quinta-feira, 26 de março de 2015

Projeto da Nasa prevê envio de submarino para explorar mar de óleo em lua de Saturno


Paul Rincon

Pousar uma sonda na superfície de um cometa foi indiscutivelmente uma das mais audaciosas conquistas espaciais dos últimos tempos.
Mas uma missão que está sendo estudada pela Nasa, a agência espacial americana, pode desbancar esse feito.
Cientistas estão propondo enviar um submarino robô aos mares de óleo de Titã, uma lua de Saturno. Esses mares não são formados por água, mas por hidrocarbonetos como metano e etano.
Esses componentes existem em seu estado líquido naquela lua, onde a média de temperatura é de -180 ºC.
O plano é financiado por uma iniciativa chamada NIAC (sigla em inglês para Conceitos Inovadores e Avançados da Nasa), na qual os cientistas são incentivados a pensar de forma diferente.
"Isto é muito libertador. Você pode deixar sua imaginação correr solta", diz o cientista por trás do projeto, Ralph Lorenz. Ele explicou a ideia no Conferência de Ciência Lunar e Planetária, no Texas, Estados Unidos.
Ele disse acreditar que a missão é possível com os recursos, tempo e tecnologia certos.
Submarinos não tripulados, conhecidos genericamente como UUVs são usados amplamente para propósitos militares e também em buscas, exploração petrolífera e investigação científica. Assim, tecnologias existentes poderiam ser adaptadas para a missão.
NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute
Foto de Titã, a lua gelada de Saturno, colhida pela missão Cassini em 8 de janeiro de 2015, de uma distância de cerca de 1,9 milhões de quilômetros
Um dos aspectos mais impressionantes da proposta é uma ideia de levar o submarino a Titã usando uma versão da mininave espacial militar americana X-37B.
O submarino seria levado na área de carga da nave não tripulada. Os dois seriam lançados ao espaço em um foguete.
Uma vez em Titã, a espaçonave entraria na atmosfera pastosa da lua.

Frio intenso

O submarino poderia ser levado ao mar de duas formas possíveis. Em uma delas, o X-37B poderia abrir as portas de sua área de carga ainda em voo e liberar o submarino robô.
O aparelho então abriria um paraquedas para pousar na superfície do mar. Esse método já teria sido usado na Terra pelos Estados Unidos para lançar uma MOAB – a bomba não nuclear de maior capacidade explosiva já criada.
A alternativa seria a espaçonave pousar na superfície do mar e então abrir seu compartimento de carga, liberando o submarino antes de afundar.
A lua Titã se assemelha à Terra, porém em uma versão congelada – o que a torna um alvo atrativo para a exploração. Ela já foi visitada pela sonda Huygens, que atingiu a superfície em 2005.
Uma missão chamada Titan Mare Explorer (TiME), na qual Ralph Lorenz esteva envolvido, deveria ter retornado à lua com uma sonda flutuante que pousaria no mar para recolher dados.
A TiME foi um dos três projetos finalistas em um processo de escolha de missão espacial de baixo custo da Nasa (no qual o escolhido foi o projeto InSight, para Marte).
O novo conceito de missão para Titã combina os objetivos científicos da TiME com outros que se tornariam possíveis graças ao uso do submarino.
"Você poderia fazer tudo que uma missão como a TiME poderia ter feito, particularmente no litoral, com medições de tempo e composição da superfície, medição das ondas", disse Ralph Lorenz.
"Mas ela também possibilitaria fazer um mapeamento detalhado do fundo do mar, onde está guardado um registro rico da história do clima de Titã".

Medições

Desenho do submarino que seria usado para explorar Titan (Imagem: NASA/Glenn)
Espaçonave teria que orbitar Titan para possibilitar comunicações entre o submarino e a Terra
Nas regiões costeiras de Titã estão sedimentos deixados para trás quando hidrocarbonetos líquidos evaporam. Eles sugerem que o nível dos mares na lua subiram e desceram periodicamente.
Além disso, apesar dos mares de Titã estarem concentrados na sua parte norte, ciclos naturais determinados pelas propriedades orbitais da lua podem fazer com que esses corpos líquidos se movam entre os polos a cada 30 mil anos.
A exploração do submarino poderia inclusive lançar luz sobre a natureza do fundo do mar de Titã – incluindo a possibilidade de que ele seja formado por uma gigantesca cratera formada por impacto de asteroide.
Os cientistas também querem descobrir se os mares são ou não formados por camadas com diferentes composições de óleo.
O estudo NIAC, que custou US$ 100 mil, não identificou quais instrumentos seriam carregados pelo submarino. Mas um sonar, uma câmera e um sistema para coletar amostras do fundo do mar são candidatos óbvios.
Mas o uso do submarino também traria desafios, como por exemplo um problema enfrentado pelos submarinos militares chamado cavitação – no qual propulsores causam bolhas que acabam sendo captadas pelo sonar. Esse e outros fatores poderiam atrapalhar a leitura de dados pelos equipamentos.
Uma solução seria melhorar o design do submarino ou apenas usar o sonar quando o veículo estiver parado.

Comunicação

As comunicação também terão uma importância vital. O polo norte de Titã tem que estar apontado para a terra, para que as comunicações sejam feitas de forma direta. Porém, esse alinhamento só voltará a acontecer no ano de 2040.
Para realizar a missão antes disso, uma outra espaçonave poderia ficar orbitando Titã para receber os dados do submarino e repassá-los à Terra. Isso possibilitaria o lançamento da missão a qualquer momento, mas também aumentaria consideravelmente seus custos.
A fonte de energia para as espaçonaves também é um problema crucial. Missões espaciais que ocorrem além do cinturão de asteroides estão longe demais para usar a energia solar. Elas precisam usar combustível nuclear baseado em plutônio.
Lorenz disse que se o projeto TiME tivesse sido levado adiante, poderia ser lançado em pouco mais de um ano.
A maior lua de Saturno continua a fascinar e inspirar – o que tornaria o retorno a ela inevitável. E quando isso ocorrer, é bem provável que seja com um submarino.

sábado, 21 de março de 2015

Turistas se reúnem para admirar 'maré do século' na França

Fenômeno é provocado por alinhamento excepcional da Lua e do Sol.
Próxima maré como esta deve ocorrer somente em 2033.


France Presse

Do G1, em São Paulo

Onda atinge costa da comuna de Wimereux, no norte da França (Foto: AFP Photo/Philippe Huguen)



As cidades da costa norte da França se prepararam neste sábado (21) para o fenômeno conhecido como "maré do século". A lua cheia e o eclipse solar se combinaram para criar a maior maré vista desde 1997.
O famoso Monte Saint-Michel, na região da Normandia, na França, foi invadido por turistas. Desde as primeiras horas deste sábado, os visitantes atravessavam a passarela que garante o acesso do continente ao Monte Saint-Michel, segundo a agência France Presse.
Parecido com uma ilha, o Monte Saint-Michel é classificado como patrimônio da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e recebe turistas durante o ano inteiro. Os períodos de maré alta, no entanto, são os mais procurados.
 Monte Saint-Michel é visto ao fundo em foto deste sábado: maré alta deve encobrir ligação de monte com continente  (Foto: AP Photo)Monte Saint-Michel é visto ao fundo em foto deste sábado: maré alta deve encobrir ligação de monte com continente (Foto: AP Photo)
A última "maré do século" foi em 10 de março de 1997 e a próxima será em 3 de março de 2033. E a deste sábado será a mais forte maré do século 21.
Este fenômeno ocorre pela conjunção de diversos fatores astronômicos como o alinhamento dos astros e a distância mais curta entre as órbitas. Isso porque as marés resultam da atração da Lua e do Sol sobre os mares e oceanos.
Com a maré do século, que ocorre a cada 18 anos ou mais, a amplitude das marés (máxima diferença entre maré baixa e alta) ultrapassa os 14 metros.
Saint-Malo
 Pessoas vão à praia da cidade de Saint-Malo para ver as ondas da maré do século (Foto:  AFP Photo/Guillaume Souvant)Pessoas vão à praia da cidade de Saint-Malo para ver as ondas da maré do século (Foto: AFP Photo/Guillaume Souvant)
Na histórica cidade de Saint-Malo, cerca de 20 mil pessoas, de acordo com a prefeitura, se reuniram para assistir a maré alta na parte da manhã. Amontoados na calçada, com botas de borracha e capas, as pessoas imortalizaram com suas câmeras a espuma se elevando acima do dique antes de tomar um verdadeiro banho.
"Não havia muito vento, tomamos um pequeno banho, tudo na medida", comemorou Karine, que veio de Chartres (norte) com toda a família.
Alguns visitantes esperavam mais do fenômeno: "Para a 'maré do século', estou um pouco decepcionado", disse o turista Jean-Bernard Delamarche, em Saint-Malo à agência Reuters.
  visitantes se reúnem para obervar maré na cidade de Wimereux neste sábado  (Foto: AFP Photo/Philippe Huguen)visitantes se reúnem para obervar maré na cidade de Wimereux neste sábado (Foto: AFP Photo/Philippe Huguen)
Pessoas se reúnem para ver a maré em Saint Malo  (Foto: Reuters/Stephane Mahe)Pessoas se reúnem para ver a maré em Saint Malo (Foto: Reuters/Stephane Mahe)
  Visitantes se reúnem na costa da cidade de Biarritz para observar a maré do século neste sábado  (Foto: AFP Photo/Gaizka Iroz)Visitantes se reúnem na costa da cidade de Biarritz para observar a maré do século neste sábado (Foto: AFP Photo/Gaizka Iroz)

sexta-feira, 20 de março de 2015

Com atraso de 4 anos, Câmara aprova adesão do Brasil a megatelescópio

ESO é maior consórcio de pesquisa astronômica do mundo.
Acordo dá oportunidade para brasileiros usarem instrumentos de ponta.


Mariana Lenharo
Do G1, em São Paulo

                                               Concepção artística mostra como deve ser o E-ELT no pico do Cerro Armazones, no Chile (Foto: ESO/L. Calçada)

A aprovação pela Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (19) da adesão do Brasil ao maior consórcio de pesquisas astronômicas do mundo, o Observatório Europeu do Sul (ESO), veio com mais de quatro anos de atraso. O acordo de adesão do país ao grupo foi assinado em dezembro de 2010 pelo então ministro brasileiro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende. O projeto segue agora para votação no Senado.   

Ao aderir ao ESO, o Brasil abre para os cientistas brasileiros a oportunidade de usarem telescópios e instrumentos de observação de ponta instalados no norte do Chile.O consórcio é responsável pelo projeto do megatelescópio E-ELT (Sigla para “European Extremely Large Telescope”, ou “Telescópio Europeu Extremamente Grande”), que deve ser o maior telescópio do mundo, com um espelho de 39 metros de diâmetro.

    Em contrapartida, o país deve investir 270 milhões de euros (cerca de R$ 945 milhões).

Para o astrônomo Cassio Barbosa, colunista doG1, trata-se de um bom movimento para a ciência brasileira fazer parte do ESO. “O ESO sempre foi conhecido pelos instrumentos que estão na vanguarda da astronomia”, diz. Ele observa que a participação do Brasil partiu de um convite do grupo. “O convite veio de cima. É como se fosse um atestado de qualidade das pesquisas feitas pelos brasileiros.”
Atraso gera mal-estar
Desde 2010, quando o acordo foi assinado pelo Brasil, cientistas brasileiros já podem pleitear o uso de instrumentos do ESO, segundo Barbosa.

Conjunto de 66 antenas terá capacidade de ver objetos escuros a bilhões de anos-luz (Foto: Dennis Barbosa/G1)
Observatório Alma, no Chile, é um dos
instrumentos ligados ao consórcio ESO
(Foto: Dennis Barbosa/G1)
A questão é que até o momento, o país não pagou a conta por esse uso, o que tem gerado um mal-estar na comunidade científica internacional. “Causa um mal-estar porque o Brasil está devendo. Desde 2011, quando deveriam começar as contribuições, o taxímetro está rodando, são quase 5 anos de atraso”, diz Barbosa.
O astrônomo observa que parte da comunidade científica brasileira tem críticas em relação à adesão ao ESO, pois trata-se de um investimento grande que não garante um tempo fixo de uso dos instrumentos de observação, como acontece em outros consórcios dos quais o Brasil faz parte. Em vez disso, o uso dos instrumentos depende da aprovação do mérito do projeto de pesquisa pelo ESO.
Que pesquisas poderão ser feitas?
Para Barbosa, ter à disposição os instrumentos do ESO pode estimular o desenvolvimento de pesquisas de ponta pelas novas gerações de astrônomos brasileiros. “Podem ser feitas desde pesquisas com objetos de nosso Sistema Solar até pesquisas com o limiar do Universo. O mais produtivo equipamento em terra para detecção de exoplanetas fica em La Silla, que é uma das sedes desse consórcio.”

Ele acrescenta que, quando o E-ELT estiver pronto, ele poderá ser usado para investigar se existe algum planeta que tenha indicativos vida, já que ele será capaz de estudar a atmosfera desses exoplanetas.







Eclissi conclusa, ha dato il benvenuto alla primavera

Eclissi di sole Cagliari
Eclissi di sole Cagliari
 L’eclissi si è conclusa e quasi ovunque ha mantenuto fede allo spettacolo promesso. L’ombra della Luna ha liberato il disco del Sole, che è pronto a salutare la primavera. L’equinozio infatti coincide con l’eclissi ed è previsto nella tarda serata, alle 23,42.
La Luna aveva cominciato a coprire il sole intorno alle 9,30 e un’ora più tardi l’eclissi aveva raggiunto il culmine, compreso in Italia fra il 40% e il 60%. L’eclissi da noi è stata soltanto parziale, mentre la totalità è stata raggiunta solo in alcune zone artiche.

‘’E’ un evento che abbiamo atteso a lungo tutti, astronomi e non’’, ha detto l’astrofisico Gianluca Masi, responsabile del Virtual Telescope e curatore scientifico del Planetario di Roma. ‘’Oltre ad essere un fenomeno suggestivo – ha aggiunto – l’eclissi è un’occasione preziosa per studiare la parte più esterna del Sole, la corona’’. Questa parte irrequieta del Sole è infatti’’ difficile da osservare in condizioni normali – ha spiegato - perché ha una luminosità molto bassa. L’eclissi è stata perciò un’occasione preziosa per osservarla, con la Luna che ha fatto da schermo naturale’’.

C’è anche un’altra coincidenza a rendere questa eclissi particolarmente interessante ed è il fatto che sia avvenuta a breve distanza dall’importante tempesta solare dei giorni scorsi: ‘’è stata un’attività molto forte, quella che il Sole ha avuto nei giorni scorsi, tanto da provocare aurore visibili anche a latitudini basse. Sarà interessante – ha detto ancora Masi - vedere i dati che emergeranno dalle misure prese oggi. Le immagini della corona sono infatti importanti per conoscere l’attività solare e possiamo considerarle un’istantanea delle condizioni fisiche del Sole’’.


Questa mattina la presenza di qualche nuvole aveva fatto temere di dover perdere l’eclissi. ‘’Eravamo un po’ preoccupati, ma poi il cielo si è liberato e adesso stiamo vedendo uno spettacolo unico’’, ha detto l’astrofisico Gianluca Masi, responsabile del Virtual Telescope e curatore scientifico del Planetario di Roma. ‘’E’ emozionante vedere il bordo della Luna così netto mentre comincia ad intaccare il disco solare’’, ha aggiunto. Il Sole appare in ‘ottima forma’: anche se non è più esuberante come nei giorni scorsi, sul suo contorno è possibile vedere delle protuberanze, mentre a poco a poco avanza l’ombra della Luna

Da Siracusa a Trento, da Cagliari a Trieste sono almeno un centinaio gli eventi organizzati oggi per godere di questo vero e proprio spettacolo astronomico. Ottime le previsioni meteo, secondo le quali il cielo durante l'eclissi sarà libero dalle nuvole.


Per inviarci le tue foto clicca su internet@ansa.it compilando la liberatoria che trovi nella mail e specificando il tuo nome e il luogo dello scatto

Centinaia gli eventi in programma in tutta Italia da associazioni come l'Unione Astrofili Italiana (Uai), istituzioni di ricerca, gli osservatori dell'Istituto Nazionale di Astrofisica (Inaf) ed il Virtual Telescope. L'eclissi sarà totale solo nelle regioni Artiche; sull'Italia sarà parziale, ma ugualmente spettacolare. La Luna comincerà a coprire il disco del Sole alle 9,23, intorno alle 10,30 è prevista la massima copertura, che sull'Italia sarà poco più del 60% (da un massimo del 67% al Nord fino al minimo del 39% al Sud) e il fenomeno si concluderà intorno alle 11,40. 

La prudenza è d'obbligo quando si osserva il Sole, che non dovrà mai essere guardato senza proteggere gli occhi in modo adeguato. La prudenza è d'obbligo anche per fotografare l'eclissi e vale la pena rispettare alcune precauzioni fondamentali per catturare immagini spettacolari.
 
Sono almeno 50 gli eventi organizzati solamente dalla Uai, che per l'occasione ha indetto un 'Sun party' in tutte le regioni italiane, dalla Sicilia al Trentino. Ovunque appassionati del cielo e astronomi professionisti metteranno a disposizione di tutti i propri strumenti e le competenze per osservare l'eclissi in tutto il suo spettacolo e in completa sicurezza. Tutti gli eventi Uai sono consultabili sul sito della rete astrofili e sono in costante aggiornamento. 

Numerosissimi anche gli eventi organizzati presso gli osservatori astronomici dell'Inaf, università e piazze. Il Sole nero sarà protagonista anche del primo Festival dell'Astronomia organizzato in Italia, a Campobasso.

A Roma arriveranno le segnalazioni della rete dei telescopi delle scuole che fanno capo al progetto Lauree scientifiche dell'università di Tor Vergata, e almeno 200 bambini saluteranno il Sole nero nell'evento organizzato nel parco dell'Appia Antica dal Virtual Telescope. Qui arriveranno anche le immagini dell'eclissi totale dal Nord Europa e dalle regioni dell'Artico, che saranno ritrasmesse dal Virtual Telescope nella diretta web sul sito ANSA Scienza e Tecnica, in programma dalle 9,00 alle 


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Eclipse solar é visto no Hemisfério Norte

Fenômeno foi total apenas nas Ilhas Faroe e em Svalbard.
Moradores de Europa, África e Ásia tiveram visão parcial.


Do gi.globo.com


Sol é parcialmente bloqueado pela lua em eclipse visto em Liverpool, na Inglaterra, nesta sexta-feira (20) (Foto: Peter Byrne/PA/AP)

Um eclipse solar foi visto nesta sexta-feira (20) no Hemisfério Norte, com lua bloqueando o sol e sua sombra se projetando na Terra. O eclipse total só pode ser visto em Svalbard e nas Ilhas Faroe, mas moradores da Europa, África e Ásia conseguiram ter uma visão parcial do fenômeno.
Eclipse parcial do Sol é visto perto de Bridgwater, no sudoeste da Inglaterra, nesta sexta-feira (20) (Foto: Toby Melville/Reuters)Eclipse parcial do Sol é visto perto de Bridgwater, no sudoeste da Inglaterra, nesta sexta-feira (20) (Foto: Toby Melville/Reuters)
A sombra da lua apareceu às 7h41 GMT (4h41 de Brasília) ao sul da Groenlândia, se seguiu para o leste em direção às Ilhas Faroe e a às ilhas norueguesas de Svalbard, onde os hotéis já estavam reservados há anos para o raro fenômeno.
“Eu já vi a aurora, vi algumas erupções de vulcões, mas um eclipse total é ainda a coisa mais espetacular que já vi. E cada um é único”, disse Fred Espenak, astrofísico aposentado da Nasa, que foi a Torshavn, capital das Ilhas Faroe, para o fenômeno.
Eclipse parcial do Sol é visto perto de Bridgwater, no sudoeste da Inglaterra, nesta sexta-feira (20) (Foto: Toby Melville/Reuters)Eclipse parcial do Sol é visto perto de Bridgwater, no sudoeste da Inglaterra, nesta sexta-feira (20) (Foto: Toby Melville/Reuters)
Pessoas assistem ao eclipse solar em Cornwall, na Inglaterra, nesta sexta-feira (20) (Foto: Ben Birchall/PA/AP)Pessoas assistem ao eclipse solar em Cornwall, na Inglaterra, nesta sexta-feira (20) (Foto: Ben Birchall/PA/AP)
Eclipse parcial do Sol é visto perto de Bridgwater, no sudoeste da Inglaterra, nesta sexta-feira (20) (Foto: Toby Melville/Reuters)Eclipse parcial do Sol é visto perto de Bridgwater, no sudoeste da Inglaterra, nesta sexta-feira (20) (Foto: Toby Melville/Reuters)

quarta-feira, 18 de março de 2015

Observatório do Valongo é aberto à visitação pública no Centro do Rio

Uma nova atração cultural na Zona Portuária está aberta à visitação desde o dia 10 deste mês. O Observatório do Valongo, no Morro da Conceição, está funcionando de segunda a sexta-feira, das 11h às 16h, além de observação noturna nas primeiras e terceiras quartas-feiras do mês.
O mais antigo telescópio em funcionamento no Brasil é uma das atrações.  O roteiro inclui acesso a algumas dependências internas do prédio principal, bem como a determinadas áreas externas do observatório. Uma palestra de divulgação científica com um astrônomo encerra o roteiro. As visitas devem ser marcadas com antecedência.
Apenas grupos de mais de 10 pessoas devem agendar, para não calhar de virem juntamente com outros grupos grandes. O agendamento pode ser feito por email institucional (ov@astro.ufrj.br) ou diretamente com o astrônomo Daniel Mello que faz a recepção (mello@astro.ufrj.br) .

Durante a visitação o público poderá ver o pavilhão do telescópio Cooke (terceiro maior refrator do país e, durante quase toda a primeira metade do século XX, o maior telescópio que o Brasil tinha), a cúpula do telescópio alemão Coudé, os dois espaços museológicos onde há, respectivamente, equipamentos astronômicos do século XIX e meados do século XX, e a cúpula da luneta Pazos.

Na área externa, é possível visitar os jardins, o mirante que dá visto ao Cristo e Pico da Tijuca e o contorno norte com vista para a baía. Na visita guiada externa, o visitante conhece a coleção de instrumentos astronômicos antigos, incluindo os telescópios utilizados nas pesquisas e aulas práticas de astronomia, o relógio de Sol e aprende sobre a astronomia, o curso de astronomia oferecido pela instituição e sobre a história do Observatório.
Nas dependências internas, o visitante só pode entrar com guia, onde é mostrado o hall de entrada do prédio principal, e o telescópio Cooke, maior telescópio do observatório, com quase 6 metros de comprimento. O Observatório do Valongo fica na Ladeira do Pedro Antônio, número 43, no Centro do Rio.
www.g1.globo.com

segunda-feira, 16 de março de 2015

Eclissi di Sole, il 20 marzo eventi in tutta Italia


Grande mobilitazione per l'attesa eclissi di Sole del 20 marzo: dalle decine di Sun Party organizzati dall'Unione Astrofili Italiani (Uai)fino ai mini-satelliti Proba mobilitati dall'Agenzia Spaziale Europea (Esa) per seguire l'evento dallo spazio. In diretta web sul sito di ANSA Scienza e Tecnica sarà possibile seguire le immagini trasmesse in diretta dal Virtual Telescope dal parco dell'Appia Antica.

Il 'bacio' tra Sole e Luna inizierà alle 10,31 a Roma, pochi secondi dopo anche a Milano, e durerà complessivamente un'ora. Dal Nord Italia si potrà vedere la Luna coprire più del 70% del disco solare, dal Sud circa il 50%, mentre sarà totale solo dalle remote isole Svalbard. Saranno decine gli eventi organizzati in tutta Italia per seguire lo spettacolo in compagnia di astrofili 'armati' di telescopi e in completa sicurezza. La Uai organizza Sun Party dalla Sicilia al Piemonte, la lista completa è sul sito web della rete astrofili, mentre il canale ANSA Scienza e Tecnica trasmetterà le immagini del Virtual Telescope dal suggestivo parco dell'Appia Antica. Anche l'Esa punterà gli 'occhi' al Sole con i minisatelliti Proba che riprenderanno l'eclissi da 800 chilometri di altezza. Le immagini verranno trasmesse a Terra nella sede di Noordwijk nei Paesi Bassi che rimarrà aperta al pubblico.

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Por que a Lua está se afastando da Terra


A Lua se afasta da Terra cerca de 4 cm por ano

Da BBC - Você certamente não percebeu, mas a Lua está se afastando de nós.
O satélite da Terra está atualmente 18 vezes mais longe do que quando se formou, há 4,5 bilhões de anos.
Sem a Lua, nosso planeta seria irreconhecível. Os oceanos quase não teriam marés, os dias teriam outra duração e nós poderíamos não estar aqui, de acordo com alguns cientistas que acreditam que a Lua foi fundamental para o início da vida em nosso planeta.
Mas como esse afastamento nos afeta e com que rapidez ele está ocorrendo?

Distância exata

A Lua, como explica à BBC a pesquisadora Margaret Ebunoluwa Aderin-Pocock, do Departamento de Ciência e Tecnologia do University College de Londres, está se afastando da Terra a uma velocidade de 3,78 centímetros por ano.
E graças ao pouso na lua da missão Apollo, da Nasa, entre 1969 e 1972, podemos medir essa distância com incrível precisão.
Em três das missões, os astronautas deixaram no satélite unidades retrorefletoras cheias de pequenos espelhos.

Credito: Reuters
Os astronautas da missão Apollo deixaram pequenos espelhos no satélite que permitem medir a distância entre a Lua e a Terra

Desde então, os astrônomos têm disparado raios laser em direção a essas unidades refletoras, para manter um registro exato de o quanto a Lua está se afastando.
"Enviamos cerca de 100 quatrilhões de fótons com cada pulso de laser. Se tivermos sorte, para cada pulso que enviamos, volta (à Terra) um fóton", disse à BBC Russet McMilllan, do observatório astronômico científico Apache Point Observatory (APO, por sua sigla em Inglês), localizado nas montanhas de Sacramento, no Novo México (EUA).
Apesar de à primeira vista um fóton parecer pouco, ele é suficiente para medir a distância entre a Lua e da Terra até o seu último milímetro.
No momento em que a BBC conversou com McMillan, a distância exata era 393.499 km, 257 metros e 798 mm.

Por quê?

Esse afastamento se deve à fricção entre a superfície da Terra e a enorme massa de água que está sobre ela e faz com que, ao longo do tempo, a Terra gire um pouco mais lentamente sobre o seu eixo.
Para cada ação há uma reação igual e oposta. Esta é a terceira lei de Newton.

Crédito: Thinkstock
À medida que o movimento da Terra diminui, o da Lua se acelera

A Terra e a Lua são unidas por uma espécie de abraço gravitacional. Então, à medida que o movimento da Terra diminui, o da Lua acelera.
E, quando algo que está em órbita acelera, essa aceleração o empurra para fora.

Efeito

A distância da Lua afeta nosso planeta de várias formas. Para começar, à medida em que a Terra gira mais devagar, os dias ficam mais longos.
Eles já estão mais longos, em dois milésimos de segundo a cada século.
Além disso, os invernos serão muito mais frios e os verões, muito mais quentes.
Isso pode ter um efeito devastador sobre a Terra, ante a dificuldade dos animais em se adaptar a extremos climáticos.
E se a força gravitacional da Lua torna-se mais fraca, as marés na Terra não serão tão acentuadas.
No entanto, mesmo sem a Lua, existiriam marés - ainda que suaves - pelo efeito do Sol.
No entanto, nenhuma dessas consequências deve preocupar: as mudanças são sutis demais para que possamos testemunhá-los.
A Lua nunca vai escapar da Terra. Mesmo que a Terra continue diminuindo sua velocidade, irá girar na mesma velocidade em que orbita a Lua. Nesse momento, a Terra e a Lua vão chegar a um equilíbrio e a Lua deixaria de se afastar.
Mas, muito antes que isso aconteça, o Sol vai se expandir até virar um gigante vermelho e engolir, no processo, a Terra e seu satélite.
Dito isso, não há necessidade de se preocupar. Ainda faltam cerca de 5 bilhões de anos para isso acontecer.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Nasa registra intensa explosão solar na tarde desta quarta-feira

Evento teve seu auge às 13h22 (horário de Brasília).
Explosões intensas podem afetar sinais de GPS e de outras comunicações.


Do G1, em São Paulo











Uma explosão solar intensa foi registrada no início da tarde desta quarta-feira (11) pelo Observatório de Dinâmica Solar da Nasa. O evento teve seu auge às 13h22 (horário de Brasília), segundo a agência espacial americana.
De acordo com a Nasa, as radiações prejudiciais liberadas em erupções solares não podem atingir a atmosfera terrestre de modo a afetar a população. Mas, se forem muito intensas, podem atingir a camada da atmosfera por onde transitam os sinais de GPS e de outros tipos de comunicação.
Nas redes sociais, alguns usuários reclamavam de terem tido problemas com o GPS na tarde desta quarta-feira. Segundo o Centro de Previsão do Clima Espacial (SWPC), ligado à Agência Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), dos EUA, foi registrado um apagão de uma hora de duração nas ondas de rádio de alta frequência no início da tarde desta quarta devido à explosão.
Explosões solares são erupções repentinas na superfície do Sol que se caracterizam pela liberação de grandes quantidades de radiação e que podem ser causadas por mudanças no campo magnético.
O evento desta quarta-feira foi classificado como uma explosão da classe X2.2. A classe X denota as explosões mais intensas.
 Explosão solar da classe X2.2 é vista no meio do sol na tarde desta quarta-feira (11), em imagem capturada pelo Observatório de Dinâmica Solar da Nasa (Foto:  NASA/GSFC/SDO/Divulgação)Explosão solar da classe X2.2 é vista no meio do sol na tarde desta quarta-feira (11), em imagem capturada pelo Observatório de Dinâmica Solar da Nasa (Foto: NASA/GSFC/SDO/Divulgação)

Telescópio no Chile detalha constelação a 4 mil anos-luz da Terra


Imagem obtida pelo ESO mostra a constelação austral do altar, que está a 4 mil anos-luz da Terra. (Foto: Divulgação/ESO)


Do G1 em São Paulo - O Observatório Europeu do Sul, o ESO, divulgou nesta quarta-feira (11) uma nova imagem da constelação austral do altar, que está a 4 mil anos-luz da Terra. A foto foi obtida pelo telescópio de rastreamento VLT Survey, instalado no Observatório do Paranal, no Chile.

Segundo o ESO, é a vista mais detalhada até hoje dessa parte do céu. A fotografia foi feita a partir da reunião de 500 imagens individuais.

Em comunicado divulgado no site da instituição, o ESO explica que no centro da foto é possível ver o aglomerado estelar aberto NGC 6193, que contém cerca de 30 estrelas brilhantes.
www.g1.globo.com

Scoperte 9 'vicine di casa' della Via Lattea

Scoperte 9 galassie nane satelliti della Via Lattea, grazie all'osservatorio Paranal, in Cile (fonte: V. Belokurov, S. Koposov (IoA, Cambridge). Photo: Y. Beletsky, Carnegie Observatories)



La Via Lattea ha ben nove 'vicine di casa' che finora erano completamente sconosciute. Le orbitano intorno e sono delle galassie nane dalla luminosità molto debole. Il gruppo di ricerca dell'università britannica di Cambridge che le ha scoperte, e descritte sull'Astrophysical Journal, ha battuto un record. Mai prima d'ora, infatti, erano state scoperte tante galassie in una volta.

''E' stata una scoperta del tutto inaspettata, non potevo credere ai miei occhi'', ha detto il coordinatore della ricerca, Sergey Koposov. Individuare le piccole galassie tutte in una volta è stato possibile farlo grazie ai dati raccolti nell'ambito del programma internazionale Dark Energy Survey e il risultato potrebbe aiutare a fare un po' di chiarezza sulla materia oscura, ossia la materia invisibile e sconosciuta che occupa il 25% dell'universo.

Le nove piccole galassie satelliti della Via Lattea sono state scoperte nell'emisfero Sud, in prossimità delle più grandi note galassie nane 'amiche' della Via Lattea: la Piccole e la Grande nube di Magellano. Ognuna delle nove galassie ha una luminosità miliardi di volte più debole rispetto a quella della Via Lattea ed hanno una massa inferiore di milioni di volte. La più vicina di esse si trova a 95.000 anni luce dalla Terra, mentre la più distante è a 1,2 milioni di anni luce.

Secondo i ricercatori un tempo orbitavano attorno alle Nubi di Magellano, ma probabilmente sono state le forze entrate in gioco nell'interazione fra queste galassie a 'scagliarle' su un'orbita diversa, attorno alla Via Lattea.


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