sábado, 13 de fevereiro de 2016

Em 6 pontos: A descoberta que confirma teoria de Einstein e muda modo como vemos Universo

  • 11 fevereiro 2016
Image copyrightNASA
Image captionPela primeira vez, cientistas detectaram as chamada ondas gravitacionais - um fenômeno previsto por Einstein cem anos atrás
Há 100 anos, Albert Einstein previu a existência de ondas gravitacionais como parte de sua Teoria Geral da Relatividade.
Durante décadas, os cientistas vinham tentando, sem êxito, detectar essas ondas – fundamentais para entender as leis que regem no Universo.
Isso até esta quinta-feira - um dia que já vem sendo considerado histórico, já que um grupo de cientistas de vários países anunciou ter conseguido detectar pela primeira vez as chamadas ondas gravitacionais.
Essa comprovação é uma das maiores descobertas da ciência do nosso tempo porque, além de confirmar as ideias de Einstein, abre as portas para maneiras totalmente novas de se investigar o Universo. A partir de agora, a astronomia e outras áreas da ciência entram uma nova era.
Os pesquisadores do projeto LIGO (Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory, ou observatório de Interferometria de Ondas Gravitacionais), em Washington e na Lousiana, observaram o fenômeno e acompanharam distorções no espaço com a interação de dois buracos negros a 1,3 bilhão de anos-luz da Terra.
Mas o que exatamente essa descoberta significa? Veja seis dos principais pontos.

O que exatamente são ondas gravitacionais?

Segundo a teoria de Einstein, todos os corpos em movimento emitem essas ondas que, como uma pedrinha que afeta a água quando toca nela, produz perturbações no espaço.
A Teoria da Relatividade de Einstein é um pilar da física moderna que transformou nosso entendimento do espaço, do tempo e da gravidade. E por meio delas entendemos muitas coisas: da expansão do Universo até o movimento dos planetas e a existências dos buracos negros.
Image copyrightLIGO
Image captionCientistas disparam lasers por longos túneis, tentando identificar as ondulações no tecido de espaço-tempo
Essas ondas gravitacionais são basicamente feixes de energia que distorcem o tecido do espaço-tempo, o conjunto de quatro dimensões formado por tempo e espaço tridimensional.
Assim, qualquer massa em movimento produz ondulações nesse tecido tempo-espaço. Até nós mesmos.
E Einstein previu que o Universo estava inundado por essas ondas. Esse efeito, no entanto, é muito fraco, e apenas grandes massas, movendo-se sob fortes acelerações, podem produzir essas ondulações em um grau razoável.
Assim, quanto maior essa massa, maior é o movimento e maior são as ondas. Nessa categoria entram explosões de estrelas gigantes, a colisão de estrelas mortas superdensas e a junção de buraco negros. Todos esses eventos devem radiar energia gravitacional na velocidade da luz.

Como os cientistas detectaram essas ondas?

Os pesquisadores trabalhavam há anos para detectar as minúsculas distorções causadas quando as ondas gravitacionais passam pela Terra. Os detectores nos Estados Unidos – localizados no Ligo – e na Itália (conhecido como Virgo) são ambos formados por dois túneis idênticos em forma de L, de 3 km de largura.
Image copyrightReproducao
Nele, um feixe de laser é gerado e dividido em dois – uma metade é disparada em um túnel, e a outra entra pela segunda passagem.
Espelhos ao final dos dois túneis rebatem os feixes para lá e para cá muitas vezes, antes que se recombinem. Se uma onda passa pelo túnel, ela vai distorcer levemente seu entorno, mudando a longitude dos túneis em uma quantidade diminuta (apenas uma fração da largura de um átomo).
E a forma com que as ondas se movem pelo espaço significa que um túnel se estira e outro se encolhe, o que fará com que um raio laser viaje uma distância levemente maior, enquanto o outro fará uma viagem mais curta.
Como resultado, os raios divididos se recombinam de uma maneira diferente: as ondas de luz interferem entre si, em vez de se cancelarem. Essa observação direta abre uma nova janela para o cosmos, uma janela que não seria possível sem Einstein.

E qual a implicação disso?

Os objetos também emitem essas perturbações que acabaram de ser detectadas, mas a partir de agora os físicos poderão olhar os objetos com as ondas eletromagnéticas e escutá-los com as gravitacionais.
“Agora, o que se tem são sentidos diferentes e complementares, para estudar as mesmas fontes. E com isso, podemos extrair muito mais informações”, disse à BBC Mundo, Alicia Sintes, do departamento de física do Instituto de Estudos Espaciais da Catalunha, na Espanha, que participou do projeto.
“Não estamos falando de expandir um pouco mais o espectro eletromagnético, mas de um espectro totalmente novo.”
Image copyrightAP
Image captionDescoberta anunciada nesta quinta-feira comprova teoria centenária de Einstein (acima)
A especialista afirma as ondas eletromagnéticas dão informações do Universo quando ele tinha 300 mil anos de idade.
“Já com as ondas gravitacionais, pode-se ver as (ondas) que foram emitidas quando o Universo tinha apenas um segundo de idade.”
É isso que será possível estudar a partir de agora.
Outro impacto diz respeito aos buracos negros: nosso conhecimento sobre a existência deles é, na verdade, bastante indireto. A influência gravitacional nos buracos negros é tão grande que nem a luz escapa de sua força. Mas não podemos ver isso em telescópios, só pela luz da matéria sendo partida ou acelerada à medida que chega muito perto de um buraco negro.
Já as ondas gravitacionais são um sinal que vem desses objetos e carrega informações sobre eles. Nesse sentido, pode-se até dizer que a recente descoberta significa a primeira detecção direta dos buracos negros.

Qual o efeito causado por essas ondas na Terra?

Quando as ondas gravitacionais passam pela Terra, o tempo-espaço que nosso planeta ocupa deve se alternar entre se esticar e se comprimir.
Pense em um par de meias: quando você as puxa repetidas vezes, elas se alongam e ficam mais estreitas.
Os interferêmetros do Ligo, aparelhos usados para medir ângulos e distâncias aproveitando a interferência de ondas eletromagnéticas, vêm buscando esse estiramento e compressão por mais de uma década.
A expectativa era a de que ele detectaria distúrbios menores do que uma fração da largura de um próton, a partícula que compõe o núcleo de todos os átomos.

Qual pode ser o impacto dessa descoberta?

É fácil especular que as maiores revelações virão de áreas cujas dúvidas sequer foram levantadas. Sempre foi esse o caso quando novas técnicas de observação são descobertas.
Mas considere agora só a Teoria da Gravidade. Por mais brilhante que Einstein fosse, sabemos que suas ideias estão incompletas.
A teórica da Relatividade descreve o Universo muito bem em escalas amplas. Mas, para domínios menores, temos de recorrer a outras teorias.
Assim, não há uma quantificação da Teoria da Gravidade. Para chegarmos lá, temos de investigar lugares com gravidade extrema: os buracos negros.
É lá que rotas para explicações mais complexas podem ser encontradas, nos desvios que as ondas gravitacionais mostraram.

Essa detecção vai render o Prêmio Nobel para os cientistas?

É muitíssimo provável. Como sempre, o debate vai girar em torno dos envolvidos e seus lugares na cadeia de descobertas. Quem vai ser considerado o responsável pelas contribuições mais importantes para se chegar à detecção das ondas?
Mas uma coisa é certa: hoje as grandes descobertas para a ciência hoje estão atreladas a grandes máquinas. Além disso, sem a colaboração do Ligo com centenas de participantes – que trabalham em campos diferentes, usando tecnologias diferentes -, jamais chegaríamos a este momento
Com reportagem de BBC Mundo e Jonathan Amos

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Confirmada Teoria das ondas gravitacionais de Einstein

Foi confirmada a existência das ondas gravitacionais, um fenômeno que representa um importante passo na descoberta do cosmos. Um grupo de cientistas do Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory (LIGO) anunciou, nesta quinta-feira, que conseguiram confirmar a teoria do físico AlbertEinstein sobre a existência das ondas gravitacionais, capazes de ondular o tecido espaço-tempo, uma parte da Teoria da Relatividade do cientista, de 1916.
Em coletiva de imprensa às 10h30 (13h30 no horário de Brasília), a equipe do LIGO informou que descobriu ondulações no espaço-tempo criadas pela colisão de dois buracos negros maciços, de 150 km de diâmetro cada um, acelerando à metade da velocidade da luz. As ondas criadas a partir da fusão dos dois buracos negros viajam a 1,3 bilhões de anos e esticam o espaço em uma direção e o apertam em outra. Consequentemente, fazem isso também com tudo o que há dentro dele, já que se espalham por todo o universo.
“Nós detectamos ondas gravitacionais” disse David Reitze, diretor executivo do LIGO, recebendo uma demorada salva de palmas de todos na coletiva.black-hole_770x433_acf_cropped
A comunidade científica internacional é unânime em considerar que a descoberta é uma das maiores das últimas décadas e é a favorita para ganhar o próximo Prêmio Nobel. O achado é chamado por alguns de o Santo Graal dos físicos modernos.
Ulrich Sperhake, físico teórico da Universidade de Cambridge que estuda a relação entre ondas gravitacionais e buracos negros, foi taxativo:
“Isto nada mais é senão o início de uma nova era na astronomia observacional gravitacional”.
As ondas gravitacionais são pequenas ondulações provocadas no tecido do espaço-tempo quando um corpo com massa é acelerado – resultam dos maiores cataclismas dos universo, como a colisão de dois buracos negros. Ou seja, a teoria pode ser comparada às ondas que se formam na água, quando se atira uma pedra. As ondas em si nunca foram vistas, mas foram previstas por Einstein. Um século depois ainda tinha sido possível demonstrar a teoria do cientista tinha razão.
http://optclean.com.br/confirmada-teoria-das-ondas-gravitacionais-de-einstein/

As incríveis colisões que permitem estudar as galáxias mais antigas do Universo

DA BBC

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Image captionA energia liberada pelas colisões resulta em temperaturas de 200 milhões de graus
O espaço pode ser um lugar extremamente violento. Asteroides e cometas se chocam com planetas, estrelas explodem ou acabam até mesmo “rasgadas” por buracos negros. Mas nada se compara, em “brutalidade”, às colisões entre galáxias.
O cosmo tem aglomerados que podem conter centenas delas, cada uma com bilhões ou mesmo trilhões de estrelas, todas emaranhadas pela gravidade. Quando um desses grupos gigantescos de galáxias chega muito perto de outro, essa força os “gruda”. E as colisões são gigantescas, gerando mais energia que qualquer outro evento desde o Big Bang.
Uma das mais famosas colisões é o Bullet Cluster (em tradução livre, algo como "aglomerado bala", no sentido de projétil de arma mesmo), formado por mais de mil galáxias de dois grupos. O impacto entre eles criou uma onda de choque em forma de bala, daí o nome.
Sim, o visual é impressionante. Mas os astrônomos não estão apenas admirando o espetáculo: o que chamou sua atenção foi o fato de que as colisões revelaram um produto invisível: a chamada matéria negra.
Ela é, segundo os cientistas, a cola que mantém os emaranhados juntos, formando a fundação gravitacional de estrelas, gases e galáxias pelo universo. Responde por 25% do cosmos, mas é invisível e ninguém sabe exatamente do que é feita.

Cem trilhões

Cern
Image captionExplosões podem ser as mais violentas desde a formação do Universo
Mas graças ao Bullet Cluster, cientistas agora podem assistir "de camarote" ao mistério. A colisão expôs a matéria negra, separando-a de estrelas e gases, produzindo ainda uma prova direta da existência dessa “cola”.
“É meu objeto favorito no universo”, diz Marusa Bradac, astrofísica da Universidade da Califórnia.
Os aglomerados não apenas revelam a matéria negra para os cientistas. São uma ferramenta versátil, que os ajuda a estudar algumas das primeiras galáxias que existiram. São também um laboratório cósmico, no qual os pesquisadores podem analisar o comportamento de um quente e energizado gás chamado plasma.
Bullet Cluster está a 3,7 bilhões de anos-luz da Terra. Consiste em dois aglomerados diferentes que chocam-se em velocidades da ordem de 10 milhões km/h. Rápido para padrões humanos, mas nada demais em termos cósmicos, já que há estrelas no universo que se movem ainda mais rápido.
Mas tamanho é documento na hora das colisões. Um dos aglomerados tem massa um quatrilhão de vezes maior que o sol. O outro, “apenas” 100 trilhões. Quando dois pesos-pesados dessa magnitude colidem, a temperatura dos gases que os compõem aumenta para casa dos 200 milhões de graus.
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Image captionGaláxias estão a 3,7 bilhões de anos luz da Terra
Cientistas estimam que a energia liberada pelas colisões chega a oito decilhões de Joules. É o equivalente à energia produzida por seis trilhões de sóis queimando desde o início do Universo – 13.8 bilhões de anos.
A colisão é vasta em termos de tempo e espaço. Um raio de luz levaria 6 milhões de anos para cruzar os emaranhados de cabo a rabo.
O choque que vemos hoje ocorreu há pelo menos 150 milhões de anos, algo recente em termos cósmicos. Isso dá aos astrônomos uma chance sem precedentes de espiar algo em progresso – as batidas continuarão acontecendo por pelo menos mais alguns bilhões de anos.
Mas é posição do Bullet Cluster que o torna ainda mais único. Por coincidência, a colisão está alinhada perpendicularmente à nossa linha de visão. “Somos espectadores vendo tudo acontecer de lado”, diz Andrey Kravstov, astrofísico da Universidade de Chicago.
Com os melhores lugares da casa, os astrônomos podem examinar essa colisão com mais precisão do que qualquer outro aglomerado já localizado. Isso possibilitou que eles detectassem diretamente a matéria negra pela primeira vez.
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Image captionExplosões teriam ocorrido há 150 milhões de anos
Em 2006, um time de astrônomos liderados por Bradac analisou dados enviados pelos telescópios espaciais Hubble e Chandra – este último que “vê” em raios-X, algo crucial para mapear os locais em que matéria normal está situada nesses aglomerados.
A vasta maioria deles consiste de gás. E são tão massivos que a gravidade puxa fortemente as moléculas de gás, acelerando e aquecendo, o que as faz emitir raios-X. Aglomerados em colisão aceleram ainda mais esse gás, gerando raios-X mais energizados. Isso significa que os raios podem revelar aos astrônomos onde está a matéria normal.
Usando os dados do Hubble, os astrônomos puderam mapear a distribuição da massa do aglomerado. Tudo com massa, seja normal ou matéria negra, tem gravidade e pode distorcer a luz de galáxias ao fundo. Quanto maior a massa, mais forte essa distorção ocorre.

Universo jovem

Unindo essas observações, os astrônomos descobriram que a maior parte da massa não estava junto ao gás. Cerca de 80% da massa do Bullet Cluster estava concentrada em uma região que não tinha o maior brilho. E se essa massa não era gás, só podia ser matéria negra.
O fato de os astrônomos estarem observando o aglomerado em meio à colisão permite que eles observem o seguinte fenômeno: nuvens de gás “freiam” umas às outras e isso faz com que a matéria negra simplesmente passe de um lado para outro. Com isso, os cientistas puderam analisá-la de forma isolada pela primeira vez na história.
NasaImage copyrightNasa
Image captionObservações de telescópios exibiram a mais direta visão do comportamento da matéria negra
Como conceito, a matéria negra existe desde os anos 30. Mas quase todas as linhas de evidência tinham sido indiretas.
Por exemplo: algumas galáxias giram tão rápido que deveriam estar “voando” pelo céu. Algo como a matéria negra deve estar puxando as estrelas, “segurando” tudo. Sem evidências diretas, porém, havia espaço para duvidar se essa matéria realmente existia.
Alguns cientistas, por exemplo, argumentavam que o problema era uma falta de “atualização” da lei da gravidade como a conhecemos.
“Mas quando os resultados do Bullet Cluster foram analisados, ficou bastante claro que as propriedades da matéria que vimos eram diferentes de tudo o que conhecemos na Terra. Modificações na Teoria da Gravidade não poderiam explicar a separação entre a matéria e o gás”, afirma Bradac.
Mas saber que a matéria negra existe não é o suficiente: cientistas querem saber o que ela é. A hipótese é que seja feita de partículas ainda desconhecidas pelo homem, que não interagem com partículas normais ou produzem qualquer tipo de radiação – o que explicaria por que são tão difíceis de identificar.
E, de acordo com as mais populares teorias sobre a matéria negra, essas partículas sequer interagem umas com as outras.
Uma forma de tentar determinar isso é colidir as partículas entre si. E isso os cientistas conseguem fazer sem o trabalho faraônico de tentar construir um colisor de matéria negra: esses choques estão acontecendo no Bullet Cluster. As galáxias dos dois aglomerados estão incrustradas em matéria negra, logo, matéria negra também “bate” quando as colisões ocorrem.

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Image captionCientistas estudam outros 25 aglomerados
“O Bullet Cluster fornece algumas das melhores medições já vistas. Conseguimos até descobrir algumas propriedades da matéria escura, o que não conseguíamos fazer antes”, diz Bradac.
Claro, mais dados são necessários. A cientista é parte de um time nos EUA que está estudando 25 outras galáxias em colisão. A esperança é que em alguns anos eles saibam definitivamente se a matéria escura está ou não interagindo.
Mas o Bullet Cluster também serve com uma imensa lente para o passado. Por ser tão massivo, o aglomerado tem uma gravidade que distorce os raios vindo das galáxias. Isso faz com que elas sejam ampliadas e possam ser melhor examinadas.
E essas galáxias distantes são importantes porque fazem parte das primeiras a serem formadas no Universo.
Sendo assim, o Bullet Cluster oferece uma visão do Universo jovem e sobre a formação das galáxias, algo raríssimo.
Kravtsov diz que aglomerados desse tamanho passam por apenas uma ou duas grandes colisões em sua existência inteira. Mas astrônomos estão à procura de outros, com o auxílio de dois telescópios baseados no Chile. Matematicamente, devem haver centenas de milhares de aglomerados pelo menos 100 trilhões de vezes maiores que o Sol espalhados pelo universo.
Por enquanto, porém, temos apenas o Bullet Cluster.
Leia a versão original dessa reportagem (em inglês) no site BBC Earth



quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Uomo ucciso da un meteorite in India: non era mai successo, ma in Russia ci fu un episodio simile

Un autista di un bus indiano è, forse, la prima vittima della storia di un meteorite. Le autorità indiane continuano a ispezionare il sito dove è avvenuto l'incidente, nel distretto di Vellore, nel sud dello stato del Tamil Nadu, sperando di far luce sul caso. L'impatto dell'oggetto sulla terra ha lasciato un grande cratere nel terreno e mandato in frantumi i vetri delle finestre in un edificio vicino, uccidendo il conducente che stava bevendo acqua vicino a un college di ingegneria. Stando alle testimonianze dei presenti, sul posto "non c'era nessun odore, nessun incendio, niente". Nel 2013, a Chelyabinsk, in Russia, avvenne un episodio simile. Allora non ci furono vittime, ma forse i danni furono più ingenti. Il bilancio fu di 112 feriti di cui due ricoverati in gravi condizioni e danni al Drama Theatre e ad altri edifici limitrofi

 See more at: http://www.rainews.it/dl/rainews/media/Uomo-ucciso-da-un-meteorite-in-India-non-era-mai-successo-ma-in-Russia-ci-fu-un-episodio-simile-c17d7b81-cc0f-42af-b10b-c812a564b0f0.html

As misteriosas montanhas flutuantes de gelo de Plutão que intrigam cientistas

Da BBC

A Nasa divulgou imagens de montanhas flutuantes na superfície de Plutão, aparentes formações de gelo suspensas sobre um oceano de nitrogênio congelado  (Foto: Nasa)A Nasa divulgou imagens de montanhas flutuantes na superfície de Plutão, aparentes formações de gelo suspensas sobre um oceano de nitrogênio congelado (Foto: Nasa)
No "coração" de Plutão, misteriosas colinas intrigam cientistas da Nasa (agência espacial americana).
No último dia 4, a agência divulgou imagens de montanhas flutuantes na superfície do planeta-anão, aparentes formações de gelo de quilômetros de extensão, suspensas sobre um oceano de nitrogênio congelado.
As imagens foram capturadas pela sonda New Horizons em sua missão histórica de 2015.
Para os pesquisadores da Nasa, trata-se de "outro exemplo da fascinante e abundante atividade geológica" de Plutão. A suspeita é que essas montanhas flutuantes misteriosas sejam fragmentos de água congelada que lembram os icebergs da Terra.
As colinas, localizadas na vasta planície de gelo batizada informalmente de Plano Sputnik, são como versões em miniatura das montanhas maiores e mais variadas da extremidade oeste dessa planície.
"Essas montanhas de água gelada flutuam em um mar de nitrogênio congelado e se movem da mesma forma como os blocos de gelo no oceano Ártico da Terra", informou a Nasa em nota.
Seriam como fragmentos de planaltos acidentados que se separaram e estão sendo levados pelos glaciares de nitrogênio até o Plano Sputnik.
Essas cadeias de colinas em movimento são formadas na trilha dos glaciares. Quando entram no terreno em formato de células da região central do Plano Sputnik, passam a ser influenciadas pelos movimentos convectivos (movimento ascendente ou descendente de matéria em um fluido) do nitrogênio congelado, e são empurradas para a extremidade das células.
Para cientistas da Nasa, as colinas se movem como os icebergs do oceano Ártico, em exemplo da fascinante atividade geológica de Plutão (Foto: Nasa)Para cientistas da Nasa, as colinas se movem como os icebergs do oceano Ártico, em exemplo da fascinante atividade geológica de Plutão (Foto: Nasa)
Hipótese da origem
Essas formações podem flutuar porque o gelo de nitrogênio é bem mais denso do que o gelo de água.

Esses blocos congelados se juntam formando cadeias montanhosas de até 20 quilômetros de extensão.
Acredita-se que o Plano Sputnik tenha se formado após um grande impacto na superfície de Plutão, que foi preenchido com uma mistura de água congelada, nitrogênio e amoníaco.
Plutão surpreende cientistas a cada dia desde a revelação, após uma espera de nove anos, das imagens da New Horizons.
A geografia dinâmica e variada revelada pelas imagens está mudando a perspectiva sobre esse corpo celeste descoberto há 85 anos.
"Ficamos atordoados com o que vimos, e por toda a atividade nesses mundos (Plutão e suas luas). E ainda não temos ideia do que está acontecendo lá de fato", afirmou Nigel Henbest, astrônomo da Universidade de Leicester, na Inglaterra.
Os dados da New Horizons podem ajudar a esclarecer mecanismos da formação de planetas e até da origem de elementos que geram vida.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Un asteroide da Oscar, dedicato a Ennio Morricone

L'Unione Italiana Astrofili ha dedicato un asteroide a Ennio Morricone, per sostenere la candidatura del compositore ad un secondo Oscar (fonte: Meeting Rimini; NASA)L'Unione Italiana Astrofili ha dedicato un asteroide a Ennio Morricone, per sostenere la candidatura del compositore ad un secondo Oscar (fonte: Meeting Rimini; NASA)
Un asteroide per sostenere la candidatura all'Oscar per Ennio Morricone: scoperto in Italia dagli astrofili dell'osservatorio di Campo Catino (Frosinone), l'asteroide 2005QP51 adesso si chiama ufficialmente '152188-Morricone', con l'ok dell'ente internazionale per l'assegnazione dei nomi dei piccoli corpi celesti, il Minor Planet Center. 

Il corpo celeste, del diametro di circa 2 chilometri, è stato scoperto il 27 agosto 2005 da Franco Mallia e Alain Maury e appartiene agli oggetti della fascia principale degli asteroidi che si trova fra Marte e Giove.

Intitolandolo ad Ennio Morricone, l'Unione Astrofili Italiani (Uai) sostiene così la candidatura all'Oscar per la colonna sonora dell'ultimo film di Quentin Tarantino, The Hateful Height. La proposta dell'Uai e dell'Osservatorio in provincia di Frosinone, di dedicare l'asteroide al compositore italiano, è stata accolta dal Minor Planet Center perché, sottolinea la motivazione, Morricone, è "uno dei più famosi compositori di musiche di film del secolo, con una produzione di oltre 500 colonne sonore nell'arco degli ultimi decenni".
Per questo il presidente della Uai, Mario Di Sora, intende presentare un appello all’Academy Awarddi Los Angeles per valutare l’opportunità di premiare con un secondo Oscar, dopo quello alla carriera, uno dei più importanti compositore di tutti i tempi.

In attesa dell'assegnazione degli Oscar, prevista il 28 febbraio a Los Angeles, si può anche tentare di osservare l'asteroide 152188-Morricone, che brilla con una magnitudine di 15,7 ed è alla portata di telescopi del diametro di circa 30-40 centimetri.

www.ansa.it

sábado, 30 de janeiro de 2016

A volo d'angelo su Cerere

A volo d'angelo su Cerere, il video realizzato grazie alla sonda Dawn (fonte: NASA)A volo d'angelo su Cerere, il video realizzato grazie alla sonda Dawn (fonte: NASA)
Ha il sapore di un colossal, il nuovo video di animazione prodotto dalla Nasa per simulare un volo d'angelo sul pianeta nano Cerere, alla scoperta dei crateri, dei monti e delle misteriose 'luci' che hanno fatto scatenare la fantasia degli astronomi di mezzo mondo.




Realizzato grazie ai dati raccolti nei mesi scorsi dalla sonda Dawn, il video è stato prodotto accentuando i colori per evidenziare i particolari che caratterizzano la superficie di Cerere. I ricercatori ritengono che le aree sfumate in blu siano quelle più giovani, composte da materiali più 'freschi' come colate, cave e spaccature del terreno.

''Questo volo simulato mostra l'ampia varietà di crateri che abbiamo trovato su Cerere'', spiega Ralf Jaumann, uno dei tecnici che segue la missione Dawn per conto dell'Agenzia spaziale tedesca (Dlr). ''Gli spettatori - aggiunge - possono osservare le pareti a strapiombo del cratere Occator e anche i crateri più piatti come Dantu e Yalode''.

Il filmato è stato prodotto proprio dalla Dlr usando le immagini scattate dalla sonda Dawn tra agosto e ottobre 2015, mentre si muoveva in orbita intorno a Cerere passando ad un'altezza di 1.450 chilometri.

Dopo aver 'visitato' l'asteroide Vesta tra il 2011 e il 2012, ed essere stata la prima sonda a raggiungere Cerere nella fascia degli asteroidi tra Marte e Giove lo scorso anno, Dawn ora si trova nella fase finale della sua missione, in orbita a bassa quota (385 chilometri) intorno al pianeta nano.

www.ansa.it

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