terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Cientistas listam 4 novas descobertas sobre o Universo


A 'cor' da Via Láctea é, na verdade, o resultado de um jogo de luz. 
(Foto: Nasa / via BBC)



Da BBC - A verdadeira cor da Via Láctea, exoplanetas, um observatório voador e a matéria escura estão entre as últimas descobertas da astronomia.

No último congresso da Sociedade Astronômica Americana, realizado em Austin, nos Estados Unidos, de 8 a 12 de janeiro, especialistas de todo o mundo apresentaram os últimos desenvolvimentos no estudo do cosmos.

Embora não se conheça vida fora da Terra, para os especialistas estamos iniciando uma nova era no que diz respeito ao nosso conhecimento sobre outros planetas.

"O telescópio Kepler e as microlentes gravitacionais estão abrindo uma espécie de nova era para a descoberta dos planetas", diz James Palmer, especialista em ciência da BBC.

Mais planetas são revelados e novas formas de observação e ferramentas acrescentam dados que ajudam a esclarecer, aos poucos, alguns mistérios do espaço. Veja alguns deles.

A verdadeira cor da Via Láctea
 
A aparência branca da Via Láctea vista da Terra é, na verdade, resultado de um jogo de luz.

"Para os astrônomos, um dos parâmetros mais importantes é a cor das galáxias. Isso nos indica a idade das estrelas", diz Jeffrey Newman, da Universidade de Pittsburgh

Uma comparação entre várias galáxias também teve um resultado pouco surpreendente: a cor é de fato branca.

A novidade, no entanto, refere-se à tonalidade específica.

Trata-se do branco da neve da primavera logo depois do amanhecer ou antes do entardecer, segundo os pesquisadores, o que poderá trazer informações sobre a idade da Via Láctea.

Até então, um problema recorrente para detectar a tonalidade era a poeira espacial que interfere nos observatórios instalados na terra.

Os pesquisadores reuniram, então, informações de milhões de galáxias similares à Via Láctea. A partir de um modelo especificamente elaborado para o estudo, foi feita uma média de cor, cujo resultado foi o branco da neve.

Com o resultado, será possível avançar no estudo sobre a origem da Via Láctea, que já tem várias estrelas em fase de decadência, diz o professor.



Atualmente, já foram detectados mais de 700 exoplanetas no Universo. 
(Foto: Nasa / via BBC)


Estrelas e planetas

Usando uma microlente gravitacional, a equipe de cientistas encontrou uma série de exoplanetas (que estão fora do sistema solar) girando em torno de outras estrelas. A descoberta indica a existência de milhões de outros planetas, apenas na Via Láctea.

O método que permitiu a descoberta consiste em usar a gravidade de uma estrela grande para amplificar a luz de estrelas ainda mais distantes e com planetas ao seu redor.

Os astrônomos usam uma série de telescópios relativamente pequenos, conectados em rede, e através destes observam o raro evento de uma estrela passando diante da outra, como se vê da Terra.

A equipe de cientistas usou recentemente esse sistema para observar planetas e ainda que o número de descobertas tenha sido relativamente pequeno, pode-se chegar a uma estimativa de quantos podem existir na galáxia.

Embora o telescópio Kepler seja a principal ferramenta para descobrir novos exoplanetas nos últimos anos, as microlentes são melhores para localizar planetas de todos os tamanhos e em diferentes distâncias.

"Apenas nos últimos 15 anos fomos de nenhum planeta conhecidos além do sistema solar aos 700 que temos hoje", diz Martin Dominik, da Universidade de Saint Andrews, no Reino Unido.



A matéria e a energia escuras responderiam por  96% da massa do Universo, segundo parte dos teóricos.
(Foto: Nasa / via BBC)


Observatório voador

O congresso também mostrou dados captados por um telescópio bastante incomum, cuja particularidade é estar instalado na carcaça de um avião 747.

O grande feito do Sofia (Observatório Estratosférico para Astronomia Infravermelha) foi captar imagens do que parece ser uma estrela em formação.

"Esta parte da Nebulosa de Órion tem sido observada por décadas. É o mais próximo da formação de uma estrela na galáxia, o que nos dá a melhor medida de como as estrelas se formam", explica o professor James De Buizer, da Universities Space Research Association (USRA).

Com 15 toneladas, o telescópio é montado em um suporte giratório para que possa permanecer com suas lentes fixas nas estrelas.

Ele foi projetado especialmente para analisar o cosmos na porção infravermelha do espectro eletromagnético, uma vez que os telescópios instalados na Terra não conseguem enxergar essa parte porque o vapor de água na atmosfera absorve essa luz infravermelha.

Os mistérios da matéria escura

No congresso, uma equipe franco-canadense apresentou as maiores imagens já vistas da chamada matéria escura, a misteriosa substância que compõe 85% do universo.

As imagens cobrem um espaço cem vezes maiores que aquele até então captado pelo telescópio Hubble e são compatíveis com as teorias em voga até então.

Na nova imagem, os aglomerados de matéria escura podem ser visto circundando as galáxias, conectados por filamentos soltos de matéria escura.

A professora Catherine Heymans, da Universidade de Edimburgo, explica que "as teorias da matéria escura indicavam que ela formaria uma intrincada e gigante rede cósmica".

"É exatamente o que vemos nesses dados, uma rede cósmica abrigando as galáxias", diz.

A matéria escura não emite nenhum tipo de radiação eletromagnética e por isso não pode ser observada, sozinha, por telescópios. Ela pode, no entanto, ser detectada por meio de um estudo de como a luz é refletida por elementos que ficam à sua volta.rutura mais ampla da matéria escura.

A professora Catherine Heymans, da Universidade de Edimburgo, explica que "a luz de uma galáxia distante que chega até nós é curva, por causa da gravidade da massa da matéria que se encontra no meio" do caminho.

"A Teoria da Relatividade de Einstein nos diz que a massa altera o espaço e o tempo, então quando a luz chega até nós, vinda do universo, caso cruze a matéria escura, essa luz torna-se curva e a imagem 

As quatro imagens foram feitas em diferentes estações do ano, cada uma capturando uma parcela do céu que, vista da terra, é tão grande como a palma de uma mão.

Essas descobertas constituem um grande salto adiante no entendimento da matéria escura e da forma como ela afeta o jeito que vemos a matéria normal nas distintas galáxias pela noite.

Juntas, as imagens mostram mais de 10 milhões de galáxias, cuja luz traz indícios da estque vemos é distorcida", explica a professora.
 

Cientistas encontram meteoritos que vieram de Marte em Marrocos

A pedra que aparece na imagem é um meteorito com origem em Marte. A rocha foi encontrada em dezembro de 2011 perto de Foumzgit, em Marrocos, e cientistas acreditam que ela tenha caído em julho do mesmo ano, durante uma chuva de meteoros (Foto: AP Photo/Darryl Pitt, Macovich Collection)

 Essa é apenas a quinta vez que exames químicos confirmam a chegada de rochas marcianas à Terra -- a última tinha sido em 1962. Esses meteoritos são mais de um milhão de vezes mais raros do que o ouro. A foto foi fornecida por Darryl Pitt, da Coleção Macovich (Foto: AP Photo/Darryl Pitt, Macovich Collection)

Da Associated Press

domingo, 15 de janeiro de 2012

'Colonizar outros planetas é uma questão de tempo (e dinheiro)', diz Marcelo Gleiser

Astrônomo é um dos entrevistados do programa “O Universo”, que estréia neste domingo no NatGeo

por Guilherme Rosa 
 
 Para o astrônomo Marcelo Gleiser, é apenas uma questão de tempo (e dinheiro) para conseguirmos visitar outros planetas, colonizar suas terras e explorar seus recursos naturais. Gleiser, professor de astrofísica no Dartmouth College, uma das faculdades mais conceituadas dos Estados Unidos, é um dos entrevistados do programa O Universo, que estréia este domingo (15/01) no canal NatGeo, às 21h.

A série pretende mostrar as descobertas mais importantes da pesquisa espacial, usando técnicas de computação gráfica, dramatizações e exemplos do dia-a-dia para explicar conceitos da astronomia. O primeiro episódio mostra como os seres humanos poderiam sobreviver aos rigores do espaço e enfrentar problemas adversos como a radiação vinda do sol, oscilações enormes de temperatura e a ausência de gravidade. 

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sábado, 14 de janeiro de 2012

Study Shows Our Galaxy Has at Least 100 Billion Planets

This artist's illustration gives an impression of how common planets are around the stars in the Milky Way galaxy. Image credit: NASA/ESA/ESO › Full image and caption

Our Milky Way galaxy contains a minimum of 100 billion planets, according to a detailed statistical study based on the detection of three planets located outside our solar system, called exoplanets.

The discovery, to be reported in the January 12 issue of Nature, was made by an international team of astronomers, including co-author Stephen Kane of NASA's Exoplanet Science Institute at the California Institute of Technology in Pasadena, Calif.
The survey results show that our galaxy contains, on average, a minimum of one planet for every star. This means that it's likely there is a minimum of 1,500 planets within just 50 light-years of Earth.

The study is based on observations taken over six years by the PLANET (Probing Lensing Anomalies NETwork) collaboration, using a technique called microlensing to survey the galaxy for planets. In this technique, one star acts like a magnifying lens to brighten the light from a background star. If planets are orbiting the foreground star, the background star's light will further brighten, revealing the presence of a planet that is otherwise too faint to be seen.
The study also concludes that there are far more Earth-sized planets than bloated Jupiter-sized worlds. A rough estimate from this survey would point to the existence of more than 10 billion terrestrial planets across our galaxy.

"Results from the three main techniques of planet detection, including microlensing, are rapidly converging to a common result: Not only are planets common in the galaxy, but there are more small planets than large ones," said Stephen Kane, a co-author from NASA's Exoplanet Science Institute at Caltech. "This is encouraging news for investigations into habitable planets."
NASA's Exoplanet Science Institute at Caltech is the science operations and analysis center for NASA's Exoplanet Exploration Program, managed by the Jet Propulsion Laboratory, Pasadena, Calif., for NASA. More information is at http://nexsci.caltech.edu and http://planetquest.jpl.nasa.gov .


Whitney Clavin 818-354-4673
Jet Propulsion Laboratory, Pasadena, Calif.
whitney.clavin@jpl.nasa.gov

Le ‘strane coppie’ stellari più comuni del previsto

Rappresentazione artistica di una ‘strana coppia’ formata da un buco nero e una stella (fonte: NASA E/PO, Sonoma State University, Aurore Simonnet)
Le ''strane coppie'' cosmiche, nelle quali giovani stelle sono accompagnate da una stella di neutroni o da un buco nero, potrebbero essere meno rare di quanto si immagini. Lo dimostra uno studio pubblicato su Science e basato sui dati forniti dal telecopio spaziale Fermi della Nasa, una missione alla quale l'Italia partecipa con Agenzia spaziale Italiana (Asi), Istituto Nazionale di Astrofisica (Inaf) e Istituto Nazionale di Fisica Nucleare (Infn).

L'occhio del satellite che ha rivelato questo aspetto inedito dell'universo si chiama Lat (Large Area Telescope) e parla italiano. Grazie ad esso si e' scoperto che molte sorgenti di raggi gamma nel cosmo potrebbero anche essere sistemi binari di stelle di neutroni e buchi neri, anche se non emettono raggi X. Finora, infatti, sistemi binari di questo tipo erano stati individuati dalla doppia emissione di raggi gamma e X. Nella ricerca l'Italia ha svolto un ruolo di primo piano con lo Science Data Center dell'Asi a Frascati (Roma), le sezioni dell'Inaf di Milano e Bologna, le sezioni dell'Infn presso le universita' di Perugia, Pisa, Trieste, Padova e Tor Vergata, lo Iuss di Pavia, il Politecnico di Bari, Consorzio Interuniversitario di Fisica Spaziale di Torino.

 I ricercatori hanno individuato un sistema binario che emette raggi gamma, chiamato 1FGL J1018.6-5856 e mai riconosciuto finora come fonte di raggi X. Solo successive analisi hanno permesso di identificare emissioni di raggi X provenienti da questa sorgente di raggi gamma.

Secondo gli esperti la stella della coppia e' una giovane stella di classe O, estremamente calda e luminosa. ''E' il terzo sistema di questo tipo che conosciamo'', ha osservato Patrizia Caraveo, responsabile per l'Inaf dello sfruttamento scientifico dei dati di Fermi. E la sua scoperta, ha sottolineato, e' una prova dei passi da gigante fatti dall'astrofisica negli ultimi anni: ''basti pensare che la prima volta che abbiamo osservato un sistema binario di questo tipo, alla fine degli anni '70, abbiamo impiagato circa 30 anni per comprendere la sua natura. Adesso e' stato sufficiente un anno per identificare la natura della sorgente 1FGL J1018.6-5856''.

Considerando l'insieme delle sorgenti di raggi gamma finora note, ha detto ancora Caraveo, ''la parte piu' cospicua spetta ai nuclei galattici attivi,

che rappresentano oltre la meta' delle 1.800 sorgenti rivelate nei dati della missione Fermi''. Subito dopo, ''anche se con grande distacco numerico, troviamo le pulsar, che hanno recentemente raggiunto quota 100. Fanalino di coda dal punto di vista numerico sono le sorgenti gamma associate a sistemi binari: queste si contano sulla punta delle dita di una mano, ma sono tutte molto interessanti''.

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Premio 'Bruno Rossi' al satellite italiano Agile


La Nebulosa del Granchio, per le cui osservazioni è stato premiato il satellite Agile
 (fonte: NASA)
 
Il satellite italiano Agile si è aggiudicato il riconoscimento internazionale più ambito nel campo dell'astrofisica delle alte energie, il premio Bruno Rossi, assegnato ogni anno dall'American Astronomical Society.

Intitolato al padre della fisica dei raggi cosmici, l'italiano Bruno Rossi, il riconoscimento è stato consegnato dal gruppo di ricerca coordinato da Marco Tavani, dell'Istituto Nazionale di Astrofisica (Inaf). Vero e proprio gioiello per lo studio dei fenomeni più violenti che avvengono nell'universo, Agile (Astrorivelatore Gamma a Immagini Leggero) è nato dalla collaborazione fra Agenzia Spaziale Italiana (Asi), Inaf e Istituto Nazionale di Fisica Nucleare(Infn).

Agile, si legge nella motivazione, è stato premiato per la scoperta dell'emissione di lampi gamma dalla Nebulosa del Granchio. Grande soddisfazione della squadra italiana: per Tavani un satellite cosiddetto ''piccolo'', come Agile, ha dimostrato di poter competere con i grandi.

Per il presidente dell'Inaf, Giovanni Bignami, Agile è ''l'immagine dell'Italia migliore'' e ''un condensato di altissima tecnologia ed eleganza al tempo stesso: realizzato con finanziamenti minimi e massimo ingegno, ha funzionato fin da subito in modo egregio''.

Soddisfatto del riconoscimento anche il responsabile della missione per l'Infn, Guido Barbiellini, per il quale ''Agile è un magnifico esempio di collaborazione tra varie enti e agenzie di ricerca italiani. L'Infn, da parte sua, è orgoglioso di aver realizzato il tracker in silicio che si è rivelato l'elemento decisivo per determinare la direzione da cui provengono i raggi gamma osservati dal satellite. Ovviamente anche nel caso della Nebulosa del Granchio''.

''Il premio di oggi ci inorgoglisce - ha detto il presidente dell'Asi, Enrico Saggese - soprattutto perché è il quarto che l'Asi riceve per il suo Asdc (Asi Science Data Center)'' Per l'Asi, ha proseguito Saggese, la missione Agile rappresenta ''un importante programma scientifico di riferimento e in questi anni di vita operativa ha fornito spesso rilevanti e inattese sorprese, che sono certo continueranno grazie al prolungamento della sua vita operativa''. Nelle attività operative di Agile, ha concluso, ''è coinvolta anche la nostra Base di Malindi, in Kenya, in quanto unica stazione di Terra per il controllo del satellite in orbita e per la raccolta dei dati”.

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Scoperto il piu' piccolo sistema solare


Rappresentazione artistica del più piccolo sistema planetario mai scoperto
(fonte: NASA/JPL-Caltech)
E' stato scoperto il piu' piccolo sistema planetario finora conosciuto. E' composto da tre pianeti, i piu' piccoli tra quelli noti al di fuori del nostro Sistema solare, che ruotano intorno a una stella nana rossa chiamata KOI-96,1 che ha un diametro pari a un sesto del nostro Sole. E' riuscito a trovarlo il cacciatore di pianeti della Nasa, il telescopio spaziale Kepler.

''Si tratta del sistema solare piu' piccolo che sia stato trovato finora'', spiega John Johnson, responsabile scientifico della ricerca dell'Istituto per gli esopianeti al California Institute of Technology di Pasadena. ''E' piu' simile in scala al sistema di Giove, con le sue lune, che ad ogni altro sistema planetario - aggiunge - e la sua scoperta e' una prova ulteriore della varieta' di sistemi planetari presente nella nostra galassia''.

I tre pianeti extrasolari sono stati battezzati KOI-961.01, 02 e 03, e le loro dimensioni sono piuttosto ridotte, pari a 0,78, 0,73 e 0,57 volte il raggio terrestre. Per averne un'idea, il piu' piccolo e' piu' o meno della stessa taglia di Marte.

Sono pianeti rocciosi come la Terra, e questa caratteristica li rende piuttosto rari visto che ad oggi, tra i 700 pianeti extrasolari identificati, sono solo una manciata quelli rocciosi. ''Gli astronomi hanno appena cominciato a confermare lo status di pianeta delle migliaia di candidati scoperti finora da Kepler'', commenta Doug Hudgins, che lavora al programma Kepler proprio nel quartier generale della Nasa a Washington. ''E' fantastico - osserva - trovarne uno piccolo quanto Marte, e questo ci suggerisce che ci potrebbe essere una grande quantita' di pianeti rocciosi intorno a noi''.

Rimarra' forse deluso chi spera di trovare tracce di vita in questo Sistema solare in miniatura: secondo gli esperti della Nasa i tre pianeti orbitano piuttosto vicini alla loro stella (impiegano meno di due giorni per girarle attorno), e questo li renderebbe troppo caldi per ospitare la vita.

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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Prima mappa delle 'scientille cosmiche'


Roma - Ottenuta una mappa senza precedenti delle 'luci' che si accendono e spengono improvvisamente nel cielo, dovute a oggetti come asteroidi, esplosioni stellari, stelle variabili: in tutto 200 milioni di 'scintille cosmiche'.

Presentata nel convegno della Società americana di astronomia in corso negli Stati Uniti, la mappa è stata realizzata dagli astronomi dall'Istituto di tecnologia della California (Caltech) e dell'università dell'Arizona.

Non rare le 'strane coppie' stellari

Roma - 'Strane coppie' cosmiche delle quali fanno parte stelle di neutroni e buchi neri non sarebbero cosi' rare. Lo dimostra uno studio su Science, realizzato con il telecopio spaziale Fermi della Nasa, al quale l'Italia partecipa con Agenzia spaziale Italiana , Istituto Nazionale di Astrofisica e Istituto Nazionale di Fisica Nucleare. Dati alla mano molte sorgenti di raggi gamma nel cosmo potrebbero anche essere sistemi binari di stelle di neutroni e buchi neri anche se non emettono raggi X.

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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

China e Índia querem construir o maior telescópio do mundo em 2018

Do G1, com informações da Associated Press - China e Índia assinaram uma acordo para construir o maior telescópio do mundo no topo do vulcão Mauna Kea, no Havaí, arquipélago norte-americana no Oceano Pacífico. O projeto deve estar concluído em 2018. Chamado de Thirty Meter Telescope, o equipamento irá ajudar os astrônomos em pesquisas sobre a origem do Universo.
É a primeira vez que ambas as nações asiáticas participam de um projeto para construção de um instrumento óptico tão grande e que deverá explorar as fronteiras da astronomia. Quando pronto, o telescópio vai permitir aos cientistas investigar objetos a 13 bilhões de anos-luz de distância -- 1 ano-luz equivale a aproximadamente 9,5 trilhões de quilômetros.

Telescópio será instalado no topo do vulcão Mauna Kea, no Havaí. (Crédito: Thirty Meter Telescope / AP Photo)

Após ficar pronto em 2018, o telescópio será o maior do mundo. (Crédito: Thirty Meter Telescope / AP Photo)

Missão da Nasa encontra 3 menores planetas fora do Sistema Solar

Do G1 em SP - A agência espacial norte-americana anunciou a descoberta dos três menores planetas fora do Sistema Solar detectados até o momento. Os astros foram descobertos pela missão Kepler, sonda voltada para a pesquisa de exoplanetas. A descrição dos astros foi feita na revista científica "Nature" em um estudo coordenado por Phil Muirhead, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech).
 
O trio gira ao redor de uma estrela chamada KOI-961. São todos rochosos como a Terra, mas possuem menos de 80% o raio do nosso planeta -- aproximadamente 6.370 quilômetros. O menor deles é do tamanho de Marte. A estrela também não é muito grande, sendo vermelha e sendo apenas 70% maior que Júpiter. Ela está a "apenas" 130 anos-luz da Terra -- aproximadamente 1,2 quatrilhão de quilômetros.

Eles orbitam muito perto da estrela para poderem ter superfícies habitáveis, já que a temperatura é elevada e a água líquida não deve existir em nenhum dos três astros. Cada giro dos três exoplanetas ao redor de KOI-961 demora apenas dois dias. Estrelas vermelhas essa são conhecidas como anãs-vermelhas e são as mais comuns na Via Láctea.

Ilustração mostra como seria o pequeno sistema planetário ao redor de KOI-961. (Foto: JPL - Caltech / Nasa)

O conjunto forma o menor sistema planetário que se tem notícia até o momento. Para John Johnson, pesquisador do Caltech, o quarteto mais se parece em extensão com Júpiter e seus satélites. Mas como anãs-vermelhas são comuns na nossa galáxia, os cientistas acreditam que possam existir muitos outros planetas rochosos a serem desvendados.
Até janeiro de 2012, mais de 700 exoplanetas são conhecidos, após 16 anos de descobertas de planetas fora do Sistema Solar. O site da missão Kepler traz uma contagem de até 2.326 candidatos a exoplanetas. Novas observações são necessárias para dizer se eles são ou não planetas. Apenas 35 astros foram confirmados como exoplanetas pela missão -- dois deles orbitando duplas de estrelas, revelados na quarta-feira (11).
A sonda Kepler foi lançada ao espaço em março de 2009 para investigar 150 mil estrelas em uma região no céu entre as constelações da Lira e do Cisne em busca de exoplanetas que possam reunir as condições para o desenvolvimento da vida. Isso é possível pela mudança no brilho das estrelas observadas, que podem indicar a presença de um planeta próximo.
Cada suspeita de exoplanetas deve ser confirmada por observações complementares feitas por grandes observatórios na Terra. No caso do estudo sobre os 3 menores exoplanetas já detectados, foram utilizados os observatórios de Palomar e o W.M Keck, ambos em territórios norte-americanos.

Mistério de 'bolha de sabão' espacial é solucionado pelo telescópio Hubble

Do G1 em SP - Os resquícios de uma explosão estelar que mais se parecem com uma bolha de sabão foram finalmente explicados após observações realizadas com o Telescópio Espacial Hubble, das agências espacias europeia (ESA) e norte-americana (Nasa).
O fenômeno se encontra dentro da Grande Nuvem de Magalhães. As Nuvens de Magalhães são duas galáxias pequenas que giram ao redor da nossa Via Láctea. A dupla é possível de ser vista a olho nu em locais com pouca poluição atmosférica.
A bolha (veja imagem abaixo) se chama SNR 0509-67.5 e está localizada a 170 mil anos-luz da Terra -- um ano-luz é a distância percorrida por um raio de luz durante um ano e equivale a aproximadamente 9,5 trilhões de quilômetros.

Cores da supernova 0509-67.5 foram obtidas a partir de dados coletados pelo Hubble e por instrumentos na Terra a partir da luz visível e dos raios X vindos do espaço. (Foto: Telescópio Espacial Hubble / ESA / Nasa)

Este tipo de supernova é classificada como Tipo 1a e acontece quando uma estrela conhecida como anã-branca "rouba" massa de uma companheira próxima. Anãs-brancas são pequenas e muito "pesadas" e representam o último estágio da vida de estrelas anteriores, que já não tinha material para realizar fusões nucleares.
Até agora, os pesquisadores não haviam encontrado a companheira que teria cedido material para a explosão da anã-branca que gerou SNR 0509-67.5. Mas o Telescópio Hubble conseguiu resolver o mistério, quando astrônomos da Universidade Estadual de Louisiana, nos Estados Unidos, aproveitaram uma foto obtida pelo instrumento e detectaram uma região no centro da supernova que impedia a visualização de estrelas ao fundo.
A aposta dos cientistas é que SNR 0509-67.5 tenha sido criada a partir da união de duas anãs-brancas, que teriam se aproximado e explodido intensamente no passado. A energia liberada por uma supernova é tão grande que pode chegar a ofuscar o brilho de galáxias inteiras.
Durante 40 anos, os astrônomos tiveram dificuldade para encontrar os astros que dão origem a supernovas do tipo 1a. A importância desses resquícios de material estelar aumentou na última década, pois eles são bons indicadores para a aceleração do Universo.
Os dados sobre a pesquisa feita a partir das observações do telescópio Hubble foram divulgados em um encontro da Sociedade Astronômica Americana em Austin, no estado do Texas. O estudo também foi divulgado na revista científica "Nature" desta semana.

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