quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Foto revela estrelas 'ocultas' atrás de nuvens da Nebulosa de Órion

Do G1 em SP  - A agência espacial norte-americana (Nasa) divulgou uma imagem recente da Nebulosa de Órion, um berçário de estrelas a 1,5 mil anos-luz de distância da Terra e que esconde estrelas só possíveis de serem vistas com as lentes de potentes telescópios.

A foto foi feita com observações dos instrumentos Spitzer, da Nasa, e Herschel, da Agência Espacial Europeia (ESA). Ambos os equipamentos conseguem detectar radiação infravermelha, o que permite uma visão ampliada da região, com estrelas e regiões que não são possíveis de serem vistas apenas por telescópios que utilizem luz visível.

A Nebulosa de Órion é uma das regiões de gás e poeira mais conhecidas do espaço. Localizada na constelação de mesmo nome, é possível de ser observada com o auxílio de binóculos ou de telescópios pequenos.

 Estrelas escondidas atrás de nuvens de gás e poeira na Nebulosa de Órion. (Foto: Nasa / ESA / JPL-Caltech)

Telescópio ajuda a desvendar vida extraterrestre ao olhar para a Lua

Da EFE  -Uma equipe internacional de astrônomos desenvolveu uma nova técnica para determinar indícios de vida em outros planetas por meio da qual analisa a luz terrestre refletida na Lua, o que poderia superar dificuldades de métodos convencionais.
Os resultados do teste foram publicados na revista científica "Nature". O método estudou a Terra como se ela estivesse fora do Sistema Solar. A observação foi feita por meio do reflexo que o planeta projeta sobre seu satélite natural.

A equipe observou o fenômeno com o telescópio de longo alcance VLT, situado no deserto do Atacama, no Chile.

Lua na região do VLT, no Chile, refletindo parte da luz que a Terra recebe do Sol. (Foto: ESO/B. Tafreshi/TWAN)
 
O sol brilha sobre a Terra e sua luz se reflete por sua vez sobre a superfície lunar. Isso faz o satélite atuar como se fosse um grande espelho, que devolve a luz de volta para a Terra, segundo explicou Michael Sterzik, pesquisador do Observatório Europeu Austral e principal autor do estudo.

Os investigadores procuraram indicadores, como por exemplo certas combinações de gases na atmosfera terrestre, que são considerados indícios de vida orgânica, como a presença simultânea de metano, vapor de água e oxigênio.

Ao contrário de pesquisas anteriores, a nova técnica explora a polarização. Quando a luz se polariza seus campos magnético e elétrico têm uma orientação determinada (as ondas vibram numa direção concreta).
Precisamente, o que os investigadores mediram neste trabalho é como luz se polariza dependendo da superfície sobre a qual se reflete, explicou Enric Pallés, do Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC), que também faz parte do estudo.

Dependendo da superfície, gelo, nuvens, terra ou oceanos, a superfície se polariza num grau e cor determinado.

O grupo analisou a luz que refletia a Terra sobre a Lua como se fosse a primeira vez que vissem o planeta e essa luz indicou que a atmosfera terrestre é parcialmente nublada, que parte de sua superfície está coberta por oceanos e outro "dado crucial": existe vegetação.

Os cientistas puderam inclusive detectar mudanças que se produzem na cobertura das nuvens da Terra e na quantidade de vegetação em diferentes partes do planeta (tudo isso com o reflexo sobre a Lua).

Esta nova forma de buscar vida extraterrestre busca superar métodos convencionais: a luz de um planeta distante é muito difícil de se analisar porque é eclipsada pelo brilho da estrela que o ilumina.

Para Stefano Bagnulo, pesquisador do Observatório de Armagh, no Reino Unido, a tentativa "é comparável a observar um grão de pó junto a uma lâmpada potente".

No entanto, o reflexo do planeta sobre seu satélite está orientado numa direção, o que permite sua análise de forma simples mediante técnicas que separam a luz polarizada da não polarizada.

Na sede do Observatório Austral Europeu em Garching, na Alemanha, analistas disseram que a descoberta pode contribuir para futuros descobrimentos em outros lugares do Universo.

"Se ela existe, encontrar vida fora do sistema solar depende exclusivamente de dispormos de técnicas adequadas", disse Palle, quem apontou que em dez ou doze anos o metódo poderia ser utilizado em telescópios.

A equipe do IAC admitiu que este novo "método não revelará dados sobre homenzinhos verdes ou vida inteligente, mas sua aplicação nas novas gerações de telescópios mais potentes poderia facilmente brindar a humanidade com a notícia de que há vida além de seu planeta".

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Japoneses divulgam análise de grãos colhidos no asteroide Itokawa

Do G1, em São Paulo  -  Cientistas japoneses analisaram cinco grãos de poeira coletados no asteroide Itokawa durante uma missão da agência espacial japonesa (Jaxa) que retornou à Terra em junho de 2010. O grupo encontrou indícios do impacto de partículas minúsculas, que deixaram marcas na superfície dos grãos.

Os pesquisadores verificaram o tamanho, o formato, a mineralogia e a geoquímica dos cinco grãos. Um dos objetivos era saber como um ambiente de baixa gravidade afeta a superfície dos asteroides que habitam o Sistema Solar.

A análise revelou que o asteroide sofreu inúmeros bombardeios de partículas com, no máximo, 1 micrômetro de tamanho -- um metro dividido em um milhão de partes. O impacto gerou crateras minúsculas e a aderência de partículas à superfície dos grãos. Ao todo, os pesquisadores estudaram 914 dessas irregularidades no material coletado no asteroide.

A missão japonesa Hayabusa, que estudou de perto o asteroide Itokawa durante 24 meses, retornou à Terra em junho de 2010, após passar sete anos no espaço.


Grãos de areia repletos de partículas e crateras minúsculas. (Foto: Jaxa / Divulgação)

Gli 'ufo' controllano nascita astri

Roma - Gli Ufo, figli di buchi neri, aiutano a rimescolare la materia delle galassie e a 'controllare' la nascita delle stelle. Lo ha scoperto un gruppo di ricerca guidato dagli italiani Francesco Tombesi della Nasa e Massimo Cappi dell'Istituto Nazionale di Astrofisica (Inaf) che ha esaminato gli Ufo (Ultra-Fast Outflows), ossia fiotti di materia espulsi a velocita' spaventosa dal centro di galassie che ospitano buchi neri giganteschi, emessi da 15 buchi neri al centro di altrettante galassie.

www.ansa.it

Nel cosmo nano-collisioni fra polveri

Roma - Nel cosmo sono comuni anche le nano-collisioni e non solo i catastrofici scontri fra stelle: lo dimostrano i microcrateri scoperti sui grani dell'asteroide 25143 Itokawa esaminati grazie alla missione Hayabusa dell'Agenzia spaziale giapponese. I ricercatori, coordinati da Eizo Nakamura dell'un. di Okayama, hanno analizzato 5 grani di polveri del diametro di circa 50 milionesimi di metro raccolti sulla superficie dell'asteroide dalla missione tornata a terra con i campioni a giugno 2010.

www.ansa.it

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Astronomia para a terceira idade

Astronomia para a terceira idade

O Departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP recebe inscrições para o curso Astronomia para a Terceira Idade a partir do dia 27 de fevereiro. As aulas acontecem a partir do dia 15 de maio e vão até o dia 19 de junho.

O curso, que tem 100 vagas, é gratuito e não é necessário ter conhecimento prévio sobre o tema. As aulas acontecem às terças-feiras e quintas-feiras, das 14 horas às 16h20, no IAG. As inscrições, que vão até o dia 4 de abril, devem ser feitas pelos telefones (11) 3091-2710, (11) 3091-2800 e (11) 3091-2814, das 8 às 17 horas. O IAG fica na Rua do Matão, 1226, Cidade Universitária.

Fonte: Agência USP de Notícias

Mais Informações: site  http://www.astro.iag.usp.br/tercidade.htm

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Objeto que caiu do céu no MA seria tanque de foguete, diz Marcos Pontes

Objeto foi encontrado após moradores ouvirem barulho (Foto: Max Mauro Garreto/Arquivo Pessoal)

Do G! em SP -Um objeto que caiu do céu e assustou moradores de duas cidades do Maranhão na quarta-feira de Cinzas é provavelmente um tanque de um foguete utilizado para lançar satélites ao espaço, afirmou ao G1 o astronauta brasileiro Marcos Pontes.

O globo metálico foi encontrado por moradores de um povoado de Anapurus, a 280 km de São Luís, onde caiu a 6 metros de uma casa. A FAB (Força Aérea Brasileira) informou que vai investigar a origem do objeto.

O G1 consultou especialistas em engenharia aeroespacial que afirmam haver grande possibilidade de a peça ser lixo espacial, assim como um pesquisador espacial ouvido pela agência russa Ria Novosti. Um centro de estudos espaciais americano previa a reentrada de um fragmento de foguete no dia 22 de fevereiro na atmosfera terrestre, próximo ao local onde a peça foi encontrada.

Segundo Pontes, que viu as imagens, "pelo tamanho, pelo aspecto, parece um tipo de um balão, um reservatório de algum tipo de combustível para controle de atitude [posição] de foguete ou de satélite", avalia o primeiro brasileiro a viajar para o espaço, em março de 2006. "Foguete é mais provável ainda. É a possibilidade mais plausível."

Segundo Pontes, "os tanques de nitrogênio [material usado para movimentar as válvulas de controle de combustível para foguetes de propulsão líquida] quase todos têm esse formato. Um globo é o mais lógico para manter pressão alta, como uma bolha de sabão, que fica esférica, com pressão para todos os lados. É a melhor forma de distribuição de energia", explica.

A Aeronáutica informou na tarde desta sexta-feira (24) que técnicos do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, foram até o local buscar a peça.

Alvoroço
O objeto, encontrado por um morador do povoado de Moraes, provocou alvoroço também entre os 10 mil habitantes de Mata Rosa, município vizinho. José Valdir Mendes, 46 anos, afirmou que a peça, do tamanho de um botijão de gás, com mais ou menos 30 kg, é oca e deixou um buraco de cerca de 1 metro em seu quintal.

“Escutei o barulho, tremeu até a perna. Fui olhar o que era. Pensei que era um avião que tinha caído, ou um terremoto”, contou. “Foi um alvoroço enorme aqui. Alguns com medo e receio com aquela história de 2012. Outros dizendo que era ‘alien’. Mas creio que é uma peça de satélite que caiu do espaço mesmo”, afirmou o professor Max Mauro Garreto, 25, morador de Mata Roma.

Internautas do G1 também enviaram suas hipóteses para o mistério: seria a bola um babaçu gigante, comum no estado? Uma bola que caiu da árvore de Papai Noel? A barriga da falsa grávida do interior paulista ou um ovo de coruja? Uma bola de um gol perdido do jogador Deivid ou um pênalti batido por Elano na Copa América? Alguns reclamaram ainda que o objeto errou o alvo e deveria ter caído em Brasília e muitos têm a mesma opinião de especialistas: seria um tanque de combustível de um foguete.
Lixo espacial
A agência de notícias russa Ria Novosti repercutiu o caso nesta sexta (24) e, segundo um especialista ouvido, a peça pertenceria a um foguete da família Ariane do consórcio espacial europeu Arianespace, responsável também pelo russo Soyuz e o italiano Vega. O foguete é lançado da base de Kuru, na Guiana Francesa, para colocar satélites em órbita.

A informação foi divulgada no site em francês da agência, que entrevistou o pesquisador espacial Igor Lissov. "Pode-se afirmar com alto grau de probabilidade que o balão esférico descoberto no estado do Maranhão é um fragmento do terceiro estágio do lançador europeu Ariane-4 lançado em 1997 do centro espacial de Kourou", disse Lissov. Segundo ele, comunicados entre pesquisadores norte-americanos confirmam a informação.

Trajetória.
A possibilidade de a peça pertencer a um foguete se explica, segundo Marcos Pontes, também pelo local onde o objeto metálico caiu e pelo estado em que foi encontrado. "A trajetória dele fica mais para o norte, ou seja, a peça teoricamente cairia no meio do oceano Atlântico. Seria mais provável. Mas pela proximidade, pode até ser de ele chegar por ali, no Maranhão", diz Pontes.

Além disso, explica ele, o foguete "sai do zero e passa por diferentes velocidades na atmosfera". "Esses objetos que estão no espaço em órbitas baixas, com o tempo vão perdendo velocidade e começam a reentrar. Sendo de um foguete, ele teria menos chance de queimar totalmente nessa entrada."

 Tanque de combustível do Ariane 5 (Foto: Divulgação/Formtech)

No Brasil, especialistas em engenharia aeroespacial afirmam que é difícil ter certeza absoluta sobre a origem da peça, mas que se trata, pelas circunstâncias, de lixo espacial. Segundo o coronel aviador da reserva Sebastião Gilberti Maia Cavali, que foi chefe da Divisão de Projeto Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da Aeronáutica, não é uma peça de avião.

“De avião não é. Há várias hipóteses de ser um lixo espacial. É um reservatório de alguma coisa, de combustível, isso é certeza. Pode ser um lixo espacial de satélite ou de foguete, ou também podia estar em um balão, pode ter caído de algum outro equipamento”, diz.

De acordo com a Agência Espacial Europeia, os foguetes Ariane possuem tanques de combustível de titânio com um propelente chamado Hidrazina (N2H4). A imagem à esquerda é de um tanque do Ariane 5, um foguete que substituiu o Ariane 4. O G1 entrou em contato com a Arianespace para saber se a peça pertence ao foguete, mas ainda não obteve retorno.

O astronauta brasileiro afirma que a hidrazina é um dos combustíveis utilizados em propulsão mais fina, de foguetes pequenos, e poderia estar presente na esfera encontrada. "Mas é improvável, porque essa substância é usada geralmente só no espaço para mudar nesses foguetes. Se fosse, seria extremamente tóxica. Se quem mexeu não começou a ter reações sérias na pele em 15 minutos, provavelmente não é."

Local de queda
Segundo um centro de estudos americano especializado em lixo espacial, havia previsão de que fragmentos do foguete Ariane 4 readentrassem a atmosfera terrestre no dia 22 de fevereiro às 5h22 (horário de Brasília de verão) em qualquer um dos pontos nas linhas azul e amarela do mapa:


Linha mostra pontos prováveis em que peça teria readentrado a atmosfera terrestre (Foto: Reprodução/Center For Orbital and Reentry Debris Studies)
 
A Nasa possui um programa específico de monitoramento do lixo espacial e um manual em seu site alertando sobre esse tipo de material (veja aqui em inglês). Segundo a agência, existem hoje milhares de objetos orbitando em torno da Terra e outros milhões muito pequenos para serem rastreados, uma verdadeira poluição espacial. A grande maioria se deteriora ao retornar à atmosfera, outros objetos, não.

No Brasil, outra bola metálica caiu no município de Montividiu, em Goiás, em março de 2008, a 150 metros de uma casa. Dias depois, outro objeto despencou do céu, dessa vez na Austrália. E em dezembro de 2011, uma esfera caiu em uma região desabitada na Namíbia, país no sul da África.

Segundo a agência espacial americana, porém, a chance de ser atingido por um desses objetos de uma em um trilhão.


Esfera metálica que caiu no sudeste da África
 (Foto: Divulgação/NASA Johnson Space Center)



Em janeiro de 2001, o motor de titânio do PAM-D, um módulo assistente de lançamento do foguete Delta 2, readentrou a atmosfera e caiu na Arábia Saudita (Foto: Divulgação/NASA Johnson Space Center) 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Imagem em ultravioleta mostra erupção solar

Do G1 em SP


A imagem combina observações de vários instrumentos para mostrar o início de uma erupção solar. No processo, uma grande nuvem de partículas é liberada no espaço durante um período de dez horas, nos dias 9 e 10 de fevereiro. A imagem em laranja é o Sol visto pela luz ultravioleta. À direita, um filamento é expelido. A imagem em verde é uma combinação com a observação feita pelo coronógrafo COR1, um aparelho projetado para estudar a coroa solar (Foto: ESA/Nasa/Soho)

Cientistas descobrem novo planeta composto por água a 40 anos-luz

Da France Presse - Um grupo de astrônomos descobriu a existência de um novo tipo de planeta, composto em sua maior parte de água e com uma leve atmosfera de vapor. A informação foi divulgada nesta terça-feira (21) pelo Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian (em Cambridge, nordeste dos Estados Unidos) e pela Nasa.
Trata-se de um planeta fora de nosso sistema solar denominado "GJ1214b", descoberto em 2009 graças ao telescópio espacial Hubble da Nasa. Segundo estudos recentes de um grupo de astrônomos, ele tem "uma enorme fração de sua massa" composta de água.

 Imagem divulgada pela Nasa mostra o planeta orbitando uma estrela vermelha há 40 anos-luz da Terra. (Foto: AFP Photo / Nasa / ESA / D.Aguilar)
 
Em nosso sistema solar existem três tipos de planetas: rochosos e terrestres (Mercúrio, Vênus, a Terra e Marte), gigantes gasosos (Júpiter e Saturno) e gigantes de gelo (Urano e Netuno).

Por outro lado, existem planetas variados que orbitam em torno de estrelas distantes, entre os quais há mundos de lava e "Júpiteres" quentes.

"Observações do telescópio espacial Hubble da Nasa acrescentaram este novo tipo de planeta", ressaltou comunicado conjunto do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian e da Nasa. Os estudos foram realizados pelo astrônomo Zachory Berta e por um grupo de colegas.

Características
O "GJ1214b", situado a 40 anos luz da Terra, é considerado uma "super-Terra", com 2,7 vezes o comprimento de nosso planeta e sete vezes seu peso.

Ele orbita a cada 38 horas ao redor de uma estrela vermelha anã e possui temperatura estimada de 450 graus Fahrenheit (232 graus celsius).

Em 2010, um grupo de cientistas liderado por Jacob Bean havia indicado que a atmosfera de "GJ1214b" deveria ser composta em sua maior parte por água, depois de medir sua temperatura.

No entanto, as observações também podem ter sido feitas em razão da presença de uma nuvem que envolve totalmente o planeta.

As medições e observações efetuadas por Berta e por seus colegas quando o "GJ1214b" passava diante de seu sol permitiram comprovar que a luz da estrela era filtrada através da atmosfera do planeta, exibindo um conjunto de gases.

O equipamento do Hubble permitiu distinguir uma atmosfera de vapor. Depois, os astrônomos conseguiram calcular a densidade do planeta a partir de sua massa e tamanho, comprovando que ele tem "muito mais água do que a Terra e muito menos rocha".

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Telescópio espacial registra estrelas em torno de buraco negro

Do G1 em SP - strônomos divulgaram nesta quarta-feira (15) a descoberta de um aglomerado de estrelas jovens azuis, em torno de um buraco negro chamado HLX-1, a cerca de 290 milhões de anos-luz da Terra. Os cientistas usaram o Telescópio Espacial Hubble, parceria da Nasa com a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês).

O achado sugere que esse buraco negro tenha se formado no centro de uma galáxia anã, agora desintegrada. Segundo a equipe responsável, o estudo deve ter implicações importantes para a compreensão de como evoluem os buracos negros supermassivos.

A pesquisa foi liderada por Sean Farrell, do Instituto de Astronomia de Sydney, na Austrália, e publicada pelo “Astrophyisical Journal”.

 Imagem do Hubble mostra aglomerado de estrelas em torno de buraco negro (Foto: NASA, ESA, S. Farrell)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Foto mostra berçário de estrelas em formato de fita no espaço

Do G1 em SP -Uma fotografia divulgada nesta quarta-feira (15) pelo Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) mostra uma "fita" de poeira cósmica com aproximadamente 95 trilhões de quilômetros de extensão.

A imagem foi feita com o telescópio Apex, localizado no deserto do Atacama, no Chile. A região aparece próxima a uma estrela da constelação de Touro.

Conhecida como "Nuvem Molecular do Touro", a faixa se situa a 450 anos-luz de distância da Terra. A área apresenta grande formação de estrelas, com a poeira ao redor emitindo um brilho muito fraco, já que a temperatura chega a -260 graus Celsius. A essa temperatura, é necessário um instrumento sensível como o Apex para poder detectar comprimentos de onda tão grande, com quase 1 milímetro de extensão.

 A nebulosa molecular a 450 anos-luz da Terra, ao lado de estrela da constelação de Touro. (Foto: ESA)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Iphan avalia tombamento de crateras no Centro-Oeste e no Norte do país

Káthia Mello  -   Do G1 em DF -O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) estuda transformar a Serra da Cangalha, no município de Campos Lindos, no Tocantins, em patrimônio nacional ou paisagem cultural devido a uma cratera causada pela queda de um meteorito há 240 milhões de anos.

 Imagem de satélite da Nasa feita em 2006 mostra a formação circular da cratera da Serra da Cangalha, no Tocantins (Foto: Divulgação/Nasa)
 
Com 13 km de diâmetro e paredes de mais de 400 metros de altura, a cratera da Serra da Cangalha é a segunda maior do Brasil, atrás apenas do Domo do Araguainha, na divisa entre Goiás e Mato Grosso, que tem 40 quilômetros de diâmetro. O processo de preservação de Araguainha já está em andamento.

Nós não sabemos ler a Terra. As crateras são parte da história da Terra, que deve ser preservada. É um valor potencial que não pode ser destruído"   -Carlos Fernando de Moura Delphim, coordenador de Patrimônio Natural do Iphan em Brasília
 
De acordo com a Nasa, a agência espacial norte-americana, a cratera é a mais bem preservada entre as oito conhecidas no Brasil. A formação foi identificada em 1973 e, antes de sua descoberta, chegou a ser estudada como uma possível área de exploração de diamantes.

No fim do ano passado, a pedido da superintendência do Iphan em Tocantins, técnicos do órgão em Brasília estiveram na Serra da Cangalha para conhecer o local da cratera. O relatório preliminar realizado pelos técnicos após a visita à Serra da Cangalha vai recomendar a abertura de estudos para verificar se existem valores culturais para o tombamento.

De acordo com o coordenador de Patrimônio Natural do Iphan em Brasília, Carlos Fernando de Moura Delphim, o tombamento é benéfico para a ciência e o patrimônio histórico brasileiro. "O valor científico desse patrimônio é riquíssimo. Nós temos esse material aqui no Brasil à disposição. As crateras são importantes para que se possa estudar a história da evolução da Terra e também o universo. É como a página de um livro”, disse.

O documento elaborado pelos técnicos de Brasília, porém, será encaminhado para a Superintendência do Instituto no Tocantins. O órgão estadual é que vai dar o parecer final sobre a abertura ou não do processo de tombamento.


Paredão na área interna da cratera; no centro, área de floresta que se formou no local (Foto: Iphan/Divulgação)
 
De acordo com o Iphan, a cratera e parte da região onde ela está podem ser protegida como patrimônio natural nacional ou pode ser chancelada como paisagem cultural brasileira – figura criada pelo órgão em 2009, como um novo instrumento de preservação.

A chancela é uma inovação na forma de trabalhar o patrimônio cultural brasileiro, uma espécie de selo de qualidade de um trecho do território nacional que tem características especiais e mostram a diversidade de paisagens no Brasil.

O valor científico desse patrimônio é riquíssimo. Nós temos esse material aqui no Brasil à disposição. As crateras são importantes para que se possa estudar o aspecto da Terra e também estudar o universo"
Marcos Vasconcelos, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
 
"A preocupação do Iphan é mostrar e ampliar o repertório de bens reconhecidos como patrimônio natural", disse Delphim. “Nós não sabemos ler a Terra. As crateras são parte da história da Terra, que deve ser preservada. É um valor potencial que não pode ser destruído.”

O geólogo Marcos Vasconcelos, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), também, defende o tombamento. Autor de uma dissertação de mestrado sobre a cratera de Araguainha e de uma tese de doutorado sobre a da Cangalha – ambas na Universidade de São Paulo (USP) –, ela diz que a preservação ajuda no estudo da cratera.


Forma de cangalha (sela usada em cavalos), que dá nome à serra onde está a cratera (Foto: Iphan/Divulgação)
 
“Torná-la patrimônio significa abrir as portas para a realização de mais pesquisas nacionais e internacionais. Isso pode facilitar nossas pesquisas com melhoria no acesso às rochas da cratera, com pavimentação e melhor infraestrutura e crescimento para o município”, disse.

Ao G1, Vasconcelos disse que o meteorito que deu origem à cratera caiu em diagonal, em um ângulo aproximado de 45 graus. Vasconcelos disse que as rochas da estrutura da Serra da Cangalha estão entre as mais bem preservadas do mundo, de acordo com pesquisadores alemães.

O nome da serra que batiza a cratera vem de uma parte da rocha que se formou com a queda do meteorito, que tem o formato de uma cangalha – espécie de sela usada em cavalos.

A cratera é uma das 11 formadas pelo impacto de meteoritos conhecidas na América do Sul – além das oito do Brasil, ainda há duas identificadas na Argentina e uma no Chile.

Tombamento de Araguainha
A cratera de Araguainha, na divisa Goiás-Mato Grosso está com estudos de recomendação de tombamento adiantados. De acordo com o Iphan, ela é a 16ª cratera do mundo em tamanho e idade estimada em 245 milhões de anos.

Segundo Delphim, o impacto do meteorito na região influenciou na formação do Rio Araguaia. "Vou fazer uma visita ao local ainda este ano para dar o parecer final sobre o tombamento. O processo será, então, encaminhado para o Conselho Consultivo do instituto", afirmou.

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