quinta-feira, 27 de março de 2014

Cientistas identificam objeto mais longínquo do Sistema Solar

Possível planeta-anão fica na região chamada Nuvem de Oort.
Objeto fica 80 vezes mais longe do Sol do que a Terra.

Do G1, em São Paulo

 

 Imagens tiradas com duas horas de intervalo mostram movimento do objeto 2012 VP113, o que permitiu distingui-lo dos outros astros estáticos (Foto: Scott Sheppard/Canergie Institution for Science) 
Imagens tiradas com duas horas de intervalo mostram movimento do objeto 2012 VP113, o que permitiu distingui-lo dos outros astros estáticos (Foto: Scott Sheppard/Canergie Institution for Science)
 
Pesquisadores identificaram, por meio de observações feitas a partir da Terra, um objeto em órbita ao redor do Sol que pode ser considerado o mais longínquo do Sistema Solar. A descoberta foi publicada na edição desta quarta-feira (26) da revista "Nature".

De  acordo com o estudo, trata-se possivelmente de um planeta-anão que está localizado na região mais externa do Sistema Solar, chamada Nuvem de Oort.

Até então, o objeto identificado como o mais distante em nosso sistema era o planeta-anão Sedna, descoberto há 10 anos. Sua distância mínima do Sol ao longo da órbita é de 76 unidades astronômicas, ou seja, 76 vezes a distância entre a Terra e o Sol. Já o novo objeto - chamado de 2012 VP113 - se mantém a uma distância mínima do Sol de 80 unidades astronômicas.

Segundo os pesquisadores responsáveis pela descoberta, o Sedna (com diâmetro de mil quilômetros) e o 2012 VP113 (com diâmetro de 450 quilômetros) têm muitas características em comum e a existência desses dois corpos podem indicar que existam objetos "internos da Nuvem de Oort", que poderiam superar em número todos os outros corpos do Sistema Solar.

"Essa descoberta acrescenta o endereço mais distante conhecido até hoje ao mapa dinâmico de nossa vizinhança do Sistema Solar", disse Kelly Fast, cientista da Nasa.

O estudo foi feito pelos pesquisadores Chadwick Trujillo, do Observatório Gemini, no Havaí, e por Scott Sheppard, da Instituição Carnegie para a Ciência, de Washington. As observações foram feitas no telescópio do Observatório Nacional de Astronomia Ótica, no Chile.

"A descoberta do 2012 VP113 nos mostra que os confins do nosso Sistema Solar não são um deserto vazio como se chegou a pensar", disse Trujillo. "Em vez disso, essa é apenas a ponta do iceberg nos dizendo que existem muitos objetos internos da Nuvem de Oort esperando para serem descobertos. Também ilustra como nós sabemos pouco sobre as partes mais distantes de nosso Sistema Solar e o quanto ainda existe para explorar."


Imagem formada pela conjunção de três fotos mostram deslocamento de planeta-anão: pontos vermelho, verde e azul são mesmo objeto em movimento  (Foto: Sheppard/Canergie Institution for Science) 
Imagem formada pela conjunção de três fotos mostram deslocamento de planeta-anão: pontos vermelho, verde e azul são mesmo objeto em movimento (Foto: Sheppard/Canergie Institution for Science)

sábado, 22 de março de 2014

Ritratto a 360 gradi della Via Lattea

Ottenuto il primo ritratto a 360 gradi della Via Lattea (fonte: NASA/JPL)  
Ottenuto il primo ritratto a 360 gradi della Via Lattea (fonte: NASA/JPL)
 
La Via Lattea si concede in una spettacolare visione a 360 gradi: 'cucendo' 2 milioni di foto scattate dal telescopio spaziale Spitzer, un gruppo di ricerca dell'Università del Wisconsin ne ha realizzato un ritratto completo attraverso cui è possibile 'passeggiare' nella galassia e analizzarne i dettagli.

"Se volessimo stamparla - ha spiegato Robert Hurt, uno dei responsabili del lungo lavoro - avremmo bisogno di un 'cartellone' grande come l'intero stadio Rose Bowl di Los Angeles". La 'foto', battezzata Glimpse360 (Galactic Legacy Mid-Plane Survey Extraordinaire), è un mosaico di 20 gigapixel composto da ben 2 milioni di immagini a infrarossi scattate da Spitzer in 10 anni di lavoro.

La Via Lattea è un enorme disco con dei 'bracci' a spirale e il nostro Sistema Solare si trova circa a metà di uno di questi rami. Guardando verso il centro della Galassia, si osserva una vasta regione affollata di stelle e ricca di polveri che impediscono alla luce visibile di filtrare, e quindi di essere osservata dai telescopi 'tradizionali'.

Grazie ai suoi 'occhi' infrarossi, il telescopio Spitzer riesce però superare questo 'velo', permettendo agli astronomi di osservare l'intero disco galattico e di costruirne la mappa completa.

I dati raccolti per realizzare la grande foto Glimpse360 hanno permesso di verificare come una regione centrale, detta barra, si leggermente più grande di quanto ritenuto finora e permesso di misurare con precisione la velocità di formazione di nuove stelle, un dato che rappresenta il 'polso' della Galassia. La mappa servirà anche come riferimento per il grande telescopio spaziale James Webb, realizzato dalla collaborazione tra Nasa e Agenzia Spaziale Europea (Esa), destinato a diventare il successore del celebre telescopio spaziale Hubble.


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sexta-feira, 21 de março de 2014

Perchè la Terra è un pianeta abitabile

Ricostruito il meccanismo che fa della Terra un pianeta abitabile (fonte: NASA)  
Ricostruito il meccanismo che fa della Terra un pianeta abitabile (fonte: NASA)
 
Il segreto che rende la Terra un pianeta abitabile è nel bilanciamento dell'anidride carbonica (CO2). Lo dimostra la ricerca pubblicata sulla rivista Nature e condotta nell’Università della California del Sud (Usc) e in quella cinese di Nanjing.

I nuovi dati indicano che il contributo dato dall’erosione delle rocce al bilanciamento del livello di CO2 nell'atmosfera gioca un ruolo fondamentale fino ad oggi sottostimato.

I ricercatori, coordinati da Mark West del’Usc, hanno spiegato come le rocce prodotte dalla formazione delle montagne avvenuta circa 60 milioni di anni fa abbiano agito come una spugna, assorbendo l’anidride carbonica. Se non ci fossero stati i vulcani e l’erosione delle rocce stesse, che emettono anidride carbonica, questo gas serra si sarebbe esaurito nel giro di qualche milione di anni, lasciando laTerra in un perenne inverno.

Per il co-autore della ricerca, Mark Torres, "la presenza dell’uomo sulla Terra dipende anche da questo ciclo del carbonio. Questo è uno dei motivi per cui gli organismi sono in grado di sopravvivere”.

Mentre l'aumento del livello di CO2 che dipende dall’uomo sta provocando cambiamenti significativi nel clima, il sistema geologico è riuscito a mantenere uno straordinario equilibrio per milioni di anni: "la Terra - ha osservato West - si comporta come un grande riciclatore naturale".

Lo studio si basa sul fatto che le grandi catene montuose, come l’Himalaya e le Ande, iniziarono a formarsi nel periodo Cenozoico, circa 60 milioni di anni fa, in concomitanza con un importante cambiamento nel livello di CO2 nell’atmosfera. ''La nostra ricerca mostra uno dei processi fondamentali dell'evoluzione planetaria, che avviene in maniera continua sulla Terra e che probabilmente è avvenuto sia su Marte che su Venere in ere geologiche passate”, rileva commentando la notizia John Robert Brucato, presidente della Società Italiana di Astrobiologia e ricercatore presso l’Osservatorio di Arcetri dell’Istituto Nazionale di Astrofisica (Inaf).

“Questa azione bilanciata dell’anidride carbonica – conclude Brucato - ha permesso all'atmosfera terrestre di mantenere per miliardi di anni una sufficiente quantità di calore tali da mantenere l'acqua in forma liquida, dando vita, così, ad un pianeta abitabile”.

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Estudo sobre Big Bang confirma expansão cósmica, diz Hawking

Cientista britânico fez declaração durante entrevista a rádio da BBC.
Ele ressaltou que a expansão pode gerar ondas gravitacionais.

Da EFE

O cientista britânico Stephen Hawking disse nesta terça-feira (18) que a detecção das ondas gravitacionais geradas depois da criação do Universo pelo Big Bang é "outra confirmação da expansão" cósmica, teoria elaborada há mais de 30 anos.

Em declaração à Rádio 4 da "BBC", o cientista da universidade inglesa de Cambridge lembrou que a "expansão" foi concebida pela primeira vez pelo cosmólogo Alan Guth, que argumentou que na criação do Universo houve um período de "aceleração", um crescimento ultrarrápido.

Hawking lembrou que em 1982 convidou cientistas que estudavam a teoria para participar de uma "oficina de trabalho" na Universidade de Cambridge, onde concluíram que era válida a ideia da "expansão" no começo do Universo, o que só foi confirmado através de observação dez anos depois de sua proposição.

Em suas declarações, Hawking ressaltou que a expansão pode gerar ondas gravitacionais, algo que foi confirmado ontem por cientistas da Universidade americana de Harvard.


 Um conjunto especializado de detectores supercondutores é usado pelo telescópio Bicep2, no Polo Sul, para capturar luz de bilhões de anos atrás (Foto: Reuters/Nasa/JPL-Caltech) 
Um conjunto especializado de detectores
supercondutores é usado pelo telescópio Bicep2, no
Polo Sul, para capturar luz de bilhões de anos atrás
(Foto: Reuters/Nasa/JPL-Caltech)
 
Detecção de ondas
O Centro Harvard-Smithsonian para a Astrofísica de Massachusetts (EUA) revelou ter detectado pela primeira vez por meio do telescópio BICEP2, instalado no Polo Sul, as ondas gravitacionais primordiais geradas após o Big Bang.

A equipe dirigida por John Kovac conseguiu perceber pela primeira vez, em um pequeno pedaço do céu, essas ondas gravitacionais, consideradas o 'Santo Graal' da cosmologia por comprovarem diversas teorias.

Sempre interessado no futuro do universo, Hawking acredita que a espécie humana "enfrentará uma extinção iminente" se não puder conquistar "novos mundos espalhados pelo cosmos".

Em entrevista ao programa "Planet", Hawking estimou que haverá assentamentos humanos na lua dentro de 50 anos e que, nessa época, o homem estará a caminho de pisar em Marte. No planeta vermelho, segundo suas teorias, não será possível viver até 2100.

"Nosso planeta é um velho mundo, ameaçado com uma população cada vez maior e com recursos finitos. 

Devemos antecipar essas ameaças e ter um plano B", declarou Hawking. "Se a espécie humana quer sobreviver além dos próximos cem anos, é preciso que atravesse a escuridão do espaço para colonizar novos mundos pelo cosmos", acrescentou.


Nesta foto de 2007 o sol se põe por trás do telescópio BICEP2 na Antártida (Foto: Steffen Richter/AP) 
Nesta foto de 2007 o sol se põe por trás do telescópio BICEP2 na Antártida
 (Foto: Steffen Richter/AP)

quinta-feira, 20 de março de 2014

Nasa divulga imagens de tempestade gigante do planeta Júpiter

Imagens da Grande Mancha Vermelha foram tiradas em 1979.
Ventos na região podem chegar a 500 km/h.

Da France Presse
 

Imagem da Nasa mostra Grande Mancha Vermelha (no alto, à direita) de Júpiter (Foto: NASA/Goddard Space Flight Center/Divulgação) 
Imagem da Nasa mostra Grande Mancha Vermelha (no alto, à direita) de Júpiter 
(Foto: NASA/Goddard Space Flight Center/Divulgação)

A Agência Espacial Americana (Nasa) divulgou nesta quinta-feira (20) imagens da Grande Mancha Vermelha, uma tempestade anticiclônica (que gira no sentido anti-horário), do planeta Júpiter coloridas artificialmente a partir de negativos tirados em preto e branco pela sonda espacial Voyager em 1979.

As imagens, que lembram uma espuma de café, mostram o resultado dos ventos de mais de 500 km/h que circulam o maior planeta do Sistema Solar e geram grandes tempestades circulares como a Grande Mancha Vermelha, localizada no hemisfério sul de Júpiter.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Cientistas detectam pela primeira vez ecos diretos do Big Bang

Importante descoberta ajuda a esclarecer origem do universo.
É a 1ª evidência de 'inflação cósmica' (expansão rápida do universo).

Do G1, em São Paulo
 

Nesta foto de 2007 o sol se põe por trás do telescópio BICEP2 na Antártida (Foto: Steffen Richter/AP) 
O telescópio BICEP2, que fez descoberta (Foto: Steffen Richter/AP)
 

Cientistas americanos revelaram nesta segunda-feira (17) a detecção inédita de ecos do Big Bang, explosão ocorrida há cerca de 14 bilhões de anos que deu origem à expansão do cosmo. Trata-se de uma importante descoberta para entender as origens do universo.

A "primeira evidência direta da inflação cósmica" foi observada com um telescópio no Polo Sul e foi anunciada por especialistas do Centro de Astrofísica (CfA) de Harvard-Smithsonian.

A existência destas ondulações de espaço-tempo, primeiro eco do Big Bang, demonstra a expansão extremamente rápida do universo na primeira fração de segundo de sua existência, uma fase conhecida como inflação cósmica.

"A detecção destas ondulações é um dos objetivos mais importantes da cosmologia na atualidade e resultado de um enorme trabalho realizado por uma grande quantidade de cientistas", destacou John Kovac, professor de astronomia e de física no CfA e chefe da equipe de investigação BICEP2, que fez a descoberta.
 
Detecção de ondas
As ondas gravitacionais são ondulações minúsculas e primordiais que se propagam pelo cosmo. Os astrônomos as buscam há décadas, porque são a prova que falta para duas teorias, uma das quais inaugurou a era atual de pesquisa sobre as origens e a evolução do cosmo - a Teoria Geral da Relatividade de Einstein, publicada em 1916 - e outra que deu os retoques finais nela, a teoria da inflação cósmica, desenvolvida nos anos 1980.

 Um conjunto especializado de detectores supercondutores é usado pelo telescópio Bicep2, no Polo Sul, para capturar luz de bilhões de anos atrás (Foto: Reuters/Nasa/JPL-Caltech) Um conjunto especializado de detectores
supercondutores é usado pelo telescópio BICEP2, no
Polo Sul, para capturar luz de bilhões de anos atrás
(Foto: Reuters/Nasa/JPL-Caltech)
 
Uma fração de segundo após o Big Bang, a explosão do espaço-tempo que iniciou o universo 13,8 bilhões de anos atrás, o cosmo recém-nascido inflou muitas vezes seu tamanho inicial em menos de um quadrilionésimo de segundo (número representado por um zero seguido de uma vírgula seguida de 33 zeros e um 1).

As ondas gravitacionais foram detectadas pelo telescópio BICEP2 (Imagem de Fundo de Polarização Cósmica Extragalática, na sigla em inglês), que fica no Polo Sul. O instrumento, que escaneia o céu a partir dessa região, examina o que os cientistas chamam de micro-onda cósmica de fundo, uma radiação extremamente fraca presente em todo o universo. Sua descoberta em 1964 pelos astrônomos dos laboratórios Bell, em Nova Jersey, foi saudada como a melhor prova até hoje de que o universo começou em uma explosão imensamente quente.
 
Diferença de temperatura
A micro-onda cósmica de fundo, que passou a banhar o universo 380 mil anos após o Big Bang, está meros três graus acima do zero absoluto, tendo esfriado até a quase não existência desde o plasma imensuravelmente quente que era o universo nas primeira frações de segundo de sua existência.

A radiação de fundo não é exatamente uniforme. Como a luz, essa relíquia é polarizada, como resultado da interação com elétrons e átomos no espaço.

Modelos de computador previram um padrão espiral particular na radiação de fundo que combinaria com o que seria esperado com a inflação do universo após o Big Bang.

A equipe não só encontrou o padrão, mas descobriu ser consideravelmente mais forte do que o esperado. "Foi como procurar uma agulha no palheiro, e ao invés disso achar um pé de cabra", disse o co-líder do estudo Clem Pryke, da Universidade de Minnesota, em um comunicado.

Para o físico teórico Avi Loeb, da Universidade de Harvard, o avanço "representa um novo esclarecimento sobre algumas das questões mais fundamentais para saber por quê existimos e como o universo começou".

Coreia do Sul faz 'corrida' por pedras espaciais após chuva de meteoritos


France Presse 18/03/2014 08h55 - Atualizado em 18/03/2014 09h35

População busca artefatos em colinas e campos de arroz em Jinju.
Imprensa do país afirma que pedras podem trazer sorte.

Da France Presse

Pedaço de meteorito que caiu na Coreia do Sul no começo deste mês é pesado em laboratório (Foto: Korea Polar Research Institute/AFP) 
Pedaço de meteorito que caiu na Coreia do Sul no começo deste mês é pesado em laboratório (Foto: Korea Polar Research Institute/AFP)
 
Os caçadores de recordações espaciais se dirigiram em massa à região da Coreia do Sul onde há uma semana caiu uma chuva de meteoritos em busca de alguma pedra para levar para casa.

Centenas de pessoas fazem buscas em colinas e campos de arroz em busca de meteoritos perto da cidade de Jinju, no sul do país, após a "chuva" de 9 de março, algumas delas com a ajuda de GPS e de detectores de metais, segundo a imprensa.

As afirmações da imprensa de que os "condritos (um tipo de meteorito) poderiam trazer boa sorte despertaram a febre pelas pedras espaciais", declarou um funcionário da Administração da Herança Cultural da Coreia (CHAK).

Os proprietários das fazendas colocaram placas proibindo a entrada de intrusos após a descoberta de uma primeira pedra espacial, de nove quilos, em uma fazenda perto de Jinju. Outra pedra de quatro quilos foi encontrada em outra região próxima.

Os cientistas confirmaram que as duas rochas, encontradas dois dias após a chuva de meteoritos, caíram do céu. Um caçador de meteoritos americano distribuiu inclusive cartões de visita na região, pedindo que as pessoas vendam a ele qualquer pedaço de pedra espacial que encontrarem, informou o jornal "Korea JoongAng Daily".

O funcionário do CHAK declarou que a agência designará como bem cultural qualquer meteorito para impedir que saia da Coreia do Sul, que até agora não tinha meteoritos.

A chuva de meteoritos ocorre quando centenas de meteoros - fragmentos de pó e pedra que se queimam quando ultrapassam a atmosfera terrestre - iluminam o céu em um espetáculo incrível. Os meteoritos são os meteoros que não se queimam totalmente e resistem à queda na Terra.

Pesquisa identifica sinais de encolhimento de Mercúrio

O planeta mais próximo ao Sol está cerca de 7 km menor do que quando sua crosta se solidificou há mais de 4 bilhões de anos.

Da BBC

 

O esfriamento da porção mais interna de Mercúrio teria resultado em um encolhimento de 7km (Foto: NASA/JHU-APL/CARNEGIE) 
O esfriamento da porção mais interna de Mercúrio teria resultado em um encolhimento de 7km (Foto: NASA/JHU-APL/CARNEGIE)
 
 
O planeta Mercúrio está hoje cerca de 7 km menor do que quando sua crosta se solidificou há mais de 4 bilhões de anos, segundo uma pesquisa feita pela agência espacial americana, a Nasa. O menor planeta do Sistema Solar - e o mais próximo ao Sol - se esfriou ao longo do tempo provocando um enrugamento da superfície.

Cientistas perceberam pela primeira vez o fenômeno quando a sonda Mariner 10 passou próximo ao planeta nos anos 1970. No entanto, imagens recentes do satélite da Nasa Messenger permitiram que os pesquisadores aperfeiçoassem suas estimativas a respeito do tamanho da retração do planeta.

E, conforme artigo divulgado na publicação científica "Nature Geoscience", o encolhimento é significativamente maior do que se pensava anteriormente.

Resultados diferentes
O Mariner fez duas passagens por Mercúrio, em 1974 e 1975, e fotografou cerca de 45% da superfície do planeta. Nessas imagens foram evidenciadas longas marcas que demonstravam que rochas haviam sido deslocadas para cima, enquanto o planeta encolhia.

A partir dessas evidências, pesquisadores calcularam que Mercúrio deve ter diminuído o seu raio por cerca de 1 a 3 km ao longo de sua história. Mas esse resultado entrava em conflito com estudos de modelagem do planeta realizados na época que sugeriam uma contração muito maior, ocorrida nos 4 bilhões de anos.

O satélite Messenger ajudou a resolver essa inconsistência. Desde que ele entrou na órbita de Mercúrio, em 2011, já fotografou 100% do planeta. Isso permitiu um estudo mais amplo das características de Mercúrio. 

A nova avaliação calculou que a retração chega a 7 km do raio do planeta - estimativa mais próxima dos estudos de modelagem.

Paul Byrne, principal autor do estudo e cientista do Carnegie Institution for Science, em Washington, 
também ficou maravilhado com as características da superfície do planeta apontadas no monitoramento.

"Algumas dessas crateras são enormes", ele disse à BBC. "Há uma estrutura geográfica chamada Enterprise Rupes, localizada no hemisfério sul, que tem 1 mil km de comprimento e 3 km de relevo. É uma versão de cadeias montanhosas em Mercúrio. Trata-se de algo surpreendente, dado o reduzido tamanho do planeta. Imagina ficar diante delas?".
 
Relevância
O interior de Mercúrio é bem diferente do da Terra, que tem uma extensa crosta e um manto envolvendo seu núcleo de metal. Com mais de 4.000 km de diâmetro, o núcleo de metal do planeta é bem mais dominante. Ele é coberto apenas por um verniz rochoso fino com pouco mais que 400 km de espessura.

Embora parte do núcleo ainda esteja em forma líquida, uma parte terá esfriado e solidificado, resultando na perda de volume. A Europa e o Japão planejam lançar uma missão conjunta à Mercúrio para acompanhar as observações feitas pelo Messenger.

A sonda Bepi Colombo deve ser lançada em 2016. Um de seus principais pesquisadores será Dave Rothery da Open University na Grã-Bretanha. "As pessoas costumavam pensar que a Terra estava encolhendo - que de fato está um pouco, mas não podemos ver por causa da maneira como as placas tectônicas são criadas e destruídas na Terra", explicou.

"Antes de entendermos as placas tectônicas, as pessoas pensavam que as cadeias de montanhas da Terra eram formadas porque o planeta estava encolhendo e forçando o material para cima, e as áreas de acumulação de sedimentos aconteciam onde a crosta era forçada para baixo pela contração. Sabemos agora que, de modo geral, essa ideia é errada, mas este é o processo em Mercúrio, porque é um planeta com uma única placa."

O estudo é relevante para cientistas que tentam entender planetas fora do nosso Sistema Solar. Muitos deles podem também ter apenas uma única placa e apresentar características na superfície muito semelhantes às observadas em Mercúrio.

Terra foi atingida por impacto duplo de asteroides, diz pesquisa

Análise de crateras gigantes vizinhas na Suécia indicam que elas foram formadas por asteroide e a 'lua' deste.

Da BBC

 

Imagem ilustrada do European Southern Observatory (Foto: BBC) 
Imagem ilustrada do European Southern Observatory (Foto: BBC)
 
 
Nós todos já vimos filmes em que asteróides se movem rapidamente em direção à Terra, ameaçando sua civilização.

Mas o que é menos conhecido é que às vezes essas rochas espaciais ameaçadoras se movimentam em pares.

Pesquisadores delinearam algumas das melhores evidências até hoje de um impacto duplo, em que um asteroide e sua lua aparentemente atingiram a Terra um atrás do outro.

Usando minúsculos fósseis de plâncton, eles estabeleceram que crateras vizinhas na Suécia são da mesma idade - 458 milhões de anos de idade.

No entanto, outros cientistas alertaram que crateras aparentemente contemporâneas poderiam ter sido formada com semanas, meses ou mesmo anos de intervalo.

Detalhes do trabalho foram apresentados na 45ª Conferência de Ciência Lunar e Planetária em Woodlands, no Texas, e os resultados devem ser divulgados na publicação científica Meteoritics and Planetary Science Journal
.
As crateras Clearwater no Canadá também devem ter sido formadas por um impacto duplo Foto Nasa  (Foto: BBC)As crateras Clearwater no Canadá também devem
ter sido formadas por um impacto duplo
Foto Nasa (Foto: BBC)
Lockne e Malingen
 
Segundo Jens Ormo, pesquisador do Centro de Astrobiologia de Madri, na Espanha, um punhado de possíveis impactos duplos na Terra já são conhecidos, mas há divergências sobre a precisão das datas atribuídas a estas crateras.

'Crateras de impacto duplo devem ser da mesma idade, caso contrário, poderiam ser apenas duas crateras localizadas uma ao lado da outra',

Ormo e seus colegas estudaram duas crateras chamadas Lockne e Malingen, que se encontram cerca de 16 quilômetros de distância uma da outra no norte da Suécia. Medindo cerca de 7,5 km de largura, Lockne é a maior das duas estruturas. Malingen, localizada mais ao sudoeste, é cerca de 10 vezes menor.

Acredita-se que os asteroides binários são formados quando um asteroide formado por um grande grupo de rochas começa a girar tão rápido sob a influência da luz solar que uma pedra solta é jogada para fora do seu eixo e forma uma pequena lua.

Observações feitas com telescópio sugerem que cerca de 15% dos asteroides próximos da Terra são binários, mas é provável que a porcentagem de crateras formadas por impacto na Terra seja menor.

Apenas uma fração dos binários que atingem a Terra terá a separação necessária entre o asteroide e sua lua para produzir crateras separadas (aqueles que estão muito próximos a suas luas formarão estruturas sobrepostas).

Os cálculos sugerem que cerca de 3% de crateras formadas por impacto na Terra devem ser duplas - um número que está de acordo com o número já identificado pelos pesquisadores.

As características geológicas pouco comuns tanto de Lockne como de Malingen são conhecidas desde a primeira metade do século 20. Mas foi apenas nos anos 1990 que Lockne foi reconhecida como uma cratera formada por um impacto.

Nos últimos anos, Ormo perfurou cerca de 145 metros na cratera Malingen, passando pelo sedimento que a preenche, por pedra britada, conhecida como brechas, e atingindo a pedra intacta no fundo.

Análises das brechas revelaram a presença de uma forma do mineral quartzo, que é criado sob pressões intensas e está associado com o impacto de asteróides.

Esta área era coberta por um mar raso no momento do impacto que formou Lockne, então sedimentos marinhos teriam preenchido imediatamente qualquer cratera formada por impacto no local.

A equipe de Ormo estabelecida para datar a estrutura Malingen usou minúsculos animais marinhos fossilizados chamados chitinozoas, que são encontrados em rochas sedimentares no local.

Eles usaram um método conhecido como biostratigrafia, que permite que geólogos atribuam idades relativas a rochas com base nos tipos de criaturas fósseis encontradas dentro delas.

Os resultados revelaram que a estrutura Malingen era da mesma idade que Lockne - cerca de 458 milhões anos de idade. Isto parece confirmar que a área foi atingida por um impacto duplo de asteroides durante o período Ordoviciano, da era Paleozoica.
 
Evidências convincentes
Gareth Collins, que estuda crateras formadas por impacto no Imperial College de Londres, e não estava envolvido na pesquisa, disse à BBC: 'Com falta de testemunha dos impactos, é impossível provar que duas crateras próximas foram formadas simultaneamente.'

'Mas a evidência neste caso é muito convincente. Sua proximidade no espaço e estimativas consistentes de idade tornam bastante provável um impacto binário.'

As simulações sugerem que o asteróide que criou a cratera de Lockne tinha cerca de 600 m de diâmetro, enquanto o que esculpiu Malingen tinha cerca de 250m. Estas medições são um pouco maiores do que pode ser sugerido pelas suas crateras por causa dos mecanismos de impactos em ambientes marinhos.

Ormo acrescentou que a distância entre Malingen e Lockne está de acordo com a teoria de que elas teriam sido criadas por um binário. Como mencionado, se duas rochas espaciais estão muito próximas, suas crateras se sobrepõem. Mas para se qualificar como uma dupla, as crateras não podem estar muito longe, porque elas vão exceder a distância máxima em que um asteróide e sua lua podem ficar vinculados por forças gravitacionais.

'O asteroide formador de Lockne era grande o suficiente para gerar uma abertura na atmosfera acima do local de impacto', disse Ormo.

Isso pode fazer com que o material do asteroide se espalhe ao redor do globo, como aconteceu durante o enorme impacto que formou a cratera de Chicxulub, que muitos acreditam ter matado os dinossauros, há 66 milhões de anos.

O evento ordoviciano não foi potente o suficiente para que o material fosse espalhado, já que teria sido muito diluído na atmosfera. Mas o impacto pode ter tido efeitos locais, como por exemplo, ter vaporizado instantaneamente qualquer criatura do mar que estivesse nadando nas proximidades.

Outros crateras que podem ter sido formadas por um impacto duplo incluem Clearwater Ocidental e Oriental em Quebec, Canadá; Kamensk e Gusev no sul da Rússia, e Ries e Stenheim no sul da Alemanha.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Scoperti i 'primi tremori' del Big Bang

Annuncio ad Harvard, è la 'firma' delle onde gravitazionali


Rappresentazione grafica delle onde gravitazionali previste dalla teoria della relatività generale di Einstein (fonte: Henze, NASA)  
Rappresentazione grafica delle onde gravitazionali previste dalla teoria della relatività generale di Einstein (fonte: Henze, NASA)

Sono stati scoperti i primi 'tremori' del Big Bang, ossia gli effetti prodotti dalla grande esplosione che ha dato origine all'universo e al processo di espansione attivo ancora oggi. L'annuncio, basato sui dati dell'esperimento Bicep 2, è stato dato dall'università di Harvard.

Foto NASA

La conferma è una delle più attese della fisica contemporanea e indica che c'è stata effettivamente un'epoca in cui, istanti dopo il Big Bang, l'universo ha cominciato a espandersi nella cosiddetta ''fase di inflazione''.
I dati confermano inootre in modo indiretto l'esistenza delle onde gravitazionali, le perturbazioni previste dalla teoria della relatività generale di Einstein e generati, come onde che si propagano in uno stagno, da fenomeni violenti come il Big Bang o l'esplosione delle supernovae.



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Imagem de nebulosa Cabeça de Macaco 'celebra' 24 anos do Hubble

Agência espacial europeia divulgou imagem em aniversário do telescópio.
Nebulosa na constelação de Órion fica a 6.400 anos-luz de distância.

Da France Presse
 

A Nebulosa Cabeça de Macaco, captada pelo telescópio Hubble (Foto: AFP/NASA/ESA/the Hubble Heritage Team) 
A Nebulosa Cabeça de Macaco, captada pelo telescópio Hubble 
(Foto: AFP/NASA/ESA/the Hubble Heritage Team)
 
Para comemorar o aniversário de 24 anos do telescópio Hubble, a Agência Espacial Europeia (ESA) divulgou nesta segunda-feira (17) uma imagem inédita captada pelo equipamento da Nebulosa Cabeça de Macaco.

A nebulosa, registrada como NGC2174, fica a cerca de 6.400 anos-luz de distância, na constelação de Orion. Com ajuda de raios infravermelhos, o Hubble captou essa parte do céu em 2011. A colorida região é formada por estrelas jovens em meio a poeira e gás cósmico.

Todos os anos, a ESA e a agência espacial americana (NASA) divulgam uma imagem para celebrar o aniversário do telescópio espacial Hubble, que está em órbita desde 1990.


sexta-feira, 14 de março de 2014

Brasil confirma para dezembro o lançamento do satélite Cbers-4

Segundo Agência Espacial Brasileira, produção do satélite já foi iniciada.
Projeto foi adiantado após fracasso no lançamento do Cbers-3.

Eduardo Carvalho e Carlos Santos  
Do G1, em São Paulo e São José dos Campos
 
A Agência Espacial Brasileira (AEB) confirmou para a primeira quinzena de dezembro o lançamento do Cbers-4, o quinto Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres feito em parceria entre Brasil e China. O equipamento teve sua produção adiantada após o fracasso na tentativa de enviar ao espaço o Cbers-3, em dezembro passado.

De acordo com a AEB, a montagem já é feita desde dezembro de 2013 na China e no Brasil. O Instituto Nacional de pesquisas Espaciais (Inpe), de São José dos Campos (SP), é o responsável pela produção nacional do material.

O Cbers-4 terá o mesmo formato e mecanismos do Cbers-3, com modernização da tecnologia das câmeras de observação da Terra, segundo a AEB. O equipamento deve ser concluído em setembro e transportado para a base de lançamento chinesa em outubro, localizada na província de Sanxi, a 700 km de Pequim.

Apesar do corte sofrido de 10% no orçamento da agência brasileira – caiu de R$ 345 milhões em 2013 para R$ 310 milhões em 2014 – o investimento no novo satélite deve permanecer o mesmo aplicado no Cbers-3, cerca de R$ 160 milhões. A participação na construção permanece dividida em 50% para a China e 50% para o Brasil.

O equipamento tem o objetivo de captar imagens que serão usadas pelo governo brasileiro para monitorar os setores agrícola, florestal, e no controle do meio ambiente.

Satélite Cbers-3 no Laboratório de Integração e Testes (LIT) em São José dos Campos (SP) (Foto: Divulgação/Inpe) 
Satélite Cbers-3 no Laboratório de Integração e 
Testes (LIT) em São José dos Campos (SP)
(Foto: Divulgação/Inpe)
 
 
Falha em foguete
O Cbers-3 foi lançado no dia 9 de dezembro, mas uma falha em um dos estágios do foguete chinês Longa Marcha 4B prejudicou o equipamento, que não alcançou velocidade e altura suficientes para orbitar a Terra e, por isso, retornou ao planeta. Ele foi destruído ao entrar na atmosfera.
Em entrevista concedida ao G1 no fim do ano passado, Petrônio Noronha de Souza, diretor da AEB, informou que a falha foi fortuita e não afetaria o programa espacial do país. Segundo Souza, além do Cbers-4, outras duas etapas consideradas importantes dentro do cronograma do VLS-1 (Veículo Lançador de Satélites) seriam prioridades em 2014.

São elas: a montagem e funcionamento do modelo elétrico, que é a reprodução fiel do foguete, mas sem o combustível, prevista para o segundo semestre deste ano, e a certificação comercial do sistema de navegação do foguete. Para o diretor da AEB, as metas abrem caminho para que o VLS seja completado.
Em encontro da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), ocorrido no fim do ano passado, o Brasil e a China confirmaram ainda a produção de um sexto satélite dentro do Programa Cbers.

O molde do Cbers-5 já está em desenvolvimento e o lançamento está previsto para acontecer em 2017. O valor do projeto ainda não foi fechado.

Orçamento enxuto
Em 2013, o montante destinado ao desenvolvimento do lançador de foguetes e a produção e pesquisa de novos satélites no Inpe foi de R$ 345 milhões. Em 2014, a verba diminuiu em R$ 30 milhões e o valor atual fixado para gastos é de R$ 310 milhões.

Comparativamente, o dinheiro destinado no ano passado à agência espacial americana, a Nasa, principal hub aeroespacial do planeta, foi de R$ 41,2 bilhões. A agência chinesa, que vem ganhando destaque nos últimos tempos com megaprojetos, como uma estação espacial própria, investiu neste ano o montante de R$ 4,6 bilhões.

A Índia, outro país que luta para combater a pobreza ao mesmo tempo em que almeja consolidar-se como potência global, investiu R$ 2 bilhões em seu programa espacial.

Questionado à época sobre o orçamento enxuto do Brasil, o diretor da AEB reconheceu que o valor não é suficiente para bancar todos os investimentos do setor, mas que agência entendia que "suas aspirações devem ser conciliadas a outras prioridades nacionais".
Imagem do Cbers-3, que terá vida útil de 3 anos e vai fornecer imagens ao Brasil, China e outros países parceiros (Foto: Divulgação/Inpe) 
Cbers-4 terá o mesmo formato e mecanismos que tinha o Cbers-3 (acima) (Foto: Divulgação/Inpe)

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