quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Nuvem escura captada por telescópio no Chile é 'maternidade' de estrelas

Objeto Lupus 3 fica a 600 anos-luz da Terra, na constelação de Escorpião.
Sol pode ter se formado em 'berçário' assim, há mais de 4 bilhões de anos.

Do G1, em São Paulo

Uma "maternidade" de estrelas que aparece no céu como uma nuvem escura de poeira cósmica foi flagrada por um telescópio do Observatório Europeu do Sul (ESO) no Chile.

A imagem obtida pelo telescópio MPG, de 2,2 metros, é uma das melhores já captadas em luz visível do objeto Lupus 3, que fica a 600 anos-luz de distância da Terra, na constelação de Escorpião. A foto abaixo representa uma dimensão de cerca de 5 anos-luz.

A nuvem escura Lupus 3 e as estrelas quentes jovens associadas à nuvem (Foto: ESO/Divulgação) 
Nuvem escura Lupus 3 reúne estrelas quentes e jovens, duas delas visíveis a olho nu
 (Foto: ESO/Divulgação)
 
Os astrônomos acreditam que o Sol possa ter se formado em um "berçário" de estrelas semelhante, há mais de 4 bilhões de anos. Ao estudar esses locais, os cientistas buscam entender melhor as fases iniciais da vida dos astros.

À medida que as regiões mais densas de nuvens como essa se contraem, sob o efeito da gravidade, as estrelas se aquecem e começam a brilhar. A intensa radiação emitida por elas, junto com os ventos estelares, vai "limpando" as nuvens em volta, até que finalmente esses astros aparecem em seu "poder" máximo.
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Vista grande angular da nuvem escura Lupus 3 e das estrelas quentes jovens associadas à nuvem (Foto: ESO/Divulgação) 
Vista feita por lente grande angular da Lupus 3 e dos astros concentrados nela 
(Foto: ESO/Divulgação)
 
As estrelas jovens e brilhantes na imagem espalham sua radiação azul pelos restos de poeira que estão ao redor. As duas mais intensas, chamadas de Herbig Ae e Herbig Be, são um pouco mais quentes que o Sol e têm menos de 1 milhão de anos. Por sua luminosidade, elas podem ser vistas até por binóculos ou um telescópio pequeno.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Il Sole si risveglia

 
 Un'eruzione solare (fonte: NASA/SDO)

Video

Dopo una breve pausa il Sole siè rivegliato e si attende ormai un progressivo intensificarsi di macchie ed eruzioni sulla sua superficie che entro il 2013 potrebbe portare al picco della sua attività. Il Sole sta attraversando infatti la fase attiva del suo ciclo, nel quale periodi di quiete si alternano a periodi di attività intensa, come quello in corso.
Il progressivo aumento dell'attività del Sole verso il picco di attività del 2013
 (fonte: NASA/SDO)

A tenere d'occhio l'attività del Sole sono il satellite americano Stereo (Solar Terrestrial Relations Observatory) e l'osservatorio solare Soho (Solar and Heliospheric Observatory), frutto di una missione congiunta tra la Nasa e l'Agenzia Spaziale Europea (Esa). E' grazie alle immagini di questi osservatori solari, accanto a quelle del telescopio Sdo (Solar Dynamics Observatory), che stanno arrivando a Terra le immagini della recente eruzione solare che sta scagliando verso la Terra uno sciame di particelle.

Le macchie solari che hanno cominciato a dare segnali di attività sono indicate con le sigle AR 11652 e AR 11654. Quest'ultima e' la macchia più grande e si sta lentamente girando verso la Terra e secondo l'Agenzia americana per l'atmosfera e gli oceani (Noaa) potrebbe essere in grado di generare nuove e piu' violente eruzioni.


Il Sole in attività il 15 gennaio 2013 (fonte: NASA/SDO)

Lo sciame di particelle sta viaggiando verso la Terra alla velocità di oltre 400 chilometri al secondo, pienamente nella norma rispetto agli sciami generati dalle eruzioni di media entità e con un rischio relativamente basso di poter scatenare una tempesta violenta.

Finora lo sciame è classificato nel livello M, ossia nel livello di media intensità che potrebbe potenzialmente provocare localmente blackout nelle telecomunicazioni e generare forti aurore ai Poli. Gli sciami più intensi sono classificati nel livello X, capaci di provocare blackout su scala planetaria, mentre il livello C è il più leggero ed ha conseguenze molto blande. Le particelle generate dalle tempeste solari non riescono ad attraversare l'atmosfera nè possono avere conseguenze pericolose per la salute umana, tuttavia quando gli sciami sono particolarmente intensi possono disturbare seriamente i satelliti per la navigazione e le telecomunicazioni. Nei casi migliori scatenano invece spettacolari aurore polari.


L'eruzione solare del 13 gennaio nelle immagini del telescopio spaziale Stereo 
(fonte: NASA/STEREO)


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Il catalogo delle nebulose planetarie

La nebulosa Occhio di gatto (fonte: immagini ai raggi X: NASA/CXC/RIT/J.Kastner et al.; immagini nell'ottico: : NASA/STScI) 
 La nebulosa Occhio di gatto (fonte: immagini ai raggi X: NASA/CXC/RIT/J.Kastner et al.; immagini nell'ottico: : NASA/STScI)
E' spettacolare il primo catalogo delle nebulose planetarie messo a punto dalla Nasa utilizzando le immagini inviate a Terra dai telescopi spaziali Hubble e Chandra. Pubblicato sull' Astronomical Journal, il catalogo comprende immagini mozzafiato e dati scientifici utilissimi poichè sono la base delle future ricerche volte a chiarire la struttura e l'evoluzione delle nebulose planetarie.

Tra le immagini più spettacolari del catalogo ci sono quelle delle nebulose planetarie NGC 7662, NGC 7009, NGC 6826 e NGC 6543. Quest’ultima è stata chiama ‘Occhio di gatto’ per la sua particolare forma. Anche i colori sono notevoli: un cuore pulsante viola, dalle sfumature rosse ed i contorni verdi e blu. Mentre il viola deriva dalle emissione di raggi X catturate dall’osservatorio Chandra, il rosso, il verde ed il blu derivano dalle immagini ottiche ottenute dal telescopio spaziale Hubble, realizzato dalla Nasa con il contributo dell’Agenzia Spaziale Europea (Esa).

Il catalogo comprende 21 nebulose planetarie che si trovano nel raggio di 5.000 anni luce dalla Terra, più l’analisi di altre 14 nebulose planetarie, entro la stessa distanza, osservate da Chandra.

La nebulosa planetaria rappresenta la fase dell’evoluzione stellare che il Sole è destinato sperimentare tra cinque miliardi di anni. Quando una stella come la nostra consuma tutto l'idrogeno nel suo nucleo, si espande in una gigante rossa, con un raggio che aumenta da decine a centinaia di volte. In questa fase, la stella espelle la maggior parte dei suoi strati esterni, lasciando un nucleo caldo, che successivamente si contrarrà per formare probabilmente una densa stella nana bianca. Un rapido vento stellare, proveniente dal nucleo caldo, si proietta nell'atmosfera e crea quelle graziose strutture filamentose a forma di conchiglia, visibili dai telescopi ottici.

La diffusa emissione di raggi X osservata in circa il 30% delle nebulose planetarie nella nuova indagine di Chandra è causata da onde d'urto causate dal vento che si scontra rapidamente con l'atmosfera espulsa. Nuovi dati rivelano che le immagini ottiche della maggior parte delle nebulose planetarie con vasta emissione di raggi X, mostrano ‘conchiglie’ compatte circondate da aloni più deboli. Si stima che queste particolari coreografie spaziali abbiano meno di 5.000 anni, epoca che potrebbe coincidere con i temi della comparsa delle potenti onde d’urto. Circa la metà delle nebulose planetarie osservate, infine, mostrano al loro interno una sorgente di raggi X che potrebbe essere stata generata da una stella compagna.


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Astrônomos descobrem maior estrutura já vista no Universo

Grupo de quasares tem dimensão de 4 bilhões de anos-luz, diz estudo.
Descoberta desafia princípio cosmológico, afirmam cientistas internacionais.

Do G1, em São Paulo

Uma equipe internacional de astrônomos liderada pela Universidade de Central Lancashire (UCLan), no Reino Unido, identificou a maior estrutura já vista no Universo. A descoberta foi publicada na edição online do periódico científico da Sociedade Astronômica Real (RAS, na sigla em inglês).

Os pesquisadores, liderados por Roger Clowes do Instituto Jeremiah Horrocks da UCLan, observaram um grupo grande de quasares – núcleo galáctico alimentado por um buraco negro de grande massa, muito brilhante e distante da Terra.

Os quasares tendem a se agrupar em estruturas de tamanhos surpreendentemente grandes, formando grupos enormes chamados de Large Quasar Group (LGQ).

Astrônomos descobrem maior estrutura já vista no Universo (Foto: Divulgação/UCLan/Roger Clowes) 
Astrônomos descobrem maior estrutura já vista no Universo
 (Foto: Divulgação/UCLan/Roger Clowes)
 
"Embora seja difícil entender a dimensão desse LQG, podemos dizer com certeza que é a maior estrutura já vista em todo o Universo. Isso é extremamente excitante, até porque vai contra a nossa compreensão atual do Universo, que não parece ser tão uniforme quanto pensávamos", afirma Clowes.

Segundo o astrônomo, a estrutura é tão grande que uma nave espacial, viajando à velocidade da luz no vácuo (300 mil km/s), gastaria cerca de 4 bilhões de anos para atravessá-la.

Para colocar isso em perspectiva, a distância entre a nossa galáxia, a Via Láctea, e a galáxia vizinha mais próxima, Andrômeda, é de cerca de 2,5 milhões de anos-luz. Já os LQG podem ter 650 milhões de anos-luz de diâmetro ou mais.

Princípio cosmológico
A equipe de Clowes identificou na estrutura um tamanho tão significativo que desafia o princípio cosmológico, que consiste na suposição de que o Universo, quando visto em uma escala suficientemente grande, parece o mesmo, independentemente do ponto de observação.

Com base nesse princípio, aceito desde Albert Einstein, e na teoria moderna da cosmologia, cálculos sugerem que os astrofísicos não deveriam ser capazes de encontrar uma estrutura maior do que 1,2 bilhão de anos-luz.

Astronomos descobrem maior estrutura já vista no Universo (Foto: Divulgação/RAS) 
Distribuição dos grupo de quasar, em preto, em
comparação com um grupo menor com 34 quasares,
em vermelho. (Foto: Divulgação/RAS)
 
No entanto, a estrutura descoberta pelos cientistas da UCLan "tem uma dimensão típica de 1,6 bilhão de anos-luz. Mas porque ele é alongado, sua maior dimensão é de 4 bilhões de anos-luz, ou seja, cerca de 1.650 vezes maior do que a distância entre a Via Láctea e Andrômeda", afirma Clowes.

"Nossa equipe também tem olhado para casos semelhantes que adicionam mais peso ao desafio, e vamos continuar a investigar esses fenômenos fascinantes ", concluiu o pesquisador.

A equipe da UCLan trabalhou em conjunto com cientistas das universidades do Chile e de Oxford, no Reino Unido, e do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech).

Estrela mais antiga já vista tem mais de 13 bilhões de anos, diz estudo

Astro é quase tão antigo quanto o próprio Universo, afirmam cientistas.
Conhecida como HD 140283, estrela é estudada há mais de um século.

Do G1, em São Paulo

Astrônomos determinam idade de estrela conhecida mais antiga do universo  (Foto: Divulgação/European Southern Observatory) 
Estrela fica a uma distância de 190 anos-luz do
Sistema Solar e é estudada há mais de um século
(Foto: Divulgação/European Southern Observatory)
 
 
Os astrônomos da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, identificaram a estrela HD 140283 como a mais antiga já encontrada no Universo, com pelo menos 13,2 bilhões de anos, podendo chegar até 13,9 bilhões de anos.

A descoberta foi anunciada na quarta-feira (10), durante um encontro da Sociedade Astronômica Americana, em Long Beach, na Califórnia.

"Acreditamos que essa estrela seja a mais antiga do Universo entre as que conhecemos, com uma idade bem determinada", disse o astrônomo Howard Bond, de Penn – como a universidade é conhecida.

A HD 140283 fica a uma distância de aproximadamente 190 anos-luz do Sistema Solar. Ela vem sendo estudada há mais de um século e é formada quase inteiramente por hidrogênio e hélio, os mesmos componentes do Sol.

Para determinar a idade da estrela, Howard Bond e sua equipe fizeram uma série de cálculos, usando as imagens obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble. Primeiro, os astrônomos fixaram a distância entre a estrela e o Sistema Solar para, em seguida, medir o brilho do astro e calcular sua luminosidade.

A equipe explorou, então, o fato de que a HD 140283 está em uma fase de seu ciclo de vida na qual o hidrogênio presente no núcleo está se esgotando. Nessa etapa, ocorre uma diminuição lenta da luminosidade da estrela, o que representa um indicador altamente sensível de sua idade.

O resultado dos cálculos apontou que esse corpo celeste tem 13,9 bilhões de anos, com uma margem de erro de 700 milhões de anos para mais ou para menos. Se essa margem for considerada, a idade da HD 140283 não entra em conflito com a idade do Universo, já que o Big Bang é calculado pelos cientistas como tendo ocorrido há cerca de 13,7 bilhões anos.

Outro astro, conhecido como "Methuselah 2" (Matusalém 2), já havia tido a idade calculada em 13,2 bilhões de anos, mas a equipe de astrônomos afirma que a idade da HD 140283 foi determinada com maior segurança.

Primeira e segunda geração
Para os cientistas, a HD 140283 faz parte de uma segunda geração de estrelas, criada após o Big Bang, por conter elementos mais pesados.

A primeira geração se formou a partir do gás primordial, que contém baixas quantidades de elementos mais pesados que o hélio. Acredita-se que elas se originaram algumas centenas de milhões de anos após o Big Bang.

Os primeiros astros morreram milhões de anos depois, explodindo em uma sucessão de supernovas, e foram substituídos centenas de milhões de anos depois por estrelas como a HD 140283.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Observatório espacial é ameaçado por incêndio florestal na Austrália

Da France Presse

O grande observatório australiano do espaço, que reúne vários telescópios internacionais, era ameaçado neste domingo por incêndios florestais causados por altas temperaturas e pelos raios das tempestades de verão, indicaram os serviços de combate a incêndios de Nova Gales do Sul (RFS).

Incêndio ameaça o Observatório de Siding Spring (Foto: AFP) 
Incêndio ameaça o Observatório de Siding Spring (Foto: AFP)
 
Os RFS emitiram uma advertência devido a um incêndio que se propaga na direção do Observatório de Siding Spring, localizado no alto de uma cadeia de montanhas isoladas, as Warrumbungle, 500 km a noroeste de Sydney.
"Uma dezena de lugares isolados no monte Woorut, entre eles o Observatório de Siding Spring, estão ameaçados", indicaram os RFS. "A polícia retirou as pessoas do lugar. Os bombeiros e os (aviões) canadairs já estão no local", acrescentou.

Incêndio atinge florestas na Nova Gales do Sul (Foto: AFP) 
Incêndio atinge florestas na Nova Gales do Sul (Foto: AFP)
 
Siding Spring possui 10 telescópios gigantes, utilizados por equipes de cientistas australianos, britânicos, sul-coreanos e americanos. É um dos maiores e mais sofisticados observatórios do mundo.

O último registro dos RFS, neste domingo à tarde, indicava 134 incêndios em curso em toda a Nova Gales do Sul, dos quais 43 fora de controle.

Una galassia da record

E' una galassia a spirale cinque volte più grande della Via Lattea


La galassia a spirale gigante Ngc 6872  (fonte: NASA's Goddard Space Flight Center/ESO/JPL-Caltech/DSS)  
La galassia a spirale gigante Ngc 6872 
(fonte: NASA's Goddard Space Flight Center/ESO/JPL-Caltech/DSS)
 
Scoperta la più grande galassia a spirale mai osservata: si chiama Ngc 6872 ed è cinque volte più grande della Via Lattea. A misurare le dimensioni di questo gigante del cosmo, grazie al telescopio spaziale Galex, è stato un gruppo di ricerca internazionale coordinato dal centro Goddard della Nasa.

La galassia si trova a una distanza di circa 212 milioni di anni nella costellazione del Pavone luce ed e' accompagnata da una struttura piu' piccola, battezzata Ic 4970. La sue esistenza era nota da tempo, ma le sue dimensioni non erano mai state misurate finora. Grazie ai dati raccolti dal telescopio spaziale della Nasa Galex (Galaxy Evolution Explorer), in grado di osservare la luce ultravioletta, i ricercatori hanno potuto adesso definirne le dimensioni con grande precisione.

"Senza la capacità di Galex di rilevare la luce ultravioletta delle stelle più giovani e calde non avremmo mai riconosciuto la piena portata di questo intrigante complesso'', ha spiegato il responsabile della ricerca, Rafael Eufrasio.

La strana forma increspata di Ngc 6872 è dovuta all'interazione con la sua compagna più piccola, che ha circa un quinto della massa della galassia gigante, che la starebbe probabilmente deformando portando alla formazione di un nuovo braccio.

Si ipotizza che le grandi galassie, come la Via Lattea, si sarebbero ingrandite progressivamente attraverso fusioni con strutture più piccole, ma nel caso della Ngc 6872 i ricercatori sospettano che si stia invece rimpiccolendo a scapito della compagnia Ic 4970.

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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Telescópio no Chile capta aglomerado de estrelas brilhantes

Chamado de 47 Tucanae, grupo de estrelas está a 15 mil anos-luz da Terra.
Imagem foi divulgada pelo Observatório Europeu do Sul, o ESO.

Do G1, em São Paulo

O Observatório Europeu do Sul (ESO), projeto que conta com participação brasileira, publicou nesta quinta-feira (10) imagem que mostra o aglomerado de estrelas brilhantes 47 Tucanae (NGC 104), obtida pelo telescópio Vista, localizado no Chile.

De acordo com o ESO, o aglomerado está situado a 15 mil anos-luz de distância da Terra e contém milhões de estrelas. Esses conjuntos são nuvens esféricas e imensas de estrelas velhas ligadas entre si pela gravidade. Normalmente, orbitam núcleos de galáxias e contêm pouca quantidade de gás e poeira.

Existem cerca de 150 aglomerados globulares que orbitam a nossa Galáxia. O conjunto 47 Tucanae é o segundo de maior massa.

imagem que mostra o aglomerado de estrelas brilhantes 47 Tucanae (NGC 104), obtida pelo telescópio Vista, localizado no Chile (Foto: Divulgação/ESO) 
imagem que mostra o aglomerado de estrelas brilhantes 47 Tucanae (NGC 104), obtida pelo telescópio Vista, localizado no Chile (Foto: Divulgação/ESO)
 

Satélite capta a maior galáxia em espiral já registrada

A equipe de astrônomos, que conta com profissionais brasileiros, descobriu por acidente a colisão entre duas galáxias.

Da BBC

Um satélite captou, por acidente, a maior galáxia em espiral já registrada por astrônomos. As imagens mostram uma explosão de luzes ultravioleta que indicam uma colisão com uma galáxia vizinha menor.

A equipe, que reúne cientistas da Nasa (agência espacial americana), do Observatório Europeu do Sul no Chile e da USP (Universidade de São Paulo), buscava dados sobre a formação de novas estrelas nas bordas da galáxia NGC 6872. As imagens foram captadas pelo satélite Galex (Galaxy Evolution Explorer).

"Não estávamos buscando por uma espiral. Foi um presente", diz Rafael Eufrásio, da Universidade Católica da América e membro do Goddard Space Flight Center, da Nasa. A galáxia NGC 6872, que fica a 212 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Pavo, já era conhecida por ter uma grande espiral.

A espiral recorde, no entanto, resulta provavelmente de uma colisão com a galáxia vizinha IC 4970. A galáxia em espiral possui, segundo estimativas dos astrônomos, um tamanho cinco vezes maior que a Via Láctea, que engloba a Terra. A descoberta foi comunicada à Sociedade Astronômica Americana.

Descoberta da maior galáxia em espiral já registra contou com cientistas da USP (Foto: Nasa/BBC) 
Descoberta da maior galáxia em espiral já registra contou com cientistas da USP 
(Foto: Nasa/BBC)
 
Colisão
O Galex, um telescópio espacial especializado em descobrir novas estrelas, mostrou que a colisão tornou a galáxia NGC 6872 ainda maior. A equipe usou ainda dados de outros telescópios e concluiu que estrelas mais jovens, que ficam nas bordas da espiral, se movem em direção ao centro da galáxia à medida que ficam mais velhas.

"A galáxia que colidiu com a NGC 6872 espalhou estrelas por toda a parte - em 500 mil anos luz de distância", explica Eufrásio. Ele diz que a descoberta mostra como as galáxias podem mudar radicalmente de tamanho com as colisões.

"Mostra a evolução das galáxias em um contexto muito maior do universo, como as grandes galáxias que temos ficaram maiores com pequenos rearranjos no universo", diz.

Apophis, ridotto di 30 volte il rischio di un impatto nel 2036

Ma raddoppia per il 2068


L'asteroide Apophis fotografato dal telescopio spaziale europeo Herschel (fonte: ESA) 
 L'asteroide Apophis fotografato dal telescopio spaziale europeo Herschel (fonte: ESA)
 
Il rischio che l'asteroide Apophis possa collidere con la Terra nel 2036 si è ridotto di 30 volt, ma è raddoppiato per il 2068, rispetto alle stime precedenti: è il risultato dei calcoli relativi alle orbite dei futuri avvicinamenti alla Terra di questo oggetto fatti dal gruppo NeoDyS, dell'università di Pisa in collaborazione con il Jet Propulsion Laboratory (Jpl) della Nasa.

Foto Osservatorio Astronomico Sormano L'asteroide Apophis in questi giorni è relativamente vicino alla Terra e il 9 gennaio ha raggiunto la distanza minima di circa 14,5 milioni di chilometri dal nostro pianeta. Il passaggio ravvicinato ha permesso di osservare l'oggetto già dal dicembre 2012 e di calcolare con maggiore precisione le orbite dei futuri passaggi ravvicinati alla Terra.
L'asteroide passerà più vicino alla Terra il 13 aprile 2029, fino a raggiungere la distanza minima di 38.353 chilometri, con una incertezza di non piu' di 10 chilometri. ''Quindi non vi è alcun rischio di impatto nel 2029'' rileva Andrea Milani, docente di Meccanica celeste nell'università di Pisa e responsabile del NeoDyS.

Piu' preoccupanti sono invece i successivi passaggi ravvicinati con la Terra. Secondo i calcoli più recenti nel 2036 la probabilità di un impatto si è ridotta di 30 volte, passando da 1 su 230.000 a 1 su 7 milioni.
Il rischio di un impatto sulla Terra è invece aumentato per il 2068, passando da 1 su 400.000 a 1 su 185.000. Questo significa, spiega Milani, che il rischio è raddoppiato. In ogni caso si tratta di una probabilità molto bassa, pari allo 0,000014% per il 2036 e dello 0,0005% per il 2068.

Nel 2036 la situazione ora è meno preoccupante, osserva infine Milani, ma per migliorare la conoscenza relativa alle future orbite, Apophis dovrà ancora essere osservato con i metodi più accurati possibili, approfittando anche di altri passaggi che avverranno a distanze simili a quelle di oggi, come nel 2021.


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Lua de Saturno pode ter gelo flutuante em lagos e mares

Do G1, em São Paulo

Sonda Cassini descobre gelo na superfície de lagos e mares de lua em Saturno (Foto: Divulgação/Nasa) 
Ilustração mostra mares e lagos de hidrocarboneto em lua de Saturno 
(Foto: Divulgação/Nasa)
 
Um estudo baseado em informações colhidas pela sonda Cassini, da Nasa, indica a possível existência de blocos de hidrocarbonetos (compostos de hidrogênio e carbono) congelados na superfície dos lagos e mares de hidrocarboneto líquido que existem em uma das luas de Saturno, Titã. A presença desses blocos poderia explicar algumas leituras que a Cassini fez da refletividade das superfícies desses lagos no satélite.

"Uma das questões mais intrigantes sobre estes lagos e mares é se eles podem hospedar uma forma exótica de vida", disse Jonathan Lunine, da Universidade de Cornell, nos EUA, e coautor do estudo. "A fronteira entre o líquido e o sólido é um limite que pode ter sido importante na origem da vida terrestre”.

Titã é o único corpo no nosso sistema solar, além da Terra, com corpos estáveis de líquido em sua superfície. No entanto, enquanto o ciclo de precipitação e evaporação do nosso planeta envolve água, o ciclo de Titã envolve hidrocarbonetos, como o etano e o metano.

Até então, os cientistas acreditavam que os lagos do satélite Titã não continham gelo flutuante, porque o metano sólido é mais denso do que o metano líquido e, nesse caso, afundaria. No entanto, o novo modelo considera a interação entre os lagos e a atmosfera, resultando em diferentes composições, bolsas de gás nitrogênio e alterações de temperaturas.

"Sabemos agora que é possível obter metano e etano rico congelado em blocos finos que congelam juntos, quando fica frio. O processo é similar ao que vemos quando a água do Ártico congela no início do inverno", disse Jason Hofgartner, primeiro autor do estudo e pesquisador do Conselho de Ciências Naturais e Engenharia de Pesquisa da Universidade de Cornell. "Nós vamos querer levar essas condições em consideração se algum dia decidirmos explorar a superfície de Titã".

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Astrônomos descobrem cinturão de asteroides em torno da estrela Vega

Descoberta sugere existência de planetas orbitando ao redor da estrela.
Cinturão foi detectado pelos telescópios Spitzer e Herschel.

Do G1, em São Paulo

Aneis de fragmentos de rochas ao redor de vegas (Foto: Divulgação/Nasa) 
Ilustração mostrsa anéis de fragmentos de rochas ao redor de Vegas
 (Foto: Divulgação/Nasa)
 
Astrônomos detectaram evidências da existência de um cinturão de asteroides ao redor da estrela Vega – a segunda estrela mais brilhante no céu noturno do norte. Os cientistas utilizaram dados do Telescópio Spitzer, da Nasa, e do Telescópio Herschel, da Agência Espacial Europeia.

A descoberta de um cinturão de asteroides torna a estrela semelhante a outra, chamada Fomalhaut. Os dados são consistentes quanto ao fato de as duas estrelas terem no interior de seus sistemas cinturões quentes e, no exterior, cinturões frios, separados por um espaço. Esta estrutura é semelhante à do nosso próprio sistema solar.

Mas, o que está mantendo o espaço entre os cinturões quentes e frios em torno de Vega e Fomalhaut? Os resultados dos estudos sugerem que ele é sustentado por vários planetas.

O cinturão de asteroides do nosso sistema solar, que fica entre Marte e Júpiter, é mantido pela gravidade dos planetas terrestres (aqueles formados principalmente por rochas e metais) e por planetas gigantes (compostos majoritariamente de gás). O mesmo acontece com o Cinturão de Kuiper, que é sustentado por planetas gigantes.

“Nossas descobertas recentes mostram que sistemas com múltiplos planetas são comuns, para além do nosso sistema solar”, afirmou Kate Su, astrônoma do Observatório da Universidade do Arizona.

Tanto os cinturões internos quanto os externos de Vega e Fomalhaut contêm mais asteroides do que os cinturões do nosso Sistema Solar. Isso acontece por duas razões. A primeira delas é que ambas as estrelas são muito mais jovens do que a nossa, e elas ainda terão dezenas de milhões de anos a mais para “limpar a casa”. Além disso, ambos os sistemas foram formados por uma nuvem de gás e poeira mais sólida do que aquela que formou nosso Sistema Solar.

O espaço entre os cinturões interno e externo para Vega e Fomalhaut também corresponde à distância entre o nosso cinturão de asteroides e o Cinturão de Kuiper. Pela largura, é bastante provável que existam vários planetas, do tamanho de Júpiter ou menores, criando uma zona livre de poeira entre os dois cinturões.

Para os astrônomos da Nasa, esses planetas não permanecerão escondidos por muito tempo. Eles acreditam que, em breve, os corpos celestes serão descobertos pelos telescópios.

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