| Hola, les mando una foto de la Luna y Venus que tomé el sábado por la noche. Hice algunas tomas medio apresuradas porque tenía las nubes que me estaban acosando, pero algo quedó. Saludos! LORENA RUBEN OBSERVATORIO Y TALLER DE ASTRONOMÍA "ALFA-CENTAURO" SUNCHALES-SANTA FE-ARGENTINA http://www.alfa- e-mail taller: obsalfacentauro@ |
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Foto de la Luna y Venus
A PROFECIA maia para 2012
Vídeo: http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&q=profecia+maia+para+2012&btnG=Pesquisa+Google&meta=
A PROFECIA :
Diz que o nosso mundo de ódio e materialismo terminará no sábado 22 de Dezembro do ano 2012, solstício de inverno.
Texto: http://magodalua.blogspot.com/2007/10/alinhamento-csmico-terra-sol-sagitarius.html
Qualquer dúvida, estou à disposição.
* phoenixike@yahoo.com.br fabiofenixiki@hotmail.com
phoenixiki
Fotos da Lua
LORENA RUBEN
OBSERVATORIO Y TALLER DE ASTRONOMÍA "ALFA-CENTAURO"
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Fotos Astronômicas
Espero, les gusten.
Saludos!
LORENA RUBEN
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sábado, 31 de janeiro de 2009
Santa Sé organiza Congresso Internacional sobre Galileu Galilei
Foi apresentado na Sala de Imprensa da Santa Sé o congresso internacional de estudos «O Caso de Galileu. Uma releitura histórica, filosófica e teológica», que se realizará em Florença, de 26 a 30 de maio.
O evento acadêmico será realizado dentro do Ano Internacional da Astronomia, proclamado pelas Nações Unidas em memória dos 400 anos das primeiras observações astronômicas (1609) por parte de Galileu Galilei (1564-1642).
Será organizado por Stensen, um instituto dos padres jesuítas localizado em Florença, com o fim de favorecer a pesquisa e o debate entre diversas culturas. Seu objetivo é plenamente formativo e está dirigido especialmente às gerações mais jovens.
O congresso contará com 33 expositores, entre historiadores, teólogos e cientistas; entre eles está o jesuíta e astrônomo George Coyne, ex-diretor do observatório astronômico vaticano, o professor Evandro Agazzi, professor presidente honorário da Federação Internacional de Sociedades Filosóficas (FISP), Nicola Cabibbo, físico italiano, conhecido pelos trabalhos sobre integração nuclear, Paolo Rossi, professor emérito de História da Ciência da Universidade de Estudos de Florença, entre outros.
O professor Rossi assegurou durante a apresentação do evento que este tratará de «todos os temas essenciais: a condenação da doutrina de Copérnico em 1616 e o processo a Galileu em 1633; a gêneses do caso Galilei na Itália, França e Inglaterra do século XVII; a história deste caso antes do Iluminismo e depois no século XIX (na idade do Positivismo) e por último, do século XX até os nossos dias».
O congresso, apoiado pela presidência da República Italiana, está patrocinado pela Região Toscana, e conta com o apoio da presidência do Conselho de Ministros e do Ministério para os Bens e Atividades Culturais.
Participarão 18 instituições de setores representativos da vida cultural e científica, entre elas o Conselho Pontifício para a Cultura, a Pontifícia Universidade Gregoriana, a Pontifícia Academia das Ciências e a Universidade de Florença.
Participarão 18 instituições de setores representativos da vida cultural e científica, entre elas o Pontifício Conselho para a Cultura, a Pontifícia Universidade Gregoriana, a Pontifícia Academia das Ciências e a Universidade de Florença.
A inauguração se realizará na basílica florentina da Santa Cruz (Santa Croce), onde se encontra o túmulo de Galileu e de outros importantes personagens italianos.
O evento de encerramento será realizado em 30 de maio, na Vila il Gioiello ad Arcetri, em Florença, que foi a última casa onde Galileu morou. Lá, Evandro Agazzi, Paolo Galluzzi, Paolo Prodi e Adriano Prosperi discutirão sobre Galileu na contemporaneidade, a relação com a Igreja e as perspectivas da busca bio-tecnocientífica.
Igualmente, para esta ocasião estão sendo organizados eventos cinematográficos, culturais e teatrais que serão realizados em Florença, dentro da comemoração do Ano da Astronomia.
Fonte: ZENIT - Por Carmen Elena Villa
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Lucimary Vargas
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Temperatura aumenta 700 graus Celsius em planeta a 200 anos-luz da Terra

- Esta é a primeira observação de clima tão alterado em um planeta que não pertence ao Sistema Solar - afirmou Gregory Laughlin, principal autor do estudo publicado na edição de ontem da revista científica britânica "Nature".
O HD8606b é um gigante de gás com um tamanho quatro vezes superior ao de Júpiter, que orbita ao redor de uma estrela situada a 200 anos-luz da Terra. Depois de analisarem as informações proporcionadas pelo telescópio Spitzer, da Nasa, e medir a luz infravermelha irradiada pelo planeta, os cientistas conseguiram determinar que sua temperatura passou de 527 graus Celsius para 1.277 graus Celsius em um período de seis horas. O HD8606b tem uma temperatura média abrasadora de 525 graus Celsius, mas, as variações são extremas, como revelaram as medições. - Esta é a primeira observação de clima tão alterado em um planeta que não pertence ao Sistema Solar - afirmou Gregory Laughlin, principal autor do estudo publicado na edição de ontem da revista científica britânica "Nature".
Os efeitos desse enorme aumento de temperatura poderiam ser descritos como uma explosão. À medida que a atmosfera de aquece e expande, produz fortes ventos, da ordem de 18 mil quilômetros por hora. Os ventos, devido à rotação em órbita, formam tormentas em grande escala, que só começam a serenar quando o planeta se afasta de seu sol.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Eclipse anular do Sol encanta observadores no Oriente
Do G1, com informações da Reuters

domingo, 25 de janeiro de 2009
De olho no céu
O cometa Lulin (batizado em homenagem ao observatório em que ele foi descoberto) já pode ser visto na constelação da Libra, entrando em Escorpião ao amanhecer. Por enquanto ele só pode ser visto através de pequenos telescópios, pois está com magnitude 8. Mas mesmo tão fraco assim, ele já mostra algumas características interessantes.
O Lulin tem uma coloração esverdeada, uma cauda tradicional e uma "anticauda", apontando na direção do Sol, ou seja, direção contrária à cauda tradicional. Esta "anticauda" é composta por partículas mais pesadas que não são empurradas pelo vento solar e ficam orbitando o núcleo do cometa, e não é tão incomum de ser observada. Uma olhada mais atenta nas imagens (processadas) do cometa revela jatos sendo emitidos pelo núcleo (com evidências de rotação), além das caudas, como pode ser visto nesta foto.
As surpresas podem vir em breve. O cometa Lulin está mergulhando se aproximando do Sol. A sua órbita hiperbólica nos indica que é a primeira (e provavelmente a última) visita dele ao interior do Sistema Solar. Ninguém sabe ao certo como o núcleo, repleto de gelo e materiais bem voláteis vai se comportar com um aumento súbito da intensidade da luz solar. Isto deve fazer com que a temperatura do núcleo aumente e se agora, ainda distante do Sol, o núcleo já está emitindo jatos, pode muito bem ser que aconteça uma ruptura e o cometa se despedace.
A máxima aproximação do Lulin com a Terra acontecerá em 24 de fevereiro, quando ele estará a 61,5 milhões de quilômetros e espera-se que ele atinja a magnitude 5. Com este brilho ele poderá ser visto a olho nu em locais bem escuros, mas será um alvo fácil para binóculos.
Até lá vamos esperar que tanta atividade no núcleo faça com que este cometa dê um show igual ao do McNaught, no começo de 2007.
Cassiopeia A comes alive across time and space
| This stunning visualization of Cassiopeia A (Cas A), the result of an explosion approximately 330 years ago, uses X-ray data from Chandra, infrared data from Spitzer and pre-existing optical data from NOAO's 4-meter telescope at Kitt Peak and the Michigan-Dartmouth-MIT 2.4-meter telescope. NASA/CXC/MIT/T.Delaney et al. [View Larger Image] January 6, 2009 Two new efforts have taken a famous supernova remnant from the static to the dynamic. A new movie of data from NASA's Chandra X-ray Observatory shows changes in time never seen before in this type of object. And an unprecedented and dramatic three-dimensional visualization of the same remnant by a separate team is being released. Nearly 10 years ago, Chandra's "First Light" image of Cassiopeia A (Cas A) revealed previously unseen structures and detail. Now, after 8 years of observation, scientists have been able to construct a movie that tracks the remnant's expansion and changes over time. "With Chandra, we have watched Cas A over a relatively small amount of its life, but so far the show has been amazing," said Daniel Patnaude of the Smithsonian Astrophysical Observatory in Cambridge, Massachusetts. "And, we can use this to learn more about the aftermath of the star's explosion." A separate, but equally fascinating visualization featuring Cas A was presented at a press conference at the American Astronomical Society meeting in Long Beach, California. Based on data from Chandra, NASA's Spitzer Space Telescope and ground-based optical telescopes, Tracey Delaney and her colleagues have created the first three-dimensional fly-through of a supernova remnant. "We have always wanted to know how the pieces we see in two dimensions fit together with each other in real life," said Delaney of the Massachusetts Institute of Technology. "Now we can see for ourselves with this 'hologram' of supernova debris." This groundbreaking visualization of Cas A was made possible through collaboration with the Astronomical Medicine project based at Harvard. The goal of this project is to bring together the best techniques from two very different fields - astronomy and medical imaging. "Right now, we are focusing on improving three-dimensional visualization in both astronomy and medicine," said Harvard's Alyssa Goodman who heads the project. "This project with Cas A is exactly what we have hoped would come out of it." While these are stunning visuals, both the data movie from Patnaude and the 3-D model from Delaney are rich resources for science. The two teams are trying to get a more complete understanding of how this famous supernova explosion and its remnant work. Patnaude and his team have measured the expansion velocity of features in Cas A from motions in the movie, and find it is slower than expected based on current theoretical models. Patnaude thinks the explanation for this mysterious loss of energy is cosmic-ray acceleration. Using estimates of the properties of the supernova explosion, including its energy and dynamics, Patnaude's group show that about 30 percent of the energy in this supernova has gone into accelerating cosmic rays, energetic particles that are generated, in part, by supernova remnants and constantly bombard Earth's atmosphere. The flickering in the movie provides valuable new information about where the acceleration of these particles occurs. Likewise, the new 3-D model of Cas A provides researchers with unique ability to study this remnant. With this new tool, Delaney and colleagues found two components to the explosion, a spherical component from the outer layers of the star and a flattened component from the inner layers of the star. Notable features of the model are high-velocity plumes from this internal material that are shooting out from the explosion. Plumes, or jets, of silicon appear in the northeast and southwest, while plumes of iron are seen in the southeast and north. Astronomers had known about the plumes and jets before, but did not know that they all came out in a broad, disk-like structure. The implication of this work is that astronomers who build models of supernova explosions must now consider that the outer layers of the star come off spherically, but the inner layers come out more disk like with high-velocity jets in multiple directions. Cassiopeia A is the remains of a star thought to have exploded about 330 years ago, and is one of the youngest remnants in the Milky Way Galaxy. The study of Cas A and remnants like it help astronomers better understand how the explosions that generate them seed interstellar gas with heavy elements, heat it with the energy of their radiation, and trigger blast waves from which new stars form. |
Hubble Space Telescope finds stars that 'go ballistic'
Posted: January 7, 2009
Even some stars go ballistic, racing through interstellar space like bullets and tearing through clouds of gas.
Images from NASA's Hubble Space Telescope reveal 14 young, runaway stars plowing through regions of dense interstellar gas, creating brilliant arrowhead structures and trailing tails of glowing gas. These arrowheads, or bow shocks, form when the stars' powerful stellar winds, streams of matter flowing from the stars, slam into surrounding dense gas. The phenomenon is similar to that seen when a speeding boat pushes through water on a lake.
The astronomers can only estimate the ages, masses, and velocities of these renegade stars. The stars appear to be young‹ just millions of years old. Their ages are based partly on their strong stellar winds.
Most stars produce powerful winds either when they are very young or very old. Only very massive stars greater than 10 times the Sun's mass have stellar winds throughout their lifetimes. But the objects observed by Hubble are not very massive, because they do not have glowing clouds of ionized gas around them. They are medium-sized stars that are a few to eight times more massive than the Sun. The stars are not old because the shapes of the nebulae around aging, dying stars are very different, and old stars are almost never found near dense interstellar clouds.
Depending on their distance from Earth, the bullet-nosed bow shocks could be 100 billion to a trillion miles wide (the equivalent of 17 to 170 solar system diameters, measured out to Neptune's orbit). The bow shocks indicate that the stars are traveling fast, more than 112,000 miles an hour (more than 180,000 kilometers an hour) with respect to the dense gas they are plowing through, which is roughly five times faster than typical young stars.
"The high-speed stars were likely kicked out of their homes, which were probably massive star clusters," Sahai says.
There are two possible ways this stellar expulsion could have happened. One way is if one star in a binary system exploded as a supernova and the partner got kicked out. Another scenario is a collision between two binary star systems or a binary system and a third star. One or more of these stars could have picked up energy from the interaction and escaped the cluster.
Assuming their youthful phase lasts only a million years and they are moving at roughly 112,000 miles an hour, the stars have traveled about 160 light-years.
Runaway stars have been seen before. The Infrared Astronomical Satellite (IRAS), which performed an all-sky infrared survey in 1983, spied a few similar-looking objects. The first observation of these objects was in the late 1980s. But those stars produced much larger bow shocks than the stars in the Hubble study, suggesting that they are more massive stars with more powerful stellar winds.
"The stars in our study are likely the lower-mass and/or lower-speed counterparts to the massive stars with bow shocks detected by IRAS," Sahai explains. "We think the massive runaway stars observed before were just the tip of the iceberg. The stars seen with Hubble may represent the bulk of the population, both because many more lower-mass stars inhabit the universe than higher-mass stars, and because a much larger number are subject to modest speed kicks."
Astronomers have not spotted many of these stellar interlopers before because they are hard to find. "You don't know where to look for them because you cannot predict where they will be," Sahai says. "So all of them have been found serendipitously, including the 14 stars we found with Hubble."
Sahai and his team used Hubble's Advanced Camera for Surveys to examine 35 objects that appeared as bright infrared sources in the IRAS archive. They were looking for long-lived pre-planetary nebulae, puffed-up aging stars on the verge of shedding most of their outer layers to become glowing planetary nebulae. Instead, the astronomers stumbled upon the runaway stars.
The team is planning follow-up studies to search for more interlopers, as well as study selected objects from this Hubble survey in greater detail to understand their effects on their environment.
"One of the questions that these very showy encounters raise is what effect they have on the clouds," says team member Mark Morris of the University of California, Los Angeles. "Is it an insignificant flash in the pan, or do the strong winds from these stars stir up the clouds and thereby slow down their evolution toward forming another generation of stars?"
Sahai will discuss his team's results at the American Astronomical Society meeting in Long Beach, Calif.
The science team consists of R. Sahai of NASA's Jet Propulsion Laboratory in Pasadena, Calif., M. Morris of the University of California in Los Angeles, M. Claussen of the National Radio Astronomy Observatory in Socorro, N.M., and R. Ainsworth of the University of Tennessee in Knoxville.
VSS-BOLETIM 51
| INTERNET INTERPLANETÁRIA |
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| O mundo ficou pequeno demais para a internet, que acaba de ir para o espaço. A Nasa, agência espacial norte-americana, testou com sucesso a primeira rede de comunicação espacial baseada na tecnologia da rede mundial de computadores. Por meio de um sistema chamado de Rede Tolerante a Interrupções (DTN, na sigla em inglês), pesquisadores do Laboratório de Propulsão a Jato, em Pasadena, Califórnia, conseguiram transmitir dezenas de imagens de uma espaçonave que se encontra a cerca de 33 milhões de quilômetros da Terra e também enviar arquivos de volta. "É o primeiro passo no sentido da criação de uma infra-estrutura de comunicação espacial totalmente nova. Ou seja, uma internet interplanetária", disse o coordenador do projeto Adrian Hooke, gerente de arquitetura de redes espaciais da Nasa. |
| FENÔMENO RARO É VISTO NO CÉU DURANTE UMA HORA E MEIA No início da noite de segunda-feira, foi possível ver a conjunção Lua crescente, Júpiter e Vênus. O fenômeno, que ocorrerá novamente em 2052, durou cerca de uma hora e meia em Brasília (DF). Acima, a Lua; abaixo e à esquerda, Vênus, e abaixo, mas à direita, Júpiter, que, juntos, formaram um triângulo. Depois da Lua e do Sol, Vênus e Júpiter são os astros de maior brilho no sistema solar. Júpiter é o maior planeta, distante cerca de 870 milhões de km da Terra, por isso aparece menor que Vênus, mais próximo do globo terrestre. |
Os satélites da missão espacial Themis, lançados em 2007, descobriram um grande buraco no campo magnético da Terra. Segundo os cientistas da Nasa, a agência espacial americana, a abertura é dez vezes maior do que a esperada, e o buraco é quatro vezes mais amplo do que a Terra e sete vezes maior do que o diâmetro terrestre. O campo magnético da Terra, também conhecido como magnetosfera, é uma espécie de bolha magnética que circunda o planeta e protege a superfície terrestre das partículas carregadas pelo vento solar. Os cientistas explicam que o vento solar carregado de partículas "abre" o buraco na magnetosfera da mesma forma como um polvo envolve um objeto com seus tentáculos um processo conhecido como "reconexão magnética".
Observar um cometa no céu é uma das mais interessantes experiências para qualquer pessoa. Afinal, não é todo dia que temos a oportunidade de ver um objeto no céu diferente dos planetas e das estrelas conhecidas. Para aqueles que gostam de astronomia, então, nem se fala. A atividade deixa de ser apenas "interessante" e passa a ser fascinante e educativa. Atualmente, um dos objetos que começa a chamar a atenção é a chegada do cometa C/2007 N3 Lulin, que já pode ser visto durante as madrugadas de praticamente qualquer lugar do hemisfério Sul. As últimas observações mostram que o cometa já atingiu a magnitude 8 e deverá aumentar de brilho até a magnitude 4 com o passar dos dias.
A missão Apollo 8, que completou 40 anos, foi a primeira a levar homens à Lua. A viagem, que fazia parte do Projeto Apollo, teve duração de seis dias; do dia 21 ao dia 27 de Dezembro de 1968. Os astronautas Frank Borman, Jim Lovell e William A. Anders foram os primeiros homens a circum-navegar o satélite natural da Terra, abrindo caminho para o pouso histórico que aconteceria sete meses mais tarde, com a Apollo 11. Embora os astronautas não tenham pousado no solo lunar, na noite de Natal de 1968, eles foram os primeiros astronautas a abandonar a órbita da Terra, enviando inéditas fotos do solo da Lua. "Estávamos voando para Lua pela primeira vez", disse Jim Lovell, um dos três astronautas a bordo do histórico vôo.
| CRÉDITOS: Boletim Supernovas, Terra, Folha OnLine, Apolo 11, Agência FAPESP, BBC Brasil, NASA, ESA COLABORADORES: Ibanez, Tralback e Ielcinis Louis Boletim mensal do VSS Viagem ao Sistema Solar |
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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Celebrando a ciência...por Marcelo Gleiser
Marcelo Gleiser
Uma lua obscura de Saturno pode ter uma combinação de água e compostos
orgânicos necessários para a vida. Planetas girando em torno de outras
estrelas foram vistos com telescópios pela primeira vez. Células-tronco
não precisam mais ser extraídas de fetos ou mesmo de cordões umbilicais.
O gigantesco acelerador de partículas, o LHC, foi ligado e funcionou, ao
menos por um pouco. Deve entrar em funcionamento em meados de 2009.
Mapas do cérebro por meio de ressonância magnética mostram onde fazemos
escolhas morais e quando mentimos, uma descoberta com enormes
conseqüências para o processo penal. E que podem ser usados para
diagnosticar a doença de Alzheimer nos seus estágios preliminares.
Essas são algumas das novidades da ciência de 2008. A lista, claro, é
muito mais longa. Mas acho que já é o bastante para celebrar.
Ninguém pensa muito em celebrar a ciência ou os cientistas. Acho que
isso deveria mudar. Sei que sou suspeito para falar. Mas olhe em volta.
Veja as dezenas de aparelhos eletrodomésticos ou de eletrônicos, seu
carro, seu celular, GPS, notícias e futebol ao vivo via satélite, a
rapidez das telecomunicações, o progresso da medicina, a internet, os
mistérios do universo -dos ocultos no interior dos átomos até os confins
do cosmo- sendo revelados de forma magnífica.
De onde vem isso tudo? Do trabalho de milhares de cientistas e
engenheiros, de pessoas que dedicam suas vidas à busca do conhecimento e
à melhoria da qualidade de vida das pessoas.
Sem dúvida, existe o aspecto comercial da tecnologia. Também, nem toda a
ciência é para o bem, como vemos no progresso das armas de destruição em
massa, nas tecnologias de guerra biológica, na absurda exploração do
planeta feita de forma irresponsável por megacorporações gananciosas.
Mais uma vez, a lista é grande.
Mesmo assim, o fato é que nossas vidas, a sociedade moderna como um
todo, depende inteiramente dessa infra-estrutura tecnológica. Se ela
colapsa, se colapsam as telecomunicações, se ficamos sem energia
elétrica, se cai a internet, voltamos a viver como vivíamos há 200 anos.
Ficaríamos completamente paralisados. Ninguém mais sabe caçar (ou quase
ninguém) ou viver diretamente do que a natureza produz. (Com exceção dos
agricultores de subsistência, mas a sua produção seria ineficaz para
manter a população global.) Imagine um mundo sem antibióticos, sem
aviões, sem carros, sem ar-condicionado.
Após oito anos de uma administração que demonstrou desprezo pelo meio
ambiente, de uma política internacional que inventou uma guerra
mentirosa e que serviu apenas a alguns grupos de interesse, as coisas
parecem que estão mudando nos EUA.
Essa semana, Obama escolheu seu secretário de ciência, o equivalente ao
nosso ministro de ciência e tecnologia, pasta bem servida atualmente
pelo físico Sérgio Resende.
O escolhido aqui, John Holdren, é um físico de primeira linha e, tal
como o novo secretário de energia escolhido pelo novo presidente, um
militante do combate ao aquecimento global. O que me deixou esperançoso
foi o que Obama disse: "minha administração irá restaurar o princípio
básico de que decisões governamentais devem ser baseadas na melhor
evidência científica possível, baseadas em fatos e não distorcidas por
ideologia política".
Belas palavras, que celebram o papel da ciência em nossas vidas e o
perigo de corromper fatos a serviço de ideologia. Estamos vivendo um
momento mágico. A transição começou. O planeta Terra começará a ser
respeitado como deve pelos que causavam os maiores danos. Estava mais do
que na hora.
Marcelo Gleiser é professor de física teórica no Dartmouth College, em
Hanover (EUA), e autor do livro "A Harmonia do Mundo". Artigo publicado
na "Folha de SP" 28/12.
