quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Sonda da Nasa faz imagem da sombra de Saturno

Luz do Sol destaca principalmente os anéis do planeta.
Duas luas de Saturno também aparecem na foto.

Do G1, em São Paulo

Planeta Saturno foi fotografado de sua sombra (Foto: Nasa/JPL-Caltech/Space Science Institute) 
Planeta Saturno foi fotografado de sua sombra 
(Foto: Nasa/JPL-Caltech/Space Science Institute)
A Nasa divulgou na noite desta terça-feira (18) uma nova imagem de Saturno feita pela sonda Cassini. Desta vez, a nave está na sombra do planeta – do ponto de vista de onde a foto foi tirada, o Sol está atrás de Saturno.

Na imagem, ficam bem destacados os anéis de Saturno nos trechos em que são iluminados pela luz do Sol. Também são visíveis as luas Tétis e Encélado, que aparecem como dois pontos claros na parte esquerda da foto, abaixo dos anéis.

A foto foi tirada em 17 de outubro pela sonda Cassini, mas a Nasa só conseguiu publicá-la dois meses depois. A última vez em que a nave tinha feito uma imagem da sombra de Saturno havia sido em setembro de 2006.

Estrela vista a olho nu tem em órbita planeta potencialmente habitável

Tau Ceti se parece com o Sol e reúne 5 planetas na constelação da Baleia.
Corpos celestes do sistema têm massa entre duas e seis vezes a da Terra.

Da AFP

Astrônomos e notívagos acreditavam há muito tempo que a estrela Tau Ceti, visível a olho nu a partir da Terra, brilhasse solitária na noite, mas cientistas acabam de descobrir cinco planetas em sua órbita, um deles situado na chamada zona habitável, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira (19) na revista "Astronomy & Astrophysics".

Tau Ceti faz parte da constelação da Baleia e não fica apenas próxima do Sol, a 12 anos-luz, mas também é muito semelhante a ele, em massa e irradiação. No passado, muitos olhares se voltaram para essa estrela em busca de vida extraterrestre – em vão.

Estrela Tau Ceti (Foto: Universidade de  Hertfordshire/Divulgação) 
Estrela Tau Ceti é o corpo mais brilhante da imagem, à direita, e o planeta localizado na chamada zona habitável do sistema aparece em azul, no canto esquerdo (Foto: Universidade de Hertfordshire/Divulgação)
 
Nenhum planeta foi detectado no entorno de Tau Ceti até que uma equipe internacional teve a ideia de testar uma nova técnica de coleta de dados astronômicos, capaz de detectar sinais duas vezes mais potentes.

"Escolhemos Tau Ceti porque achamos que ela não comportaria nenhum sinal. E é tão brilhante e similar ao nosso Sol que constitui uma cobaia ideal para testar nosso método de detecção de planetas de pequena proporção", explicou em comunicado Hugh Jones, da Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido, responsável pelo estudo.

Os cinco planetas descobertos têm massa entre duas e seis vezes a da Terra. O que está na zona habitável fica em uma região nem muito quente, nem muito fria, o que permite a existência de uma atmosfera, de água em estado líquido na superfície, e portanto, talvez uma forma de vida.

"Tau Ceti é uma de nossas vizinhas cósmicas mais próximas, tão brilhante que poderíamos chegar a estudar as atmosferas de seus planetas em um futuro não muito distante", afirmou James Jenkins, da Universidade do Chile, que participou da pesquisa.

A descoberta confirma a nova ideia de "que quase todas as estrelas têm planetas e que a galáxia deve, portanto, conter um grande número de planetas potencialmente habitáveis de tamanho próximo ao nosso", acrescentou Steve Vogt, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, nos EUA.
O Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) estimou recentemente que bilhões de planetas como esse existiriam na Via Láctea, dos quais uma centena está na vizinhança do nosso Sol.

Una cartolina di Natale da Saturno

La spettacolare immagine ripresa dalla zona in ombra di Saturno, inviata dalla sonda Cassini (fonte: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute)  
La spettacolare immagine ripresa dalla zona in ombra di Saturno, inviata dalla sonda Cassini 
(fonte: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute)
 
Una cartolina di Natale da Saturno: è la rara immagine ripresa dalla sonda Cassini mentre questa si trovava nell’ombra del pianeta degli anelli. Le fotocamere a bordo della sonda sono state puntate in direzione di Saturno, che ha il Sole dietro di sè e che di conseguenza è retroilluminato. L’immagine spettacolare non è fine a se stessa perché permette ai ricercatori di osservare con un dettaglio maggiore le caratteristiche degli anelli ed i fenomeni atmosferici del pianeta.

Nata dalla collaborazione fra la Nasa, l’Agenzia Spaziale Europea (Esa) e l’Agenzia Spaziale Italiana (Asi), la sonda Cassini è stata lanciata nel 1997 ed è entrata nell’orbita di Saturno nel 2004. Da allora ha inviato a Terra immagini dalla zona in ombra del pianeta soltanto nel settembre 2006 e sono state le immagini più celebri mai catturate dalla sonda. Allora era visibile anche la Terra, all’ombra del pianeta degli anelli. Questa volta, invece, la Terra è nascosta da Saturno, ma lo spettacolo è ugualmente singolare perché le immagini sono state riprese più da vicino e sono molto più dettagliate rispetto a quelle del 2006. In lontananza si notano anche due delle numerose lune di Saturno: Encelado e Teti.

‘’Di tutte le splendide immagini che finora abbiamo ricevuto da Saturno, nessuna è più singolare di quelle riprese dalla zona in ombra del pianeta’’, ha osservato la responsabile dell'elaborazione delle immagini della missione Cassini, Carolyn Porco, dello Space Science Institute di Boulder.


www.ansa.it

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Nasa divulga foto 'festiva' de nebulosa

Segundo agência espacial, formação lembra 'ornamento soprado em vidro'.
Filtros do telescópio Hubble realçam nuvens de gás.

Do G1, em São Paulo
Nebulosa NGC 5189 (Foto: Nasa) 
Nebulosa NGC 5189 (Foto: Nasa)
 
A Nasa divulgou nesta terça-feira (18) uma foto de uma nebulosa planetária que, segundo a agência espacial americana, tem aparência “festiva”. “Lembra um ornamento de festas soprado em vidro, decorado com uma faixa brilhante", afirma a instituição em nota.

As nebulosas planetárias, como esta, são o estágio final da vida de um astro de tamanho médio, como é o nosso Sol. Enquanto consome o que resta de combustível em seu núcleo, essa estrela expele material de sua camada externa. Esse material é aquecido por radiação, produzindo nuvens de gás com estruturas complexas.

A imagem foi feita com uma câmera do telescópio Hubble no dia 8 de outubro, com filtros específicos para reforçar cores fluorescentes de átomos de enxofre, oxigênio e hidrogênio.

L'atmosfera di Titano 'pulsa' con le stagioni

Le masse di gas più calde nel polo Sud di Titano (fonte: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute) 
 Le masse di gas più calde nel polo Sud di Titano 
(fonte: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute)
 
La densa atmosfera della più grande luna di Saturno, Titano, si rivela molto dinamica: le sue dimensioni variano infatti con il cambio di stagioni. Lo ha scoperto il gruppo di ricerca internazionale coordinato dall'Università britannica di Bristol, il cui lavoro è stato pubblicato sulla rivista Nature.

Grazie ai dati inviati a Terra della missione Cassini, nata dalla collaborazione fra nasa, Agenzia Spaziale Europea (Esa) e Agenzia Spaziale Italiana (Asi), i ricercatori hanno osservato le 'pulsazioni' della luna di Saturno.

L'atmosfera di Titano è molto più spessa e dinamica di quanto ritenuto finora: è ciò che emerge dalle nuove informazioni raccolte dalla sonda Cassini tra il 2009 e il 2011. Nell'agosto del 2009 la luna di Saturno è 'entrata' in una nuova stagione (il periodo di rotazione di Saturno attorno al Sole dura circa 30 anni) e ha fatto registrare un vasto movimento dell'atmosfera nelle regioni del polo Sud, dov'era iniziata l'estate.

In quest'arco di tempo è stato possibile così comprendere una parte delle complesse dinamiche che governano i vari strati di atmosfera di Titano. Secondo lo studio, il motore dei grandi volumi di gas sarebbe generato dal calore solare durante il periodo estivo e questo riscaldamento verrebbe controbilanciato con il raffreddamento degli strati più alti dell'atmosfera dell'emisfero che si trova in inverno.

Le differenze di calore producono così un ampio movimento dell'atmosfera che tende a 'gonfiarsi' e spostarsi verso la parte più fredda rimescolando cosi' le molecole complesse che si trovano negli strati più alti. I dati hanno inoltre permesso di misurare l'altezza dello strato piu' denso di atmosfera che arriva nel periodo estivo fino a 600 chilometri, circa 100 in piu' rispetto a quanto ritenuto finora.

www.ansa.it
 

Sondas da Nasa encerram missão caindo em solo lunar

Do G1, com agências internacionais

As sondas gêmeas Ebb e Flow, que por um ano fizeram imagens que permitiram conhecer melhor a estrutura interna da Lua, concluíram sua missão nesta segunda-feira (17), caindo perto do polo norte do satélite, segundo informa o site agência espacial americana Nasa.

"A missão foi um sucesso, mas este é um momento um pouco triste para mim", disse na última semana David Lehman, o gerente do programa Grail (a sigla em inglês que corresponde a Laboratório Interior e de Recuperação de Gravidade), em entrevista coletiva dada em Pasadena, Califórnia.

Ilustração mostra Ebb e Flow orbitando a Lua (Foto: Nasa) 
Ilustração mostra Ebb e Flow orbitando a Lua (Foto: Nasa)
 
Após anos de preparação, um foguete Delta II partiu em setembro de 2011 propulsando rumo à Lua dois satélites: o Grail A - que estudantes americanos batizaram como Ebb - e o Grail B, batizado como Flow.
Essas sondas, que voavam lado a lado, empregaram um sistema de campo gravitacional de alta qualidade para determinar a estrutura interior da Lua. No domingo foi completada a última órbita dos robôs gêmeos, cujo combustível estava acabando, e o controle da missão deu comando para que todos os instrumentos científicos fossem desligados.

crateras na Lua (Foto: Nasa) 
Imagem feita pelas sondas da Nasa mosta mapeamento da superfície da Lua(Foto: Nasa)
 
A partir de medições de sondas da missão Grail foi possível concluir que os asteroides e cometas que colidiram com a Lua não apenas tornaram sua superfície esburacada, mas também provocaram profundas fraturas na crosta do satélite terrestre. Esses resultados surpreeram os cientistas envolvidos na missão, que tiveram trabalhos publicados  numa edição impressa da "Science" do começo do mês.
A descoberta pode ajudar a decifrar um enigma sobre Marte. No planeta vizinho da Terra, fraturas similares podem ter proporcionado um caminho para que a água da superfície penetrasse profundamente no solo, onde ela pode estar até hoje, afirmaram os cientistas.

"Marte pode ter tido um antigo oceano e todos nós nos perguntamos para onde ele foi. Bem, esse oceano pode muito bem estar no subterrâneo", afirmou a cientista Maria Zuber, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

"Sabia-se que os planetas rochosos do Sistema Solar tinham sofrido muitos impactos há vários bilhões de anos, mas ninguém pensava que a superfície lunar tivesse sido tão maciçamente bombardeada", destacou Maria Zuber, encarregada científica da missão.

As duas sondas gêmeas, em órbita polar desde janeiro passado, fizeram medições muito precisas do campo gravitacional lunar que revelaram a divisão das massas, assim como a espessura e a composição dos diferentes estratos da Lua, até seu núcleo.

Deixaram claro, por exemplo, que a crosta lunar é muito mais fina do que pensavam os cientistas, ao apresentar uma espessura de 34 km a 43 km, de 6 km a 12 km a menos do que o se tinha calculado até agora.

A composição da Lua aparece, então, como "similar à da Terra, o que alimenta a teoria de que está formada por materiais terrestres espalhados após um enorme impacto no começo da história do Sistema Solar", explicou Mark Wieczorek, do Instituto de Física do Globo de Paris, autor de um dos três estudos sobre os resultados da missão Grail.

Estas pesquisas foram apresentadas na conferência anual da American Geophysical Union, em San Francisco. Em relação à sua superfície, o interior da Lua parece extremamente regular. Os cientistas descobriram que a maior parte das variações constatadas no campo gravitacional eram produto de formações geológicas produzidas na superfície, como montanhas ou crateras.

A crosta externa da lua carece de estruturas rochosas densas e é constituída, provavelmente, por materiais porosos ou pulverizados. O mapa do interior da Lua revela, por sua vez, a existência de mapas mais densas, formadas por magma vulcânico, que terminou se solidificando e formando densas paredes rochosas.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Sondas da Nasa devem se chocar com a Lua nesta segunda-feira

Ebb e Flow fizeram mapeamento da estrutura interna do satélite terrestre.
Com o fim de sua missão, agência vai deixar que caiam em solo lunar.

Do G1, com agências internacionais

As sondas gêmeas Ebb e Flow, que por um ano fizeram imagens que permitem conhecer melhor a estrutura interna da Lua, devem concluir sua missão na próxima segunda-feira (17), caindo em uma montanha do polo norte do satélite às 20h28 (horário de Brasília), segundo informa a agência espacial americana Nasa.

"A missão foi um sucesso, mas este é um momento um pouco triste para mim", disse esta semana David Lehman, o gerente do programa Grail (a sigla em inglês que corresponde a Laboratório Interior e de Recuperação de Gravidade), em entrevista coletiva dada em Pasadena, Califórnia.

Ilustração mostra como deverá ser o trajeto final das sondas gêmeas (Foto: Nasa) 
Ilustração mostra como deverá ser o trajeto final das sondas gêmeas Ebb e Flow
 (Foto: Nasa)
 
Após anos de preparação, um foguete Delta II partiu em setembro de 2011 propulsando rumo à Lua dois satélites: o Grail A - que estudantes americanos batizaram como Ebb - e o Grail B, batizado como Flow.

Essas sondas, que voam lado a lado, empregaram um sistema de campo gravitacional de alta qualidade para determinar a estrutura interior da Lua. No domingo será completada a última órbita dos robôs gêmeos, cujo combustível está acabando, e o controle da missão dará comando para que todos os instrumentos científicos sejam desligados.

Após isso, Ebb e Flow se dirigirão ao cume de uma montanha no polo norte da Lua e concluirão sua missão, caindo no solo antes de passar ao outro lado do satélite, invisível desde a Terra.

crateras na Lua (Foto: Nasa) 
Imagem feita pelas sondas da Nasa mosta mapeamento da superfície da Lua
(Foto: Nasa)
 
A partir de medições de sondas da missão Grail foi possível conscluir que os asteroides e cometas que colidiram com a Lua não apenas tornaram sua superfície esburacada, mas também provocaram profundas fraturas na crosta do satélite terrestre. Esses resultados surpreeram os cientistas envolvidos na missão, que tiveram trabalhos publicados  numa edição impressa da "Science" do começo do mês.

A descoberta pode ajudar a decifrar um enigma sobre Marte. No planeta vizinho da Terra, fraturas similares podem ter proporcionado um caminho para que a água da superfície penetrasse profundamente no solo, onde ela pode estar até hoje, afirmaram os cientistas.

"Marte pode ter tido um antigo oceano e todos nós nos perguntamos para onde ele foi. Bem, esse oceano pode muito bem estar no subterrâneo", afirmou a cientista Maria Zuber, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

"Sabia-se que os planetas rochosos do Sistema Solar tinham sofrido muitos impactos há vários bilhões de anos, mas ninguém pensava que a superfície lunar tivesse sido tão maciçamente bombardeada", destacou Maria Zuber, encarregada científica da missão.

As duas sondas gêmeas, em órbita polar desde janeiro passado, fizeram medições muito precisas do campo gravitacional lunar que revelaram a divisão das massas, assim como a espessura e a composição dos diferentes estratos da Lua, até seu núcleo.

Deixaram claro, por exemplo, que a crosta lunar é muito mais fina do que pensavam os cientistas, ao apresentar uma espessura de 34 km a 43 km, de 6 km a 12 km a menos do que o se tinha calculado até agora.

A composição da Lua aparece, então, como "similar à da Terra, o que alimenta a teoria de que está formada por materiais terrestres espalhados após um enorme impacto no começo da história do Sistema Solar", explicou Mark Wieczorek, do Instituto de Física do Globo de Paris, autor de um dos três estudos sobre os resultados da missão Grail.

Estas pesquisas foram apresentadas na conferência anual da American Geophysical Union, em San Francisco. Em relação à sua superfície, o interior da Lua parece extremamente regular. Os cientistas descobriram que a maior parte das variações constatadas no campo gravitacional eram produto de formações geológicas produzidas na superfície, como montanhas ou crateras.

A crosta externa da lua carece de estruturas rochosas densas e é constituída, provavelmente, por materiais porosos ou pulverizados. O mapa do interior da Lua revela, por sua vez, a existência de mapas mais densas, formadas por magma vulcânico, que terminou se solidificando e formando densas paredes rochosas.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Imagem da Lua com a Terra ao fundo marca 40 anos do fim da era Apollo

Do G1, em São Paulo

Uma imagem que mostra a Lua com a Terra ao fundo, feita pela sonda Apollo 17, da agência espacial americana (Nasa), foi divulgada esta semana para marcar os 40 anos da última viagem tripulada ao nosso satélite natural.

(Correção: a agência Reuters havia informado anteriormente que se tratava do 50º aniversário da última viagem tripulada à Lua, quando é, na verdade, do 40º. Esta reportagem foi corrigida às 17h05)

Lua e Terra (Foto: Nasa/Reuters) 
Apollo 17 captou imagem impressionante da Lua com parte da Terra visível ao fundo
 (Foto: Nasa/Reuters)
 
A foto foi durante o pouso da última missão do programa Apollo.

Hubble produz imagem mais distante do universo

Da BBC

O objeto UDFj-39546284 está no limite de alcance do Hubble (Foto: Nasa/ESA/R.Ellis/HUDF12/BBC) 
O objeto UDFj-39546284 está no limite de alcance do
Hubble (Foto: Nasa/ESA/R.Ellis/HUDF12/BBC)
 
Astrônomos conseguiram imagens das áreas mais distantes do universo já registradas com o telescópio espacial Hubble. Eles identificaram seis novas galáxias que se formaram apenas algumas centenas de milhões de anos depois do Big Bang.

O novo estudo, realizado por especialistas do Instituto de Tecnologia

"Claro que o objeto mais distante é interessante, mas é o 'recenseamento' - a contagem dos sete objetos - que nos dá a primeira indicação da população no coração desta... era", disse o professor Richard Ellis, do Caltech.  da Califórnia (Caltech) e da Universidade de Edimburgo, na Escócia, também atualizou a estimativa de distância de uma sétima galáxia, colocando-a em uma posição ainda mais distante no tempo do que qualquer outro objeto já identificado até então.

Chamada de UDFj-39546284, a galáxia foi localizada a uma distância equivalente a quando o universo tinha apenas 3% de sua idade atual. A nova pesquisa com as imagens do Hubble dá a ideia mais clara de como foram os primeiros anos da história do universo.

As informações dão apoio à ideia de que as primeiras galáxias aglomeraram suas estrelas de uma forma mais suave e não em uma explosão súbita, como se acreditava antes.

As posições das sete galáxias no Campo Ultraprofundo do Hubble, um pedaço do céu com um décimo do diâmetro da Lua cheia (Foto: Nasa/ESA/R.Ellis/HUDF12/BBC) 
As posições das sete galáxias no Campo Ultraprofundo do Hubble, um pedaço do céu com um décimo do diâmetro da Lua cheia (Foto: Nasa/ESA/R.Ellis/HUDF12/BBC)
 
Fornalha
Essas descobertas fazem parte de um projeto chamado UDF-12, que se concentra sobre uma faixa pequeno do céu, na constelação Fornax (A Fornalha). O Hubble vem analisando este local desde 2003, tentando formar uma imagem dos objetos cuja distância da Terra é tão grande que a luz deles chega até aqui em quantidades minúsculas.

A luz vinda dos objetos mais remotos teve seu início como uma emissão ultravioleta (comprimento de onda mais curto) e, em seguida, foi esticada pela expansão do universo até se transformar em infravermelha (mais longa). Pelo fato de ter sido necessário tanto tempo para que esta luz nos atingisse, as observações do projeto estão na verdade olhando para o passado.

Os objetos captados pelo Hubble estão tecnicamente localizados em uma faixa de período de tempo que vai de cerca de 600 milhões de anos a 380 milhões de anos depois do Big Bang. Atualmente, pesquisadores sugerem que o Big Bang ocorreu há cerca de 13.77 bilhões de anos.

O objeto mais distante, o UDFj-39546284, foi anunciado pela primeira vez por Garth Illingworth e Rychard Bouwens, na revista especializada "Nature", em 2011. Eles estimaram sua localização a 480 milhões de anos depois do Big Bang. Mas, o conjunto de dados levantados pelo professor Ellis e sua equipe sugere que esta galáxia na verdade está a uma distância ainda maior.

Ross McLure (esq.) e James Dunlop participaram da pesquisa (Foto: Royal Observatory - Edinburgh/BBC) 
Ross McLure (esq.) e James Dunlop participaram da
pesquisa (Foto: Royal Observatory - Edinburgh/BBC)
 
Segunda geração
Os cientistas analisam estas áreas tão distantes no tempo e espaço para obter mais informações sobre o desenvolvimento das estruturas do universo, para ajudar a explicar a forma atual do cosmo. Eles procuram dados sobre as primeiras populações de estrelas. Estes "gigantes quentes" teriam crescido de nuvens de gás frio e neutro que compunham o universo jovem.

Estes corpos celestes tinham vidas curtas, produzindo os primeiros elementos pesados. Elas também queimaram o gás neutro à sua volta, arrancando elétrons dos átomos e produzindo o plasma difuso intergalático que ainda é possível detectar entre as estrelas.

O professor James Dunlop, da Universidade de Edimburgo e que participou do projeto, afirma que quando as seis galáxias são analisadas, elas "parecem razoavelmente maduras". "Elas têm uma quantidade razoável de elementos pesados de gerações anteriores de estrelas", disse.

"Então, de uma forma, a mensagem é que nós ainda não estamos vendo a primeira geração de estrelas, a chamada População 3 de estrelas. Mesmo quando chegamos ao que temos agora, menos de 5% da idade do universo, ainda estamos vendo a segunda geração, objetos relativamente evoluídos."

Mas, será muito difícil ir mais longe no tempo com o Hubble. Para isto, os cientistas terão que esperar até que o telescópio espacial James Webb seja lançado, algo que está previsto apenas para 2018.

Chuva de meteoros é vista a partir de ilha nas Canárias

Fenômeno é conhecido por Geminídeos.
São destroços de cometas ‘varridos’ pela Terra.

Do G1, em São Paulo

Homem usa umraio laser para apontar chuva de meteoros na ilha de Tenerife. (Foto: Martin Desiree / AFP Photo) 
Homem usa umraio laser para apontar chuva de
meteoros na ilha de Tenerife.
(Foto: Martin Desiree / AFP Photo)
 
Um homem aponta um raio laser para um ponto no céu em que se pode observar a chuva de meteoros conhecida por Geminídeos, no Parque Nacional de El Teide, na ilha de Tenerife, nas Canárias, na Espanha.

Durante seu percurso em torno do Sol, a Terra atravessa diversas trilhas de destroços deixados por cometas, vagando em suas órbitas em torno do Sol também. Todas as vezes que isso acontece, ocorre uma chuva de meteoros e a Terra varre esses pequenos destroços e eles são destruídos com o atrito ao entrarem na atmosfera.

Alguns pedaços desses destroços de cometas sobrevivem e chegam à superfície, mas a grande maioria se queima, dando origem às populares estrelas cadentes.


 
Visão geral do céu da ilha de Santa Cruz de Tenerife durante a chuva de meteoros
 (Foto: Desiree Martin/AFP Photo)

Le sonde gemelle Grail pronte all'impatto sulla Luna

Previsto per lunedì 17 dicembre

Ricostruzione della traiettoria e del luogo d'impatto delle sonde Grail della Nasa (fonte: NASA/JPL-Caltech/GSFC/ASU)  
Ricostruzione della traiettoria e del luogo d'impatto delle sonde Grail della Nasa 
(fonte: NASA/JPL-Caltech/GSFC/ASU)
 
Ultima missione per le sonde gemelle Grail, della Nasa, che dopo mesi trascorsi nell'orbita lunare sono arrivate al termine della loro attività e si preparano all'impatto sul suolo della Luna, previsto alle 12:28 di lunedì 17 dicembre.

Lanciate nel settembre del 2011, le sonde gemelle Ebb e Flow della missione Grail (Gravity Recovery and Interior Laboratory) hanno permesso ai ricercatori di conoscere meglio la struttura interna e la composizione della Luna. Adesso entrambe si stanno preparando all'impatto su una montagna vicino al Polo Nord lunare, nei pressi del cratere Goldschimdt. Sarà una discesa controllata, nella quale entrambi i veicoli spaziali si schianteranno sulla superficie lunare ad una velocità di oltre 6.000 chilometri all'ora. L'impatto è una scelta obbligata: le sonde sono state avviate di proposito verso la superficie lunare in quanto la loro orbita bassa e gli scarsi livelli di combustibile ormai non consentono ulteriori operazioni scientifiche.

Le due sonde hanno permesso di realizzare la mappa del campo gravitazionale di un corpo celeste con la più alta risoluzione mai ottenuta. La mappa fornirà una migliore comprensione su come si sono formati ed evoluti la Terra e gli altri pianeti rocciosi del Sistema Solare. "Sarà difficile dirgli addio", ha commentato il primo ricercatore della missione Grail, Maria Zuber, del Massachusetts Institute of Technology di Cambridge. "Le nostre piccole gemelle robotiche - ha aggiunto - sono state membri esemplari per la famiglia Grail, la scienza planetaria è progredita in modo sostanziale grazie ai loro contributi".

Ebb e Flow condurranno però un ultimo esperimento prima di concludere la loro missione. Accenderanno i motori principali fino a quando i serbatoi del propellente saranno vuoti, questo per determinare con precisione la quantità di carburante rimasto. Il test aiuterà gli ingegneri della Nasa nel validare modelli informatici di consumo del carburante, allo scopo di migliorare le previsioni del fabbisogno di combustibile per le future missioni spaziali.


www.ansa.it

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Fim do mundo já começou, mas agonia será lenta, alertam cientistas

Da AFP -Guerra nuclear, pandemia viral, mudança climática: a suposta profecia maia do fim do mundo não será cumprida, mas o apocalipse já começou e a agonia será lenta, alertam os cientistas.

"A ideia de que o mundo acabará subitamente, por uma causa qualquer, é absurda", declarou o cientista da Nasa e especialista em vida no espaço David Morrison.

"A Terra existe há mais de 4 bilhões de anos, e passarão ainda muitos outros antes de o Sol tornar nosso planeta inabitável", afirmou o cientista, que criticou as "ridículas" versões que preveem o fim do mundo para 21 de dezembro de 2012, injustamente atribuído ao calendário maia.

Mais um dia de sol e temperaturas sobem em todas as regiões do estado do Rio (Foto: Foto: Marcos Teixeira Estrella / TV Globo) 
Aquecimento é o que mais preocupa cientistas sobre fim do mundo 
(Foto: Marcos Teixeira Estrella/TV Globo)
 
Daqui a quase 5 bilhões de anos, o Sol se transformará em um "gigante vermelho", mas o calor crescente terá, muito antes, provocado a evaporação dos oceanos e o desaparecimento da atmosfera terrestre. O astro se resfriará depois, até a extinção.

"Até lá, não existe nenhuma ameaça astrônomica ou geológica conhecida que poderia destruir a Terra", disse Morrison.

Mas será que a ameaça poderia vir do céu, como demonstram algumas produções de Hollywood que descrevem gigantescos asteroides em choque com a Terra? Uma catástrofe similar, que implica um astro de 10 km a 15 km de diâmetro, caiu sobre a atual península mexicana de Yucatán, causando provavelmente a extinção dos dinossauros há 65 milhões de anos.

Os astrônomos da Nasa afirmam que não é provável que aconteça uma catástrofe similar em um futuro previsível.

"Estabelecemos que não há asteroides tão grandes perto do nosso planeta como o que terminou com os dinossauros", declarou o cientista, acalmando os temores de alguns sobre um fim do mundo em breve.

Além disso, se um asteroide provocou a extinção dos dinossauros e de muitas espécies, não conseguiu erradicar toda a vida na Terra. A espécie humana teria a oportunidade de sobreviver, destacou Morrison.

Risco de pandemias
Sobreviver a uma pandemia mundial de um vírus mutante, como a gripe aviária H5N1, poderia ser mais complicado, mas "não provocaria o fim da humanidade", explica Jean-Claude Manuguerra, especialista em virologia do Instituto Pasteur de Paris.

"A diversidade de sistemas imunológicos é tão importante que há pelo menos 1% da população que resiste naturalmente a uma infecção", afirmou o especialista da revista francesa "Sciences & Vie", que consagrou um número especial ao fim do mundo.

Apesar da tese de uma guerra nuclear ter perdido força desde o fim da Guerra Fria, ela não desapareceu completamente.

O número de vítimas dependeria de sua magnitude, mas inclusive um conflito regional – como entre Paquistão e Índia – bastaria para causar um "inverno nuclear" com efeitos em todo o planeta, como uma queda das temperaturas que impossibilitaria a agricultura, por exemplo.

Mas os cientistas demonstram inquietação com a mudança climática a alertam que o aquecimento do planeta é o que mais se parece com o temido fim do mundo.

E desta vez não são simples temores e hipóteses. Secas, tempestades e outras catástrofes naturais se tornariam mais frequentes e intensas com o aumento das temperaturas mundiais, que poderiam registrar alta de 2° C, 4° C e até 5,4° C até 2100.

Isso equivaleria a um suicídio coletivo da espécie humana, advertem os cientistas, que intensificam os pedidos para conter o devastador aquecimento do planeta.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...