terça-feira, 4 de junho de 2013

La nuova 'casa' del Sistema Solare

E' in uno dei bracci principali della Via Lattea


A sinistra la vecchia collocazione del Sistena Solare nella Via Latte; a destra la nuova posizione (fonte: Robert Hurt, IPAC; Bill Saxton, NRAO/AUI/NSF)     
 A sinistra la vecchia collocazione del Sistena Solare nella Via Latte; a destra la nuova posizione (fonte: Robert Hurt, IPAC; Bill Saxton, NRAO/AUI/NSF)



Non più in una periferica appendice ma all'interno di uno dei bracci principali: la posizione del nostro Sistema Solare nella Via Lattea è stata rivalutata alla luce di nuove misurazioni. Lo studio internazionale, pubblicato sull'Astrophysical Journal, è coordinato dall'italiano Alberto Sanna, che ora lavora presso l'Istituto Max Planck di Radioastronomia di Bonn. Il risultato ha permesso di costruire una nuova e più accurata immagine della nostra galassia.

La determinazione dell'esatta 'forma' della nostra galassia, la Via Lattea, e della nostra posizione al suo interno è da sempre un difficile problema per gli astronomi. Questo è dovuto principalmente al fatto che ci troviamo al suo interno e dalla necessità di avere misure accurate delle distanze delle miliardi di stelle che la costituiscono.

Grazie alle osservazioni realizzate negli ultimi anni si è compreso che la Via Lattea è una galassia di tipo a spirale barrata, che ha quindi una serie di bracci a spirale che partono dal centro, un nucleo molto allungato a forma di barra. All'interno di questa enorme struttura il Sistema Solare si trova in una posizione molto periferica, nel cosiddetto braccio Locale o di Orione. Non si tratterebbe neppure di un vero braccio, piuttosto di una protuberanza, uno sperone, del principale braccio del Sagittario.

Nuove misurazioni realizzate dal 2008 al 2012 grazie al Very Long Baseline Array (Vlba), il più grande radiotelescopio al mondo, hanno ora permesso di ricostruire una nuova immagine più accurata della forma della Via Lattea. La nuova mappa ha di fatto 'promosso' la posizione del Sole: il cosiddetto braccio Locale non sarebbe una semplice protuberanza bensì una struttura più importante, forse una diramazione del braccio di Perseo oppure un piccolo braccio indipendente.

www.ansa.it

Estudo explica por que gravidade da Lua é irregular

Do G1, em São Paulo
 
Ilustração mostra como funcionam as sondas 'gêmeas' do Grail (Foto: NASA/JPL-Caltech) 
Ilustração mostra como funcionam as sondas 'gêmeas' do Grail (Foto: NASA/JPL-Caltech)
 
 
Uma missão da Nasa que estudou a Lua ao longo de nove meses conseguiu desvendar alguns segredos sobre a gravidade do satélite natural da Terra. A gravidade da Lua varia de regiões para regiões, e essa irregularidade afeta o projeto de naves que fiquem na órbita lunar.

Desde 1968, os cientistas sabem que a Lua tem áreas com grande concentração de massa, e que nessas áreas a força gravitacional. No entanto, até o momento, não se sabia por que essas áreas existiam e nem como identificá-las com imagens.

O Laboratório de Interior e Recuperação de Gravidade (Grail, na sigla em inglês) estudou a estrutura da Lua durante nove meses e chegou a essa resposta em um estudo publicado nesta semana pela revista “Science”. Segundo o artigo, essas áreas foram formadas pelo impacto de asteroides e cometas sobre a superfície da Lua.

O Grail consiste de duas sondas “gêmeas” que ficaram na órbita lunar estudando a superfície com equipamentos especializados na análise da força gravitacional, em busca dessas concentrações de massa. 

Elas revelaram a localização exata dessas áreas mais densas, algo que as câmeras ópticas tradicionais nunca conseguiriam mostrar.

Como essas variações gravitacionais afetam o percurso de sondas na órbita da Lua, a melhor compreensão do fenômeno vai aumentar a precisão da navegação desses satélites. A técnica pode ainda ser repetida em outros corpos celestes que a Nasa venha a explorar.

Além disso, os cientistas acreditam que o estudo possa ter relevância até mesmo nos estudos sobre a geologia da própria Terra.

“Nosso planeta sofreu impactos similares em seu passado distante, e entender as concentrações de massa pode nos ensinar mais sobre a Terra antiga, talvez sobre como as placas tectônicas surgiram e o que criou os primeiros depósitos de minério”, comentou o autor do estudo, Jay Melosh, da Universidade Purdue, no estado americano de Indiana.

Planeta descoberto pode ser o mais leve fora do Sistema Solar, diz estudo

Do G1, em São Paulo
Imagem do exoplaneta HD 95086 b (Foto: ESO/Divulgação) 
Exoplaneta HD 95086 b aparece como um pequeno ponto azul abaixo do círculo; a estrela HD 95086 foi substituída por um desenho para melhorar a visualização do planeta (Foto: ESO/J. Rameau)
 
Astrônomos identificaram o que pode ser o planeta com menor massa fora do Sistema Solar já observado de forma direta, por meio de um telescópio terrestre. A descoberta a cerca de 300 anos-luz de distância do nosso planeta, na constelação de Carina ou Quilha, foi feita pelo Very Large Telescope do Observatório Europeu do Sul (ESO), instalado no Deserto do Atacama, no norte do Chile.

Os resultados da pesquisa, que envolveu autores de países como França, Suíça, Alemanha, Itália, Holanda, EUA e Chile, serão publicados na revista especializada "Astrophysical Journal Letters".

O planeta gigante HD 95086 b tem de quatro a cinco vezes a massa de Júpiter – o maior do Sistema Solar, equivalente a 318 Terras – e orbita uma estrela brilhante chamada HD 95086, que tem uma temperatura de 700º C, está rodeada por um disco de detritos e fica a uma distância de 56 vezes entre o nosso planeta e o Sol.
 
As observações foram feitas em raios infravermelhos, por uma técnica conhecida como imagem diferencial, que aumenta o contraste entre o planeta e a estrela hospedeira, cuja massa é pouco maior que a do Sol.

Esse astro tem "apenas" entre 10 e 17 milhões de anos, o que leva os astrônomos a pensar que o novo planeta se formou provavelmente no interior do disco cheio de gás e poeira que envolve a estrela.

De acordo com a astrofísica francesa Anna-Marie Lagrange, interações entre o planeta e o disco podem ter feito o corpo celeste se deslocar do lugar onde "nasceu".


Observações indiretas
Até agora, quase mil exoplanetas (planetas fora do Sistema Solar) já foram detectados indiretamente, pelo método de trânsito (fenômeno durante o qual um astro passa por outro maior e bloqueia sua visão) ou de velocidade radial (velocidade com que um objeto se aproxima ou se afasta do observador). Mas apenas uma dúzia deles foi achada por observação direta, com instrumentos em solo ou no espaço.
O principal autor da pesquisa, Julien Rameau, do Instituto de Planetologia e Astrofísica de Grenoble, na França, explica que obter imagens de planetas de forma direta requer o uso de técnicas extremamente complexas.
Segundo os cientistas, a descoberta poderá ajudar a entender a formação e a evolução dos planetas gigantes e dos sistemas planetários.


Céu ao redor da jovem estrela HD 95086, na constelação de Carina, ou Quilha (Foto: ESO/Digitized Sky Survey 2) 
Céu ao redor da jovem estrela HD 95086, na constelação de Carina
 (Foto: ESO/Digitized Sky Survey 2)

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Asteroide que passará pela Terra nesta sexta tem lua própria, diz Nasa

Objeto faz parte de um sistema binário; satélite tem 600 metros de diâmetro.
1998 QE2 terá aproximação máxima do nosso planeta às 17h59 de Brasília.

Do G1, em São Paulo
2 comentários
Sequência de imagens mostra asteroide e sua lua (ponto branco, à direita) (Foto: Nasa/JPL-Caltech/GSSR ) 
Sequência de imagens mostra asteroide e sua lua (ponto branco, à direita)
(Foto: Nasa/JPL-Caltech/GSSR )
 
Imagens de radar obtidas por cientistas da agência espacial americana (Nasa) na noite de quarta-feira (29) revelam que o asteroide 1998 QE2 – que passará pela Terra nesta sexta-feira (31), às 17h59 de Brasília – tem sua própria lua.

A sequência de fotos foi feita pelo Observatório Goldstone, localizado no Deserto de Mojave, na Califórnia, em um período de duas horas. Naquele momento, o asteroide estava a 6 milhões de quilômetros da Terra.

Nesta sexta, o objeto deve se aproximar no máximo a 5,8 milhões de quilômetros daqui, o equivalente a uma distância de 15 vezes entre o nosso planeta e a Lua. Esse será o ponto que ele chegará mais perto de nós pelos próximos dois séculos, pelo menos.

Segundo as imagens, o 1998 QE2 faz parte de um sistema binário, ou seja, formado por dois objetos que se orbitam mutuamente. Enquanto o asteroide tem 2,7 quilômetros de diâmetro (tamanho de nove navios transatlânticos Queen Elizabeth 2), seu satélite tem 600 metros de diâmetro.

As observações de radar foram lideradas pela cientista Marina Brozovic, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, em Pasadena, Califórnia.

Apesar de não representar perigo, o 1998 QE2 pode ser um objeto interessante de estudo, entre esta quinta-feira (30) e o dia 9 de junho, para os astrônomos que tiverem um telescópio de radar de pelo menos 70 metros de comprimento.

Esse objeto foi descoberto em 19 de agosto de 1998, pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Segundo o cientista Lance Benner, também do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, uma série de imagens de alta resolução podem revelar detalhes sobre o 1998 QE2.
"Sempre que um asteroide se aproxima, ele fornece uma importante oportunidade científica para estudá-lo e entender seu tamanho, forma, rotação, características da superfície e origem", explicou.
 
Monitoramento constante
A Nasa estabeleceu como alta prioridade o monitoramento de asteroides e cometas, e os EUA têm o maior programa de levantamento de objetos próximos à Terra do mundo – uma parceria entre agências governamentais, astrônomos de universidades e institutos de ciência. Até hoje, o país já identificou mais de 98% do total desses corpos conhecidos. E só no ano passado, o orçamento da Nasa para esse fim aumentou de R$ 12 milhões para R$ 40 milhões.

Em 2016, a Nasa planeja lançar uma sonda em direção ao asteroide potencialmente mais perigoso de que se tem notícia, chamado 1999 RQ36, ou 101955 Bennu. A missão Osiris-Rex também planeja fazer reconhecimentos em todos os objetos ameaçadores recém-descobertos. Além de monitorar possíveis ameaças, o aparelho poderá revelar detalhes sobre a origem do Sistema Solar, da água na Terra e das moléculas orgânicas que levaram ao desenvolvimento da vida.

Recentemente, a agência americana anunciou ainda que está desenvolvendo uma missão para identificar, capturar e mudar de rumo um asteroide para exploração humana.

Asteroide 1998 QE2 vai se aproximar da Terra nesta sexta (Foto: Nasa/JPL-Caltech) 
Asteroide 1998 QE2 vai se aproximar da Terra nesta sexta-feira (31)
 (Foto: Nasa/JPL-Caltech)
 
 

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Scoperte 28 nuove famiglie di asteroidi

Rappresentazione artistica di collisioni fra asteroidi (fonte: NASA/JPL-Caltech) 
 Rappresentazione artistica di collisioni fra asteroidi (fonte: NASA/JPL-Caltech)
 
Sono state scoperte 28 nuove famiglie di asteroidi nella fascia compresa fra Marte e Giove: il risultato, pubblicato sulla rivista Astrophysical Journal, si deve alla missione della Nasa NeoWise, il cui obiettivo è studiare gli asteroidi vicini alla Terra (Neo - near-Earth object) e quindi potenzialmente pericolosi.

Gli astronomi hanno analizzato milioni di istantanee scattate nell'infrarosso dal satellite americano Wise (Wide-field Infrared Survey Explorer) e relative a 120.000 asteroidi dei 600.000 conosciuti. E' stato scoperto che 38.000 di questi oggetti possono essere assegnati a 76 famiglie, di cui 28 nuove.

Questa scoperta viene considerata un passo fondamentale nella comprensione delle origini delle famiglie di asteroidi e delle collisioni che si pensa abbiano dato vita a questi 'clan' di sassi rocciosi. Non solo, aiuterà a studiare meglio gli oggetti più minacciosi per il nostro pianeta.

Una famiglia di asteroidi si forma infatti quando una collisione rompe l'oggetto madre e lo frammenta in pezzi di varie dimensioni. I pezzi si muovono insieme 'in branco', in viaggio nello stesso percorso intorno al Sole, ma nel tempo i frammenti si allontanano e diventano sempre più sparsi.

"La missione Neowise ci sta permettendo di comprendere in modo dettagliato l'evoluzione degli asteroidi del sistema solare", ha detto Lindley Johnson, del programma di osservazione dei Neo della Nasa. "Questo - ha aggiunto - ci aiuterà a ripercorrere la traiettoria dei Neo dalle loro posizioni originarie e capire come alcuni di essi sono emigrati in orbite pericolose per la Terra".

La fascia principale degli asteroidi è una fonte importante di oggetti che orbitano 'pericolosamente' vicini al nostro pianeta. Alcuni di questi oggetti iniziano in orbite stabili, fino a quando una collisione o un disturbo gravitazionale li scaglia come palline di un flipper verso le zone interne del Sistema Solare e verso la Terra.


www.ansa.it

'Dieta' pobre em sódio é chave para estrelas viverem mais, diz estudo

Cientistas australianos analisaram aglomerado de astros a 13 mil anos-luz.
Componente do sal ajuda corpos celestes a atingir fase final da evolução.

Do G1, em São Paulo
O aglomerado globular NGC 6752 (Foto: ESO/Divulgação) 
O aglomerado de estrelas antigas NGC 6752, localizado na constelação do Pavão 
(Foto: ESO/Divulgação)
 
Quanto menor a quantidade de sódio presente em uma estrela, maior é a duração da vida dela, segundo um novo estudo feito pelo Very Large Telescope do Observatório Europeu do Sul (ESO) e publicado na revista "Nature" desta quarta-feira (29).

Os astrônomos analisaram a radiação emitida por um aglomerado de estrelas antigas chamado NGC 6752, que fica na constelação do Pavão, a cerca de 13 mil anos-luz da Terra.

A equipe avaliou duas gerações de astros, e os resultados apontam que a maioria deles simplesmente não atinge um determinado estágio de evolução, porque contêm muito sódio. Nessa última fase, ocorre uma queima de combustível nuclear, e grande parte da massa dos corpos se perde sob a forma de gás e poeira.

O material expelido, então, é usado para formar uma nova geração de estrelas, planetas e até vida orgânica. Segundo os cientistas, esse ciclo de perda de massa e renascimento ajuda a explicar a evolução química do Universo.

O estudo foi conduzido pelo especialista em teorias estelares Simon Campbell e colegas da Universidade Monash, em Melbourne, na Austrália. A equipe espera agora encontrar resultados semelhantes em outros aglomerados estelares e planeja novas observações.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Nave Soyuz chega à Estação Espacial com 'novos moradores'

Yurtchikhin, Parmitano e Karen Nyberg são os novos tripulantes da ISS.
Jornada durou seis horas e foi completada com sucesso, segundo a Nasa.

Do G1, em São Paulo
Três novos tripulantes levados pela Souyz à ISS (macacão azul claro) dão entrevista coletiva ao lado de outros três astronautas que já estavam na Estação. (Foto: Reprodução/Nasa) 
Três novos tripulantes levados pela Souyz à ISS (macacão azul claro) dão entrevista coletiva ao lado de outros três astronautas que já estavam na Estação. (Foto: Reprodução/Nasa)
 
A nave Soyuz, com três tripulantes a bordo, acoplou com sucesso na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) na noite desta terça-feira (28) após uma jornada de cerca de seis horas, segundo a Nasa, a agência espacial norte-americana. A nave decolou do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, às 17h31.
O cosmonauta russo Fyodor Yurtchikhin, o astronauta italiano Luca Parmitano e a astronauta norte-americana Karen Nyberg são agora os três novos moradores da ISS.

Tripulantes da Soyuz Karen Nyberg (embaixo),  Fyodor Yurchikhin,  e Luca Parmitano, momentos antes de embarcar na Soyuz. (Foto: Reuters) 
Tripulantes da Soyuz Karen Nyberg (embaixo),
Luca Parmitano e Fyodor Yurtchikhin (topo),
momentos antes de embarcar na Soyuz.
(Foto: Reuters)
 
Este é o quarto voo espacial de Yurtchikhin, que esteve na ISS em 2002 a bordo da Atlantis, e em 2007 e 2010 para longas missões. O cosmonauta já fez cinco caminhadas espaciais e ficou 371 dias no espaço.

Para Nyberg, que tem doutorado em engenharia mecânica, esta é a segunda missão espacial. Ela esteve na ISS em 200, a bordo do ônibus espacial Discovery com a missão de entregar e instalar o laboratório Kibo e o braço robótico pressurizado.

Parmitano, major da Força Aérea Italiana, faz sua estreia no Espaço após ser escolhido como astronauta em 2008 e ter recebido o certificado em 2011.

O novo trio vai se juntar ao engenheiro de vôo da Nasa Chris Cassidy, ao comandante Pavel Vinogradov, e ao engenheiro de vôo Alexander Misurkin, completando a equipe da Expedição 36.

A equipe está programada para fazer cinco caminhadas espaciais, preparando o complexo para instalar em dezembro um laboratório multifuncional russo. Além disso, está prevista uma outra caminhada espacial, desta vez carregando a tocha olímpica. Os tripulantes também deverão receber foguetes de carga, com previsão de acoplamento em junho, julho e agosto.

De acordo com a Nasa, os tripulantes vão continuar a fazer experiências científicas. Entre elas está a pesquisa que vai avaliar a perda de densidade óssea durante longas expedições espaciais. O experimento usa a análise em 3D do quadril dos astronautas para coletar informações detalhadas sobre a qualidade dos ossos. Esta pesquisa também vai contribuir para compreender a osteoporose na Terra, segunda a Nasa.

Outro experimento é sobre o crescimento das plantas, o que pode levar expedições futuras a cultivarem seus próprios alimentos no espaço. A equipe também vai testar um novo monitor portátil de gás, para estudar o fogo em gravidade zero. Este experimento poderá ter impacto direto em futuros voos espaciais.

Há duas semanas, a equipe do astronauta Chris Hadfield deixou a ISS e voltou em segurança à Terra. O pouso foi em Dzhezkazgan, no Cazaquistão.
O foguete espacial Soyuz decolou na noite desta terça-feira, do Cazaquistão (Foto: Mikhail Metzel/AP) 
O foguete espacial Soyuz decolou na noite desta terça-feira, do Cazaquistão
 (Foto: Mikhail Metzel/AP)
Os três astronautas estão sendo submetidos a exames e vão ser enviados à Estação Espacial Internacional (ISS), de acordo com agências internacionais. A previsão é que o lançamento rumo à ISS ocorra no dia 29 de maio, na base situada do Cazaquistão, inform (Foto: Yuri Kadobnov/AFP) 
Os três astronautas foram submetidos a exames antes de ser enviados à Estação Espacial Internacional (ISS), de acordo com agências internacionais (Foto: Yuri Kadobnov/AFP)
 

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Asteroide equivalente a nove navios deve passar pela Terra nesta sexta


1998 QE2 vai se aproximar do nosso planeta às 17h59 de Brasília.
Apesar de não representar perigo, objeto será alvo de estudos científicos.

Do G1, em São Paulo
  Asteroide 1998 QE2 vai se aproximar da Terra nesta sexta (Foto: Nasa/JPL-Caltech) 
Asteroide 1998 QE2 vai se aproximar da Terra nesta sexta, às 17h59 de Brasília 
(Foto: Nasa/JPL-Caltech)
 
Um asteroide deve passar pela Terra nesta sexta-feira (31) e ficar no máximo a 5,8 milhões de quilômetros daqui, o equivalente a uma distância de 15 vezes entre o nosso planeta e a Lua.

Apesar de não representar perigo, o 1998 QE2 pode ser um objeto interessante de estudo, entre esta quinta-feira (30) e o dia 9 de junho, para os astrônomos que tiverem um telescópio de radar de pelo menos 70 metros de comprimento. Esse corpo celeste tem 2,7 quilômetros de diâmetro, o tamanho de nove navios transatlânticos Queen Elizabeth 2.

A aproximação máxima do asteroide será às 17h59 (horário de Brasília) desta sexta. Esse será o ponto que ele chegará mais perto de nós pelos próximos dois séculos, pelo menos.

Esse objeto foi descoberto em 19 de agosto de 1998, pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

O cientista Lance Benner, do Laboratório de Propulsão a Jato da agência espacial americana (Nasa), diz que espera obter uma série de imagens de alta resolução do 1998 QE2, o que pode revelar detalhes sobre ele.

"Sempre que um asteroide se aproxima, ele fornece uma importante oportunidade científica para estudá-lo e entender seu tamanho, forma, rotação, características da superfície e origem", explicou.

Monitoramento constante
A Nasa estabeleceu como alta prioridade o monitoramento de asteroides e cometas, e os EUA têm o maior programa de levantamento de objetos próximos à Terra do mundo – uma parceria entre agências governamentais, astrônomos de universidades e institutos de ciência. Até hoje, o país já identificou mais de 98% do total desses corpos conhecidos. E só no ano passado, o orçamento da Nasa para esse fim aumentou de R$ 12 milhões para R$ 40 milhões.

Em 2016, a Nasa planeja vai lançar uma sonda em direção ao asteroide potencialmente mais perigoso de que se tem notícia, chamado 1999 RQ36, ou 101955 Bennu. A missão Osiris-Rex também planeja fazer reconhecimentos em todos os objetos ameaçadores recém-descobertos. Além de monitorar possíveis ameaças, o aparelho poderá revelar detalhes sobre a origem do Sistema Solar, da água na Terra e das moléculas orgânicas que levaram ao desenvolvimento da vida.

Recentemente, a agência americana anunciou ainda que está desenvolvendo uma missão para identificar, capturar e mudar de rumo um asteroide para exploração humana.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Misurata la luce dell'universo

 


 

Misurata la luce dell'universo dall'istante del Big Bang (fonte: NASA)  
Misurata la luce dell'universo dall'istante del Big Bang (fonte: NASA)

E' stata ottenuta la misura finora più precisa di tutta la luce che ha brillato nell'universo dall'istante del Big Bang. E' la luce emessa da tutte le stelle e galassie mai esiste, la cui eco viene conservata nella Luce extragalattica di fondo (Ebl). La sua evoluzione negli ultimi cinque miliardi di anni, descritta sull' Astrophysical Journal, è stata ricostruita con l'aiuto dei telescopi spaziali e di quelli basati a Terra.

Ad ottenere il risultato è il gruppo internazionale di ricerca coordinato dall'Università della California a Riverside, che ha pubblicato l'analisi dei dati ottenuti da decine di telescopi e terrestri e spaziali.

Misurare la Luce extragalattica di fondo, ossia la luce emessa dalle stelle che si è andata 'accumulando' nell'Universo e che forma una sorta di diffuso 'bagliore' o 'nebbia', rappresenta un dato fondamentale per comprendere la storia del cosmo a partire dal Big Bang. Misurare però in modo diretto questo bagliore, oscurato dalla radiazione emessa dal Sole e dalle altre stelle della Via Lattea, equivale ad osservare una debolissima stella osservando il cielo dal centro di una città trafficata e piena di luci.

Per aggirare questo problema i ricercatori hanno messo a punto negli ultimi anni una tecnica per osservare la Luce extragalattica di fondo in modo indiretto. Si sono cioé basati sull'attenuazione che la presenza della Luce extragalattica di fondo provoca nell'osservazione di oggetti particolarmente brillanti e lontani che si comportano come fari cosmici, come gli oggetti quasi stellari (quasar) chiamati blazer. I fotoni emessi da queste fonti possono infatti scontrarsi con i fotoni della Ebl e disperdersi: misurando la differenza tra luce che dovrebbe arrivare e quella che effettivamente arriva, i ricercatori hanno potuto misurare con grande precisione l'entità della Ebl.

www.ansa.it

Un triangolo nel cielo

In queste sere la danza di Venere, Giove e Mercurio


Il triangolo di pianeti fotografato nei cieli della Repubblica Ceca da Petr Horálek (fonte: Petr Horálek, SpaceWeather.com)  
Il triangolo di pianeti fotografato nei cieli della Repubblica Ceca da Petr Horálek 
(fonte: Petr Horálek, SpaceWeather.com)
 
Comincia al tramonto la danza dei pianeti che darà spettacolo nel cielo durante queste sere di fine maggio. I ballerini in scena sono Venere, Mercurio e Giove: nubi permettendo, formeranno un luminoso triangolo visibile a ovest, e col passare dei giorni giocheranno a rincorrersi e sorpassarsi generando una rapida sequenza di congiunzioni imperdibili. Per la prossima tripla congiunzione planetaria, infatti, bisognerà attendere fino a ottobre del 2015.

Il primo 'atto' del balletto planetario è fissato per la sera di sabato 25 maggio, con la congiunzione di Mercurio e Venere; lunedì 27 maggio ci sarà il secondo atto, con Mercurio e Giove; infine l'ultimo è previsto per martedì 28 maggio, con la congiunzione di Venere e Giove.

Per chi volesse assistere allo spettacolo, meglio affrettarsi per scegliere un posto in 'prima fila'. ''I tre pianeti sono osservabili con qualche difficoltà, perché l'altezza è estremamente limitata sull'orizzonte occidentale'', ricordano gli esperti dell'Unione astrofili italiani (Uai). ''Data la loro luminosità, in particolare per quanto riguarda Giove e Venere – aggiungono - con il cielo sereno e l’orizzonte libero da ostacoli si può tentare l'osservazione del suggestivo triangolo formato dai tre astri''.

Dopo il 28 maggio i tre pianeti saranno quasi allineati e sempre più distanziati. Giove, ormai vicino all’orizzonte, sarà più difficile da osservare, mentre Mercurio e Venere saranno sempre più visibili e alti sull’orizzonte.


www.ansa.it

Telescópio Hubble registra novas imagens da Nebulosa do Anel

Região fica na constelação de Lira, a cerca de 2 mil anos-luz da Terra.
Centro contém estrela anã branca, que deve morrer dentro de 10 mil anos.

Do G1, em São Paulo
 
Nebulosa do Anel (Foto: Nasa/ESA/C.R. Robert O’Dell, G.J. Ferland, W.J. Henney and M. Peimbert/Large Binocular Telescope data: David Thompson) 
Nebulosa do Anel tem estrela anã branca no centro, que deve morrer em 10 mil anos (Foto: Nasa/ESA/C.R. Robert O’Dell, G.J. Ferland, W.J. Henney e M. Peimbert/Large Binocular Telescope: David Thompson)
 
 
Novas imagens feitas pelo Telescópio Espacial Hubble, da Nasa, mostram detalhes da Nebulosa do Anel, localizada na constelação de Lira, a cerca de 2 mil anos-luz da Terra.

Essa região, que tem sido alvo de muitas observação por parte de astrônomos amadores, mede cerca de 1 ano-luz de diâmetro e se expande a uma velocidade de 69 mil km/h. As cores indicam diferentes temperaturas de gás, sendo o azul o mais quente e o vermelho o mais frio.

As imagens combinam registros feitos em luz visível pelo Hubble com dados infravermelhos do Grande Telescópio Binocular, instalado no Arizona, nos EUA. Essas informações ajudaram os cientistas a construir modelos em 3D da nebulosa. Também foram usadas informações do observatório astronômico San Pedro Mártir em Baja Califórnia, no México.

As novas observações do Hubble revelam detalhes de um gás brilhante que se formou em volta de uma estrela anã branca à beira da morte, no centro da nebulosa. Esse astro compacto, com massa várias vezes maior que a do Sol, um dia se pareceu com a nossa principal estrela, mas ao longo de bilhões de anos foi queimando seu combustível de hidrogênio e perdendo suas camadas externas de gás. Nos próximos 10 mil anos, essa anã branca deve ficar cada vez mais fraca, até se fundir com o meio interestelar.

Agora, os cientistas começam a entender melhor a Nebulosa do Anel, que até então era tratada como uma formação clássica.

"Não é como um bagel, mas como um donut de geleia, pois está cheia de matéria no meio", comparou o pesquisador C. Robert O'Dell, da Universidade Vanderbilt em Nashville, no Tennessee. O cientista lidera uma equipe – que envolve instituições como as universidades do Arizona, do Kentucky e Autônoma do México – que usa o Hubble e vários telescópios terrestres para obter uma melhor visão dessa região do Universo.

Observações anteriores já haviam detectado o material gasoso no centro da nebulosa, mas esta é a primeira vez que imagens sugerem que o anel envolve uma estrutura em forma de bola de futebol azul – cuja cor vem do brilho do gás hélio. Cada extremidade dela se projeta para fora em lados opostos.

A equipe também foi surpreendida com "nós" de gás denso ao longo da borda interna do anel, semelhantes aos raios de uma roda de bicicleta. Todo esse material foi expulso pela estrela há cerca de 4 mil anos.

Segundo os astrônomos, estudar a Nebulosa do Anel vai fornecer informações sobre a morte do Sol dentro de 6 bilhões de anos. Mas, como a nossa estrela não é tão massiva quanto essa, seu fim deve ser menos pomposo.


Temperatura do gás da nebulosa diminui do centro para fora  (Foto: Nasa/Hubble Heritage Team ) 
Temperatura do gás da nebulosa aumenta de fora em direção ao centro 
(Foto: Nasa/Hubble Heritage Team)

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Pesquisadores da UFRN anunciam descoberta de estrela gêmea do Sol

Estrela CoRot Sol 1 é cerca de dois bilhões de anos mais velha que o Sol.
Para cientistas, análise do astro ajuda a prever futuro do Sistema Solar.

Felipe Gibson Do G1 RN
 
Representação artística de CoRoT Sol 1 e uma cronologia da evolução do Sol (Foto: Reprodução/DFTE-UFRN) 
Representação artística de CoRoT Sol 1 e uma cronologia da evolução do Sol
 (Foto: Reprodução/DFTE-UFRN)
 
 
Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) anunciaram a descoberta da CoRot Sol 1, nome dado à estrela gêmea solar conhecida como a mais distante da Via Láctea, galáxia que abriga o sistema solar. De acordo com os cientistas, a análise do astro ajuda a prever o futuro do Sol, além de dar aos astrônomos a oportunidade de testar as atuais teorias da evolução estelar e solar.

O líder da equipe de pesquisadores, José Dias do Nascimento, explica que a CoRoT Sol 1 é cerca de 2 bilhões de anos mais velho que o Sol, e seu período de rotação é aproximadamente o mesmo da maior estrela do sistema solar. "É a única estrela com essas características que é mais velha do que o Sol", informa o astrônomo. A massa e composição química de ambas é semelhante, conforme o estudo desenvolvido na UFRN. No entanto, ao contrário das outras gêmeas solares, que são relativamente brilhantes, o brilho da CoRoT Sol 1 é 200 vezes mais fraco do que o do Sol.

O fato de a estrela gêmea estar em um estágio ligeiramente mais evoluído que o Sol será utilizado para análises sobre o futuro do Sistema Solar. "Em 2 bilhões de anos, na idade que o Sol terá a idade atual da gêmea solar CoRoT Sol 1, a radiação emitida pelo Sol deve aumentar e tornar a superfície da Terra tão quente que a água líquida não poderá mais existir lá em seu estado natural", comenta Nascimento. As informações analisadas pela equipe foram captadas por uma satélite CoRoT, lançado em 2006 e operado do Havaí, nos Estados Unidos.
Imagem do satélite que captou as imagens do CoRoT Sol 1 (Foto: Reprodução/DFTE-UFRN) 
Imagem do satélite que captou as imagens do CoRoT Sol 1 (Foto: Reprodução/DFTE-UFRN)
O astrônomo pondera que determinar a idade de uma estrela é, provavelmente, um dos aspectos mais difíceis da analise, porém espectros de alta qualidade podem ajudar a determinar as idades estelares. O grande espelho de 8,2 metros e a precisão do telescópio Subaru foram essenciais para tornar possível a realização do estudo dos espectros da estrela gêmea.

Satélite captou 530 mil estrelas
A equipe planeja usar o Subaru para continuar a investigação sobre novas estrelas similares ao Sol. "Nos últimos 30 anos, apenas cinco estrelas foram descobertas", informa José Dias do Nascimento. De acordo com o astrônomo, o satélite forneceu a observação de 230 mil estrelas. Usando um método criado na própria UFRN, foram escolhidas as candidatas a gêmea.

"Sobraram 500 estrelas e, dessas, pedimos para observar 30. Analisamos quatro e duas se apresentaram muito parecidas com o Sol, com a diferença que em uma delas o espectro não ficou bom e na outra fico excelente, muito parecido com o Sol. Isso tornou a descoberta ainda mais preciosa", detalha Nascimento, que continuará a investigação. "Agora vamos atacar outras estrelas. Queremos achar a estrela gêmea dois, três e daí por diante".

Pesquisa e descoberta
O anúncio da estrela gêmea solar foi feito na última sexta-feira (17). A descoberta faz parte do artigo intitulado “"The Future of the Sun: An Evolved Solar Twin Revealed by CoRoT", que está aceito para publicação e sairá em breve na revista "Astrophysical Journal Letters" (ApJL).


Estrela gêmea solar fica fora da Via Láctea, galáxia que abriga o sistema solar (Foto: Reprodução/DFTE-UFRN) 
Estrela gêmea solar fica fora da Via Láctea, galáxia que abriga o sistema solar
 (Foto: Reprodução/DFTE-UFRN)

A equipe de cientistas responsável pela descoberta é composta por José Dias do Nascimento, da UFRN, que lidera o grupo; Jefferson Soares Costa e Matthieu Castro, também da UFRN; Yochi Takeda, do Observatório Astronômico Nacional do Japão (NAOJ); Gustavo Porto de Mello, do Observatório do Valongo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Jorge Melendéz, da Universidade de São Paulo (USP).

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...