domingo, 27 de setembro de 2015

Brasil vai sediar olimpíada Latino-Americana de Astronomia

Evento reúne estudantes de dez países no Rio de Janeiro. 
Provas inclui reconhecimento do céu e manuseio de telescópio.

Do G1, em São Paulo
Romero Moreira e os estudantes  Brasileiros na Sexta Olaa. — com Carolina Lima Guimarães, Wagner Rodrigues, Lucas Hagemaister e Rafael Charles Heringer Gomes, na última Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astrofísica (Foto: Julio Klakke/Divulgação/OLAA)Romero Moreira e os estudantes brasileiros que participaram da 6ª OLAA:  Carolina Lima Guimarães, Wagner Rodrigues, Lucas Hagemaister e Rafael  Gomes (Foto: Julio Klakke/Divulgação/OLAA)
O Brasil sedia a partir deste domingo (27) até 4 de outubro a Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (VII OLAA) nas cidades do Rio de Janeiro e de Barra do Piraí (RJ). A abertura será no Planetário da Gávea, no Rio de Janeiro. Participam da competição representantes de dez países latino-americanos.
A  delegação brasileira será representada por cinco estudantes do ensino médio: Ana Paulo Lopes Schuch (Porto Alegre, RS), Renner Leite Lucena (Fortaleza, CE), Gustavo Guedes Faria (São José dos Campos, SP), Leonardo Henrique Martins Florentino (São Paulo, SP), e Víctor Gomes Pires (São Paulo, SP).
Na última edição, realizada no Uruguai, o Brasil levou três medalhas de ouro e duas de prata. Todos da equipe ganharam o prêmio especial de “Melhor Prova Individual” por terem gabaritado os exames. Até hoje, o país já conquistou 16 medalhas de ouro, 12 de prata e duas de bronze na história da OLAA.

Competição
As provas da olimpíada serão divididas em teoria, prática e reconhecimento do céu. A prova teórica será realizada em duas etapas, individual e em grupo, mesclando as delegações. Os estudantes ainda participarão de uma competição de lançamento de foguetes em grupos multinacionais. Haverá também avaliações individuais que vão exigir o reconhecimento do céu real e o manuseio de telescópio.

 
Antes da viagem, os competidores participaram de uma série de treinamentos. Eles estudaram com especialistas no Observatório Abrahão de Moraes, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP). Depois, conheceram e aprenderam mais sobre a disciplina no Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), em Brazópolis (MG). As aulas tinham como objetivo intensificar a preparação dos alunos.

Como participar
Para participar de uma das equipes internacionais, o candidato precisa inicialmente de uma excelente pontuação na prova nacional da OBA. Em seguida, é preciso fazer as seletivas online. Caso seja classificado, passa por uma prova final presencial.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Por que eclipses como o deste domingo preocupam a Nasa


Da BBC
A nave Lunar Reconnaissance Orbiter foi lançada no espaço em 2009 (Foto: Nasa)A nave Lunar Reconnaissance Orbiter foi lançada no espaço em 2009 (Foto: Nasa)






Ao  longo da noite deste domingo (27) e da madrugada de segunda-feira, grande parte do mundo, incluindo o continente americano, terá a oportunidade de desfrutar do espetáculo raro de um eclipse total da Lua junto e do evento da superlua.
O eclipse total deve deixar a Lua completamente nas sombras, pois a Terra fica entre ela e o Sol. Já a superlua acontece quando a Lua cheia ou nova se encontra em seu ponto mais próximo da Terra.
Para os entusiastas de astronomia esses eventos serão belos. Mas, para a agência espacial americana, a Nasa, será motivo de preocupação.
Os cientistas temem que a falta de luz solar devido ao eclipse deixe sem energia uma de suas naves mais importantes, a Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), cuja missão é explorar e monitorar o satélite natural da Terra.
"Duas coisas acontecem durante um eclipse: fica muito frio e não há luz para carregar as baterias (da nave). Com o eclipse, a nave vai ficar sem luz direta do Sol por cerca de três horas", disse à BBC o cientista da Nasa Noah Petro.
Apesar do temor da Nasa, a agência espacial americana já passou, com êxito, por outros três eclipses lunares nos últimos 17 meses.
"Sempre é estressante quando o eclipse está se aproximando, mas seguimos os mesmos procedimentos e não tivemos nenhum problema", afirmou Dawn Myers, do centro de voos espaciais Goddard, que faz parte da Nasa.
Lua vermelha
O eclipse total deve durar mais de uma hora. A Lua também ficará com uma cor avermelhada pois sua superfície estará iluminada por raios tênues que refletem da atmosfera terrestre.

O que gera a preocupação na Nasa é que tecnologias semelhantes às da LRO enfrentaram dificuldades durante eclipses passados. No entanto, a LRO foi projetada especificamente com esses problemas em mente.
"Normalmente a LRO recarrega as baterias com a luz do sol, então quando temos um eclipse, ficamos muito cautelosos em relação à nave", disse Noah Petro.
Mas o cientista lembra que a Nasa tem experiência em eventos como este e, desta vez, vai tomar algumas precauções.
Noah Petro afirma que o procedimento será parecido com o que fazemos com o celular quando a bateria está a 20% (Foto: Nasa)Noah Petro afirma que o procedimento será parecido com o que fazemos com o celular quando a bateria está a 20% (Foto: Nasa)
"Vamos preaquecer a nave e desligar todos os instrumentos, exceto um para manter a nave segura", afirmou. "Como no celular, toda vez que recebo o alerta de que tenho 20% (de bateria restante), posso desligar o wi-fi ou certos aplicativos (para economizar energia)."
"Prevemos que tudo ocorrerá normalmente. Estaremos preparados e prontos para enfrentar (o eclipse). Vamos observar os níveis das baterias e estamos prontos para agir se algo não sair conforme o previsto. Vamos garantir que (a nave) saia do eclipse em boa forma", disse.
O próximo eclipse lunar total deve ocorrer em 2018 e um eclipse lunar e superlua simultâneos só devem ocorrer em 2033.
E, apesar de o fenômeno ser chamado de superlua, não será vista uma diferença tão extraordinária.
"Não é como a diferença entre um homem comum e o Super-Homem. É uma Lua ligeiramente maior, em vez de superlua", disse Alan MacRobert, um dos editores da revista especializada em astronomia Sky & Telescope.
De concreto, será vista uma Lua 14% maior e cerca de 30% mais brilhante do que a Lua cheia normal.
Da BBC/g1.globo.com

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Eclipse da Superlua


A segunda Super Lua do ano será vista neste domingo (27)

Finalmente chegou o dia! Neste domingo teremos a segunda Superlua, das três que acontecem no ano, mas que vem com um bônus: será dia de eclipse lunar também! Desta vez o Brasil estará em situação privilegiada para acompanhar o evento, que também deve ser visto na costa oeste da África e Europa, mas também na costa leste dos EUA, mesmo que parcialmente.

E o papo é o seguinte:

O que tem de especial em um eclipse com uma Superlua?

Não é muito comum acontecer os dois eventos ao mesmo tempo. A Superlua se dá quando a Lua atinge a fase de cheia a menos de 24 horas do seu ponto mais próximo da Terra em sua órbita, ponto esse conhecido como perigeu. Esse ano nós já tivemos uma Superlua em agosto, teremos outra agora em setembro e finalmente a última em outubro. Ainda que na prática seja muito difícil de ver diferenças entre as três, a melhor delas é sem dúvida a de domingo agora, dia 27.

Quando a Lua Cheia ocorre no perigeu, ela surge com o tamanho aparente maior, até 14% e até 30% mais brilhante. Esse tamanho mais avantajado é pouco notado quando ela está alta no céu, pois falta alguma coisa perto da Lua para comparar, mas quando ela surge no horizonte, parece bem maior que normalmente estamos acostumados a ver. Ela fica mais brilhante também, o que dá para notar, mesmo dentro de cidades grandes, mas que chega a impressionar se estivermos em um local escuro.

Aí tem um eclipse nessa Lua do Perigeu (o nome oficial da Superlua) e fica tudo de bom! Quando a Lua mergulhar na sombra da Terra, veremos um contraste entre as fases brilhante e escura ainda maior que o normal, bombando os efeitos do eclipse. A última vez que um eclipse aconteceu numa Superlua foi há mais de 30 anos e a próxima só deve acontecer daqui a 17 anos.

O quê eu preciso para ver o eclipse?

Duas coisas: céu limpo e horizonte aberto! Esse é um dos eventos astronômicos em que não é preciso nenhum tipo de equipamento, basta que o céu esteja limpo e que você consiga ver a Lua no céu. Claro que a festa fica ainda melhor se houver uma luneta ou telescópio disponível. Nesse caso dá para ver a sombra da Terra percorrendo a superfície lunar, cobrindo as crateras, vales e montanhas conforme a Lua e a Terra se movimentam. Se você for que nem eu que gosta de ficar horas contemplando o céu, sugiro usar uma cadeira de praia ou espreguiçadeira para fiar mais confortável.

Qual o horário do eclipse?

O eclipse lunar total, como é esse caso, é composto de duas fases: a penumbral e a umbral. A sombra da Terra tem um halo externo mais tênue, a penumbra, e uma parte bem mais escura ao centro, a umbra. Como o eclipse é total, a Lua vai mergulhar totalmente em ambas durante seu trajeto no céu.

Durante a fase penumbral, a Lua escurece um pouco e às vezes até passa despercebido de tão sutil. Apenas observadores mais atentos conseguem distinguir o começo dessa fase, quando a borda da Lua toca a penumbra da Terra (evento chamado de P1 às 21:11), mas conforme ela vai se deslocando sobre ela, o escurecimento fica mais evidente.

A segunda fase é a umbral. Aí sim fica evidente que a Lua está sendo coberta pela sombra densa da Terra. Quando há o primeiro toque da borda da superfície lunar com a umbra (evento chamado de U1, às 22:07), parece que ela perdeu um pedaço de tão escuro que fica e conforme a sombra avança, o pedaço aumenta junto. Quando a Lua estiver completamente coberta pela umbra, começando a fase de totalidade no instante U2 (23:11) vai ficar bem evidente a mudança de sua cor, pois ela deve ficar um tanto mais alaranjada.
A segunda Super Lua do ano será vista neste domingo (27)



Mesmo quando a Lua está mergulhada na umbra da Terra, um pouco da luz do Sol consegue atingi-la, após atravessar a atmosfera da Terra. O efeito de mudança da cor tem a ver com o estado da atmosfera terrestre. A luz, ao atravessa-la, vai ser influenciada por tudo que ela contém. Logo de cara, a pouca luz que chega na Lua vai ser um pouco alaranjada, simplesmente por que a parte azul dela é muito espalhada pela nossa atmosfera. Por isso o céu é azul. Mas se ela estiver carregada com particulados como poeira e, principalmente, cinzas vulcânicas, esse efeito é acentuado e praticamente apenas luz vermelha vai atingir a Lua. Recentemente tivemos duas erupções vulcânicas intensas que lançaram cinzas na alta atmosfera. Nessa região de altitude elevada, as cinzas podem circular por anos antes de caírem de volta ao solo, de modo que espera-se que esse efeito de avermelhar a Lua seja bem destacado nesse eclipse.

A fase da totalidade dura até o momento em que a Lua começa a sair da umbra (instante U3, 00:23 de segunda feira 28) e volta a mergulhar na penumbra. Essa fase deve durar um pouco mais do que 1 hora e 10 minutos e durante esse tempo a Lua deverá estar mais obscurecida e avermelhada, dependendo da situação da atmosfera terrestre. 

Existe uma escala proposta pelo astrônomo francês Andrés-Louis Danjon para quantificar o grau de escuridão que a Lua atinge nesses momentos de eclipse total. A escala de Danjon varia de 0 (muito escuro, quase invisível) até 4 (muito claro, cor alaranjada). Essa escala é bastante arbitrária, mas ela ajuda a revelar o grau de sujeira suspensa na atmosfera de acordo com o brilho e a cor da Lua.

Finalmente o eclipse termina quando a Lua toda sair da penumbra (P4), que deve acontecer às 02:22 da madrugada de segunda feira. Se você não pode se dar ao luxo de ficar acordado até duas da matina em plena segunda feira braba, tente ao menos ver a Lua atingir o ápice do eclipse, que deve ocorrer entre os pontos U2 e U3 e dura pouco mais do que uma hora.

Para organizar melhor as ideias, tem esse esquema do eclipse com muitos dados sobre todo o evento. O que mais interessa é a tabela com os horários de entrada e saída da sobra da Terra, sempre na hora oficial de Brasília.

Por quê algumas pessoas estão chamando o eclipse de “Lua sangrenta”?

Porque o mundo está recheado de pessoas bestas, se quer saber mesmo. Eu já falei sobre essa história de Lua sangrenta nesse post e cada vez mais acho que esse termo deve ser evitado!

E se chover?

Aí o jeito é acompanhar o eclipse na internet. Vário sites vão fazer transmissão ao vivo do evento, um deles é esse da famosa revista Sky & Telescope. A transmissão começa às 22 horas do dia 27/09. 

Um outro fato curioso desse eclipse, em especial para os fãs de Neil Young como eu, é que ele deve ocorrer justo na famosa “Harvest Moon”, ou Lua da Colheita. Muito antes da luz elétrica, a Lua Cheia que ocorria próximo ao equinócio que marca o fim do verão no norte era usada para dar mais algumas horas de luz após o Sol se por, com isso, a colheita não seria interrompida tão cedo. Fica aí uma dica de trilha sonora para o evento!

Então neste domingo temos um encontro marcado com a Lua, a Terra e o Sol, que alinhados vão nos oferecer um belo espetáculo.


http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/blog/observatorio/post/eclipse-da-super-lua.html

Gigantesco buco nero 'banchetta' al centro della Via Lattea

Buco nero 'banchetta' al centro Via LatteaBuco nero 'banchetta' al centro Via Lattea


Per la prima volta è stato sorpreso 'a tavola' il gigantesco buco nero al centro della Via Lattea. Potrebbe aver mangiato le polveri di uno strano oggetto con la coda, passato nelle vicinanze, che forse è una stella avvolta in un bozzolo polveroso. In via di pubblicazione sulla rivista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, la scoperta si deve a un gruppo di ricerca di cui fanno parte gli italiani Gabriele Ponti e Barbara De Marco, che lavorano in Germania all'Istituto Max Planck per la Fisica Extraterrestre.

Chiamato Sagittarius A, il buco nero nel cuore della nostra galassia è un 'mostro' dalla massa pari a 4 milioni di volte quella del Sole. I ricercatori lo tengono sotto controllo da 15 anni, con i telescopi spaziali ai raggi X Chandra e Swift della Nasa e XMM-Newton, dell'Agenzia Spaziale Europea (Esa).


Normalmente dal buco nero si osserva un bagliore ai raggi X ogni dieci giorni, tuttavia, nell'ultimo anno, la frequenza delle emissioni è aumentata di ben 10 volte, cioè ne è stata registrata in media una al giorno. Questo aumento è avvenuto poco dopo il passaggio ravvicinato di un misterioso oggetto con la coda chiamato G2. I bagliori potrebbero essere le emissioni della materia strappata all'oggetto mentre cade sul buco nero prima di essere 'divorata'.


Resta da stabilire però l'identità di G2. In un primo momento si pensava a una nube di gas e polvere. Tuttavia, dopo il passaggio, il suo aspetto non è cambiato molto, se fosse stata una nube ne sarebbe uscita a brandelli, invece l'oggetto si è solo un po' allungato per effetto della gravità del buco nero. Allora è stato ipotizzato che sia una stella avvolta in un bozzolo polveroso. Gli autori non sottovalutano neanche l'ipotesi che l'improvviso aumento di attività potrebbe rientrare nel comportamento normale di un buco nero. Per avere la conferma, rileva Barbara De Marco, sarà cruciale tenere d'occhio il comportamento del buco nero nei prossimi mesi.

www.ansa.it

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Estudo elucida mistério da formação das galáxias superluminosas

Estruturas têm taxa de criação de estrelas mil vezes superior à da Via Láctea.
Elas se formam devagar agregando matéria, não por colisão como se achava.

Rafael GarciaDo G1, em São Paulo
Simulação de computador mostra galáxia com alta taxa de formação de estrelas no centro (Foto: Desika Narayanan)Simulação mostra galáxia com alta taxa de formação de estrelas no centro (Foto: Desika Narayanan)
As galáxias mais luminosas da história do Universo, com taxa de natalidade de estrelas mil vezes superior à da Via Láctea, eram capazes de se formar lentamente com a gravidade, agregando matéria. Um novo estudo, que dá suporte a essa teoria, enfraquece a hipótese de que essas estruturas cósmicas surgiam por meio de colisões.
Conhecidas como "galáxias de brilho submilimétrico", uma referência ao comprimento de onda da radiação infravermelha que emitem, elas só começaram a ser avistadas em décadas recentes, quando instrumentos de precisão capazes de captar luz dessa frequência foram apontados para o espaço. Sua descoberta desafia os físicos teóricos, que até agora não conseguiram explicar muito bem como regiões tão densas seriam capazes de se formar espontaneamente.
Essas estruturas cósmicas existem tipicamente em regiões de grande "desvio para o vermelho", o que significa que estão muito distantes da Via Láctea e, portanto, são muito antigas, pois a viagem de sua luz até aqui leva cerca de 10 bilhões de anos.
A existência dessas galáxias monstruosas distantes indica que o Universo de 10 bilhões de anos atrás eram bem diferente, mas os astrônomos ainda não conseguem entender exatamente por quê.
Universo gif (Foto: Reprodução/Youtube/NPG Press)Simulação em rotação mostra região de formação de estrelas em galáxia (Foto: Robert Thompson/NCSA)

Uma simulação de computador realizada agora por cientistas do Haverford College, da Pensilvânia, porém, conseguiu reproduzir as condições naturais em que as galáxias submilimétricas (SMG, na sigla em inglês) se formam. A massa que alimenta sua formação pode ser agrupada se uma ampla reserva de gás estiver presente desde sua formação.

Essas galáxias podem existir, afirmam os cientistas, dentro de halos hipermaciços de matéria escura -- o tipo de matéria mais abundante no Universo, mas cuja natureza é ainda desconhecida. Nessas condições, as galáxias formadas atingem um pico de taxa de formação de estrelas equivalente à criação de 500 ou 1.000 sóis por dia.
Outras simulações de computador já haviam conseguido produzir galáxias com essas características, mas o tipo de matéria que elas continham, com baixo teor de metais e elementos mais pesados, não era o mesmo daquelas vistas em galáxias SMG reais. O novo modelo, mais detalhado, conseguiu reproduzir essa condição.
"Com uma vida de quase um bilhão de anos, nossas simulações mostram que a fase de brilho submilimétrico de galáxias de alto desvio para o vermelho é prolongada e associado com um acúmulo de massa significativo no Universo jovem", afirmam em estudo os cientistas que fizeram a descoberta, liderados pelo astrofísico Desika Narayanan, de Haverford. O trabalho foi publicado na revista "Nature".
Segundo o astrônomo Romeel Davé, da Universidade do Oeste do Cabo, na África do Sul, a simulação de Narayanan não é a última palavra no assunto, mas é um avanço significativo. "Ela não significa que as fusões de galáxias não possam criar as galáxias submilimétricas; elas provavelmente criam, mas o trabalho atual sugere que esses casos são minoria", escreveu o cientista, que não participou do trabalho.
Imagem mostra galáxias de brilho infravermelho submilimétrico distantes (Foto: Robert Thompson/NCSA)Imagem mostra galáxias de brilho infravermelho submilimétrico distantes (Foto: Robert Thompson/NCSA)

Chuva de meteoros atinge a Terra e poderá ser vista no país

Fenômeno chamado de Liríadas atinge ápice a partir da 0h desta quinta.
A previsão é que entre 10 e 20 meteoros atinjam a atmosfera terrestre.

Do G1, em São Paulo
Uma chuva de meteoros está prevista para atingir seu ápice entre a noite desta quarta-feira (22) e o início da madrugada de quinta (23) e deve proporcionar uma visão espetacular do fenômeno em várias partes do planeta – inclusive no Brasil.

De acordo com a agência espacial americana, a Nasa, a chuva de meteoros chamada de Liríadas (pois irradia da constelação de Lira) poderá ser vista de forma intensa depois da 0h desta quinta no Hemisfério Sul (de qualquer parte do Brasil). Para quem está no Hemisfério Norte, basta olhar para o céu a partir das 22h30 de quarta.

A previsão é que entre 10 e 20 meteoros atinjam a atmosfera terrestre a cada hora. Mas atenção: só será possível enxergar o fenômeno sem a ajuda de telescópio em locais onde o céu não estiver encoberto e distantes de luzes artificiais urbanas.
O observatório Slooh, localizado nas Ilhas Canárias, no meio do Oceano Atlântico, vai transmitir a Liríadas pela internet.
'Estrela cadente'
Meteoros são pequenos corpos celestes que se deslocam no espaço e entram na atmosfera da Terra, queimando parcialmente ou totalmente devido ao atrito com a atmosfera terrestre e ao contato com o oxigênio. Este fenômeno deixa um risco luminoso no céu, popularmente conhecido como “estrela cadente”.

De acordo com o Observatório Nacional, instituto de pesquisa do país que trabalha nas áreas de astronomia, geofísica e metrologia, uma chuva de meteoros acontece quando a Terra cruza a órbita de algum cometa, fazendo com que pequenos fragmentos deste corpo celeste saiam de sua rota já traçada e penetrem a atmosfera terrestre.
Perseidas é registrada sobre Stonehenge, na planície de Salisbury, ao sul da Inglaterra. Foto de exposição longa. (Foto: Doherty Kieran / Reuters)Imagem da chuva de meteoros Perseidas registrada sobre Stonehenge, na planície de Salisbury, ao sul da Inglaterra. Enquanto a Liríadas produz, em média, de 15 a 20 meteoros por hora, a Perseidas tem cerca de 60 meteoros por hora (Foto: Doherty Kieran / Reuters)
 www.g1.globo.com

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Eclipse lunar em 27 de setembro de 2015


No próximo dia 27 de setembro, um belíssimo evento astronômico chamará a atenção de grande parte do mundo: o Eclipse Lunar Total poderá ser vistos de diversos países, e como se não bastasse, serão dois grandes eventos em uma única noite! Além do Eclipse Lunar, teremos também a Super Lua, o que significa que a Lua Cheia estará com seu tamanho aparente maior do que o de que costume. Será um verdadeiro espetáculo! E se o tempo não ajudar, você poderá assistir a transmissão ao vivo do Eclipse Lunar Total aqui mesmo em nosso site. Pra não perder esse grande evento, clique aqui e confirme sua presença, assim você recebe uma notificação quando ele estiver próximo!

E pra ficar por dentro desse grande evento, preparamos uma matéria especial com tudo que você precisa saber sobre o famoso Eclipse Lunar e também sobre a Super Lua do dia 27 de setembro de 2015!


Por que acontecem os eclipses lunares?

Diferença de eclipse lunar e eclipse solar
Ilustração mostra a diferença entre Eclipse Lunar e Eclipse Solar.
Créditos: divulgação
Como sabemos, a Lua orbita a Terra, e durante sua trajetória acontecem as fases da Lua. Quando a Lua está entre a Terra e o Sol, temos a fase nova, e quando a Terra está entre a Lua e o Sol, temos a Lua Cheia. De tempos em tempos, quando a Terra está entre a Lua e o Sol (Lua Cheia) o nosso planeta projeta sua sombra na superfície da Lua por conta de um alinhamento, e isso faz com que a Lua Cheia fique escura por alguns minutos. Já o eclipse solar acontece quando a Lua projeta sua sombra na Terra, ocultando o Sol e fazendo o dia virar noite.


Em qual dia acontecerá o Eclipse Lunar de setembro?

Na internet existem muitas informações desencontradas sobre esse eclipse lunar de setembro de 2015. Muitos estão dizendo que o eclipse acontecerá no dia 28 de setembro, e isso acaba confundindo muita gente, que pode até perder esse grande espetáculo. Na verdade, é importante enfatizar que o Eclipse Lunar Total acontecerá no dia 27 de setembro de 2015, e a confusão está acontecendo porque de acordo com o horário internacional (UTC), já será dia 28. Portanto, não deixe se enganar: o Eclipse Lunar Total será no dia 27 de setembro!


eclipse lunar total lua de sangue
Foto do Eclipse Lunar Total 'Lua de Sangue' do dia 08 de outubro de 2014.
Créditos: John W. Johnson / The Virtual Telescope Project
De onde o Eclipse Lunar de 27 de setembro poderá ser visto?

Essa é a parte mais interessante sobre esse belíssimo eclipse lunar: ele poderá ser visto em grande parte do mundo, como no oeste da Europa e da África, leste dos EUA e em toda a América Latina, incluindo o Brasil, claro! Agora é só torcer pra que o clima ajude, e pra que tenhamos um céu aberto, sem nuvens, na maior parte dessas regiões.


Em qual horário acontece o Eclipse Lunar do dia 27 de setembro?

Isso depende do fuso horário de cada região. No Estado do Acre, por exemplo, a Lua começa a entrar na penumbra (na região menos escura da sombra) a partir das 19h12. Já na parte leste do Brasil, isso acontece às 21h12, enquanto que no centro, será às 20:12. Pra facilitar o nosso entendimento, fizemos um mapa mostrando o horário de começo, meio e fim do Eclipse Lunar do dia 27 de setembro. Veja abaixo:

horário do Eclipse Lunar no Brasil e no mundo - dia 27 de setembro de 2015
Horário de início e término de todas as fases do Eclipse Lunar Total de 27 de setembro de 2015.
Créditos: Galeria do Meteorito

Para entender o mapa, basta ver a sua região, e acompanhar a legenda à direita. A parte mais escura não poderá observar o Eclipse, enquanto que a parte intermediária poderá observá-lo parcialmente, e dependendo do horário, como mostra na legenda, não será possível enxergá-lo.


A Super Lua na noite do Eclipse Lunar
a se afasta e Para entender o mapa, basta ver a sua região, e acompanhar a legenda à direita. A parte mais escura não poderá observar o Eclipse, enquanto que a parte intermediária poderá observá-lo parcialmente, e dependendo do horário, como mostra na legenda, não será
Como foi dito anteriormente, na mesma noite que acontece o Eclipse Lunar, teremos também um segundo evento astronômico. Chamado de Super Lua, ele acontece quando a Lua está no seu ponto mais próximo com a Terra (perigeu). Conforme a Lua orbita a Terra, el se aproxima, dependendo da época. Muitas vezes a Lua chega nesse ponto mais próximo durante a fase minguante, ou crescente, por exemplo, mas quando coincide da Lua estar em seu ponto mais próximo justamente no dia da Lua Cheia, ela fica consideravelmente maior no céu. [confira o calendário desse e de outros eventos astronômicos atualizados]

diferença de tamanho da Lua Cheia e da Super Lua
Diferença entre uma Lua Cheia comum e uma Super Lua.
Créditos: divulgação
O momento em que a Lua fará sua máxima aproximação com a Terra estará a menos de uma hora do momento da Lua Cheia e do Eclipse. Será um evento maravilhoso, e isso é o que tornará o Eclipse Lunar do dia 27 ainda mais raro e espetacular!


A Tétrade de Eclipses Lunares

A Tétrade de Eclipses Lunares é uma série de quatro Eclipses Lunares Totais que acontecem em determinadas épocas, sendo que a última ocorreu entre 2003 e 2004, e teremos apenas mais seis tétrades como essa até o final do século atual. [as mais belas fotos do eclipse lunar total de 08 de outubro de 2014]
Algo ruim acontecerá no mundo no dia 27 de setembro de 2015?

Não. Será apenas mais um Eclipse Lunar Total, que por si só já é espetacular o suficiente. No passado remoto, quando a sociedade não tinha um bom entendimento sobre os eventos astronômicos, os eclipses eram vistos como sinais de desastres, assim como os cometas. Um livro publicado em 2013, por John Hagee, intitulado "As Quatro Luas de Sangue: Algo está prestes a mudar", fez com que essas superstições viessem a tona novamente, e fatos como esses vêm acontecendo há séculos... [veja o que foi visto passando na frente do Sol durante o eclipse do dia 20 de março]

A Lua vai ficar com cor de sangue?

Pode ser que sim. O termo Lua de Sangue se refere a tonalidade avermelhada que a Lua ganha durante os eclipses lunares totais (não em todos). Por isso, seria correto chamar um Eclipse de "Lua de Sangue" apenas se ele já aconteceu, e e se a Lua realmente ganhou a tonalidade avermelhada, uma vez que não há como ter certeza se isso vai realmente acontecer.

Portanto, não se esqueça! No dia 27 de setembro basta ficar de olho no céu noturno, e como foi dito acima, se o tempo estiver nublado, teremos uma transmissão ao vivo aqui em nosso site! Então cruze os dedos e se prepare para um grande espetáculo!

Fonte:
http://www.galeriadometeorito.com/2015/09/tudo-sobre-o-eclipse-lunar-total-de-27-de-setembro-de-2015.html#.VgG-fPlVikq

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