segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Relógio mais exato da América Latina é do Rio

Equipamento recém-chegado demora 10 milhões de anos para atrasar 1 segundo

POR CRISTINE GERK

Rio - Olhando assim, parece só uma caixa preta no subsolo do Observatório Nacional, em São Cristóvão. Mas, dentro daquela enorme bugiganga de 200 kg, átomos de hidrogênio e de quartzo passam por reações químicas que vão culminar no famoso Horário de Brasília, 100% carioca! Há um mês, funciona no Rio o relógio mais preciso da América Latina.

A maioria das pessoas não sabe, mas é daqui que sai a hora exata usada na Bolsa de Valores, em bancos e no Supremo Tribunal Federal. Por um minuto de atraso, um brasileiro pode ser obrigado a pagar uma multa ou cumprir pena judicial. Se o ponteiro estiver equivocado, a aposta em ações da Bovespa capaz de render milhões de reais pode ser perdida. Aviões, navios e celulares também dependem da exatidão criada no subsolo de São Cristóvão.


A supermáquina fica protegida em sala especial, com temperatura e umidade constantes. Ela funciona à base de hidrogênio e demora 10 milhões de anos para atrasar ou adiantar um segundo. Enquanto isso, nosso reloginho de pulso oscila 12 minutos por ano, só porque entramos e saímos do ar-condicionado.

Graças a essa engenhoca, o País entrou num dos patamares de hora mais precisa do mundo. O novo relógio veio dos Estados Unidos com investimento de cerca de R$ 430 mil da Financiadora de Estudos e Projetos, que destinou R$ 1 milhão para monitorar o tempo no Brasil. E o responsável por manter tudo funcionando é fã do tique-taque desde pequeno. O hobby dele na infância era ligar para a rádio-relógio para monitorar a hora exata.

“Nós somos ao mesmo tempo senhores e escravos do tempo. Um segundo que passou não se repete jamais. Quem tem um relógio sabe que horas são, quem tem dois já não sabe mais”, filosofa Ricardo de Carvalho, chefe do Serviço da Hora do Observatório Nacional.

E Ricardo tem razão. Até a polícia às vezes bate na porta do Observatório para conferir a hora na tentativa de desvendar crimes. “Há casos clássicos de como um segundo mudou tudo. Lembra o GP do Brasil de 2002, quando Pelé olhou para o lado e perdeu a bandeirada dos campeões?”, resgata Ricardo. E ele dá a dica: quem também gostar de acompanhar a hora certa pode ligar para 2580-6037 e ouvir o que a megamáquina está marcando.

Nas ruas, uma cidade parada no tempo
O Rio de Janeiro é uma cidade de contrastes e, com a medição do tempo, não poderia ser diferente. Enquanto o relógio mais preciso do mundo segue seu trabalho em São Cristóvão, há analógicos espalhados pela cidade atrasados ou parados.

Na R. Dias da Cruz, no Méier, os ponteiros pararam nas 12h40 há 3 anos, segundo os moradores. “Esses relógios de rua me confundem”, reclama o comerciante Artur Augusto, 50. Na antiga estação de trem da Leopoldina, a hora estacionou nas 19h55. “Não tenho relógio de pulso pois compro em camelô e toda hora estraga. Me guio pelo da Central”, confessa Kely Tiziano, 20. Para sorte dela, o marcador mais famoso do Rio foi consertado e agora tem a hora certa. O mesmo ainda não aconteceu na Glória.

O relógio público não cansa de marcar 18h. A Secretaria de Conservação e Serviços Públicos fará levantamento para definir a programação de atendimento dos relógios públicos. O órgão busca parceiros para ajudar na manutenção desses equipamentos.

sábado, 14 de agosto de 2010

Projeto identifica estrela rara usando computadores de voluntários


Pulsar foi identificado com a ajuda de voluntários dos EUA e da Alemanha

Três ''cientistas-cidadãos'' descobriram uma rara estrela de nêutrons rotatória – um pulsar – ''escondida'' em dados recolhidos por um telescópio instalado em Porto Rico.

O pulsar PSR J2007+2722 se localiza na Via Láctea a cerca de 17 mil anos-luz da Terra, na constelação da Raposa.

A estrela foi descoberta por um casal de americanos e um alemão que voluntariamente ofereceram seus computadores para processar informações recolhidas pelo observatório de Arecibo, em um projeto batizado de Einstein@Home ("Einstein em casa").

"Este é um momento empolgante para o Einstein@Home e para nossos voluntários. Comprova que a participação do público pode ajudar a revelar novidades em nosso universo", disse o coordenador do projeto, Bruce Allen, diretor do Instituto Max Planck de Física Gravitacional, onde a iniciativa fica sediada.

O Einstein@Home usa a capacidade de processamento ociosa nos computadores de 250 mil voluntários em 192 países diferentes. Este método de processar dados, segundo os organizadores, é mais barato que utilizar os chamados supercomputadores.

Criado em 2005, o projeto busca identificar sinais de pulsares em observações astronômicas, entre elas as do observatório de Arecibo, um dos telescópios mais sensíveis a ondas de rádio do mundo, mantido pela Universidade de Cornell.

Um terço da capacidade do projeto analisa dados do Arecibo

Ondas eletromagnéticas
Pulsares são estrelas de nêutrons extremamente densas e com um campo gravitacional milhões de vezes maior que o da Terra que giram a velocidades altíssimas.

Durante o movimento, elas emitem um fluxo constante de ondas radiomagnéticas que podem ser captadas por telescópios como o feixe de luz de um farol. Entretanto, esse fenômeno não é visível a olho nu.

A descrição do novo pulsar foi descrita em um artigo científico assinado por uma equipe de pesquisadores na publicação Science Express, a versão online da revista Science.

Segundo o artigo, a PSR J2007+2722 gira 41 vezes por segundo e existe solitária no espaço. Isso é incomum – outros pulsares descobertos existem em pares.

Os voluntários creditados com a descoberta foram o casal Helen e Chris Colvin, do Estado americano de Iowa, e o alemão Daniel Gebhardt, da Universidade de Mainz, na Alemanha.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2010/08/100804_pulsar_descobre_pu.shtml

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Chuva de meteoros é registrada em várias partes do mundo

Fenômeno ocorre quando a Terra cruza os destroços do cometa Swift-Tutle.   Norte e Nordeste do Brasil também teriam facilidade para ver os meteoros.

Do G1, em São Paulo

A chuva de meteoros Perseidas foi registrada em vários pontos do mundo ao longo da madrugada desta sexta-feira (13). Quem ficou acordado e contou com a sorte de céu claro e sem nuvens pôde ver o fenômeno.

Perseidas é registrada sobre Stonehenge, na planície de Salisbury, ao sul da Inglaterra. Foto de exposição longa.
 (Foto: Doherty Kieran / Reuters)

No Brasil, o Norte e Nordeste teriam mais facilidade de observar o fenêmeno, mas demais regiões do país também poderiam ver os meteoros mais brilhantes nas últimas horas de escuridão, antes do amanhecer.




Fenômeno também foi registrado em Grazalema, sul da na Espanha. (Foto: Jorge Guerrero / AFP Photo)

O astrônomo Cássio Leandro Barbosa, colunista do G1, explica que essa chuva é associada ao cometa Swift-Tutle, que dá uma volta ao redor do Sol a cada 130 anos. Ela ocorre sempre que a Terra cruza a linha de destroços deixada pelo cometa.




Foto de longa exposição em uma estrada montanhosa ao sul de Skopje, capital da Macedônia, registra os meteoros riscando o céu ao entrarem na atmosfera da Terra. (Foto: Boris Grdanoski /AP Photo)

Quem mora fora do Brasil, no Hemisfério Norte, ganhou uma visão mais privilegiada e pôde chegar a ver até 142 meteoros por hora.

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/08/chuva-de-meteoros-e-registrada-em-varias-partes-do-mundo.html

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Preludio de Perseidas



Preludio de Perseidas

Cada agosto, mientras el planeta Tierra se balancea a través de la estela de polvo a lo largo de la órbita del cometa periódico Swift-Tuttle, los observadores celestes pueden disfrutar de la Lluvia de Meteoros de las Perseidas.

La lluvia debería llegar a su máximo ahora, viéndose mejor desde bien entrada la noche, después de ponerse la Luna, hasta el amanecer mañana por la mañana cuando la Tierra se mueve a través de la parte más densa del amplio rastro de polvo.

Pero meteoros de la lluvia han sido reconocidos durante muchos días, como esta brillante Perseida pasando como un rayo por los cielos cerca del Lago Balaton (Hungría) el 8 de agosto.

En primer plano vemos las ruinas de la iglesia local de St. Andrew, con el brillante Júpiter dominando el cielo a su derecha.

Dos galaxias se encuentra en el fondo de esta panorámica de 3 fotogramas de amplio campo; el arco luminoso de nuestra propia Vía Láctea y la tenue mancha de la más lejana Galaxia Andrómeda, justo por encima de la pared más izquierda de las ruinas.

Si observas los meteoros de las Perseidas esta noche, asegúrate de comprobar también el espectáculo celeste a primera hora de la noche, mostrando los planetas brillantes y un joven creciente lunar cerca del horizonte occidental tras la puesta del Sol.

Más novedades en Observatorio.info

Stanotte il picco delle stelle cadenti

Spettacolo incorniciato da allineamento Venere, Marte e Saturno

Ansa, Roma, 12 ago -  Nuvole permettendo, questa notte il cielo offrira' uno spettacolo imperdibile: una pioggia di stelle cadenti al ritmo di 100 meteore l'ora In piu',l'allineamento di tre pianeti, Venere, Marte e Saturno, e la sottilissima falce della Luna crescente. Gia' dalle 22 di oggi, fino all'alba, i pianeti e le stelle cadenti (forse con lunghe scie persistenti) saranno ben visibili, grazie alla debole luce della Luna.

Attivita' piu' intensa fra l'1 e le 5; si consiglia di allontanarsi dalle citta'.

Chuva de meteoros Perseid na quinta-feira será espetacular, diz Nasa

Passagem anual da Terra por zona repleta de detritos deixados por cometa estará especialmente bonita em noite sem brilho lunar.

BBC -  A passagem da Terra por uma zona repleta de detritos deixados por um cometa oferecerá a observadores um verdadeiro espetáculo no céu nesta quinta-feira, disse a agência espacial americana, Nasa.

No hemisfério norte, o show tem seu auge entre as 22h de quinta e a madrugada do dia 13, quando a frequência de meteoros poderá alcançar dezenas por hora.

No Brasil, tomando-se como referência a cidade do Rio de Janeiro, o melhor horário para se assistir ao show no céu será entre a 0h30 e as 2h30 da madrugada do dia 13, disse à BBC Brasil a astrônoma Olivia Johnson, do Royal Observatory de Greenwich, em Londres, Inglaterra.

Johnson explicou, no entanto, que neste ano o show estará mais bonito no hemisfério norte, onde o clímax do espetáculo acontece no período em que a noite está mais escura.

A chuva de meteoros Perseid (assim chamados porque os meteoros vêm da direção da constelação de Perseus) é causada por detritos deixados pelo cometa Swift-Tuttle.

A cada 133 anos, o enorme cometa cruza o Sistema Solar e deixa para trás um rastro de poeira e detritos.Quando a Terra passa pela região, os fragmentos se chocam com a atmosfera a 140.000 mph (aproximadamente 225.000 kilômetros por hora) e se desintegram em explosões de luz.

A zona de detritos deixada pelo cometa é tão larga que a Terra passa semanas dentro dela. Observadores já estão avistando Perseids ocasionais há alguns dias.Segundo a Nasa, essa "garoa" de meteoros pode virar um verdadeiro temporal entre os dias 11 e 13 de agosto, quando a Terra passa pela zona de maior concentração de detritos.

O espetáculo anual de meteoros Perseid estará particularmente bonito em 2010 porque a Lua, em fase crescente, não vai estar muito visível no período de maior atividade.

O brilho lunar pode apagar uma boa chuva de meteoros, mas a equipe da Nasa diz que não será o caso dessa vez.
O melhor período para observação são as horas mais escuras da noite, quando a maioria dos observadores no hemisfério norte poderá ver dezenas de Perseids por hora.

Para ver melhor, é bom evitar as luzes da cidade, sugere a Nasa. A escuridão do campo, por exemplo, aumenta entre três e dez vezes o número de meteoros que podem ser avistados.

Lua Rhea é fotografada por sonda Cassini em Saturno

Satélite é um dos maiores do planeta, com diâmetro próximo a 1,5 mil km.


Astro contrasta com fundo da imagem, representado pelos anéis.

Do G1, em São Paulo






imagem divulgada nesta quarta-feira mostra Rhea, um dos maiores satélites de Saturno, em posição aparente acima dos anéis do planeta. A foto foi feira em 8 de maio de 2010 pela sonda Cassini, que estava a 2,1 milhões de quilômetros de distância da lua. (Foto: NASA / JPL / Space Science Institute )

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A maior do universo

Crédito: ESO

Hoje, um recorde foi batido. Não é recorde brasileiro, nem mundial: é um recorde universal! Qual seria a estrela com a maior massa já conhecida? Hoje saiu uma resposta.

As estrelas, de modo grosseiro, podem ser classificadas com base em duas variáveis: seu raio e sua massa. A quantidade de matéria presente em uma estrela, com tamanho caracterizado pelo seu raio, também define sua temperatura e luminosidade. Saber a massa de uma estrela significa saber muita coisa a seu respeito, por isso é um dado muito importante na pesquisa deste tipo de objeto. As estrelas são definidas em categorias (tipos espectrais, para ser mais exato), cada uma delas é determinada por uma certa luminosidade, temperatura e massa. Na verdade as três grandezas estão interligadas. É possível, a partir de uma delas, obter as outras através de modelos teóricos.

Saber a massa de uma estrela também significa saber o seu tempo de vida. Estrelas mais massivas são mais quentes, queimam rapidamente sua reserva de hidrogênio e vivem pouco. Uma estrela com 50 vezes a massa do Sol vive por volta de 3 milhões de anos. Já uma estrela como o Sol, por exemplo, tem pouca massa, é mais fria e vive uns 10 bilhões de anos. Existe bastante discussão sobre qual seria a massa mínima para que um corpo celeste seja considerado uma estrela. Com uma definição menos rígida, a maioria dos exoplanetas já descobertos poderiam ser considerados estrelas. Já na ponta de cima a pergunta é outra: qual seria o limite de massa para uma estrela?

Esse limite foi estabelecido, teoricamente, em 150 massas solares e, desde então, astrônomos que pesquisam estrelas massivas passaram a procurar por corpos celestes assim. Não é fácil procurar por astros como esses. Primeiro por que são raros, para cada estrela de 100 massas solares, deve haver um bilhão de estrelas como o Sol. Em segundo lugar, elas vivem pouco. Formam-se, vivem sua glória e explodem em supernovas dentro de apenas 3 milhões de anos. Em terceiro lugar, quando temos a sorte de detectar uma dessas ainda em vida ela já “emagreceu”.

Diferentemente dos seres humanos (principalmente eu), as estrelas perdem massa ao longo da sua vida, através de ventos estelares. Quanto mais quente, mais intensa é a perda de matéria. Até agora, o recorde era em torno de 90 massas solares, aplicando-se alguns modelos evolutivos, chegamos à conclusão que essa estrela tinha no seu nascimento pouco mais que 150 massas solares. Ela está em um aglomerado da nossa Galáxia chamado NGC 3603, a 20.000 anos-luz de distância.

Como eu disse, esse era o recorde. Hoje saiu o resultado de uma pesquisa de um amigo meu, Paul Crowther, professor da Universidade de Shefield. Nesse artigo, ele afirma ter encontrado uma estrela de 265 massas solares! Esse monstro, como Crowther a chama, está na Nebulosa da Tarântula na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia satélite a 165 mil anos-luz de distância.

Diferente do valor da massa da estrela de NGC 3603 que foi obtida por gravitação simples e por isso é muito confiável, a massa de R136a1 (como foi batizada) foi obtida através de vários modelos computacionais. Esse modelos se utilizam de várias aproximações para simplificar a física. Ainda assim, já vi modelos do Crowther rodando durante uma semana para que saísse algum resultado. Será que essas simplificações não teriam produzido um resultado errado?

A resposta é sim, poderiam. Mas Crowther e seus colaboradores rodaram esses mesmos modelos nos dados da estrela de NGC 3603 para checar os resultados. Obtiveram o mesmo resultado obtido anteriormente através de gravitação simples. Em resumo, os modelos funcionam.

Então o novo recorde foi estabelecido, 265 massas solares. Passando o filme ao contrário, dá para afirmar que essa estrela tinha umas 300 massas solares no momento do seu nascimento e perdeu 35 estrelas como nosso Sol somente por meio do vento estelar, dentro de um período de um ou dois milhões de anos!

Apesar de pesquisar estrelas massivas, meu foco não é pela busca da estrela mais massiva, mas sim como esses corpos celestes são formados. O recorde de massa para uma estrela em formação (até onde eu saiba) é de 90 massas solares e foi resultado de um trabalho meu. Para essa estrela já é dificíl explicar sua formação. Imagino como vai ser para tentar explicar como R136a1 se formou!

Postado por Cássio Barbosa
http://colunas.g1.com.br/observatoriog1/

Um tsunami no Sol


Depois de uma hibernação profunda, parece que finalmente o Sol está acordando. Alternando ciclos de mínimo e máximo de atividade a cada 11 anos, o Sol não costuma ficar longos períodos sem dar sinais de vida.

Normalmente, é possível ver uma mancha solar, detectar uma tempestade ou uma ejeção de massa coronal nem que seja só de vez em quando. Mas nesse último período de mínimo solar, que acabou no ano passado, meses se passaram sem nenhuma atividade.

Agora o Sol dá sinais de estar emergindo de um dos mais profundos períodos de baixa atividade registrados nos últimos cem anos. E parece que ele surge de mau humor.

No primeiro dia de agosto, foi registrada atividade solar das mais complexas, com pelo menos três eventos distintos. Ainda que não sejam dos eventos mais energéticos, classificados como classe C3 (entre intensidade fraca e média), foi a complexidade deles que chamou a atenção dos pesquisadores.

Inicialmente havia uma mancha solar (a de número 1092), já visível há alguns dias e tudo parecia calmo. No começo da manhã, essa mancha inocente detonou uma explosão que foi detectada pelos satélites que monitoram o Sol. Alguns minutos depois, um enorme filamento magnético se desprendeu do Sol no seu hemisfério norte. Mesmo estando separados por uma distância de 400.000 km a explosão e o filamento parecem estar conectados pelo campo magnético da estrela.

Além da explosão e o filamento, houve a propagação de uma onda de choque, um verdadeiro tsunami, partindo justamente do local da explosão e se propagando na direção de onde saiu o filamento. Esse fato deve ter colaborado para a sua ejeção. Esse fenômeno com massa coronal, simplesmente um pedaço do Sol lançado ao espaço, também foi detectado.

O pedaço foi arremessado na direção da Terra e é esperada alguma atividade geomagnética como auroras nas regiões de alta latitude no planeta, quando a massa de gás atingir o campo magnético terrestre.

De qualquer forma, o Sol vai mostrando que se lembrou de acordar. Esse atraso todo em voltar à atividade vinha preocupando os físicos solares e todos querem saber quais os efeitos que esse mínimo pronunciado terá no clima da Terra


Postado por Cássio Barbosa
http://colunas.g1.com.br/observatoriog1/

Uma chama no céu



O projeto VISTA é um ambicioso projeto com o objetivo de obter imagens profundas no infravermelho próximo que está sendo conduzido pelo Observatório Europeu Austral (ou ESO na sigla em inglês). Na verdade, VISTA é o nome do telescópio de 4 metros que está operando no deserto do Atacama, no Chile. Ele é, por enquanto, o maior telescópio do mundo dedicado a realizar grandes projetos astronômicos.

Um desses projetos é chamado de VHS, dedicado a obter imagens do hemisfério sul celeste com profundidade e detalhamento sem precedentes. Outros projetos que prometem bastante são a busca por estrelas variáveis na Via Láctea, um mapeamento da Grande Nuvem de Magalhães e a procura pelas primeiras galáxias do universo!

A imagem liberada nesta quarta-feira (11) mostra a Nebulosa da Chama (também conhecida como NGC 2024), um berçário de formação de estrelas visível na constelação de Órion. Em imagens no visível, as estrelas em formação são completamente obscurecidas pelo gás e poeira da região, mas nas imagens no infravermelho próximo como essa, é possível ver um aglomerado de estrelas muito jovens quase no centro da foto.

A Nebulosa da Chama está bem no Cinturão de Órion, um alinhamento de três estrelas mais conhecido como “As Três Marias”. Aliás, a estrela azulada na parte superior à direita é uma delas. Além de NGC 2024, podemos ver NGC 2023 logo abaixo do centro, mas nesse caso trata-se de uma nebulosa de reflexão, com um aglomeado de estrelas não tão jovens no centro.

Reparando bem, no canto inferior direito está a famosa Nebulosa da Cabeça do Cavalo.

Programa para a madrugada
Você tem programa para a madrugada do dia 12? É que entre a alta madrugada desta quinta e o amanhecer da sexta-feira 13 acontecerá o pico da chuva de meteoros Perseidas. Esta é uma chuva associada ao cometa Swift-Tutle, ou seja, ocorre sempre que a Terra cruza a trilha de destroços deixadas por esse cometa de 130 anos de período. A maior parte desses destroços (partículas de poeira e micrometeoritos) está em órbita há pelo menos mil anos, mas um filamento de material novo surgiu em 1862.

Este ano a taxa esperada é de 142 meteoros por hora. A Lua não deve atrapalhar, pois está no início da crescente. Só que essa é uma chuva mais adequada de ser vista no Hemisfério Norte.

Os meteoros cruzam o céu, mas parece que têm a mesma origem na Constelação de Perseus que é bem ao norte. As regiões Norte e Nordeste são as mais promissoras para observar essa chuva, basta olhar para o Norte-Nordeste. Não é necessário nenhum equipamento, talvez uma cadeira de praia para ficar mais confortável de se observar.

As demais regiões brasileiras devem perceber a chuva ocorrendo através de um aumento do número de meteoros avistados durante a noite. Somente os muito brilhantes serão notados cruzando o céu, vindos do Norte, isso se a meteorologia permitir!

Postado por Cássio Barbosa
http://colunas.g1.com.br/observatoriog1/

Supercontinente sofreu rotação na superfície terrestre, dizem geólogos

Movimento em 'Gondwana' teria ocorrido há 525 milhões de anos.    Ângulo descrito durante o fenômeno teria sido de 60 graus.

Geólogos da Universidade Yale, nos Estados Unidos, afirmam que o supercontinente Gondwana, integrante da parte sul da Pangea, sofreu uma rotação de 60 graus na superfície terrestre durante o começo do período Cambriano, há 525 milhões de anos.

A Pangea representou o único continente da Terra no passado. Com o passar dos anos, a configuração atual das superfícies sólidas do planeta foram, pouco a pouco, tomando o formato atual.

Segundo o estudo, a posição do Brasil teria sido alterada bruscamente, saindo de perto da região onde hoje se encontram os pólos geográficos do planeta em direção à região tropical. Movimentos como esse tiveram influência nos níveis dos oceanos e nas concentrações de carbono.

A descoberta é tema da edição de agosto da revista Geology. O time de pesquisadores estudou o registro paleomagnético da Bacia de Amadeus, na Austrália, pertencente a Gondwana no passado. Com base nadireção da magnetização de rochas antigas, foi possível estimar a rotação sofrida por Gondwana durante o Cambriano.

Agumas regiões apresentaram taxas de variação de, pelo menos, 16 cm por ano. Atualmente, as mudanças mais rápidas se dão a uma velocidade de 4 cm em doze meses.

Para os geólogos, o fenômeno pode ser tanto fruto do movimento de placas tectônicas quanto uma alteração nos pólos geográficos da Terra, fruto do deslocamento da parte sólida do planeta, abaixo dos oceanos.
Esse "vagar" dos pólos não deve ser confundido com a precessão ou a nutação, ambos movimentos do planeta nos quais o eixo de rotação é alterado, de forma imperceptível no cotidiano.

Hubble registra foto de galáxia na constelação de Cabeleira de Berenice

Imagem demandou 28 horas de captação das câmeras do telescópio.    Conjunto de astros está localizado a 320 milhões de anos-luz da Terra.

Do G1, em São Paulo


Foto com cores naturais de NGC 4911, localizada na Cabeleira de Berenice, constelação encontrada no hemisfério celestial norte. A galáxia fica a 320 milhões de anos-luz da Terra. As nuvens rosas nos braços espirais mostram a presença de hidrogênio, indicador de estrelas em formação na região. Outras galáxias são vistas na imagem, que levou 28 horas para ser capturada, durante o trabalho do Telescópio Espacial Hubble entre 2006 e 2009. [Foto: NASA / ESA / Hubble Heritage Team (STScI / AURA)]

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