quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Número de asteroides perto da Terra é menor do que previsto, diz Nasa

Do G1, em São PauloA Nasa anunciou nesta quinta-feira (29) que a população de asteroides próximos à Terra é menor que o previsto. A agência espacial norte-americana convocou uma coletiva para comentar o novo "censo", obtidas graças às observações do telescópio espacial Wise. Os dados do projeto serão divulgados na revista científica "Astrophysical Journal".

Os astrônomos afirmam que a comunidade científica internacional já conhece 93% dos asteroides com comprimento acima de 1.000 metros. São 911 objetos descobertos contra um total 981 estimados. Nenhum deles pode cair na Terra nos próximos séculos, segundo os especialistas.

Saber quem esses "gigantes" são e onde eles estão reduz as chances de um impacto com a Terra que não possa ser previsto pelos astrônomos. A Nasa acredita que todos os asteroides acima de 10 quilômetros - que poderiam acabar com a vida na Terra - são conhecidos e monitorados.

Mapa da Nasa mostra a população estimada de asteroides atual e a previsão antiga.
 (Foto: Nasa)

Durante o censo, a equipe do Wise considerou os astros que orbitam o Sol a uma distância de 195 milhões de quilômetros. Isso os torna próximos à Terra, que gira ao redor da estrela a aproximadamente 150 milhões de quilômetros.

Já os asteroides médios (entre 100 m e 1.000 m) também são menos frequentes do que se pensava. A Nasa afirma que existam apenas 19 mil deles perto da Terra, contra os 35 mil imaginados antes dos dados do Wise serem divulgados.

Mas ainda existem 15 mil a serem descobertos e caso um deles caia no lugar errado na Terra, existe a possibilidade de destruição de uma área metropolitana inteira.

"Menos não significa nenhum", afirma Amy Mainzer, a principal investigadora do Neowise, o projeto que fez o censo dos asteroides mais completo até hoje. "É como se fosse um censo de verdade, nós pegamos um pequeno grupo de pessoas e tiramos conclusões sobre todo um país."

A Nasa comemorou ter atingido uma meta definida no Congresso dos EUA em 1998, que obrigava a agência a descobrir onde estavam 90% dos asteroides maiores que frequentam a vizinhança terrestre. As informações providas pelo Wise atualizam um monitoramento que já dura 12 anos, antes realizado a partir de instrumentos na Terra.

O telescópio Wise já vasculhou duas vezes todos os céus ao redor de todos os pontos da Terra - entre fevereiro de 2010 e janeiro de 2011. Foram vistoriados 585 asteroides próximos ao planeta durante o projeto. Entre Marte e Júpiter, o equipamento da Nasa observou 100 mil objetos - essa região do Sistema Solar possui um "cinturão" de asteroides.

Para objetos menores que 100 metros, os cientistas da Nasa afirmam que os dados do Wise não são confiáveis - os cientistas acreditam que 1 milhão deles existam perto da Terra. Mas, como vantagem, o instrumento é capaz de detectar objetos mesmo pequenos e distantes, pois detecta o calor que eles emitem.

Colisões de ‘superestrelas’ ajudam astrônomos a estudar a gravidade

Do G1, em São PauloA colisão de duas “estrelas de nêutrons” pode ajudar cientistas a estudar a aplicação da teoria da relatividade de Albert Einstein no espaço, segundo um estudo publicado na revista “Nature” nesta quinta-feira (29).

“Estrelas de nêutrons” são astros muito densos: têm uma massa equivalente à do nosso Sol, mas “apertada” em uma área muito menor, de cerca de 20 quilômetros. Elas se formam após o colapso de uma supernova.

Ilustração de uma estrela de nêutrons (Foto: Jacobs University Bremen)

Quando dois exemplares do tipo colidem no espaço o resultado é uma onda de choque de rádio que, segundo pesquisadores israelenses, pode ser estudada para avaliar os efeitos da gravidade no espaço. Isso porque a “batida” é um evento tão forte, tão energético, que é capaz de alterar o próprio “espaço-tempo”.

Os pesquisadores acreditam que a geração futura de telescópios pode ser capaz de analisar essa onda e ajudar a entender melhor como funciona a gravidade entre os corpos celestes.

sábado, 24 de setembro de 2011

Fragmentos de satélite desativado da Nasa caem no Canadá

Do G1, com agências internacionais *O Satélite de Pesquisa da Atmosfera Superior Terrestre (UARS, sigla em inglês) se desfragmentou na atmosfera da Terra na madrugada de sábado (24) e parte de seus destroços caíram, de acordo com os cálculos da Agência Espacial Americana, a Nasa, no Canadá.
Através de sua conta no microblog "Twitter", a agência espacial americana assegura que seus restos caíram na Terra entre 0h23 e 2h09 de Brasília. "O satélite estava passando sobre Canadá e África, assim como sobre vastas zonas dos oceanos Pacífico, Atlântico e Índico", explicou a Nasa.
Há relatos no "Twitter" que fragmentos do equipamento caíram na região de Okotoks, uma cidade ao sul de Calgary, no oeste do país. A Nasa não está descartada, porém, a hipótese de fragmentos serem encontrados em outros lugares, como na África ou na Austrália.
Com quase seis toneladas de peso, o aparelho foi lançado pela Nasa há 20 anos. Antes de cair, sobrevoou, além do Canadá, a África e a Austrália.
A Nasa vinha informando que os restos do satélite deveriam se espalhar por uma área de 800 km e que não haveria riscos para a população.

O UARS é o maior satélite da Nasa a cair sobre a superfície terrestre depois do Skylab, que se precipitou na zona ocidental da Austrália em 1979.
A Nasa espera que o satélite se fragmente em 26 pedaços, com peso variando entre 1 kg e 158 kg.
(*) Com informações das agências de notícias Efe, France Presse e Reuters

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Nebulosa de Orion: alvo fácil e cheio de detalhes interessantes

Depois da Lua, um dos primeiros alvos escolhidos para observação astronômica é sem dúvida a Nebulosa de Órion. Conhecida também como M42, a nebulosa encanta qualquer observador noturno. Gigantesco berçário estelar, M42 tem como vizinho um belo trapézio de estrelas, com detalhes somente captados através de técnicas especiais.

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Na foto acima, registrada pelos astrofotógrafos Jesús Ruiz e Maritxu Poyal, a nebulosa M42 é vista em tons avermelhados em primeiro plano, no centro superior direito da foto. Ao seu lado esquerdo, quase no centro da imagem, a pequena nebulosa NGC 1977 compartilha sua companhia. Do lado esquerdo, o trapézio de estrelas.
De tão belo, observar o trapézio pode tomar várias horas do astrônomo amador, que não cansa de se encantar com a luz quase hipnotizante das quatro estrelas, chamadas Theta Orionis. A mais brilhante, Theta Orionis C, se localiza a 1350 anos-luz de distância e sua intensa radiação ioniza o gás responsável pela tênue luz que se vê quando o trapézio é observado através de um pequeno telescópio.
Detalhes
Apesar de parecer uma única estrela, Theta Orionis C é na realidade formado por duas estrelas, mas isso só foi possível de ser observado pela primeira vez em 1999, já que a distância angular entre elas é de apenas 20 miliarcosegundos.

Para estudar em profundidade o sistema foram necessários telescópios de altíssima resolução angular e em 2009, uma equipe liderada pelos astrofísicos Stefan Kraus e Gerd Weigelt, do Instituto Max Plank de Radioastronomia, da Alemanha, obteve as primeiras imagens do sistema, que permitiram estudar com precisão as características físicas e orbitais de Theta Orionis C.
Combinando as observações feitas com o instrumento AMBER, instalado no telescópio VLT, no deserto de Atacama, no Chile, e imagens registradas nos últimos 12 anos, os astrofísicos calcularam em 11 anos o período orbital do sistema e através da terceira Lei de Kepler concluíram que a massa das estrelas é de 38 massas solares para Theta Orionis C1 e 9 massas solares para Theta Orionis C, concluindo que o duplo sistema é o mais maciço objeto próximo à Nebulosa de Órion.
Como ver
Localizar a nebulosa de Órion é muito fácil e possivelmente você já olhou pra ela sem saber. Trata-se daquele grupinho luminoso de estrelas que está próximo às Três Marias, alvo muito fácil de ser localizado nas madrugadas de setembro. É só olhar pra cima, no quadrante leste.

Bons Céus!


Fotos: No topo, a bela nebulosa de Órion como registrada pelos astrofotógrafos Jesús Ruiz e Maritxu Poyal. Acima: a imagem da esquerda mostra a Nebulosa M42 e em seu interior as quatro estrelas que formam o trapézio. O primeiro detalhe da cena mostra um zoom da região, captado pelo telescópio espacial Hubble. O detalhe ainda mais ampliado é a imagem captada pelo telescópio VLT, onde o sistema binário é visto em alta resolução. O diagrama da direita mostra a órbita do duplo sistema, calculado após 12 anos de observações. A órbita de Júpiter foi inserida no gráfico para comparação de tamanho. Créditos: Nasa/Apod, Jesús Ruiz e Maritxu Poyal, ESA, Apolo11.com.

Satélite desativado cai na Terra entre esta sexta e sábado, segundo Nasa

Satélite UARS, levado ao céu em 1991, foi desativado em 2005 pela Nasa.

  (Foto: Nasa / via AP Photo)

Agência espacial dos EUA ainda não sabe onde equipamento irá cair.  Satélite pesa 5.675 quilos e tem o tamanho de um ônibus.

Do G1, com agências internacionais* - A Nasa prevê entre sexta-feira (23) e sábado (24) a queda na Terra de um satélite retirado de funcionamento em 2005 que tem o tamanho de um ônibus. A agência espacial americana informa que o risco para as pessoas é “pequeno”.
Embora ainda não possa precisar o lugar do impacto, a Nasa descartou que o satélite artificial vá cair sobre a América do Norte.
“O reingresso deverá acontecer durante a tarde no leste dos Estados Unidos”, indicou um comunicado da agência. “O satélite não estará em trajetória sobre a América do Norte nesse período”, acrescentou.

Segundo a Nasa, “ainda é muito cedo para prever a hora e o local de reingresso”.
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A probabilidade de algum dos restos do Satélite de Pesquisa da Alta Atmosfera (UARS, na sigla em inglês) causar qualquer tipo de dano em uma área habitada é de uma em 3.200, segundo a Nasa.
O aparelho pesa 5.675 quilos e tem o tamanho de um ônibus.
A previsão inicial era que o satélite cairia no final de setembro ou no início de outubro, mas sua queda foi antecipada pelo forte aumento da atividade solar na semana passada.
Os cientistas da Nasa calculam que o satélite se despedaçará ao entrar na atmosfera e que pelo menos 26 grandes peças sobreviverão às altas temperaturas do reingresso e cairão sobre a superfície da Terra.
* Com agências internacionais

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Vídeos mostram aurora austral do espaço e 'volta ao mundo' em 1 min.


A aurora austral (luz verde) é um fenômeno que acontece no Polo Sul da Terra. (Foto: BBC)

BBC - A Nasa divulgou imagens da aurora austral vista do espaço. O vídeo inédito foi capturado pela Estação Espacial Internacional, que orbitava a mais de 300 quilômetros de altitude entre a Austrália e a Antártida.
A imagem foi montada a partir de centenas de fotografias tiradas pelos astronautas.
Como o fenômeno aconteceu em uma noite encoberta, não foi possível visualizá-lo a partir da Terra.
A aurora austral - identificado pelas luzes verdes no céu - é um fenômeno ótico que acontece no Polo Sul do Planeta.

O cientista James Drake usou 600 imagens fornecidas gratuitamente no site da Estação Espacial Internacional e criou uma volta ao mundo em 60 segundos. As imagens são do Gateway to Astronaut Photography of Earth, e foram publicadas no site do cientista infinity-imagined.tumblr.com
O vídeo começa no Oceano Pacífico e percorre todo o continente americano, até chegar à Antártida. É possível ver as cidades de Vancouver e Victoria, no Canadá, Seattle, Portland, São Francisco, Los Angeles e Phoenix, nos Estados Unidos, e Cidade do México.

Em seguida as imagens mostram Guatemala, Panamá, Colômbia, Equador, Peru, Amazônia brasileira e o Chile. A montagem de James Drake virou um sucesso na internet.

Nebulosa apresenta formas de pássaro em foto de observatório

Do G1, em São PauloUma nebulosa a 6,5 mil anos-luz de distância da Terra apresenta formas de passáros como mostra uma foto divulgada nesta quarta-feira (21). A região foi objeto de estudo de astrônomos do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla inglês).

A Nebulosa da Galinha Fugitiva recebe este nome pois muitas pessoas enxergam uma ave na parte mais brilhante da imagem (no centro) ou em outros pontos do local (veja imagem abaixo). A nuvem de hidrogênio brilhante está repleta de estrelas recém-nascidas e a coloração vermelha indica a existência de "berçários" estelares - outro exemplo é a Nebulosa da Lagoa.
Os cientistas usaram o instrumento Wide Field Imager, que integra o telescópio MPG, localizado no Chile, um dos países que fazem parceria com o ESO, assim como o Brasil.
A região também é conhecida como Nebulosa Lambda Centauri ou IC 2944 e está na direção da constelação de Centauro.
Estrelas formadas na nebulosa apresentam altas temperaturas e são formadas a partir do hidrogênio gasoso ao redor. Elas brilham intensamente em uma frequência ultravioleta e excitam as nuvens de hidrogênio, que apresentam a tonalidade vermelha.


Região mais brilhante no centro da Nebulosa da Galinha Fugitiva tem a forma de um pássaro para algumas pessoas, segundo o Observatório Europeu do Sul, que divulgou a imagem acima nesta quarta. (Foto: ESO)

Rússia diz que fragmentos de satélite da Nasa cairão em mar na Oceania

Da Agência EFE -   A Rússia anunciou nesta quarta-feira (21) que os fragmentos do satélite norte-americano UARS, que deixou de funcionar em 2005, vão cair na próxima sexta-feira no mar de Papua Nova Guiné.

"De acordo com dados que reunimos nesta manhã, a área de queda se encontra a 90 quilômetros ao noroeste de Port Moresby, no Mar de Coral. O tempo calculado é às 00h05 no horário de Moscou (17h05 em Brasília)", disse o porta-voz do Ministério da Defesa russo Alexei Zolotujin.
Na segunda-feira, os especialistas de um centro de controle do espaço aéreo das Forças Espaciais da Rússia anunciaram que a queda dos fragmentos era esperada para 23 de setembro no Oceano Índico.
O satélite de seis toneladas foi desenhado para medir as mudanças atmosféricas e os efeitos da poluição. Em 1991, ele foi transportado pelo ônibus espacial Discovery.

Os cientistas da Nasa calculam que o satélite vai ser desintegrado ao penetrar na atmosfera. Eles afirmam que embora nem todas as peças sejam desfeitas, a probabilidade de algumas delas atingir uma pessoa é extremamente pequena.

Satélite UARS, levado ao céu em 1991, foi desativado em 2005 pela Nasa.
  (Foto: Nasa / via AP Photo)

Telescópio da Nasa permite estudos mais preciso de buraco negro

Do G1, em São Paulo - Dados obtidos pelo Wise, um telescópio espacial da Nasa que usa raios infravermelhos para observar o universo, possibilitaram uma nova pesquisa sobre um buraco negro, o GX 339-4, que fica a mais de 20 mil anos-luz da Terra.    O fenômeno já foi estudado anteriormente por outros cientistas, mas ainda não se sabe detalhes sobre ele. Na base do buraco negro, de onde saem os raios mais brilhantes, é difícil fazer as medições.

“Imagine como seria se nosso Sol tivesse estouros repentinos e aleatórios, ficando três vezes mais brilhante em questão de horas e apagando de novo. É o tipo de comportamento que vemos nesses jatos”, disse Poshak Gandhi, da Jaxa, agência espacial japonesa, autor do estudo.

“Com a visão infravermelha do Wise, conseguimos focar em regiões internas, perto da base do jato do buraco negro de massa estelar pela primeira vez”, completou Gandhi.


Ilustração mostra como os cientistas imaginam que seja a aparência do buraco negro GX 339-4
 (Foto: Nasa)

Fragmentos de satélite podem cair no México

Cidade do México - Fragmentos de um satélite desativado da Agência Espacial Norte-Americana (Nasa, na sigla em inglês) podem cair esta semana em território mexicano, afirmam especialistas.

A conclusão foi tomada a partir de cálculos feitos por membros da Sociedade Astronômica Urânia do México com dados da Nasa a respeito da trajetória do Uars (Satélite de Pesquisas da Atmosfera Superior, na sigla em inglês) sobre o país.

O objeto espacial deve se desintegrar entre os dias 22 e 24 deste mês, quando estiver passando pelo México. Os cientistas, no entanto, descartam que o evento represente "um grave risco" para a população local.

Segundo eles, "a probabilidade de causar danos materiais ou físicos" é mínima enquanto a chance de alcançar uma pessoa é de uma em 3.200, conforme os cálculos da Nasa.

O satélite de cerca de 5 toneladas irá se fragmentar ao entrar em contato com a atmosfera terrestre e apenas pouco mais de 10%, cerca de 580 quilogramas, devem se chocar com a superfície do planeta

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Asteroide suspeito não poderia ter causado extinção dos dinossauros

Teoria que indicava asteroides da família Baptistina foi desmentida.   Meteoro atingiu a Terra há 65 milhões de anos.

Do G1, em São Paulo -  Dados obtidos pelo telescópio espacial Wise, da Nasa, coloca em dúvida a origem do meteoro que caiu na Terra há 65 milhões de anos e encerrou a era dos dinossauros.
saiba mais
Em 2007, um estudo apontou que o que atingiu a Terra foi um fragmento de um asteroide gigante chamado Baptistina. De acordo com essa teoria, o Baptistina se chocou com outro asteroide no cinturão que fica entre Marte e Júpiter há cerca de 160 milhões de anos, espalhando pelo Sistema Solar detritos do tamanho de montanhas.
Porém, os novos dados obtidos pelo Wise, que usa raios infravermelhos, jogaram a teoria por água abaixo. A sonda observou mais de mil asteroides da família Baptistina – fragmentos de um único corpo original.
Na análise, os cientistas chegaram à conclusão de que a ruptura do Baptistina aconteceu há 80 milhões de anos – metade do que se imaginava. Não haveria, portanto, tempo suficiente para que um desses fragmentos chegasse à Terra a tempo de extinguir os dinossauros.
O cálculo foi possível porque o tamanho e a reflexibilidade dos asteroides indicam o tempo que eles levaram para alcançar as atuais posições. As informações obtidas pelos raios infravermelhos são mais precisas do que as do espectro visível, por isso a evidência pode ser considerada definitiva.


Ilustração retrata o momento em que um asteroide se despedaça no espaço
  (Foto: Nasa / JPL-Caltech)

Satélite desativado deve cair na Terra na próxima sexta (23)

Da Reuters -  Um satélite científico desativado da Nasa deve cair na Terra na próxima sexta-feira (23), espalhando detritos em algum ponto imprevisível do planeta, segundo cientistas da agência espacial norte-americana.

O Uars (Satélite de Pesquisas da Atmosfera Superior, na sigla em inglês) pesa 6,5 toneladas e foi colocado em órbita por um ônibus espacial em 1991. Ele funcionou durante 14 anos, fazendo medições do ozônio e de outras substâncias químicas da atmosfera.
Desde que completou sua missão, em 2005, o Uars vem lentamente perdendo altitude, por causa da gravidade terrestre. Na sexta-feira, a peça de 10,6 m de comprimento e 4,5 m de diâmetro deve mergulhar na atmosfera, segundo o site da Nasa.
A maior parte do equipamento acabará sendo incinerada na queda, mas os cientistas preveem que até 26 peças, com um peso total de 500 kg, poderão resistir ao atrito e cair em algum lugar do planeta.
A órbita do satélite sobrevoa a maior parte do planeta, desde o norte do Canadá até o extremo sul da América do Sul.
A Nasa disse haver 1 chance em 3,2 mil de que uma peça do Uars atinja uma pessoa. O mais provável é que os destroços caiam no mar ou em terras desabitadas.


Ilustração divulgada pela Nasa do Uars, satélite que deve cair de volta na Terra
(Foto: Nasa)

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