quarta-feira, 20 de junho de 2012

Telescópio europeu flagra berçário de estrelas na 'Nebulosa Guerra e Paz'

Aglomerado de astros fica na constelação de Escorpião, na Via Láctea.
Região foi avistada pela primeira vez em 1837, a partir da África do Sul.

Do G1, em São Paulo

Estrelas  (Foto: ESO/Divulgação) 
O Telescópio Extremamente Grande do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) divulgou nesta quarta-feira (20) a imagem mais detalhada obtida até hoje do berçário estelar NGC 6357, conhecido como Nebulosa Guerra e Paz, que fica na constelação de Escorpião, nas profundezas da Via Láctea. A foto mostra inúmeras estrelas quentes e jovens (com "apenas" milhões de anos), nuvens brilhantes de gás e formações de poeira circulando em meio a ventos estelares e radiação ultravioleta (Foto: ESO/Divulgação)
Estrelas 2 (Foto: ESO/Divulgação) 
Os traços escuros que recobrem esta imagem e a de cima são poeira cósmica, formada por pequeníssimas partículas de silicatos, grafite e gelo, produzidas e expelidas para o espaço por gerações anteriores de estrelas. Essa poeira é muito mais fina que a doméstica e se parece com fumaça. O nome da nebulosa, Guerra e Paz, foi dado pelos astrônomos porque esta foto pareceria uma pomba e a de cima, uma caveira. As duas compõem uma imagem única, sendo esta a da esquerda e a de cima, da direita (Foto: ESO/Divulgação)
Estrelas 3 (Foto: ESO/Divulgação) 
A região mais central e brilhante da nebulosa NGC 6357 contém um aglomerado de estrelas de grande massa, que estão entre os astros mais brilhantes da Via Láctea. O interior dele, que não pode ser visto na imagem, já foi intensamente estudado pelo Telescópio Hubble, da agência espacial americana (Nasa). Esta foto foi produzida pelo programa Joias Cósmicas, do ESO, que é financiado por 15 países europeus, além do Brasil. A NGC 6357 foi vista pela primeira vez em 1837, a partir da África do Sul (Foto: ESO/Divulgação)


terça-feira, 19 de junho de 2012

Double CME Hits Earth, Sparks Auroras

 
 
 
Space Weather News for June 17, 2012
http://spaceweather.com

As predicted, a double CME hit Earth's magnetic field on June 16th.  The impact strongly compressed Earth's magnetosphere, exposing geosynchronous satellites to solar wind plasma and sparking more than 24 hours of geomagnetic storms.  (The storms are still in progress as this alert is being written during the middle hours of June 17th.) In the United States, Northern Lights have descended as far south as Wisconsin, Washington, Minnesota, and the Dakotas.  Southern hemisphere observers are also reporting colorful aurora australis.  Check http://spaceweather.com for photos and updates.

AURORA ALERTS: Would you like a call when geomagnetic storms are underway? Aurora alerts are available from
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Lucimary Vargas
Presidente
Observatório Astronômico Monoceros
Planetário Além Paraíba
Estação Meteorológica 083/MG-5ºDISME-INMET
AHAP/CEPESLE
Além Paraíba-MG-Brasil
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sábado, 16 de junho de 2012

Nave espacial chinesa decola com primeira mulher astronauta do país

Do G1, em São Paulo

A China enviou às 7h37 (horário de Brasília) deste sábado (16) sua primeira mulher e outros dois astronautas para o espaço. O foguete saiu do Centro de Lançamento de Satélites Jiugquan, no Deserto de Gobi, no norte do país.

Essa é a primeira tentativa de acoplagem tripulada realizada por chineses, a bordo da nave Shenzhou 9, que vai se juntar ao módulo espacial Tiangong 1, a 343 quilômetros da Terra.

Os astronautas devem trabalhar em uma estação espacial provisória por sete a dez dias. A missão pode ser fundamental para a China se tornar o terceiro país a estabelecer uma base permanente em órbita, depois dos EUA e da Rússia.
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Nave espacial chinesa com primeira mulher astronauta do país decola neste sábado (16) (Foto: Xinhua, Li Gang/AP) 
Nave espacial chinesa com primeira mulher  astronauta do país decola neste sábado (16)
(Foto: Xinhua, Li Gang/AP)
 
Liu Yang, de 34 anos, é piloto da Força Aérea chinesa e, segundo o porta-voz do programa espacial chinês, Wu Ping, a presença de uma mulher no espaço é consequência do desenvolvimento dos voos tripulados e também efeito da expectativa do público.

A mídia estatal do país tem aproveitado o fato ao máximo, relatando inclusive que a astronauta já aterrissou um avião após uma ave desativar um dos motores.

Liu Yang estará acompanhada de Liu Wang e Jing Haipeng. Dois deles vão viver e trabalhar no interior do módulo, para testar os sistemas de suporte vital. Enquanto isso, o terceiro ficará na cápsula para lidar com emergências inesperadas. Eles também vão avaliar os efeitos da gravidade sobre o corpo humano e desempenhar tarefas científicas e de engenharia.

A designação de Liu foi anunciada nesta semana após um longo processo de seleção que deu preferência a mulheres casadas e com filhos (embora esse não seja o caso da escolhida), devido ao fato de o voo espacial e a possível exposição à radiação poderem causar infertilidade.

Os critérios da escolha são rigorosos. A escolhida tinha, entre outros, de ter dentes perfeitos, pele sem calos ou problemas, bom hálito e odor corporal agradável -o contrário pode ser um problema durante a permanência no espaço.

Nave espacial chinesa Shenzhou 9 é lançada com sucesso neste sábado (16)  (Foto: Xinhua, Li Gang/AP)Nave espacial chinesa Shenzhou 9 é lançada com sucesso neste sábado (16) (Foto: Xinhua, Li Gang/AP)
 
Na volta à Terra, a nave deve pousar em campos chineses com a ajuda de paraquedas.
O módulo Tiangong 1 é apenas um protótipo, e a meta é substituí-lo por uma estação espacial maior e permanente, com conclusão prevista para 2020.

A estação permanente deve pesar cerca de 60 toneladas, ligeiramente menor que a Skylab da Nasa, construída nos anos 1970, e cerca de um sexto do tamanho da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), da qual fazem parte 16 países atualmente.

A China lançou um homem ao espaço pela primeira vez em 2003. A missão foi seguida por outra com dois astronautas em 2005 e por uma viagem com três em 2008, que em que foi executada a primeira caminhada espacial do país.

Liu Yang, Liu Wang e Jing Haipeng acenam momentos antes do lançamento da nave chinesa Shenzhou 9, que levou a primeira mulher astronauta do país ao espaço (Foto: Ng Han Guan/AP) 
Liu Yang, Liu Wang e Jing Haipeng acenam momentos antes do lançamento da nave chinesa Shenzhou 9, que levou a primeira mulher astronauta do país ao espaço (Foto: Ng Han Guan/AP)

sexta-feira, 15 de junho de 2012

China vai mandar sua primeira astronauta mulher ao espaço

Do G1, com agências internacionais

A China vai lançar, na tarde de sábado (16), a nave tripulada Shenzhou IX, a quarta deste tipo, com uma novidade a bordo: a primeira mulher astronauta chinesa, Liu Yang.

A expectativa é que Liu, que irá acompanhada de dois homens, melhore a "eficiência" do trabalho da tripulação, segundo a porta-voz, Wu Ping, em entrevista na plataforma de lançamento, situada na província de Gansu (noroeste), segundo a agência oficial Xinhua.

Liu Yang, a primeira astronauta chinesa, posa para fotos nesta sexta-feira (15) (Foto: AP) 
Liu Yang, a primeira astronauta chinesa, posa para fotos nesta sexta-feira (15) (Foto: AP)
 
"De maneira geral, as astronautas mulheres têm mais estabilidade psicológica e maior habilidade para lidar com a solidão", afirmou Wu.

Liu se somará à lista de mais de 50 mulheres astronautas que viajaram ao espaço desde que a russa Valentina Tereshkova se tornou a primeira cosmonauta em 1963, dois anos depois da histórica viagem de Yuri Gagarin.

A designação de Liu foi anunciada nesta semana após um longo processo de seleção que deu preferência a mulheres casadas e com filhos (embora esse não seja o caso da escolhida), devido ao fato de o voo espacial e a possível exposição à radiação poderem causar infertilidade.

Os critérios da escolha são rigorosos. A escolhida tinha, entre outros, de ter dentes perfeitos, pele sem calos ou problemas, bom hálito e odor corporal agradável -o contrário pode ser um problema durante a permanência no espaço.

Além disso, com esta missão, a China realizará o primeiro acoplamento de uma nave tripulada ao módulo chinês Tiangong I, lançado no último mês de setembro e criado para hospedar os tripulantes e servir de base para experimentos científicos que desenvolverão durante dez dias.

Os astronautas Jing Haipeng, Liu Wang e Liu Yang embarcarão às 7h37 de sábado (de Brasília) na Shenzhou IX, que será propulsada ao espaço por um foguete desde o Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, no deserto noroeste da China.

O lançamento foi anunciado em fevereiro, mas na ocasião foi informado que seria uma nave não tripulada com animais e sementes a bordo para realizar experimentos em condições de gravidade zero e radiação.

Este será a quarta viagem tripulada da China depois das realizados em 2003 e 2005, e do passeio espacial de 2008.

Segundo dados oficiais chineses, a China se situa no segundo posto no número de lançamentos depois da Rússia, embora os analistas considerem que o país asiático tem atualmente o nível tecnológico de Estados Unidos e União Soviética na década de 1960.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Un'antichissima galassia fantasma


La crocetta bianca indica la posizione dell’antica galassia osservata dal telescopio spaziale Hubble (fonte: STScI / NASA, F. Walter, MPIA)
 
  Svelato il mistero delle antiche galassie fantasma: uno sguardo nel passato di oltre 12 miliardi di anni fa reso possibile dal telescopio spaziale Hubble e da alcuni telescopi basati a Terra ha permesso di identificare una delle primissime galassie e di verificare che era 'iperattiva' e circondata da una fitta e inattesa nube di gas che la rende quasi invisibile.  A far luce su questi 'fantasmi' sono nuove le osservazioni, pubblicate su Nature, di un gruppo di ricercatori internazionale guidato dall'Istituto Max Planck a cui ha partecipato anche l'Osservatorio Astronomico di Roma dell'Istituto Nazionale di Astrofisica (Inaf).

    Grazie a nuove tecniche di analisi delle informazioni raccolte da una serie di osservatori, i ricercatori sono riusciti a comprendere le caratteristiche di alcune antichissime galassie, incomprensibilmente 'pallide', formatesi circa 1 miliardo di anni dopo la nascita dell'universo. Le prime galassie erano estremamente prolifiche, con una produzione di nuove stelle circa mille volte piu' elevata di oggi, ma alcune di queste erano avvolte da una densa nube di gas che ne riduceva la quantita' di luce emessa.

    In particolare, lo studio ha analizzato alcuni dettagli del cosiddetto Campo profondo di Hubble (Hdf), una complessa immagine realizzata circa 10 anni fa dal telescopio spaziale Hubble di una porzione del cielo piu' lontano e antico. I corpi celesti piu' antichi non sono osservabili nella luce del 'visibile' ma, a causa di un effetto legato all'espansione dell'Universo che 'stira' la luce durante il percorso, sono osservabili in lunghezze d'onda piu' piccole. Piu' antico e' un oggetto piu' 'spostata nel rosso' e' la sua luce.

   Secondo le aspettative, le antichissime galassie (di 12 miliardi di anni fa) avrebbero dovuto essere particolarmente prolifiche (e quindi brillanti) ma quelle osservate risultavano come deboli 'fantasmi'; e un enigma per gli astrofisici. Ora con una nuova sofisticata tecnica di analisi delle informazioni raccolte relative a Hdf 850.1, la piu' luminosa di queste 'pallide' sorgenti, i ricercatori sono riusciti a far luce sulle caratteristiche delle prime galassie dell'universo.

www.ansa.it

Nasa lança telescópio que irá mapear buracos negros

Do G1, com agências internacionais

A Nasa colocou em órbita o telescópio nuclear NuSTAR na tarde desta quarta-feira (13). A sonda vai detectar as emissões de raios X e mapear buracos negros com resolução jamais vista.

O NuSTAR (Matriz de Telescópios Eletroscópicos Nucleares) foi instalado no foguete Pegasus, que seguiu acoplado a um avião usado como trampolim para o projétil. 

O foguete decolou a 11,9 mil metros de altura sobre as ilhas Marshall, no Oceano Pacífico equatorial, e se desprendeu do avião às 13h17 do horário de Brasília. 


Imagem do telescópio NuSTAR fornecida pela Nasa (Foto: Nasa)Imagem do telescópio NuSTAR fornecida pela Nasa (Foto: Nasa)
 
 
O NuSTAR possui espelhos e detectores de raios X que, segundo os responsáveis pelo projeto, permitirá anos de descobertas astronômicas.

Durante dois anos, o NuSTAR, que permanecerá a 550 quilômetros da Terra, buscará buracos negros, rastros de supernovas e as partículas emitidas pelos maciços buracos negros que viajam em velocidades próximas à da luz.

Avião leva foguete que carrega telescópio NuSTAR. (Foto: Nasa)Avião leva o foguete Pegasus. (Foto: AP)

Sonda Cassini registra formação de lagoas na Lua de Saturno

Do G1, em São Paulo

A sonda espacial Cassini captou a formação de um lago rico em metano e de várias lagoas próximas ao equador de Titan, a maior lua de Saturno. A descoberta foi publicada na revista “Nature” nesta quarta-feira (13).

Pesquisas anteriores já haviam indicado a presença de lagos nas regiões polares de Titan. Mas, por muito tempo, se pensou que corpos líquidos não poderiam existir na parte central da Lua porque a energia do Sol naquelas latitudes faria os lagos de metano evaporarem.

“Essa descoberta foi completamente inesperada porque os lagos não são estáveis em latitudes tropicais”, disse a cientista Caitlin Griffith, professora de Ciência Planetária da Universidade do Arizona, que liderou a pesquisa.


Imagem cedida pela Nasa mostra Titan ao centro e os anéis de Saturno. (Foto: AP)Imagem cedida pela Nasa mostra Titan ao centro e os anéis de Saturno. (Foto: AP)
 
 
Ao medir a luz solar refletida na superfície e na atmosfera de Titan, a sonda Cassini detectou uma região escura que, ao ser analisada com mais profundidade, sugeriu ser a presença de um lago de hidrocarbonetos de 927 quilômetros quadrados – o dobro do Champlain, um lago de água doce que faz fronteira entre os estados de Nova York e Vermont, nos Estados Unidos. Perto desse lago, os cientistas indicaram a possível presença de mais quatro lagoas rasas semelhantes em tamanho e profundidade a pântanos existentes na Terra.

Titan é um dos poucos corpos no sistema solar com uma atmosfera densa, formada por uma camada de nitrogênio e metano. O gás metano na atmosfera é constantemente quebrado pela luz do sol e cai na superfície onde é transportado de volta para os polos, local onde se condensa para formar lagos.
Os cientistas, no entanto, não acham que é por esse processo que as lagoas aparecem. Em vez disso, sugerem que pode haver uma fonte subterrânea de metano em Titan que periodicamente se abre para a superfície para formar as lagoas.

“Titan pode ter um oásis”, disse Griffith.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Sonda robótica vai investigar sinais de vida em cratera de Marte

Da Reuters
 
Nos próximos meses, um robô-geólogo chegará a Marte para experimentar uma nova estratégia na busca por vida fora da Terra.

Em vez de empreender uma caçada a micróbios como a das missões Viking nos anos 1970, o Mars Science Laboratory da Nasa, apelidado de Curiosity (Curiosidade), procurará locais que podem ter abrigado e preservado a vida.

"O termo 'detecção de vida' é tão mal definido e tão difícil de averiguar que não dá um bom ponto de partida", disse o geólogo John Grotzinger, do Instituto de Tecnologia da California.

Animação mostra como seria o interior da Cratera Gale, local por onde o robô Curiosity (Foto: Reuters/Nasa)Imagem mostra  interior da Cratera Gale, local por onde o robô Curiosity vai transitar.
(Foto: Reuters/Nasa)
 
Em vez disso, a nova missão da Nasa em Marte, cujo pouso está previsto para o dia 6 de agosto, é antes de tudo uma expedição geológica a um local intrigante chamado Cratera Gale, situada ao sul do equador marciano.

Os cientistas acreditam que a cratera tenha sido formada entre 3,5 bilhões e 3,8 bilhões de anos atrás, quando Marte, a Terra e o restante dos planetas do Sistema Solar eram frequentemente bombardeados por meteoritos.

A característica mais impressionante da Gale não é a marca de 154 quilômetros de extensão no solo, mas uma montanha de 5 quilômetros de altura de fragmentos que se ergue a partir do chão da cratera. Os cientistas acreditam que a montanha, localizada no centro da bacia, seja formada por sedimentos remanescentes do que um dia preencheu a cratera.

Com o tempo, por um processo não muito bem compreendido, o sedimento foi levado embora, deixando o que hoje é conhecido como Monte Sharp. Os cientistas esperam que ele revele a história geológica de Marte, como nenhuma outra formação pode fazer na Terra.

"Não há lugar na Terra onde você pode ir para obter toda a história de uma vez", disse Grotzinger a jornalistas durante uma viagem de campo no mês passado ao Death Valley, na California, um dos poucos locais onde o registro geológico da Terra está exposto.

"Na Gale, você não precisa reconstruir as camadas. Você pode ver como elas são, das mais antigas às mais novas. Você tem a seta do tempo sempre apontada na direção correta. Está tudo exposto de forma muito simples", afirmou Grotzinger.

Curiosity (Foto: JPL-Caltech / Nasa)Imagem de 2011 mostra o jipe robô Curiosity (Foto: JPL-Caltech / Nasa)

Telescópio pequeno descobre dois planetas fora do Sistema Solar

Do G1, em São Paulo

Com lentes semelhantes às de uma câmera fotográfica, um telescópio “extremamente pequeno”, localizado no estado americano do Arizona, acaba de revelar a existência de dois planetas “estranhos” e distantes do Sistema Solar.

Os cientistas Thomas Beatty, da Universidade de Ohio, e Robert Siverd, da Universidade Vanderbilt, ambas nos EUA, relataram a descoberta nesta quarta-feira (13) à Sociedade Americana de Astronomia, em entrevista coletiva na cidade de Anchorage, no Alasca.

Um dos corpos (na foto abaixo, à direita) é uma bola superdensa e quente, feita de hidrogênio metálico e ósmio, o metal mais pesado que se conhece na natureza, encontrado na platina e de cor cinza ou azulada. O planeta foi chamado de Kelt-1b e está situado na constelação de Andrômeda, vizinha da nossa Via Láctea e duas vezes maior que ela.

Planeta Kelt-1b (Foto: Julie Turner/Vanderbilt University/Divulgação)Planeta Kelt-1b aparece à direita da foto, mais avermelhado, com sua estrela brilhante à esquerda. O planeta fica tão próximo do astro que completa uma órbita em 30h (Foto: Julie Turner/Vanderbilt University/Divulgação)
 
O Kelt-1b fica tão próximo de sua estrela, que completa uma órbita ao redor dela em 30 horas. Além disso, ele recebe cerca de seis mil vezes mais radiação que a Terra do Sol. Sua temperatura na superfície gira em torno dos 2.200° C. Comparativamente, Mercúrio orbita o Sol uma vez a cada 68 dias, e sua maior temperatura na superfície chega a 425° C.

O novo planeta e sua estrela fazem uma espécie de “dança cósmica” que se assemelha à da Terra com a Lua, embora haja uma exceção: a Lua está “presa” à Terra, por isso vemos sempre a mesma face dela. Em alguns bilhões de anos, essa estrela deve se expandir e engolir o Kelt-1b inteiro.

No passado, o corpo celeste recém-descoberto pode ter sido empurrado por uma estrela companheira que está hoje orbitando esse sistema solar. Os pesquisadores acreditam que o planeta, mais parecido com uma anã marrom, seja capaz de mudar a atual concepção de como os sistemas solares evoluem.

Menos de 1% dos exoplanetas ou planetas extrassolares – fora do Sistema Solar – já descobertos são extremamente grandes e, ao mesmo tempo, muito próximos de suas estrelas hospedeiras.


Telescópio (Foto: KELT North Photos/Divulgação)Telescópio pequeno descobriu dois planetas fora do Sistema Solar (Foto: KELT North Photos/Divulgação)
 
O outro planeta encontrado pelo telescópio é denominado Kelt-2ab e se apresenta como uma estrela muito brilhante, 30% maior e 50% mais densa que Júpiter. Ele está localizado na constelação de Auriga, a cerca de 12 mil anos-luz da Terra.

A estrela-mãe do Kelt-2ab é tão brilhante que pode ser vista da Terra por meio de binóculos. Os astrônomos acreditam que poderão observar diretamente a atmosfera desse planeta, estudando a luz da estrela que brilha através dele e do calor infravermelho que irradia dele, usando telescópios localizados não só no espaço, mas também no solo.

Esse telescópio e seu “irmão gêmeo” foram projetados para observar milhões de estrelas brilhantes de uma vez só, em extensas áreas do Universo, com baixa resolução de imagem. É um meio de “caçar” planetas fora do sistema solar por um baixo custo. Enquanto a construção de um telescópio tradicional sai por milhões de dólares, esse exemplar sai por US$ 75 mil ou menos de R$ 155 mil.

A equipe usa métodos como o de trânsito, em que o brilho de uma estrela é ofuscado quando um planeta atravessa a sua frente. A recente passagem de Vênus pelo Sol foi um exemplo do uso dessa técnica, que pode trazer mais informações astronômicas.

Telescópio gigante mostrará fotos 15 vezes maiores do que as do Hubble

Da BBC

A construção do maior telescópio ótico do mundo foi aprovada pelos países membros do European Southern Observatory (ESO).

O European Extremely Large Telescope (E-ELT) terá um espelho primário equivalente a um campo de futebol e será construído no topo de uma montanha no Chile.

O equipamento vai produzir imagens 15 vezes maiores mais detalhadas do que as atuais.

A expectativa é de que novas imagens estejam disponíveis em dez anos.

Telescópio gigante mostrará fotos 15 vezes maiores do que as do Hubble (Foto: BBC)Telescópio gigante mostrará fotos 15 vezes maiores do que as do Hubble (Foto: BBC)
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Il telescopio Fermi cattura la più potente ‘esplosionè solare

                            

                           Rappresentazione artistica del campo magnetico del Sole (fonte: NASA)
La più potente emissione di energia mai prodotta da un'eruzione solare è stata osservata dal telescopio spaziale della Nasa Fermi al quale l'Italia partecipa con Istituto Nazionale di Astrofisica (Inaf), Istituto nazionale di fisica nucleare (Infn) e Agenzia Spaziale italiana (Asi).

La scoperta è stata annunciata dall'astrofisico italiano Nicola Omodei, che lavora nell’università californiana di Stanford, nel convegno della Società Americana di Astronomia in corso in Alaska ad Anchorage.

Il risultato, osservano gli esperti, annuncia il nuovo ruolo di Fermi come osservatorio solare: il telescopio nato per osservare le più potenti esplosioni dell’universo diventa anche un potente nuovo strumento per studiare un fenomeno molto vicino, come l’attività del Sole.

L'eruzione osservata da Fermi è avvenuta il 7 marzo scorso: è stata la più ricca di raggi gamma mai osservata e ha fatto del Sole l'oggetto più brillante del cielo nei raggi gamma. ‘’Per gran parte dei suoi quattro anni in orbita, lo strumento Lat (Large Area Telescope) ha visto il Sole come una debole fonte di raggi gamma'’, ha osservato Omodei. ''Ora - ha aggiunto - stiamo iniziando a vedere quello che il Sole stesso può fare’'.

Al momento del picco dell'esplosione, lo strumento Lat ha registrato che i raggi gamma sono stati due miliardi di volte più luminosi della luce visibile, un record per la luce alle più alte energie mai rilevato durante o immediatamente dopo un'eruzione solare.

Il flusso di alta energia dei raggi gamma, è stato 1.000 volte superiore a quello di uscita costante del Sole. Il brillamento del 7 marzo scorso, rilevano gli esperti, è stato notevole non solo per l'intensità, ma per la persistenza delle emissioni. Fermi ha rivelato raggi gamma di alta energia per circa 20 ore, un tempo due volte e mezzo maggiore di ogni record precedente.

www.ansa.it

Oggi il lancio di NuStar, cacciatore di buchi neri

Rappresentazione artistica del nuovo telescopio spaziale NuStar (fonte: NASA)
 
Un nuovo e potente telescopio scruterà negli angoli più remoti dello spazio. E' previsto per le 17:30 di oggi da Kwajalein, nel Pacifico, il lancio di NuStar (telescopio spettroscopico nucleare) la missione della Nasa che fa parte del programma Small Explorer.

L'osservatorio, che andrà a caccia di buchi neri ed altri corpi celesti con la sua speciale vista a raggi X, sarà lanciato da un razzo Pegasus XL e trasportato dall'aereo Stargazer L-1011 della Orbital Science Corporation. Il velivolo decollerà dall'atollo di Kwajalein un'ora prima del lancio, per poi sorvolare l'Oceano Pacifico. Circa cinque secondi prima del lancio effettivo, il razzo Pegasus XL calerà dall'aereo, si accenderà ed accompagnerà NuStar nello spazio.

Il motivo per cui il lancio viene eseguito in volo, spiega la Nasa, è economico perché "i lanci assistiti in volo sono meno costosi di quelli che avvengono da terra. Viene consumato meno carburante, rispetto a quello necessario per spingere il carico oltre la gravità terrestre".

Lo Stargazer decollerà un'ora prima del lancio per raggiungere gli 11.900 metri di quota. A cinque secondi dal lancio ci sarà la prima fase di accensione del motore del razzo, che durerà per circa 70 secondi, dopodiché la seconda fase farà spingere il razzo per circa un minuto e mezzo. A questo punto il razzo si spoglierà delle carene di copertura con dei dispositivi pirotecnici e NuStar vedrà lo spazio aperto per la prima volta. Durante la terza fase, la sonda si sgancerà dal razzo ed inizierà le manovre per il posizionamento in orbita, a circa 600 chilometri dalla superficie terrestre, ed il dispiegamento dei pannelli solari necessari per la sua alimentazione.

Circa una settimana dopo il lancio gli ingegneri ordineranno al telescopio di allungare il suo braccio lungo 10 metri per consentirgli di focalizzare la luce a raggi X in immagini nitide. "A differenza dei telescopi ottici, quelli a raggi X - spiega la Nasa - richiedono una lunga distanza tra gli specchi ed i rilevatori per la focalizzare la luce. E' un po' come indossare gli occhiali a qualche metro di distanza dal viso". Le operazioni scientifiche potranno iniziare a circa 30 giorni dal lancio.

www.ansa.it

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