terça-feira, 29 de maio de 2018

O monstruoso buraco negro recém-descoberto que engole um Sol a cada dois dias

Da BBC

Ilustração de um buraco negroDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionMassa do buraco negro é 20 milhões de vezes a do nosso Sol.
Um grupo de astrônomos australianos descobriu um super buraco negro brilhante, que cresce de uma forma nunca antes observada e é capaz de absorver uma massa equivalente à do Sol a cada dois dias.
À primeira vista, a existência de um buraco negro que brilha parece uma contradição. A explicação passa pelo próprio tamanho do objeto astronômico, com uma massa equivalente a 20 milhões de vezes a do nosso Sol, e também pela acelerada velocidade de expansão.
"Esse buraco negro está crescendo tão rapidamente que é milhares de vezes mais brilhante que uma galáxia inteira, por causa de todos os gases que absorve diariamente e que causam muito atrito e calor", explicou Christian Wolf, da Escola de Astronomia e Astrofísica da Universidade Nacional Australiana (ANU, na sigla em inglês).
Buraco negro brilhanteDireito de imagemESA/HUBBLE/NASA
Image caption"Se tivéssemos esse monstro no centro de nossa Via Láctea, ele pareceria dez vezes mais brilhante que uma lua cheia e eliminaria todas as estrelas no céu", diz o astrônomo Christian Wolf.
Objetos como o identificado pelos australianos são extremamente raros e é a primeira vez que astrônomos descobrem um que cresce a essa velocidade. O buraco negro foi detectado a 12 bilhões de anos luz de distância da Terra, com o uso do telescópio SkyMapper.

Brilho espetacular

Esse tipo de buraco negro é conhecido como quasar, astro localizado em distâncias extremas e repleto de energia e luz. Os quasares são os astros mais brilhantes do Universo.
Eles se formam após a colisão de duas galáxias, como previamente comprovado com dados coletados pelo telescópio espacial Hubble.
"Se tivéssemos esse monstro no centro de nossa Via Láctea, ele pareceria dez vezes mais brilhante que uma lua cheia e eliminaria todas as estrelas no céu", diz o astrônomo Christian Wolf.
Imagen de una luna llena.Direito de imagemGETTY IMAGES
Image captionO brilho do buraco negro recém-descoberto equivale a dez vezes uma lua cheia
Além de intensa, a luz desse "monstro" recém-descoberto era, principalmente, ultravioleta, apesar de também irradiar raios que "tornariam a vida impossível na Terra se estivesse no centro de nossa Via Láctea", segundo o astrônomo australiano.
O telescópio Skymapper detectou essa luz quando ela se tornou vermelha em seu caminho de bilhões de anos em direção à Terra e, em seguida, o satélite Gaia, da Agência Espacial Europeia, confirmou que se tratava de um quasar.
No entanto, ainda é tratado como mistério por astrônomos o fato desse buraco negro ter crescido tanto e tão rápido. Christian Wolf acredita que fenômenos como esse podem ser usados como referência para observar e estudar as primeiras galáxias que se formaram no Universo.

Poluição luminosa de grandes cidades faz estrelas 'desaparecerem' do céu e pesquisas minguarem


Vista estrelada do laboratório de ItajubáDireito de imagemCLEBER GONÇALVES
Image captionA forma como a iluminação das cidades é projetada tem dificultado a observação dos astros em Itajubá, em Minas Gerais
Quem olhasse para o céu na noite de 25 de janeiro de 1554, data da missa dos jesuítas José de Anchieta e Manoel da Nóbrega pela fundação da cidade de São Paulo, poderia avistar mais de 4 mil estrelas - caso não houvesse nuvens nem lua.
Hoje, não veria mais do que uma dúzia. A culpada pelo "desaparecimento" dos astros é a iluminação artificial da metrópole, com seus milhões de lâmpadas nas ruas, residências e lojas, além dos faróis de carros. A chamada poluição luminosa não apenas reduziu a beleza do céu noturno, como também causa problemas práticos. Ela prejudica as observações astronômicos e, consequentemente, a realização de pesquisas científicas que ampliam o conhecimento sobre o universo.
Segundo uma cartilha elaborada pelo Laboratório Nacional de Astronomia (LNA), localizado em Itajubá, em Minas Gerais, há três categorias de poluição luminosa. A primeira é o brilho do céu (sky glow), que é aquele aspecto alaranjado, causado pelas luzes, principalmente de lâmpadas de vapor de sódio, indevidamente direcionadas para o alto e para os lados. É pior em áreas com alta concentração de poluentes atmosféricos.
A segunda é o ofuscamento (glare), luz excessiva e direta nos olhos, causando cegueira momentânea. Um exemplo é o carro que trafega com faróis altos na direção contrária a de outro veículo. Por fim, a terceira categoria de poluição luminosa é a chamada luz intrusa (trespass), que é a iluminação de um ambiente que invade o domínio de outro, como, por exemplo, aquela que vem da rua e não permite que o quarto fique totalmente escuro durante a noite.
Embora os problemas que a poluição luminosa causa às observações astronômica tenham se intensificado nos últimos anos, eles não são de hoje. Segundo o pesquisador Vladímir Jearim Peña Suárez, do Projeto Olhai pro Céu Carioca, do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, quando o campus do Observatório Nacional do Rio de Janeiro foi transferido para o Morro de São Januário, em São Cristóvão, em 1922, a região era considerada suburbana, com uma densidade de população pequena e isolada.
Com o passar dos anos, o conjunto de lunetas da instituição foi ficando limitado tecnologicamente, prejudicado de forma crescente pelo crescimento da população, com o consequente o aumento da iluminação externa artificial. "Isso fez com que o interesse de usar estes instrumentos profissionalmente fosse diminuindo", conta Suárez. "As últimas observações profissionais com a luneta de 46 centímetros, a maior do Brasil, datam de 1977."
Vista do Laboratório Nacional de Astronomia (LNA), localizado em Itajubá, em Minas GeraisDireito de imagemCLEBER GONÇALVES
Image captionA iluminação artificial tem atrapalhado a eficácia Laboratório Nacional de Astronomia (LNA), localizado em Itajubá, em Minas Gerais
O diretor do LNA, Bruno Vaz Castilho de Souza, lembra que algo semelhante aconteceu com o Observatório de Valongo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), localizado no centro do Rio. "Ele já perdeu sua capacidade de fazer pesquisa há muitas décadas", lamenta. "Mas o problema se agravou mais nos últimos 15 anos, com o barateamento dos sistemas de iluminação e a política de eletrificação rural, que afeta agora os observatórios de montanha, mesmo longe dos grandes centros. É importante notar que o problema não é iluminar, é iluminar incorretamente."
Um exemplo mais recente vem do Observatório Astronômico do Sertão de Itaparica (OASI), que começou a operar em março de 2011, no município de Itacuruba, no sertão pernambucano. A escolha do local para instalação do telescópio, o segundo maior do Brasil, com espelho principal de 1,0 metro de diâmetro, obedeceu a critérios técnicos e logísticos. "Ainda que não seja pródigo em montanhas, o semiárido brasileiro tem baixo índice pluviométrico, com noites abertas e secas", diz Teresinha Rodrigues, da Coordenação de Astronomia e Astrofísica, do Observatório Nacional.
Outra característica da região é que as cidades ainda são pequenas e afastadas umas das outras, contribuindo pouco para a poluição luminosa. "Apesar disso, a iluminação urbana recentemente instalada na cidade de Rodelas (BA), próximo a Itacuruba, tornou-se altamente invasiva, com um fulgor amarelo que se destaca na noite da Caatinga num raio de dezenas de quilômetros", conta Rodrigues. "No que diz respeito à interferência nas observações astronômicas, já podemos considerar que 15% do céu da região, na direção Sudoeste, estão perdidos para o trabalho de pesquisa."
A principal instituição de observação astronômica do Brasil também está às voltas com a poluição luminosa. O Observatório do Pico dos Dias (OPD), instalado em 1980, a 1.864 metros de altitude, entre as cidades mineiras de Brazópolis e Piranguçu, possui quatro telescópios, inclusive o maior no Brasil, com um espelho de 1,6 metros de diâmetro. Dois telescópios com espelhos de 0.6 m e um de 0.4 m completam o conjunto.
Segundo Souza, o OPD contribuiu decisivamente para o crescimento da astronomia brasileira, tendo aberto caminho para a participação nacional em projetos internacionais de grande porte, como os telescópios Gemini e SOAR. "O OPD tem também papel fundamental na formação de novos profissionais para a astronomia", acrescenta.

Economia na conta de luz

Tudo isso está em risco, no entanto. A vida útil do OPD como laboratório científico está sendo comprometida pelo aumento descontrolado da iluminação artificial nos seus arredores. "Considerando o número de habitantes e a distância em linha reta ao observatório, as cinco cidades que mais o afetam são Brazópolis, Itajubá, Piranguçu, Campos do Jordão e Piranguinho", informa Souza. "É preciso conscientizar a população e os governos municipais para a existência do problema e promover ações concretas visando impedir o avanço da poluição luminosa e, até mesmo, revertê-la."
Há várias iniciativas nesse sentido, tanto no Brasil como no exterior. "Os projetos em outros países com tradição astronômica estão bem mais avançadas", diz Souza. "Não faltam exemplos de casos bem-sucedidos, como nas cidades de La Serena e Monte Pátria, no norte do Chile, e a ilha de La Palma, nas Ilhas Canárias (Espanha), que reduziram drasticamente a poluição luminosa e agora economizam na conta de luz."
De acordo ele, isso pode ser conseguido com cuidados simples. Os sistemas de iluminação devem ser corretamente orientados, de modo a evitar que a luz artificial seja desviada na direção do céu. Nas ruas, estacionamentos e empresas o vidro refrator das lâmpadas deve ser plano, para que a luz seja dispersada para baixo.
Em praças, áreas de lazer, jardins e parte externa de residências deve-se evitar luminárias esféricas (globos), muito comuns no Brasil. "A regra de ouro é iluminar apenas o que for preciso e durante o tempo que for necessário", ensina Souza.
Esquema de como deve ser a iluminação públicaDireito de imagemSAULO
Image captionA iluminação deixaria de atrapalhar observatórios caso as lâmpadas propagassem a luz para baixo
Além das iniciativas de observatórios e cidades, há também campanhas como a Semana Internacional dos Céus Escuros 2018 (International Dark Sky Week, IDSW2018), e associações, como a The International Dark-Sky Association (Associação Internacional do Céu Escuro), que se dedicam ao tema.
"Em 2007, cientistas e formuladores de políticas de cerca de 50 países se reuniram em La Palma para a primeira Conferência Internacional em Defesa da Qualidade do Céu Noturno, produzindo uma declaração sobre 'proteger o céu como um direito básico para toda a humanidade'", conta.
Souza diz que no Brasil ainda há poucas iniciativas concretas, mas com o crescimento das cidades do interior próximas aos observatórios, como o Pico dos Dias (Brazópolis e Piranguçu) e o Observatório Municipal Jean Nicolini (Campinas), as ações são mais que nunca necessárias. "O Observatório de Campinas tem trabalhado junto à prefeitura para criar uma legislação municipal", informa.

O LNA, além de fazer campanhas com o público da região e produzir material informativo, tem feito esforços junto às prefeituras locais para a troca da iluminação incorreta. "Itajubá, por exemplo, está trabalhando para a criação de Parceria Público-Privada (PPP) para fazer isso e Brazópolis e o LNA pretendem submeter projeto para o mesmo fim em breve", informa Souza.

sábado, 14 de abril de 2018

We're on a mission to find thousands of new planets orbiting nearby stars.

During a two-year survey, NASA's Transiting Exoplanet Survey Satellite - TESS will study 85 percent of the sky, looking for signs of planets ranging from Earth-size to larger than Jupiter. 



NASA

Cancellata l’ipotesi della vita su Proxima b, sosia della Terra

A causa di una eruzione gigantesca sulla sua stella Proxima Centauri

Redazione ANSA  
  1. Un'eruzione gigantesca avvenuta nel marzo 2016 su Proxima Centauri, la stella più vicina al Sole, ha sconvolto l pianeta Proxima b, rendendo impossibile la sopravvivenza di eventuali forme di vita. Lo indica la ricerca pubblicata sulla rivista Astrophysical Journal Letters e coordinata dall'Università del Colorado a Boulder. Finora considerato un possibile sosia della Terra, Proxima b è un pianeta roccioso ma i dubbi sulla sua capacità di ospitare la vita sono stati finra molti a causa della vicinanza con la sua stella.
  2.  "Un'eruzione simile nel Sole  non sarebbe stata devastante per la Terra", osserva Riccardo Claudi, dell'Osservatorio di Padova dell'Istituto Nazionale di Astrofisica (Inaf). "Quando si verificano questi fenomeni, da una stella si diramano particelle ad alta energia, i raggi cosmici solari, che possono erodere l'atmosfera del pianeta vicino. Nel caso del Sole la distanza della Terra e' abbastanza grande e ci mette al riparo, mentre nel caso di Proxima Centauri la distanza è minore e l'effetto è distruttivo". 

  3. "D'altra parte - conclude il ricercatore - è questa minore distanza che rende possibili temperature adatte alla formazione di acqua liquida e di eventuali forme di vita. Questo perchè la stella di Proxima Centauri è una stella fredda, a differenza del Sole, e quindi la potenza che irradia è inferiore".

www.ansa.it

Scoperto uno 'zoo' di futuri pianeti

Sono dischi di polveri attorno a giovani stelle, tutti diversi fra loro

Redazione ANSA  
Scoperto un vero e proprio 'zoo' di 'fabbriche di pianeti', cioè dischi di polveri e gasintorno a giovani stelle. Le immagini che li immortalano sono strepitose e mostrano la differenza fra queste strutture. Alcuni dischi ospitano anelli di polveri luminose, altri di polveri più scure, ma tutti rivelano indizi utili a capire come potrebbe essere stato il Sistema Solare oltre 4 miliardi di anni fa. La scoperta, pubblicata in due ricerche sulla rivista Astronomy & Astrophysics, parla anche italiano, con il gruppo dell'Istituto Nazionale di Astrofisica (Inaf), coordinato da Elena Sissa. 

In tutto sono stati individuati 9 dischi intorno ad altrettante stelle, che hanno circa 10 milioni di anni e si trovano a distanze comprese fra 230 e 550 anni luce dalla Terra. Cruciali sono state le immagini catturate dallo strumento Sphere, installato sul Very Large Telescope (VLT) dell'Osservatorio Europeo Meridionale in Cile, che hanno permesso di identificare le strutture e vedere che sono molto diverse tra loro.

Scoperte 9 'fabbriche' di pianeti distanti 230 anni luce (fonte: ESO/H. Avenhaus et al./E. Sissa et al./DARTT-S and SHINE collaborations)

"I dischi sono tutti differenti, in particolare nelle dimensioni" ha rilevato Henning Avenhaus, dell'Istituto tedesco Max Planck per l'astronomia e del Politecnico di Zurigo, che ha coordinato una delle ricerche. Alcuni dischi hanno il raggio pari a 80 volte la distanza fra il Sole e la Terra, altri pari a 700 volte. Inoltre, alcuni ospitano solo polveri e gas, in altri le polveri si sono già aggregate per formare i mattoni dei pianeti, come il disco individuato dal gruppo italiano attorno alla stella GSC 07396-00759, che è singolarissima. 

La stella, infatti, è legata, tramite la forza di gravità, a una coppia di stelle a sua volta circondata da un altro disco che era già noto. La struttura attorno alla coppia "è ricca di gas ed è in una fase evolutiva precedente a quella del disco di GSC 7396-0759, sebbene i due sistemi siano nati assieme" ha detto Sissa. Questo trio appare quindi come un laboratorio naturale per lo studio dell'evoluzione di queste strutture "che ci aspettiamo possa essere diversa per le stelle singole e per quelle binarie".

www.ansa.it

Sul web la paura del pianeta Nibiru, ma non esiste

La bufala torna per la quarta volta in 15 anni

Redazione ANSA  
Il pianeta Nibiru dovrebbe colpire la Terra il 23 aprile 2018, ma niente paura: non esiste. Per la quarta volta in 15 anni il misterioso pianeta tornerebbe a minacciare il nostro, ma è soltanto una bufala che sta correndo sul web, proprio come era avvenuto nel 2003, nel 2012 e nel 2017.
Non esistono né il pianeta né il rischio della fine del mondo, ma la bufala è chiaramente ispirata al film Melancholia, nel quale la Terra è minacciata da una catastrofe simile. Ad alimentare la leggenda metropolitana è David Meade, come si fa chiamare l'autore del libro 'Planet X, The 2017 Arrival', secondo il quale il misterioso pianeta avrebbe colpito la Terra il 23 settembre 2017, in base a una sua reinterpretazione dell'Apocalisse della Bibbia.
Adesso la data si è spostata in avanti di un anno e il 23 aprile 2018 il pianeta dovrebbe sfiorare la Terra, sconvolgendone orbita e inclinazione, con conseguenze catastrofiche per l'umanità. "È un tema assolutamente privo di fondamentonon c'è nessuna base scientifica a sostegno della fantasiosa ipotesi", ha rilevato l'astrofisico Gianluca Masi, responsabile del Virtual Telescope. La bufala di Nibiru va avanti dal 1995, quando l'americana Nancy Lieder aveva affermato di avere un chip nel cervello che le permetteva di comunicare con gli alieni del sistema di stelle Zeta Reticuli.
Gli alieni le avrebbero detto che il corpo celeste, che si troverebbe ai confini del Sistema Solare, sarebbe passato vicino alla Terra nel maggio 2003, con conseguenze catastrofiche. Ma il pianeta ha mancato quell'appuntamento e la donna ha spostato la previsione al 2012, quando la bufala è dilagata su internet, al punto che la Nasa è dovuta scendere in campo per dire che il pianeta non esiste e la Terra non corre alcun pericolo di questo tipo.
"E' una leggenda metropolitana dura a morire ed è on demand: è tirata in ballo e rivisitata nelle più svariate occasioni - ha detto Masi - anche quando c'è stata l'ipotesi, non confermata, dell'esistenza del pianeta 9 ai confini del Sistema Solare". Nibiru era stato chiamato in causa anche in occasione di un'altra fake news virale, quella fine del mondo prevista dai Maya per il 21 dicembre 2012.
www.ansa.it

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