sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Nasa lança missão a Júpiter nesta sexta-feira

Do G1, em São Paulo -  A Nasa lança nesta sexta-feira (5) a sonda espacial Juno rumo a Júpiter. A missão tem por objetivo estudar a atmosfera do gigante gasoso para entender melhor a formação do planeta e do próprio Sistema Solar.    O lançamento pode ocorrer entre 12h34 e 13h33 (horário de Brasília). Se as condições meteorológicas impedirem a decolagem, a janela de oportunidade fica aberta até o próximo dia 26..


A Juno vai viajar por cinco anos até chegar ao planeta, em julho de 2016. Lá, vai ficar um ano (terrestre) fazendo imagens e análises – ao todo, serão completadas 33 órbitas antes da nave espacial se chocar contra o planeta.
Júpiter é o maior de nossos vizinhos, onze vezes maior do que a Terra e com uma massa maior que duas vezes todos os outros planetas juntos. Assim como Saturno, Urano e Netuno, ele é gasoso – ao contrário de Terra, Marte, Vênus e Mercúrio.
Entre suas missões, a Juno deve determinar a composição da atmosfera do planeta e exatamente quanta água existe por ali. A sonda também vai estudar os pólos e o campo magnético de Júpiter.

Composição artística mostra a sonda espacial em órbita de Júpiter (Foto: NASA/JPL)

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

“O programa de exploração de Marte da Nasa continua nos trazendo mais perto de determinar se o planeta vermelho pode abrigar alguma forma de vida”, disse o administrador da agência, Charles Bolden.

Do G1, em São Paulo - A bela e aparentemente plana superfície lunar que observamos de nossas janelas é muito diferente da que os astronautas das missões Apollo viram quando passaram pelo lado oculto do satélite. A região que não conseguimos observar da Terra é montanhosa e possui uma crosta muito mais espessa. Agora, um estudo feito nos Estados Unidos propõe uma explicação para tamanha diferença: uma colisão com uma minilua teria causado a formação da cadeia de montanhas desse lado.

Por causa da relação entre as gravidades da Terra e a da Lua, a rotação lunar demora praticamente o mesmo tempo que ela leva para dar uma volta em torno da Terra. O resultado é que o satélite mostra sempre o mesmo lado para nós.


Ilustração mostra como teria ocorrido colisão entre as duas luas (Foto: Martin Jutzi and Erik Asphaug )

Uma das teorias que tentam explicar a origem da Lua indica que um objeto do tamanho de Marte teria colidido com a Terra logo no início da formação do Sistema Solar. Os detritos do encontro teriam formado a Lua.

Agora, os pesquisadores da Universidade da Califórnia em Santa Cruz sugerem que uma outra lua, menor, teria se formado durante o mesmo evento. As duas teriam dividido a órbita até colidirem no lado oculto.

Os cientistas Erik Asphaug e Martin Jutzi fizeram simulações no computador para testar a explicação. Os resultados foram publicados nesta quinta-feira (4) na revista especializada Nature.

Sonda detecta fluxo de água em Marte

Do G1, em São Paulo - A sonda espacial Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) encontrou evidências de que água corre em Marte durante períodos de calor, divulgou a agência espacial americana (Nasa) nesta quinta-feira (4) em um estudo publicado na revista especializada Science.As fotografias mostram estruturas escuras e compridas no solo marciano durante a primavera e o verão do planeta. No inverno, elas desaparecem e retornam na primavera seguinte.
“A melhor explicação até agora é o fluxo de água salgada”,

Imagem feita a partir de fotografias de satélite e modelos 3-D mostra as marcas feitas pelo fluxo de água em cratera de Marte (Foto: NASA/JPL-Caltech/Univ. of Arizona)

De acordo com os pesquisadores, o fluxo de água explica a formação das estruturas. Se ela for salgada, explica por que congela mais tarde do que seria esperado. Água pura congelaria na temperatura local, mesmo no verão.
A descoberta é o mais perto que os cientistas já chegaram de encontrar água líquida no planeta. Água congelada foi detectada perto da superfície em diversos pontos.

“O programa de exploração de Marte da Nasa continua nos trazendo mais perto de determinar se o planeta vermelho pode abrigar alguma forma de vida”, disse o administrador da agência, Charles Bolden.


Fotografias da MRO mostram evolução das marcas feitas ao longo das estações em Marte (Foto: NASA/JPL-Caltech/Univ. of Arizona)

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Telescópio Herschel encontra moléculas de oxigênio no espaço

Do G1, em São Paulo -O Observatório Espacial Herschel, uma missão da Agência Espacial Europeia (ESA) e da agência espacial americana (Nasa), divulgou nesta segunda-feira (1º ) a primeira descoberta de moléculas de oxigênio no espaço.


Moléculas de oxigênio encontradas pelo telescópio Herschel em Órion
  (Foto: JPL-Caltech/ESA/Nasa)

Segundo os pesquisadores, o telescópio encontrou as moléculas na nebulosa de Órion, presos em pequenas partículas de gelo ao redor de poeira espacial.
As moléculas teriam sido formadas depois que as estrelas aqueceram o gelo, liberando água, convertida em oxigênio.
Embora átomos de oxigênio individuais sejam comuns, especialmente ao redor de estrelas, moléculas como as da Terra ainda não haviam sido descobertas, segundo a agência americana.
“O oxigênio foi descoberto nos anos 1770, mas levamos mais de 230 anos para finalmente poder dizer com certeza que essa simples molécula existe no espaço”, afirmou Paul Goldsmith, cientista do projeto da Nasa no laboratório de Propulsão a Jato, em Pasadena, na Califórnia, que publicou os resultados da descoberta na revista especializada Astrophysical Journal.
Astrônomos procuraram por moléculas no espaço por décadas. O telescópio Odin encontrou a molécula em 2007, mas a descoberta não pôde ser confirmada.
“Isso explica onde parte do oxigênio estava escondido”, diz Goldsmith. “Mas nós não encontramos grandes quantidades, e ainda não entendemos o que há de tão especial sobre os lugares onde o encontramos. O Universo ainda esconde muitos segredos.”
O objetivo é continuar procurando por moléculas nas áreas de formações de estrelas. “O oxigênio é o terceiro elemento mais comum no Universo e suas moléculas devem ser comuns no espaço”, diz Bill Danchi, cientista da Nasa em Washington que trabalha no projeto. “O Herschel está fornecendo uma uma ferramenta poderosa para desvendar esse mistério.”


Gráfico ilustra onde os astrônomos encontraram as moléculas no espaço, na nebulosa de Órion
(Foto: JPL-Caltech/ESA/Nasa)

Nasa divulga novas imagens de sonda na órbita do asteroide Vesta

Do G1, em São Paulo - A agência espacial norte-americana (Nasa) divulgou nesta segunda-feira (1º) novas imagens da sonda espacial Dawn na órbita do asteroide Vesta. Em uma delas, a a sonda registrou crateras que foram apelidadas de 'homem de neve'.

As observações vão fornecer dados sem precedentes para ajudar os cientistas a entender melhor o Sistema Solar. Os dados também ajudarão a pavimentar o caminho para futuras missões espaciais.
Vesta tem aproximadamente 530 km de diâmetro e é o objeto com a segunda maior massa no cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter. Os pesquisadores da sonda divulgaram nesta tarde imagens de Vesta tiradas no dia 24 de julho:
Crateras apelidadas de 'homem de neve' são registradas pela sonda Dawn no asteroide Vesta
(Foto: JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA/Nasa)
Imagens da sonda Dawn realizadas no asteroide Vesta
 (Foto: JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA/Nasa)

Telescópio flagra 96 aglomerados de estrelas escondidos na Via Láctea

Rosanne D'Agostino - Do G1, em São Paulo - O telescópio Vista, do Observatório Europeu do Sul (ESO), flagrou o maior número de aglomerados estelares abertos já encontrado na Via Láctea. São 96 conjuntos que estavam escondidos atrás da poeira cujas imagens foram divulgadas nesta quarta-feira (3) pelo observatório.

“Os aglomerados ajudam a entender a evolução da Via Láctea. Essa descoberta vai complementar, e muito, as varreduras que já existem, porque vai muito mais fundo”, afirma Bruno Dias, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo, brasileiro que faz parte do subgrupo de pesquisa desses aglomerados.

Segundo Dias, são estrelas jovens, entre 5 milhões e e 100 milhões de anos, que estão em regiões de formação de estrelas. “É a maior amostra já feita de uma só vez e mais homogênea. Isso é muito útil para tirar as conclusões e ter uma estatística.”

Imagens do telescópio Vista mostram aglomerados de estrelas que devem ajudar a entender formação da Via Láctea    (Foto: J. Borissova/ESO)

A descoberta ocorre um ano após o início do programa de observação da Via Láctea pelo Vista(VVV). O resultado da pesquisa, de astrônomos de diversos países, incluindo o Brasil, será publicado na revista Astronomy & Astrophysics. Esta é a primeira vez que tantos aglomerados pequenos e pouco brilhantes foram encontrados de uma só vez.

“Ela mostra o potencial do Vista para achar aglomerados de estrelas, especialmente esses escondidos em poeira de regiões de formação de estrelas na Via Láctea. O Vista vai mais profundamente do que outras buscas”, afirma Jura Borissova, autora principal do estudo.

A maioria das estrelas com mais da metade da massa de nosso Sol se forma em grupos, chamados aglomerados. Esses aglomerados são os blocos que formam as galáxias e vitais para sua evolução. Em regiões de poeira, eles são invisíveis, mas não para o infravermelho do Vista.

O maior telescópio dedicado ao mapeamento do céu foi montado no Observatório Paranal, no deserto do Atacama, norte do Chile. “Para rastrear os aglomerados de estrelas jovens, nos concentramos nas áreas de formações de estrelas. Em regiões que pareciam vazias em uma visualização prévia o Vista conseguiu detectar muitos novos objetos”, complementa o cientista Dante Minniti, do VVV.

Por meio de um software específico, a equipe conseguiu remover o primeiro plano de estrelas para poder contar as realmente pertencentes aos aglomerados. “Descobrimos que a maioria dos aglomerados é muito pequeno e têm apenas entre 10 e 20 estrelas”, explica o cientista Radostin Kurtev, também membro do grupo de pesquisadores.

Cerca de 2.500 aglomerados foram encontrados até hoje na Via Láctea, mas astrônomos estimam que outros 30 mil permaneçam escondidos entre poeira e gás.

Astronauta faz foto do 'pôr-da-Lua' visto do espaço

Do G1 em São Paulo - O astronauta Ronald Garan, parte da tripulação da Estação Espacial Internacional, tuitou no final de semana uma imagem do "pôr-da-Lua" feita do espaço. Nesta quarta-feira (3), a fotografia foi selecionada para a galeria de "imagens do dia" da Nasa.
O nascer e o pôr-do-Sol e da Lua são ocorrências cotidianas na estação espacial. Como o complexo completa uma volta em torno da Terra a cada 90 minutos, os astronautas podem apreciar a vista 16 vezes por dia.

Pôr-da-Lua foi fotografado pelo astronauta Ronald Garan (Foto: Nasa)

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Telescópio espacial flagra buraco negro em ação

Imagem ajuda a entender comportamento do corpo celeste.   Buraco negro está em galáxia a 32 milhões de anos-luz da Terra.

Do G1, em São Paulo - O Telescópio Espacial Chandra fez a primeira imagem em raios-X de gás cósmico sendo absorvido por um buraco negro. A fotografia ajuda astrônomos a entender o crescimento e o comportamento dos buracos negros, segundo a agência espacial americana (Nasa).

O buraco negro estudado fica no centro de uma grande galáxia a 32 milhões de anos-luz da Terra, conhecida como NGC 3115.

Estudos anteriores já tinham mostrados material sendo sugado pelo buraco, mas nunca antes uma imagem tinha deixado tão claro que se tratava de gás quente. Isso empolga os cientistas porque ajuda a medir o tamanho do buraco negro: ele tem uma massa cerca de dois milhões de vezes maior do que o nosso Sol.


Imagem detalha o buraco negro no centro da galáxia NGC 3115
(Foto: NASA/CXC/Univ. of Alabama/K. Wong et al; Optical: ESO/VLT)

Nasa divulga ilustração de asteroide próximo à órbita da Terra

Sonda Neowise descobriu primeiro asteroide Trojan orbitando o Sol.  A Terra está a 24 mil km de distância do corpo celeste.

Do G1, em São Paulo


Esta ilustração conceitual divulgada pela Nasa mostra o primeiro asteroide Trojan conhecido, que foi descoberto pela sonda Neowise. A sonda caçadora de asteroides faz parte da missão Wise. O asteroide, em cinza, tem a órbita bem definida e pelos próximos cem anos deve se manter a pelo menos 24 mil quilômetros de distância da Terra. A órbita da Terra é representada pelos pontos azuis. A ilustração não foi feita em escala real. (Foto: Paul Wiegert/Nasa/AP)

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Nasa lança missão a Júpiter em 5 de agosto

Sonda Juno vai investigar a formação do planeta gasoso.Nave deve chegar ao planeta em 2016.

Do G1, em São Paulo - A Nasa decidiu lançar sua missão a Júpiter no dia 5 de agosto. A sonda espacial Juno deve chegar ao maior planeta do Sistema Solar daqui cinco anos, em 2016. O objetivo é investigar a origem, a estrutura e atmosfera do gigante gasoso. E fazer belas imagens em close do planeta. Os cientistas esperam ter, pela primeira vez, fotografias detalhadas dos pólos de Júpiter.


Composição artística mostra a sonda espacial em órbita de Júpiter
 (Foto: NASA/JPL)

O lançamento da nave pode ocorrer entre 12h34 (horário de Brasília) até 13h33. Se as condições climáticas não permitirem, a janela de oportunidade para a decolagem fica aberta até dia 26 de agosto.

Os cientistas esperam que a nave ajude a entender a formação do Sistema Solar. Júpiter é o maior planeta de nossa vizinhança, onze vezes maior do que a Terra e com uma massa maior que duas vezes todos os outros planetas juntos. Assim como Saturno, Urano e Netuno, ele é gasoso – ao contrário de Terra, Marte, Vênus e Mercúrio.

Ao todo, a nave deve fazer 33 órbitas – o que deve durar até 2017. Ao fim de seu trabalho, ela vai cair no planeta.

Entre suas missões, a Juno deve determinar a composição da atmosfera do planeta e exatamente quanta água existe por ali. A sonda também vai estudar os pólos e o campo magnético de Júpiter.

Chuva em lua de Saturno explica mistério de origem da água no planeta

Cientistas descobriram de onde vem a água na atmosfera.    O satélite Encélado ‘chove’ água no planeta.

Do G1, em São Paulo - Um mistério de 14 anos, a origem da água na atmosfera de Saturno, foi explicado pelos cientistas nesta semana após uma análise de uma das mais de 60 luas do planeta: Encélado. O satélite recoberto de gelo “chove” no planeta abaixo, afirmam os pesquisadores.


Encélado 'derramando' água em imagem feita pelo telescópio espacial Herschel
(Foto: NASA/JPL/Space Science Institute )

Há quase uma década e meia, os astrônomos investigavam a origem do vapor de água na atmosfera de Saturno. Agora, o telescópio espacial Herschel observou um verdadeiro anel de vapor em volta do planeta, com um formato consistente com a órbita de Encélado.

É a primeira vez que algo do tipo é observado no Universo. Nunca antes foi detectada uma lua capaz de alterar a composição química de seu planeta.

O sexto maior satélite de Saturno, Encélado é muito estudado por ser um dos melhores candidatos no Sistema Solar para abrigar vida. Com sua superfície recoberta por gelo e intensa atividade vulcânica, a lua derrama cerca de 250 quilos de vapor de água por segundo. Cerca de 5% disso acaba caindo no planeta – o resto ou se perde no espaço ou se congela nos anéis de Saturno.


Imagem mostra a água saindo da lua e alimentando o anel E de Saturno
(Foto: NASA/JPL/Space Science Institute )

Fotografia espacial revela símbolo do infinito no coração da Via Láctea

Estrutura tem mais de 600 anos-luz de comprimento.   Local é berçário para novas estrelas.

Do G1, em São Paulo - Uma imagem feita pelo telescópio espacial Herschel intriga cientistas pelo seu teor quase místico: o formato do símbolo do infinito bem no centro da nossa galáxia, Via Láctea. A informação é do site espespecializado Space.com.

A estrutura de 600 anos luz de comprimento é feita de gás e é onde os astrônomos sabem que ocorrem os nascimentos de novas estrelas. E embora os cientistas já tenham feito fotografias de partes desse anel retorcido antes, essa foi a primeira vez que eles conseguiram uma imagem detalhada dele inteiro.



Imagem no centro da Via Láctea parece um anel torcido como o símbolo do infinito
(Foto: Nasa/ESA/JPL)

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