
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Nasa lança com sucesso novo telescópio espacial

Missão de nave que deixou Sistema Solar em busca de ETs faz 25 anos

Além dos instrumentos com os quais transmitiu informação sobre os planetas de nosso sistema, a Pioneer 10 levava consigo uma placa de ouro que descreve o Homem, nossa aparência e a data do começo da missão. O último contato de rádio com o Centro Glenn de Pesquisa da Nasa (agência espacial americana) que tinha o controle da missão ocorreu em 23 de janeiro de 2003.Na ocasião, o mensageiro espacial do homem se encontrava a 12,160 bilhões de quilômetros da Terra, além do cinturão de asteróides, de Júpiter e de Plutão.
Segundo engenheiros da Nasa, as transmissões da "Pioneer 10" morreram devido ao esgotamento da fonte radioisotópica de energia da nave. "Para nós, a missão terminou quando foram interrompidas as comunicações. Não sabemos nada da 'Pioneer 10', mas supomos que continuou sua viagem pelo cosmos na busca de seu destino final", disse um porta-voz do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, em inglês) da Nasa. "Passou-se toda uma geração e quem tinha em mãos a missão, engenheiros e cientistas, já não estão conosco", acrescentou. Entretanto, suas façanhas científicas estão longe de ficar no esquecimento e a "Pioneer 10" continua sendo considerada uma das grandes façanhas da exploração espacial dos Estados Unidos.
Em 15 de julho de 1972, a "Pioneer 10" ingressou no cinturão de asteróides, uma zona de mais de 288 milhões de quilômetros de largura e mais de 80 milhões de quilômetros de espessura. O cinturão é povoado por milhões e milhões de corpos que vão desde partículas de pó estelar até massas de rochas de milhares de quilômetros de diâmetro. Desta região a nave foi para Júpiter, planeta em frente do qual cruzou em 3 de dezembro de 1973.
Para Larry Lasher, que dirigiu o projeto, a "Pioneer 10" cumpriu seus objetivos além do esperado. "Originalmente designada como uma missão de 21 meses, a 'Pioneer 10' durou mais de 30 anos. Poderíamos dizer que valeu cada centavo gasto", manifestou. Os cientistas admitem que não sabem o que aconteceu com a "Pioneer 10" nos últimos anos de uma viagem virtualmente eterna. Caso não tenha acontecido nada, o mensageiro do homem no espaço interestelar deveria estar agora se deslocando em direção à estrela vermelha Aldebarã, no centro da constelação de Touro e vai demorar dois milhões de anos para chegar a seu destino final.
Ônibus espacial Discovery inicia viagem de volta à Terra

Os sete membros da tripulação da nave e os três inquilinos da estação Alfa se despediram nesta terça-feira, e imediatamente fecharam as escotilhas de suas naves. Pouco antes tinham transferido equipamentos e pelo menos um dos trajes espaciais ao Discovery. Além disso, revisaram alguns instrumentos e equipamentos que precisavam para o desacoplamento. Durante a missão de 14 dias, que incluiu três caminhadas espaciais, os astronautas Mike Fossum e Ron Garan instalaram a segunda parte do laboratório científico japonês Kibo, que se uniu ao laboratório Columbus, da Agência Espacial Européia (ESA), e ao Destiny, dos Estados Unidos.
Após rebaixamento, Plutão batiza nova classe de corpos celestes: plutóides
Ilustração da Nasa mostra Plutão e sua lua Caronte (Foto: Nasa)Ele foi rebaixado ao deixar de ser planeta, mas Plutão agora vai dar nome à nova classe de corpos celestes de seu tipo. Os "planetas anões" como ele passarão a se chamar "plutóides". Plutão deixou de ser considerado um planeta em agosto de 2006 durante reunião da União Astronômica Mundial. Mais tarde, em junho de 2007, os astrônomos descobriram que ele sequer era o maior dos planetas anões. O vizinho Éris (antigamente apelidado de "Xena") é maior que ele.
Agora, os astrônomos aprovaram uma compensação a tanto rebaixamento e resolveram chamar toda essa categoria de "plutóides". A definição diz que plutóides são corpos celestes em órbita do Sol, mais distantes que Netuno, que têm massa suficiente para sua gravidade criar uma forma quase esférica e que não conseguiram limpar a vizinhança em torno de sua órbita.
Com isso, o planeta anão Ceres não terá direito à nova nomenclatura, uma vez que ele fica no cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter -- os cientistas acreditam que ele é o único de seu tipo. Até agora, apenas Plutão e Éris preenchem esses requisitos. Os especialistas acreditam que mais plutóides serão encontrados no futuro.
terça-feira, 3 de junho de 2008
Sonda Phoenix pode já ter encontrado seu primeiro registro de gelo em Marte
Imagens feitas pela câmera instalada no braço robótico permitem pensar que pode existir gelo debaixo da sonda Phoenix.
"O que vemos nestas imagens corresponde a idéia, talvez, de gelo e suspeitamos que tornaremos a vê-lo na zona de escavação", destacou o comunicado. O braço mecânico da Phoenix tem quatro articulações que permitem movimentos laterais e verticais, além da possibilidade de escavar o solo e retirar amostras. Esta é a primeira etapa de uma série de experimentos, que tem por objetivo retirar porções do solo marciano que serão estudadas na Terra. Esta exploração sem precedentes pode permitir descobrir indícios de vida primitiva passada no planeta.
Discovery atraca com a Estação Espacial Internacional

O ônibus espacial Discovery atracou com sucesso à Estação Espacial Internacional (ISS) às 15h03 (horário de Brasília) desta segunda-feira (02). Cerca de uma hora antes, o comandante Mark Kelly e o piloto Ken Ham fizeram uma manobra para permitir que a tripulação do complexo orbital observasse a nave, para verificar se não houve nenhum dano durante a decolagem.
Astrônomos encontram menor planeta já visto fora do Sistema Solar

Há um novo recordista para menor planeta fora do Sistema Solar. Um grupo de cientistas liderado por David Bennett, da Universidade de Notre Dame, nos EUA, encontrou um planeta que tem apenas três vezes a massa da Terra. E não é só isso. Ele também orbita, muito possivelmente, o menor tipo de estrela possível -- uma anã marrom, com apenas seis centésimos da massa do Sol. "Nossos resultados mostram que qualquer tipo de estrela pode ter planetas", disse Bennett ao G1. "Antes disso, não tínhamos tanta certeza, mas agora ficou claro."
O astro está a cerca de 3.000 anos-luz da Terra (1 ano-luz equivale a 9,5 trilhões de quilômetros). Sua descoberta só foi possível graças a um fenômeno conhecido como microlente, que envolve uma feliz coincidência em que uma estrela mais próxima se alinha com uma mais distante, do ponto de vista de um observador na Terra. Quando isso acontece, a estrela mais próxima age como uma "lente", aumentando a luminosidade da que está atrás. Dependendo do padrão de aumento de luminosidade, é possível dizer se há planetas ao redor desse astro mais próximo.
A técnica faz a alegria dos cientistas -- que podem descobrir astros não identificáveis pelos métodos usuais -- e dos astrônomos amadores -- que podem participar dos eventos mais intensos. "Temos muitos colaboradores amadores na Nova Zelândia e na África do Sul", diz Bennett, alertando que gostaria também de ter alguém no Brasil olhando para o céu. (Se houver algum interessado com uma câmera CCD de alta resolução, Bennett pede que contate-o por e-mail.) A idéia é que os amadores fiquem de olho em potenciais eventos de microlente. Uma vez detectados, os profissionais podem seguir a trilha e complementar as descobertas. A expectativa é de grandes achados para o futuro próximo. Bennett e seus colegas esperam que essa técnica permita a localização do primeiro planeta com a mesma massa que a Terra. Os cientistas estão chegando cada vez mais perto. Antes da nova descoberta, o recorde era de cinco massas terrestres. Agora está em três.
O planeta recém-descoberto, designado MOA-2007-BLG-192Lb, está a uma distância de cerca de 100 milhões de quilômetros de sua estrela-mãe -- mais ou menos o percurso Sol-Vênus. Mas, como a estrela é muito fria (possivelmente uma anã marrom, que nem é capaz de produzir energia por fusão nuclear, mas talvez uma anã vermelha, ligeiramente maior e capaz de fusão), o planeta deve ser mais gelado que Plutão -- incapaz de abrigar vida, portanto. Ele entra na categoria das "superterras", planetas maiores que a Terra, mas ainda assim rochosos. Não há equivalentes no Sistema Solar, de modo que eles ainda figuram como um grande mistério para os astrônomos.
A descoberta foi relatada durante a Reunião Anual da Sociedade Americana de Astronomia e será publicada no "Astrophysical Journal" em setembro.
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Canais em forma de arco em lua de Júpiter podem significar deriva dos pólos
Foram vistos três deles. Dois aparentemente são partes de um círculo de 2.680km de diâmetro, centralizado perto do equador. Um é parte de um círculo de mesmo diâmetro no lado oposto da lua.
Europa tem muitos canais, mas esses são incomuns por serem tão circulares e concêntricos, diz Paul M. Schenck, do Instituto Lunar e Planetário, em Houston. “Não era para a natureza funcionar assim”, afirmou.
Agora Schenck e seus colegas chegaram a uma explicação sobre a formação desses canais. Em algum momento, eles informam em um artigo na "Nature", a superfície de Europa se deslocou, fazendo com que os pólos se aproximassem do equador, e vice-versa. Levou um tempo para deduzir o que era aquilo”, disse Schenck. “Você tem que ir tentando descobrir uma solução.” Devido à grande força da gravidade de Júpiter, a crosta gelada de Europa é levemente saliente no equador e achatada nos pólos. Acredita-se também que a crosta esteja separada do centro de Europa por um oceano, que poderia causar o deslocamento da crosta em massa –- um fenômeno chamado de deriva verdadeira dos pólos ou TPW (sigla para "true polar wander", em inglês).
Segundo Schenck, a melhor explicação é que, em algum momento, por ser mais fria nos pólos, a crosta em Europa se tornou um pouco mais espessa, alterando o equilíbrio de massa. Com o tempo, toda a superfície se deslocou, para que a massa mais pesada se aproximasse do equador. Mas, devido à força da gravidade, à medida que a superfície se deslocava, teria que mudar sua forma –- o que era uma superfície achatada nos pólos teria que se esticar e se projetar ao aproximar-se do equador. Essa projeção, afirmou Schenck, seria responsável pela criação dos canais.
Do 'New York Times'
'Eco' de supernova resolve debate entre astrônomos
Imagem acima foi obtida através da reunião de três fotografias diferentes feitas pelos telescópios da Nasa (Foto: Divulgação)Supernova é o nome que se dá ao que sobra quando estrelas de muita massa esgotam seu combustível e explodem. A que está acima é a Cassiopeia A, detectada em 1680, que até duas semanas atrás era a mais recente explosão do tipo conhecida (ela foi desbancada quando uma equipe da Universidade de Cambridge encontrou uma supernova de apenas 140 anos). Agora, a equipe liderada por Oliver Krause anunciou os resultados de uma análise da luz emitida pela explosão – uma espécie de “eco” luminoso. Segundo os dados, originalmente, a Cassiopeia A provavelmente era uma estrela vermelha supergigante. Isso encerra uma longa discussão entre os cientistas sobre as origens do evento cósmico. “Finalmente conseguimos descobrir exatamente que tipo de explosão levou à supernova que vimos hoje. Isso é muito importante porque a Cassiopeia A é um dos objetos mais estudados do Universo”, afirmou Krause ao G1. “Concluir esse debate finalmente coloca a supernova e tudo o que sabemos sobre ela em contexto”, disse ele. A fotografia foi feita combinando imagens tiradas pelos três principais telescópios em órbita da Terra: o Hubble, que enxerga em luz visível (a parte amarela da imagem), o Spitzer, que vê em infravermelho (a parte vermelha), e o Chandra, que vê em raios-X (verde e azul). Os resultados foram apresentados na revista “Science” desta semana.
Marília Juste Do G1, em São Paulo
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Nasa apresenta primeiros resultados científicos de nova sonda marciana

Depois que -- literalmente -- a poeira assentou, os cientistas e engenheiros envolvidos com a missão Phoenix começaram a apresentar os primeiros resultados, junto com as primeiras imagens coloridas coletadas pela sonda na superfície de Marte.
"Podemos ver nas imagens rachaduras no solo, feitas por gelo, o que significa que o solo está ativo", disse Peter Smith, cientista-chefe da missão da Nasa. "Agora, estamos particularmente interessados no que está na nossa área de escavação."
O braço robótico da Phoenix só pode alcançar as regiões mais próximas do local de pouso do veículo (como ele não é um jipe, ele fica parado o tempo todo no mesmo lugar), mas mesmo aí ainda há incertezas -- até agora, apenas fotos numa direção foram tiradas.
Os dados coletados vêm em conta-gotas para a Terra, em razão do esquema de comunicação da sonda com a Terra. A Phoenix é incapaz de transferir dados diretamente para cá; em vez disso, ela precisa enviar os dados a alguma das sondas americanas em órbita (Mars Odyssey ou Mars Reconnaissance Orbiter), que por sua vez disparam as informações para a Terra.
Salvador Nogueira Do G1, em São Paulo
Phoenix pousa com sucesso em Marte

A Phoenix sobreviveu a uma longa jornada de dez meses no espaço interplanetário, até o pouso com sucesso. Espera-se que ela possa conduzir pelo menos 90 dias de observações.
Se o bom desempenho da sonda for confirmado, a Nasa terá três artefatos funcionando na superfície marciana. Além da Phoenix, os jipes Spirit e Opportunity, lançados em 2003, continuam em operação.
Grande desafio
A vitória obtida pelos engenheiros da Nasa não pode ser subestimada. A equipe da agência espacial americana tinha por objetivo realizar uma forma de pouso que foi conduzida com sucesso em Marte pela última vez em 1976 -- 32 anos atrás. Em vez de usar airbags para o contato final com a superfície -- como o fizeram as missões robóticas Mars Pathfinder e Mars Exploration Rovers --, a Phoenix usou retrofoguetes, que desaceleraram a sonda e permitiram que ela pousasse suavemente sobre seus três pés. A última sonda a tentar fazer isso foi a americana Mars Polar Lander -- que se espatifou no chão marciano, em 1999, e nunca mais foi vista. Curiosamente, a Phoenix está lá para fazer o que a Polar Lander não conseguiu -- descer numa das regiões mais geladas de Marte. Só que, enquanto a Polar Lander mirou uma área próxima ao pólo sul, a Phoenix tentará a sorte no pólo norte. Todas essas emoções, a um custo de quase meio bilhão de dólares (US$ 420 milhões dos EUA, mais US$ 37 milhões vindos do Canadá, que bancou a estação meteorológica instalada a bordo da sonda). Claro que, para arriscar tanto, a Nasa espera recompensas.
Sinais de vida
Caso a missão dê certo, terá uma oportunidade única de estudar o gelo marciano -- que tem, além de dióxido de carbono, também água, como seus componentes. Mais que isso, sensores poderão procurar, em meio a essas pedras congeladas, substâncias orgânicas. Seria o próximo passo na busca por vida no planeta vermelho, depois que os jipes Spirit e Opportunity constataram que Marte já teve grandes quantidades de água corrente em sua superfície -- um dos sinais para identificar a habitabilidade de um mundo, segundo os astrobiólogos. Por ora, entretanto, tudo que a Nasa quer é que a Phoenix envie dados científicos. É um passo crucial para manter o programa de exploração marciana nos trilhos, já que o futuro não parece particularmente animador no planejamento da agência a partir da próxima década.
Nasa divulga primeiras imagens da Phoenix na superfície de Marte




