quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Arriva l'asteroide di Capodanno



La posizione dell’asteroide 2013 YL2 il 3 gennaio 2014, nel momento di massimo avvicinamento alla Terra (fonte: Gianluca Masi, The Virtuale Telescope Project) 
 La posizione dell’asteroide 2013 YL2 il 3 gennaio 2014, nel momento di massimo avvicinamento alla Terra (fonte: Gianluca Masi, The Virtuale Telescope Project)
 
 
Arriva l'asteroide di Capodanno, si chiama 2013 YL2, è già in fase di avvicinamento alla Terra ed è possibile osservarlo nella diretta streaming con il Virtual Telescope a partire dalla mezzanotte di oggi.

L'asteroide, dal diametro di 90 metri, raggiungerà la minima distanza dalla Terra il prossimo 3 gennaio. Quel giorno, alle ore 1,46 italiane, transiterà a 1,4 milioni di chilometri dal nostro pianeta. ''Una distanza di assoluta sicurezza: basti pensare che è circa tre volte e mezzo la distanza Terra-Luna'', spiega l'astrofisico Gianluca Masi, responsabile del Virtual Telescope e curatore scientifico del Planetario di Roma.

Avvicinamenti come questi sono occasioni preziose per gli esperti che studiano i cosiddetti Neo (Near-Earth Objects), comete e asteroidi vicini alla Terra, in genere molto deboli da rilevare.
 
I passaggi ravvicinati, osservare Masi, permettono di calcolare le orbite, i periodi di rotazione e di studiare le caratteristiche di questi oggetti, per conoscerli meglio.
 
Scoperto tra il 23 e il 24 dicembre, questo 'sasso cosmico' è già visibile con strumenti professionali in questi giorni e dall'Italia sarà osservabile fino al 2 gennaio perché il 3 gennaio, quando raggiungerà la distanza minima dalla Terra, sarà visibile solo dall'emisfero australe.

''Per osservare l'asteroide 2013 YL2 occorrono telescopi del diametro di almeno 35-40 centimetri. Con strumenti più piccoli - rileva Masi - si può tentare qualche osservazione fotografica''. Se qualcuno volesse tentare, potrà farlo, tempo permettendo, il 2 gennaio, nella fase prossima al minimo avvicinamento, guardando nella costellazione del Cancro. Da quella direzione si vedrà arrivare l'asteroide, che si dirigerà nella costellazione dell'Idra per poi 'tuffarsi' nell'orizzonte e dunque nel cielo dell'emisfero australe.

www.ansa.it

Telescópio da Nasa capta imagem de galáxia plana bem distante da Terra

Galáxia ESO 373-8 fica a 25 milhões de anos-luz do nosso planeta.
Imagem foi feita com o Hubble, da agência espacial americana.

Do G1, em São Paulo
 

Imagem divulgada nesta terça-feira (31) pela agência espacial americana, a Nasa, mostra a galáxia espiral ESO 373-8, localizada a 25 milhões de anos-luz de distância da Terra. Com outras sete galáxias que estão próximas, a ESO-373-8 integra o grupo NGC 2997. (Foto: Hubble/Nasa/AFP) 
Imagem divulgada nesta terça-feira (31) pela agência espacial americana, a Nasa, mostra a galáxia em formato plano chamada de ESO 373-8, localizada a 25 milhões de anos-luz de distância da Terra. Com outras sete galáxias que estão próximas, a ESO-373-8 integra o grupo NGC 2997. (Foto: Hubble/Nasa/AFP)

Nasa publica nova foto do Sol feita por satélite

Do G1, em São Paulo

 

Imagem do Sol feita nesta terça (31) pelo satélite SDO, da Nasa (Foto: Nasa/SDO) 
Imagem do Sol feita nesta terça (31) pelo satélite SDO, da Nasa (Foto: Nasa/SDO)
 
A Nasa divulgou nesta terça-feira (31) uma imagem do Sol feita pelo Observatório de Dinâmica Solar (SDO, na sigla em inglês), um satélite que fica na órbita da Terra. A foto foi feita com um instrumento chamado AIA, cuja função é estudar a coroa solar, a camada mais externa do Sol, onde ocorrem as erupções solares.

Apesar das tempestades solares visíveis na imagem, a atividade do Sol no momento não é tão forte, se comparada com a de outros períodos. A última grande ejeção de material ocorreu no dia 19 de novembro.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Natale con la cometa 'sopravvissuta'

Si chiama Lovejoy, l' unica rimasta di quattro


La cometa Lovejoy (fonte: Gerald Rehmann)  
La cometa Lovejoy (fonte: Gerald Rehmann)
 
 
Nel Natale 2013 ci sarà almeno una cometa, unica 'superstite' delle quattro comete attese. Si chiama Lovejoy ed è possibile osservarla a occhio nudo, purchè lontano dalle luci della città.

''E' l'unica cometa che meriti attenzione nel cielo di questo Natale'', ha detto l'astrofisico Gianluca Masi, responsabile del Virtual Telescope e curatore scientifico del Planetario di Roma.
 
La tanto attesa Ison sulla quale si erano concentrate tutte le attese è invece scomparsa, sopraffatta dal passaggio ravvicinato al Sole. Avrebbe dovuto risplendere come la Luna, invece dei resti del suo nucleo non si riesce più ad avere traccia, come testimoniano anche le osservazioni più recenti condotte sia con il radiotelescopio di Arecibo che con il telescopio spaziale Hubble.

''Tutte le campagne che hanno cercato di individuarne i residui sono fallite e adesso si spera che il telescopio spaziale Hubble riesca ad avere più successo'', ha osservato Masi.
 
La terza cometa, chiamata C/2012 X11 Linear, è invece troppo debole e ormai è visibili solo con un telescopio. La quarta, Henke, è ormai debolissima e in congiunzione con il Sole.

A risplendere nel cielo di Natale, nuvole permettendo, sarà quindi soltanto la Lovejoy, che il 22 dicembre raggiungerà la minima distanza dal Sole: ''una distanza comunque abbastanza ampia da favorirne l'osservazione'', rileva Masi. Il Sole infatti la illuminerà, rendendola più visibile. Per trovarla bisogna guardare verso Nord-Ovest, tra le stelle della costellazione di Ercole.
 
''Dal 22 dicembre in poi è visibile solo all'alba, a partire dalle cinque del mattino'', spiega Masi. Da quel momento comincerà ad abbassarsi progressivamente sull'orizzonte. Per osservarla al meglio bisogna quindi allontanarsi dalla città, in un luogo dall'orizzonte sgombro. Ma vale davvero la pena: ''è una cometa splendida ed estremamente fotogenica - osserva l'astrofisico - e mostra una notevole attività nell'evoluzione della coda''.

www.ansa.it

Vídeo da Nasa revela ondas invisíveis emitidas pelo Sol

Comprimentos de onda não podem ser captados pelo olho humano.
Resultado é um astro dividido em fatias, em várias cores.

Do G1, em São Paulo

 

A agência espacial americana Nasa produziu um vídeo que mostra os diferentes tipos de ondas emitidas pelo Sol, invisíveis ao olho humano. O Observatório de Dinâmicas Solares da agência transforma essas ondas em imagens visíveis e coloridas. Na montagem feita pela Nasa, o Sol ganha várias "fatias" em diferentes tons, representando essas emissóes que não podemos enxergar sem auxílio de equipamentos especiais.

Um detalhe curioso é como a aparência do astro muda de acordo com cada tipo de filtro usado. Isso ocorre porque cada comprimento de onda captado equivale a matéria do Sol em diferentes temperaturas. O reconhecimento das várias temperaturas da superfície solar permite ao cientistas entender como a matéria transita na atmosfera solar.

Imagem mostra o Sol dividido em fatias observadas com filtros que repesentam diferentes comprimentos de ondas emitidas pelo astro (Foto: Nasa) 
Imagem mostra o Sol dividido em fatias observadas com filtros que repesentam diferentes comprimentos de ondas emitidas pelo astro (Foto: Nasa)

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Imagens com filtros de cores revelam beleza do asteroide Vesta

Visto por olho humano, asteroide é acinzentado.
Cientistas aplicaram filtros de cores e puderam ver diversidade geológica.

Do G1, em São Paulo

 

Imagem mostra o fluxo de material dentro e for a da crater Aelia, no asteroid Vesta (Foto: NASA/JPL-Caltech/UCLAMPS/DLR/IDA) 
Imagem mostra o fluxo de material dentro e for a da crater Aelia, no asteroide Vesta
 (Foto: NASA/JPL-Caltech/UCLAMPS/DLR/IDA)
 
 

Cientistas alemães aplicaram filtros de cores nas imagens do asteroide Vesta e revelaram “paisagens de beleza incomparável”. As informações são da agência espacial americana, a Nasa.

As fotografias foram registradas pela câmera a bordo da sonda Dawn e reanalisadas por pesquisadores do Instituto Max Planck para Pesquisa do Sistema Solar, na Alemanha.

Visto pelos olhos de humanos, o asteroide é acinzentado, com uma variedade de pequenas e grandes crateras. No entanto, pelas imagens coloridas, com resolução de 60 metros por pixel, os cientistas puderam observar estruturas geológicas.

Uma vez que os minerais refletem luz de diferentes comprimentos de onda e em distintos graus, os filtros ajudam a revelar diversidade na composição do Vesta. As cores foram atribuídas a diferentes comprimentos de onda de luz.

Nas imagens coloridas, eles podem observar marcas de impactos, crateras enterradas por terremotos e materiais alheios ao asteroide, que foram levados por objetos espaciais.

Segundo Andreas Nathues, pesquisador do instituto alemão que desenvolveu o sistema da câmera da sonda Dawn, as novas imagens mostram uma ampla diversidade geológica.

“As imagens coloridas são impressionantes por sua beleza”, afirma a Nasa em nota. “Algumas belezas são reveladas apenas numa segunda olhada”.

O Vesta foi objeto de estudo da sonda Dawn entre julho de 2011 a setembro de 2012, em missão conduzida pela agência americana. O equipamento segue rumo ao planeta anão Ceres, no principal cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter.


Com filtros de cores, imagem mostra material do noroeste da cratera Sextilia no ateroide Vesta (Foto:  NASA/JPL-Caltech/UCLAMPS/DLR/IDA) 
Com filtros de cores, imagem mostra material do noroeste da cratera Sextilia no ateroide Vesta (Foto: NASA/JPL-Caltech/UCLAMPS/DLR/IDA)
 
Nesta imagem foram aplicados filtros para a região da cratera Antonia, no hemisfério sul do asteroide Vesta (Foto: NASA/JPL-Caltech/UCLAMPS/DLR/IDA) 
Nesta imagem foram aplicados filtros para a região da cratera Antonia, no hemisfério sul do asteroide Vesta (Foto: NASA/JPL-Caltech/UCLAMPS/DLR/IDA)

Satélite Gaia, que fará mapa da galáxia, é lançado com sucesso



Satélite europeu foi lançado nesta quinta-feira a bordo do foguete Soyuz.
Gaia terá como missão fazer um atlas tridimensional da Via Láctea.

Da France Presse
 

Imagem é uma impressão artística do telescópio europeu Gaia. (Foto: AFP Photo/ESA/D. Ducros) 
Imagem é uma impressão artística do telescópio europeu Gaia. (Foto: AFP Photo/ESA/D. Ducros)
 
 
O satélite Gaia, um dos telescópios mais complexos da história da Europa, decolou nesta quinta-feira (19) com êxito do Centro Espacial Europeu de Kuru, na Guiana Francesa, a bordo de um foguete russo Soyuz. O lançamento foi feito às 7h12 de Brasília.

O "cartógrafo da galáxia" terá como missão fazer um atlas tridimensional da Via Láctea. A missão vai durar no total cinco anos, talvez seis, durante os quais o telescópio-satélite localizará um bilhão de estrelas, cada uma das quais será observada setenta vezes. Em mais de 99% delas, nunca se estabeleceu com precisão sua distância em relação à Terra.

"Em menos de dois anos teremos um catálogo de todo o céu", antecipou François Mignard, encarregado da participação francesa no projeto Gaia. Trata-se do sexto foguete Soyuz lançado da Guiana Francesa, o segundo em 2013.

O telescópio-satélite Gaia, construído em Toulouse, no sul da França, pela empresa Astrium por encomenda da Agência Espacial Europeia (ESA), deve se separar do estágio superior do foguete lançador após 41 minutos e 59 segundos de voo.

Gaia se posicionará a 1,5 milhão de quilômetros da Terra, em um local privilegiado - o ponto de Lagrange 2 -, que tem como uma de suas vantagens possuir um entorno térmico estável, e descreverá uma órbita elíptica para evitar os eclipses do sol pela Terra.

O telescópio permitirá fazer um mapeamento tridimensional da Via Láctea, um atlas do céu, e também reconstruir a história da formação e evolução da nossa galáxia. Isto possibilitará aos astrofísicos fazer "arqueologia galáctica", segundo Mignard.

Gaia nos permitirá "compreender melhor qual é o nosso lugar no universo", resumiu Catherine Turon, membro do Observatório de Paris.

Posição das estrelas
O fundamental da missão Gaia consiste em determinar a posição e o movimento das estrelas, mas também sua distância, o parâmetro mais difícil de se obter, uma vez que a mais próxima se encontra a quase 40 bilhões de quilômetros.

Gaia dará continuidade à tradição europeia do mapeamento estelar, herança do astrônomo grego Hiparco, o primeiro que, a olho nu, mediu a posição de mil estrelas.

Em 1989, mais de 2 mil anos depois de Hiparco, a ESA lançou um satélite com seu nome, dedicado à astrometria, que deu as coordenadas celestes de cerca de 120 mil estrelas.

Gaia e seus dois telescópios são feitos de carbeto de silício (também denominado carborundum), cada um com três lentes retangulares curvas, cem vezes mais precisas do que as do satélite Hiparco. O dispositivo será capaz de distinguir estrelas com brilho 400 mil vezes mais fraco do que o olho humano pode perceber.

"É o telescópio espacial mais moderno já fabricado na Europa", informou a Astrium. Gaia também usará "um sensor fotográfico com precisão nunca equiparada", prosseguiu.

Para preservar a exatidão de suas medidas, o satélite será controlado da Terra por uma rede de telescópios, de tal forma que sua posição será determinada com um erro máximo de cem metros.

"O cartógrafo da galáxia" também terá como tarefa fazer o levantamento dos asteroides do Sistema Solar e, inclusive, descobrir novos exoplanetas.

Com Gaia, os astrônomos entrarão "no mundo do 'Big Data'", afirmou Véronique Valette, chefe do projeto Gaia na agência espacial francesa (CNES). A missão fornecerá mais de um petabyte (um quadrilhão de bytes) de dados para analisar, ou seja, a capacidade de 250 mil DVDs.


"O tratamento cotidiano (dos dados) será o desafio mais importante", acrescentou Mignard.

Seis centros, entre eles o do tratamento de dados do Centro Espacial de Toulouse, receberão este fluxo permanente e enorme de informação, inutilizável em seu estado bruto e que depois deverão interpretar para torná-la inteligível.

Para enfrentar este desafio, o CNES, que fará entre 35% e 40% do tratamento de dados da missão, equipou-se com computadores de uma potência de cálculo de até 6 trilhões de operações por segundo.

domingo, 15 de dezembro de 2013

China divulga primeiras imagens feitas por sonda após pouso na lua

Do G1, em São Paulo
Solo lunar é visto nas primeiras imagens feitas pela câmera de bordo da sonda chinesa Chang'e 3, neste sábado (14) (Foto: Wang Jianmin/XinhuaAP) 
Solo lunar é visto nas primeiras imagens feitas pela câmera de bordo da sonda chinesa Chang'e 3, neste sábado (14) (Foto: Wang Jianmin/XinhuaAP)
 
Horas após a sonda não tripulada chinesa Chang’e 3 pousar neste sábado (14) na cratera lunar Sinus Iridum, a agência estatal chinesa Xinhua divulgou as primeiras imagens feitas já em solo lunar.

O pouso controlado foi o primeiro desde 1976. Com a aterrissagem, a China se tornou o terceiro país a conseguir pousar uma nave na lua, junto a Estados Unidos e União Soviética.

A sonda Chang'e 3, que recebeu o nome em homenagem a uma deusa da mitologia chinesa, carrega um veículo movido a energia solar chamado Yutu (ou Coelho de Jade, numa tradução livre), que irá fazer escavações e pesquisas geológicas.

A China tem aumentado suas ambições quanto aos programas espaciais para fins militares, comerciais e científicos.

A Chang E3, lançado da base aérea de Xichang no último dia 2 de dezembro, e que orbitava a uma velocidade de 1,7 quilômetros por segundo, começou a desacelerar quando se encontrava a 15 quilômetros da superfície lunar e pousou com sucesso às 11h12 (de Brasília).

A bordo do foguete Long March 3B está o veículo de exploração teleguiado chamado "Coelho de Jade". O novo equipamento tem painéis solares para obter energia, realizará análises científicas e enviará à Terra imagens em três dimensões.

A sonda funcionará durante três meses e poderá se deslocar a velocidade máxima de 200 metros por hora.

Solo da Lua é fotografado pela sonda chinesa após o pouso (Foto: Wang Jianmin/Xinhua/AP) 
Solo da lua é fotografado pela sonda chinesa após o pouso (Foto: Wang Jianmin/Xinhua/AP)

sábado, 14 de dezembro de 2013

Sonda espacial chinesa pousa na Lua

Pouso controlado foi o primeiro desde 1976.
Ela leva um equipamento de exploração teleguiado.

Do G1, em São Paulo
 

Imagem feita pelo módulo chinês Chang'e-3 mostra a superfície da Lua logo antes do pouso (Foto: AFP) 
Imagem feita pela sonda chinesa Chang'e 3 mostra a superfície da Lua logo antes do pouso
 (Foto: AFP)
 
A sonda não tripulada chinesa Chang’e 3 pousou neste sábado (14) na cratera lunar Sinus Iridum, anunciou a agência estatal chinesa Xinhua. O pouso controlado foi o primeiro desde 1976. Com a aterrissagem, a China se torna o terceiro país a conseguir pousar uma nave na lua, junto a Estados Unidos e União Soviética.

A sonda Chang'e 3, que recebeu o nome em homenagem a uma deusa da mitologia chinesa, carrega um veículo movido a energia solar chamado Yutu (ou Coelho de Jade, numa tradução livre), que irá fazer escavações e pesquisas geológicas.

A China tem aumentado suas ambições quanto aos programas espaciais para fins militares, comerciais e científicos.

A Chang E3, lançado da base aérea de Xichang no último dia 2 de dezembro, e que orbitava a uma velocidade de 1,7 quilômetros por segundo, começou a desacelerar quando se encontrava a 15 quilômetros da superfície lunar e pousou com sucesso às 11h12 (de Brasília).

A bordo do foguete Long March 3B está o veículo de exploração teleguiado chamado "Coelho de Jade". O novo equipamento tem painéis solares para obter energia, realizará análises científicas e enviará à Terra imagens em três dimensões.

A sonda funcionará durante três meses e poderá se deslocar a velocidade máxima de 200 metros por hora.


Em Pequim, cientistas chineses celebram o sucesso do pouso na Lua (Foto: AFP/CCTV) 
Em Pequim, cientistas chineses celebram o sucesso do pouso na Lua (Foto: AFP/CCTV)
 

Após perda de satélite, programa espacial mira próximos objetivos

Brasil tem como meta a produção do Cbers-4 e do VLS em 2014, diz AEB.
Falha em foguete chinês levou à destruição do Cbers-3, na última 2ª feira.

Eduardo Carvalho Do G1, em São Paulo

Imagem divulgada pela Reuters mostra peça que caiu do foguete Longa Marcha 4B, veículo que levou o satélite Cbers-3 ao espaço (Foto: Reuters/Stringer) 
Imagem divulgada pela Reuters mostra peça que caiu do foguete Longa Marcha 4B, veículo que levou o satélite Cbers-3 ao espaço (Foto: Reuters/Stringer)
 
 
Após a falha no lançamento do Cbers-3, quarto satélite feito em parceria por cientistas do Brasil e da China, o adiantamento da produção do Cbers-4 para o primeiro semestre de 2015, em vez de 2016, e a conclusão do foguete lançador brasileiro, o VLS, serão os carros-chefes do Programa Espacial Brasileiro.

O Cbers-3 foi lançado na última segunda-feira (9), mas uma falha em um dos estágios do foguete chinês Longa Marcha 4B prejudicou o equipamento, que não alcançou velocidade e altura suficientes para orbitar a Terra e, por isso, retornou ao planeta e foi destruído ao entrar na atmosfera – uma perda de R$ 160 milhões para o Brasil.

Segundo especialistas ouvidos pelo G1, a imagem do programa espacial nacional não ficou manchada após o episódio. “Foi fortuito. Dizer que [a falha] não afeta o programa é incorreto, porque estávamos com grande expectativa. Mas precisamos estar preparados para isso. É um problema a ser contornado e o programa brasileiro não se restringe apenas ao acordo com a China”, explica Petrônio Noronha de Souza, diretor da Agência Espacial Brasileira (AEB).
 
Metas a cumprir
Noronha explica que a antecipação do Cbers-4, que será feito no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o cumprimento de duas etapas consideradas importantes dentro do cronograma do VLS-1 se tornaram prioridades em 2014.

A montagem e funcionamento do modelo elétrico, que é a reprodução fiel do foguete, mas sem o combustível, está prevista para o segundo semestre do ano que vem, além da certificação comercial do sistema de navegação do foguete. As metas "vão abrir caminho para que o VLS seja completado”, diz o diretor.

Os projetos serão realizados com a verba repassada pelo governo à AEB. A previsão para 2014 é de orçamento de R$ 295 milhões, valor apresentado na Lei Orçamentária Anual que ainda segue em discussão no Congresso.
 Satélite CBERS (Foto: Editoria de Arte/G1)
 
Dinheiro insuficiente
Em 2013, o montante destinado ao desenvolvimento do lançador de foguetes e a produção e pesquisa de novos satélites no Inpe foi de R$ 345 milhões.

Comparativamente, o dinheiro destinado em 2013 à agência espacial americana, a Nasa, principal hub aeroespacial do planeta, foi de R$ 41,2 bilhões. A agência chinesa, que vem ganhando destaque nos últimos tempos com megaprojetos, como uma estação espacial própria, investiu neste ano o montante de R$ 4,6 bilhões.

A Índia, outro país que luta para combater a pobreza ao mesmo tempo em que almeja consolidar-se como potência global, investiu R$ 2 bilhões em seu programa espacial.

“Os R$ 295 milhões são suficientes? Não são. Mas é uma negociação integrada a outras prioridades do governo. A AEB entende que suas aspirações devem ser conciliadas a outras prioridades nacionais”, explica o diretor da agência.

Para Marcos Pontes, primeiro astronauta brasileiro, a falta de vontade política, o desconhecimento do corpo político do país e da sociedade em geral sobre a importância do setor de tecnologia aeroespacial atrasa o crescimento deste setor.

“O Brasil está, de novo, perdendo o trem da história. Temos milhares de pessoas tentando fazer um programa espacial melhor”, explica o astronauta, que, segundo ele, quer voltar ao espaço em breve.
 
'Ainda não há progresso'
Aydano Carleial, presidente da Associação Aeroespacial Brasileira, concorda que o programa não é afetado devido ao problema com o Cbers-3, mas ressalta que "há coisas que não progrediram como deveriam".

"A partir do erro se progride, mas não vemos ainda um progresso", disse ele referindo-se a outros problemas que afetaram o programa, como a explosão do VLS na base de Alcântara (RN), em 2003, que matou 21 técnicos. "Deveria ter sido feita uma reorganização do programa de lançadores, não só criando novas ideias, mas analisando profundamente esse mercado, sua tecnologia e os tipos de propulsão.

Ele cita ainda como exemplo a necessidade de abrir para a sociedade a discussão sobre o que é e será feito neste setor e alega falta de participação da academia no desenvolvimento aeroespacial nacional.

"É preciso ter uma vontade maior do governo para profissionalizar essa questão, de forma que, se queremos fazer um foguete, imediatamente haverá um debate e comparação com o que é feito em outros países. Não pode haver um programa em segredo", avalia Carleial.


Satélite Cbers-3 durante testes no Laboratório de Integração e Testes (LIT) em São José dos Campos (SP). Equipamento está na China e deve ser lançado em novembro deste ano, de acordo com a AEB. (Foto: Divulgação/Inpe) 
Satélite Cbers-3 durante testes no Laboratório de Integração e Testes (LIT) em São José dos Campos (SP), antes de ser mandado para a China, de onde foi lançado esta semana.  (Foto: Divulgação/Inpe)
 

Primeiro veículo lunar chinês deve pousar na Lua neste sábado

Nave fará pouso 12 dias após o lançamento do foguete Grande Marcha-3B.
Nome do veículo lunar é 'Coelho de Jade', referência à mitologia chinesa.

Da AFP

 

Bandeira chinesa é vista em frente à lua na Praça Tiananmen, em Pequim, nesta sexta-feira (13); veículo lunar chinês deve pousar na Lua neste sábado. (Foto: AFP Photo/Mark Ralston) 
Bandeira chinesa é vista em frente à lua na Praça Tiananmen, em Pequim, nesta sexta-feira (13); veículo lunar chinês deve pousar na Lua neste sábado. (Foto: AFP Photo/Mark Ralston)
 

Um módulo espacial que transporta o primeiro veículo lunar chinês tem previsão de pousar na Lua neste sábado (14), indicaram as autoridades, que descrevem a manobra como a mais importante da missão.

A nave espacial fará o pouso na Lua 12 dias depois que a missão Chang'e-3 lançou o foguete Grande Marcha-3B da base de lançamentos de satélites de Xichang (sudoeste).

O nome do veículo lunar é "Coelho de Jade" ou "Yutu" em chinês, uma referência à mitologia chinesa. 

Segundo a lenda, um coelho vive na Lua, onde tritura o elixir da imortalidade em suas crateras. O animal lendário tem a companhia de Chang'e, a deusa chinesa da Lua.

Com a missão Chang'e-3, a China deve fazer seu primeiro pouso na Lua, como parte de um ambicioso programa marcado pelo sucesso de duas sondas lunares precedentes.

As sondas Chang'e-1 (lançada em outubro de 2007) e Chang'e 2 (em outubro de 2010) permitiram, uma vez postas em órbita, fazer observações detalhadas da Lua.

O programa espacial chinês é chefiado por militares. Além de garantir o status de grande potência, a China sonha em se tornar o primeiro país asiático a enviar um homem à Lua.


 Foto de arquivo tirada em 5 de novembro mostra o modelo de veículo lunar chamado 'Coelho de Jade', que será depositado na Lua por sonda.  (Foto: AFP Photo/Peter Parks) Foto de arquivo tirada em 5 de novembro mostra o
modelo de veículo lunar chamado 'Coelho de Jade'.
(Foto: AFP Photo/Peter Parks)
 
O "Coelho de Jade", equipado com painéis solares para gerar sua energia, fará análises científicas e enviará para a Terra imagens tridimensionais de seu satélite natural.

O veículo, com peso de 120 quilos, pousará na Baía dos Arco-íris, um território ainda inexplorado do satélite, informou a administração espacial chinesa. Esta região oferece condições favoráveis, tanto por sua exposição ao sol quanto pela comunicação com a Terra.

O veículo lunar funcionará durante três meses e poderá se deslocar a uma velocidade máxima de 200 metros por hora. A conquista do espaço é percebida na China, que investe bilhões de dólares ao setor, como o símbolo do novo poder do país e das ambições do Partido Comunista (PCC) no poder.

As autoridades têm planos ambiciosos, como criar uma estação espacial permanente em 2020 e eventualmente enviar um ser humano à Lua, mas sua tecnologia atualmente carece da precisão que Rússia e Estados Unidos têm.

Ouyang Ziyuan, chefe do projeto de jipe lunar, declarou à Xinhua que as crenças antigas se baseavam nas marcas deixadas por impactos na paisagem lunar. "Há várias manchas negras na superfície da Lua, nossos povos antigos imaginaram que se tratava de um palácio lunar, de árvores e de um coelho de jade", disse.

"Yutu é um símbolo de bondade, pureza e agilidade, e é idêntico ao jipe, tanto em atitude quanto em conotação", afirmou Li Bengzheng, vice-comandante em chefe do programa lunar chinês, segundo a agência oficial. "Yutu também reflete o uso pacífico do espaço pela China", acrescentou Li.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Cientistas descobrem vapor d'água jorrando de lua de Júpiter

Observações do Telescópio Espacial Hubble detectaram colunas de vapor.
Eles acreditam que lua coberta de gelo conserve oceano sob a superfície.

Reuters


Ilustração feita pela Nasa mostra simulação do vapor de água em lua de Júpiter (Foto: Dilvugação/NASA/ESA/K. Retherford (Southwest Research Institute)) 
Ilustração feita pela Nasa mostra simulação da coluna de vapor de água na Europa, uma das luas de Júpiter (Foto: Divulgação/NASA/ESA/K. Retherford/Southwest Research Institute)
 
Novas observações do Telescópio Espacial Hubble mostram jatos de vapor d'água jorrando do polo sul de Europa, uma lua de Júpiter coberta de gelo. Cientistas acreditiam que a lua possa conservar um oceano sob a superfície.

Se confirmada, a descoberta poderia influenciar as avaliações dos cientistas sobre se a lua tem as condições adequadas para a vida, afirmou o cientista planetário Kurt Retherford, do Instituto de Pesquisa do Sudoeste na conferência da União Geofísica Americana, em San Francisco.

"Até agora nós só vimos isso em um lugar. Portanto, tentar inferir que existe um efeito global como resultado disso é um pouco difícil neste momento", afirmou Retherford.

Pesquisadores usando o Telescópio Espacial Hubble encontraram colunas de vapor d'água de 200 km de altura em erupção na região polar no sul de Europa em dezembro de 2012.

Concepção gráfica mostra a localização de vapor de água detectado sobre o pólo sul da lua de Júpiter (Foto: Divulgação/NASA/ESA/K. Retherford/Southwest Research Institute) 
Concepção gráfica mostra a localização de vapor de água detectado sobre o pólo sul da lua de Júpiter (Foto: Divulgação/NASA/ESA/K. Retherford/Southwest Research Institute)
 
Os jatos não foram vistos durante as observações do Hubble da mesma região em outubro de 1999 e novembro de 2012. A agora extinta nave Galileo, que fez nove passagens pela lua Europa no final dos anos 1990, também não detectou nenhuma pluma.

Júpiter tem quatro luas: Io, Europa, Ganímedes e Calisto. Cientistas acreditam que o vapor d'água possa estar escapando de fissuras no gelo polar no sul da lua Europa em razão de tensão gravitacional no ponto em que a lua está mais distante de Júpiter.

"Quando (lua) Europa está perto de Júpiter, fica tensionada e os polos se espremem, surgindo as rachaduras. Então, se move para mais longe de Júpiter, fica menos não-espremida, os polos se movem para fora e então as fendas se abrem", disse o cientista planetário Francis Nimmo, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz.

As plumas também podem ser o resultado de calor friccional de blocos de gelo se esfregando ou um fortuito impacto de cometa, segundo cientistas.

Jatos semelhantes foram detectados na lua Enceladus, de Saturno, que por ter 12 vezes menos gravidade do que a lua Europa pode lançar sua plumas a uma distância muito maior no espaço.

Os cientistas acharam interessante que tanto a lua Europa como Enceladus ─ que está sendo estudada pela sonda Cassini, na órbita de Saturno ─ estejam bombeando quase a mesma quantidade de vapor d'água, basicamente 7 toneladas por segundo.

Estão planejadas novas observações do Hubble, bem como uma revisão de dados arquivados da Galileo tomados quando Europa estava mais distante de Júpiter.

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