terça-feira, 15 de dezembro de 2015

A lua com gêiseres de vapor que pode ter a melhor condição para vida depois da Terra

Jonathan AmosCorrespondente de Ciência da BBC News


O "encanamento" dos jatos de vapor de Enceladus leva a um oceano subterrâneo que pode atingir 40 km de profundidade (Foto: Nasa)

A sonda Cassini, um projeto conjunto da Agência Espacial Europeia (ESA na sigla inglesa) e da Agência Espacial americana (Nasa), fez descobertas incríveis em Saturno, mas nenhuma supera as revelações extraordinárias sobre Enceladus.
O que esse satélite movido a plutônio já viu nessa lua congelada de 500 km de diâmetro é surpreendente.
A Cassini detectou grandes jatos de vapor d'água e outros materiais jorrando de rachaduras no polo sul da lua de Saturno.
É um espetáculo único no Sistema Solar, afirma Carolyn Porco, que coordena o sistema de câmeras da espaçonave.
"Brincamos entre a nossa equipe que encontramos o 'parque interplanetário de gêiseres de Enceladus', e que gerações futuras poderão ir para lá em férias", afirmou.
Brincamos entre a nossa equipe que encontramos o 'parque interplanetário de gêiseres de Enceladus', e que gerações futuras poderão ir para lá em férias"
Carolyn Porco, coordenador do sistema de câmeras da sonda Cassini
Mas pesquisadores não estão brincando ao afirmar que esse pequeno mundo está entre os melhores locais para se buscar vida fora da Terra.
O "encanamento" dos jatos de vapor leva a um amplo reservatório de água que pode atingir até 40 km de profundidade.
Os instrumentos da Cassini puderam mostrar, sobrevoando e analisando as emissões de materiais, que as condições e a química desse oceano subterrâneo podem dar suporte à vida microbial.
Há fortes indícios de que a água esteja interagindo com rochas no leito do oceano, para produzir o tipo de coquetel de nutrientes que poderia alimentar pequenos organismos.
"Eu me interesso há décadas pela busca por vida no Sistema Solar e ainda estou espantado com o que estamos vendo em Enceladus. É um pequeno mundo tão distante da Terra, expelindo uma riqueza de material orgânico, água e indícios de habitabilidade. É surpreendente, e as amostras estão bem ali, livres para coleta", disse Chris McKay, astrobiólogo da Nasa.

Mas mesmo com toda sua capacidade, a Cassini, com sua tecnologia dos anos 1980 e 1990, não pode comprovar em definitivo a presença de micróbios sob a superfície gelada de Enceladus. A sonda foi lançada em outubro de 1997 e chegou a Saturno em julho de 2004.
Para isso, seria preciso um outro tipo de satélite, com sensores especiais.
A Cassini irá fazer uma última manobra de aproximação da lua na próxima semana para coletar uma leva final de imagens detalhadas da superfície.
Depois irá se deslocar pelo sistema de Saturno em preparação para observações finais do planeta dos anéis.
Então estamos quase dando adeus a Enceladus, e - claro - isso já motiva conversas sobre como podermos voltar um dia com equipamentos mais potentes.
O "encanamento" dos jatos de vapor de Enceladus leva a um oceano subterrâneo que pode atingir 40 km de profundidade
Jonathan Lunine é um cientista interdisciplinar na missão Cassini na Universidade Cornell, nos EUA. Ele desenvolveu um conceito para uma espaçonave que chamou de ELF (Enceladus Life Finder, ou localizador de vida de Enceladus, em tradução livre).
Seria uma sonda menor do que o satélite gigante que hoje orbita Saturno, mas a perda em tamanho (e custo) seria compensada pela sofisticação.
Seus instrumentos seriam voltados à análise do conteúdo dos jatos de vapor para verificar qualquer componente químico associado a processos biológicos.
"Com espectrômetros de massa potentes, poderíamos detectar e identificar aminoácidos (matéria prima das proteínas)", afirma.
"Teríamos capacidade de detectar ácidos graxos presentes em membranas de células de bactérias; e seus 'primos', os chamados isoprenóides, que estão na membrana das arqueobactérias, esses micróbios que habitam ambientes extremos da Terra.
"Também poderíamos contar o número de carbono dos jatos para verificar se seguem o padrão de vida. E finalmente mediríamos os isótopos (espécies do mesmo elemento químico, de mesmo número atômico e diferentes números de massa) de todo o carbono, nitrogênio e oxigênio, para ver se a química é parecida com a que ocorre na Terra, onde organismos preferem os isótopos mais leves ao processar esse material em seus sistemas."
Desafios futuros
O ELF foi submetido a uma competição recente da Nasa para selecionar missões planetárias futuras, mas não foi escolhido. Um dos problemas em empreitadas desse tipo é a disponibilidade de energia em um ponto tão longe do Sol (1,4 bilhão de km).

A sonda Cassini utiliza uma "bateria nuclear", movida a plutônio-238, para todas as suas demandas de energia. Essa fonte é cara e hoje praticamente não existe mais - o isótopo não existe naturalmente e parou de ser fabricado após o fim da corrida nuclear no mundo.
Painéis solares são uma opção, porém o desafio é grande: a intensidade da luz do Sol em Enceladus é um centésimo da que atinge a Terra.
Apesar disso, a possibilidade de voltar a essa lua branca e brilhante de Saturno é tão instigante que um caminho certamente será descoberto. Não só porque Enceladus é um dos melhores lugares para a busca de vida extraterrestre - é também o mais fácil.
A sonda Cassini, com tecnologia dos anos 1980 e 1990, não pode comprovar em definitivo a presença de vida em Enceladus
Diferentemente de Marte ou de Europa (lua de Júpiter), em Enceladus não há necessidade de pouso e perfuração do solo para coleta e análise de amostras. As amostras são permanentemente lançadas no espaço pelos jatos do polo sul.
Peter Tsou, do laboratório de propulsão de foguetes do Instituto de Tecnologia da Califórnia, tem um projeto para trazer essas amostras de volta à Terra para avaliação mais detalhada em laboratórios de ponta.
Sua missão se baseia no modelo da sonda Stardust da Nasa, que em 2006 coletou amostras de poeira de estrelas e cometas.
Naquela ocasião, Tsou usou um arranjo de espuma de dióxido de silício, chamado aerogel, para coletar as amostras enquanto a sonda Stardust voava por nuvens de gás e poeira dos objetos.
"Na Stardust, eu lancei aerogel em cubos de 2x4x3 cm. Tinha 132 deles. E descobri que um ou dois cubos já davam conta do recado", recorda.
"Então não precisamos de muitos (cubos de aerogel). Contudo, o desafio é a dimensão reduzida das amostras, e que estamos tratando de vida. Qualquer contaminação da Terra pode arruiná-las, porque poderíamos descobrir (após a análise) 'É a minha saliva!'", afirma.
Tsou calcula que uma missão de coleta de amostras de Enceladus poderia levar 14 anos, do lançamento à presença de material lunar em um laboratório na Terra.
Origem da vida
"Se descobrirmos vida em um lugar como Enceladus obviamente será algo simples, como vida microbiana", afirma Carolyn Porco.

"Claro que seria fascinante se descobríssemos lagostas; quem sabe? Talvez", afirma a pesquisadora. "Mas estamos mirando em algo simples, apenas provas de vida microbiana."
"Seria uma mudança de paradigma. Qual o tipo de vida que existe ali? É como a vida na Terra ou não? É baseada no DNA ou não? Seria uma descoberta enorme, provavelmente a maior descoberta científica que possamos fazer. Temos que voltar."
Para Jonathan Lunine, se Enceladus revelar sinais de vida, isso trará a certeza de que "a vida teve uma segunda origem".
"Mas isso também nos permitirá, acredito, mover nossa atenção para a galáxia, e perceber que se a vida pode começar duas, três ou quatro vezes em nosso próprio Sistema Solar, quantos planetas habitáveis na galáxia devem ter vida hoje?"

Satélite a quase 2 milhões de km da Terra captura imagem inédita de eclipse lunar

Espaçonave tem câmera sempre focada na face iluminada da Terra, e registrou imagem ao mirar na Lua para calibragem do equipamento.


Jonathan AmosCorrespondente de Ciência da BBC News, de São Francisco (EUA)

Da BBC -



Um satélite americano estacionado a um milhão de milhas (1,6 milhão de km) da Terra conseguiu um registro único de um eclipse lunar. 
Lançada em fevereiro, a espaçonave DSCOVR tem uma câmera focada constantemente na face iluminada da Terra.

As imagens são usadas para rastrear elementos móveis, como nuvens e tempestades de areia, e para monitorar o clima.
Mas, em 27 de setembro, o satélite estava na exata posição para ver a Lua passar atrás da Terra e por sua sombra.
Em solo, observadores do céu viram o corpo lunar se transformar em uma sombra vermelha. Isso ocorre porque alguma luz solar ainda atinge a superfície da Lua após ser filtrada pela atmosfera terrestre.
"Nossa câmera é normalmente focada na Terra, mas usamos a Lua para calibragem", disse Jay Herman, o principal investigador da Nasa (agência espacial americana) no sistema de câmeras do DSCOVR, chamado Epic.
"Isso é o que estávamos fazendo naquele momento. Estávamos focando na Lua e a Terra entrou na frente cerca de quatro horas antes de o eclipse ser visto em nosso planeta. Isso é porque estávamos em uma posição angular, bem ao lado da linha Sol-Terra."
 As nuvens produzidas por navios no Pacífico podem ser vistas a um milhão de milhas de distância  (Foto: NASA)As nuvens produzidas por navios no Pacífico podem ser vistas a um milhão de milhas de distância (Foto: NASA)
"A Terra está em rotação quando passa. É algo único porque você pode observar o movimento das nuvens", disse Herman durante encontro da União Americana de Geofísica, em São Francisco (EUA).
Relatórios mostram que o satélite DSCOVR está em ótimo estado.
Um de seus objetivos é mapear o comportamento das nuvens. Os diferentes filtros de onda do sistema permitem estimar a altura das nuvens. Isso é importante para monitorar sistemas meteorológicos e entender o impacto das nuvens no clima. Algumas ajudam a resfriar o planeta ao refletir a luz solar de volta para o espaço, enquanto outras esquentam a Terra ao conservar calor.
Neste trabalho, o sistema Epic já detectou coisas inesperadas, como o rastro de navios. Não são as ondas produzidas por embarcações, mas as nuvens que seus sistemas de exaustão lançam na atmosfera.
"Foi surpreendente para nós poder observar isso a um milhão de milhas, e as imagens são melhores quando usamos um comprimento de onda maior, porque isso fornece um maior contraste com a escuridão do oceano", disse Alexander Marshak, cientista do projeto.
Um dos instrumentos do satélite, hoje em fase de testes, é um radiômetro que mede o total de energia solar refletida na Terra, bem como o calor emitido pelo planeta.
Principal investigador dos dados fornecidos por esse equipamento, Steven Lorentz, do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos EUA, diz que a quantidade de energia solar refletida depende dos continentes e oceanos em foco. A Terra refletia mais calor, segundo ele, quando a África estava em foco (superfícies terrestres são mais brilhantes do que superfícies marítimas), e a Antártica também ficava visível durante o verão no hemisfério sul.
"Os dois polos do planeta aparecem de forma muito visível nos dados. Quando a Terra está inclinada nesta ou naquela direção, isso faz realmente diferença no albedo planetário (poder de reflexão da luz solar). Isso só reforça a importância do gelo para o clima, porque se os polos não estivessem ali, ou se diminuírem, a quantidade de energia (calor) no sistema irá aumentar."
Segundo outro membro do projeto, o cientista Adam Szabo, as medições do satélite não são novidade, pois também são feitas por equipamentos que orbitam a Terra. A vantagem está, diz, no posicionamento do DSCOVR.
"Posicionado entre o Sol e a Terra, o satélite enxerga toda a face iluminada da Terra todo o tempo, permitindo à Terra rotacionar em torno do equipamento em vez de o satélite girar ao redor do planeta."
 Esta é a face da Terra, com a África e a Antártica, que reflete a maior quantidade de energia solar  (Foto: NASA)Esta é a face da Terra, com a África e a Antártica, que reflete a maior quantidade de energia solar (Foto: NASA)

domingo, 13 de dezembro de 2015

La notte di Santa Lucia illuminata dalle stelle cadenti

Arrivano le Geminidi, le stelle cadenti d'inverno (fonte: Jeff Smallwood)Arrivano le Geminidi, le stelle cadenti d'inverno (fonte: Jeff Smallwood)
Una fitta pioggia di stelle cadenti illuminerà la magica notte di Santa Lucia, erroneamente considerata la notte più lunga dell'anno. A rischiarare il cielo saranno le Geminidi, le meteore d'inverno 'figlie' della cometa estinta 3200 Fetonte. Comparabili per quantità e brillantezza alle Lacrime di San Lorenzo di agosto, le Geminidi hanno iniziato a solcare il cielo lo scorso 10 dicembre e raggiungeranno il picco nel cuore della notte tra il 13 e il 14 dicembre, quando si potranno contare fino a 100 meteore all'ora.



Dunque in queste notti ''occhi puntati verso Sud, dove intorno alle 2 del mattino si leverà la costellazione dei Gemelli che ospita lo spettacolo'', spiega l'astrofisico Gianluca Masi, responsabile del Virtual Telescope. ''Lo sciame sarà ben visibile e si irradierà da un'area poco a nord-ovest della luminosa stella Castore''.

Per chi non teme il freddo sarà un modo decisamente originale per trascorrere la notte di Santa Lucia, che la tradizione popolare definisce erroneamente come la più corta dell'anno. Il primato spetta in realtà al solstizio d'inverno, che quest'anno cadrà il 22 dicembre. ''Il detto 'Santa Lucia, il giorno più corto che ci sia' risale a prima del 1582'', spiegano gli esperti dell'Unione astrofili italiani (Uai). Fino ad allora, infatti, ''la sfasatura fra calendario civile e calendario solare era tanto grande che il solstizio d'inverno cadeva proprio fra il 12 e il 13, rendendo quindi il 13 dicembre il giorno più corto dell'anno''.


www.ansa.it

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Estudo desvenda origem de luzes misteriosas de planeta-anão Ceres


Imagens de sobrevoo destacam a cratéria Occator, ponto brilhante na superfície de Ceres (Foto: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA)

A presença de pontos luminosos no planeta-anão Ceres vinha intrigando cientistas desde que a sonda Dawn, da Nasa, começou a se aproximar do corpo celeste e a fazer imagens de sua superfície em março. Nesta quarta-feira (9), um estudo publicado na revista "Nature" revelou o que está por trás das luzes misteriosas.
Segundo a Nasa, Ceres tem mais de 130 pontos luminosos. Análises das imagens revelaram que essas regiões são compostas muito provavelmente por um tipo de sal: sulfato de magnésio. Os pesquisadores acreditam que essas áreas ricas em sal foram formadas quando, no passado, impactos de asteroides revelaram uma mistura de gelo e sal que estava em uma camada inferior do solo. A sublimação desse gelo deixou apenas o sulfato de magnésio no local.
Os resultados da análise indicam que Ceres é o primeiro corpo celeste grande no cinturão de asteroides a apresentar atividade de sublimação como a de cometas.
A sonda Dawn, uma missão de US$ 473 milhões da Nasa, está orbitando ao redor de Ceres desde março. O planeta-anão, que tem 940 km de diâmetro, orbita ao redor do Sol entre Marte e Júpiter.
www.g1.globo.com

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Hubble observa a mais tênue galáxia na infância do Universo

Cesar Baima - O Globo

RIO – Astrônomos usaram o telescópio espacial Hubble para observar a mais tênue galáxia na infância do Universo já vista até agora. O objeto, apelidado “Tayna” (“primogênita” em aimara, língua falada por nativos dos Andes e altiplanos da América do Sul) aparece nas imagens como estava apenas 400 milhões de anos após o Big Bang, a grande explosão que se acredita ter dado origem a tudo que existe há cerca de 13,8 bilhões de anos atrás.

Embora tanto o Hubble quanto o observatório espacial infravermelho Spitzer já tenham observado galáxias mais distantes, Tayna representa uma nova classe de objetos pequenos de brilho tênue que até agora não podiam ser detectados. Seu tamanho é comparável ao da Grande Nuvem de Magalhães, uma das galáxias-satélite anãs de nossa Via Láctea. Acredita-se que estes objetos eram os mais numerosos na infância do Universo, e sua observação permitirá obter mais pistas sobre como se formaram e evoluíram as grandes galáxias que vemos hoje na nossa vizinhança cósmica.

A detecção de Tayna só foi possível graças a um fenômeno conhecido como lente gravitacional, previsto pela Teoria da Relatividade Geral de Einstein, que acaba de completar cem anos. Nele, a luz de uma galáxia distante é distorcida e amplificada pela passagem pelo campo gravitacional gerado por um gigantesco aglomerado de galáxias no caminho para a Terra.

No caso, o brilho de Tayna foi ampliado em pelo menos 20 vezes ao cruzar a região do aglomerado MACS J0416.1-2403, localizado a cerca de 4 bilhões de anos-luz da Terra, com uma massa estimada em aproximadamente 1 quatrilhão de vezes a do Sol. A observação faz parte do programa Frontier Fields, projeto que une as capacidades do Hubble com o fenômeno das lentas gravitacionais para avançar ainda mais longe, na distância e, consequentemente, no passado os estudos sobre o Universo.

- Graças a esta detecção, nossa equipe conseguiu estudar pela primeira vez as propriedades de objetos extremamente tênues formados não muito tempo depois do Big Bang – destaca Leopoldo Infante, astrônomo da Pontifícia Universidade Católica do Chile, e um dos integrantes do grupo de pesquisadores responsável pelo estudo que revelou a galáxia, publicado no periódico científico “Astrophysical Journal”.



Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/saude-e-ciencia/hubble-observa-mais-tenue-galaxia-na-infancia-do-universo-18212092.html#ixzz3tIAxthUc

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

2 de dezembro - Dia do Astrônomo



Nossos parabéns a todos os Astrônomos, profissionais ou amadores que semeiam esta Ciência tão fascinante!

Imagem: Planetário do Rio

fonte Ciência e Astronomia

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Asteroidi e comete hanno 'piegato' la Luna

L'inclinazione dell'asse della Luna modificata in seguito ad una serie di bombardamenti da parte di asteroidi e comete (fonte: Laetitia Lalila)L'inclinazione dell'asse della Luna modificata in seguito ad una serie di bombardamenti da parte di asteroidi e comete (fonte: Laetitia Lalila)
E' stato un bombardamento incessante da parte di asteroidi e comete ad inclinare l'asse della Luna 'piu' del previsto' rispetto al piano dell'orbita terrestre: si risolve cosi' quello che per molti anni e' stato un autentico rompicapo per astronomi e astrofisici. A trovare la soluzione, pubblicata sulla rivista Nature, è stato il gruppo dell'Osservatorio della Costa Azzurra coordinato da Kaveh Pahlevan e Alessandro Morbidelli.

Quello che non quadrava era la sua attuale inclinazione di circa 5 gradi, che avrebbe dovuto invece essere di circa 10 volte inferiore considerando il fatto che 4,5 miliardi di anni fa la Luna e' nata dai detriti generati dall'impatto di un piccolo pianeta con la Terra. 

A mettere i ricercatori sulla strada giusta e' stata una simulazione: in questo modo sono riusciti a dimostrare che poche decine di milioni di anni dopo la formazione della Luna si erano stabilite le condizioni ottimali perche' il satellite della Terra venisse bersagliato da piccoli corpi celesti, che progressivamente hanno finito per inclinarne l'asse.

Se questi impatti non fossero avvenuti, l'orbita luna si troverebbe sullo stesso piano di quella terrestre, regalandoci ogni mese spettacolari eclissi di Sole totali.

www.ansa.it

Simulata l'esplosione di una stella gigantesca

Simulata al computer l'esplosione di una stella gigantesca, più potente di una supernova: un'ipernova (fonte: Robert R. Sisneros (NCSA) and Philipp Mösta)Simulata al computer l'esplosione di una stella gigantesca, più potente di una supernova: un'ipernova (fonte: Robert R. Sisneros (NCSA) and Philipp Mösta)
Un supercomputer ha simulato l'esplosione di una stella gigantesca, ancora più ptente di una supernova: un'ipernova. L'astro, dalla massa 25 volte maggiore rispetto a quella del Sole, ha impiegato 10 millisecondi ad esplodere per poi collassare, compattandosi in una densissima stella di neutroni e liberando un getto di lampi gamma che ha attraversato gran parte dell'universo. Pubblicata sulla rivista Nature, la simulazione è stata realizzata dal gruppo di Philipp Mosta, dell'università della California a Berkeley.



La simulazione ha dimostrato che, nella sua velocissima rotazione, la stella si è anche trasformata in una dinamo capace di accelerare il campo magnetico di milioni di miliardi di volte rispetto a quello terrestre.

E' la prima volta che si simula l'esplosione di stelle gigantesche che producono lampi gamma, ossia impulsi brevi ed energetici che durano circa 100 secondi e che sono tra gli eventi più luminosi dell'universo. ''Adesso abbiamo il prototipo che ci permette di comprendere come queste potenti esplosioni producono gli elementi pesanti presenti nell'universo'', ha detto l'astronomo Eliot Quataert, dell'università di Berkeley.

Le esplosioni infatti scagliano nello spazio gli elementi pesanti, come ferro e silicio, che hanno reso possibile la vita sulla Terra e che sono il materiale da cui nascono nuove stelle. Fenomeni così violenti avvengono quando le stelle gigantesche esauriscono il loro combustibile: prima l'idrogeno e poi l'elio il carbonio e l'ossigeno. Quindi il nucleo collassa su se stesso e genera una stella di neutroni del diametro di pochi chilometri e dalla massa pari a circa 1,4 volte quella del Sole.

La simulazione ha mostrato che il collasso produce un'onda d'urto che attraversa gli strati esterni della stella e la fa girare vorticosamente. La rotazione a sua volta genera una dinamo che accelera il campo magnetico e libera due getti opposti di lampi gamma ad alta energia

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A dicembre il cielo delle feste si 'accende' con la cometa Catalina

E la Luna 'gioca a nascondino' con Aldebaran


La cometa Catalina si affaccerà nel cielo di Natale, ma sarà visibile solo con l'aiuto di un binocolo (fonte: NASA/JPL-Caltech)La cometa Catalina si affaccerà nel cielo di Natale, ma sarà visibile solo con l'aiuto di un binocolo (fonte: NASA/JPL-Caltech)

Il cielo di dicembre è pronto a festeggiare Natale, naturalmente con una cometa, e Capodanno, quando la Luna sorgerà in compagnia di Giove. A fare da 'apertivo', il 23 dicembre, sarà la replica dell'evento astronomico avvenuto in ottobre: la Luna giocherà ancora una volta 'a nascondino' con la stella Aldebaran. Ad anticipare le novità del cielo di fine 2015 è l'Unione Astrofili Italiani (Uai).

La sera di mercoledì 23 dicembre, tra le 19.05 e le 20.08, la Luna incrocerà nuovamente la posizione della stella più luminosa della costellazione del Toro, Alpha Tauri o Aldebaran. Con una massa pari a 1,7 volte quella del Sole e 500 volte più luminosa della nostra stella, Aldebaran scomparirà gradualmente dietro il disco della Luna a partire dalle 19,05.

La Luna occulterà la stella iniziando da Est, cioè dal lato scuro del satellite; dopo circa un'ora, alle 20,08, Aldebaran ricomparirà a destra, a Ovest, dalla parte illuminata, approssimativamente a metà del disco lunare. Se il cielo sarà sereno, tutti potranno osservare facilmente a occhio nudo questo evento suggestivo. Sarà visibile da tutta Italia, guardando verso Est-Sud.Est, rilevano gli astrofili della Uai. 

La cometa di Natale si chiama Catalina e, salvo imprevisti, sarà probabilmente visibile solo con l'aiuto di un binocolo, nelle ore che precedono dell'alba. A salutare Capodanno, invece, arriveranno la Luna e Giove, che nella notte del 31 dicembre sorgeranno insieme. Per tutto dicembre. infine, i pianeti continueranno ad essere protagonisti nella seconda parte della notte, con Giove, Marte e Venere.

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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Nasa acredita ter resolvido mistério sobre megaestrutura ‘alienígena’ no espaço

Da BBC
Image copyrightNasa
Image captionIlustração mostra uma estrela atrás de um cometa fragmentado; observações sugerem que esse seja o motivo dos misteriosos padrões de luz da estrela KIC 8462852
Uma estrela enigmática emitindo misteriosos padrões de luz motivou cientistas a sugerir, no mês passado, a possibilidade de vida alienígena naquele local.
Um deles chegou a relacionar o comportamento estranho e incomum da estrela, que lembrava um "enxame de megaestruturas", a uma possível civilização de ETs.
A Nasa (agência espacial americana) vinha monitorando a estrela havia quatro anos, chamada KIC 8462852, e identificou padrões estranhos de luminosidade em 2011 e em 2013.
Agora, achados recentes da agência apontam para a hipótese de que a aparência da estrela provavelmente seja causada por uma família de cometas viajando em uma órbita longa e rara em torno dela.
À frente da família haveria um enorme cometa, que teria bloqueado a luz da estrela em 2011, como foi detectado pela missão Kepler da Nasa.
Depois, em 2013, o restante da família, fragmentos de cometas de diferentes tamanhos, teriam passado novamente em frente à estrela e bloqueado sua luz, motivando os padrões luminosos misteriosos.

Obra alienígena

Quando a estrela foi identificada, o astrônomo Jason Wright, da Universidade da Pensilvânia, disse que parecia "algo que você esperaria ser construído por uma civilização alienígena."
Tabetha Boyajian, pesquisadora na Universidade de Yale, disse se tratar de "algo nunca visto".
Image copyrightNasa
Image captionIlustração do telescópio espacial Spitzer, que usa luz infravermelha para tentar desvendar os padrões de luz da misteriosa estrela
Pesquisadores usaram luz infravermelha para detectar movimento de calor em torno da estrela, mas os cometas não estavam visíveis nas observações feitas neste ano, o que deixa o caso ainda em aberto.
"Nós talvez ainda não saibamos o que está ocorrendo em torno dessa estrela, e é isso que a torna tão interessante", afirmou o astrofísico Massimo Marengo, que conduziu o estudo da Nasa, baseado em dados do telescópio espacial Spitzer.
Segundo Marengo, mais observações serão necessárias para esclarecer o caso da KIC 8462852.
"Essa é uma estrela muito estranha, que me lembra quando descobrimos os pulsares (estrelas de nêutrons que emitem ondas de rádio). Eles estavam emitindo sinais estranhos que ninguém havia visto, e o primeiro a ser descoberto foi batizado LGM-1 (iniciais de 'pequeno homem verde', na sigla em inglês)."

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Por que Marte vai ter anéis como os de Saturno

Da BBC


Nasa
Image captionPhobos é um acumulado de de escombros que ficam unidos devido a uma capa externa de material mais sólido
Cientistas americanos previram que a maior lua de Marte, Phobos, se despedaçará e que os fragmentos resultantes formarão um anel em torno do planeta nos moldes dos que circulam Saturno.
Em um estudo divulgado na revista especializada Nature Geoscience, os pesquisadores, da Universidade de Berkeley, relatam que Phobos se aproxima de Marte e estimam que a lua será destruída em 20 a 40 milhões de anos.
Phobos orbita a apenas 6 mil quilômetros acima da superfície de Marte, é a lua mais próxima de um planeta em todo o Sistema Solar. A Lua fica a 400 mil quilômetros da Terra, por exemplo.
A gravidade do planeta está atraindo a lua, que avança cerca de dois metros a cada cem anos, segundo a Nasa, a agência espacial americana.
Em seu estudo, os pesquisadores Benjamin Black e Tushar Mittal, calculam que Phobos, de 22 quilômetros de diâmetro, se desintegrará devido à presença de fraturas e poros em sua massa.
Black e Mittal fizeram uma estimativa da coesão de Phobos e concluíram que ela é insuficiente para resistir às forças gravitacionais do planeta.

Barra de cereais

Os cientistas afirmam que Phobos é uma lua com muitas fraturas e despedaçá-la pode ser comparado ao que acontece quando uma pessoa tenta partir uma barra de cereais: pedaços e migalhas se espalham para todos os lados.
E os destroços resultantes da desintegração de Phobos - rochas de vários tamanhos e muita poeira - continuariam orbitando Marte e se distribuir rapidamente em volta do planeta formando um anel.
Nasa
Image captionCom seu anel, o aspecto de Marte no futuro será parecido com o de Saturno
Os pesquisadores preveem que os pedaços maiores cairão no planeta em algum momento, mas a maioria dos destroços circulará Marte durante milhões de anos até que estes pedaços também caiam.
Já a outra lua de Marte, Deimos (que tem cerca da metade do tamanho de Phobos), permanecerá em uma órbita mais distante.
O modelo criado por Black e Mittal mostra também que, uma vez iniciado o processo, ele será rápido: o anel deve ser formar em um prazo de seis semanas.
"Se você estivesse parado na superfície de Marte, poderia se sentar em uma cadeira e ver como Phobos se desintegra para formar um grande anel", disse Black.
Os cientistas afirmam no entanto que serão necessárias mais missões espaciais a Phobos para confirmar se o modelo de previsões que eles criaram para a lua de Marte está correto.
Nasa
Image captionSaturno tem anéis mas, ao contrário de Marte que é rochoso, Saturno é um planeta gasoso
Black e Mittal, do Departamento de Ciências da Terra e Planetária da Universidade de Berkeley, ficaram intrigados com o comportamento atípico de Phobos, de uma lua que se move na direção do planeta em volta do qual orbita. A Lua, por exemplo, se distancia da Terra a cada ano.
O que se sabe é que apenas um outra lua no Sistema Solar, a maior lua de Netuno, Tritão, está se movendo para perto do planeta.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Um ‘Gato de Alice’ cósmico




Combinação de observações feitas com os telescópios espaciais Hubble (luz visível) e Chandra (raios-X) mostra os grupos de galáxias que formam um sorriso no céu e por isso receberam o apelido de “Gato de Cheshire”, personagem do livro “Alice no País das Maravilhas”: estudo indica que as galáxias que formam os “olhos” do gato estão se aproximando a uma velocidade de cerca de 500 mil km/h e devem se fundir dentro de 1 bilhão de anos Foto: Chandra X-ray Observatory Center / Nasa/Chandra/Hubble



Cesar Baima - O Globo


RIO – Dois grupos de galáxias que parecem formar um sorriso no céu devido ao fenômeno das lentes gravitacionais, e por isso receberam o apelido de “Gato de Cheshire” em homenagem ao personagem do livro “Alice no País das Maravilhas”, estão a caminho de um processo de fusão que resultará na criação do que os astrônomos chamam de um “fóssil” cósmico, composto por uma galáxia elíptica gigante cercada por vários conjuntos estelares menores. Segundo estudo publicado recentemente no periódico científico “The Astrophysical Journal”, as duas galáxias que formam os “olhos” do gato estão se aproximando a uma velocidade de cerca de 500 mil km/h e deverão se unir daqui a 1 bilhão de anos, quando então o grupo poderá receber outro apelido, talvez “Ciclope”.

Este “Gato de Alice” cósmico é considerado um exemplo clássico de lente gravitacional, um dos efeitos previstos pela Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein, que completa cem anos de sua publicação esta semana. O fenômeno acontece quando a gravidade da matéria tanto visível quanto escura do grupo de galáxias amplia e distorce a luz emitida por outras galáxias mais distantes.


Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/saude-e-ciencia/um-gato-de-alice-cosmico-18122135.html#ixzz3sQz9LQHO

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