sexta-feira, 16 de abril de 2010

Meteoro ilumina o céu dos EUA e é visto em quatro estados

Um meteorito que caiu na terra deixou um rastro de luz e se desintegrou em um grande clarão no meio-oeste americano. Uma webcam instalada no telhado de uma universidade na cidade de Madison, no estado de Wisconsin, registrou o momento. A luz chegou a ser vista também nos estados de Missouri, Illinois e Iowa. Aparentemente, o corpo celeste não causou estragos. (Foto: AP)

Entenda o que os cientistas buscam com o LHC



Pedaços muito menores que um átomo são estudados no LHC.    Cosmologia e física quântica se encontram no estudo de partículas.

Iberê Thenório - Do G1, em São Paulo


Quando o acelerador gigante de partículas LHC, na Europa, começou a colidir os primeiros prótons uns contra os outros, muita gente disse que o homem "brincava de Deus" ao construir a maior máquina do mundo – um túnel subterrâneo de 27 quilômetros – para reproduzir condições semelhantes às do surgimento do Universo.

Mas, afinal de contas, o que os prótons – partículas muito pequenas que ficam no núcleo dos átomos – têm a ver com a teoria do Big Bang, segundo a qual o Universo surgiu de uma espécie de explosão há cerca de 14 bilhões de anos?

Dentro do LHC, a cosmologia – ciência que estuda a história do Universo – e a física quântica – que estuda as partículas menores que existem – se encontram.

Essa união inusitada só é possível porque, em determinado ponto da evolução do universo, menos de uma pequeníssima fração de segundo após o Big Bang, acredita-se que houve uma grande "sopa" de partículas. Essa mistura esfriou, se expandiu e deu origem a tudo o que conhecemos hoje.

O problema é que a única forma de entender como funcionava essa grande "sopa" é quebrar os objetos em pedaços cada vez menores: moléculas, átomos, prótons e finalmente quarks, léptons e bósons. Para chegar nesses últimos, é necessária tanta energia que só mesmo uma espécie de "pista de corrida" de 27 quilômetros consegue resolver.



Colisão de prótons dentro do LHC gera informações para o estudo de partículas muito menores do que um átomo. A partir de imagens como essa, gerada dentro de um dos sensores da máquina, cientistas conseguem confirmar as leis mais avançadas da física. (Foto: Divulgação)

Quando os prótons se chocam dentro do LHC, sensores de última geração analisam seus estilhaços, formados por essas minúsculas partículas. Por meio de "fotos" da colisão é possível entender o comportamento delas, e analisar como se comportariam dentro da "sopa primordial" que deu origem às estrelas e planetas.

Multiuso

Mas não é somente essa a função do LHC. A máquina gigante é, antes de tudo, uma forma de alargar as fronteiras da ciência, ou seja, entender como funcionam as menores partículas que conhecemos e, quem sabe, até descobrir algumas novas.

Cientistas brasileiros acompanham em São Paulo colisão de prótons do LHC LHC promove as primeiras supercolisões de partículas 'de laboratório' da história "O LHC é extremamente importante porque está abrindo a física para um mundo que a gente ainda não viu. É como se você passasse anos dentro de uma casa fechada, não tivesse a menor noção de como é o mundo lá fora, e de repente você abre uma janela e vê esse novo mundo, e fala 'Olha só quanta coisa nova que eu não sabia que existia!'", explicou o físico brasileiro Marcelo Gleiser em entrevista ao G1.
Uma das novas partículas mais buscada – mas nunca vista – é um tal "bóson de Higgs". Dentro da grande "sopa", foi ele que supostamente deu massa à matéria na hora em que as partículas se transformaram nos primeiros átomos. Se a história é verdadeira, só se vai saber caso esse bóson apareça nas colisões entre os prótons.

Corrida tecnológica

Cientistas também defendem que um grande benefício do LHC é um "efeito colateral" da sua construção. Para fazer um túnel subterrâneo de 27 km, mantê-lo a uma temperatura a mais de 200 graus Celsius abaixo de zero, no vácuo, e acelerar partículas à velocidade da luz foi necessário desenvolver novas tecnologias.

Pesquisadores Franciole Marinho e Sérgio
Novaes, da Unesp, observem em São Paulo
as primeiras colisões de partículas do LHC.
(Foto: Iberê Thenório/G1)

"É muito mais interessante termos uma corrida tecnológica por causa de estudos científicos, como o LHC, do que desenvolvermos tecnologia por causa de brigas entre países, como aconteceu nas grandes guerras mundiais", defende o físico Franciole Marinho, Universidade Estadual Paulista (Unesp), que trabalha em um dos grupos brasileiros responsáveis pro processar os dados lidos pelo LHC.

Marinho acrescenta que, no passado, pesquisas realizadas no Conselho Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), responsável pelo LHC, permitiram o desenvolvimento de tecnologias sem as quais o mundo seria completamente diferente.

"A contribuição mais famosa foi a criação do 'www' que utilizamos para navegar na internet. Outro exemplo foi o desenvolvimento de métodos que hoje são utilizados para diagnósticos médicos, como o PET e o CT scan", avalia.

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude

Vulcões de Vênus ainda podem estar ativos, dizem cientistas


Área vermelha indica fluxo de lava relativamente recente


Dados coletados pela sonda europeia Venus Express sugerem que os vulcões do planeta Vênus ainda podem estar ativos.

Fluxos de lava relativamente jovem foram identificados na superfície do planeta por um instrumento de medição ultra-vermelho da sonda espacial, o VIRTIS, que analisa emissões térmicas.

As imagens mostram que o fluxo tem composição diferente do material da superfície à sua volta e para a cientista Suzanne Smrekar, do Laboratório de Propulsão a Jato, na Califórnia, e seus colegas, poderiam indicar que alguns vulcões ainda estariam ativos.

“Este é um resultado significativo”, comentou Hakan Svedhem, cientista do Projeto Vênus Express, da Agência Espacial Europeia.

A equipe publicou sua análise sobre os fluxos de lava nas regiões de Imdr, Themis e Dione, em Vênus na revista Science.

Há muito se debate a existência de vulcões ativos em Vênus, cuja atmosfera apresenta dióxido de enxofre, um gás expelido pela erupção de vulcões.

Alguns cientistas acreditam que a presença do gás é uma indicação de atividade vulcânica recente, mas outros argumentam que as erupções podem ter ocorrido há cerca de 100 milhões de anos, mas o gás permanece na atmosfera porque demora muito a reagir com as rochas da superfície do planeta.
A única forma de saber se há vulcões ativos em Vênus é observá-los em atividade, afirma a Agência Espacial Europeia.

Mas isso é dificultado pela densa e nebulosa atmosfera do planeta, com 100 quilômetros de espessura.

A sonda Venus Express tenta detectar a atividade de vulcões procurando por aumento da concentração de dióxido de enxofre em regiões específicas e por locais onde a temperatura é mais alta do que em outros.

http://www.bbc.co.uk/portuguese

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Exposição sobre a vida e a obra de Einstein chega ao Rio de Janeiro

Um pouco de uma mente brilhante

Elena Mandarim


Corbis/Latinstock

      
   Einstein: juventude foi a fase mais produtiva
 
Provavelmente todo mundo já viu a foto mais conhecida de Albert Einstein, com os cabelos brancos despenteados e a língua pra fora. Mas será que todos sabem quem foi, exatamente, esse grande gênio do século XX? Nos próximos dois meses, os cariocas poderão saber mais sobre a vida e a obra desse irreverente cientista, bem como conhecer sua relação com o Brasil. Com o apoio institucional da FAPERJ, o Rio de Janeiro recebe, no Museu Histórico Nacional (MHN), a mostra Einstein, que está aberta ao público desde esta quarta-feira, 7 de abril, até 6 de junho.

Nascido na Alemanha, em uma família judaica, desde criança Albert Einstein se destacou em ciências e matemática. Sua década áurea, como físico, foi dos 26 aos 36 anos de idade. Além do cientista visionário, Einstein foi um humanista apaixonado e um ativista contra as guerras. Usou sua fama para opinar sobre questões globais, como pacifismo, racismo, antissemitismo e desarmamento nuclear, entre outras. Em toda sua vida e obra, a curiosidade foi o combustível para que sua mente brilhante trabalhasse. Como ele mesmo dizia: "a curiosidade é mais importante que o conhecimento", fazendo alusão ao fato de que só há produção, quando há questionamentos.

O ano de 1905, para ele, ficou conhecido como o "Ano Miraculoso". Foi quando, aos 26 anos, Einstein publicou quatro trabalhos revolucionários. Por um deles, receberia, anos mais tarde, em 1921, o Prêmio Nobel. Em sua fase mais produtiva, destacam-se suas teorias sobre a velocidade constante da luz; a relatividade do tempo; sobre átomos; sobre energia – que deu origem à equação mais famosa do mundo: E=mc2 (Energia (E) é igual à massa (m) vezes a velocidade da luz ao quadrado (c2)). E, claro, sua obra prima, a Teoria da Relatividade Geral, pela qual ficou mundialmente famoso e que foi comprovada no Brasil, em 1919, durante um eclipse solar na cidade de Sobral, no Ceará: "A pergunta que minha mente formulou foi respondida pelo ensolarado céu do Brasil", foram suas palavras.

Para aguçar a curiosidade

A exposição foi originalmente concebida pelo American Museum of Natural History, de Nova York, e adaptada e trazida para o Brasil pelo Instituto Sangari que, tal como a FAPERJ, desenvolve e apoia projetos com o objetivo de disseminar a cultura e o conhecimento científico. A primeira versão brasileira, que foi vista em 2008, em São Paulo, ganhou agora mais duas seções – Átomos e Einstein no Brasil –, além das oito que foram vistas na mostra original: Vida e Tempo, Luz, Tempo, Energia, Gravidade, Guerra e Paz, Cidadão Global e Legado. Agora, em 2010, além do Rio de Janeiro, a mostra também irá para Vitória, no Espírito Santo.

Durante a coletiva de imprensa, realizada no próprio MHN na última segunda-feira, 5 de abril, Marcelo Knobel, coordenador científico da exposição, destacou que ao longo das dez seções, as ideias revolucionárias de Einstein serão aproximadas da realidade do visitante. "Vamos mostrar que alguns de seus conceitos serviram de base para inovações do cotidiano, como o laser, o GPS e a fibra ótica", contou o coordenador.

   Divulgação 
    

    Exemplo da interatividade: mesa high-tech explica formação dos buracos negros

Além do cientista, a mostra também apresenta a história de vida de Einstein, revelada em documentos raros, como cartas, objetos pessoais e manuscritos. "Todos saberão, por exemplo, um pouco sobre sua infância, sua turbulenta vida amorosa e seu papel na fabricação da bomba atômica", adiantou Knobel. "Muitas curiosidades estão expostas na primeira seção, Vida e Tempo, que é, sem dúvida, a seção de fofoca da exposição", brincou.

Para atender o objetivo principal, que é provocar no observador o interesse pela ciência, a mostra conta com muita interatividade. A ideia é desmistificar, em tecnologia de ponta, assuntos, muitas vezes, de difícil compreensão para o público. Entre outros, tem o cinema 3D, que leva o espectador a uma incrível viagem pelo espaço; a máquina do tempo, que exibe a variação da passagem do tempo em relação à velocidade da luz; e a mesa high-tech, que, quando tocada, abre buracos negros – conceito trabalhado por vários físicos, inclusive Einstein.

Além dessa interatividade, a IBM, uma das patrocinadoras, traz à exposição o primeiro museu virtual de ciências do mundo, o TryScience. Trata-se de um quiosque multimídia criado para auxiliar na compreensão de teorias complexas, aproximando o espectador das descobertas mais importantes da ciência, da biologia e da física.

Particularidade da versão brasileira

 

Reprodução 

      

   Óleo sobre tela do artista Gustavo Rosa  
Na mesma coletiva, Alfredo Tomasquim, diretor do Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), disse que para compor a seção Einstein no Brasil, muitos documentos de altíssima qualidade foram disponibilizados pelo Mast, como partes de seu diário de viagem, durante sua estada no país. Para exemplificar, Tomasquim contou que em uma das descrições, Einstein escreveu: "Deliciosa é a mistura étnica nas ruas. Uma indescritível abundância de impressões em poucas horas." "Essa e outras passagens poderão ser vistas na exposição", disse o diretor.

Outra peculiaridade da versão brasileira é a integração entre Arte e Ciência. Para isso, 10 renomados artistas nacionais foram convidados a representar Einstein, sob diferentes técnicas – como grafite, pintura a óleo, colagem, entre outras – com a finalidade de saber como esse gênio ficou marcado no imaginário brasileiro. A exposição abrange algumas obras de artes, inclusive, a peça nacional mais famosa: o desenho do rosto de Einstein feito num pequeno pedaço de papel, pelo pintor Cândido Portinari, em 1961.

Além disso, um programa educativo junto às escolas será desenvolvido durante os dois meses em que a exposição estiver no Rio de Janeiro. A iniciativa, que visa estimular o interesse de alunos e professores pela cultura científica, consiste em oferecer cursos gratuitos e visitas guiadas por monitores, que devem ser previamente agendadas. Todos ganham materiais educativos e participam de atividades no "Laboratório de Aprendizagem".

"A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original"

Albert Einstein

A visita a mostra Einstein é, sem dúvida, um excelente programa para todos os cariocas. Passear pelas 10 seções, além de entrar um pouco na mente brilhante do cientista do século XX, faz a própria mente do visitante se abrir a novos conceitos e ideias.

 

Exposição Einstein 
Museu Histórico Nacional (Pça. Marechal Âncora, s/n° - Centro, próximo à Pça. XV)
De 7 de abril a 6 de junho de 2010
Horários: De terça a sexta: das 9h às 18h. Sábados, domingos e feriados: das 14h às 18h. 
Ingressos: De terça a sábado: Inteira: R$ 20 e Meia: R$ 10 (estudantes, professores e idosos de 60 a 65 anos - mediante apresentação de documento ou carteirinha da instituição). Escolas agendadas: R$ 15 por aluno*. Domingos: Inteira: R$ 14 e Meia: R$ 7 (estudantes, professores e idosos de 60 a 65 anos - mediante apresentação de documento ou carteirinha da instituição). Entrada gratuita (mediante comprovação): Crianças de até cinco anos de idade; alunos e professores da rede pública federal, estadual e municipal; maiores de 65 anos; sócios do International Council of Museums – ICOM, guias de turismo e estudantes de museologia.

Os ingressos para a exposição Einstein dão direito às exposições em cartaz no MHN.

© FAPERJ – Todas as matérias poderão ser reproduzidas, desde que citada a fonte.

Asteroide passará próximo à Terra na noite desta quinta-feira

Objeto tem 22 metros de largura e não oferece perigo.
Corpo celeste chegará a uma distância próxima à da Lua.

Do G1, em São Paulo  - Um asteroide recém-descoberto, batizado de 2010 GA6, vai passar próximo à Terra às 20h06 desta quinta-feira (8). A essa hora, o corpo celeste estará a cerca de 359 mil quilômetros do nosso planeta – distância próxima à da Terra à Lua. Medindo cerca de 22 metros de largura, o asteroide não representa perigo.


Diagrama divulgado pela Nasa mostra a órbita dos planetas mais próximos do Sol e o caminho do asteroide 2010 GA6, que quase se cruza com o da Terra. (Foto: Nasa/Divulgação)

O objeto está sendo rastreado pela Nasa (Agência Espacial Americana) usando tanto telescópios terrestres quanto espaciais. A instituição tem um programa, chamado Spaceguard, para acompanhar asteroides que passam próximos à Terra. Segundo a Nasa, esse tipo de evento é relativamente comum, e ocorre várias vezes por ano.

Imagem inédita desvenda mistério de eclipse estelar

Através de telescópios, cientistas descobrem que estrela supergigante Epsilon Aurigae é coberta a cada 27 anos por disco de poeira.

Da BBC  - Pela primeira vez, uma equipe de astrônomos conseguiu imagens em alta resolução do eclipse da estrela Epsilon Aurigae, um fenômeno que acontece a cada 27 anos e era até agora considerado um mistério pelos especialistas.  

As imagens, publicadas no site da revista científica "Nature", mostram que o eclipse é provocado por um disco de um material semelhante ao encontrado quando a Terra e os outros planetas do nosso Sistema Solar se formaram, há 4,5 bilhões de anos.


Imagem em alta resolução do eclipse da estrela Epsilon Aurigae, divulgada pela Nasa. (Foto: Nasa/ JPL-Caltech)

A Epsilon Aurigae é conhecida desde 1821 como sendo uma estrela binária eclipsante, formada por uma supergigante e uma companheira menos luminosa de mesma massa.

Mas há várias décadas, os astrônomos vinham tentando decifrar as pistas para as causas desses eclipses.

Disco de poeira

"Venho estudando essa estrela desde meu pós-doutorado, nos anos 80, e é muito gratificante finalmente responder a algumas dúvidas ligadas a esse famoso astro", disse Robert Stencel, da Universidade de Denver, no Estado americano do Colorado, e um dos autores do artigo.

As imagens da Epsilon Aurigae mostram a intrusão de uma estrutura alongada sobre a estrela supergigante, encobrindo a segunda estrela companheira.

Essa estrutura é um disco de poeira tão extenso quanto a órbita de Júpiter e quase da mesma altura que a órbita da Terra, mas com uma massa pouco menor que a terrestre.    As fotos foram obtidas usando uma técnica que combina vários telescópios com associações a laser e com o controle de um computador para se conseguir um sinal equivalente ao de um telescópio gigante.

"Construímos o maior telescópio óptico da Terra, com 330 metros de diâmetro", explicou Brian Kloppenborg, outro autor do estudo.

O  atual eclipse da Epsilon Aurigae teve início no segundo semestre de 2009 e deve durar até o final deste ano.

A estrela está em uma constelação localizada a cerca de 2 mil anos-luz da Terra.

sábado, 3 de abril de 2010

Univates oferece curso de astronomia em maio

A Univates promove em maio o curso de extensão em “Astronomia”, voltado para rofessores da Educação Básica e estudantes de áreas afins. O objetivo é discutir propostas concretas para a inserção da Astronomia nos Ensinos Fundamental e Médio, por meio do desenvolvimento de atividades práticas passíveis de serem reproduzidas na escola pelo professor.

O programa inclui astronomia de posição, cartas celestes, observações do céu, recursos computacionais em astronomia, fenômenos astronômicos (estações do ano, fases e eclipses lunares, marés), manuseio e funcionamento de diferentes instrumentos de observação, além de capacitação metodológica para o trabalho na educação básica.

As aulas iniciam no dia 3 de maio e seguem até 5 de julho, sempre às segundas-feiras, das 19h10min às 22h30min, na sala 202 do Prédio 3 da Univates. Os interessados em participar podem fazer as inscrições, até o dia 26 de abril, na Secretaria de Extensão e Pós-Graduação, sala 110 do Prédio 1, ou pelo site www.univates.br/cursosdeextensao.

Outras informações na Secretaria de Extensão e Pós-Graduação, sala 110 do Prédio 1 da Univates, pelos telefones (51) 3714-7011 ou (51) 3714-7000, ramais 5209 e 5210, ou e-mail propex@univates.br.

 por: Fabrício Goulart

quarta-feira, 31 de março de 2010

Cientistas brasileiros acompanham em SP colisão de prótons do LHC

Parte dos dados gerados pela experiência será processada no Brasil.   Pesquisadores querem confirmação das leis mais avançadas da física.

Iberê Thenório - Do G1, em São Paulo 

O choque violento de milhões de prótons que está ocorrendo no acelerador gigante de partículas LHC, na Europa, está sendo vigiado cuidadosamente por duas salas de controle no Brasil, instaladas em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Os cientistas nacionais integram um grupo de 35 laboratórios que acompanha os experimentos do detector CMS – um dos quatro instalados dentro do acelerador. A máquina mede as propriedades dos estilhaços de prótons que se espalham após as colisões. Com eles, pesquisadores pretendem comprovar na prática as mais avançadas leis da física.


Franciole Marinho (à esquerda) é um dos físicos que observará o funcionamento do LHC a partir da sala de controle da Unesp. À direita, Sérgio Novaes, pesquisador do Instituto de Física Teórica, observa o choque entre prótons dentro de um dos detectores do acelerador de partículas. (Foto: Iberê Thenório/G1)

O G1 visitou nesta segunda-feira a sala de controle instalada nos laboratórios da Universidade Estadual Paulista (Unesp), na capital do estado, onde os físicos comemoravam o sucesso da primeira colisão de prótons realizada pelo LHC, registrada em oito monitores que mostram detalhes da experiência. A outra sala de controle fica nos laboratórios da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

Entre as grandes perguntas que o LHC – considerada a maior experiência científica da história – deverá responder está a comprovação real de uma micropartícula chamada de bóson de Higgs, que explicaria o porquê da existência da massa das matérias.

Participação brasileira


Rede de computadores da Unesp será responsável por analisar parte dos dados gerados pelo LHC. (Foto: Iberê Thenório/G1)

O professor Sérgio Novaes, professor do Instituto de Física Teórica da Unesp, conta que essa partícula não irá aparecer de repente, mostrada em um dos monitores do seu laboratório. “Depois das colisões, os dados são enviados e analisados pelas instituições participantes”, explica.

É aí que entra a contribuição da Unesp para o experimento. A universidade tem uma rede de computadores que irá processar parte da massa de dados gerada durante as centenas de milhares de colisões de prótons que começaram a ocorrer a cada segundo dentro do LHC.

De acordo com Novaes, nos próximos 18 meses a máquina instalada no subsolo europeu deverá gerar um exabyte de informação. Esse número corresponde a um trilhão de gigabytes. Para armazenar tanta informação seriam necessários cerca de cinco milhões de computadores domésticos.



Imagem gerada pelo detector CMS mostra partículas se espalhando após colisão de prótons. Para conseguir estilhaçá-los, o LHC acelera feixes de prótons no vácuo a uma velocidade próxima à da luz. Como 'pista de corrida' usa-se um túnel subterrâneo de 27 km de diâmetro onde a temperatura é de -271°C. (Foto: CMS/Reprodução)


“Eventos que mostram o bóson de Higgs são muito raros, por isso é necessário gerar muitos dados, repetir muitas vezes o experimento para ter segurança do que está ocorrendo”, esclarece o físico Sérgio Lietti, do Núcleo de Computação Científica da Unesp.

terça-feira, 30 de março de 2010

LHC promove as primeiras colisões de partículas 'de laboratório' da história


Acelerador conseguiu fazer feixes de prótons trombarem a energia recorde.   Megatúnel de 27 km é o maior experimento da física de todos os tempos.

Do G1, com informações de agências internacionais


Cientistas do Cern celebram nesta terça-feira (30) o sucesso da experiência com o LHC, próximo à cidade suíça de Genebra. (Foto: AFP)

Cientistas anunciaram ter conseguido nesta terça-feira (30) às 8h06 (hora de Brasília), pela primeira vez, a colisão de feixes de prótons no acelerador gigante de partículas LHC. “Muitas pessoas esperaram muito tempo por este momento, mas sua paciência e dedicação está começando a render dividendos", comemorou Rolf Heuer, diretor-geral da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em francês, a instituição responsável pelo LHC).

O maior experimento científico do mundo consiste em colidir partículas no nível mais alto de energia já tentado, recriando as condições presentes no momento do Big Bang, que teria marcado o nascimento do universo, 13,7 bilhões de anos atrás.

O Grande Colisor de Hádrons (LHC), situado em um túnel subterrâneo circular de 27 quilômetros de extensão sob a fronteiro franco-suíça, começou a circular partículas em novembro passado, depois de ser fechado em setembro de 2008 por causa de superaquecimento.



Um dos detectores do LHC (Foto: Maximilien Brice / Cern 16-06-2008)


A experiência teve sucesso depois de duas tentativas frustradas durante a madrugada. De acordo com os pesquisadores, ela abre portas para uma nova fase da física moderna, ajudando a responder muitas perguntas sobre a origem do universo e da matéria.

As colisões múltiplas a uma energia recorde (7 TeV, ou 7 trilhões de eletronvolts) criam "Big Bangs em miniatura", produzindo dados que milhares de cientistas passarão anos futuros analisando.

Acelerar prótons a 7 trilhões de eletronvolts significa que eles correm a 99,99% a velocidade da luz (cerca de 300 mil km por segundo), ou 11 mil voltas por segundo no megatúnel de 27 km.



Equipe de cientistas envolvidos nas experiências do Grande Colisor de Hádrons (Foto: Maximilien Brice / Cern 16-12-2009)


*Com informações da France Presse e da Agencia EFE

segunda-feira, 29 de março de 2010

Foto inédita de Mimas, uma das luas de Saturno, lembra Pac-Man


Referências pop - Imagens de uma das luas de Saturno lembram a Estrela da Morte de Guerra nas Estrelas e o game clássico Pac-Man (Foto: Nasa / JPL / Goddard / SWRI / SSI)

Do G1, em São Paulo - O mapa de temperatura com a maior resolução já obtida de Mimas, uma das luas de Saturno, trouxe uma surpresa para os cientistas da Nasa, a agência espacial americana. Obtida pela sonda Cassini, a imagem lembra Pac-Man, game clássico dos anos 80, prestes a devorar um biscoito ou algo que o valha. Mimas, uma lua pequena e gelada, também aparece na imagem à direita, em luz visível. Essa imagem também foi alvo de comparações, desta vez com a Estrela da Morte de “Guerra nas Estrelas”.


Veja também:
Sonda flagra luas de Saturno em novos ângulos

A Cassini foi lançada em 15 de outubro de 1997. O nome é uma homenagem ao italiano Jean-Dominique Cassini (1625-1712), que descobriu 4 das dezenas de luas de Saturno: Jápeto (ou Iapetus), Reia (ou Rhea), Tétis (ou Tethys) e Dione. Com 5,6 toneladas, a Cassini chegou a Saturno em meados de 2004, após sete anos de viagem. A sonda completou um período inicial de quatro anos de missão em junho de 2008. Como continuou plenamente operacional depois disso, está fazendo ‘hora-extra’ desde então, com sucesso.

sábado, 20 de março de 2010

Una 'corriente de fuego' en el Sol adquiere velocidad

Noticias Científicas de la NASA

Una "corriente de fuego" masiva en el Sol comenzó a moverse a altas velocidades, sorprendiendo así a investigadores y desafiando algunos modelos existentes del ciclo solar.

TODO EL REPORTAJE en

http://ciencia.nasa.gov/headlines/y2010/12mar_conveyorbelt.htm?list1027835

Este es un servicio gratuito.

Página principal: http://ciencia.nasa.gov/

¿El terremoto de Chile movió el eje de la Tierra?

Noticias Científicas de la NASA

El terremoto de magnitud 8,8 que ocurrió el mes pasado en Chile fue tan fuerte que podría haber movido el eje de la Tierra.

TODO EL REPORTAJE en

http://ciencia.nasa.gov/headlines/y2010/11mar_figureaxis.htm?list1027835

Este es un servicio gratuito.

Página principal: http://ciencia.nasa.gov/

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...