sociedade Astronômica da França.

Céu Austral - novos cursos


Olá pessoal, tudo bem?


Encontram-se abertas as inscrições para 2 novos cursos que serão ministrados pelo Observatório Céu Austral, um com início em agosto e outro em setembro. São eles:

a) ASTRONOMIA: DA TERRA ÀS ESTRELAS - em parceria com a Assipt - do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas - USP), com início na segunda-feira, 27 de agosto;

b) ASTRONOMIA PRÁTICA - em parceria com a E.T.E. Prof. Camargo Aranha, com início na quarta-feira, 05 de setembro;

Mais informações podem ser obtidas na página inicial de nosso site (
www.ceuaustral.astrodatabase.net ou www.ceuaustral.pro.br), em "o quem por aí no Céu Austral".

Qualquer dúvida, entre em contato:
ceuaustral@gmail.com

Contamos com a sua presença. Um abraço.

Paulo Gomes Varella
Observatório Céu Austral

Nasa anuncia nova missão para estudar o interior de Marte

InSight deverá chegar ao planeta vermelho em 2016.
Objetivo é conhecer melhor o núcleo e as placas tectônicas do planeta.

Do G1, em São Paulo

A Nasa, agência espacial norte-americana, divulgou nesta segunda-feira (20) o lançamento de uma nova missão para a exploração de Marte. A missão recebeu o nome de InSight e deve posicionar instrumentos no planeta em setembro de 2016.

Ao contrário do Curiosity, robô que explora a superfície marciana e analisa rochas para descobrir se o planeta já teve condições de abrigar vida, a missão InSight está interessada no que acontece no interior do planeta vermelho.

A pesquisa tem como objetivos descobrir se o núcleo de Marte é sólido ou líquido e entender se as placas tectônicas marcianas deslizam umas contra as outras, como as da Terra. O conhecimento mais detalhado do interior de Marte possibilitará uma comparação melhor com a Terra e levará a uma compreensão melhor de como os planetas são formados.

Ilustração de como será a exploração de Marte pelo InSight (Foto: Nasa/JPL)

Ilustração de como será a exploração de Marte pelo InSight (Foto: Nasa/JPL)
A Nasa escolheu a InSight entre três propostas de exploração do Sistema Solar. Os projetos derrotados seriam para estudar um cometa e Titã, uma lua de Saturno.

“A exploração de Marte é uma prioridade para a Nasa, e a escolha do InSight assegura que vamos continuar descobrindo os mistérios do planeta vermelho e estabelecendo as bases para uma futura missão humana lá”, afirmou em nota o diretor da Nasa, Charles Bolden.

A missão está orçada em US$ 425 milhões (cerca de R$ 858 milhões), sem contar os gastos com os foguetes usados no lançamento. As agências espaciais da França e da Alemanha vão colaborar na elaboração dos instrumentos usados na missão.

Cosmonautas instalam sistema de defesa contra meteoros na ISS

Da EFE

Os cosmonautas russos Gennady Padalka e Yuri Malenchenko iniciaram nesta segunda-feira (20) uma caminhada espacial para, entre outras coisas, proteger a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) de uma possível colisão com meteoritos.

"A duração aproximada da missão será de cerca de sete horas", informou o Centro de Controle de Voos Espaciais da Rússia à agência "Interfax".

Padalka e Malenchenko durante a caminhada espacial (Foto: Nasa TV/UStream/Reprodução)

Padalka e Malenchenko durante a caminhada espacial (Foto: Nasa TV/UStream/Reprodução)
Os cosmonautas russos colocarão, no módulo de serviço Zvezda, cinco painéis e escudos especiais cuja função será proteger a estrutura da plataforma orbital em caso de uma chuva de meteoritos.

Além disso, os russos lançarão um microssatélite e tentarão mover o guindaste manipulador de carga Strela-2 do módulo Pirs ao módulo Zarya, a fim de facilitar o trabalho.

Se restar tempo, os cosmonautas russos também recolherão no módulo Pirs vários computadores dentro do experimento Biorisk, que devem ser enviados de volta à Terra e tem como objetivo o estudo do impacto da radiação cósmica.

Esta será a nona experiência de Padalka, que conta com mais de 27 horas de caminhadas espaciais. Enquanto isso, seu companheiro Yuri Malenchenko conta com mais de 24 horas de experiência no exterior da plataforma e fará sua quinta caminhada.

No próximo dia 30 de agosto será a vez da americana Sunita Williams e do japonês Akihiko Hoshide, que substituirão uma unidade de distribuição de energia solar e colocarão cabos necessários para receber um novo módulo de laboratório russo no ano que vem.

Um dos principais objetivos da atual missão da ISS é realizar um experimento científico para prevenir os desastres naturais em nosso planeta.

Hubble detecta galáxia 'solitária' a 9 milhões de anos-luz do Sistema Solar

Vizinha mais próxima da DDO 190 fica a 3 milhões de anos-luz de distância.
Corpo celeste anão é irregular, pequeno e sem estrutura bem definida.

Do G1, em São Paulo

O telescópio Hubble, operado pela agência espacial americana (Nasa) e pela Agência Espacial Europeia (ESA), flagrou uma galáxia isolada chamada DDO 190, a cerca de 9 milhões de anos-luz do nosso Sistema Solar.

Sua vizinha mais próxima, a DDO 187, fica a 3 milhões de anos-luz de distância, o que supera o espaço entre a nossa Via Láctea e Andrômeda.

Esse corpo celeste é uma galáxia-anã irregular, relativamente pequena e sem estrutura bem definida.
Ela é formada por estrelas mais velhas e avermelhadas, principalmente nas bordas, enquanto seu interior contém astros mais jovens e azuis. O Hubble captou a imagem em luz visível e infravermelha.

Galáxia DD0 190 (Foto: ESA/Hubble & Nasa) 
DD0 190 foi descrita pela primeira vez em 1959 e pertence ao grupo de galáxias Messier 94 (Foto: ESA/Nasa)
 
A DDO 190 tem alguns bolsões de gás ionizado que aquecem as estrelas, e a mais brilhante delas pode ser vista mais abaixo do centro da imagem. Ao fundo, aparece um grande número de galáxias espirais, elípticas e também de formato menos claro.

Essa galáxia faz parte do grupo Messier 94, localizado não muito longe do Grupo Local, dominado pela Via Láctea e por Andrômeda, mas composto também por várias outras galáxias-satélite.

O astrônomo canadense Sidney van der Bergh foi o primeiro a registrar a DDO 190, em 1959, como parte de um catálogo de galáxias-anãs.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Hubble flagra colisão entre dois aglomeradores estelares

Região da Nebulosa da Tarântula é considerada 'berçário de estrelas'.
Local fica a 170 mil anos-luz da Terra na Grande Nuvem de Magalhães

Do G1, em São Paulo

O telescópio espacial Hubble flagrou a colisão entre dois aglomerados estelares a 170 mil anos-luz da Terra na galáxia Grande Nuvem de Magalhães. A imagem foi feita em 2009 e a descoberta divulgada nesta quinta-feira (16).

À primeira vista, a imagem parece mostrar apenas um aglomerado de estrelas na região da Nebulosa da Tarântula. Mas análises mostraram que se trata, na realidade, de dois grupos em processo de fusão.

A região é conhecida dos cientistas por ser um verdadeiro berçário estelar, formando novas estrelas há 25 milhões de anos. A colisão em andamento pode explicar porque a área é tão fértil.

A fotografia feita pelo Hubble mostra os dois aglomerados estelares em colisão (Foto: NASA, ESA, R. O'Connell (University of Virginia), and the Wide Field Camera 3 Science Oversight Committee) 
A fotografia feita pelo Hubble mostra os dois aglomerados estelares em colisão (Foto: NASA, ESA, R. O'Connell (University of Virginia), and the Wide Field Camera 3 Science Oversight Committee)

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Sonda da Nasa encontra gás hélio na superfície da Lua

Descoberta confirma resultados obtidos por astronautas da Apollo 17.
Cientistas não sabem de onde vem o gás encontrado.

Do G1, em São Paulo
Fenômeno do ‘Supermoon’ acontece na noite deste sábado (5) (Foto: Laboratório Nacional de Astrofísica de Itajubá) 

A Lua mostra sempre a mesma face para a Terra
 (Foto: Laboratório Nacional de Astrofísica de Itajubá)
Cientistas que trabalham com a sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), da Nasa, informaram que encontraram o gás nobre hélio na rarefeita atmosfera da Lua. A descoberta confirma dados recolhidos por um experimento feito em 1972 na superfície do satélite pelos astronautas da Apollo 17.

O objetivo principal dos pesquisadores envolvidos é mapear o lado “oculto” da Lua. Por causa da interação entre as gravidades da Terra e da Lua, o satélite demora praticamente o mesmo tempo para girar em torno de seu eixo e para dar uma volta em torno do nosso planeta. É por isso que nós vemos sempre o mesmo lado da Lua. Os únicos seres humanos que já observaram o lado de lá são os astronautas que viajaram nas missões Apollo.

No entanto, o grupo de cientistas expandiu a missão para analisar também a atmosfera do satélite – tão fina que é quase inexistente. Em estudos anteriores, eles já tinham detectado a presença de hidrogênio, argônio e mercúrio no local.

Segundo Alan Stern, líder da equipe, resta saber agora se o gás hélio tem sua origem na própria Lua ou se foi levado até ela por ventos solares.

Ilustração mostra como é a sonda lunar LRO (Foto: Nasa)

Ilustração mostra como é a sonda lunar LRO (Foto: Nasa)

Estudo conclui que Sol é 'o objeto natural mais redondo já medido'

Pesquisa mostrou ainda que formato do astro varia menos que o esperado.
Astrônomo brasileiro integrou a equipe que fez a descoberta.

Tadeu Meniconi Do G1, em São Paulo

Uma equipe internacional de cientistas, com a participação de um astrônomo brasileiro, revelou que o Sol é “o objeto natural mais redondo já medido”. O estudo que chegou à conclusão foi publicado nesta quinta-feira (16) na edição online da prestigiada revista “Science”.

Além disso, eles descobriram que o formato e o tamanho do Sol são constantes, o que é uma novidade. O Sol tem ciclos de 11 anos, em que seu campo magnético sofre variações. Até esse momento, os astrônomos acreditavam que o formato da estrela também passava por alterações, mas o atual estudo mostrou que isso não acontece.

Imagem do Sol obtida pelo SDO e usada no estudo (Foto: Nasa/SDO)

Imagem do Sol obtida pelo SDO e usada no estudo (Foto: Nasa/SDO)
A nova medição foi feita com dados obtidos pelo Observatório de Dinâmica Solar (SDO, na sigla em inglês), um satélite da Nasa que fica na órbita da Terra. De lá, não sofre influência da atmosfera da Terra, que distorce toda luz que passa por ela. Essa é, portanto, a medida mais precisa já feita da forma do Sol.

O Sol tem um formato elíptico, assim como a Terra. No entanto, a Terra tem uma diferença considerável no tamanho de seu raio em relação ao Equador e aos pólos. No Sol, essa variação é muito pequena. Se o astro fosse do tamanho de uma bola de futebol, a diferença não seria maior que a grossura de um fio de cabelo humano.

“Achava-se que haveria um achatamento dos polos maior do que a gente encontrou”, afirmou Marcelo Emílio, professor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (PR). Ele desenvolveu o trabalho durante estudos de pós-doutorado na Universidade do Havaí, nos EUA, em parceria com os pesquisadores Jeff Kuhn e Isabelle Scholl. Rock Bush, da Universidade de Stanford, nos EUA, também assina o estudo.

Rotação
Emílio explicou que a composição do Sol faz com que ele tenha movimentos muito diferentes dos da Terra. O que vemos do astro é sua parte externa, formada por gases, e esses gases se comportam de maneira diferente do nosso planeta – rochoso –, que os cientistas chamam de “corpo rígido”. Por isso, ele gira mais rápido no Equador do que nos polos.

Os autores acreditam que a descoberta sobre a forma do Sol possa ter relação com a rotação do astro. “Estamos tentando entender melhor os mecanismos que fazem o Sol funcionar como funciona”, disse o pesquisador brasileiro.

A partir daí, novos estudos podem ser feitos nesse sentido, para chegar a uma previsão mais precisa do comportamento solar. “Não conhecemos as variações do sol em longo prazo”, completou Emílio.

As variações na rotação do Sol influenciam a atividade da estrela de várias formas. Uma delas é seu campo magnético, que tem ciclos em que fica mais fraco ou mais forte. Neste ano, várias tempestades magnéticas do Sol já atingiram a Terra, e esse fenômeno afeta o funcionamento de satélites e a comunicação por rádio.

Cientistas encontram ‘supermãe’ espacial

Aglomerado estelar gera 740 novas estrelas por ano.
Objeto recém-descoberto foi batizado de 'Fênix'.

Do G1, em São Paulo

Cientistas da Nasa anunciaram nesta quarta-feira (15) a descoberta de uma “supermãe” espacial, com a ajuda do telescópio de raios-X Chandra. O aglomerado estelar, batizado de Fênix, “dá à luz” 740 estrelas por ano – para efeito de comparação, a nossa galáxia, a Via Láctea, gera uma mísera estrela anualmente.
O aglomerado Fênix está a 5,7 bilhões de anos-luz da Terra e é o maior emissor de raios-X já visto.

Ilustração mostra a galáxia central do aglomerado Fênix, que gera 740 novas estrelas anualmente (Foto: AP/Nasa)

Ilustração mostra a galáxia central do aglomerado Fênix, que gera 740 novas estrelas anualmente (Foto: AP/Nasa)
Fotografia mostra o aglomerado estelar Fênix (Foto: Nasa)

Fotografia mostra o aglomerado estelar Fênix (Foto: Nasa)

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Telescópio no Chile faz nova imagem de nebulosa escura

Nebulosa do Cachimbo fica a cerca de 700 anos-luz da Terra.
Fenômeno acontece por acúmulo de poeira cósmica.

Do G1, em São Paulo

Nebulosa do Cachimbo (Foto: ESO)

Nebulosa do Cachimbo (Foto: ESO)
Astrônomos publicaram nesta quarta-feira (15) uma nova imagem de uma nebulosa escura a cerca de 700 anos-luz da Terra. A Nebulosa do Cachimbo, também chamada de Barnard 59, fica próxima ao centro da Via Láctea, na constelação de Serpentário.

Quando as nebulosas escuras foram descobertas, os astrônomos pensavam que essas áreas do céu não teriam estrelas. Hoje, eles sabem que são regiões com camadas muito espessas de poeira cósmica, que bloqueiam o brilho das estrelas que existem por lá.

A imagem foi feita com o instrumento Wide Field Imager, instalado em um telescópio no Chile pelo Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), projeto que conta com participação brasileira.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Novos meteoros que passaram pela Terra são vistos no Hemisfério Norte

Chuva de Perseidas pode ser observada todo mês de agosto.
Terra cruzou com cometa Swift-Tuttle e 'varreu' seus pedaços.

Do G1, em São Paulo

Uma nova chuva de meteoros apareceu no céu do Hemisfério Norte na madrugada desta segunda-feira (13).

O fênomeno, que começou no fim de semana e se repete sempre em agosto, ocorre porque a Terra passou próximo do cometa Swift-Tuttle e "varreu" os detritos espaciais deixados por ele.

A foto abaixo foi tirada na vila de Kuklici, na Macedônia, conhecida por suas centenas de pedras naturais.

Meteoros (Foto: Ognen Teofilovski/Reuters)

Meteoro passa sobre pedras naturais na vila de Kuklici, na Macedônia 
(Foto: Ognen Teofilovski/Reuters)

Nesta outra imagem, feita após uma longa exposição, a chuva de meteoros Perseidas – assim chamados porque ficam na constelação de Perseu – surge atrás de uma árvore perto da cidade de Mitzpe Ramon, no sul de Israel.

Meteoros (Foto: Amir Cohen/Reuters)

Imagem feita após longa exposição mostra 'chuva de meteoros' atrás de árvore
 (Foto: Amir Cohen/Reuters)


Curiosos se reuniram no domingo (12) em Mitzpe Ramon para assistir ao espetáculo no céu.

Meteoros Israel (Foto: Amir Cohen/Reuters)

Curiosos passaram a noite de domingo em parque de Israel para ver espetáculo 
(Foto: Amir Cohen/Reuters)

Abaixo, meteoros foram vistos no sábado (11) em Silver Springs, Nevada, nas ruínas do parque estadual Forte Churchill, construído em 1861 pelo Exército dos EUA para proteger seus primeiros colonizadores.

Meteoros EUA (Foto: Kevin Clifford/AP)

Meteoros também cruzaram o céu dos EUA no parque Forte Churchill, em Nevada
 (Foto: Kevin Clifford/AP)

Acceso il telescopio più grande d'Europa

La grande antenna del Sardinia Radio Telescope (fonte: INAF- Osservatorio Astronomico di Cagliari)  
La grande antenna del Sardinia Radio Telescope 
(fonte: INAF- Osservatorio Astronomico di Cagliari)
 
Primo sguardo al cielo per il telescopio più grande d'Europa, il Sardinia Radio Telescope (Srt), realizzato on Sardegna, a circa 35 chilometri da Cagliari, grazie alla collaborazione tra Istituto Nazionale di Astrofisica (Inaf) e Agenzia Spaziale Italiana (Asi) e con il supporto del ministero per l’Istruzione, l’Università e la Ricerca (Miur) e della Regione Sardegna

Alto circa 70 metri e pesante circa 3.000 tonnellate, il telescopio Srt ha una parabola del diametro di 64 metri, i cui movimenti sono assicurati da un sistema di 16 ruote su un cerchio di rotaie di 40 metri. Eil secondo più grande radiotelescopio al mondo con una superficie attiva,è cioè in grado di mantenere la forma ideale della sua enorme parabola, annullando le sollecitazioni dovute alla forza di gravità e ai venti. Questa caratteristica permette a Srt di concentrare al meglio i deboli segnali provenienti dai più remoti angoli del cosmo, migliorando la qualità delle sue osservazioni. Molti dei suoi strumenti di ricezione e di elaborazione sono stati sviluppati da personale dell’ Inaf.

Oltre al riflettore primario, Srt ha un riflettore secondario e altri due specchi all’interno della stanza dei ricevitori. Questo complesso sistema di superfici riflettenti fornisce quattro posizioni focali distinte, in ognuna delle quali possono essere alloggiati diversi ricevitori selezionabili automaticamente tramite sistemi robotici.
L’entrata in funzione del radiotelescopio è motivo di ‘’grande soddisfazione e commozione per chi, come me, ha creduto a questo strumento da più di dieci anni’’, ha detto il presidente dell’Inaf, Giovanni Bignami. Grande soddisfazione anche del responsabile

del progetto Srt, Nicolò D’Amico, dell’Osservatorio di Cagliari dell’Inaf e dell’università di Cagliari. Questo strumento, ha detto, ‘’rappresenta una delle punte di eccellenza su cui la Regione Sardegna sta investendo“. Srt, ha proseguito, ‘’è innanzitutto uno strumento astronomico, fratto per registrare segnali che provengono dal lontano universo’’. Inoltre, ha detto ancora, Srt ‘’è qualificato per funzionare come centro di raccolta dei dati delle sonde interplanetarie, da qui l’interesse dell’Agenzia Spaziale Italiana e delle altre agenzie spaziali internazionali’’.

www.ansa.it

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