sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Nasa divulga imagem colorida do planeta Mercúrio

Do G1, em São Paulo
A agência espacial americana (Nasa) divulgou uma imagem colorida do planeta Mercúrio, nesta quinta-feira (21). A fotografia foi realizada pela sonda Messenger, que está na órbita do planeta mais próximo ao Sol desde março de 2011.

As cores não reproduzem exatamente como o planeta seria visto por olhos humanos, mas ressaltam as diferenças entre os minerais, as crateras, o relevo e a composição química encontrada em Mercúrio.

Imagem colorida do planeta Mercúrio divulgada pela Nasa (Foto: Nasa/AFP) 
Imagem colorida do planeta Mercúrio divulgada pela Nasa (Foto: Nasa/AFP)
 
Áreas marcadas em azul escuro indicam um fenômeno geológico na crosta do planeta que é rico em um mineral escuro e opaco. Já as regiões da cor marrom indicam planícies formadas pela erupção de lava.

A sonda Messenger foi a primeira nave a realizar o feito de acompanhar a órbita de Mercúrio. Desde então, ela já enviou mais de 88 mil imagens para a agência espacial.

Simulati gli impatti che hanno generato i crateri di Vesta

Rappresentazione artistica della collisione che ha generato il cratere gigante Rheasilvia, nel polo Sud di Vesta (fonte: Martin Jutzi)  
Rappresentazione artistica della collisione che ha generato il cratere gigante Rheasilvia, nel polo Sud di Vesta (fonte: Martin Jutzi)
 
Sono stati simulati al computer i giganteschi impatti che hanno formato i crateri nel polo Sud dell'asteroide Vesta. La simulazione, che si è guadagnata la copertina di Nature, si deve a un gruppo di ricerca coordinato da Martin Jutzi, dell'università svizzera di Berna, e offre indizi sulla struttura interna di questo asteroide.

Secondo asteroide più grande della fascia compresa fra Marte e Giove, Vesta sembra essere un embrione di pianeta intatto, con una composizione simile a quella di alcune meteoriti. Secondo la simulazione la sua superficie è costellata da ampie zone ricche di minerali tipici delle rocce magmatiche, come l'olivina; la crosta inoltre sarebbe spessa circa 100 chilometri e ricca di frammenti di meteoriti chiamati diogeniti.

I ricercatori hanno fatto una simulazione in 3D degli impatti che hanno dato origine a due crateri sovrapposti nell'emisfero meridionale, scoperti dalla sonda americana Dawn che sta osservando l'asteroide da vicino. I due bacini si chiamano Veneneia e Rheasilvia. Quest'ultimo è il più giovane e la simulazione ha riprodotto fedelmente la forma e caratteristiche di entrambi. Per simulare la formazione di Veneneia, i ricercatori hanno immaginato l'impatto di un 'proiettile cosmico', del diametro di 64 chilometri, che abbia impattato l'asteroide circa 2 miliardi di anni fa.

Sul bacino nato dalla catastrofica collisione, un miliardo di anni più tardi si sarebbe abbattuto un altro 'proiettile cosmico' del diametro di 66 chilometri ed entrambe le collisioni avrebbero provocato l'espulsione dei materiali che si trovavano nella crosta dell'asteroide, ad una profondità compresa fra 60 e 100 chilometri.


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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

20/02/2013 15h03 - Atual Pesquisa identifica menor planeta já encontrado fora do Sistema Solar

Exoplaneta Kepler 37-b é rochoso e não tem atmosfera nem água.
Tamanho do planeta é semelhante ao da nossa Lua.

Do G1, em São Paulo

Concepção artística do planeta Kepler 37-b (Foto: NASA/Ames/JPL-Caltech) 
Concepção artística do planeta Kepler 37-b (Foto: NASA/Ames/JPL-Caltech)
 
Cientistas divulgaram nesta quarta-feira (20) a descoberta do menor planeta já identificado fora do nosso Sistema Solar. Os dados obtidos até o momento indicam que o planeta seria rochoso, sem água nem atmosfera, com um ambiente semelhante ao de Mercúrio.

O Kepler 37-b tem um tamanho semelhante ao da Lua – é menor, portanto, que todos os planetas do Sistema Solar. As conclusões sobre a superfície rochosa do planeta vêm do modo como ele irradia a luz.
O telescópio espacial Kepler foi lançado em 2009 com o objetivo de procurar planetas fora do Sistema Solar – são os chamados exoplanetas.

Um dos objetivos do telescópio é encontrar planetas que tenham características semelhantes às da Terra, tanto em relação ao tamanho, quanto à composição da superfície e à distância de seu sol. Não é o caso de Kepler 37-b, mas identificar um exoplaneta tão pequeno a anos-luz de distância confirma que é possível encontrar vários tipos de planeta fora do Sistema Solar.

A atual descoberta foi conduzida por uma equipe internacional de cientistas, liderada por Thomas Barclay, da Nasa, e o trabalho foi publicado na edição online da revista “Nature”.

Sonda da Nasa vê manchas pretas se formando na superfície do Sol em 48h



Do G1, em São Paulo

A sonda da agência espacial americana (Nasa) Solar Dynamics Observatory (SDO), que estuda desde 2010 fenômenos (como erupções) do Sol capazes de interferir na Terra, identificou manchas escuras gigantes que se formaram sobre a nossa principal estrela nas últimas 48 horas.

Esses eventos na superfície (ou coroa) solar já são conhecidos pelos cientistas, e ocorrem porque os campos magnéticos do astro se reorganizam e alinham.

Manchas solares são vistas no Sol nas últimas 48h (Foto: Nasa’s Goddard Space Flight Center) 
Manchas solares têm configuração que favorece erupção solar
 (Foto: Nasa’s Goddard Space Flight Center)
 
Os pontos pretos são parte de um mesmo sistema e têm um diâmetro equivalente a mais de seis Terras – tamanho que pode ser ainda maior, já que o Sol é uma esfera, e não um disco plano, o que dificulta estabelecer a dimensão exata.

A imagem acima combina dois instrumentos do SDO, um que tira fotos em luz visível e outro com um comprimento de onda que capta a baixa atmosfera do Sol, mostrada em vermelho.

Segundo os astrônomos, as manchas evoluíram rapidamente para o que se chama de "região delta", na qual as áreas mais claras delas apresentam campos magnéticos que apontam na direção contrária dos campos do centro. Essa configuração bastante instável pode levar a erupções de radiação no Sol, capazes de formar auroras boreais na Terra e prejudicar sinais de comunicação.

Telescópio faz imagem de 'berçário' de estrelas a 8 mil anos-luz da Terra

Nebulosa da Lagosta ou NGC 6357 fica na constelação do Escorpião.
Instrumento europeu estuda estrutura, origem e vida inicial da Via Láctea.

Do G1, em São Paulo
Um telescópio do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), que mapeia a Via Láctea, captou uma nova imagem da Nebulosa da Lagosta, uma "maternidade" de estrelas localizada a 8 mil anos-luz da Terra, na Constelação do Escorpião.

Imagem da Nebulosa da Lagosta obtida pelo telescópio Vista do ESO (Foto: ESO/VVV Survey/D. Minniti/Ignacio Toledo) 
Nova foto da Nebulosa da Lagosta feita pelo telescópio Vista 
(Foto: ESO/VVV Survey/D. Minniti/Ignacio Toledo)
 
O registro do instrumento Vista, situado no Observatório de Paranal, no norte do Chile, foi obtido por meio de raios infravermelhos e mostra nuvens brilhantes de gás e filamentos de poeira escura em volta de astros quentes e jovens. Esses aglomerados são onde nascem as estrelas, incluindo aquelas de grande massa, que brilham em tons azuis-esbranquiçados em luz visível.

Parte da constelação do Escorpião centrada na NGC 6357, que tem o aglomerado estelar Pismis 24 em seu centro (Foto: Davide De Martin (ESA/Hubble), the ESA/ESO/NASA Photoshop FITS Liberator & Digitized Sky Survey 2) 
Parte da constelação do Escorpião centrada na NGC 6357, que tem o aglomerado Pismis 24 em seu centro (Foto: Davide De Martin (ESA/Hubble), ESA/ESO/NASA Photoshop FITS Liberator & Digitized Sky Survey 2)
 
Além de obter uma nova imagem da Nebulosa da Lagosta, também chamada de Nebulosa Guerra e Paz ou NGC 6357, esse telescópio terrestre observa toda a região central da nossa galáxia, para determinar sua estrutura, origem e vida inicial.

O novo retrato feito pelo Vista revela detalhes diferentes dos identificados por um telescópio dinamarquês em La Silla, também no Chile, que flagrou o objeto apenas em luz visível, com muita interferência da poeira cósmica em volta dele.

Imagem em luz visível foi obtida por telescópio dinamarquês em La Silla (Foto: ESO/IDA/Danish 1.5 m/ R. Gendler, U.G. Jørgensen, J. Skottfelt, K. Harpsøe) 
Imagem em luz visível da Nebulosa da Lagosta foi obtida anteriormente por um telescópio dinamarquês localizado em La Silla (Foto: ESO/IDA/Danish 1.5 m/ R. Gendler, U.G. Jørgensen, J. Skottfelt, K. Harpsøe)
 
Partes da NGC 6357 também já foram registradas em luz visível pelo telescópio Hubble, da agência espacial americana Nasa, e pelo Very Large Telescope (VLT) do ESO.

Registro da NGC 6357 feito pelo telescópio Hubble (Foto: NASA, ESA and Jesús Maíz Apellániz (Instituto de Astrofísica de Andalucía, Spain)/Davide De Martin (ESA/Hubble)) 
Registro da NGC 6357 feito pelo Telescópio Espacial Hubble, da Nasa, e divulgado em 2006 (Foto: Nasa, ESA and Jesús Maíz Apellániz (Instituto de Astrofísica de Andalucía, Spain)/Davide De Martin (ESA/Hubble))
 
Uma das estrelas jovens que habitam essa nebulosa é a Pismis 24-1, que já foi considerada o maior astro conhecido – até os astrônomos descobrirem que ela se trata, na verdade, de pelo menos três estrelas enormes, cada uma com massa de até 100 sóis.

O Very Large Telescope do ESO (VLT) obteve a imagem mais detalhada até hoje de uma região espetacular da maternidade estelar chamada NGC 6357 (Foto: ESO/Divulgação) 
O Very Large Telescope (VLT) do ESO obteve a imagem mais detalhada até hoje da NGC 6357 (Foto: ESO)
 
 
 
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Gli ultimi istanti della vita di una stella

Rappresentazione artistica di una collisione fra due gusci di una stella e della successiva esplosione, con emissione di materiali (fonte: Ke-Jung Chen, School of Physics and Astronomy, Univ. Minnesota)  
Rappresentazione artistica di una collisione fra due gusci di una stella e della successiva esplosione, con emissione di materiali (fonte: Ke-Jung Chen, School of Physics and Astronomy, Univ. Minnesota)
 
Per la prima volta sono stati osservati in diretta gli ultimi istanti della vita di una stella: prima di esplodere come una supernova, l'astro è 'dimagrito' in modo estremo, scagliando nello spazio parte dei gusci di gas che lo avvolgevano. Il risultato, pubblicato sulla rivista Nature, si deve a un gruppo coordinato dall'israeliano Eran Ofek, dell'istituto di Scienze Weizmann.

Grazie all'osservatorio californiano Palomar, i ricercatori sono riusciti a catturare gli eventi che hanno preceduto il destino finale di una stella molto grande, 50 volte la massa del Sole, poco più di un mese prima che l'astro esplodesse. La natura di questo evento precursore, secondo gli esperti, è potenzialmente in grado di fornire indizi sull'esplosione delle supernovae e anche di come si è evoluta la stella che l'ha generata.

Le osservazioni rivelano che prima dell'esplosione finale la stella, distante 500 milioni di anni luce dalla Terra e chiamata SN 2010mc, ha perso una notevole quantità della sua massa. Circa 40 giorni prima dell'esplosione la stella ha scagliato nello spazio materiali pari a 1% della massa del Sole, alla velocità di circa 2.000 chilometri al secondo.

Lo stretto intervallo di tempo fra la perdita di massa e l'esplosione della supernova suggerisce una connessione di causa fra i due eventi. La scoperta supporta modelli e osservazioni di supernove di tipo II secondo i quali stelle massive subiscono perdite notevoli di massa, poco prima di esplodere come supernove.

Secondo Eliot Quataert e Joshua Shiode, dell'università della California a Berkeley, durante le ultime fasi di evoluzione di una stella massiva, le oscillazioni che avvengono al suo interno portano a generare una enorme quantità di energia, spingendo la stella ad espellere alcuni dei suoi strati esterni. Ma, rileva Shiode, se una pre-esplosione di questo tipo segni il destino della stella avviandola verso l'esplosione come supernova o se essa è un requisito per l'esplosione deve essere ulteriormente indagato.


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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Le immagini dell'asteroide 2012 DA14

Il passaggio dell'asteroide 2012 DA14 fotografato da Gianluca Masi, del Virtual Telescope (fonte: Gianluca Masi, Viirtual Telescope)     
 Il passaggio dell'asteroide 2012 DA14 fotografato da Gianluca Masi, del Virtual Telescope (fonte: Gianluca Masi, Viirtual Telescope)
Arrivano immagini e video dell'asteroide 2012 DA14, l'oggetto piu' grande recentemente passato ad una distanza ravvicinata con la Terra: la sera del 15 febbraio ha salutato il pianeta passando alla distanza di soli 27.700 chilometri.

Il Virtual Telescope, che ha seguito le prime fasi del passaggio in diretta streaming con il canale Scienza e Tecnica dell'Ansa, con il commento dell'astrofisico Gianluca Masi, è riuscito a catturare bellissime immagini nonostante il cielo nuvoloso. Sono bellissime sequenze ''strappate alle nubi, mentre l'asteroide era appena oltre la minima distanza, nel corso della diretta su Ansa'', osserva lo stesso Masi.''Il nostro sistema robotico, accuratamente predisposto, ha puntato l'asteroide e da subito inseguito mentre era già tra ne nubi. Appena il cielo si è aperto, il corpo era già al centro del campo e perfettamente inseguito''.

Numerose anche le associazioni di appassionati del cielo, con delegazioni territoriali dell'Unione Astrofili Italiani (Uai), che hanno organizzato in tutta Italia sessioni di osservazione pubblica e di studio dell'evento astronomico. Il Team Ricerca dell'Associazione Tuscolana di Astronomia (Ata), ad esempio, ha ripreso il transito dell'asteroide dal proprio osservatorio vicino Roma, a Rocca di Papa. Bellissime anche le immagini catturate dal Circolo Astrofili Talmassons (Cast) 


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'Cervelli' di silicio per satelliti piu' intelligenti

I sei wafer di silicio prodotti assemblando diversi chip (fonte: Esa - Agustin Fernandez Leon)  
I sei wafer di silicio prodotti assemblando diversi chip (fonte: Esa - Agustin Fernandez Leon)
 
   Satelliti sempre piu' intelligenti grazie ai sei 'cervelli' di silicio realizzati dall'Agenzia spaziale europea (Esa) assemblando chip diversi prodotti negli anni passati da differenti aziende europee. Grazie a questa operazione low-cost e' stato possibile produrre sei elementi elettronici del valore complessivo di 6 milioni di euro risparmiando tempo e costi di produzione.

I 'dischi' di silicio, che in elettronica vengono definiti wafer perche' formati dalla sovrapposizione di piu' strati, sono composti da 14 tipi di chip sviluppati negli ultimi otto anni da varie compagnie europee per diversi progetti Esa grazie al supporto economico e tecnico della stessa agenzia spaziale. Si tratta dei piu' piccoli 'mattoni' su cui si basano le missioni spaziali: ogni chip e' dotato di un particolare disegno per eseguire un compito ben preciso, dalla decodifica dei segnali lanciati dalla Terra ai satelliti fino al controllo di interi veicoli spaziali.

 Insieme vanno a formare i sei wafer, ognuno dei quai ha un diametro di 20 centimetri e contiene da 30 a 80 copie di ogni chip: ciascuno di questi ultimi  ha fino a 10 milioni di transistor o interruttori di circuito. Una volta impacchettati all'interno di involucri protettivi, i wafer saranno collegati ad altri componenti dei satelliti, come sensori e attuatori.

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Cientista da Nasa diz que busca por vida em lua de Júpiter é promissora



Da France Presse

Na busca por vida no sistema solar, a Europa, uma lua de Júpiter que abriga um oceano, parece mais promissora do que Marte, o grande deserto onde os Estados Unidos concentram seus esforços limitados por cortes orçamentários, afirmam especialistas.

"Fora da Terra, a Europa é o lugar do nosso sistema solar com a maior probabilidade de se encontrar vida, e deveríamos explorá-la", afirmou Robert Pappalardo, cientista responsável do Jet Propulsion Laboratory (JPL), laboratório da agência espacial americana Nasa.

Ele comenta que a lua é recoberta por uma camada de gelo relativamente fina, possui um oceano (líquido sob o gelo) em contato com rochas no fundo, é geologicamente ativa e bombardeada por radiações que criam oxidantes e formam, ao se misturar com a água, uma energia ideal para a vida.

No entanto, a pedido da Nasa a missão que exploraria a lua Europa foi revista devido a um corte de custos, explicou à imprensa o cientista, durante a conferência anual da Associação americana pelo avanço da ciência (AAAS, em inglês), que acontece em Boston até o dia 18 de fevereiro.

O JPL, aliado ao laboratório de física aplicada da Universidade Johns Hopkins, em Maryland, concebeu um novo projeto de exploração chamado "Clipper" num valor total de US$ 2 bilhões, sem contar com o 
lançamento da nave.

Lua de Júpiter pode ter oceano de água. (Foto: Nasa) 
Lua de Júpiter pode ter oceano de água. (Foto: Nasa)
 
O aparato seria colocado na órbita de Júpiter e realizaria vários vôos de aproximação à Europa, seguindo o exemplo da sonda Cassini em Titã, uma lua de Saturno. "Desta forma, podemos cobrir de forma eficaz toda a superfície da Europa, pela metade do custo inicial", assegurou Pappalardo. Se for aprovado, o "Clipper" pode ser lançado em 2021 e demoraria de três a seis anos para chegar à lua Europa.

Em comparação, são necessários apenas seis meses para se chegar a Marte. De qualquer forma, a Nasa informou não possuir fundos suficientes para sustentar a missão Clipper no atual contexto de cortes orçamentários.

Uma prioridade científica
No entanto, a agência espacial anunciou em dezembro o envio de um novo robô a Marte em 2020 seguindo o exemplo do Curiosity, um projeto de US$ 2,5 bilhões. Tendo chegado ao planeta vermelho em agosto de 2012, o Curiosity busca determinar se Marte pode ter desenvolvido alguma forma de vida.

De acordo com os projetos atuais de exploração robótica da Nasa, os Estados Unidos não terão mais sondas na parte mais longínqua do sistema solar após a chegada da nave Juno à órbita de Júpiter em 2016, programada para se chocar contra o planeta um ano mais tarde.

Por outro lado, a Nasa pode participar da missão da Agência Espacial Europeia (ESA) a Júpiter e as suas luas, batizada de "Jupiter Icy Moon Explorer", com previsão de chegada para 2030.

O robô Curiosity em Marte (Foto: Divulgação / Nasa) 
O jipe Curiosity em Marte (Foto: Divulgação / Nasa)
 
Embora Pappalardo admita que Marte representa grande parte da exploração do sistema solar pela Nasa, ele acredita que a agência "também deveria explorar lugares que constituem uma grande prioridade científica". "Uma das perguntas fundamentais é saber se existe vida fora do sistema solar", completou.

Enquanto Marte pode ter sido habitada a bilhões de anos atrás, a Europa pode ser propícia à vida neste momento, insistiu o cientista. "Se a Europa é o melhor lugar do sistema solar para abrigar vida depois da Terra, a Encelade, uma lua de Saturno, a segue de perto", ressaltou Amanda Hendrix, do Instituto de ciência planetária em Tucson (sudoeste).

A Encelade conta com 'um mar e um oceano de água líquida embaixo de uma camada de gelo e é geologicamente ativa com uma fonte de calor no polo sul, além de um gêiser que emite partículas de água', explicou na mesma coletiva de imprensa. A Europa foi observada de perto pela primeira vez pelas sondas americanas Voyager em 1979 e Galileo nos anos 1990.

Cientistas propõem destruir asteroide com sistema que usa energia solar



Do G1, em São Paulo
Cientistas da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, nos EUA, propuseram a criação de um sistema que utilize energia solar para criar feixes de raios laser, com o objetivo de destruir ou desviar asteroides que ameacem a Terra no futuro.

Caso seja criado, o equipamento pode ser capaz de vaporizar em uma hora um asteroide do tamanho do que passou próximo da Terra na última sexta-feira (15), o 2012 DA14, afirmam os pesquisadores. Com cerca de 130 mil toneladas e 50 metros de diâmetro, o asteroide passou a 27 mil km do planeta, menor distância em mais de 50 anos de monitoramento da agência espacial americana (Nasa).

Ilustração conceitual mostra o DE-STAR direcionando energia solar na forma de raios laser para destruir um asteroide (na parte debaixo da imagem) e para mover uma sonda (na parte de cima) (Foto: Divulgação/Universidade da Califórnia, Santa Bárbara) 
Ilustração mostra o DE-Star transformando energia solar em raios laser para destruir um asteroide (na parte debaixo da imagem) e para mover uma sonda (na parte de cima) (Foto: Divulgação/Universidade da Califórnia, Santa Bárbara)
 
"O mesmo sistema poderia destruir um asteroide dez vezes maior do que o 2012 DA14 agindo durante um ano, com a vaporização começando em uma distância equivalente à da Terra com relação ao Sol, enquanto o asteroide ainda estiver em órbita", disse a universidade, em nota.

Chamado de DE-Star (Sistema de Direcionamento de Energia Solar para Asteróides em Exploração, na tradução do inglês), o projeto parte de "um princípio realista para evitar potenciais ameaças espaciais" à Terra, ressalta o cientista Philip Lubin, professor da universidade.

"Nós precisamos ser proativos ao invés de reativos quando lidamos com estas ameaças. Fugir e se esconder não é uma opção. Nós podemos fazer alguma coisa quanto a riscos desse tipo, então estamos dando passos nesta direção", disse Lubin ao site da Universidade da Califórnia.

O projeto é de um "sistema de defesa orbital de direcionamento de energia", com capacidade para transformar a energia do sol em feixes massivos de raios laser para destruir ou evaporar asteroides, agindo durante dias, meses ou anos, dependendo do tamanho do equipamento que for criado.

O DE-Star também pode vir a ser utilizado para mudar a rota de um asteroide, enviando-o para longe da Terra, dizem os cientistas. "Todos os componentes previstos em nosso projeto existem atualmente. Talvez não na escala que precisamos, mas os básicos estão disponíveis para serem usados. Só precisamos de algo em grande escala para ser efetivo", afirmou Lubin.

O sistema também pode servir para estudar a composição de asteroides e cometas, além de outras funções espaciais, como direcionar a energia solar para ajudar na propulsão de sondas, naves espaciais e satélites.
A Nasa afirmou que não há relação entre o meteorito que caiu na Rússia na sexta-feira (15), deixando mais de 1,2 mil pessoas feridas, e o asteroide 2012 DA14.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Asteroide passa perto da Terra nesta sexta


Distância de 27 mil km é a menor já registrada para um objeto tão grande.
Especialistas garantem que não há risco de colisão com o planeta.

Do G1, em São Paulo
Ilustração do asteroide 2012 DA14, que passa perto da Terra nesta sexta (15) (Foto: Nasa/JPL-Caltech) 
Ilustração do asteroide 2012 DA14, que passa perto da Terra nesta sexta (15)
(Foto: Nasa/JPL-Caltech)
Um asteroide com 45 metros de diâmetro vai passar nest sexta-feira (15) a apenas 27 mil km da Terra – nunca antes o ser humano identificou a passagem de um objeto tão grande tão próximo da Terra.
saiba mais
  • A distância pela qual o asteroide 2012 DA14 vai passar é menor do que a de alguns satélites de comunicação. Os chamados satélites geoestacionários ficam a uma altura de cerca de 36 mil km, na órbita da Terra.
A maior aproximação do asteroide será às 17h25 (horário de Brasília). Os melhores pontos do planeta para vê-lo serão o Leste da Europa, a Ásia e a Austrália, onde será madrugada no momento. No entanto, como a distância será muito pequena, a passagem será também muito rápida.

Ilustração do asteroide 2012 DA14 foi registrado pelo astrônomo amador Dave Herald (Foto: Dave Herald/via Nasa) 
Ilustração do asteroide 2012 DA14 foi registrado
pelo astrônomo amador Dave Herald (Foto: Dave
Herald/via Nasa)

Na Austrália, aliás, o astrônomo amador Dave Herald já conseguiu fazer um bom registro do corpo celeste. A Nasa, a agência espacial norte-americana, publicou a imagem em seu site oficial nesta quinta.

Apesar da proximidade recorde, os especialistas garantem que não há risco de colisão do asteroide com a Terra. Também não existe risco de colisão com os satélites de comunicação, pois os satélites ficam sobre a linha do equador e o asteroide passará mais próximo do polo Sul

Meteorito deixa feridos após cair em território russo



Ao menos quatro pessoas se feriram atingidas por estilhaços de vidros.
Não foi chuva de meteoritos, mas um que se desintegrou, diz governo.

Do G1, com agências internacionais*
Ao menos quatro pessoas ficaram feridas nesta sexta-feira (15) por estilhaços de vidraças que foram quebradas com a queda de um meteorito na região de Tcheliabinsk, nos Montes Urais, na Rússia, informou o Ministério do Interior do país.

O meteorito caiu a 80 quilômetros da cidade de Satki, no distrito de mesmo nome, disse um porta-voz da pasta à agência oficial russa "RIA Novosti".

"Em muitas das casas de Satki, assim como em alguns edifícios de Tcheliabinsk (capital da região homônima), os vidros das janelas quebraram. Pelo visto, caíram fragmentos do meteorito em diferentes lugares", disse o porta-voz.

Não há informações sobre a relação da queda do meteorito com a passagem, nesta sexta, de um asteroide de 50 metros de comprimento a 27.700 km acima da superfície da Terra. A distância é menor do que a órbita dos satélites de comunicação.
 
Uma testemunha ouvida pela agência Reuters em Chelyabinsk relatou ter ouvido uma grande explosão no início da manhã e sentido uma onda de choque em um prédio de 19 andares no centro da cidade. Os sons de alarmes de carro e janelas quebrando pode ser ouvido na área, acrescentou a fonte.

Alguns veículos da imprensa chegaram a informar que uma chuva de meteoritos teria caído sobre os Urais.

 . Janelas de um centro esportivo ficaram destruídas após serem atingidas por meteoritos nos Montes Urais (Foto: Reuters)

 
Janelas de um centro esportivo ficaram destruídas após serem atingidas por meteoritos nos Montes Urais (Foto: Reuters)
 
"Não foi uma chuva de meteoritos, mas um meteorito que se desintegrou nas camadas baixas da atmosfera", disse à agência "Interfax" a porta-voz do Ministério para Situações de Emergência da Rússia, Elena Smirnij.
Elena acrescentou que a onda expansiva provocada pela queda do corpo celeste quebrou as janelas de "algumas casas na região".

A porta-voz ministerial também informou que a queda do meteorito não alterou os níveis de radiação, que se mantêm dentro dos parâmetros frequentes para a região.


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