terça-feira, 22 de setembro de 2015

Eclipse lunar em 27 de setembro de 2015


No próximo dia 27 de setembro, um belíssimo evento astronômico chamará a atenção de grande parte do mundo: o Eclipse Lunar Total poderá ser vistos de diversos países, e como se não bastasse, serão dois grandes eventos em uma única noite! Além do Eclipse Lunar, teremos também a Super Lua, o que significa que a Lua Cheia estará com seu tamanho aparente maior do que o de que costume. Será um verdadeiro espetáculo! E se o tempo não ajudar, você poderá assistir a transmissão ao vivo do Eclipse Lunar Total aqui mesmo em nosso site. Pra não perder esse grande evento, clique aqui e confirme sua presença, assim você recebe uma notificação quando ele estiver próximo!

E pra ficar por dentro desse grande evento, preparamos uma matéria especial com tudo que você precisa saber sobre o famoso Eclipse Lunar e também sobre a Super Lua do dia 27 de setembro de 2015!


Por que acontecem os eclipses lunares?

Diferença de eclipse lunar e eclipse solar
Ilustração mostra a diferença entre Eclipse Lunar e Eclipse Solar.
Créditos: divulgação
Como sabemos, a Lua orbita a Terra, e durante sua trajetória acontecem as fases da Lua. Quando a Lua está entre a Terra e o Sol, temos a fase nova, e quando a Terra está entre a Lua e o Sol, temos a Lua Cheia. De tempos em tempos, quando a Terra está entre a Lua e o Sol (Lua Cheia) o nosso planeta projeta sua sombra na superfície da Lua por conta de um alinhamento, e isso faz com que a Lua Cheia fique escura por alguns minutos. Já o eclipse solar acontece quando a Lua projeta sua sombra na Terra, ocultando o Sol e fazendo o dia virar noite.


Em qual dia acontecerá o Eclipse Lunar de setembro?

Na internet existem muitas informações desencontradas sobre esse eclipse lunar de setembro de 2015. Muitos estão dizendo que o eclipse acontecerá no dia 28 de setembro, e isso acaba confundindo muita gente, que pode até perder esse grande espetáculo. Na verdade, é importante enfatizar que o Eclipse Lunar Total acontecerá no dia 27 de setembro de 2015, e a confusão está acontecendo porque de acordo com o horário internacional (UTC), já será dia 28. Portanto, não deixe se enganar: o Eclipse Lunar Total será no dia 27 de setembro!


eclipse lunar total lua de sangue
Foto do Eclipse Lunar Total 'Lua de Sangue' do dia 08 de outubro de 2014.
Créditos: John W. Johnson / The Virtual Telescope Project
De onde o Eclipse Lunar de 27 de setembro poderá ser visto?

Essa é a parte mais interessante sobre esse belíssimo eclipse lunar: ele poderá ser visto em grande parte do mundo, como no oeste da Europa e da África, leste dos EUA e em toda a América Latina, incluindo o Brasil, claro! Agora é só torcer pra que o clima ajude, e pra que tenhamos um céu aberto, sem nuvens, na maior parte dessas regiões.


Em qual horário acontece o Eclipse Lunar do dia 27 de setembro?

Isso depende do fuso horário de cada região. No Estado do Acre, por exemplo, a Lua começa a entrar na penumbra (na região menos escura da sombra) a partir das 19h12. Já na parte leste do Brasil, isso acontece às 21h12, enquanto que no centro, será às 20:12. Pra facilitar o nosso entendimento, fizemos um mapa mostrando o horário de começo, meio e fim do Eclipse Lunar do dia 27 de setembro. Veja abaixo:

horário do Eclipse Lunar no Brasil e no mundo - dia 27 de setembro de 2015
Horário de início e término de todas as fases do Eclipse Lunar Total de 27 de setembro de 2015.
Créditos: Galeria do Meteorito

Para entender o mapa, basta ver a sua região, e acompanhar a legenda à direita. A parte mais escura não poderá observar o Eclipse, enquanto que a parte intermediária poderá observá-lo parcialmente, e dependendo do horário, como mostra na legenda, não será possível enxergá-lo.


A Super Lua na noite do Eclipse Lunar
a se afasta e Para entender o mapa, basta ver a sua região, e acompanhar a legenda à direita. A parte mais escura não poderá observar o Eclipse, enquanto que a parte intermediária poderá observá-lo parcialmente, e dependendo do horário, como mostra na legenda, não será
Como foi dito anteriormente, na mesma noite que acontece o Eclipse Lunar, teremos também um segundo evento astronômico. Chamado de Super Lua, ele acontece quando a Lua está no seu ponto mais próximo com a Terra (perigeu). Conforme a Lua orbita a Terra, el se aproxima, dependendo da época. Muitas vezes a Lua chega nesse ponto mais próximo durante a fase minguante, ou crescente, por exemplo, mas quando coincide da Lua estar em seu ponto mais próximo justamente no dia da Lua Cheia, ela fica consideravelmente maior no céu. [confira o calendário desse e de outros eventos astronômicos atualizados]

diferença de tamanho da Lua Cheia e da Super Lua
Diferença entre uma Lua Cheia comum e uma Super Lua.
Créditos: divulgação
O momento em que a Lua fará sua máxima aproximação com a Terra estará a menos de uma hora do momento da Lua Cheia e do Eclipse. Será um evento maravilhoso, e isso é o que tornará o Eclipse Lunar do dia 27 ainda mais raro e espetacular!


A Tétrade de Eclipses Lunares

A Tétrade de Eclipses Lunares é uma série de quatro Eclipses Lunares Totais que acontecem em determinadas épocas, sendo que a última ocorreu entre 2003 e 2004, e teremos apenas mais seis tétrades como essa até o final do século atual. [as mais belas fotos do eclipse lunar total de 08 de outubro de 2014]
Algo ruim acontecerá no mundo no dia 27 de setembro de 2015?

Não. Será apenas mais um Eclipse Lunar Total, que por si só já é espetacular o suficiente. No passado remoto, quando a sociedade não tinha um bom entendimento sobre os eventos astronômicos, os eclipses eram vistos como sinais de desastres, assim como os cometas. Um livro publicado em 2013, por John Hagee, intitulado "As Quatro Luas de Sangue: Algo está prestes a mudar", fez com que essas superstições viessem a tona novamente, e fatos como esses vêm acontecendo há séculos... [veja o que foi visto passando na frente do Sol durante o eclipse do dia 20 de março]

A Lua vai ficar com cor de sangue?

Pode ser que sim. O termo Lua de Sangue se refere a tonalidade avermelhada que a Lua ganha durante os eclipses lunares totais (não em todos). Por isso, seria correto chamar um Eclipse de "Lua de Sangue" apenas se ele já aconteceu, e e se a Lua realmente ganhou a tonalidade avermelhada, uma vez que não há como ter certeza se isso vai realmente acontecer.

Portanto, não se esqueça! No dia 27 de setembro basta ficar de olho no céu noturno, e como foi dito acima, se o tempo estiver nublado, teremos uma transmissão ao vivo aqui em nosso site! Então cruze os dedos e se prepare para um grande espetáculo!

Fonte:
http://www.galeriadometeorito.com/2015/09/tudo-sobre-o-eclipse-lunar-total-de-27-de-setembro-de-2015.html#.VgG-fPlVikq

domingo, 20 de setembro de 2015

L'universo ricco di culle di pianeti


Rappresentazione artistica di una nana rossa e un pianeta (fonte: David A. Aguilar (CfA/Harvard-Smithsonian)Rappresentazione artistica di una nana rossa e un pianeta (fonte: David A. Aguilar (CfA/Harvard-Smithsonian)

Scoperte 'culle' di pianeti in formazione attorno alle stelle più piccole e comuni nell'universo, le nane rosse. Sono grandi dischi di polvere, probabilmente molto simili a quelli da cui potrebbe essere nata la Terra. La scoperta potrebbe rivoluzionare l'attuale teoria della formazione dei pianeti e mostrare che questo processo potrebbe essere molto più lungo e lento del previsto. Descritte sulla rivista Monthly Notices of the Royal Astronomical Journal, le culle di pianeti sono state scoperte dal gruppo di ricerca coordinato da Simon Murphy, dell'Università Nazionale Australiana.

''Pensiamo che la Terra e tutti gli altri pianeti si formino in dischi di polveri questo tipo, quindi è affascinante vedere un potenziale nuovo sistema solare in evoluzione'', ha osservato Murphy.

''Tuttavia - ha aggiunto - le altre stelle di questa età di solito non hanno più dischi di polveri. I dischi delle nane rosse sembrano vivere più a lungo rispetto a quelli di stelle più calde, come il Sole, ma non riusciamo a capire perché''. Secondo uno degli autori, Warrick Lawson, dell'università del Nuovo Galles del Sud, la scoperta sfida le attuali teorie sulla formazione dei pianeti.


''Ci suggerisce - ha detto - che il processo di formazione dei pianeti possa durare molto più a lungo di quanto si immagini''. Murphy non esclude che i dischi polverosi possano ospitare anche giovani pianeti già formati ed è convinto che ''molti telescopi si volteranno verso queste stelle nei prossimi anni per cercare di osservarli''. Alcune di queste stelle si trovano vicino alla costellazione Croce del Sud, visibile dall'emisfero australe e i loro dischi di polveri sono stati osservati dal bagliore che emettono agli infrarossi. Il prossimo passo sarà cercare di osservare nei dettagli cosa nascondono questi dischi: se embrioni di pianeti, asteroidi e comete o anche pianeti già nati.

www.ansa.it

Novas fotos de Plutão mostram 'mar' de névoa em horizonte e revelam 'tesouros'

  • 18 setembro 2015
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NasaImage copyrightNasa
Image captionLuz solar do fundo destaca camadas da atmosfera de Plutão e terreno diverso
Novas imagens capturadas pela da sonda New Horizons, da Nasa, mostram uma névoa de baixa altitude em Plutão, evidência adicional da existência, no planeta-anão, de um fenômeno semelhante ao ciclo de água na Terra, mas envolvendo tipos exóticos de gelo, segundo cientistas.
As dezenas de camadas de névoa na atmosfera vão desde a superfície a uma altura de até 100 km. As imagens também oferecem vistas deslumbrantes do terreno do planeta, incluindo suas montanhas e planícies.
"Esta imagem é um tesouro científico, revela novos detalhes sobre a atmosfera de Plutão, montanhas, geleiras e planícies", disse Alan Stern, cientista-chefe da missão.
"Ela (a imagem) realmente te faz sentir que você está lá, em Plutão, analisando a topografia por você mesmo".     continue lendo ...

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Due buchi neri in rotta di collisione

Rappresentazione artistica dei due buchi neri in rotta di collisione nella costellazione della Vergine (fonte: P. Marenfeld/NOAO/AURA/NSF)Rappresentazione artistica dei due buchi neri in rotta di collisione nella costellazione della Vergine (fonte: P. Marenfeld/NOAO/AURA/NSF)


E' in uno sfarfallio di luce l'indizio dell'inevitabile scontro tra due buchi neri in 'rotta' di collisione. Di questa catastrofe cosmica che avverra' a 3,5 miliardi di anni luce dalla Terra, nella costellazione della Vergine, non potremo che osservare qualche 'lampo', visto che il violentissimo scontro avverra' solo fra 100.000 anni.

La scoperta, della Columbia Univeristy di New York, e' pubblicata sulla rivista Nature e potrebbe rivelare le inafferrabili onde gravitazionali, 'increspature' dello spazio tempo previste dalla teoria della relativita' che si genererebbero in occasione di eventi molto violenti, proprio come lo scontro tra due buchi neri.
"Identificare le onde gravitazionali - ha spiegato uno dei coordinatori della ricerca, Daniel D'Orazio - permetterebbe di svelare i segreti della gravita' e di testare la validita' della teoria di Einstein".

E' ormai accertato che al centro di gran parte delle galassie si trovi un buco nero. Questi 'mostri cosmici' si alimentano inglobando tutto cio' che li circonda: polveri, gas e perfino galassie e buchi neri piu' piccoli. Tuttavia osservarli e' quasi impossibile perche' neanche la luce riesce a sfuggire dalla loro potente attrazione gravitazionale. 
E' possibile pero' riconoscere le tracce dei loro 'pasti' nei quasar, potenti emissioni di radiazioni emesse dai materiali in caduta all'interno del buco nero. Queste emissioni sono generalmente casuali, ma analizzando il segnale della quasar PG 1302-102 i ricercatori hanno osservato uno strano 'sfarfallio'.

Seguendo questo indizio hanno scoperto che PG 1302-102 e' in realta' una coppia di buchi neri molto vicini tra loro: sono distanti appena una settimana-luce, ossia circa 180.000 milioni di chilometri e il loro impatto avverra' tra circa 100.000 anni.


www.ansa.it

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

L’eclissi di Sole ‘catturata’ dallo spazio


L’eclissi di Sole ‘catturata’ dallo spazio  (fonte: ESA/Royal Observatory of Belgium)







L’eclissi di Sole ‘catturata’ dallo spazio: è visibile nelle immagini mozzafiato inviate dal satellite Proba-2 dell’Agenzia Spaziale Europea (Esa). Con le foto è stato realizzato anche un filmato in cui sembra di vedere tre eclissi di Sole una successiva all’altra. Durante l’evento astronomico, il satellite dell’Esa ha compiuto più orbite intorno alla Terra e ha cambiato tre volte punto di osservazione così che l’effetto, nelle immagini, è che abbia catturato tre eclissi diverse.

L’eclissi di Sole si è verificata il 13 settembre ed è stata visibile da Sud Africa, Oceano Indiano meridionale e Antartide. E’ stata una eclissi parziale, in cui la Luna, passando davanti al Sole ha coperto non del tutto il disco solare.


www.ansa.it/scienza

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Osservata la galassia più lontana

Ha 13,2 miliardi di anni, ma non li dimostra


La galassia più antica mai osservata, EGS8p7, vista dai telescopi spaziali Hubble (nel riquadro in alto) e Spitzer (riquadro in basso) (fonte:  I. Labbé, Leiden University; NASA/ESA/JPL-Caltech)La galassia più antica mai osservata, EGS8p7, vista dai telescopi spaziali Hubble (nel riquadro in alto) e Spitzer (riquadro in basso) (fonte: I. Labbé, Leiden University; NASA/ESA/JPL-Caltech)
Osservata la galassia più lontana e antica finora scoperta: si chiama EGS8p7 e ha 13,2 miliardi di anni, ossia poco meno dei 13,8 miliardi di età dell'universo. E' straordinariamente luminosa per la sua età e potrebbe essere alimentata da una popolazione di stelle insolitamente calde. Descritta sull'Astrophysical Journal Letters, è stata osservata dal gruppo di ricerca guidato dal California Institute of Technology (Caltech), del quale fa parte l'italiano Sirio Belli.

Scoperta dai telescopi spaziali Hubble e Spitzer, la galassia è stata analizzata con lo spettrometro (Mosfire) installato sui telescopi del Keck Observatory nelle Hawaii, che ha permesso di calcolarne l'età. Lo strumento ha infatti permesso di determinare il cosiddetto spostamento verso il rosso (Redshift), cioè lo spostamento dal colore reale a lunghezze d'onda più rosse a causa della distanza. L'effetto è lo stesso del suono della sirena di un'ambulanza che diventa più acuto quando si avvicina. Nel caso di stelle e galassie accade qualcosa di simile con la luce.

Tradizionalmente utilizzata per misurare la distanza delle galassie, la tecnica del redshift è difficile da usare quando si osservano gli oggetti più lontani e quindi più antichi. Subito dopo il Big Bang, l'universo era infatti avvolto da una 'nebbia primordiale' di idrogeno neutro, che lo rendeva buio. Circa 380.000 anni dopo il Big Bang la nebbia ha cominciato gradualmente a dissolversi, lasciando spazio alle luce di stelle e galassie. Ma non è stato un processo veloce e quindi è un'eccezione che si riesca ad osservare una galassia che risale a 600.000 anni dopo il Big Bang.

Una possibile ragione per cui le prime galassie siamo comunque visibile, nonostante la nebbia, è che questa non si sia diradata in modo uniforme. Secondo Belli, la galassia EGS8p7, che è insolitamente luminosa, potrebbe essere avere ''proprietà speciali che hanno generato una bolla di idrogeno ionizzato molto prima di quanto sia possibile per una galassia di quell'epoca''.



www.ansa.it/scienza

Astrônomos descobrem galáxia anã capaz de formar novas estrelas


Da France Presse
Telescópio Alma descobriu evidências de que há formação de estrelas dentro de galáxia anã (Foto: B. Saxton (NRAO/AUI/NSF); M. Rubio et al., Universidad de Chile, ALMA (NRAO/ESO/NAOJ); D. Hunter and A. Schruba, VLA (NRAO/AUI/NSF); P. Massey/Lowell Observatory and K. Olsen (NOAO/AURA/NSF))Telescópio Alma descobriu evidências de que há formação de estrelas dentro de galáxia anã (Foto: B. Saxton (NRAO/AUI/NSF); M. Rubio et al., Universidad de Chile, ALMA (NRAO/ESO/NAOJ); D. Hunter and A. Schruba, VLA (NRAO/AUI/NSF); P. Massey/Lowell Observatory and K. Olsen (NOAO/AURA/NSF))
Uma equipe multinacional de astrônomos descobriu que as galáxias anãs e irregulares são capazes de "incubar" e dar vida a estrelas - uma descoberta-chave no estudo da origem do universo, conseguida graças à utilização do potente telescópio Alma, no norte do Chile.
Antes desta descoberta, a comunidade científica considerava que apenas as grandes galáxias - como a via Láctea, onde está a Terra - apresentavam condições físicas para dar vida a estrelas.
O estudo que realizaram na galáxia anã batizada WLM "consiste em encontrar as zonas onde estrelas se formam em galáxias que são muito pequenas e que são as primeiras galáxias" do universo, disse à AFP nesta quarta-feira (9) Mónica Rubio, astrônoma chilena que liderou o estudo que levou à descoberta.
Este resultado é importante para a comunidade científica porque "as estrelas são a base de como evolui o universo, já que quando o universo nasce somente há gás e de alguma maneira consegue formar as primeiras estrelas", explicou a especialista.
Telescópio Alma Chile (Foto: Jorge Saenz/AP)Telescópio Alma, no Chile (Foto: Jorge Saenz/AP)
Rubio destacou a importância de contar com a potência do radiotelescópio localizado no deserto do Atacama, denominado Alma (Atacama Large Milimiter/submilimiter Array, na sigla em inglês), instrumento que permitiu detectar o fraco sinal emitido pelo monóxido de carbono, que deixa em evidência os processos de formação estelar e o que permitiu aos especialistas chegar à descoberta.
"Nos permite entender como estas galáxias tão pequenas e que eram as que povoavam as origens do universo conseguem formar as estrelas", agregou a pesquisadora.
Os astrônomos tentarão no futuro comprovar a descoberta em outras galáxias.
Chile abriga um dos centros astronômicos mais importantes do mundo e o Alma é uma instalação astronômica internacional financiada por parceiros como o Observatório Europeu Austral (ESO).
www.g1.globo.com

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Os 10 mais belos céus estrelados que se pode ver da Terra

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Image copyrightNovarc Images Alamy
Image captionO céu visto no lado egípcio do Deserto do Saara
É cada vez mais rara a chance de se observar um céu verdadeiramente estrelado a partir do nosso planeta. Conforme a população humana se torna mais e mais urbanizada, as luzes artificiais ofuscam a visão de estrelas e outros corpos celestes.
"Cerca de 60% da humanidade vive hoje sob céus poluídos de luzes, insuficientemente escuros para que se possa enxergar a Via Láctea", explica Babak Tafreshi, diretor da The World at Night, grupo internacional que organiza exposições de fotografias de astronomia.
Para John Barentine, da ONG americana International Night-Sky Association (IDA), a ausência de contato frequente com um céu estrelado atinge o homem em vários aspectos. "A visão noturna do firmamento inspirou a arte, a literatura e a música desde os primórdios da civilização. Ser impedido de ter essa experiência é ser privado de algo essencial para a humanidade", diz.
Alguns dos céus estrelados mais impressionantes do mundo podem ser vistos de lugares remotos e de difícil acesso, enquanto outros são tão populares que abrigam observatórios famosos e atraem astroturistas. Conheça dez desses locais:

1. Deserto do Saara

Estendendo-se por uma área de 9 milhões de quilômetros quadrados – ou 10% do continente africano –, o Saara é o maior deserto quente do mundo.
O clima extremo e o isolamento de seu interior em relação ao resto da civilização fazem com este seja um dos lugares com uma das vistas mais espetaculares de um céu estrelado em todo o planeta.

2. Namíbia

Image copyrightBROKER Alamy
Image captionParque Nacional de Namib-Naukluft, no Deserto do Namibe
A Namíbia abriga uma bem-sucedida e crescente indústria de astroturismo. O clima extremamente seco do Deserto do Namibe e os céus absolutamente cristalinos do país são perfeitos para a observação de estrelas e planetas.
O deserto possui inúmeras "estações de telescópios". "A paisagem ali é ideal e é possível ter uma visão de 360 graus do horizonte", explica Tafreshi.

3. Rub al-Khali, Península Arábica

Image copyrightage fotostock Alamy
Image captionVista do céu desde o deserto de Rub al-Khali, em Omã
O Rub al-Khali ("quarteirão vazio", em tradução literal), localizado no sudeste da Península Arábica, é um dos maiores desertos contíguos do mundo.
Cobrindo uma área de 650 mil quilômetros quadrados, tem a vantagem de não ter praticamente nenhum morador – como seu próprio nome sugere.

4. Deserto do Atacama, Chile

Image copyrightstuart thomson Alamy
Image captionNo Chile, há vários observatórios, como o de San Pedro do Atacama
Céus limpos e claros se impõem sobre a maior parte do Deserto do Atacama, afirma Tafreshi.
Trata-se do deserto mais árido do mundo, localizado entre o Chile e partes do Peru, da Bolívia e da Argentina. Abriga vários observatórios astronômicos.
"O Atacama bate muitas outras localidades porque está em uma grande altitude e porque seus céus estão limpos por muitas noites ao ano", afirma Barentine.

5. La Palma, Ilhas Canárias, Espanha

Image copyrightSPL
Image captionVia Láctea vista de La Palma, uma das ilhas Canárias, na Espanha
A ilha vulcânica de La Palma, parte do arquipélago das Canárias, é um destino popular entre astroturistas por causa de seu impressionante céu limpo.
Em 2002, a ilha foi designada uma Reserva da Biosfera da Unesco.

6. Himalaias, Nepal

Image copyrightVisal Chattopadhyay Alamy
Image captionNascer da Lua entre os Himalaias, no Nepal
Para Tafreshi, os céus cristalinos dos vilarejos e das trilhas do Himalaias estão entre os mais belos do mundo.
A cordilheira localizada na Ásia é a mais alta do planeta e inclui o Monte Everest, o mais alto pico da Terra, com 8.850 metros de altitude.

7. Vulcões do Havaí, Estados Unidos

Image copyrightCurved Light USA Alamy
Image captionAnoitecer no vulcão de Kilauea, no Havaí, e vista da Via Láctea
Os vulcões altos do arquipélago do Havaí abrigam vários observatórios famosos.
Os montes Mauna Kea e Mauna Loa, ambos com mais de 4 mil metros de altura, estão entre os mais apreciados para a observação de céus estrelados.

8. Oeste da Austrália

Image copyrightZUMA Press Inc. Alamy
Image captionA Via Láctea observada desde uma torre de caixa d'água em Laverton, na Austrália
Fotografias por satélite da região oeste do Outback australiano (interior desértico do país) revelam a escuridão absoluta do local.
"Os vários parques nacionais dali estão entre os lugares favoritos para a observação de estrelas", diz Tafreshi. "E o céu do hemisfério Sul é ainda mais cativante que o do hemisfério Norte porque ali a Via Láctea surge em uma área bem central."

9. Alpes

Image copyrightGeorgP Alamy
Image captionNa região do Tirol, na Áustria, o isolamento ajuda a observar céus como este
Segundo Tafreshi, o último reduto para se admirar um céu noturno natural na Europa Ocidental são os Alpes.
Isso porque as regiões mais altas dessas montanhas ainda têm sua natureza preservada e abrigam menos habitantes.
"Um dos meus pontos favoritos é a região do Tirol, na Áustria, onde é fácil ver a noite cristalina."

10. Wyoming, Estados Unidos

Image copyrightAlamy
Image captionO Estado de Wyoming tem muitas reservas naturais e baixa densidade demográfica
"Há inúmeros lugares maravilhosamente escuros no oeste americano", afirma Barentine.
"Muitos deles são parques nacionais ou áreas naturais preservadas e protegidas. Esses lugares, aliás, são ótimos para observar autênticos céus estrelados por causa de sua grande distância das cidades e da falta de iluminação artificial", explica.
O Estado de Wyoming, com uma densidade demográfica baixa, abriga o Parque Nacional de Yellowstone, e é um dos preferidos de quem curte astronomia.

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