terça-feira, 28 de abril de 2009

Astrônomos detectam 'gêmeo gordo' da Terra fora do Sistema Solar


Concepção artística mostra o planeta rochoso (à esquerda) em seu sistema estelar (Foto: AP/ESO)


Planeta tem menos de duas vezes o tamanho do nosso, diz pesquisa.Objeto foi detectado a cerca de 20 anos-luz daqui.

Da Associated Press

Pesquisadores ligados à Organização Europeia para Pesquisa Astronômica no Hemisfério Sul anunciaram nesta terça (21) a descoberta do menor exoplaneta (ou seja, um planeta que fica fora do Sistema Solar) já encontrado. Apelidado pelo astrônomo suíço Michel Mayor e seus colegas de "Planeta e", o objeto é um gêmeo mais gordo da Terra, com pouco menos de duas vezes a massa de nosso planeta e provável composição rochosa. O objeto está na constelação de Libra, no sistema estelar Gliese 581, a 20,5 anos-luz daqui. No entanto, as chances de ele abrigar vida são baixas, porque ele está muito perto de sua estrela e, por isso, deve ser quente demais.

Planetas 'caem' dentro de sóis e desaparecem, diz estudo


O planeta Gliese 581 E é o mais leve fora do sistema solar

Da BBC

Um estudo realizado nos Estados Unidos indica que alguns planetas descobertos fora do nosso sistema solar "caem" dentro de seus próprios sóis e desaparecem. Segundo o astrônomo Rory Barnes, da Universidade de Washington, trata-se da primeira prova de um fenômeno já previsto por modelos computacionais no ano passado, que mostravam que a força da gravidade é capaz de "puxar" um planeta para dentro de seu sol. "Quando examinamos as propriedades de planetas extra-solares, podemos ver que esse fenômeno já ocorreu com alguns deles", afirmou Barnes. Os modelos computacionais apontam a localização dos planetas em um determinado sistema solar, mas a observação direta mostrou que, em alguns desses sistemas, os planetas que deveriam estar mais próximos de seu sol não existem mais.

Segundo os cientistas, a proximidade entre esses astros faz com que um "puxe" o outro com uma força gravitacional cada vez mais intensa, que causa uma deformação na superfície do sol, provocando ondas na sua superfície gasosa. "As ondas distorcem a forma dessas estrelas, e quanto maior essa distorção, mais rapidamente as ondas 'puxam' o planeta para dentro", explicou Brian Jackson, do Laboratório Lunar e Planetário da Universidade do Arizona, e chefe da equipe de pesquisadores.

Massas gasosas
A maioria dos planetas descobertos fora do nosso sistema solar são gigantes massas gasosas, como Júpiter, mas ainda maiores que este planeta.Entretanto, no início deste ano, astrônomos detectaram um planeta extra-solar mais parecido com a Terra do que qualquer outro encontrado até o momento.

Batizado de CoRoT-7 B, o astro tem uma órbita a cerca de 2,4 milhões de quilômetros de seu sol - uma distância menor do que Mercúrio está do nosso Sol. Com isso, o planeta estaria em vias de ser 'absorvido'. "A destruição deste planeta é lenta, mas inevitável", decretou Jackson."As órbitas desses planetas mudam em uma ordem de dezenas de milhões de anos. Em um certo momento, o planeta fica tão perto de seu sol que, começa a ser desmantelado por ele", disse o cientista."Ou o planeta é destruído antes de atingir a superfície do sol, ou, no processo de destruição, sua órbita acaba entrando em intersecção com a atmosfera desse sol e o calor dele faz o planeta desaparecer."

Os cientistas esperam que o estudo, a ser publicado no Astrophysical Journal, facilite a compreensão de como as estrelas destroem planetas e como esse processo afeta as órbitas planetárias.

Astrônomos detectam objeto mais distante já visto no Universo


Imagem do mais distante disparo de raios gama já detectado (Foto: Nasa)

Astrônomos de diversos países descobriram o objeto mais distante do universo, depois que um satélite em órbita detectou uma explosão de raios gama que teria ocorrido há 13 bilhões de anos. "Trata-se da explosão de raios gama mais remota já detectada, e é também o objeto mais distante já descoberto", assegurou Nial Tanvir, que liderou a equipe que faz as observações no Very Large Telescope (VLT), no norte do Chile, parte do ESO (Observatório Europeu do Sul).Na quinta-feira passada, o satélite Swift, da Nasa, detectou uma explosão de raios gama de dez segundos de duração na constelação de Leão. Rapidamente um grupo de telescópios localizados em diferentes partes do planeta, acompanhou a explosão até que seus efeitos desaparecessem.

As explosões de raios gama são invisíveis aos humanos, mas após liberarem uma intensa explosão de radiação muito energética, são detectáveis durante poucas horas na luz visível e mediante raios infravermelhos próximos. Através das observações infravermelhas realizadas durante as 17 horas seguintes à explosão pelo VLT, foi possível estabelecer a maior distância já observada em um objeto cósmico. Como a luz se movimenta a uma velocidade finita, olhar mais longe no universo significa retroceder no tempo, por isso que a explosão ocorreu quando o universo tinha cerca de 600 milhões de anos. "Agora podemos ter certeza de que explosões ainda mais remotas serão descobertas no futuro, o que abrirá uma janela no estudo das primeiras estrelas", afirmou Tanvir.

EFE

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Mancha de 12,9 bi de anos no Universo intriga cientistas


Objeto antigo se formou 'pouco depois' do Big Bang (Foto: M. Ouchi/Divulgação)


Astrônomos estão estudando uma imagem de um dos objetos mais antigos do Universo e mais distantes já observados a partir da Terra - a 12,9 bilhões de anos luz. Cientistas acreditam que a "Himiko", nome dado à mancha de radiações do tipo Lyman-alfa cuja descoberta foi anunciada nesta semana, teria se formado 800 milhões de anos após o Universo, que segundo a teoria do Big Bang surgiu há 13,7 bilhões de anos.

A imagem de "Himiko" ainda tem resolução muito baixa, o que impede que os astrônomos a estudem melhor. Cientistas acreditam que a mancha de radiação, que é até dez vezes maiores do que objetos semelhantes observados a essa distância, pode ser uma espécie de "precursora" das galáxias.

O estudo sobre Himiko será publicado na revista científica "Astrophysical Journal". Os cientistas ainda não têm informações suficientes sobre Himiko, mas eles acreditam que a mancha de radiação tem potencial para contribuir para - ou até desafiar - as teorias atuais que explicam a formação das galáxias.

Rainha lendária
Os modelos atuais de cosmologia afirmam que entre 200 milhões e um bilhão de anos atrás, as primeiras estrelas colossais formaram-se emitindo radiação que retirou elétrons dos elementos luminosos e transformou o Universo em uma espécie de "sopa" de partículas carregadas.

Depois deste "período de ionização", a matéria começou a se agregar no espaço. Objetos grandes - como galáxias - demoraram muito tempo para se formar, lentamente agregando pedaços menores de matéria. Quando os pesquisadores do instituto americano Carnegie Institution for Science começaram a estudar 207 galáxias distantes com o telescópio Subaru, no Havaí, eles tinham expectativas de encontrar formações pequenas lentamente se agregando.

No entanto, eles se depararam com a gigantesca Himiko, com quase o tamanho da Via Láctea. "Nós hesitamos em gastar nosso tempo com este precioso telescópio fazendo imagens desta formação estranha", disse Ouchi sobre a mancha de Himiko, cujo nome é uma homenagem a uma misteriosa rainha de lendas chinesas e japonesas. "Nós nunca acreditamos que esta fonte grande e luminosa era um objeto distante de verdade."

Objeto misterioso
A equipe começou a medir as emissões de radiação Lyman-alpha e descobriu que Himiko estava a 12,9 bilhões de anos luz da Terra. A quantidade de massa foi medida com ajuda dos telescópios Spitzer Space Telescope, Very Large Array e UK Infrared Telescope. Os cientistas descobriram que Himiko tem dez vezes mais massas do que galáxias da mesma idade.

"Existem duas possibilidades: o conhecimento atual sobre formações de galáxias está errado, ou este objeto específico está apresentando algo singular", disse Ouchi à BBC.

Algumas hipóteses poderiam explicar o tamanho de Himiko. Ela poderia, por exemplo, ter um buraco negro gigante no seu âmago. Ou talvez Himiko seja uma galáxia gigante, com massa equivalente a 40 bilhões de estrelas do tamanho do Sol.

"Muitas teorias de formação de galáxias previam uma mancha de radiação Lyman-alfa próxima de galáxias novas. O problema é que ninguém consegue dizer quais mecanismos que provocam esse tipo de emissão. Há inúmeras teorias sobre a formação de manchas de Lyman-alfa, mas todas são difíceis de serem testadas", disse à BBC o astrônomo James Geach, da Durham University, na Grã-Bretanha, que estuda esse fenômeno.

Tanto Ouichi como Geach concordam que pesquisas futuras poderão revelar mais manchas com Himiko. Geach afirma que "até nós sabermos mais sobre a física destas manchas, a sua ligação com a formação de galáxias e, talvez mais importante, sobre a sua duração, nós realmente não sabemos onde encaixá-las nas nossas teorias".

BBC

terça-feira, 21 de abril de 2009

Orion esconde movimentado "berçário de estrelas"


Londres (Reuters) - A constelação Orion esconde um movimentado "berçário" de estrelas, repleto de jovens astros explodindo jatos de gás em todas as direções, informaram astrônomos no domingo. Uma empoeirada galáxia, que se parece como uma vaga mancha em volta da "espada" de Orion, esconde uma vasta região repleta de estrelas imaturas, disseram.

"Regiões como estas são normalmente chamadas de berçários de estrelas, mas nós estamos mostrando que esta não segue apropriadamente o curso: está caótica e seriamente abarrotada", disse em um comunicado Chris David, do Centro Integrado de Astronomia no Havaí.

Essas estrelas jovens estão soltando jatos de moléculas de hidrogênio a trilhões de quilômetros no espaço, informaram os astrônomos em um material preparado para o Encontro Nacional de Astronomia nesta semana no Reino Unido, em Hertfordshire. "A pesquisa sobre a formação das estelas é fundamental para a nossa compreensão sobre como nosso próprio sol e os planetas que orbitam o espaço foram criados. Muitas das estrelas atualmente formadas em Orion desenvolvem-se justamente como o sol. Algumas até mesmo têm planetas, como a Terra, associados a elas", afirmou em um comunicado Thomas Stanke, do Observatório Europeu do Sul em Garching, na Alemanha, que trabalhou no estudo.

A equipe de pesquisa internacional utiliza o Telescópio Infravermelho do Reino Unido, no Havaí, o instituto de pesquisa internacional para radioastronomia, ou IRAM, o telescópio de ondas de milímetro, na Espanha, e a órbita Spitzer Space Telescope, acima da Terra.

(Reportagem de Maggie Fox)

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Mapa mostra cem mil galáxias; distância vai a 2 bi de anos-luz


Você tem um mapa da sua cidade? Do Brasil? Se não tem, é fácil, a internet tem aos montes. Até mesmo mapas feitos com fotografias de satélites, hoje são muito comuns. Mas e um mapa do universo? Você tem?

Este é um dos desafios da astronomia moderna: montar um mapa do universo que mostre a distribuição das galáxias. Um mapa como esse tem como objetivo muito mais do que simplesmente localizar nossa posição, mas principalmente mostrar como as galáxias se distribuem no espaço.

A cosmologia trabalha com o princípio cosmológico, que diz que o Big Bang produziu um universo homogêneo e isotrópico, isto é, não deveria haver nenhuma região privilegiada. Não haveria no universo uma região muito rica em galáxias, ou uma região muito pobre. Se o universo começou com uma súbita e violenta expansão de um ponto singular (a idéia de uma explosão é errada, pois pressupõe a existência de alguma coisa antes ou fora do universo) não tem por que acumular mais ou menos matéria em pontos distintos do espaço. Por isso espera-se que a distribuição de galáxias seja uniforme.

Verificar a hipótese do princípio cosmológico é fácil, ao menos em teoria. “Basta” medir a distância do maior número possível de galáxias e ir desenhando suas posições em um mapa do céu. Só que medir a distância de uma galáxia não é muito fácil, imagine então medir esta distância para dezenas ou centenas de milhares delas.

Bom, o que vemos na figura acima é justamente um mapa desses, produzido pelo projeto australiano 6dFGS. Nesse caso, mais de cem mil galáxias foram observadas e suas distâncias medidas, sendo que as mais distantes estão a 2 bilhões de anos-luz. O mapa cobre quase 80% do céu e a faixa escura representa a região do céu em que não é possível obter dados. O mapa mostra filamentos, aglomerações e quase uns 500 espaços vazios.


Mas e o princípio cosmológico?
O princípio cosmológico deve funcionar em escalas muito maiores. Para distâncias tão curtas como essas do mapa estamos evidenciando a distribuição local de galáxias. Elas se concentram em aglomerados, formando alguns vazios entre eles.Além da distribuição local de galáxias, esse mapa também indica as velocidades delas. Todas se afastam umas das outras seguindo o movimento coletivo de expansão do universo, mas cada uma tem um movimento individual. A medição desses movimentos peculiares, como são chamados, permite estudar como se comporta a estrutura local do universo.

Para provar o princípio cosmológico é preciso medir distâncias muito maiores que esses 2 bilhões de anos-luz. Mas aí temos um problema sério,chamado efeito de seleção. Em distâncias muito grandes só conseguimos observar as galáxias mais brilhantes e perdemos as mais fracas, justamente as mais numerosas. Os mapas produzidos não têm pontos suficientes para mostrar a homogeneidade do universo.

Enquanto a tecnologia avança para os cosmólogos superarem esse obstáculo, ficamos com mapas da nossa vizinhança. Pelo menos ninguém se perde!

Cássio Barbosa

sábado, 18 de abril de 2009

Astrônomos revelam maior colisão entre galáxias já registrada


Astrônomos identificaram a maior colisão entre aglomerados de galáxias já registrada, a partir da combinação de imagens captadas por três telescópios diferentes.

Usando dados do telescópio espacial Hubble, do Observatório Chandra e do Observatório Keck, no Havaí, os cientistas conseguiram determinar a geometria tridimensional e o movimento dos aglomerados, a uma distância de 5,4 bilhões de anos-luz da Terra.

Os pesquisadores descobriram que quatro aglomerados distintos se envolveram em uma fusão tripla, em um fenômeno que, segundo eles, poderá ajudar a entender o que ocorre quando alguns dos maiores corpos do Universo se chocam.

Aglomerados de galáxias interagem gravitacionalmente uns com os outros, e colisões entre eles são normais.

'Notável'
Os objetos envolvidos na colisão pertencem a um sistema batizado pelos astrônomos de MACJ0717, um "filamento" de galáxias, gases e matéria negra com 13 milhões de anos-luz de extensão e em constante fluxo de material.

"Além de ser lotado de movimentos, este sistema também é notável por causa de sua temperatura - uma das mais altas já conhecidas", afirmou Cheng-Jiun Ma, da Universidade do Havaí e o chefe da pesquisa.

"Trata-se do aglomerado mais espetacular e mais perturbado que eu já vi", disse. "Creio que ele pode nos ensinar muito mais sobre como as estruturas do Universo crescem e evoluem."

Para a descoberta, o telescópio de Keck e o Hubble forneceram informações ópticas sobre o movimento e densidade das galáxias ao longo de uma linha, mas não sobre o que ocorria na rota perpendicular a esta linha.

Ao combinar os dados de raio-X vindos do Observatório Chandra, os cientistas conseguiram os detalhes tridimensionais da imagem.

Ma e seus colegas esperam no futuro poder utilizar imagens de raio-X ainda mais penetrantes para medir a temperatura dos gases ao longo de toda a extensão do filamento.

BBC

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Hubble registra show de luzes em buraco negro


Imagem captada pelo Hubble (Foto: Nasa, Esa, Juan Madrid, Universidade McMaster, Ontario


O telescópio espacial Hubble, da Nasa (agência espacial americana), testemunhou um verdadeiro show de luzes vindo de um buraco negro no centro de uma galáxia.


A explosão de luz veio de uma bolha de matéria chamada HST-1, embutida em um jato de matéria, um poderoso e estreito raio de gás quente produzido por um buraco negro que fica no centro de uma galáxia elíptica e gigantesca, a M87.O HST-1 é tão brilhante que está ofuscando até o centro brilhante da galáxia M87, cujo buraco negro é um dos maiores já descobertos.A massa de gás brilhante tem dado um espetáculo para astrônomos. Os cientistas observaram o brilho estável do HST-1 por vários anos, até que ele se apagasse. E então o HST-1 se reacendeu e agora os astrônomos afirmam que é difícil prever o que vai acontecer.
O telescópio Hubble está observando esta atividade nos últimos sete anos, fornecendo imagens detalhadas dos eventos. O telescópio dá aos astrônomos uma visão única, próxima do ultravioleta do jato de luz que os telescópios na Terra não conseguem alcançar."A visão precisa do Hubble permite definir o HST-1 e separar do buraco negro", afirmou o o astrônomo Juan Madrid, da Universidade McMaster, em Hamilton, no Canadá.
Madrid reuniu sete anos de imagens de arquivo do jato de luz, capturadas pelo Hubble, incluindo as mudanças no comportando do HST-1 durante o tempo. O jato de luz pode fornecer dados sobre a variação de jatos em buracos negros de galáxias distantes, que são difíceis de estudar por estarem tão longe da Terra. A galáxia M87, por exemplo, está a 54 milhões de anos-luz da Terra, no Grupo de Virgem, uma região próxima no universo, com a maior densidade de galáxias. "Não esperava que o jato na M87, ou que qualquer outro jato em um buraco negro, aumentasse o brilho da maneira que este jato faz", disse Madrid."Ficou 90 vezes mais brilhante que o normal. A questão é: isto ocorre com todos os jatos ou núcleos ativos, ou estamos observando um comportamento incomum da (galáxia) M87?", questionou o astrônomo.
Razões para o brilho
Apesar das muitas observações feitas pelo Hubble e outros telescópios, os astrônomos não tem certeza da causa do brilho.Uma das explicações mais simples é que o jato atingiu uma linha de poeira ou nuvem de gás e então está brilhando devido à colisão.Outra possibilidade é que as linhas do campo magnético do jato estão espremidas, juntas, o que libera uma grande quantidade de energia.Este fenômeno é semelhante à maneira como se desenvolvem as explosões solares e é até um mecanismo de criação das auroras na Terra.
Agora, o astrônomo Juan Madrid espera que as observações futuras do HST-1 revelem a causa da atividade misteriosa."Esperamos que as observações nos forneçam algumas teorias com boas explicações sobre os mecanismos que estão causando os jatos de luz", afirmou."Os astrônomos querem saber se esta é uma instabilidade intrínseca ao jato quando abre caminho para fora da galáxia ou se pode ser outra coisa", acrescentou.
BBC

terça-feira, 14 de abril de 2009

Nova teoria tenta explicar surgimento de supernovas rápidas

Cientistas chineses estudaram como fusão de diferentes estrelas gera supernovas.

Da BBC
Pesquisadores chineses elaboraram uma nova teoria sobre como algumas estrelas podem se transformar em supernovas em um período muito menor do que o normal. A teoria existente explicava porque supernovas se formam em 100 milhões de anos, mas não esclarecia porque algumas supernovas - as do tipo 1a - surgem muito mais rápido. O segredo, segundo os pesquisadores, é que as estrelas anãs brancas sugam massa de "estrelas de hélio" até possuírem massa o suficiente para virarem uma supernova. A pesquisa foi publicada no periódico Monthly Noticesda Royal Astronomical Society.

Teoria anterior
As estrelas anãs brancas são "sobras" de estrelas como o Sol, em que o hidrogênio se transforma em hélio e depois o hélio vira carbono e oxigênio. A teoria anterior afirmava que as estrelas anãs brancas feitas a partir de carbono e oxigênio conseguiam acumular a massa de uma outra estrela na sua proximidade, chamada de "estrela companheira". Ao atingir um determinado tamanho (cerca de 40% do Sol), as duas estrelas - a anã branca e a companheira - passam por uma fusão. Em poucos segundos, o carbono das estrelas se transforma em elementos mais pesados, em um processo que libera quantidades gigantescas de energia. Esse processo é chamado de supernova. Como esse processo acontece com uma quantidade constante de claridade, os astrônomos usam supernovas para determinar distâncias no espaço.

Teoria nova
A teoria anterior estabelecia que esse processo de acumulação de massa duraria até 100 milhões de anos. No entanto, ela não servia para explicar as supernovas do tipo 1a, que podem acontecer em até metade deste tempo. O astrônomo chinês Bo Wang, do Observatório Nacional da Academia Chinesa de Ciências, investigou o fenômeno com cálculos que envolveram cerca de 2,6 mil pares de estrelas anãs brancas e estrelas companheiras. A equipe de Wang descobriu que se a estrela companheira é uma "estrela de hélio", a estrela anã consegue sugar sua massa mais rapidamente, criando uma supernova em menos de 100 milhões de anos. "Antes desta investigação, não havia modelo para explicar o surgimento de uma população tão jovem de supernovas do tipo 1a, e nenhum conhecimento de como isso acontecia em tantos números", disse um dos autores do estudo, Xuefei Chen, à BBC. Chen disse que a sugação de massa de estrelas de hélio produz a maioria das supernovas do tipo 1a observadas, mas não todas. Mas ele diz que a descoberta pode ter impacto nos estudos sobre evolução química das galáxias e sobre distâncias cosmológicas.

A equipe pretende estudar agora o surgimento em "alta velocidade" de estrelas de hélio, que seriam sobras das supernovas do tipo 1a.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Principais constelações de abril

Neste mês, o céu mostra-se característico da estação do outono. Orion, o gigante caçador Órion (Ori), constelação símbolo do verão e onde situam-se as Três Marias, encontra-se à meia-altura para os lados do oeste (O). Ao sul de Orion estão Lepus, a Lebre (Lep) e Columba, a Pomba (Col).

A noroeste (NO), à meia altura, destacam-se Gemini, os gêmeos (Gem) e Cancer, o Caranguejo (Cnc). À meia-altura, para os lados do norte (N) situa-se Leo, o Leão (Leo), constelação símbolo da estação do outono. Ao norte de Leo avistamos Linx, o Lince (Lyn), formada por estrelas de fraco brilho, Leo Minor, o Leão Menor (LMi) e Ursa Major, a Ursa Maior (UMa). Elevando-se a nordeste (NE), parcialmente visível, está a constelação de Boötes, o Boieiro (Boö). Pouco acima do horizonte nor-nordeste (NNE), notamos a pequenina constelação de Canes Venatici, os Cães de Caça (CVn).

De Orion em direção ao sudeste (SE), avistamos Canis Major (CMa), o Cão Maior, um dos cães de caça de Orion . A leste de Orion estão Monoceros, o Unicórnio (Mon), e Canis Minor (CMi), o Cão Menor, o outro cão de caça do gigante caçador. Na região mais alta do céu vemos a constelação de Hydra, a Hidra Fêmea (Hya). Junto à Hydra estão Sextans (Sex), o Sextante, e o inconfundível trapézio de Corvus (Crv), o Corvo.

Em direção ao sudoeste (SO) vemos as constelações de Carina, a Quilha do Navio (Car), Puppis, a Popa do navio (Pup), e Vela, as Velas da embarcação (Vel). Volans, o Peixe Voador (Vol), Dorado, o Dourado (Dor), e Reticulum, o Retículo (Ret), estão ao sul e sudoeste de Carina e são formadas por estrelas de fraco brilho aparente.

A sudeste (SE) encontram-se Musca, a Mosca (Mus), Crux, o Cruzeiro do Sul (Cru) e constelação de Centaurus (Cen), o Centauro. Mais para os lados do sul (S) estão Chamæleon (Cha), o Camaleão, Apus (Aps), a Ave do Paraíso e Octans (Oct), o Oitante, onde encontra-se a estrela polar do sul e Hydrus, a Hidra Macho (Hyi). Próximas ao horizonte sul-sudeste (SSE) vemos Triangulum Australe (o Triângulo Austral (TrA), constelação muito utilizada para processos noturnos de orientação no campo, e Ara, o Altar (Ara).

Acima do horizonte leste (E) encontram-se as constelações de Virgo, a Virgem (Vir) Virgem) e de Libra, a Balança (Lib). A sudeste (SE), parcialmente acima do horizonte, encontra-se Scorpius, o Escorpião (Sco), associada às noites do inverno. Entre Scorpius e Centaurus localizam-se as constelações de Lupus, o Lobo (Lup) e Norma, o Esquadro (Nor).


mapa com as principais constelações visíveis durante o mês de abril













FONTE: Observatório Céu Austral

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sábado, 4 de abril de 2009

Visibilidade dos planetas em abril

OBS: posições para a cidade de São Paulo/SP - Brasil


MERCÚRIO

 

visibilidade - reaparece a oeste (O), a partir do dia 10, no início da noite.

movimentação - em Pisces (os Peixes) até o dia 9, quando adentra em Aries (o Carneiro), onde permanece até o dia 25, ao penetrar em Taurus (o Touro).

brilho - m = - 2,1 no dia 1; m = - 0,9 no dia 15 e m = +0,7 em 30 de abril.

condições de observação – melhoram a partir do dia 20.

coloração - branca.


VÊNUS

 

visibilidade – reaparece a leste (E), a partir do dia 7, pouco antes do nascer do Sol.

movimentação - em Pisces (os Peixes).

brilho - apresenta um significativo aumento, com sua magnitude aparente variando de m = - 4,2 (dia 1) a m = - 4,7 (dia 30). Em 15 de abril m = - 4,6.

condições de observação - melhoram no final do mês.

coloração - levemente azulada.


MARTE

 

visibilidadevisível a partir das 4h 30min, no início do mês, e das 4h 10min no final do período, a leste (E).

movimentação - em Aquarius (o Aquário) até o dia 14 quando adentra em Pisces (os Peixes).

brilho - estável, com sua magnitude aparente m = + 1,2.

condições de observação - regulares, durante todo o mês.

coloração - avermelhada.


JÚPITER

 

visibilidade - observado a partir das 2h 40min, no início do mês, da 1h 50min, em meados de abril, e da 1h no final do período, a leste (E).

movimentação - em Capricornus (o Capricórnio).

brilhoapresenta um pequeno aumento, com sua magnitude aparente variando de m = - 2,1 a m = - 2,2.

condições de observação - muito boas, durante todo o mês.

coloração - branca.


SATURNO

 

visibilidade - visível ao anoitecer, próximo ao horizonte és-nordeste (ENE), no início do mês. No final do período pode ser visto a nordeste (NE), à meia-altura.

movimentação - em Leo (o Leão).

brilho – praticamente estável, com sua magnitude aparente variando de m = + 0,6 no início do mês, a m = + 0,7, no final do período.

condições de observação - excelentes, ao longo de todo o mês.

coloração - amarelada.


URANO

atenção - astro observável, preferencialmente, por meio de instrumentos ópticos, com diâmetros superiores a 50mm.

visibilidade - visível a partir das 5h 15min, no início do mês, das 4h 30min, em meados de abril, e das 3h 30min, no final do período, a leste (E).

movimentação - em Pisces (os Peixes).

brilho - estável ao longo do mês: m = +5,9.

condições de observação - melhoram como decorrer do período.

coloração - levemente esverdeada.


NETUNO

 

atenção - astro visto por meio de instrumentos ópticos. Recomenda-se, para uma melhor observação, que o diâmetro do telescópio seja superior a 110mm.

visibilidade - visto a partir das 3h no início do mês, das 2h 15min em meados do mês e da 1h 15min no final do período, a leste (E).

movimentação - em Capricornus (o Capricórnio), nas proximidades de Deneb Algedi (Delta Capricorni - m = + 3,0).

brilho - estável ao longo do mês: m = +7,9.

condições de observação - boas, durante todo o período.
coloração - levemente azulada.


Fonte : Observatório Céu Austral

agora Eu sou Galileu

2009-02-27

Desenho de Galileu demonstrando a variação da iluminação da superfície do planeta Vénus, bem como a mudança do seu tamanho aparente.
Em 2009, ano em que celebramos os 400 anos das observações de Galileu, o mundo vai ter mais gente a olhar para os céus. Em Portugal, uma iniciativa da Comissão para o Ano Internacional da Astronomia (AIA) propõe a todos os portugueses que por alguns minutos se transformem em Galileu.

O programa E agora Eu sou Galileu promove a reprodução das observações do cientista. Observações que revolucionaram a nossa forma de ver o Universo. Ao longo de todo o ano serão promovidas sessões de observação com telescópios para observar diversos astros: Vénus
Vénus
É o segundo planeta mais próximo do Sol. Em termos de dimensões e massa é muito semelhante à Terra. A sua caracteristica mais marcante é possuir uma atmosfera de CO2 muito densa e um efeito de estufa muito intenso.
, Júpiter
Júpiter
Júpiter é o quinto planeta mais próximo do Sol. Com um diâmetro cerca de 11 vezes maior do que a Terra e uma massa mais de 300 vezes superior, é o maior planeta do Sistema Solar e o primeiro dos planetas gigantes gasosos.
, Lua
Lua
A Lua é o único satélite natural da Terra.
, Saturno
Saturno
Saturno é o sexto planeta do Sistema Solar, a contar do Sol. Com um diâmetro cerca de 10 vezes o da Terra, é o segundo maior planeta do Sistema Solar. A sua característica mais marcante são os belos anéis que o rodeiam.
, Sol
Sol
O Sol é a estrela nossa vizinha, que se encontra no centro do Sistema Solar. Trata-se de uma estrela anã adulta (dita da sequência principal) de classe espectral G. A temperatura na sua superfície é aproximadamente 5800 graus centígrados e o seu raio atinge os 700 mil quilómetros.
, Pleiades
M45 (NGC 1432) - Pléiades
M45, também conhecido como as Pléiades, é um aglomerado aberto de estrelas, na constelação do Touro, a uma distância aproximada de 440 anos-luz.
, etc.

Dia 27 de Fevereiro promove-se a primeira sessão. Os telescópios, um pouco por todo país, estarão apontados para Vénus. Talvez o leitor seja apanhado de surpresa ao espreitar o planeta
planeta
Um planeta é um objecto que se forma no disco que circunda uma estrela em formação e cuja massa é superior à de Plutão (1/500 da massa da Terra) e inferior a 10 vezes a massa de Júpiter. Ao contrário das estrelas, os planetas não produzem luz, apenas reflectem a luz da estrela que orbitam.
vizinho. É que Vénus, tal como a Lua, apresenta fases. Até meados de Março, os aspirantes a Galileu poderão acompanhar a diminuição gradual da parte iluminada do planeta. Depois teremos que aguardar até início de Abril quando o planeta voltará a ser visível ao amanhecer assim se mantendo até Dezembro.

Ao longo da sua órbita
órbita
A órbita de um corpo em movimento é a trajectória que o corpo percorre no espaço.
à volta do Sol, veremos o tamanho aparente do planeta mudar. Neste momento Vénus parece maior pois está no ponto da sua órbita mais próximo da Terra. A partir de Abril o tamanho aparente do planeta voltará a diminuir enquanto a sua órbita o leva ao ponto mais distante da Terra. Nessa fase veremos uma parte cada vez maior do planeta iluminada.

Na página da actividade no sitio do AIA2009 em Portugal, estão disponíveis materiais de apoio às observações:

http://www.astronomia2009.org/index.php?option=com_content&task=blogcategory&id=38&Itemid=129

Ao longo de 2009 temos todos a oportunidade de imaginar o que sentiu Galileu ao observar as fases de Vénus, a superfície irregular da Lua, os satélites de Júpiter, os anéis de Saturno, as manchas do Sol, a multitude de estrelas
estrela
Uma estrela é um objecto celeste gasoso que gera energia no seu núcleo através de reacções de fusão nuclear. Para que tal possa suceder, é necessário que o objecto possua uma massa superior a 8% da massa do Sol. Existem vários tipos de estrelas, de acordo com as suas temperaturas efectivas, cores, idades e composição química.
da nossa galáxia
galáxia
Um vasto conjunto de estrelas, nebulosas, gás e poeira interestelar gravitacionalmente ligados. As galáxias classificam-se em três categorias principais: espirais, elípticas e irregulares.
. Se não costuma olhar para os céus, fica aqui a sugestão. Se tem telescópios, promova sessões de observação na sua localidade. Vamos todos, pelo menos em 2009, olhar para os céus e aceitar a proposta do Ano Internacional da Astronomia: Descobre o teu Universo.

A programação do NUCLIO no âmbito desta iniciativa pode ser consultada em:
http://www.nuclio.pt/projectos/000078.html


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Lucimary Vargas
Presidente
Observatório Monoceros
Além Paraíba-MG-Brasil
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