segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Galáxia espiral a 320 milhões de anos-luz é fotografada por telescópio

Hubble registra NGC 4921, objeto na constelação de Cabeleira de Berenice.   Imagem ajuda no estudo de marcadores de distância no espaço.

Do G1, em São Paulo


NGC 4921, localizada a 320 milhõe de anos-luz, na direção da constelação de Cabeleira de Berenice. A imagem, feita pelo Telescópio Espacial Hubble, serve aos astrônomos, segundo a Nasa, para identificar marcadores de distância no espaço conhecidos como estrela variáveis cefeidas. O objeto é tido como "anêmico" dada a palidez, fruto de pouco brilho superficial e baixa taxa de formação de estrelas. É possível ver aglomerados, galáxias e até material da Via Láctea na imagem. [Foto: NASA / ESA / K. Cook (LLNL)]Confira mais notícias de Ciência e Saúde

domingo, 29 de agosto de 2010

Orbitador Mars Express faz nova foto de ‘cratera alongada’ de Marte

Orcus Patera é um dos mistérios do Planeta Vermelho.   Imagem traz detalhes inéditos de depressão de 380 por 140 km.

Do G1, em São Paulo


Explicação mais aceita é que Orcus Patera surgiu do impacto de um objeto que atingiu Marte obliquamente, em um ângulo inferior a 5 graus a partir da horizontal (Foto: ESA / DLR / FU Berlin (G. Neukum))

A agência espacial europeia (ESA, na sigla em inglês) divulgou nesta sexta-feira (27) uma nova foto de Orcus Patera, uma ‘cratera alongada’ de Marte. A formação de Orcus Patera continua sendo um mistério para os cientistas. A nova imagem traz a depressão, que tem 380 por 140 quilômetros, com clareza inédita.Os registros foram obtidos pelo orbitador Mars Express.


Orcus Patera tem 380 por 140 quilômetros (Foto: ESA / DLR / FU Berlin (G. Neukum))

A explicação mais aceita é que Orcus Patera surgiu do impacto de um objeto que atingiu Marte obliquamente, em um ângulo inferior a 5 graus a partir da horizontal.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Orbitador Mars Express faz nova foto de ‘cratera alongada’ de Marte

Orcus Patera é um dos mistérios do Planeta Vermelho.   Imagem traz detalhes inéditos de depressão de 380 por 140 km.

Do G1, em São Paulo

Explicação mais aceita é que Orcus Patera surgiu do impacto de um objeto que atingiu Marte obliquamente, em um ângulo inferior a 5 graus a partir da horizontal (Foto: ESA / DLR / FU Berlin (G. Neukum)

)A agência espacial europeia (ESA, na sigla em inglês) divulgou nesta sexta-feira (27) uma nova foto de Orcus Patera, uma ‘cratera alongada’ de Marte. A formação de Orcus Patera continua sendo um mistério para os cientistas. A nova imagem traz a depressão, que tem 380 por 140 quilômetros, com clareza inédita.Os registros foram obtidos pelo orbitador Mars Express.


Orcus Patera tem 380 por 140 quilômetros (Foto: ESA / DLR / FU Berlin (G. Neukum))

A explicação mais aceita é que Orcus Patera surgiu do impacto de um objeto que atingiu Marte obliquamente, em um ângulo inferior a 5 graus a partir da horizontal.

La Nasa scopre due nuovi pianeti


Kepler-9b e Kepler-9c, entrambi orbitano intorno alla stella Kepler 9. Sono giganti e gassosi. Hanno dimensioni simili a quelle di Saturno. E forse, ce n'è pure un terzo

MILANO - In solo colpo d’occhio il satellite Keplero della Nasa ha scoperto due pianeti che transitano davanti alla stessa stella Keplero-9 della nostra galassia. «Questa è anche la prima conferma ufficiale – ha precisato Doug Hudgins responsabile scientifico del programma – di un sistema solare simile al nostro, mentre altri sono ancora sotto esame». I due pianeti con una taglia analoga a Saturno e non offrono ambienti abitabili ruotano su orbite diverse: “Keplero-9b”, come è stato provvisoriamente battezzato, è più vicino all’astro compiendo un giro intorno ad esso in 19 giorni; “Keplero-9c” è invece più lontano e impiega 48 giorni. La scoperta è riuscita misurando l’abbassamento della luminosità della stella quando il pianeta le passa davanti. Il tutto però non è stato semplice perché ha richiesto ben sette mesi di osservazioni. Tra i due corpi celesti si manifesta anche una certa interazione delle rispettive forze gravitazioni, hanno precisato gli scienziati che stanno verificando anche la presenza di un terzo pianeta. Questo sarebbe vicinissimo alla stella-madre volandole intorno in un giorno e mezzo appena. Inoltre la sua consistenza sarebbe differente e risulterebbe una specie di super-Terra perché avrebbe una massa una volta e mezza quella del nostro pianeta. Il satellite astronomico Keplero è stato lanciato il 6 marzo dell’anno scorso proprio per scovare nuovi corpi planetari extrasolari. Dopo un anno di indagini aveva già individuato circa settecento candidati che ora sono al vaglio degli scienziati.
 
http://www.corriere.it/

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Ginevra scopre nuovo sistema planetario


Ginevra scopre nuovo sistema planetario.  Composta da 7 pianeti in orbita attorno a Sole simile a nostro
Ginevra - L'universita' di Ginevra ha scoperto un sistema planetario con almeno 5 pianeti in orbita intorno a una stella simile al nostro Sole.Gli scienziati hanno inoltre prove della presenza di 2 altri pianeti, uno dei quali avrebbe la massa piu' piccola fin qui trovata. Il team internazionale di astronomi ha usato lo spettrografo HARPS, aggiunto al telescopio da 3,6 m dell'Eso a La Silla (Cile), con cui ha seguito durante 6 anni la stella HD 10180, situata a 127 anni luce di distanza.

http://www.ansa,it/

Scoperto un supervulcano galattico


C'e' un 'super-vulcano galattico' nella galassia M87, nell'ammasso della Vergine, a 50 milioni di distanza dalla Terra.Il vulcano erutta gas a raffica e per certi versi somiglia all'islandese Eyjafjallajokull. E' stato scoperto grazie all'Osservatorio spaziale a raggi X della Nasa Chandra e ai radiotelescopi Very Large Array in Nuovo Messico. Descritto su Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, ha origine da un buco nero gigantesco al centro della galassia.

sábado, 21 de agosto de 2010

Cratera com 45 metros descoberta no Egito anima ciência no país


Próxima à fronteira com o Sudão, 'Kamil' tem 16 metros de profundidade.    Equipe de italianos detectou impacto no solo pela 1ª vez há dois anos.

Agencia EFE

 Com a recente descoberta no Egito de uma das crateras de impacto mais bem conservadas do mundo, formada por um meteorito milhares de anos atrás, os cientistas encaram o futuro da ciência egípcia com entusiasmo.


A cavidade de 45 metros de diâmetro e 16 metros de profundidade, batizada de Kamil, se encontra a sudoeste do deserto egípcio, perto da fronteira com o Sudão, em uma zona característica por sua inóspita superfície.

"Não há nada lá, nem vento, o que permitiu que a cratera se mantivesse tão bem conservada. Esse nível de preservação só pode ser encontrado na lua", disse à Agência Efe o diretor do Instituto Nacional de Pesquisa em Astronomia e Geofísica (NRIAG), Salah Mahmoud, cuja instituição está envolvida na pesquisa.



A cratera foi observada pela primeira vez por uma equipe de italianos em uma missão do Google Earth, há dois anos.

Não há nada lá, nem vento, o que permitiu que a cratera se mantivesse tão bem conservada. Esse nível de preservação só pode ser encontrado na Lua"Salah Mahmoud, diretor do Instituto Nacional de Pesquisa em Astronomia e Geofísica (NRIAG)Diante da promissora descoberta, foi formada uma equipe de cientistas italianos e egípcios, liderada pelo especialista Luigi Folco, do Museu Nacional da Antártida de Siena, na Itália, para analisar a zona e decifrar a origem da cratera.

Além de sua excepcional localização, seu bom estado de conservação se deve ao fato de o meteorito que originou a cratera não ter se fragmentado ao entrar em contato com a atmosfera terrestre, segundo as conclusões de um estudo dos cientistas, publicadas em julho passado na revista "Science".

O coautor do artigo da "Science" e geofísico do NRIAG Ahmed Lethy disse à Efe que, graças "à excepcional estrutura da cratera e seu tamanho, assim como a distribuição dos restos", os pesquisadores poderão calcular o risco e os danos que podem ser causados por um novo meteorito no futuro.

O cientista ressaltou que esta é a segunda descoberta do tipo no Egito, depois do maior campo de crateras do mundo ter sido encontrado na região de Gilf al-Kabir, em 2004, no sudoeste do país, "cuja origem não foi confirmada", por não existirem mostras.

No entanto, a cratera Kamil foi produzida por um meteoro do qual restou 1,7 tonelada de fragmentos, incluindo o pedaço maior que existe no Egito, de 85 quilogramas.

Com isto, segundo Lethy, é possível "estudar a atividade do universo de milhões de anos analisando o desenvolvimento de seus elementos internos".

Os cientistas egípcios começam a considerar o que décadas antes podia parecer impossível no Egito, um país no qual a ciência não foi uma prioridade durante muitos anos.

Um artigo publicado em 2006 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e a Universidade de South Valley, no Cairo, descreveu a decadente situação da ciência no Egito.

"A despesa em pesquisa no Egito é muito baixa. Os pesquisadores egípcios estão entre os mais mal pagos nos países árabes. A pesquisa em ciências sofre uma decadente produção de tecnologia, o que faz com que a de alta qualidade seja tão complicada", explicava o documento.

Mahmoud se queixou que a redução de apoios e de interesse em projetos deste tipo de pesquisas é um problema comum no Egito, como em todos os países em desenvolvimento.

"Não é fácil, precisamos ter uma indústria completa. No final, é melhor importar para preservar o dinheiro com que contamos".

Mesmo assim, "sonhamos em poder produzir esse tipo de alta tecnologia para seu uso em diferentes campos", afirmou o geofísico.


O achado da cratera Kamil, com a bem-sucedida participação egípcia, é motivo de orgulho para os cientistas e dá uma projeção positiva a seu trabalho no mundo.

Para Lethy, "este tipo de publicações de alta qualidade encorajam o Governo a destinar mais dinheiro à pesquisa, porque veem nela resultados de interesse mundial".

"É uma mostra de que nosso nível de ciência está à altura do dos italianos", concluiu Mahmoud.

Com informações de Aleida Rueda, da EFE.
imagens arquivo virtual

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Efeito previsto por Einstein permite estudo inédito de matéria escura

Aglomerado de galáxias Abell 1689 serve como lente gravitacional.  Descoberta é relatada na próxima edição da revista 'Science'.

Do G1, em São Paulo

 O aglomerado de galáxias Abell 1689 foi utilizado por uma equipe de astrônomos como uma lente gravitacional cósmica para o estudo da matéria escura pela primeira vez. O estudo foi divulgado nesta quinta-feira (19) é tema da próxima edição da revista Science.

Combinada com outra técnicas existentes, a experiência permitiu aperfeiçoar a medição de massa e energia no universo. A equipe foi liderada pelo cosmólogo da Universidade Yale Priyamvada Natarajan.

Com uso de dados fornecidos pelo Telescópio Espacial Hubble e de outros observatórios terrestres, os cientistas analisaram 34 galáxias do aglomerado localizado na direção da constelação de Virgem, a 2,2 bilhões de anos-luz da Terra. O trabalho permitiu detectar galáxias de fundo, opacas, cuja luz foi projetada e desviada pela influência gravitacional de Abell 1689.


O superaglomerado de galáxias Abell 1689, está a 2,2 bilhões de anos-luz da Terra e é um dos maiores conhecidos na atualidade. Por meio deste objeto, galáxias de fundo tiveram a luz projetada e desviada, sendo detectadas pelos telescópios e estudadas pela equipe liderada pelo cosmólogo Priyamvada Natarajan. (Foto: NASA, ESA, Eric Jullo / JPL, Priyamvada Natarajan / Yale, Jean-Paul Kneib / Université de Provence)

A energia escura é um dos principais mistérios da astronomia na atualidade. Descoberta em 1998, não pode ser vista, mas possui influência gravitacional e representa 72% de toda massa e energia detectada no universo. Cientistas acreditam que a pressão exercida pela matéria escura seria o motivo para a expansão acelerada do universo.

O efeito da lente gravitacional foi previsto pelo Albert Einstein durante a elaboração da Teoria Geral da Relatividade, no início do século XX. Segundo o físico alemão, corpos muito massivos possuem forte campo gravitacional, capaz de desviar até mesmo raios luminosos, realizando o mesmo papel de uma lente comum.

A constatação desta teoria foi em parte feita no Brasil, em Sobral (CE), durante experiência coordenada pelo britânico Arthur Eddington em 1919, um dos maiores entusiastas das ideias de Einstein. O desvio de estrelas, maior do que o previsto pela teoria anterior sobre gravitação, do inglês Isaac Newton, foi usado como uma das primeiras provas para as previsões do físico alemão.

Deformações na superfície da Lua sugerem 'encolhimento' do astro

Observações foram realizadas pela sonda Lunar Reconnaissance Orbiter.   Fotografias mostram escarpas antes detectadas em região equatorial.

Do G1, em São Paulo


 A sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), da Nasa, capturou imagens que mostram deformações na superfície da Lua, indicativos de um possível "encolhimento" do astro. O estudo com base nas fotografias, realizado por Thomas Watters, é conteúdo da próxima edição da revista Science.

Segundo o estudo, o satélite natural da Terra teria reduzido seu raio em 100 metros em um passado recente.


Escarpas são apontadas em foto divulgada pela Nasa nesta quinta-feira (19). (Foto: NASA / Goddard / Arizona State University / Smithsonian)

Escarpas antes observadas na região equatorial da Lua pelas missões Apollo 15, 16 e 17, agora foram descobertas em todo o globo do astro graças ao trabalho da LRO. Os registros feitos na década de 1970 foram feitos em uma região que com

"Um aspecto interessante das escarpas lunares é que elas aparentam serem jovens", afirma Watters, do Centro de Estudos Planetários e da Terra do Museu Nacional de Espaço e Aeronáutica dos Estados Unidos.

Segundo a pesquisa, as escarpas seriam traços do encolhimento do satélite. Conforme a Lua se encolheu, o manto e a crosta superficial foram forçados a responder, formando falhas. Deformações como essas são comuns em Mercúrio, astro sem atmosfera assim como a Lua.

Fotografia mostra 'erupção' em galáxia a 50 milhões de anos-luz

Composição de imagens de dois observatórios permite efeito.   Objeto está localizado na direção da constelação da Virgem.

Do G1, em São Paulo

Composição de imagem da galáxia M87, na direção da constelação da Virgem, vista nos dois hemisférios da Terra. O objeto apresenta um vulcão aparente, efeito causado pela presença de um buraco negro na região. A imagem é uma composição de fotografias do Telescópio Chandra e do observatório Very Large Array, nos EUA. (Foto: Raios-X - NASA/CXC/KIPAC/N. Werner, E. Million; ondas de rádio - NRAO/AUI/NSF/F. Owen)

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Aglomerado de galáxias mais antigo ainda está em atividade, diz estudo

Luz de CLG J02182-05102 levou 10 bilhões de anos para chegar à Terra.   Imagem é composta por observações dos telescópios Spitzer e Subaru.

Do G1, em São Paulo


Astrônomos da Universidade Texas A&M estudaram a imagem de um aglomerado de galáxias conhecido como CLG J02182-05102, cuja radiação infravermelha demorou 10 bilhões de anos para chegar à Terra e ainda forma novas estrelas. O resultdo do estudo foi divulgado na publicação The Astrophysical Journal Letters.

O fato do aglomerado ainda estar em atividade chamou a atenção no estudo coordenado por Kim-Vy Tran, astrônomado departamento de física e astronomia da universidade, que contou com um grupo internacional de cientistas, trabalhando durante 4 meses.

A aparência "moderna" do objeto chamou a atenção da equipe de pesquisadores e foi possível estimar que até hoje são produzidas centenas de milhares de novas estrelas todo ano. Observações em aglomerados de galáxias mais próximos identificaram estrelas com idades entre 8 e 10 bilhões de anos, o que pode indicar que CLG J02182-05102 estaria no fim do período de grande produção de estrelas.


Aglomerado de galáxias CLG J02182-05102 ainda está em atividade, segundo pesquisadores da Universidade Texas A&M. A região pode ser notada no centro da foto. (Foto: NASA / JPL-Caltech / Texas A&M)

Identificado pela primeira vez em maio de 2010 por meio do trabalho do astrônomo Casey Papovich, a coleção de 60 galáxias é o aglomerado mais antigo conhecido, formado apenas 4 bilhões de anos após o Big Bang.

Segundo a equipe coordenada por Tran, o inusitado no caso do aglomerado de galáxias é que o centro produz mais estrelas do que as bordas, o inverso do observado nas galáxias do Grupo Local, aglomerado no qual a Via Láctea está inserida.

As cores da fotografia são artificiais. Para os comprimentos de onda captados pelo Telescópio Spitzer, entre 4,5 e 24 mícrons, os tons usados são verde e vermelho, nesta ordem. O Subaru, equipamento japonês instalado em Mauna Kea, no Havaí, contribuiu registrando a parte azul da imagem, com comprimentos de 0,7 mícrons. Um mícron equivale a um metro dividido em um milhão de partes.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Relógio mais exato da América Latina é do Rio

Equipamento recém-chegado demora 10 milhões de anos para atrasar 1 segundo

POR CRISTINE GERK

Rio - Olhando assim, parece só uma caixa preta no subsolo do Observatório Nacional, em São Cristóvão. Mas, dentro daquela enorme bugiganga de 200 kg, átomos de hidrogênio e de quartzo passam por reações químicas que vão culminar no famoso Horário de Brasília, 100% carioca! Há um mês, funciona no Rio o relógio mais preciso da América Latina.

A maioria das pessoas não sabe, mas é daqui que sai a hora exata usada na Bolsa de Valores, em bancos e no Supremo Tribunal Federal. Por um minuto de atraso, um brasileiro pode ser obrigado a pagar uma multa ou cumprir pena judicial. Se o ponteiro estiver equivocado, a aposta em ações da Bovespa capaz de render milhões de reais pode ser perdida. Aviões, navios e celulares também dependem da exatidão criada no subsolo de São Cristóvão.


A supermáquina fica protegida em sala especial, com temperatura e umidade constantes. Ela funciona à base de hidrogênio e demora 10 milhões de anos para atrasar ou adiantar um segundo. Enquanto isso, nosso reloginho de pulso oscila 12 minutos por ano, só porque entramos e saímos do ar-condicionado.

Graças a essa engenhoca, o País entrou num dos patamares de hora mais precisa do mundo. O novo relógio veio dos Estados Unidos com investimento de cerca de R$ 430 mil da Financiadora de Estudos e Projetos, que destinou R$ 1 milhão para monitorar o tempo no Brasil. E o responsável por manter tudo funcionando é fã do tique-taque desde pequeno. O hobby dele na infância era ligar para a rádio-relógio para monitorar a hora exata.

“Nós somos ao mesmo tempo senhores e escravos do tempo. Um segundo que passou não se repete jamais. Quem tem um relógio sabe que horas são, quem tem dois já não sabe mais”, filosofa Ricardo de Carvalho, chefe do Serviço da Hora do Observatório Nacional.

E Ricardo tem razão. Até a polícia às vezes bate na porta do Observatório para conferir a hora na tentativa de desvendar crimes. “Há casos clássicos de como um segundo mudou tudo. Lembra o GP do Brasil de 2002, quando Pelé olhou para o lado e perdeu a bandeirada dos campeões?”, resgata Ricardo. E ele dá a dica: quem também gostar de acompanhar a hora certa pode ligar para 2580-6037 e ouvir o que a megamáquina está marcando.

Nas ruas, uma cidade parada no tempo
O Rio de Janeiro é uma cidade de contrastes e, com a medição do tempo, não poderia ser diferente. Enquanto o relógio mais preciso do mundo segue seu trabalho em São Cristóvão, há analógicos espalhados pela cidade atrasados ou parados.

Na R. Dias da Cruz, no Méier, os ponteiros pararam nas 12h40 há 3 anos, segundo os moradores. “Esses relógios de rua me confundem”, reclama o comerciante Artur Augusto, 50. Na antiga estação de trem da Leopoldina, a hora estacionou nas 19h55. “Não tenho relógio de pulso pois compro em camelô e toda hora estraga. Me guio pelo da Central”, confessa Kely Tiziano, 20. Para sorte dela, o marcador mais famoso do Rio foi consertado e agora tem a hora certa. O mesmo ainda não aconteceu na Glória.

O relógio público não cansa de marcar 18h. A Secretaria de Conservação e Serviços Públicos fará levantamento para definir a programação de atendimento dos relógios públicos. O órgão busca parceiros para ajudar na manutenção desses equipamentos.

sábado, 14 de agosto de 2010

Projeto identifica estrela rara usando computadores de voluntários


Pulsar foi identificado com a ajuda de voluntários dos EUA e da Alemanha

Três ''cientistas-cidadãos'' descobriram uma rara estrela de nêutrons rotatória – um pulsar – ''escondida'' em dados recolhidos por um telescópio instalado em Porto Rico.

O pulsar PSR J2007+2722 se localiza na Via Láctea a cerca de 17 mil anos-luz da Terra, na constelação da Raposa.

A estrela foi descoberta por um casal de americanos e um alemão que voluntariamente ofereceram seus computadores para processar informações recolhidas pelo observatório de Arecibo, em um projeto batizado de Einstein@Home ("Einstein em casa").

"Este é um momento empolgante para o Einstein@Home e para nossos voluntários. Comprova que a participação do público pode ajudar a revelar novidades em nosso universo", disse o coordenador do projeto, Bruce Allen, diretor do Instituto Max Planck de Física Gravitacional, onde a iniciativa fica sediada.

O Einstein@Home usa a capacidade de processamento ociosa nos computadores de 250 mil voluntários em 192 países diferentes. Este método de processar dados, segundo os organizadores, é mais barato que utilizar os chamados supercomputadores.

Criado em 2005, o projeto busca identificar sinais de pulsares em observações astronômicas, entre elas as do observatório de Arecibo, um dos telescópios mais sensíveis a ondas de rádio do mundo, mantido pela Universidade de Cornell.

Um terço da capacidade do projeto analisa dados do Arecibo

Ondas eletromagnéticas
Pulsares são estrelas de nêutrons extremamente densas e com um campo gravitacional milhões de vezes maior que o da Terra que giram a velocidades altíssimas.

Durante o movimento, elas emitem um fluxo constante de ondas radiomagnéticas que podem ser captadas por telescópios como o feixe de luz de um farol. Entretanto, esse fenômeno não é visível a olho nu.

A descrição do novo pulsar foi descrita em um artigo científico assinado por uma equipe de pesquisadores na publicação Science Express, a versão online da revista Science.

Segundo o artigo, a PSR J2007+2722 gira 41 vezes por segundo e existe solitária no espaço. Isso é incomum – outros pulsares descobertos existem em pares.

Os voluntários creditados com a descoberta foram o casal Helen e Chris Colvin, do Estado americano de Iowa, e o alemão Daniel Gebhardt, da Universidade de Mainz, na Alemanha.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2010/08/100804_pulsar_descobre_pu.shtml

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Chuva de meteoros é registrada em várias partes do mundo

Fenômeno ocorre quando a Terra cruza os destroços do cometa Swift-Tutle.   Norte e Nordeste do Brasil também teriam facilidade para ver os meteoros.

Do G1, em São Paulo

A chuva de meteoros Perseidas foi registrada em vários pontos do mundo ao longo da madrugada desta sexta-feira (13). Quem ficou acordado e contou com a sorte de céu claro e sem nuvens pôde ver o fenômeno.

Perseidas é registrada sobre Stonehenge, na planície de Salisbury, ao sul da Inglaterra. Foto de exposição longa.
 (Foto: Doherty Kieran / Reuters)

No Brasil, o Norte e Nordeste teriam mais facilidade de observar o fenêmeno, mas demais regiões do país também poderiam ver os meteoros mais brilhantes nas últimas horas de escuridão, antes do amanhecer.




Fenômeno também foi registrado em Grazalema, sul da na Espanha. (Foto: Jorge Guerrero / AFP Photo)

O astrônomo Cássio Leandro Barbosa, colunista do G1, explica que essa chuva é associada ao cometa Swift-Tutle, que dá uma volta ao redor do Sol a cada 130 anos. Ela ocorre sempre que a Terra cruza a linha de destroços deixada pelo cometa.




Foto de longa exposição em uma estrada montanhosa ao sul de Skopje, capital da Macedônia, registra os meteoros riscando o céu ao entrarem na atmosfera da Terra. (Foto: Boris Grdanoski /AP Photo)

Quem mora fora do Brasil, no Hemisfério Norte, ganhou uma visão mais privilegiada e pôde chegar a ver até 142 meteoros por hora.

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/08/chuva-de-meteoros-e-registrada-em-varias-partes-do-mundo.html

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Preludio de Perseidas



Preludio de Perseidas

Cada agosto, mientras el planeta Tierra se balancea a través de la estela de polvo a lo largo de la órbita del cometa periódico Swift-Tuttle, los observadores celestes pueden disfrutar de la Lluvia de Meteoros de las Perseidas.

La lluvia debería llegar a su máximo ahora, viéndose mejor desde bien entrada la noche, después de ponerse la Luna, hasta el amanecer mañana por la mañana cuando la Tierra se mueve a través de la parte más densa del amplio rastro de polvo.

Pero meteoros de la lluvia han sido reconocidos durante muchos días, como esta brillante Perseida pasando como un rayo por los cielos cerca del Lago Balaton (Hungría) el 8 de agosto.

En primer plano vemos las ruinas de la iglesia local de St. Andrew, con el brillante Júpiter dominando el cielo a su derecha.

Dos galaxias se encuentra en el fondo de esta panorámica de 3 fotogramas de amplio campo; el arco luminoso de nuestra propia Vía Láctea y la tenue mancha de la más lejana Galaxia Andrómeda, justo por encima de la pared más izquierda de las ruinas.

Si observas los meteoros de las Perseidas esta noche, asegúrate de comprobar también el espectáculo celeste a primera hora de la noche, mostrando los planetas brillantes y un joven creciente lunar cerca del horizonte occidental tras la puesta del Sol.

Más novedades en Observatorio.info

Stanotte il picco delle stelle cadenti

Spettacolo incorniciato da allineamento Venere, Marte e Saturno

Ansa, Roma, 12 ago -  Nuvole permettendo, questa notte il cielo offrira' uno spettacolo imperdibile: una pioggia di stelle cadenti al ritmo di 100 meteore l'ora In piu',l'allineamento di tre pianeti, Venere, Marte e Saturno, e la sottilissima falce della Luna crescente. Gia' dalle 22 di oggi, fino all'alba, i pianeti e le stelle cadenti (forse con lunghe scie persistenti) saranno ben visibili, grazie alla debole luce della Luna.

Attivita' piu' intensa fra l'1 e le 5; si consiglia di allontanarsi dalle citta'.

Chuva de meteoros Perseid na quinta-feira será espetacular, diz Nasa

Passagem anual da Terra por zona repleta de detritos deixados por cometa estará especialmente bonita em noite sem brilho lunar.

BBC -  A passagem da Terra por uma zona repleta de detritos deixados por um cometa oferecerá a observadores um verdadeiro espetáculo no céu nesta quinta-feira, disse a agência espacial americana, Nasa.

No hemisfério norte, o show tem seu auge entre as 22h de quinta e a madrugada do dia 13, quando a frequência de meteoros poderá alcançar dezenas por hora.

No Brasil, tomando-se como referência a cidade do Rio de Janeiro, o melhor horário para se assistir ao show no céu será entre a 0h30 e as 2h30 da madrugada do dia 13, disse à BBC Brasil a astrônoma Olivia Johnson, do Royal Observatory de Greenwich, em Londres, Inglaterra.

Johnson explicou, no entanto, que neste ano o show estará mais bonito no hemisfério norte, onde o clímax do espetáculo acontece no período em que a noite está mais escura.

A chuva de meteoros Perseid (assim chamados porque os meteoros vêm da direção da constelação de Perseus) é causada por detritos deixados pelo cometa Swift-Tuttle.

A cada 133 anos, o enorme cometa cruza o Sistema Solar e deixa para trás um rastro de poeira e detritos.Quando a Terra passa pela região, os fragmentos se chocam com a atmosfera a 140.000 mph (aproximadamente 225.000 kilômetros por hora) e se desintegram em explosões de luz.

A zona de detritos deixada pelo cometa é tão larga que a Terra passa semanas dentro dela. Observadores já estão avistando Perseids ocasionais há alguns dias.Segundo a Nasa, essa "garoa" de meteoros pode virar um verdadeiro temporal entre os dias 11 e 13 de agosto, quando a Terra passa pela zona de maior concentração de detritos.

O espetáculo anual de meteoros Perseid estará particularmente bonito em 2010 porque a Lua, em fase crescente, não vai estar muito visível no período de maior atividade.

O brilho lunar pode apagar uma boa chuva de meteoros, mas a equipe da Nasa diz que não será o caso dessa vez.
O melhor período para observação são as horas mais escuras da noite, quando a maioria dos observadores no hemisfério norte poderá ver dezenas de Perseids por hora.

Para ver melhor, é bom evitar as luzes da cidade, sugere a Nasa. A escuridão do campo, por exemplo, aumenta entre três e dez vezes o número de meteoros que podem ser avistados.

Lua Rhea é fotografada por sonda Cassini em Saturno

Satélite é um dos maiores do planeta, com diâmetro próximo a 1,5 mil km.


Astro contrasta com fundo da imagem, representado pelos anéis.

Do G1, em São Paulo






imagem divulgada nesta quarta-feira mostra Rhea, um dos maiores satélites de Saturno, em posição aparente acima dos anéis do planeta. A foto foi feira em 8 de maio de 2010 pela sonda Cassini, que estava a 2,1 milhões de quilômetros de distância da lua. (Foto: NASA / JPL / Space Science Institute )

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A maior do universo

Crédito: ESO

Hoje, um recorde foi batido. Não é recorde brasileiro, nem mundial: é um recorde universal! Qual seria a estrela com a maior massa já conhecida? Hoje saiu uma resposta.

As estrelas, de modo grosseiro, podem ser classificadas com base em duas variáveis: seu raio e sua massa. A quantidade de matéria presente em uma estrela, com tamanho caracterizado pelo seu raio, também define sua temperatura e luminosidade. Saber a massa de uma estrela significa saber muita coisa a seu respeito, por isso é um dado muito importante na pesquisa deste tipo de objeto. As estrelas são definidas em categorias (tipos espectrais, para ser mais exato), cada uma delas é determinada por uma certa luminosidade, temperatura e massa. Na verdade as três grandezas estão interligadas. É possível, a partir de uma delas, obter as outras através de modelos teóricos.

Saber a massa de uma estrela também significa saber o seu tempo de vida. Estrelas mais massivas são mais quentes, queimam rapidamente sua reserva de hidrogênio e vivem pouco. Uma estrela com 50 vezes a massa do Sol vive por volta de 3 milhões de anos. Já uma estrela como o Sol, por exemplo, tem pouca massa, é mais fria e vive uns 10 bilhões de anos. Existe bastante discussão sobre qual seria a massa mínima para que um corpo celeste seja considerado uma estrela. Com uma definição menos rígida, a maioria dos exoplanetas já descobertos poderiam ser considerados estrelas. Já na ponta de cima a pergunta é outra: qual seria o limite de massa para uma estrela?

Esse limite foi estabelecido, teoricamente, em 150 massas solares e, desde então, astrônomos que pesquisam estrelas massivas passaram a procurar por corpos celestes assim. Não é fácil procurar por astros como esses. Primeiro por que são raros, para cada estrela de 100 massas solares, deve haver um bilhão de estrelas como o Sol. Em segundo lugar, elas vivem pouco. Formam-se, vivem sua glória e explodem em supernovas dentro de apenas 3 milhões de anos. Em terceiro lugar, quando temos a sorte de detectar uma dessas ainda em vida ela já “emagreceu”.

Diferentemente dos seres humanos (principalmente eu), as estrelas perdem massa ao longo da sua vida, através de ventos estelares. Quanto mais quente, mais intensa é a perda de matéria. Até agora, o recorde era em torno de 90 massas solares, aplicando-se alguns modelos evolutivos, chegamos à conclusão que essa estrela tinha no seu nascimento pouco mais que 150 massas solares. Ela está em um aglomerado da nossa Galáxia chamado NGC 3603, a 20.000 anos-luz de distância.

Como eu disse, esse era o recorde. Hoje saiu o resultado de uma pesquisa de um amigo meu, Paul Crowther, professor da Universidade de Shefield. Nesse artigo, ele afirma ter encontrado uma estrela de 265 massas solares! Esse monstro, como Crowther a chama, está na Nebulosa da Tarântula na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia satélite a 165 mil anos-luz de distância.

Diferente do valor da massa da estrela de NGC 3603 que foi obtida por gravitação simples e por isso é muito confiável, a massa de R136a1 (como foi batizada) foi obtida através de vários modelos computacionais. Esse modelos se utilizam de várias aproximações para simplificar a física. Ainda assim, já vi modelos do Crowther rodando durante uma semana para que saísse algum resultado. Será que essas simplificações não teriam produzido um resultado errado?

A resposta é sim, poderiam. Mas Crowther e seus colaboradores rodaram esses mesmos modelos nos dados da estrela de NGC 3603 para checar os resultados. Obtiveram o mesmo resultado obtido anteriormente através de gravitação simples. Em resumo, os modelos funcionam.

Então o novo recorde foi estabelecido, 265 massas solares. Passando o filme ao contrário, dá para afirmar que essa estrela tinha umas 300 massas solares no momento do seu nascimento e perdeu 35 estrelas como nosso Sol somente por meio do vento estelar, dentro de um período de um ou dois milhões de anos!

Apesar de pesquisar estrelas massivas, meu foco não é pela busca da estrela mais massiva, mas sim como esses corpos celestes são formados. O recorde de massa para uma estrela em formação (até onde eu saiba) é de 90 massas solares e foi resultado de um trabalho meu. Para essa estrela já é dificíl explicar sua formação. Imagino como vai ser para tentar explicar como R136a1 se formou!

Postado por Cássio Barbosa
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Um tsunami no Sol


Depois de uma hibernação profunda, parece que finalmente o Sol está acordando. Alternando ciclos de mínimo e máximo de atividade a cada 11 anos, o Sol não costuma ficar longos períodos sem dar sinais de vida.

Normalmente, é possível ver uma mancha solar, detectar uma tempestade ou uma ejeção de massa coronal nem que seja só de vez em quando. Mas nesse último período de mínimo solar, que acabou no ano passado, meses se passaram sem nenhuma atividade.

Agora o Sol dá sinais de estar emergindo de um dos mais profundos períodos de baixa atividade registrados nos últimos cem anos. E parece que ele surge de mau humor.

No primeiro dia de agosto, foi registrada atividade solar das mais complexas, com pelo menos três eventos distintos. Ainda que não sejam dos eventos mais energéticos, classificados como classe C3 (entre intensidade fraca e média), foi a complexidade deles que chamou a atenção dos pesquisadores.

Inicialmente havia uma mancha solar (a de número 1092), já visível há alguns dias e tudo parecia calmo. No começo da manhã, essa mancha inocente detonou uma explosão que foi detectada pelos satélites que monitoram o Sol. Alguns minutos depois, um enorme filamento magnético se desprendeu do Sol no seu hemisfério norte. Mesmo estando separados por uma distância de 400.000 km a explosão e o filamento parecem estar conectados pelo campo magnético da estrela.

Além da explosão e o filamento, houve a propagação de uma onda de choque, um verdadeiro tsunami, partindo justamente do local da explosão e se propagando na direção de onde saiu o filamento. Esse fato deve ter colaborado para a sua ejeção. Esse fenômeno com massa coronal, simplesmente um pedaço do Sol lançado ao espaço, também foi detectado.

O pedaço foi arremessado na direção da Terra e é esperada alguma atividade geomagnética como auroras nas regiões de alta latitude no planeta, quando a massa de gás atingir o campo magnético terrestre.

De qualquer forma, o Sol vai mostrando que se lembrou de acordar. Esse atraso todo em voltar à atividade vinha preocupando os físicos solares e todos querem saber quais os efeitos que esse mínimo pronunciado terá no clima da Terra


Postado por Cássio Barbosa
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Uma chama no céu



O projeto VISTA é um ambicioso projeto com o objetivo de obter imagens profundas no infravermelho próximo que está sendo conduzido pelo Observatório Europeu Austral (ou ESO na sigla em inglês). Na verdade, VISTA é o nome do telescópio de 4 metros que está operando no deserto do Atacama, no Chile. Ele é, por enquanto, o maior telescópio do mundo dedicado a realizar grandes projetos astronômicos.

Um desses projetos é chamado de VHS, dedicado a obter imagens do hemisfério sul celeste com profundidade e detalhamento sem precedentes. Outros projetos que prometem bastante são a busca por estrelas variáveis na Via Láctea, um mapeamento da Grande Nuvem de Magalhães e a procura pelas primeiras galáxias do universo!

A imagem liberada nesta quarta-feira (11) mostra a Nebulosa da Chama (também conhecida como NGC 2024), um berçário de formação de estrelas visível na constelação de Órion. Em imagens no visível, as estrelas em formação são completamente obscurecidas pelo gás e poeira da região, mas nas imagens no infravermelho próximo como essa, é possível ver um aglomerado de estrelas muito jovens quase no centro da foto.

A Nebulosa da Chama está bem no Cinturão de Órion, um alinhamento de três estrelas mais conhecido como “As Três Marias”. Aliás, a estrela azulada na parte superior à direita é uma delas. Além de NGC 2024, podemos ver NGC 2023 logo abaixo do centro, mas nesse caso trata-se de uma nebulosa de reflexão, com um aglomeado de estrelas não tão jovens no centro.

Reparando bem, no canto inferior direito está a famosa Nebulosa da Cabeça do Cavalo.

Programa para a madrugada
Você tem programa para a madrugada do dia 12? É que entre a alta madrugada desta quinta e o amanhecer da sexta-feira 13 acontecerá o pico da chuva de meteoros Perseidas. Esta é uma chuva associada ao cometa Swift-Tutle, ou seja, ocorre sempre que a Terra cruza a trilha de destroços deixadas por esse cometa de 130 anos de período. A maior parte desses destroços (partículas de poeira e micrometeoritos) está em órbita há pelo menos mil anos, mas um filamento de material novo surgiu em 1862.

Este ano a taxa esperada é de 142 meteoros por hora. A Lua não deve atrapalhar, pois está no início da crescente. Só que essa é uma chuva mais adequada de ser vista no Hemisfério Norte.

Os meteoros cruzam o céu, mas parece que têm a mesma origem na Constelação de Perseus que é bem ao norte. As regiões Norte e Nordeste são as mais promissoras para observar essa chuva, basta olhar para o Norte-Nordeste. Não é necessário nenhum equipamento, talvez uma cadeira de praia para ficar mais confortável de se observar.

As demais regiões brasileiras devem perceber a chuva ocorrendo através de um aumento do número de meteoros avistados durante a noite. Somente os muito brilhantes serão notados cruzando o céu, vindos do Norte, isso se a meteorologia permitir!

Postado por Cássio Barbosa
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Supercontinente sofreu rotação na superfície terrestre, dizem geólogos

Movimento em 'Gondwana' teria ocorrido há 525 milhões de anos.    Ângulo descrito durante o fenômeno teria sido de 60 graus.

Geólogos da Universidade Yale, nos Estados Unidos, afirmam que o supercontinente Gondwana, integrante da parte sul da Pangea, sofreu uma rotação de 60 graus na superfície terrestre durante o começo do período Cambriano, há 525 milhões de anos.

A Pangea representou o único continente da Terra no passado. Com o passar dos anos, a configuração atual das superfícies sólidas do planeta foram, pouco a pouco, tomando o formato atual.

Segundo o estudo, a posição do Brasil teria sido alterada bruscamente, saindo de perto da região onde hoje se encontram os pólos geográficos do planeta em direção à região tropical. Movimentos como esse tiveram influência nos níveis dos oceanos e nas concentrações de carbono.

A descoberta é tema da edição de agosto da revista Geology. O time de pesquisadores estudou o registro paleomagnético da Bacia de Amadeus, na Austrália, pertencente a Gondwana no passado. Com base nadireção da magnetização de rochas antigas, foi possível estimar a rotação sofrida por Gondwana durante o Cambriano.

Agumas regiões apresentaram taxas de variação de, pelo menos, 16 cm por ano. Atualmente, as mudanças mais rápidas se dão a uma velocidade de 4 cm em doze meses.

Para os geólogos, o fenômeno pode ser tanto fruto do movimento de placas tectônicas quanto uma alteração nos pólos geográficos da Terra, fruto do deslocamento da parte sólida do planeta, abaixo dos oceanos.
Esse "vagar" dos pólos não deve ser confundido com a precessão ou a nutação, ambos movimentos do planeta nos quais o eixo de rotação é alterado, de forma imperceptível no cotidiano.

Hubble registra foto de galáxia na constelação de Cabeleira de Berenice

Imagem demandou 28 horas de captação das câmeras do telescópio.    Conjunto de astros está localizado a 320 milhões de anos-luz da Terra.

Do G1, em São Paulo


Foto com cores naturais de NGC 4911, localizada na Cabeleira de Berenice, constelação encontrada no hemisfério celestial norte. A galáxia fica a 320 milhões de anos-luz da Terra. As nuvens rosas nos braços espirais mostram a presença de hidrogênio, indicador de estrelas em formação na região. Outras galáxias são vistas na imagem, que levou 28 horas para ser capturada, durante o trabalho do Telescópio Espacial Hubble entre 2006 e 2009. [Foto: NASA / ESA / Hubble Heritage Team (STScI / AURA)]

Boletim mensal do VSS

AURORA VISTA DA ESTAÇÃO ESPACIAL

Em 29 de maio, olhando para o sul a partir de um ponto de vista de aproximadamente 350 km acima do sul do Oceano Índico, os astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional avistaram esta enorme,faixa verde brilhando abaixo deles. Conhecida como aurora austral ou luzes do sul, as faixas luminosas em constante movimento são comumente vistas em altas latitudes do hemisfério norte, onde são chamadas de aurora boreal, ou luzes do norte. Norte ou sul a sua causa é a mesma - partículas energeticamente carregadas da magnosfera se agrupam na atmosfera perto dos pólos da Terra. Para produzir o brilho esverdeado característico, as partículas energéticas excitam átomos de oxigênio em altitudes de 100 km ou mais. Aurora em 29 de maio foram provavelmente desencadeada pela interação da magnetosfera com uma ejeção de massa coronal do Sol em erupção em 24 de maio.


SATÉLITE REGISTRA FORMAÇÃO DE NUVENS "ÚNICA"

Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) divulgou uma imagem de satélite que registra o que chama ser uma formação de nuvens "única", criada por vórtices Von Karman. A estranha formação foi registrada sobre o arquipélago das Canárias, a 95 km da costa noroeste da África. As espirais em sentido horário e anti-horário da imagem foram criadas a partir do vento proveniente do norte, no Oceano Atlântico. A imagem foi registrada pelo espectrômetro de média resolução do Envisat e foi colorida artificialmente.





LUA: ROBÔ PERDIDO HÁ 40 ANOS VOLTA AO TRABALHO!

Utilizando informações fornecidas pela Sonda de Reconhecimento Lunar, LRO, pesquisadores da Universidade da Califórnia conseguiram com sucesso atingir o retrorefletor de raios laser do robô-explorador russo Lunokhod 1. A nave estava perdida na Lua há mais de 40 anos, mas a intensidade do pulso de retorno surpreendeu todos os pesquisadores. Durante as missões lunares realizadas nas décadas de 1960 e 1970, diversos retro refletores lasers foram instalados na superfície da Lua, tanto pelos astronautas do Projeto Apollo como pelas sondas automáticas da antiga União Soviética. Apesar de simples, até hoje os refletores são utilizados pelos pesquisadores, mas a perda da eficiência ao longo do tempo limitou os experimentos a apenas dois dos equipamentos. Com a localização do Lunokhod 1 os cientistas tem agora três dispositivos à disposição. Mais informações em: http://www.apolo11.com/spacenews.php?posic=dat_20100705-092410.inc

HIDROXILA EM ROCHA LUNAR DESAFIA TEORIA DA FORMAÇÃO DA LUA

Após a descoberta de água na Lua, em 2009, e da localização de gelo em uma cratera da Lua, em 2010, agora um grupo de pesquisadores acaba de identificar grupos hidroxila em uma rocha lunar. Os cientistas não encontraram exatamente água, ou seja, a molécula H2O, mas hidrogênio na forma de um ânion hidroxila (OH-) - algo como um parente próximo, ou um possível precursor da água. A rocha lunar examinada - contendo um mineral chamado apatita, um fosfato de cálcio - foi trazida para a Terra em 1971 por astronautas da Apolo 14. A hipótese mais aceita atualmente sobre a origem da Lua propõe que nosso satélite foi criado quando a Terra primitiva foi atingida por um protoplaneta do tamanho de Marte, chamado Téia. No entanto, a descoberta do radical hidroxila na apatita lunar desafia essa teoria, uma vez que ela pode ter-se formado em um ambiente que continha água, um composto volátil por excelência.

HUBBLE IDENTIFICA O QUE ERA A LUZ MISTERIOSA EM JÚPITER

Observando detalhadamente as imagens do telescópio espacial Hubble, astrônomos conseguiram uma explicação para a misteriosa luz vista em Júpiter no dia 3 de junho. Os cientistas acreditam que ela pode ser resultado de um meteoro gigante que queimou antes de chegar às nuvens mais altas do planeta, o que explicaria o fato de não haver nenhum sinal de destroços nas nuvens, como ocorreu em colisões anteriores no planeta.


SONDA ROSETTA FOTOGRAFA ASTEROIDE LUTETIA

A sonda europeia Rosetta tirou mais de 400 fotografias do asteroide Lutetia, descobrindo "um novo mundo" de acordo com responsáveis da Agência espacial europeia (ESA), que evocaram "um dia histórico". "Imagens fantásticas", que mostram crateras e numerosos detalhes, foram tiradas, congratulou-se Holger Sierks (Instituto Max Planck), responsável da câmara Osiris (Optical, Spectroscopic and Infrared Remote Imaging System), que equipa a sonda.





SONDA JUNO BLINDADA PARA IR A JÚPITER

A sonda Juno será enviado para um ambiente perigoso de Júpiter com mais radiação do que qualquer outro lugar onde a NASA já enviou uma sonda espacial, com exceção do Sol. "Juno é basicamente um tanque blindado que vai à Júpiter", disse Scott Bolton, principal pesquisador da Juno, com base na Southwest Research Institute em San Antonio. "Sem o seu escudo protetor, o cérebro de Juno ficaria frito na primeira passagem perto de Júpiter." "Para os 15 meses que Juno orbitará Júpiter, a sonda terá que suportar o equivalente a mais de 100 milhões de raios-X dentais", disse Bill McAlpine, diretor do Controle de Radiação do Juno. A previsão de lançamento é em agosto de 2011.

OCULTAÇÃO DE ESTRELA PELO ASTERÓIDE ROMA
É relativamente comum um eclipse solar ou lunar. Mas a ocultação de uma estrela por um asteroide é, no mínimo, algo inusitado. Esse raro evento ocorreu em 07 de julho quando a estrela Delta Ophiuchi se apagou por cerca de sete segundos, enquanto o asteroide Roma passou entre ela e a Terra. O asteroide Roma, com diâmetro de 51 km, está localizado no Cinturão de Asteroides, entre Marte e Júpiter. A Delta Ophiuchi, a quarta mais brilhante da constelação Ophiuchi, está a 170 anos-luz da Terra - o Sol, a 8 minutos. O asteroide Roma está distante da Terra, no momento, cerca de duas vezes a distância do Sol e do nosso planeta.


CRÉDITOS: Boletim Supernova, Apollo11.com, Inovação Tecnologica, Folha Online, Terra, Expresso, AFP, NASA, ESA

COLABORARAM PARA ESTA EDIÇÃO: Ielcinis, Tralback, Denise Selmo, Maria Luisa

VSS*Boletim: há 5 anos divulgando notícias sobre o Sistema Solar. Receba gratuitamente: contato@vssbr.com

Perseidas - Perseideos - Persids

Um dos mais famosos e popularmente conhecidos enxames de meteoros anuais é o das Perseidas, assim chamadas pelo seu radiante na constelação de Perseu - acontece em pleno verão para o hemisfério norte e inverno para nós do hemisfério austral, com um máximo de intensidade em 11 de agosto, e oferece como média cerca de 60 meteoros por hora. Contudo, as condições de observações dos meteoros variam de ano para ano, em conformidade com que a Terra encontre, em seu caminho, uma zona mais ou menos densa destas partículas.

As chuvas estelares anuais denominadas Perseidas são provnientes da desintegração do Cometa Swift-Tuttle, que podem ser observsdos do dia 20 de julho até o dia 19 de agosto, com intensidade máxima na noite de São Lourenço, entre 10 e 11 de agosto.



Elas devem seu nome por parecerem rradiar-se da Constelação de Perseu. Além de ser uma das chuva de estrelas fugazes mais espetacular, tem uma grande importância histórica porque foi o primeiro caso comprovado da relação das Chuvas de Estrelas com os fragmentos de um cometa.

Como Observar
Perseids Melhor Noite: 12-13 de agosto, com aproximadamente 80 meteoros por hora Duração Total de Atividade: 23 de julho para 22 de agosto Como Observar O ponto donde os meteoros de Perseid parecem radiar são localizados dentro da constelação Perseus e são chamado o radiante. As Perseidas é uma das chuvas de Meteoros mais consistentes e ativas, com um duplo pico comprovado, com um pequeno aumento algumas horas antes do máximo principal.
A localização do radiante em condições astronômicas é RA=47 graus (3 horas 8 minutos), DEC=+57 graus, mas a imagem acima também lhe ajudará a encontrá-lo. Para melhor observar as Perseids use roupa apropriada para o tempo. Deite-se em uma cadeira reclinanda com seus pés apontando para o sul e observe diretamentem, mas não olhe diretamente ao radiante, porque os meteoros não se moverão muito diretamente na sua frente poderiam ser perdidos os mais lânguido. Podem ser vistos números decentes de Perseids começando à tarde, mas os melhores picos doespetáculo acontecem depois de meia-noite e continua até o amanhecer. Quando você vê mentalmente um meteoro trás do radiante e se você está vendo a constelação de Perseus, este meteoro provavelmente é um Perseid. Também ocorre o fluxo de meteoros Iota Aquarids consiste em duas filiais bastante difusas.

Em 1862, dois astrônomos, Swift e Tuttle, haviam descoberto um esplêndido Cometa, que realizava uma longa órbita ao redor do Sol num período de 120 anos, e que foi chamado de Cometa Swift-Tuttle em honrra à seus descobridores ( ou também 1962 III, porque foi o terceiro Cometa descoberto naquele ano).
Algum tempo depois, o astrônomo italiano Virginio Schiaparelli (1835-1910), estudando a órbita do Cometa, reparou que a Terra intercepta sua órbita todos os anos, precsamente no período em que se vêem aparecer as estrelas fugazes Perseidas, dando então origem a hipótese de que as partúclas sólidas, ou micrometeoros, que o Cometa, desintegrando-se pelo efeito do calor do Sol, vai deixando atrás de si provocam as Chuvas de Estrelas.

Quase ao mesmo tempo, o astrônomo italiano também encontrou uma correlação entre as Chuvas de Estrelas de meados de novembro, as Leônidas, e o Cometa Temple-Tuttle ou também chamado 1866 I. Desde então, ficou evidenciado que muitas chuvas anuais de Meteoritos provêem de resíduos cometários.

A intensidade das Perseidas, como também a de outros enxames de meteoros, pode variar de um ano para outro, segundo a Terra cruza com um nuvem mais ou menos densa de detritos que, chocando-se contra a atmosfera, produzem os característicos riscos luminosos. Grande parte das imagens fotográficas das perseidas, deve-se aos incansáveis trabalhos dos astrófilos.

As Perseidas é uma das chuvas de Meteoritos mais abundantes. A radiação está na constelação de Perseo, e os Meteoritos desta chuva podem ser vistos durante um período de aproximadamente três semanas com maior concentração entre os dias 12 e 14 de agosto. Em um bom ano, podem ser vistos cerca de 70 Meteoritos por hora; sendo que esta chuva está associada ao Cometa Swift-Tuttle, que passou perto do Sol em 1992. É pensado que os Meteoritos desta chuva sejam partículas de poeira que se desprendem do cometa, provavelmente há uma densa quantidade dessas partículas em torno do cometa e que parte deste material fica em seu caminho após sua passagem.

A última vez que a Terra cruzou a órbita do cometa (1993), justamente depois que o cometa esteve próximo do Sol houve um sensível aumento de Meteoritos observados, até 300 por hora. Portanto, é provável que quando a Terra passa através do caminho do cometa, em torno de 12 de agosto, pode haver um maior pico no número de Meteoros observados.

O máximo pode durar apenas uma hora, e é o momento exato em que a Terra passa através por este caminho, todavia, a hora exata não é precisamente conhecida, assim, é necessário estar atento desde aproximadamente meia noite em diante se deseja ver um dos mais belos espetáculos que o céu nos proporciona.

As Perseidas, juntamente com as Leônidas, se tem convertido em uma das mais excitantes chuvas de Meteoritos dos últimos anos, para o hemisfério norte, produzindo rotas horárias de cerca de 300 em 1993, 200 em 1994, 160 em 1995, e cerca de 150 a 200 meteoritos por hora em 1996. Em 1997 chegou-se a ver de 150 a 400 meteoros por hora (cerca de 5 por segundo), muitos deles extremamente brilhantes, sendo que alguns deles chegaram a produzir sombras.

Em 1998 o primeiro máximo foi variável de 150 a 400 meteoritos por hora, e o segundo de 100 meteoritos por hora. O regresso do cometa 109P/Swift-Tuttle no final de 1992, quase seguramente foi o responsável por este aumento na taxa de aparecimento destes objetos. Sobre o Cometa Swift-Tuttle

O Cometa Swift-Tuttle foi descoberto independentemente por Lewis Swift e Horace Tuttle em 1862, tem uma inclinação orbital de 113° e um período de 128 anos. Foi associado às Perseidas por Giovanni Schiaparelli em 1862.

O radiante das Perseidas localiza-se em A.R. 03h 04m, Dec. +57º Esta chuva também é chamada de ''Lágrimas de São Lourenço'', devido a festa em sua comemoração no dia 10 de agosto, cujo pico máximo costumava coincidir com este dia nos séculos XVIII e XIX. A precessão gradualmente moveu o máximo para 11 de agosto nos anos de 1980, e agora é mais freqüente no dia 12 de agosto. Por milênios a humanidade tem observado no céu as chuvas de estrelas fugaces chamada Perseidas.
Ainda que atualmente esta chuva apresente níveis de atividade normais, cerca de 100 Meteoritos por hora nas melhores condições de visibilidade e quando ocorre o pico máximo, continua sendo a favorita dos aficionados em Astronomia devido ao atrativo que resulta em sair a campo e observar o estrelado céu noturno nos meses de verão do hemisfério norte.

As estrelas fugaces, os Meteoritos, são pequenas partículas de pó, não maiores que a cabeça de um alfinete, que se desintegram a cerca de 100 km de altura, com uma velocidade média final é estimada em 60 km/h. Seu brilho é produzido pela ionização causada pela liberação de energia nas altas camadas da atmosfera. As Perseidas recebem este nome porque seu radiante, ponto imaginário de onde partem as prolongações de seus luminosos meteóricos, se encontram na direção da Constelação de Perseu.

No início da década de 1990, observadores visuais começaram a registrar uma incomum atividade desta chuva, tanto em quantidade como em relação ao momento que sucedia: algumas horas antes do máximo previsto pelas efemérides. E desde então começaram o registro dos máximos de atividades separados por umas 12 horas, dentre as quais, uma delas oferecia maior quantdade de meteoritos e mais brilhantes que os outros anteriores.

Foi quando os astrônomos da Organização Internacional para Observações de Meteoros (IMO) prestaram atenção na previsão da volta do cometa que supostamente originava a chuva. O nome do Cometa era Swift-Tuttle, sendo que, no momento de realizar esta previsão, o cometa não se encontrava visível. Somente alguns meses depois da chuva de meteoritos, o Swift-Tuttle, com um período orbital de 135 anos, reapareceu no céu. Era a primeira vez que a partir de observações amadoras de meteoros se predizia a volta de um Cometa. Assim se confirmavam as hipóteses que existiam entre os astrônomos de que realmente as estrelas fugaces são o pó emitido pelos cometas que se convertem em luminosos traços quando entram na atmosfera terrestre.

Fonte  http://www.constelacoes.hpg.ig.com.br/

Mi reporte del 4 Agosto 2010

Hola amigos

Aquí mi reporte de observación del 4 Agosto 2010,.
20:45 hrs. TL 1:45 hrs. TU ( ya del dia 5-08-10)

En este día pude observar los planetas y estrellas que se relacionan durante un lapso de tiempo muy corto en que se habrieron las nubes dentro de la temporada de lluvias por estos lugares.

Venus 40º s/h W
Segundo planeta del Sistema Solar. Una distancia media al Sol de 108 millones de kilómetros.

Saturno 4º E de Venus
Saturno el sexto planeta de nuestro sistema solar con una distancia media al sol de 1.400 millones de kilómetros.
Marte 7º E de Venus y 3º ES de Saturno
Marte el cuarto planeta de nuestro sistema solar con una distancia media al sol de 227 millones de kilómetros. Su distancia mínima a la tierra es de 54 millones de km. y la máxima de 98 millones de km.

Spica 30º E de Venus
La estrella más brillante de la constelación de Virgo
se encuentra a una distancia aprox. de 260 años luz.

Arturo 45º NE de Venus
La estrella más brillante de la constelación de Bootes y es la tercera estrella mas brillante en una noche estrellada con una magnitud visual de -0.04.

Se localiza a una distancia de 36.7 años luz de la tierra con una temperatura de 4,200º Kelvin.

Escorpión 45º E de Venus
Su estrella principal es Antares con un radio de 624 millones de km ( unos 700 radios de nuestro Sol) Los Aztecas (en México) nombraban a ésta constelación Cólotl (escorpión).

20:51 hrs.
Satélite cruzó de S - N pasando a 4º cabeza de Escorpión y en su trayectoria hacia el norte pasó entre las constelaciones de Hércules y Lira.

21:00 hrs.
Apareció gran nube hacia el Norte, otra más cubrió Arturo, bruma subiendo del Este, nubes hacia el SE y Sur donde se dejaban ver algunos relámpagos, con ésto di por terminada mi observación en que las nubes se habrieno permitiendome ver un poco de nuestro cielo.

Estaremos atentos para el 8 de agosto cuando se producirá la conjunción de Venus y Saturno en que se ubicarán a unos 3º de distancia visual.

Las distancias reales con la Tierra serán ese día :

Venus a 116 millones de km.

Saturno a 1,530 millones km.

Continuando el día 20 Agosto cuando estarán reunidos Venus y Marte.

Todos estos movimientos se estarán contemplando en las constelaciones de Leo y Virgo.

Tiempo de observación 0.15 hrs. (20:45 a 21:00 hrs)

A simple vista sin ningún equipo.

Cielo con muchas nubes y bruma que se mobian constantemente.

Viento ligero del E-SE

Clima 16º aprox.

Algunos créditos:

Cosmografía y Astrofísica

Wikipedia.com

Antropos.galeon.com/los Aztecas
Achernar.Difusión de la Astronomía.

Esperando estos datos sean de utilidad.

Su amigo de siempre
Fernando Cruz
AstroSahagún
Desde Cd. Sahagún, Mpio. de Tepeapulco, Hgo., México
Lat. 19.7820 Long. -98.5820 Alt. 2,434 msnm.

Ômega do Centauro: uma Jóia no Céu do hemisfério sul




Quem observa o céu e já perdeu algumas horas contemplando o aglomerado globular Ômega do Centauro não tem dúvidas de que ele é uma das mais belas jóias encravadas no firmamento. Brilhando com 3.7 magnitudes e distante mais de 17 mil anos-luz, o aglomerado contém milhões de estrelas e seu tamanho angular é similar ao da Lua cheia

Observado através de um telescópio, mesmo dos mais modestos, o cluster se revela ainda mais incrível, aparentando uma esfera densamente povoada por incontáveis estrelas brilhantes. Ômega do Centauro é um show e se ainda não o viu, não sabe o que está perdendo.

No entanto, para que os segredos desse aglomerado possam ser revelados em sua plenitude, não basta só contemplá-lo. É preciso ir mais a fundo e estudá-lo. Para isso os astrônomos usam a potência dos poderosos telescópios profissionais, capazes de desvendar ainda mais os mistérios que existem por trás de tanta beleza.

A composição acima é uma coleção de dados captados pelo Imageador de campo Largo (WFI) montado no interior do telescópio Max-Planck, de 2.2 metros de diâmetro. O instrumento opera no Observatório de La Silla, construído sobre as áridas montanhas do deserto de Atacama, no Chile. A cena mostra o aglomerado Ômega do Centauro, o mais massivo aglomerado da Via-Láctea, com 150 anos-luz de diâmetro e mais de 10 milhões de estrelas em seu interior.

História
Ômega do Centauro é observado há centenas de anos e tanto o antigo astrônomo grego Ptolomeu e mais tarde Johann Bayer catalogaram o aglomerado como uma estrela. Apenas no século 19 o astrônomo John Frederick William Herschel (filho do descobridor de Urano) percebeu que Ômega do Centauro era na verdade um aglomerado globular.

Em tempo: Aglomerado globular, ou simplesmente aglomerado, é o nome que se dá a um tipo de aglomerado estelar cujo formato visual é esférico, com interior muito denso e rico em estrelas antigas, mantidas unidas pela força da gravidade. Normalmente se localizam longe do plano da galáxia e muitas vezes no distante espaço intergaláctico.

Os aglomerados globulares são alguns dos mais antigos agrupamentos estelares e podem ser encontrados nos halos que circundam algumas galáxias, entre elas a própria Via Láctea. A idade aproximada de Ômega do Centauro gira em torno de 12 bilhões de anos.

Um impostor?
Pesquisas recentes de Ômega do Centauro sugerem a existência de um buraco negro de tamanho médio em seu centro. Observações feitas pelo telescópio Hubble e pelo Observatório Gemmini mostraram que as estrelas mais próximas ao centro do aglomerado se movem de maneira diferente da usual, o que segundo os astrônomos é causado pelo efeito gravitacional produzido por um massivo buraco negro 40 mil vezes maior que nosso Sol.
A presença desse buraco negro é uma das razões que fazem os cientistas suspeitarem de que Ômega do Centauro seja na verdade um impostor. Alguns pesquisadores acreditam que o aglomerado seja de fato o coração de uma galáxia anã, destruída após se chocar com a Via-Láctea. Outra evidência aponta para a existência de diversas gerações de estrelas presentes no aglomerado - o que contraria a regra de que um típico aglomerado seja composto somente de estrelas formadas ao mesmo tempo.

A verdade sobre o Ômega do Centauro está para ser revelada. Seja qual for, o aglomerado continuará sendo, por muitos e muitos anos, uma das mais belas jóias existentes no céu do hemisfério sul. Se ainda não viu, não sabe o que está perdendo!

Foto: Aglomerado Globular Ômega do Centauro, com mais de 10 milhões de estrelas é o mais massivo aglomerado da Via-Láctea. Imagem captada com a câmera WFI, pertencente ao ESO - European Organisation for Astronomical Research in the Southern Hemisphere. Crédito ESO/EIS.

Fonte: Site Apolo11 - http://www.apolo11.com/
http://www.apolo11.com/curiosidades.php?posic=dat_20081203-084725.inc


Omega Centauri: una joya en el cielo del sur
Fuente: Sitio Apolo11 - http://www.apolo11.com/
Tradution Google Tradutor

¿Quién vigila el cielo y ya ha perdido algunas horas contemplando el cúmulo globular Omega Centauri no tiene dudas de que es una de las joyas más hermosas en el cielo atascado. Brillando con magnitud 3,7 y mucho más de 17 mil años luz, el cúmulo contiene millones de estrellas y su tamaño angular es similar a la de la Luna Llena

Observado a través de un telescopio, incluso los más modestos, el clúster es aún más increíble, parece una bola densamente pobladas por infinidad de estrellas brillantes. Omega Centauri es un espectáculo y si no lo han visto, no sabes lo que te pierdes.

Sin embargo, para los secretos de este grupo puede ser revelado en su plenitud, no sólo basta con ver la misma. Debemos ir más lejos y estudiarlo. Para que los astrónomos utilizan el poder de los telescopios profesionales de gran alcance, capaz de descubrir más misterios que hay detrás de tanta belleza.

La composición de arriba es una colección de datos capturados por el Wide Field Imager (WFI) montado en el interior del telescopio Max-Planck, 2,2 metros de diámetro. El instrumento funciona en el Observatorio La Silla, construido en las montañas áridas del desierto de Atacama en Chile. La escena muestra el grupo de Omega Centauri, el grupo más masivas de la Vía Láctea, con 150 años luz de diámetro y más de 10 millones de estrellas en su interior.

Historia
Omega Centauri es observado por cientos de años y tanto el astrónomo griego Ptolomeo antigua y más tarde Johann Bayer el grupo catalogado como una estrella. Sólo en el siglo 19 el astrónomo John Frederick William Herschel (hijo del descubridor de Urano) señaló que Omega Centauri era de hecho un cúmulo globular.

Con el tiempo, globulares, o grupo, simplemente es el nombre dado a un tipo de cúmulo estelar cuyo formato es visual interior esférica muy densa y rica en antiguas estrellas, unidas por la gravedad. Por lo general, situados fuera del plano de la galaxia y, a menudo distantes en el espacio intergaláctico.

Los cúmulos globulares son algunas de las más antiguas agrupaciones de estrellas y se pueden encontrar en los halos alrededor de algunas galaxias, incluyendo la propia Vía Láctea. La edad aproximada de Omega Centauri es de unos 12 millones de años.

Un impostor?
Recientes encuestas de Omega Centauri sugieren la existencia de un agujero negro de tamaño mediano en el centro. Observaciones con el telescopio Hubble y el Observatorio Gemmini mostró que las estrellas más cercanas al centro de la mudanza de clúster diferente de lo habitual, que los astrónomos es causada por el efecto gravitatorio producido por un agujero negro masivo 40 000 veces más grande que nuestro Sol. .

La presencia de este agujero negro es una de las razones por las que los científicos sospechan que el Centauro Omega es en realidad un impostor. Algunos investigadores creen que el grupo es en realidad el corazón de una galaxia enana, que fue destruida después de colisionar con la Vía Láctea. Otros puntos de evidencia para la existencia de varias generaciones de estrellas presentes en el grupo - que contradice la regla de que un grupo típico se compone sólo de estrellas se formaron al mismo tiempo.
La verdad acerca de Omega Centauri está a punto de ser revelado. Lo que sea, el grupo seguirá siendo, durante muchos años, una de las joyas más hermosas disponibles en el cielo del sur. Si no lo han visto, no sé lo que te pierdes!

Foto: cúmulo globular Omega Centauri, con más de 10 millones de estrellas es el grupo más masivas de la Vía Láctea. Imagen capturada con la cámara de WFI pertenecientes a ESO - Organización Europea para la Investigación Astronómica en el Hemisferio Sur. ESO de crédito / EIS.

Colaboração Adriano Remorini Tralback

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