sábado, 10 de novembro de 2012

Imagem de cratera em Mercúrio feita por sonda da Nasa lembra 'smiley'

Acidente geográfico forma desenho de dois olhos e uma boca.
Sonda Messenger orbita o planeta desde março de 2011.

Do G1, em São Paulo

A Nasa publicou nesta sexta-feira (9) a imagem de uma cratera de Mercúrio que lembra um rosto sorridente. Visto de cima, o relevo mostra buracos que se parecem com dois olhos e uma boca, como em uma figura “smiley”.

A imagem foi obtida pela sonda Messenger, está na órbita do planeta mais próximo ao Sol desde março de 2011, e foi a primeira nave a realizar esse feito. Desde então, ela já enviou mais de 88 mil imagens de volta à agência espacial norte-americana.

Cratera em Mercúrio lembra um 'smiley' (Foto: Nasa) 
Cratera em Mercúrio lembra um 'smiley' (Foto: Nasa)

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Telescópios captam nova imagem de conjunto de estrelas a 5 mil anos-luz

Cygnus OB2 reúne mais de mil astros jovens e foi visto por três aparelhos.
Registro pode ajudar a saber como essas 'fábricas' se formam e evoluem.

Do G1, em São Paulo

Dois telescópios espaciais e um terrestre combinaram dados para formar uma nova imagem de um aglomerado com mais de mil estrelas jovens chamado Cygnus OB2, a 5 mil anos-luz de distância da Terra.
Só o telescópio Chandra, da agência espacial americana (Nasa), detectou 1.700 fontes de raios X, das quais 1.450 são provavelmente estrelas nesse aglomerado.

As imagens do Chandra são as que aparecem em azul e foram mescladas com informações infravermelhas do telescópio espacial Spitzer (em vermelho) e dados ópticos (em laranja) do instrumento terrestre Isaac Newton, que fica na ilha canária de La Palma.
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Cygnus aglomerado de estrelas  (Foto: Nasa/Divulgação) 
Cygnus OB2 é um aglomerado de estrelas jovens que fica a 5 mil anos-luz da Terra
 (Foto: Nasa/Divulgação)
 
Segundo os astrônomos, esse registro pode ajudar a entender como essas "fábricas" de estrelas se formam e evoluem.

Novo planeta 'vizinho' fica em região que poderia abrigar vida, diz estudo

Super-Terra' HD 40307g faz parte de um sistema que inclui seis planetas.
Corpo fica a uma distância de seu astro principal que favorece água líquida.

Do G1, em São Paulo

Um novo planeta localizado na "vizinhança" da Terra, a 42 anos-luz, poderia ter o clima e a atmosfera parecidos com os nossos e ser capaz de abrigar vida, aponta um estudo feito por astrônomos das universidades de Hertfordshire, na Inglaterra, e Goettingen, na Alemanha.

Essa "super-Terra", denominada HD 40307g, fica em um sistema de seis planetas e orbita a chamada zona habitável, distância da estrela principal onde a água, se estiver presente, pode ser encontrada em estado líquido.

Superterra planeta (Foto: J. Pinfield/University of Hertfordshire) 
 
Concepção artística mostra 'super-Terra' à esquerda, orbitando a estrela (mais brilhante) e outros 2 planetas do sistema. Ainda não se sabem detalhes sobre esse corpo (Foto: J. Pinfield/Universidade de Hertfordshire)
 
Anteriormente, os cientistas acreditavam que esse sistema reunia apenas três planetas em volta do astro anão HD 40307, mas uma nova análise de dados permitiu detectar outros três corpos, incluindo o HD 40307g – que tem pelo menos sete vezes o tamanho da Terra, um ano de 197,8 dias e está longe de sua estrela a uma distância de 90 milhões de quilômetros. Nosso planeta, por exemplo, está a cerca de 150 milhões de quilômetros do Sol.

Segundo a equipe coordenada pelos pesquisadores Mikko Tuomi, de Hertfordshire, e Guillem Anglada-Escude, de Goettingen, assim como a Terra, o novo planeta também poderia ter um movimento de rotação sobre o próprio eixo, o que criaria um efeito de dia e noite semelhante ao nosso.

Segundo os cientistas, sistemas como esse serão alvo da próxima geração de supertelescópios, tanto espaciais quanto terrestres.

No início do ano, a sonda espacial Kepler, da Nasa, descobriu um planeta com órbita parecida com a da Terra, chamado de Kepler 22d. Só que esse corpo fica muito distante, a 600 anos anos-luz daqui.

Descoberta explica comportamento anormal de nebulosa planetária

Astrônomos não tinham consenso para explicar jatos simétricos.
Estudo do Observatório Europeu do Sul foi publicado pela 'Science'.

Do G1, em São Paulo

 
Nebulosa planetária Fleming 1 (Foto: ESO/H. Boffin)
 
Uma pesquisa publicada nesta quinta-feira (8) resolve uma questão que os astrônomos tentavam solucionar havia tempos. A observação feita pela equipe do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), do qual o Brasil faz parte, confirmou uma teoria já existente, e pode servir ainda para aprimorá-la.

O estudo é sobre um fenômeno conhecido como nebulosa planetária que, apesar do nome, não envolve um planeta, de fato. Uma nebulosa planetária é uma concha brilhante de gás situada em torno de anãs-brancas – estrelas do mesmo tipo que o Sol, no último estágio de vida.

Mais especificamente, a nebulosa estudada foi a Fleming 1, conhecida por ter jatos extraordinariamente simétricos, o que é estranho para conjuntos como esse. Os astrônomos nunca haviam chegado a um consenso para explicar esse comportamento atípico.

O grupo liderado por Henri Boffin combinou observações do telescópio VLT e dados anteriores e concluiu que, no centro dessa nebulosa não há apenas uma, mas sim duas estrelas, que giram uma em torno da outra.
Pares como esse são conhecidos como estrelas binárias, e a hipótese já tinha sido apresentada para explicar esse fenômeno. Com a descoberta, os cientistas melhoram a compreensão de como esses conjuntos se formam no Universo.

"Os nossos resultados confirmam de modo consistente o papel desempenhado pela interação entre pares de estrelas, no sentido de darem forma, ou até formarem, as nebulosas planetárias," afirmou Boffin, em material divulgado pelo ESO.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Telescópio Hubble capta aglomerado de estrelas a 25 mil anos-luz da Terra

Do G1, em São Paulo

A agência espacial americana (Nasa) divulgou nesta segunda-feira (5) uma imagem feita pelo telescópio Hubble do centro do aglomerado globular de estrelas NGC 6362, localizado a 25 mil anos-luz da Terra, com uma grande diversidade de astros com diferentes cores.

A imagem foi feita através de uma combinação de imagens ultravioleta, visuais e infravermelhas.

Os aglomerados globulares são um conjunto de estrelas muito velhas, com idade média de 10 bilhões de anos, e abrigam centenas de milhares de corpos celestes. Segundo a Nasa, atualmente os cientistas conhecem pouco mais de 150 aglomerados como o NGC 6362 na Via Láctea.


aglomerado estrelas (Foto: ESO/Nasa) 
Imagem divulgada pelo telescópio Hubble, da Nasa, mostra interior do aglomerado globular NGC 6362, que fica a 25 mil anos-luz da Terra (Foto: Nasa)

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Cientistas estimam a quantidade de luz emitida por estrelas no Universo

Cálculo foi feito a partir de dados de raios gama obtidos pela Nasa.
Estudo foi publicado pela revista 'Science'.

Do G1, em São Paulo
 
Cientistas conseguiram estimar com precisão inédita a soma de toda a luz já produzida pelas estrelas no Universo. O cálculo foi feito com base em dados obtidos pelo Telescópio Espacial Fermi, que detecta raios gama.

Os raios gama são a forma mais energética de luz que o ser humano conhece. Desde 2008, quando a Nasa lançou o Fermi, esse telescópio observa os céus em busca desses raios, o que levou à criação de um mapa detalhado desse tipo de energia.

Mapa usado pelos astrônomos na medição dos raios gama; os pontos verdes são os blazares (Foto: NASA/DOE/Fermi LAT Collaboration) 
Mapa usado pelos astrônomos na medição dos raios gama; os pontos verdes são os blazares (Foto: NASA/DOE/Fermi LAT Collaboration)
 
“A luz ótica e a ultravioleta das estrelas continua viajando pelo Universo mesmo depois que as estrelas param de brilhar, e isso cria um campo de radiação fóssil que podemos explorar usando raios gama de fontes distantes”, explicou o autor Marco Ajello.

Ajello, da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, liderou o estudo publicado nesta quinta-feira (1º) pela revista “Science”.

O cálculo foi feito a partir de um tipo de galáxia conhecido como blazar, cuja energia é proveniente de um buraco negro. Essas galáxias emitem raios gama, mas esses raios interagem com a luz das estrelas e se perdem, em um processo que os cientistas comparam a uma “neblina cósmica”.

Os pesquisadores observaram então o fenômeno em pontos mais próximos à Terra, e conseguiram determinar quantos raios seriam emitidos em diferentes quantidades de energia. A partir daí, eles analisaram a energia de vários blazares e conseguiram medir a espessura da “neblina”, que representa a quantidade de luz produzida pelas estrelas.

Astrônomos encontram supernovas dos primórdios do Universo

Fenômenos são até cem vezes mais brilhantes que as supernovas comuns.
Explosões ocorreram há mais de 10 bilhões de anos.

Do G1, em São Paulo

Simulação de uma supernova 'superluminosa' no ambiente dos primórdios do Universo (Foto: Adrian Malec e Marie Martig/Swinburne University) 
Simulação de uma supernova 'superluminosa' (à esquerda) no ambiente dos primórdios do Universo (Foto: Adrian Malec e Marie Martig/Swinburne University)
 
Uma equipe internacional de cientistas anunciou nesta quarta-feira (31) a descoberta do que podem ser as supernovas mais distantes já encontradas. Uma supernova é a explosão de uma estrela, que ocorre no fim da vida desse astro.

As duas supernovas encontradas pela equipe liderada por Jeff Cooke, da Universidade Swinburne de Tecnologia, em Hawthorn, na Austrália, foram chamadas de “superluminosas”. Elas são entre dez e cem vezes mais brilhantes que os tipos mais comuns de supernovas.

Por serem muito distantes, os fenômenos descritos na revista científica “Nature” são também muito antigos. As explosões ocorreram há mais de 10 bilhões de anos, portanto até 3 bilhões de anos depois do Big Bang, explosão que deu início ao desenvolvimento do Universo, segundo a teoria vigente.

Os cientistas ainda não sabem explicar exatamente a origem das supernovas detectadas, mas acreditam que seja o resultado da explosão de estrelas muito massivas, causada por reações ocorridas dentro de átomos.

'Caçadores' de meteoritos acham objeto de 300 kg no oeste da Polônia

Fragmento de metal tem forma de cone e foi achado no dia 25 de outubro.
Cientistas acreditam que meteorito tenha caído sobre a Terra há 5 mil anos.

Da AFP

Geólogos poloneses encontraram o maior meteorito já descoberto no Leste Europeu, com 300 quilos e o formato de um cone. O objeto foi detectado no dia 25 de outubro, a dois metros de profundidade, e o anúncio foi feito na quarta-feira (31).

Os cientistas que examinaram o meteorito na Universidade de Poznan, no oeste da Polônia, acreditam que ele caiu sobre a Terra há 5 mil anos e é composto principalmente de ferro, com rastros de níquel. A expectativa dos pesquisadores é que esse fragmento ajude a entender a composição da camada interna da superfície do nosso planeta.

Meteoro (Foto: Jakub Kaczmarczyk/PAP/AFP) 
Jornalistas fotografam o maior meteoro já achado na Polônia, em Poznan
 (Foto: Jakub Kaczmarczyk/PAP/AFP)
 
"Sabemos que o córtex terrestre é composto por ferro, mas não podemos estudá-lo. Aqui temos um 'convidado' do espaço exterior que é similar em sua estrutura, e podemos examiná-lo facilmente", declarou o professor Andrzej Miszynski em Poznan, onde a descoberta foi divulgada.

O exame do meteorito "pode ampliar os conhecimentos sobre a origem do Universo", declarou o professor Mizynski, citado pela agência polonesa PAP.

Dois geólogos "caçadores" de meteoritos, Magdalena Skirzewska e Lukasz Smula, usaram um detector eletromagnético para encontrar o objeto na reserva de meteoritos de Morasko, ao norte da cidade de Poznan. Segudo Miszynski, "trata-se da descoberta mais importante do tipo nessa parte da Europa".

Até agora, cerca de 1.500 quilos de meteoritos menores foram encontrados na reserva de Morasko, criada em 1976 – mas desde 1914 já haviam sido achados objetos desse tipo no local.

O até então maior meteorito da Polônia pesa 164 kg e foi encontrado em 2006, na mesma reserva. O maior objeto do mundo, chamado Hoba e localizado na Namíbia, África, pesa mais de 60 toneladas.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Nova análise mostra semelhança entre solos de Marte e do Havaí

Do G1, em São Paulo

Solo de onde o Curiosity retirou a amostra analisada (Foto: NASA/JPL-Caltech/MSSS) 
Solo de onde o Curiosity retirou a amostra  
analisada (Foto: NASA/JPL-Caltech/MSSS)
 
A Nasa divulgou nesta terça-feira os resultados de uma análise feita pelo jipe-robô Curiosity, que mostra que o solo marciano tem uma composição similar à dos solos de origem vulcânica do Havaí, arquipélago no Pacífico que é também um estado norte-americano.


Esta não é a primeira semelhança que o Curiosity encontra entre os objetos dos dois locais. Na primeira quinzena do mês, a agência espacial norte-americana divulgou que a pedra “Jake Matijevic”, encontrada no planeta vermelho, era semelhante a rochas basálticas havaianas.

A identificação da composição das rochas e do solo de Marte é uma parte importante da missão do Curiosity. O veículo foi projetado para tentar descobrir se, algum dia, o planeta já teve as condições necessárias para abrigar vida. Conhecendo os minerais com precisão, é possível descobrir como eles se formaram.

A análise do solo marciano foi feita por um instrumento do Curiosity chamado CheMin. Esse instrumento utiliza um método chamado difração de raio-X para identificar a composição do solo. A tecnologia é muito usada na Terra, mas nunca tinha sido aplicada em Marte e, por isso, torna o Curiosity mais eficaz que seus antecessores.

“Muito de Marte está coberto por poeira, e tínhamos uma compreensão incompleta da sua mineralogia”, explicou David Bish, pesquisador da Universidade de Indiana envolvido no projeto.

“Até o momento, os materiais que o Curiosity analisou são consistentes com nossas ideias iniciais sobre os depósitos na Cratera Gale – região do planeta em que o veículo pousou –, registrando uma transição ao longo do tempo de um ambiente úmido para um seco. As rochas antigas, como os conglomerados, sugerem fluxos de água, enquanto os minerais no solo mais jovem são consistentes com um contato limitado com a água”, completou Bish.

Análise gráfica em raio-X da amostra do solo marciano (Foto: NASA/JPL-Caltech/Ames) 
Análise gráfica em raio-X da amostra do solo marciano 
(Foto: NASA/JPL-Caltech/Ames)

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Astrônomo brasileiro descobre estrela rara na Via Láctea

WR42e tem 1 milhão de anos de idade, o que é pouco para uma estrela.
Astro descoberto tem mais de cem vezes a massa do Sol.

Tadeu Meniconi 
  Do G1, em São Paulo
 
Um astrônomo brasileiro que trabalha no Chile descobriu uma estrela rara, localizada a cerca de 25 mil anos-luz da Terra, na Via Láctea, mesma galáxia em que o nosso planeta também se situa. A estrela WR42e chama atenção por sua massa, mais de cem vezes maior que a do nosso Sol, e também pela localização.
A estrela fica a 19 anos-luz do aglomerado estelar mais próximo, chamado NGC 3603, que é uma região de formação de estrelas.

Localização da estrela WR42e e do aglomerado NGC 3603 (Foto: Alexandre Roman Lopes / Divulgação) 
Localização da estrela WR42e e do aglomerado NGC 3603. A distância entre eles está marcada na imagem em 'minutos de arco', uma unidade usada na astronomia que corresponde a aproximadamente 19 anos-luz (Foto: Alexandre Roman Lopes / Divulgação)
 
“As teorias sobre a formação de estrelas muito massivas supõem que deveria haver muito hidrogênio para formá-las, então ela deveria estar no centro de um aglomerado”, ponderou Alexandre Roman Lopes, autor do estudo. O pesquisador da Universidade de La Serena publicou seu trabalho na revista “Monthly Notices of the Royal Astronomical Society”.

O astrônomo não sabe ainda explicar ao certo como essa estrela chegou à sua atual localização. “Em teoria, ela nasceu em outro lugar”, ressaltou. Segundo ele, o mais provável é que ela tenha surgido no aglomerado NGC 3603 e tenha sido expulsa de lá pela interação gravitacional, mas pode ainda haver outras explicações teóricas.

“Só a descoberta de mais exemplares como esse pode dar mais argumentos para a discussão. É uma descoberta muito rara”, apontou Lopes.

Essencial para a vida
WR42e é uma estrela de vida curta. Ela tem cerca de 1 milhão de anos e deve manter sua grande massa e seu brilho por mais 1 milhão de anos. Depois disso, deve explodir, espalhando seu material pelo Universo.
Como base de comparação, o Sol, que é uma estrela mais estável, tem pouco menos de 5 bilhões de anos de idade, e deve ter mais 5 bilhões de anos pela frente.

Para que haja vida em algum planeta próximo, uma estrela como o Sol é muito mais adequada, pois o brilho da WR42e é forte demais para isso. No entanto, essas estrelas gigantes de vida curta têm um papel essencial na criação da vida. Na origem do Universo, existiam apenas elementos muito leves, como o hidrogênio.

Dentro das estrelas, ocorre a fusão nuclear, que dá origem a elementos mais pesados, como o carbono e o oxigênio, que são essenciais para a vida. Se todas as estrelas fossem estáveis como o Sol, elas não expulsariam esses elementos na quantidade necessária para formar os planetas – como a Terra e tudo que há nela.

Bolha cósmica gerada por estrela lembra cabeça de cão ou lobo

Objeto fica 5 mil anos-luz da Terra, na constelação do Cão Maior.
Estudo da Agência Espacial Europeia reúne imagens ópticas e em raios X.

Do G1, em São Paulo

Uma bolha cósmica gigante soprada por uma estrela a 5 mil anos-luz de distância da Terra, na constelação do Cão Maior, foi registrada pela Agência Espacial Europeia (ESA). O estudo, que reúne imagens ópticas e em raios X, foi publicado na revista "Astrophysical Journal".

Os astrônomos acham que a bolha S 308 lembra a cabeça de um cão ou lobo, sendo uma orelha a parte superior esquerda, as estrelas mais brilhantes os olhos, e o focinho a região azul, mais à direita.

A bolha tem 60 anos-luz de diâmetro e é provocada por um forte vento produzido pelo astro em rosa no centro da imagem abaixo, chamado Wolf-Rayet HD 50896.

Bolha ESA (Foto:  ESA, J. Toala & M. Guerrero (IAA-CSIC), Y.-H. Chu & R. Gruendl (UIUC), S. Arthur (CRyA–UNAM), R. Smith (NOAO/CTIO), S. Snowden (NASA/GSFC) and G. Ramos-Larios (IAM)) 
Bolha captada pela ESA (Foto: ESA, J. Toala & M. Guerrero (IAA-CSIC), Y.-H. Chu & R. Gruendl (UIUC), S. Arthur (CRyA–UNAM), R. Smith (NOAO/CTIO), S. Snowden (NASA/GSFC) e G. Ramos-Larios (IAM))
 
As partes em azul representam o plasma quente da estrela – a milhões de graus –, enquanto as verdes são resultado do choque entre o material que é expelido pelo astro e as camadas de gás e poeira já ejetadas anteriormente ao espaço.

A cor azul é visível apenas em raios X e foi flagrada pela câmera Epic, da sonda europeia XMM-Newton. A rosa e a verde foram captadas por dados ópticos, a partir de um telescópio instalado no Observatório Interamericano de Cerro Tololo, no norte do Chile.

Bolhas do tipo Wolf-Rayet são produzidas por estrelas enormes e quentes, normalmente com massa superior a 35 vezes a do Sol. Com o tempo, a S 308 deve estourar e se dispersar no ambiente à sua volta, enquanto o astro cor-de-rosa terminará a vida explodindo como uma supernova.

La cicatrice della Luna

Un dettaglio dell’Oceano delle Tempeste (fonte: NASA/GSFC/Arizona State University) 
Un dettaglio dell’Oceano delle Tempeste (fonte: NASA/GSFC/Arizona State University)
 
La faccia visibile della Luna ha una cicatrice antichissima: porta i segni di un impatto molto antico e violento che ha plasmato la superficie lunare, dando origine al grande oceano delle Tempeste, E' anche la spiegazione del perché i due lati della luna siano composti da rocce di tipo diverso. La scoperta si deve a uno studio giapponese pubblicato sulla rivista Nature Geoscience, coordinato da Ryosuke Nakamura, dell'Istituto di Scienza e tecnologia avanzate di Tsukuba.

L'asimmetria tra la faccia visibile e quella nascosta della Luna è stata scoperta nel 1959, quando per la prima volta è stata osservata la faccia nascosta della luna grazie alla sonda sovietica Luna 3. La differenza, spiegano gli autori dello studio, si evince dalla distribuzione dei mari di basalto, che coprono solo una piccola percentuale del lato nascosto, rispetto a circa il 30% sulla faccia visibile, allo spessore della crosta e dalle concentrazioni di elementi radioattivi, ma l'origine di questa diversità è stata sempre controversa.

Grazie ai dati inviati dalla sonda Kaguya/Selene, dell'Agenzia spaziale giapponese Jaxa, i ricercatori hanno studiato la composizione della superficie lunare relativa a entrambi i lati del nostro satellite. I dati mostrano che un tipo di minerale chiamato pirosseno, indicativo della fusione e dell'azione di scavo del materiale del mantello lunare, si concentra soprattutto intorno a crateri da impatto di grandi dimensioni e intorno all'antico oceano delle tempeste, che ha un diametro di 3.000 chilometri. Pertanto, secondo gli esperti, l'associazione di basso contenuto di questo minerale con un bacino lunare potrebbe indicare un'origine da impatto di questo vasto oceano lunare. Per i ricercatori l'impatto sarebbe avvenuto molto presto nella storia della Luna e avrebbe scavato la crosta originale sulla faccia visibile, portando alla formazione di una nuova crosta, dalla composizione differente.

www.ansa.it

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