quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Nasa divulga novas imagens de sonda na órbita do asteroide Vesta

Do G1, em São Paulo - A agência espacial norte-americana (Nasa) divulgou nesta segunda-feira (1º) novas imagens da sonda espacial Dawn na órbita do asteroide Vesta. Em uma delas, a a sonda registrou crateras que foram apelidadas de 'homem de neve'.

As observações vão fornecer dados sem precedentes para ajudar os cientistas a entender melhor o Sistema Solar. Os dados também ajudarão a pavimentar o caminho para futuras missões espaciais.
Vesta tem aproximadamente 530 km de diâmetro e é o objeto com a segunda maior massa no cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter. Os pesquisadores da sonda divulgaram nesta tarde imagens de Vesta tiradas no dia 24 de julho:
Crateras apelidadas de 'homem de neve' são registradas pela sonda Dawn no asteroide Vesta
(Foto: JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA/Nasa)
Imagens da sonda Dawn realizadas no asteroide Vesta
 (Foto: JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA/Nasa)

Telescópio flagra 96 aglomerados de estrelas escondidos na Via Láctea

Rosanne D'Agostino - Do G1, em São Paulo - O telescópio Vista, do Observatório Europeu do Sul (ESO), flagrou o maior número de aglomerados estelares abertos já encontrado na Via Láctea. São 96 conjuntos que estavam escondidos atrás da poeira cujas imagens foram divulgadas nesta quarta-feira (3) pelo observatório.

“Os aglomerados ajudam a entender a evolução da Via Láctea. Essa descoberta vai complementar, e muito, as varreduras que já existem, porque vai muito mais fundo”, afirma Bruno Dias, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo, brasileiro que faz parte do subgrupo de pesquisa desses aglomerados.

Segundo Dias, são estrelas jovens, entre 5 milhões e e 100 milhões de anos, que estão em regiões de formação de estrelas. “É a maior amostra já feita de uma só vez e mais homogênea. Isso é muito útil para tirar as conclusões e ter uma estatística.”

Imagens do telescópio Vista mostram aglomerados de estrelas que devem ajudar a entender formação da Via Láctea    (Foto: J. Borissova/ESO)

A descoberta ocorre um ano após o início do programa de observação da Via Láctea pelo Vista(VVV). O resultado da pesquisa, de astrônomos de diversos países, incluindo o Brasil, será publicado na revista Astronomy & Astrophysics. Esta é a primeira vez que tantos aglomerados pequenos e pouco brilhantes foram encontrados de uma só vez.

“Ela mostra o potencial do Vista para achar aglomerados de estrelas, especialmente esses escondidos em poeira de regiões de formação de estrelas na Via Láctea. O Vista vai mais profundamente do que outras buscas”, afirma Jura Borissova, autora principal do estudo.

A maioria das estrelas com mais da metade da massa de nosso Sol se forma em grupos, chamados aglomerados. Esses aglomerados são os blocos que formam as galáxias e vitais para sua evolução. Em regiões de poeira, eles são invisíveis, mas não para o infravermelho do Vista.

O maior telescópio dedicado ao mapeamento do céu foi montado no Observatório Paranal, no deserto do Atacama, norte do Chile. “Para rastrear os aglomerados de estrelas jovens, nos concentramos nas áreas de formações de estrelas. Em regiões que pareciam vazias em uma visualização prévia o Vista conseguiu detectar muitos novos objetos”, complementa o cientista Dante Minniti, do VVV.

Por meio de um software específico, a equipe conseguiu remover o primeiro plano de estrelas para poder contar as realmente pertencentes aos aglomerados. “Descobrimos que a maioria dos aglomerados é muito pequeno e têm apenas entre 10 e 20 estrelas”, explica o cientista Radostin Kurtev, também membro do grupo de pesquisadores.

Cerca de 2.500 aglomerados foram encontrados até hoje na Via Láctea, mas astrônomos estimam que outros 30 mil permaneçam escondidos entre poeira e gás.

Astronauta faz foto do 'pôr-da-Lua' visto do espaço

Do G1 em São Paulo - O astronauta Ronald Garan, parte da tripulação da Estação Espacial Internacional, tuitou no final de semana uma imagem do "pôr-da-Lua" feita do espaço. Nesta quarta-feira (3), a fotografia foi selecionada para a galeria de "imagens do dia" da Nasa.
O nascer e o pôr-do-Sol e da Lua são ocorrências cotidianas na estação espacial. Como o complexo completa uma volta em torno da Terra a cada 90 minutos, os astronautas podem apreciar a vista 16 vezes por dia.

Pôr-da-Lua foi fotografado pelo astronauta Ronald Garan (Foto: Nasa)

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Telescópio espacial flagra buraco negro em ação

Imagem ajuda a entender comportamento do corpo celeste.   Buraco negro está em galáxia a 32 milhões de anos-luz da Terra.

Do G1, em São Paulo - O Telescópio Espacial Chandra fez a primeira imagem em raios-X de gás cósmico sendo absorvido por um buraco negro. A fotografia ajuda astrônomos a entender o crescimento e o comportamento dos buracos negros, segundo a agência espacial americana (Nasa).

O buraco negro estudado fica no centro de uma grande galáxia a 32 milhões de anos-luz da Terra, conhecida como NGC 3115.

Estudos anteriores já tinham mostrados material sendo sugado pelo buraco, mas nunca antes uma imagem tinha deixado tão claro que se tratava de gás quente. Isso empolga os cientistas porque ajuda a medir o tamanho do buraco negro: ele tem uma massa cerca de dois milhões de vezes maior do que o nosso Sol.


Imagem detalha o buraco negro no centro da galáxia NGC 3115
(Foto: NASA/CXC/Univ. of Alabama/K. Wong et al; Optical: ESO/VLT)

Nasa divulga ilustração de asteroide próximo à órbita da Terra

Sonda Neowise descobriu primeiro asteroide Trojan orbitando o Sol.  A Terra está a 24 mil km de distância do corpo celeste.

Do G1, em São Paulo


Esta ilustração conceitual divulgada pela Nasa mostra o primeiro asteroide Trojan conhecido, que foi descoberto pela sonda Neowise. A sonda caçadora de asteroides faz parte da missão Wise. O asteroide, em cinza, tem a órbita bem definida e pelos próximos cem anos deve se manter a pelo menos 24 mil quilômetros de distância da Terra. A órbita da Terra é representada pelos pontos azuis. A ilustração não foi feita em escala real. (Foto: Paul Wiegert/Nasa/AP)

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Nasa lança missão a Júpiter em 5 de agosto

Sonda Juno vai investigar a formação do planeta gasoso.Nave deve chegar ao planeta em 2016.

Do G1, em São Paulo - A Nasa decidiu lançar sua missão a Júpiter no dia 5 de agosto. A sonda espacial Juno deve chegar ao maior planeta do Sistema Solar daqui cinco anos, em 2016. O objetivo é investigar a origem, a estrutura e atmosfera do gigante gasoso. E fazer belas imagens em close do planeta. Os cientistas esperam ter, pela primeira vez, fotografias detalhadas dos pólos de Júpiter.


Composição artística mostra a sonda espacial em órbita de Júpiter
 (Foto: NASA/JPL)

O lançamento da nave pode ocorrer entre 12h34 (horário de Brasília) até 13h33. Se as condições climáticas não permitirem, a janela de oportunidade para a decolagem fica aberta até dia 26 de agosto.

Os cientistas esperam que a nave ajude a entender a formação do Sistema Solar. Júpiter é o maior planeta de nossa vizinhança, onze vezes maior do que a Terra e com uma massa maior que duas vezes todos os outros planetas juntos. Assim como Saturno, Urano e Netuno, ele é gasoso – ao contrário de Terra, Marte, Vênus e Mercúrio.

Ao todo, a nave deve fazer 33 órbitas – o que deve durar até 2017. Ao fim de seu trabalho, ela vai cair no planeta.

Entre suas missões, a Juno deve determinar a composição da atmosfera do planeta e exatamente quanta água existe por ali. A sonda também vai estudar os pólos e o campo magnético de Júpiter.

Chuva em lua de Saturno explica mistério de origem da água no planeta

Cientistas descobriram de onde vem a água na atmosfera.    O satélite Encélado ‘chove’ água no planeta.

Do G1, em São Paulo - Um mistério de 14 anos, a origem da água na atmosfera de Saturno, foi explicado pelos cientistas nesta semana após uma análise de uma das mais de 60 luas do planeta: Encélado. O satélite recoberto de gelo “chove” no planeta abaixo, afirmam os pesquisadores.


Encélado 'derramando' água em imagem feita pelo telescópio espacial Herschel
(Foto: NASA/JPL/Space Science Institute )

Há quase uma década e meia, os astrônomos investigavam a origem do vapor de água na atmosfera de Saturno. Agora, o telescópio espacial Herschel observou um verdadeiro anel de vapor em volta do planeta, com um formato consistente com a órbita de Encélado.

É a primeira vez que algo do tipo é observado no Universo. Nunca antes foi detectada uma lua capaz de alterar a composição química de seu planeta.

O sexto maior satélite de Saturno, Encélado é muito estudado por ser um dos melhores candidatos no Sistema Solar para abrigar vida. Com sua superfície recoberta por gelo e intensa atividade vulcânica, a lua derrama cerca de 250 quilos de vapor de água por segundo. Cerca de 5% disso acaba caindo no planeta – o resto ou se perde no espaço ou se congela nos anéis de Saturno.


Imagem mostra a água saindo da lua e alimentando o anel E de Saturno
(Foto: NASA/JPL/Space Science Institute )

Fotografia espacial revela símbolo do infinito no coração da Via Láctea

Estrutura tem mais de 600 anos-luz de comprimento.   Local é berçário para novas estrelas.

Do G1, em São Paulo - Uma imagem feita pelo telescópio espacial Herschel intriga cientistas pelo seu teor quase místico: o formato do símbolo do infinito bem no centro da nossa galáxia, Via Láctea. A informação é do site espespecializado Space.com.

A estrutura de 600 anos luz de comprimento é feita de gás e é onde os astrônomos sabem que ocorrem os nascimentos de novas estrelas. E embora os cientistas já tenham feito fotografias de partes desse anel retorcido antes, essa foi a primeira vez que eles conseguiram uma imagem detalhada dele inteiro.



Imagem no centro da Via Láctea parece um anel torcido como o símbolo do infinito
(Foto: Nasa/ESA/JPL)

sábado, 23 de julho de 2011

Cientistas encontram maior quantidade de água do Universo

Registro foi feito ao redor de buraco negro a 12 bilhões de anos-luz daqui.  Volume de água é 140 trilhões de vezes o dos oceanos da Terra.

Do G1, em São Paulo - Astrônomos descobriram a maior quantidade de água já registrada no Universo a uma distância de mais de 12 bilhões de anos-luz da Terra. A quantidade de água equivale a 140 trilhões de vezes todo o volume de água nos oceanos de nosso planeta.

A grande quantidade de água se encontra na forma de vapor, em volta de um quasar chamado APM 08279+5255. Um quasar é o núcleo de uma galáxia, confinado num espaço pequeno, em relação à sua massa, que abriga um buraco negro. Nesse quasar específico, há um buraco negro com 20 bilhões de vezes a massa do Sol, que produz uma quantidade de energia equivalente a um quadrilhão de vezes à da nossa estrela.

Ilustração mostra como é a visão de um quasar como o APM 08279+5255 (Foto: Nasa / ESA)

A água está em forma de vapor e ajuda a compreender a natureza do quasar. A medição desse vapor e de moléculas de outros tipos, tais como monóxido de carbono, sugerem que há gás suficiente para alimentar o buraco negro até que ele atinja seis vezes seu tamanho.

O gás liberado por esse buraco negro está numa temperatura de 53º C negativos, o que é cinco vezes mais quente que os gases soltos na Via Láctea. O vapor d’água da Via Láctea fica congelado, e também por isso a quantidade de água em nossa galáxia é 4 mil vezes menor que no quasar.

 A “O ambiente em volta desse quasar é muito peculiar e por isso produz essa grande massa de água”, disse Matt Bradford, pesquisador da Nasa. “É mais uma demonstração de que a água é dominante por todo o Universo, mesmo nos tempos mais primórdios”, completou.

A pesquisa foi desenvolvida por dois grupos de astrônomos, formados por cientistas ligados a diversos institutos. A descoberta foi publicada pela revista “Astrophysical Journal Letters”.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Sonda da Nasa faz 'close' de asteroide

Do G1, em São Paulo - A sonda espacial Dawn enviou uma nova imagem do asteroide Vesta, conforme o astro girava de seu lado iluminado para o escuro. A fotografia centraliza uma grande estrutura próxima ao polo sul do asteroide.


Fotografia feita pela Dawn mostra mais detalhes da superfície de asteroide
 (Foto: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA)

A Dawn chegou a Vesta em 15 de julho e deve ficar um ano por lá. Depois, ela parte para a fase 2 da missão: orbitar o planeta-anão Ceres, que fica entre Marte e Júpiter.

Conheça a nave que deve substituir os ônibus espaciais da Nasa

Do G1, em São Paulo - Quando a Nasa voltar ao espaço – algo que por enquanto não tem data para acontecer – os astronautas do futuro podem se sentir “voltando no tempo”. O projeto da futura nave dos Estados Unidos prevê um veículo mais parecido com os antigos Apollo e com as russas Soyuz: não uma aeronave, mas uma cápsula.

Nem o nome até agora é tão empolgante assim: "Veículo Multi-propósito Tripulado”, ou MPCV, na sigla em inglês. A Nasa ainda tenta chamá-lo de “Orion MCPV”, pegando carona no nome do veículo do antigo projeto Constellation, do governo Bush de uma nave para voltar à Lua – empreitada cancelada por Barack Obama.

Protótipo em tamanho real da nova cápsula da Nasa (Foto: Nasa)

O desenho do MPCV é, de fato, bastante inspirado no Orion, mas sua missão será bem diferente. Em vez de voltar ao local de pouso das Apollo, ele deverá explorar primeiro um asteroide e depois o sonho de dez em cada dez astronautas: Marte. A ideia é que isso aconteça, respectivamente, em 2025 e 2030.

A nave já está em construção, pela empresa Lockheed Martin, no estado americano do Colorado, que foi a fabricante contratada para o Constellation. Em formato de gota, ela tem um comprimento de 5 metros em sua base – consideravelmente mais apertada que os 37 metros do ônibus espacial – e pesa 23 toneladas.

A área habitável é de 9 metros cúbicos (e, em órbita, com astronautas flutuando, cada centímetro cúbico é usado). Mas os heróis de uma eventual missão à Marte não vão precisar passar meses amontoados desse jeito. O projeto prevê que a cápsula se encontre em órbita com um módulo habitável maior e só depois parta para o planeta.

Quatro astronautas poderão voar no MPCV, mas eles não apreciarão as confortáveis aterrissagens de seus colegas até agora. A cápsula está prevista para cair no Oceano Pacífico, igual aos pioneiros da exploração espacial.

Segundo a Nasa, a nave é 10 vezes mais segura que os ônibus espaciais. Principalmente porque será a primeira a contar com um sistema que retirará a tripulação de perto do foguete em caso de problemas no lançamento. Foi exatamente a inexistência de algo do tipo que matou os sete astronautas a bordo do Challenger, em 1986.

Para lançar, um novo tipo de foguete também vai ser desenvolvido, mas este ainda está no papel. Chamado apenas de SLS (sigla em inglês para Sistema de Lançamento Espacial) até agora, ele é uma das maiores incertezas de um projeto já bastante incerto.
O Congresso americano quer o MPCV e o SLS prontos para 2016 – uma data consideravelmente improvável até mesmo dentro da Nasa. Até o momento não há data oficial nem para voos de teste, muito menos para uma futura missão tripulada.

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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Atlantis

(clique no link para acompanhar)


Weather Forecast Favorable for Kennedy Landing
Wed, 20 Jul 2011 18:57:01 GMT

The Spaceflight Meteorology Group is forecasting favorable conditions for the landing of space shuttle Atlantis on Thursday at NASA's Kennedy Space Center in Florida. There are two landing opportunities, the first at 5:56 a.m. and the second at 7:32 a.m. Forecasters are aided on landing day by firsthand observations by astronauts flying weather reconnaissance in a Shuttle Training Aircraft. They make practice approaches to the runway flying the same landing pattern as a returning shuttle and can report the details about conditions to the shuttle crew.



http://www.nasa.gov/

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