sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Furacão Patricia ameaça México com 'consequências potencialmente catastróficas'

Da BBC

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Image captionMais forte furacão já registrado nas Américas pode causar um grande desastre
O México se prepara para enfrentar o mais forte furacão já registrado nas Américas, que traz consigo um "potencial catastrófico".
Segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos, o Patricia já provocou na tarde da última quinta-feira ventos de 240km/h e alcançará a categoria 5 – o nível mais alto da escala Saffir-Simpson.
São esperados ventos de até 325km/h, que seriam fortes o suficiente para "fazer um avião ir pelos ares e mantê-lo voando", segundo a Organização Meteorológica Mundial, que comparou a intensidade do Patrícia à do tufão Haiyan, que matou 6,3 mil pessoas nas Filipinas em 2003.
A Secretaria de Governo do México declarou estado de "emergência extraordinária" em várias localidades dos Estados de Colima, Nayarit e Jalisco com a iminente chegada do furacão. Cerca de 400 mil pessoas vivem nas áreas consideradas vulneráveis ao furacão.
"Os prognósticos seguem indicando que a zona de impacto do olho do furacão será o Estado de Jarisco", explicou o diretor da Cmissão Nacional da Água, Roberto Ramírez de la Parra. "É muito provável que esse furacão seja o mais intenso que já existiu na parte do Pacífico do nosso país."
Enchentes e deslizamentos
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Image captionMéxico declarou estado de 'emergência extraordinária' em vários Estados por causa de furacão
O México normalmente enfrenta tempestades tropicais vindas tanto do Atlântico quanto do Pacífico nesta época do ano e já começou a evacuar as áreas que serão potencialmente mais afetadas pelo Patrícia, tirando cerca de 50 mil pessoas da zona costeira.
O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos alerta que enchentes, deslizamentos de terra e grandes ondas poderão ocorrer. "O Patricia deverá ser extremamente perigoso quando tocar a terra", afirmou a organização americana.
As autoridades mexicanas preparam albergues para atender 295 mil pessoas, e aulas foram suspensas em escolas de vários Estados.
Além disso, o governo aconselhou que turistas não viajem para a região. O centro turístico de Puerto Vallarta, em Jalisco, pode ser diretamente afetado pelo furacão.
Prevenção
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Image captionEm alguns lugares de Puerto Vallarta, população já se prepara para chegada do Patricia
Alguns estabelecimentos seguiram as recomendações de autoridades e permaneceram fechados nesta sexta-feira. "Melhor prevenir do que remediar. Os furacões são sempre imprevisíveis", disse Enrique Esparza, diretor de uma loja de móveis em Manzanillo à agência de notícias AFP.
Nesta localidade, moradores já foram a supermercados para fazer compras de emergência e se preparar para o caso de o furacão causar estragos maiores. A previsão é de que o Patricia traga cerca de 15cm a 30cm de chuva nos Estados de Jalisco, Colima, Michoacán e Guerrero.
Também há um temor de que possam haver inundações na costa, acompanhadas de "ondas gigantes e destruidoras". A Comissão de Águas alertou que os rios podem transbordar e as estradas poderão ser afetadas pelo mau tempo.

Desintegração de planeta perto de estrela morta sugere como será fim da Terra

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Image captionPesquisadores acreditam que processo de destruição de sistema solar (de outro Sol) esteja no início
Da BBC - A destruição de um sistema solar, captada pela primeira vez pelo telescópio Kepler, da Nasa, pode dar uma resposta para uma questão que muita gente se pergunta: o que vai acontecer com a Terra quando o Sol apagar?
Por ora, não é algo com o qual devamos nos preocupar - ainda faltam cerca de 5 bilhões de anos.
Mas pesquisadores descobriram os restos de um mundo rochoso em vias de decomposição girando em torno de uma anã branca (o núcleo ardente que permanece de uma estrela quando ela já consumiu todo seu combustível nuclear), que pode fornecer pistas interessantes sobre o possível cenário do "fim do mundo".
A estrela moribunda, do mesmo tipo que nosso Sol e batizada de WD1145+017, fica na constelação de Virgo, a 570 anos-luz da Terra.
Segundo um estudo publicado esta semana pela revista Nature, a diminuição regular da intensidade de seu brilho - uma queda de 40% que se repete a cada 4,5 horas - indica que há vários pedaços de rocha de um planeta em decomposição orbitando em espiral a seu redor.
"Isso é algo que nenhum ser humano tinha visto antes", afirmou Andrew Vanderburg, pesquisador do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian e principal autor do estudo.
"Estamos vendo a destruição de um sistema solar."
NasaImage copyrightNASA
Image captionQuando o Sol se apagar, em 5 bilhões de anos, ele vai se transformar, primeiro, em uma gigante vermelha e seu tamanho aumentará 200 vezes
O planeta em questão, explica o cientista, seria menor que a Terra: teria tamanho semelhante ao de Ceres (o maior objeto do cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter), ainda que, no passado, possa ter sido maior.

Um retrato do que virá

As imagens de Kepler, corroboradas por observações e medições de outros telescópios, mostram um total de seis ou mais fragmentos rochosos e poeira.
Isso indica que o planeta está em processo de decomposição, impulsionado pela gravidade da estrela que o atrai em direção a ela.

Os restos estão evaporando, e no processo deixam uma cauda de moléculas - que explica a presença de poeira- como se fossem cometas.
Os cientistas acreditam que a morte da estrela possa ter desestabilizado a órbita de um planeta maciço vizinho a ponto de empurrar outros planetas rochosos menores em direção à estrela.
NasaImage copyrightNASA
Image captionAs observações iniciais do Kepler foram corroboradas por outros telescópios na Terra
"Acreditamos que descobrimos o processo em seu início", disse Patrick Dufour, físico da Universidade de Montreal, no Canadá, e coautor do estudo.
"Isso é muito raro e muito interessante", acrescentou.

A hora final

Quando chegar a vez no nosso Sol, que ainda vive em plenitude, o mais provável é que este processo se repita.
Assim como o WD1145+017, quando o hidrogênio acabar o Sol começará a queimar elementos mais pesados como hélio, carbono e oxigênio, e se expandirá de forma massiva até se desfazer de suas camadas externas e se tornar uma anã branca de tamanho semelhante ao núcleo de nosso planeta.
Ao fazer isso, consumirá provavelmente a Terra, Vênus e Mercúrio. E, na eventual hipótese de a Terra sobreviver a esta convulsão, ela acabará destruída em pedaços à medida que a gravidade da anã branca a atrair em direção a ela.
"Podemos estar vendo como nosso próprio sistema solar vai se desintegrar no futuro", explica Vanderburg.
Por sorte, ainda faltam bilhões de anos para isso.

Foto inédita mostra minilua de Plutão

Kerberos tem dois lóbulos, o que pode significar que dois objetos colidiram; imagem foi enviada por sonda da Nasa que está a 5 bilhões de km da Terra.

Jonathan Amos
Correspondente de Ciência da BBC News
Kerberos tem um lóbulo duplo que pode ser resultado da colisão de dois objetos (Foto: Nasa/Divulgação)Kerberos tem um lóbulo duplo que pode ser resultado da colisão de dois objetos (Foto: Nasa/Divulgação)
Uma imagem de uma das pequeninas luas de Plutão enviada pela sonda New Horizons, da Nasa, finalmente chegou à Terra.
A foto mostra que a luazinha Kerberos tem dois lóbulos, o que pode significar que dois corpos congelados colidiram e acabaram se unificando.
Acredita-se que o maior lóbulo da Kerberos tenha 8 km de diâmetro. O menor tem cerca de 5 km.
Styx, a outra pequena lua do sistema, tem um tamanho parecido.
Para efeito de comparação, a lua da Terra tem 3.476 km de diâmetro.
Cientistas dizem que esses satélites são mais brilhosos do que o esperado. Corpos planetários normalmente escurecem com o tempo como resultado de mudanças químicas desencadeadas pela luz do Sul e pelo impacto de raios cósmicos.
Mas essas luas refletem cerca de 50% da luz que incide sobre elas, o que indica que sua cobertura de gelo é muito limpa.
 Charon (embaixo) é o maior satélite de Plutão, com 1.212 km de diâmetro  (Foto: Nasa/Divulgação)Charon (embaixo) é o maior satélite de Plutão, com 1.212 km de diâmetro (Foto: Nasa/Divulgação)
A Kerberos orbita a cerca de 60 mil km de Plutão e é a que tem a segunda órbita mais externa entre as suas cinco luas. Ela fica entre Nix e Hydra, e fora das órbitas de Styx e Charon – lua dominante no sistema, que é muito maior que Kerberos.
A imagem recém-divulgada de Kerberos foi feita pela câmera Lorri, da New Horizons, a uma distância de 400 mil km. A imagem agrega diversos registros e foi processada para recuperar o máximo possível de detalhes.
Planos
A New Horizons continua a enviar os dados recolhidos durante o sobrevoo feito em 14 de julho.

A sonda está se dirigindo para ainda mais longe – já está, agora, a 5 bilhões de km da Terra.
Esta semana, terão início as manobras para mudar sua trajetória. A Nasa pretende enviá-la para outro objeto do cinturão de Kuiper chamado 2014 MU69.
Este encontro ocorreria em 2019. Mas, para isso, a Nasa precisa aprovar a proposta de extensão da missão – os cientistas devem fazer o pedido à agência ainda neste ano.
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Telescópios flagram buraco negro engolindo estrela e formando disco


Do G1, em São Paulo
Um estudo da Nasa publicado nesta quinta-feira (22) conseguiu obter informações sem precedentes da destruição de um estrela engolida por um buraco negro. A observação de raios-X mais detalhada feita até hoje de revela o que acontece com a matéria do astro ao ser devorado, e foi reconstituida na forma de uma animação.
O cataclismo intergaláctico relatado no estudo ocorreu em 22 de novembro de 2014, em uma estrela na galáxia PGC043234, a 295 milhões de anos-luz -- não muito distante em termos cósmicos. Foi a primeira fez que um fenômeno dessa magnitude foi observado numa galáxia tão próxima em décadas recentes, quando já existiam instrumentos capazes de estudá-lo.
O clarão que acendeu o alarmo dos cientistas foi revelado pelo programa Asas-SN, da Universidade Estadual de Ohio, que mantém um esquema de varredura do céu em busca de eventos extremos. Assim que detectou o fenômeno, o telescópio alertou a Nasa, que observou o que ocorria em telescópios de raios X e gama.
Segundo os cientistas, o que ocorreu com a estrela em questão é que ela foi destruida pelo buraco negro por meio de efeitos gravitacionais chamados de perturbações de maré. O monstro cósmico em questão fica no centro de sua galáxia, mas é menor que o buraco negro de nossa galáxia, a Via Láctea.
Perturbações de maré
"O buraco negro rasga a estrela e começa a engolir material rapidamente", afirmou Jelle Kaastra, do Instituto de Pesquisa Espacial da Holanda, um dos coautores do trabalho, em comunicado à imprensa. "O buraco negro não consegue manter o ritmo, então expele parte do material para fora."

Esse material, conforme já se previa em teoria, acaba se distribuindo na forma de disco de gás ultra aquecido que orbita o o buraco negro. A alta temperatura do gás observado agora, indica que parte dessa matéria está no limite de passar do horizonte de eventos, a fronteira a partir da qual não se pode mais escapar de um buraco negro.
Os telescópios Chandra, Swift e XMM-Newton, da Nasa, não tiveram poder de resolução suficiente para enxergar a estrutura formada pela destruição da estrela. Conseguiram, porém, obter dados de luminosidade e padrões de frequência com detalhes suficientes para os cientistas reconstruírem o cenário. A partir dessa ideia foi feita a animação acima.
Segundo os cientistas, o estudo de mais eventos como esse deverá permitir a elaboração de cenários mais precisos sobre o que ocorre quando buracos negros engolem estrelas. O estudo sobre o evento em PGC043234 está na edição desta semana da revista "Nature".
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quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Astrônomo brasileiro descobre estrelas "siamesas" hipermaciças


Rafael GarciaDo G1, em São Paulo
Um astrônomo brasileiro que teve acesso ao maior telescópio do mundo descobriu um par de estrelas "siamesas" que estão em órbita uma em torno da outra a uma distância tão próxima que suas superfícies chegam a se tocar.
O sistema estelar binário que ele descreve está em na Grande Nuvem de Magalhães, uma das galáxias próximas à nossa, a 160 mil anos-luz de distância. Leonardo Almeida, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP relatou sua descoberta em um estudo publicado ontem, junto de colegas.
Ainda sem nome informal, o sistema identificado pela sigla VFTS352 é de um tipo extremamente raro. Astrônomos só conhecem outros três desse tipo, no qual uma estela "beija" a outra enquanto ambas rodopiam. Aquele descoberto agora, porém, é o mais maciço conhecido.
As propriedades de VFTS352 foram investigadas com o VLT (Very Large Telescope), de Cerro Paranal, no Chile. O acesso ao instrumento foi possível porque entre o grupo possui um autor da Bélgica, que é país membro do ESO (Observatório Europeu do Sul), dono da instalação.
A localização de VFTS352, o sistema estelar binário na Grande Nuvem de Magalhães que possui estrelas em contato. (Foto: ESO/M.-R. Cioni/VISTA Magellanic Cloud survey)A localização (cruz vermelha) de VFTS352, o sistema estelar binário na Grande Nuvem de Magalhães que possui estrelas em contato. (Foto: ESO/M.-R. Cioni/VISTA Magellanic Cloud survey)
As estrelas do par identificado por Almeida são grandes, cada uma delas com massa cerca 29 vezes maior que nosso Sol. Ambas giram em torno uma da outra muito rapidamente, com ciclo de um pouco mais de um dia. A distância entre os centros das estrelas é de 12 milhões de quilômetros e sua temperatura é de 40.000 °C, bastante quente em termos astrofísicos.
"Esses números não batem com aquilo que se esperaria da teoria de evolução estelar clássica", afirma Almeida. Já se sabe que a maioria das estrelas de grande massa possuem companheiras, mas as características do sistema não eram esperadas. "Esse objeto deveria ser muito menos quente e muito maior."
Essa diferença pode ser crucial para as previsões sobre o que deve acontecer com a estrela no futuro.
Segundo o cientista, um dos aspectos curiosos sobre o sistema binário que ele descreve é que suas estrelas têm tamanho muito similar. Em sistemas binários nos quais uma estrela é maior que a outra, a grande acaba sugando matéria da pequena, até que ela se esgote. Ocorre então uma fusão, criando uma estrela maior.
No caso do VFTS352, porém, pode ter um destino diferente. É possível que o sistema também venha a se fundir em uma única estrela gigante, mas outra opção seria a de as duas estrelas se lacrarem nesse estado de fusão.
As estrelas viveriam todas as suas vidas nessa configuração, até esgotarem seu combustível nuclear interno e explodirem na forma de supernovas, com emissão fortíssima de raios gama. Nesse caso ambas se tornariam buracos negros orbitando um ao outro.
O sistema estelar binário VFTS352, descoberto pelo astrônomo Leonardo Almeida (Foto: L. Calçada/ESO)O sistema estelar VFTS352, descoberto pelo astrônomo Leonardo Almeida (Ilustração: L. Calçada/ESO)
Essa hipótese só foi delineada recentemente em teorias, e a observação de VFTS352 é uma evidência forte de que esse é um caminho possível para estrelas maciças. Caso a estrela venha a se fundir, diz o pesquisador, é possível que o fenômeno dure algo em torno de 100 mil anos, mas é preciso realizar mais observações para uma estimativa melhor. Sistemas binários de estrelas pequenas podem se fundir em apenas 5 anos a partir do primeiro contato, diz.
Com os dados obtidos até agora, porém, ainda não é possível saber como, se e quando uma fusão ou uma explosão podem acontecer. Dado o caráter inusitado da descoberta, Almeida e seus coautores conseguiram obter tempo no Telescópio Espacial Hubble, da Nasa, para observar a estrela. O grupo está agora analisando os dados obtidos pelo instrumento.
A descoberta de VFTS352, feita em parceira com astrônomos dos EUA, Europa e Chile, está descrita em estudo na revista científica "The Astrophysical Journal".
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La Terra è nata molto prima delle sue 'sorelle'

La Terra è nata molto prima delle sue 'sorelle' (fonte: NASA, ESA, and G. Bacon (STScI))La Terra è nata molto prima delle sue 'sorelle' (fonte: NASA, ESA, and G. Bacon (STScI))
La Terra è nata presto rispetto alle sue ‘sorelle’, la stragrande maggioranza dei pianeti simili al nostro devono infatti ancora nascere. Una ricerca basata sui dati dei telescopi spaziali Hubble e Kepler indica che i pianeti abitabili nell'universo sono moltissimi ma il 92% di questi devono ancora formarsi.

A rivelare la 'precocità' della Terra rispetto agli altri pianeti è uno studio coordinato da Peter Behroozi, del Space Telescope Science Institute (STScI) in Maryland, pubblicato su Monthly Notices of the Royal Astronomical Society. L'universo non è stato sempre uguale ad oggi ma è cambiato molto nel tempo: nato come una quasi uniforme nube di idrogeno, ha visto nascere nella prima fase moltissime stelle (con un ritmo molto più alto di quello attuale). 

Queste prime stelle hanno poi lentamente iniziato a fondere gli elementi leggeri creando elementi più pesanti. In queste prime fasi era quasi impossibile la nascita di pianeti e non esistevano ancora i 'mattoncini' necessari alla creazione di pianeti rocciosi come la Terra. Solo il costante lavorio avvenuto all'interno dei nuclei stellari ha lentamente prodotto elementi pesanti come l'ossigeno e in alcuni momenti anche a elementi ancora più pesanti come il ferro. 

Lo scenario attuale è molto differente da quello iniziale e, grazie ai dati di Hubble e Kepler, si stima che esisterebbero almeno 1 miliardi di pianeti abitabili, ossia alla giusta distanza dalla propria stella, solo all'interno della Via Lattea. Il continuo aumento di elementi pesanti renderà ancora più facile la creazione di pianeti rocciosi, il cui numero sarà quindi destinato a crescere moltissimo. Tanto che secondo le stime fatte il 92% dei pianeti abitabili non sono ancora nati.


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Scelto il principale sito per l'atterraggio europeo su Marte

Dida: Scelto Oxia Planum come principale sito per l'atterraggio europeo su Marte (fonte: ESA/DLR/FU Berlin & NASA MGS MOLA Science Team)Dida: Scelto Oxia Planum come principale sito per l'atterraggio europeo su Marte (fonte: ESA/DLR/FU Berlin & NASA MGS MOLA Science Team)
È stato individuato il principale sito candidato per l'atterraggio europeo su Marte, previsto nella seconda fase della missione ExoMars in programma nel 2018. L'atterraggio sul pianeta rosso è previsto nel gennaio 2019 e il sito più probabile è Oxia Planum, una delle aree marziane in cui c'è più possibilità di individuare forme di vita.


''L'analisi preliminare dimostra che Oxia Planum sembra soddisfare sia i rigidi vincoli di ingegneria per l'atterraggio sia l'opportunità di cercare firme della vita'', rileva Jorge Vago, che lavora alla missione per l'Agenzia Spaziale Europea (Esa). Resta da individuare il secondo sito candidato per l'atterraggio e la scelta sarà fatta tra Aram Dorsum e Mawrth Vallis. I due siti selezionati dovranno poi affrontare l'ultima selezione nel 2017.


ExoMars è una missione congiunta fra Esa e agenzia spaziale russa Roscosmos e prevede due fasi. Nella prima è previsto il lancio, nel 2016, del dimostratore di ingresso, discesa e atterraggio Schiaparelli e della sonda Trace Gas Orbiter che studierà l'atmosfera del pianeta rosso. La seconda fase della missione invece comprende un rover e una piattaforma di superficie. La ricerca del sito di atterraggio adatto per la seconda missione è cominciata nel dicembre 2013 e nel 2014 sono stati selezionati quattro siti: Aram Dorsum, Hypanis Vallis, Mawrth Vallis e Oxia Planum. Tutti mostrano segni della presenza dell'acqua in passato e la valutazione ha tenuto conto sia dei vincoli di ingegneria per la discesa e l'atterraggio, che prevede zone prive di pendii e massi, sia il miglior ritorno possibile scientifico della missione.


L'obiettivo principale del rover sarà cercare prove di vita marziana, passata o presente, in una zona dove una volta era abbondante l'acqua liquida. Il trapano del rover dovrà estrarre campioni fino a due metri nel sottosuolo perché l'attuale superficie di Marte è ostile agli organismi viventi a causa della forte radiazione solare e cosmica. Secondo gli esperti la vita potrebbe essersi formata su Marte quando l'ambiente era più umido oltre 3,6 miliardi di anni fa e Oxia Planum contiene uno dei più grandi depositi di argilla di questo periodo.


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'Assassinio' spaziale, pianeta squartato da una stella morente

Ricostruzione artistica del piccolo pianeta roccioso distrutto dalla stella morente (fonte: Mark A. Garlick)Ricostruzione artistica del piccolo pianeta roccioso distrutto dalla stella morente (fonte: Mark A. Garlick)
Osservata per la prima volta una stella morente mentre squarta un piccolo pianeta 'sporcandosi' con i suoi resti. Il 'delitto' spaziale si sta consumando nella costellazione della Vergine, a 570 anni luce da noi: lo ha scoperto il telescopio spaziale Kepler della Nasa, svelando quello che potrebbe essere il destino del nostro Pianeta dopo la morte del Sole.


''Questo è qualcosa che nessun essere umano ha mai visto prima: stiamo osservando la distruzione di un sistema solare'', spiegano i ricercatori del Centro di Astrofisica Harvard-Smithsonian che pubblicano la scoperta sulla rivista Nature. 


La loro analisi ha restituito un quadro inedito che ha come protagonista una nana bianca, una stella simile al nostro Sole ma ormai prossima alla morte: chiamata WD 1145+017, è la prima nana bianca sorpresa a distruggere un corpo celeste che le orbita attorno. Secondo la ricostruzione dei ricercatori, in questo caso si tratterebbe di un piccolo pianeta roccioso, grande quanto il Texas, posto ad una distanza quasi doppia rispetto a quella che separa la Terra dalla Luna: i suoi frammenti sono stati individuati perchè riescono ad affievolire leggermente la luce della stella ogni volta che le transitano davanti. 


Questa scoperta ha permesso finalmente di spiegare perchè alcune nane bianche sono 'sporche' nella parte più esterna di metalli pesanti come il ferro: questi sarebbero gli 'schizzi' rilasciati dal corpo delle vittime appena assassinate. Quel che è certo è che per ripulire la scena del crimine nella costellazione della Vergine servirà ancora un bel po' di tempo: secondo gli astronomi, ci vorrà almeno un milione di anni.


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