sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Nasa diz que asteroide gigante que se aproxima da Terra não é ameaça


CIÊNCIA E SAÚDE


Asteroide 86666 tem entre 1,2 e 2,6 km de diâmetro.
Corpo celeste passará a 25 milhões de km da Terra neste sábado.

Do G1, em São Paulo
Concepção artística mostra o asteroide GD 61 (Foto: Mark Garlic/Warwick & Cambridge Universities/AFP)Concepção artística de asteroide (Foto: Mark Garlic/Warwick & Cambridge Universities/AFP)
O asteroide gigante 86666 (2000 FL10) terá seu ponto de trajetória mais próximo da Terra neste sábado (10), mas não representa nenhuma ameaça ao nosso planeta, segundo a Nasa.
Com um diâmetro entre 1,2 e 2,6 km, o objeto celeste deve passar a 25 milhões de km da Terra, de acordo com dados do projeto sobre Objetos Próximos da Terra do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa. "Representa ameaça zero", disse a agência em post no Twitter.
O projeto faz um trabalho de monitoramento dos objetos espaciais que podem passar perto do nosso planeta.
Este mês, a Nasa e a ESA, a Agência Espacial Europeia, anunciaram detalhes de uma missão conjunta para tentar desviar um asteroide, técnica que salvaria a Terra de um eventual impacto. O plano geral da missão, batizada de Aida (Avaliação de Impacto e Desvio de Asteroide), foi revelado no Congresso Europeu de Ciência Planetária.
A ideia é que as sondas sejam lançadas em 2020 e 2021 e cheguem a seu alvo em 2022. A estimativa de orçamento do projeto ainda não foi anunciada.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Primeira imagem colorida da atmosfera de Plutão revela céu azul

Cor é formada por reflexo da luz do sol em partículas da atmosfera.
Imagem foi feita pela New Horizons em sua passagem pelo planeta anão.

Do G1, em São Paulo
Imagem feita por sonda New Horizons mostra atmosfera azul de Plutão (Foto: NASA/JHUAPL/SwRI)Imagem feita por sonda New Horizons mostra atmosfera azul de Plutão (Foto: NASA/JHUAPL/SwRI)
A Nasa divulgou, nesta quinta-feira (8), a primeira imagem em cores da atmosfera de Plutão, que revelou que o céu do planeta anão é azul, assim como o da Terra. A descoberta surpreendeu os cientistas. "Quem esperaria um céu azul no Cinturão de Kuiper [região do Sistema Solar onde fica Plutão]? É deslumbrante", disse Alan Stern, pesquisador do projeto New Horizons.
A imagem que revela a atmosfera azul foi feita pela sonda New Horizons durante sua passagem por Plutão e enviada para a Terra na semana passada.
"Essa tonalidade azul impressionante nos fala sobre o tamanho e composição das partículas da atmosfera", disse a cientista Carly Howett, do projeto New Horizons. "Um céu azul geralmente resulta da dispersão da luz solar por partículas muito pequenas. Na Terra, essas partículas são pequenas moléculas de nitrogênio. Em Plutão, elas parecem ser partículas maiores - mais ainda relativamente pequenas - que chamamos de tolinas."   
As novas imagens de Plutão também revelaram, em vários pontos, a existência de gelo de água exposto em Plutão. "Grandes extensões de Plutão não apresentam gelo de água exposto", disse o cientista Jason Cook, "porque ele está aparentemente escondido por outros tipos de gelo, mais voláteis, que estão em grande parte do planeta. Entender por que a água aparece exatamente onde aparece, e não em outros lugares, é um desafio em que estamos começando a trabalhar."

Chuva de meteoros terá pico de atividade na noite de hoje

Chuva de meteoros poderá ser vista na madrugada de hoje (Foto: Reprodução)


Todos os anos nessa mesma época, em meados de outubro, a Terra atravessa uma região um tanto poeirenta do espaço. Trata-se do rastro de minúsculos detritos deixados para trás pelo cometa21P/Giacobini-Zinner, que completa uma volta ao redor do Sol mais ou menos a cada seis anos e meio. Quando nosso planeta cruza com estes pequenos grãos de poeira congelada, eles se incandescem na atmosfera e nós aqui da superfície podemos admirar uma chuva de meteoros, cujo pico de atividade ocorre na noite desta quinta-feira (8).
Ela é chamada de Draconídeas, pois suas estrelas cadentes parecem irradiar pelo céu noturno partindo da constelação de Draco, o Dragão. A má notícia é que esta é uma constelação do hemisfério norte, ou seja - não conseguimos observá-la diretamente daqui do Brasil. Isso com certeza prejudica a observação, mas há também uma boa notícia. A região da constelação terá uma maior concentração de meteoros, por isso é chamada de radiante, mas a verdade é que eles são imprevisíveis. Podem aparecer em qualquer lugar do céu.
www.revistagalileu.globo.com

domingo, 4 de outubro de 2015

Superburaco negro põe em xeque teoria da evolução galática


Ilustração representa superburaco negro: descoberta põe em xeque teoria da evolução galática (Foto: BBC)Ilustração representa superburaco negro: descoberta põe em xeque teoria da evolução galática (Foto: BBC)
Um superburaco negro em uma galáxia descoberta  recentemente está intrigando os astrônomos: ele é 350 milhões de vezes maior que o Sol.
Esse tamanho colossal gera dúvidas sobre as teorias aceitas atualmente para explicar a evolução das galáxias, segundo a Sociedade Astronômica Real.
O buraco negro não se encaixa nas teorias atuais porque tem uma massa muito maior do que a galáxia em que está situado comportaria - de acordo com as teorias aceitas atualmente.
Segundo os astrônomos, o superburaco negro é 30 vezes maior do que se esperaria para a galáxia SAGE0536AGN.
"Galáxias têm uma massa grande, assim como seus buracos negros. Mas este é realmente grande demais - não deveria ser possível que fosse desse tamanho", diz Jacco van Loon, astrofísico da Universidade Keele e autor do estudo.
A galáxia tem cerca de 9 bilhões de anos de idade e fica a 2 bilhões de anos-luz da Terra. Ela foi descoberta recentemente por meio de um telescópio espacial da Nasa.
Como a galáxia foi descoberta sem querer, ainda precisa ser estudada em detalhes, explica a Sociedade Astronômica Real. Isso permitirá concluir se a SAGE0536AGN é um fenômeno excepcional ou uma nova classe de galáxias.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

NASA Confirms Evidence That Liquid Water Flows on Today’s Mars


recurring slope lineae
These dark, narrow, 100 meter-long streaks called recurring slope lineae flowing downhill on Mars are inferred to have been formed by contemporary flowing water. Recently, planetary scientists detected hydrated salts on these slopes at Hale crater, corroborating their original hypothesis that the streaks are indeed formed by liquid water. The blue color seen upslope of the dark streaks are thought not to be related to their formation, but instead are from the presence of the mineral pyroxene. The image is produced by draping an orthorectified (Infrared-Red-Blue/Green(IRB)) false color image (ESP_030570_1440) on a Digital Terrain Model (DTM) of the same site produced by High Resolution Imaging Science Experiment (University of Arizona). Vertical exaggeration is 1.5.
Credits: NASA/JPL/University of Arizona
New findings from NASA's Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) provide the strongest evidence yet that liquid water flows intermittently on present-day Mars.
Using an imaging spectrometer on MRO, researchers detected signatures of hydrated minerals on slopes where mysterious streaks are seen on the Red Planet. These darkish streaks appear to ebb and flow over time. They darken and appear to flow down steep slopes during warm seasons, and then fade in cooler seasons. They appear in several locations on Mars when temperatures are above minus 10 degrees Fahrenheit (minus 23 Celsius), and disappear at colder times.
“Our quest on Mars has been to ‘follow the water,’ in our search for life in the universe, and now we have convincing science that validates what we’ve long suspected,” said John Grunsfeld, astronaut and associate administrator of NASA’s Science Mission Directorate in Washington. “This is a significant development, as it appears to confirm that water -- albeit briny -- is flowing today on the surface of Mars.”
These downhill flows, known as recurring slope lineae (RSL), often have been described as possibly related to liquid water. The new findings of hydrated salts on the slopes point to what that relationship may be to these dark features. The hydrated salts would lower the freezing point of a liquid brine, just as salt on roads here on Earth causes ice and snow to melt more rapidly. Scientists say it’s likely a shallow subsurface flow, with enough water wicking to the surface to explain the darkening.
Garni crater on Mars
Dark narrow streaks called recurring slope lineae emanating out of the walls of Garni crater on Mars. The dark streaks here are up to few hundred meters in length. They are hypothesized to be formed by flow of briny liquid water on Mars. The image is produced by draping an orthorectified (RED) image (ESP_031059_1685) on a Digital Terrain Model (DTM) of the same site produced by High Resolution Imaging Science Experiment (University of Arizona). Vertical exaggeration is 1.5.
Credits: NASA/JPL/University of Arizona
"We found the hydrated salts only when the seasonal features were widest, which suggests that either the dark streaks themselves or a process that forms them is the source of the hydration. In either case, the detection of hydrated salts on these slopes means that water plays a vital role in the formation of these streaks," said Lujendra Ojha of the Georgia Institute of Technology (Georgia Tech) in Atlanta, lead author of a report on these findings published Sept. 28 by Nature Geoscience.
Ojha first noticed these puzzling features as a University of Arizona undergraduate student in 2010, using images from the MRO's High Resolution Imaging Science Experiment (HiRISE). HiRISE observations now have documented RSL at dozens of sites on Mars. The new study pairs HiRISE observations with mineral mapping by MRO’s Compact Reconnaissance Imaging Spectrometer for Mars (CRISM).
The spectrometer observations show signatures of hydrated salts at multiple RSL locations, but only when the dark features were relatively wide. When the researchers looked at the same locations and RSL weren't as extensive, they detected no hydrated salt.  
Ojha and his co-authors interpret the spectral signatures as caused by hydrated minerals called perchlorates. The hydrated salts most consistent with the chemical signatures are likely a mixture of magnesium perchlorate, magnesium chlorate and sodium perchlorate. Some perchlorates have been shown to keep liquids from freezing even when conditions are as cold as minus 94 degrees Fahrenheit (minus 70 Celsius). On Earth, naturally produced perchlorates are concentrated in deserts, and some types of perchlorates can be used as rocket propellant.
Perchlorates have previously been seen on Mars. NASA's Phoenix lander and Curiosity rover both found them in the planet's soil, and some scientists believe that the Viking missions in the 1970s measured signatures of these salts. However, this study of RSL detected perchlorates, now in hydrated form, in different areas than those explored by the landers. This also is the first time perchlorates have been identified from orbit.
MRO has been examining Mars since 2006 with its six science instruments.
"The ability of MRO to observe for multiple Mars years with a payload able to see the fine detail of these features has enabled findings such as these: first identifying the puzzling seasonal streaks and now making a big step towards explaining what they are," said Rich Zurek, MRO project scientist at NASA's Jet Propulsion Laboratory (JPL) in Pasadena, California.
For Ojha, the new findings are more proof that the mysterious lines he first saw darkening Martian slopes five years ago are, indeed, present-day water.
"When most people talk about water on Mars, they're usually talking about ancient water or frozen water," he said. "Now we know there’s more to the story. This is the first spectral detection that unambiguously supports our liquid water-formation hypotheses for RSL."
The discovery is the latest of many breakthroughs by NASA’s Mars missions.
“It took multiple spacecraft over several years to solve this mystery, and now we know there is liquid water on the surface of this cold, desert planet,” said Michael Meyer, lead scientist for NASA’s Mars Exploration Program at the agency’s headquarters in Washington. “It seems that the more we study Mars, the more we learn how life could be supported and where there are resources to support life in the future.” 
http://www.nasa.gov



NASA to Announce Mars Mystery Solved


Mars true color globe showing Terra Meridiani
Mars true-color globe showing Terra Meridiani.
Credits: NASA/Greg Shirah
(Nature Geoscience has Embargoed Details until 11 a.m. EDT Sept. 28)
NASA will detail a major science finding from the agency’s ongoing exploration of Mars during a news briefing at 11:30 a.m. EDT on Monday, Sept. 28 at the James Webb Auditorium at NASA Headquarters in Washington. The event will be broadcast live on NASA Television and the agency's website.
News conference participants will be: 
·         Jim Green, director of planetary science at NASA Headquarters
·         Michael Meyer, lead scientist for the Mars Exploration Program at NASA Headquarters
·         Lujendra Ojha of the Georgia Institute of Technology in Atlanta
·         Mary Beth Wilhelm of NASA’s Ames Research Center in Moffett Field, California and the Georgia Institute of Technology
·         Alfred McEwen, principal investigator for the High Resolution Imaging Science Experiment (HiRISE) at the University of Arizona in Tucson
A brief question-and-answer session will take place during the event with reporters on site and by phone. Members of the public also can ask questions during the briefing using #AskNASA.
To participate in the briefing by phone, reporters must email their name, media affiliation and telephone number to Steve Cole at stephen.e.cole@nasa.govby 9 a.m. EDT on Monday.
For NASA TV downlink information, schedules and to view the news briefing, visit:

As melhores fotos do Eclipse Lunar Total de 27 de setembro de 2015

http://www.galeriadometeorito.com/2015/09/as-melhores-fotos-do-eclipse-lunar-de-27-de-setembro-de-2015.html
28/09/15 - O Eclipse Lunar Total + a Super Lua de 27 de setembro de 2015 foi realmente inesquecível!


http://www.galeriadometeorito.com

domingo, 27 de setembro de 2015

Veja imagens da 'superlua' registradas pelo mundo

Lua está em seu ponto mais próximo do planeta, por isso fica maior do que de costume e mais brilhante no céu.


Imagem Cidade do Rock, Rio de Janeiro, RJ


www.g1.globo.com

  • Superlua é vista neste domingo (27) na Cidade do Rock, durante o Rock in Rio

Superlua e eclipse total ocorrem ao mesmo tempo na noite deste domingo

Eclipse poderá ser observado durante mais de uma hora a partir de 23h11.
Lua estará em seu ponto mais próximo da Terra.

Do G1, em São Paulo
Eclipse lunar total, fenômeno conhecido como 'Lua de sangue', é observado na cidade de Urasoe, em Okinawa, no Japão, neste sábado (4) (Foto: AP Photo/Kyodo News)Eclipse lunar total, fenômeno conhecido como 'Lua de sangue', é observado na cidade de Urasoe, em Okinawa, no Japão, em abril (Foto: AP Photo/Kyodo News)
Em seu ponto mais próximo da Terra, a Lua, que estará grande e luminosa, se vestirá de vermelho no final deste domingo (27) em um eclipse total, um fenômeno magnífico que só voltará a acontecer em 2033.
"As condições convergem para que seja um eclipse espetacular", garantiu o astrônomo Pascal Descamps, do Observatório de Paris, à agência AFP.
O eclipse total da Lua poderá ser observado durante mais de uma hora, por volta das 23h11 até 0h23 (horário de Brasília), do continente americano até o Oriente Médio. Segundo o astônomo Cassio Barbosa, autor do blog Observatório, o Brasil estará em situação privilegiada para acompanhar o evento.
A Lua não produz luz própria, aproveitando a que recebe do Sol. No domingo, o astro estará alinhado com o Sol e a Terra.
"Teremos um eclipse total porque a sombra da Terra engolirá toda a Lua", explicou à AFP Pascal Descamps. "A circunferência de sombra da Terra mede aproximadamente três vezes o tamanho aparente de nosso satélite", afirmou, podendo absorver a totalidade da Lua.
A Lua vai desaparecer do nosso campo de visão, privada dos raios solares, e reaparecerá pintada de vermelha - por isso, também é conhecida como "lua sangrenta" ou lua de sangue.
O vermelho se deve a um fenômeno luminoso. É pela refração dos raios solares que atravessam a atmosfera , com exceção dos vermelhos. Estes últimos sofrerão outro fenômeno: a atmosfera os desviará e iluminarão a superfície lunar.
Eclipse lunar total, fenômeno conhecido como 'Lua de sangue', é observado de Echo Park, em Los Angeles, EUA, neste sábado (4) (Foto: AP Photo/Damian Dovarganes)Eclipse lunar total, fenômeno conhecido como 'Lua de sangue', é observado de Echo Park, em Los Angeles, EUA, em abril (Foto: AP Photo/Damian Dovarganes)
"É interessante porque a cor da Lua vai depender do estado da atmosfera terrestre. Se está carregada de partículas, devido, por exemplo, à poluição, os raios vermelhos também serão refratados e não alcançarão a lua", explicou o astrônomo.
"Se o astro é vermelho sangue, poderemos ficar tranquilos sobre o estado atmosférico da Terra. Se é muito escuro, ou quase invisível, é porque é realmente catastrófico".
Sem perigo 
Como a Lua estará em seu ponto mais próximo do nosso planeta, o que se conhece como o perigeu, por isso ficará maior do que de costume e mais brilhante no céu. "Nos parecerá cerca de 14% maior e 30% mais iluminada", explicou Sam Lindsay, da Real Sociedade Astronômica de Londres.

O fenômeno, conhecido também como superlua, está relacionado à órbita ligeiramente elíptica da Lua: este satélite gira ao redor da Terra, mas ele faz isso em um círculo formando um ovo, que se afasta e está constantemente em nosso planeta.
A última combinação de um eclipse lunar e uma superlua remonta a 1982, segundo a Nasa, e a próxima não ocorrerá antes de 2033. "Toda uma geração nunca viu esse fenômeno", disse Noah Petro, do projeto Orbitador de Reconhecimento Lunar (LRO) da Nasa.
Os eclipses foram durante muito tempo objeto de interpretações religiosas, mitológicas ou simbólicas. "Ao longo da história, muitas culturas consideraram os eclipses como sinais de tristeza e desgraça", lembrou à AFP Noah Petro.
Cristóvão Colombo, que tinha um calendário de eclipses, se aproveitou destas crenças para persuadir os habitantes da Jamaica. Para conseguir mais comida, ameaçou os indígenas dizendo que faria a Lua desaparecer durante a noite de 29 de fevereiro de 1504. "Quando os jamaicanos pediram a ele para que a Lua voltasse, pediu mais comida em troca e conseguiu", contou o cientista.
Espetáculo para todos
Neste final de semana não há o que temer. Nem mesmo nossos olhos. Os elipses lunares não apresentam risco algum, ao contrário dos solares. "Não é como olhar para o Sol", garantiu Sam Lindsay, da Real Sociedade Astronômica de Londres. "Dá para usar binóculos, telescópios, tudo o que for necessário".

Eclipse lunar é visto de Miami, na Flórida (EUA) (Foto: Wilfredo Lee/AP)Eclipse lunar é visto de Miami, na Flórida (EUA) em outubro de 2014 (Foto: Wilfredo Lee/AP)
"É um espetáculo para todo o mundo, é gratuito. Basta colocar a cabeça para fora", concluiu Pascal Descamps.
Como apreciar o fenômeno
Segundo Cassio Barbosa, bastam céu limpo e horizonte aberto para que o espetáculo esteja garantido. "Esse é um dos eventos astronômicos em que não é preciso nenhum tipo de equipamento, basta que o céu esteja limpo e que você consiga ver a Lua no céu. Claro que a festa fica ainda melhor se houver uma luneta ou telescópio disponível. Nesse caso dá para ver a sombra da Terra percorrendo a superfície lunar, cobrindo as crateras, vales e montanhas conforme a Lua e a Terra se movimentam", afirma o astrônomo.

Ele recomenda o uso de uma cadeira de praia ou espreguiçadeira para que a observação fique mais confortável.
Se chover, é possível acompanhar o eclipse na internet. Vários sites farão transmissão ao vivo do evento. Um deles é o site da revista Sky & Telescope, que começará a transmitir o evento às 22h deste domingo.

Brasil vai sediar olimpíada Latino-Americana de Astronomia

Evento reúne estudantes de dez países no Rio de Janeiro. 
Provas inclui reconhecimento do céu e manuseio de telescópio.

Do G1, em São Paulo
Romero Moreira e os estudantes  Brasileiros na Sexta Olaa. — com Carolina Lima Guimarães, Wagner Rodrigues, Lucas Hagemaister e Rafael Charles Heringer Gomes, na última Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astrofísica (Foto: Julio Klakke/Divulgação/OLAA)Romero Moreira e os estudantes brasileiros que participaram da 6ª OLAA:  Carolina Lima Guimarães, Wagner Rodrigues, Lucas Hagemaister e Rafael  Gomes (Foto: Julio Klakke/Divulgação/OLAA)
O Brasil sedia a partir deste domingo (27) até 4 de outubro a Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (VII OLAA) nas cidades do Rio de Janeiro e de Barra do Piraí (RJ). A abertura será no Planetário da Gávea, no Rio de Janeiro. Participam da competição representantes de dez países latino-americanos.
A  delegação brasileira será representada por cinco estudantes do ensino médio: Ana Paulo Lopes Schuch (Porto Alegre, RS), Renner Leite Lucena (Fortaleza, CE), Gustavo Guedes Faria (São José dos Campos, SP), Leonardo Henrique Martins Florentino (São Paulo, SP), e Víctor Gomes Pires (São Paulo, SP).
Na última edição, realizada no Uruguai, o Brasil levou três medalhas de ouro e duas de prata. Todos da equipe ganharam o prêmio especial de “Melhor Prova Individual” por terem gabaritado os exames. Até hoje, o país já conquistou 16 medalhas de ouro, 12 de prata e duas de bronze na história da OLAA.

Competição
As provas da olimpíada serão divididas em teoria, prática e reconhecimento do céu. A prova teórica será realizada em duas etapas, individual e em grupo, mesclando as delegações. Os estudantes ainda participarão de uma competição de lançamento de foguetes em grupos multinacionais. Haverá também avaliações individuais que vão exigir o reconhecimento do céu real e o manuseio de telescópio.

 
Antes da viagem, os competidores participaram de uma série de treinamentos. Eles estudaram com especialistas no Observatório Abrahão de Moraes, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP). Depois, conheceram e aprenderam mais sobre a disciplina no Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), em Brazópolis (MG). As aulas tinham como objetivo intensificar a preparação dos alunos.

Como participar
Para participar de uma das equipes internacionais, o candidato precisa inicialmente de uma excelente pontuação na prova nacional da OBA. Em seguida, é preciso fazer as seletivas online. Caso seja classificado, passa por uma prova final presencial.

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