sexta-feira, 19 de junho de 2009

Torna il mistero dell'acqua


Scoperto da un ricercatore italiano, l'invaso risale a tre miliardi e quattrocento milioni di anni fa. Aveva una dimensione superiore a quello di Como


di Luigi Bignami
La Repubblica


Se potessimo far tornare indietro il tempo di 3 miliardi e 400 milioni di anni e puntassimo i telescopi verso Marte, avremmo l'opportunità di osservare almeno un lago d'acqua più grande di quello di Como, con tanto di spiagge. Quel lago, in quell'epoca, occupava infatti una superficie minima di 195 km quadrati, ma arrivava a estendersi fino a 212 km quadrati. La scoperta è stata realizzata da Gaetano di Achille, ricercatore all'Università del Colorado (Usa) ed è stata pubblicata sulla rivista Geophisical Research Letters. E' la prima volta che l'analisi di immagini riprese da una delle sonde che ruotano attorno al Pianeta Rosso mette in luce con tanta chiarezza la presenza di antiche rive lacustri. L'invaso, lungo 57 km, si trovava in una valle che si distende per 1.300 km, nota come Shalbataba Vallis e larga mediamente una ventina di chilometri. Essa drenava le acque che giungevano da un immenso bacino che si trova a nord, noto come Chryse Planitia. Spiega di Achille: "In certi punti il lago raggiungeva una profondità di 450 m e al suo interno vi erano gigantesche conoidi". L'invaso era alimentato da un corso d'acqua con una portata paragonabile alla quantità che possiede un fiume terrestre di medie dimensioni. Nonostante siano più di uno i laghi e i mari che, stando a diverse ricerche, si svilupparono sulla superficie di Marte, fino ad oggi non ve ne era alcuno che mostrasse evidenze così chiare della sua morfologia e della sua storia. L'erosione causata dal vento, dalla caduta di meteoriti e da eruzioni vulcaniche possenti, infatti, è stata fatale, in un arco di tempo di miliardi di anni, per la maggior parte delle strutture morfologiche lacustri.

Shalbataba Vallis invece è stata preservata da tutto ciò, e grazie alle immagini riprese dalla sonda della Nasa Mars Reconnaissance Orbiter (da 300 km di quota in grado di osservare oggetti anche soli 30 cm) si è riusciti ad identificare le coste, i delta e gli strati sedimentari lasciati dall'acqua del lago. Sembra che esso abbia terminato la sua esistenza in un arco di tempo assai breve, in quanto non si osservano coste via via sempre più basse. Continua di Achille: "Vi sono due possibili spiegazioni. Un repentino cambiamento climatico oppure un forte abbassamento della temperatura che ghiacciò il lago, il cui ghiaccio poi, sublimò (passò da solido a vapore, senza passare allo stato liquido) completamente, impedendo la formazione delle coste". Questo confermerebbe precedenti studi che vogliono che nel periodo geologico marziano chiamato Hesperiano, a epoche della durata di migliaia di anni con un clima quasi terrestre, se ne alternavano altre assai più rigide". La presenza di acqua sulla superficie di Marte si sta connotando con sempre maggiori dettagli. Per quella che fu presente miliardi di anni fa, vi è la testimonianza di giganteschi fiumi ed ora di laghi che coprirono grandi aree del pianeta, per quella attuale invece le testimonianze sono legate alla presenza di ghiaccio certo non solo in prossimità del Poli marziani, ma anche a pochi metri sotto la superficie, in vari punti del pianeta. C'è però da ricordare che acqua liquida potrebbe sgorgare da geyser che sono stati fotografati attorno a vari crateri, la cui acqua però sublima nell'arco di pochi minuti. Una serie di immagini riprese dalla sonda Phoenix scesa l'anno scorso in prossimità del Polo Nord, infine, mostra chiaramente la presenza di goccioline di acqua liquida accrescersi sulle zampe della sonda stessa. Il fatto che essa possa essere rimasta liquida nonostante le temperature rigidissime è spiegabile grazie alla presenza di una grande quantità di sali che ne hanno abbassato il punto di congelamento.

(19 giugno 2009)

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Nasa cancela lançamento de Endeavour devido a vazamento

A Nasa adiou o lançamento do ônibus espacial Endeavour, que estava previsto para esta quarta-feira (17), depois de descobrir um vazamento potencialmente perigoso durante o reabastecimento da nave. Um representante da agência afirmou que o ônibus espacial será lançado apenas no dia 11 de julho. A nave estava pronta para o lançamento no Centro Espacial Kennedy, na Flórida. A declaração divulgada pela Nasa informou que, por volta das 01h55 (horário local), os responsáveis pelo ônibus espacial "cancelaram o lançamento do ônibus espacial Endeavour em sua missão STS-127". "Apesar dos esforços para descobrir quais eram os problemas, os engenheiros não conseguiram diminuir o vazamento de hidrogênio líquido." Este é o segundo adiamento do lançamento da Endeavour, segundo a correspondente da BBC Sarah Rainsford. O ônibus espacial decolaria no último sábado, dia 13 de junho, mas as autoridades detectaram o vazamento de hidrogênio, muito inflamável. Apesar de a nave ter sido consertada o problema voltou a aparecer e a Nasa decidiu adiar o lançamento até o mês de julho.

Entrega
A Endeavour deveria entregar uma parte de um laboratório japonês para a Estação Espacial Internacional. Quando a missão for retomada, os astronautas terão de fazer cinco caminhadas no espaço para encaixar uma plataforma permanente que pesa 1,9 tonelada ao laboratório japonês. Durante a missão, a Estação Espacial Internacional vai abrigar temporariamente 13 astronautas, a primeira vez que a estação recebe tantos astronautas de uma só vez. E, ainda nesta quarta-feira, um comitê em Washington realizará uma audiência pública para analisar os planos americanos de viagens tripuladas ao espaço. O comitê vai analisar as propostas da Nasa para a substituição da frota de ônibus espaciais e também os planos da agência para voos espaciais tripulados. O presidente Barack Obama já destacou o compromisso americano de voltar à Lua até o ano de 2020.

BBC

sábado, 13 de junho de 2009

Nasa suspende lançamento do 'Endeavour'


O ônibus espacial Endeavour, que teve o lançamento adiado (Foto: Reuters)


Suspensão foi causada por um vazamento de hidrogênio.Diretores da missão devem definir uma nova data para o lançamento.

Da EFE

A Nasa suspendeu o lançamento do ônibus espacial "Endeavour", previsto para este sábado (13) para uma missão de 16 dias à Estação Espacial Internacional (ISS), após detectar um vazamento de hidrogênio.

Em comunicado, a Nasa explicou que o vazamento de combustível, descoberto na madrugada (local) deste sábado durante a operação de reabastecimento, é similar ao que atrasou uma viagem do "Discovery" há alguns meses.

Os diretores da missão "se reunirão esta manhã para decidir os próximos passos, entre eles fixar uma nova data de lançamento".

O "Endeavour" tinha previsto entregar e instalar os últimos módulos do laboratório científico Kibo durante cinco caminhadas espaciais, levar novos equipamentos ao complexo e substituir um dos ocupantes da ISS.

Trata-se do engenheiro japonês Kohichi Wakata, que voltará à Terra como tripulante do "Endeavour" depois de permanecer quatro meses na ISS.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Eclipse ajuda cientistas a identificar 'assinatura' de planetas como a Terra


Imagem mostra o Sol parcialmente ofuscado pela Terra, emitindo a 'assinatura' detectada pelos cientistas (Foto: Divulgação)


Pesquisadores analisaram luz emanada da Lua durante eclipse lunar.Com isso, descobriram como seria a 'assinatura' da Terra, vista de longe.

Salvador Nogueira
Do G1, em São Paulo

Os eclipses lunares são tidos hoje como ótimos espetáculos visuais para os interessados por astronomia, mas dificilmente são vistos como algo que possa render resultados científicos importantes. Pois um grupo de pesquisadores espanhóis acaba de mudar isso, com um estudo que deve ajudar até a procurar planetas similares à Terra fora do Sistema Solar. O grupo de Enric Pallé, do Instituto de Astrofísica das Canárias, em Tenerife, na Espanha, obteve, durante um eclipse lunar observado em 16 de agosto de 2008, o que seria a "assinatura" da atmosfera terrestre, se vista de longe, conforme o planeta passasse à frente do Sol, com relação a um observador distante. Em outras palavras, eles identificaram os traços luminosos que seriam captados por um ET, caso ele estivesse em outro sistema planetário, apontando um poderoso telescópio na nossa direção. A essa assinatura específica é dado o nome de espectro, que equivale à separação da luz vinda de um objeto em suas cores componentes. A partir de marcas nesse padrão de cores separadas, é possível identificar vários dos compostos presentes no ponto de origem da luz. Com o espectro da Terra, por exemplo, é possível identificar a presença de substâncias como oxigênio, nitrogênio e vapor d'água na atmosfera. Segundo os cientistas, é possível até observar características da ionosfera terrestre -- camada da atmosfera marcada pela presença de moléculas polarizadas. A obtenção do chamado espectro de transmissão da Terra foi possível durante um eclipse lunar porque nesse momento a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, bloqueando a maior parte da luz solar. O que sobra -- e ilumina a Lua -- é a luminosidade do Sol que atravessa a atmosfera terrestre e vai parar na superfície lunar. Analisando essa luz, portanto, é possível calcular como é o espectro da Terra, visto da Lua. E o melhor de tudo: muitos dos planetas descobertos fora do Sistema Solar passam à frente de suas estrelas, com relação à Terra. Assim, o espectro que os astrônomos captam deles são equivalentes ao obtido agora do nosso planeta pelos cientistas. Moral da história: é possível compará-los, para identificar quão parecido um planeta fora do Sistema Solar é com a Terra. Com a descoberta de mais e mais planetas, é possivelmente questão de tempo até que encontremos um que tem uma assinatura parecida com a que a Terra emite. Isso, muito provavelmente, será sinal de que há vida naquele mundo distante. O estudo de Pallé e seus colegas está na última edição do periódico científico "Nature".

Recém-nascidas no centro da Via Láctea


Finalmente acharam. todo mundo sabia que era possível, que elas deveriam estar lá, mas cadê? Onde estão as estrelas recém-nascidas no centro da Via Láctea?

O centro de nossa galáxia é povoado por estrelas, gás, poeira e bem no seu centro, um buraco negro supermassivo. As condições são para lá de caóticas: ventos estelares intensos, violentas ondas de choque e outros fatores que só tornam a formação de novas estrelas mais difícil. Mas mesmo em ambientes conturbados assim, estrelas devem se formar. Então é fácil, basta olhar para o centro da galáxia e estudá-las. Só que justamente o centro é um dos lugares na Via Láctea mais afetados pelo obscurecimento causado pela poeira. Além do fato de ser um local relativamente distante, a 24 mil anos-luz. Até hoje, ninguém tinha de fato apontado uma estrela recém-nascida por lá.

Na verdade até o último dia 10 de junho. Uma equipe de astrônomos liderada por Kris Sellgren usou o telescópio espacial Spitzer (antes que ele encerrasse parte de suas operações) para encontrar estrelas bem jovens. Estrelas mais velhas, digamos na adolescência, já são conhecidas há algum tempo, mas as recém-nascidas, com no máximo, um milhão de anos, ainda não tinham sido encontradas.

Uma outra dificuldade é que as recém-nascidas se parecem muito com as estrelas velhas e frias, gigantes ou supergigantes. Estrelas desse tipo são muito comuns no centro da Via Láctea. Para se ter uma ideia, o catálogo inicial analisado tinha pelo menos um milhão de candidatos! Sellgren e sua estudante de doutorado selecionaram 100 suspeitas e no final encontraram apenas 3! Uma agulha no palheiro, ou na verdade 3 agulhas, como disseram as pesquisadoras.

As pesquisas prosseguem e todo o time da Universidade de Ohio espera encontrar mais estrelas assim. Elas vêm comprovar as teorias que dizem que estrelas conseguem se formar mesmo nos ambientes mais inóspitos do universo e também completa o álbum de família. Estrelas jovens, velhas e buraco negro, faltavam as mais jovens de todas.

por Cássio Barbosa em 12 de junho de 2009 às 14:07
Observatório

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Terra pode vir a colidir com outro planeta no futuro, alerta simulação

Dupla usou supercomputador para simular futuro do Sistema Solar.Chance de 'bagunça' é de 1% nos próximos 5 bilhões de anos.

Salvador Nogueira Do G1, em São Paulo

A conclusão do estudo é de lascar. Ou melhor, de Jacques Laskar, astrônomo do Observatório de Paris. Ele e Mickael Gastineau realizaram uma ambiciosa simulação de computador para mostrar o destino dos planetas do Sistema Solar ao longo dos próximos 5 bilhões de anos -- tempo de vida estimado do Sol antes de se tornar uma gigante vermelha. E o resultado é que existe 1% de probabilidade de que ocorra uma bagunça grande entre os chamados planetas terrestres: Mercúrio, Vênus, Terra e Marte. Em muitas dessas simulações catastróficas, a Terra se dá muito mal.



Concepção artística de uma colisão entre a Terra e Marte (Foto: CNRS/Divulgação)

Os pesquisadores fizeram 2.501 simulações do futuro do Sistema Solar. Como a dinâmica gravitacional entre os diversos corpos é muito complexa, fazer um cálculo sobre o que vai acontecer nos próximos 5 bilhões de anos é extremamente difícil. Somente com aproximações e integrações, feitas por supercomputadores, é possível chegar a alguma conclusão. No caso, a dupla usou o supercomputador JADE, do Centro de Computação Nacional Francês (Cines). Os resultados, na verdade, foram animadores. Na imensa maioria das circunstâncias, todos os planetas seguirão girando obedientemente em órbitas muito similares às atuais, até o Sol atingir o seu triste fim. Entretanto, em cerca de 1% das simulações, um fato desagradável aconteceu: uma interação específica entre Júpiter e Mercúrio fez com que o pequenino planeta, o mais próximo do Sol, adotasse uma órbita altamente achatada. E, quando isso acontecia, a chance de bagunça generalizada entre os planetas terrestres aumentava muito. Quando o resultado imediato desse achatamento era uma colisão entre Mercúrio e o Sol, ou Mercúrio e Vênus, o problema ficava contido por ali. Mas, se por acaso essa órbita achatada durasse tempo suficiente, podia levar a colisão de Vênus ou Marte com a Terra! Várias simulações desse evento mostraram problemas para o nosso planeta. Numa delas, por exemplo, o achatamento acentuado da órbita de Mercúrio resultava numa interação entre os planetas que levava Marte, em 3,4 bilhões de anos, a ficar a apenas 794 km da Terra -- distância que, ainda que não destruísse o planeta, seria suficiente para devastá-lo, pelo efeito de maré violento resultante do encontro celeste. Em versões alternativas, Marte chegou a colidir com a Terra, ou até mesmo ser completamente ejetado do Sistema Solar. Os únicos planetas a ficarem impassíveis diante da bagunça eram os gigantes -- Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Esses têm 100% de segurança pelos próximos 5 bilhões de anos. Os outros quatro terão de se contentar com 99%. Uma boa notícia Para os cientistas, o resultado na verdade se traduz de forma positiva. Simulações mais antigas, que não levavam em conta a teoria da relatividade geral de Einstein na hora de calcular as órbitas, levavam a muito mais instabilidade. "Sem a relatividade geral, mais de 50% das simulações apresentam instabilidades", disse ao G1 Jacques Laskar. "Com a relatividade, só 1% das órbitas ficam altamente instáveis." Os resultados também foram encarados de forma otimista por Gregory Laughlin, astrônomo da Universidade da Califórnia em Santa Cruz que comentou o estudo para o periódico científico "Nature". "Em meio a uma aparentemente infinita torrente de notícias econômicas e ambientais ruins, um despacho do campo da dinâmica celeste soa definitivamente alegre", escreveu. "O trabalho mostra que as órbitas dos planetas terrestres têm 99% de chance de manter seu ritmo de relógio bem ordenado atual pelos 5 bilhões de anos que restam antes que o Sol evolua para uma gigante vermelha e engula todo o Sistema Solar interior."

A incrível supergigante que encolheu!



Betelgeuse é uma estrela brilhante avermelhada na constelação do Órion, vista tipicamente em uma noite de verão. Agora que o inverno está chegando ainda é possível vê-la ao entardecer por alguns minutos sobre o horizonte, a oeste.


Tecnicamente, Betelgeuse é uma supergigante vermelha que, conforme eu já escrevi em um post anterior, está prestes a explodir em supernova. Essa é a conclusão de um trabalho de um colega meu nos EUA, que mostrou que ela pode virar uma supernova até mesmo em 100 ou 200 anos. Considerando que ela está a uma distância de apenas 450 anos-luz, um evento como esse deve produzir um espetáculo à parte.


Se Betelgeuse estivesse no nosso Sistema Solar, ela ocuparia o espaço até a órbita de Júpiter. Por causa disso, e de sua curta distância daqui, essa é uma das (poucas) estrelas cujo raio pode ser medido. Na verdade ela foi a primeira, quando Francis Pease e Albert Michelson, usando um interferômetro em 1921, mediram seu raio como sendo equivalente a quatro vezes a distância Terra-Sol. Desde então, vários astrônomos, usando vários tipos de instrumentos, têm medido o valor do raio de Betelgeuse. E, como era de se esperar, os valores sempre têm uma diferençaentre si. O valor mais aceito atualmente é de cinco vezes a distância Terra-Sol, ou 5 unidades astronômicas.


Só que, desde 1993, Charles Townes, ganhador do Nobel de física pela invenção do laser, tem monitorado o tamanho da estrela com o mesmo equipamento e o mesmo método. Com isso, ele pode garantir que as variações que possam surgir das medidas sejam de fato da estrela. E aí é que começam as surpresas.


Com dados acumulados durante os últimos 15 anos, Townes mostrou nesta terça (9), na reunião da Sociedade de Astronomia Americana, que o raio da estrela já encolheu por volta de 15%. Isso significa que agora Betelgeuse encolheu um valor de tamanho equivalente ao da órbita de Vênus. Mas o encolhimento em tamanho não se reflete em mudança de brilho: durante esses 15 anos não houve mudanças significativas de sua luminosidade.


Ninguém sabe exatamente por que Betelgeuse está encolhendo, mas pode ser mais um sinal de que ela esteja se aproximando dos seus momentos finais. Algumas hipóteses já foram levantadas, tais como movimentos de convecção do gás. Mas, como a teoria que explica os momentos que antecedem uma explosão de supernova ainda é bastante incerta, é bem possível que este seja um dos últimos suspiros da supergigante.

Postado por Cássio Barbosa em 10 de junho de 2009 às 10:12

terça-feira, 9 de junho de 2009

Telescópio montado em balão vai desvendar segredos do Sol


O telescópio Sunrise antes de subir aos céus (Foto: Daniel Duch/La Vanguardia)

Do G1, em São Paulo

O telescópio montado num balão Sunrise ("nascer do Sol"), criado numa parceria entre pesquisadores europeus e grupos da Nasa, subiu em segurança para sua posição a 40 km do solo e já está fazendo observações do Sol. Lançado a partir do Centro Espacial Esrange, na Suécia, o aparelho tem como objetivo observar detalhes da superfície solar com menos de 35 km, em busca de dados relevantes sobre a temperatura e o campo magnético do astro. Tempestades eletromagnéticas solares podem afetar as telecomunicações aqui na Terra.

Formazioni luminose nei cieli d’europa

Uno «sprite»

Si tratta degli «Sprites». Assomigliano a nubi luminose e talvolta vengono scambiati per Ufo .


MILANO - Luci misteriose circolavano nei cieli europei in questi ultimi giorni. Ma indagando i fisici dell’atmosfera hanno spiegato cause e caratteristiche. Nessun mistero, nessun UFO come qualcuno ha subito gridato, dunque. Lo scienziato spagnolo Oscar Van der Velde di Sant Vincenc de Castellet, fisico dell’atmosfera appunto, li ha fotografati e decifrati. Si tratta, ha spiegato, degli «Sprites» e si vedono a grandi altezza. Assomigliano a nubi luminose dalle strane forme che talvolta accendono facilmente la fantasia.


FENOMENI METEO - «Gli sprites ¬ - precisa – sono uno dei tanti fenomeni meteorologici particolari di cui il cielo ci gratifica. Si manifestano a una quota intorno agli 80 chilometri di quota sviluppandosi in due direzioni, prima in basso e poi verso l’alto. Ciò succede quando un fulmine strappa cariche elettriche da una vicina nube generando le condizioni ideali per la formazione luminosa: il tutto dura in media venti millesecondi». Di questi fenomeni si parla da almeno un secolo ma soltanto dal 1989 esiste la prova. In quell’anno, infatti, gli astronauti di una missione shuttle della Nasa li fotografarono più volte.


CACCIATORI DI SPRITES - Da allora si sono addirittura formate delle associazioni di «Sprite chasers», cacciatori di sprites, che sorvegliano in continuazione il cielo cercando di individuarli e fotografarli. Quando li agguantano lo spettacolo è assicurato e la curiosità soddisfatta con tanto di spiegazioni scientifiche. E senza inutili enigmi. Il cielo è un meraviglioso laboratorio di fenomeni fisico-chimici.


Giovanni Caprara
09 giugno 2009
Corriere della Sera

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Cientistas conseguem observar 'fases' de planeta fora do Sistema Solar


Concepção artística das 'fases' de planeta extra-solar (Foto: Observatório de Leiden)

Quatro séculos atrás, o célebre astrônomo Galileu Galilei ficou famoso por, entre outras coisas, apontar um telescópio na direção de Vênus e constatar que o planeta, magnificado, apresentava fases, iguais às que a Lua apresenta em seu movimento ao redor da Terra. Agora, astrônomos do Observatório de Leiden, na Holanda, fizeram exatamente a mesma coisa, mas com um planeta localizado fora do Sistema Solar. Pode parecer pouca coisa, mas não é. Enquanto Vênus -- o astro observado por Galileu -- é o vizinho mais próximo da Terra e aparece no céu, a olho nu, como um objeto bastante brilhante, o planeta HD 189733b está tão distante que nem mesmo com o auxílio dos mais poderosos telescópios é possível observá-lo com clareza. O objeto em questão está na categoria dos Hot Jupiters, assim chamados porque são gigantescos como Júpiter, mas orbitam muito próximos a suas estrelas-mães, o que faz deles incrivelmente quentes -- inabitáveis, portanto. O feito foi obtido graças ao poder do telescópio espacial CoRoT, satélite franco-europeu que conta com participação brasileira e tem como uma de suas missões principais descobrir planetas fora do Sistema Solar. Ele monitorou o HD 189733b por 55 dias seguidos. Nessas circunstâncias, era impossível observar a luz vinda do planeta evitando a luz proveniente da estrela vizinha. Por conta disso, a descoberta e o monitoramento de planetas pelo CoRoT envolve uma complexa análise da luz vinda daquela região, que permite dizer quando um astro planetário passa à frente da estrela e, com análises subsequentes, observar a contribuição luminosa do planeta para a luz total que chega à Terra. Por meio dessa análise, os cientistas liderados por Ignas Snellen conseguiram detectar uma flutuação gradual da luz vinda do planeta, conforme ele passava pelas fases crescente, minguante e nova. Esta última ocorria durante o chamado "trânsito", quando o planeta passa à frente da estrela. Já a fase cheia, não é visível porque nesse momento o planeta estaria passando atrás da estrela. Os resultados foram publicados na edição desta semana do periódico científico britânico "Nature".


Salvador Nogueira Do G1, em São Paulo

terça-feira, 26 de maio de 2009

Cratera em Marte foi formada por vento e água, sugere jipe

Estudo foi publicado no periódico americano "Science".Resultados reúnem dados coletados por sondas no planeta vermelho.

Henry Fountain
New York Times


Imagem da cratera Victoria feita por jipe robótico da Nasa em Marte (Foto: Nasa)

Aqueles dois rovers em Marte, Spirit e Opportunity, ofereceram muita informação sobre o planeta nos cinco anos em que estiveram rondando sua superfície. A maior parte dos dados diz respeito à questão central do papel desempenhado pela água no passado do planeta, e um novo artigo, publicado na Science, que descreve a exploração da Cratera Victoria pela Opportunity, na Meridiani Planum, uma planície próxima do equador, não é exceção. O texto é de autoria de Steven W. Squyres, um astrônomo da Universidade Cornell, e mais 30 colegas. Ele resume informações divulgadas nos últimos anos e resume o resultado em duas palavras: molhado e ventoso. Ou seja, a água e o vento alteraram o terreno ao redor da cratera assim como em qualquer outro lugar, sugerindo que os processos são regionais em escala. O impacto formador da cratera (que tinha originalmente 600 metros de diâmetro) expeliu rochas sedimentares e expôs camadas de sedimentos ao longo da borda. Porém, há muitas evidências de erosão por vento – a cratera aumentou para cerca de 750 metros, formando entalhos e escarpas pela margem. Além disso, rochas expelidas para fora foram aplainadas e formaram um terreno liso. A Opportunity examinou muitas rochas expostas próximas da borda e uma seção de 10 metros de profundidade chamada de Duck Bay. Assim como na exploração de duas outras crateras, pequenas esferas de hematita, uma forma de óxido de ferro, foram encontradas dentro das rochas e na superfície. Geralmente, as esferas, formadas em condições úmidas, aumentam seu tamanho de acordo com o aumento da profundidade. Isso sugere que as águas subterrâneas (possivelmente mais abundantes com o aumento da profundidade) afetaram os sedimentos. O rover Opportunity continua rodando e agora se dirige para outra cratera. No total, ele já viajou quase dez milhas. O Spirit viajou a metade dessa distância, e agora está preso na areia, do outro lado de Marte.

Astrônomos conseguem flagrar explosão de supernova 'secreta'

Fenômeno aconteceu na galáxia M82, a 12 milhões de anos-luz daqui.Nuvens de gás encobrem conflagração, mas ondas de rádio passam.

Do G1, em São Paulo
Uma equipe internacional de pesquisadores capitaneada pelo alemão Andreas Brunthaler, do Instituto Max Planck de Radioastronomia, detectou o que se pode chamar de "supernova secreta": a explosão de uma estrela no centro da galáxia M82, que normalmente ficaria totalmente encoberta e invisível para nós aqui na Terra. A densidade de matéria no centro galáctico normalmente taparia a luz do evento com nuvens de gás e poeira, mas ondas de rádio produzidas pela supernova conseguem atravessar e foram detectadas.



A galáxia em cujo centro foi detectada a explosão (à esq.); em cima e à direita, um zoom na estrela (Foto: Divulgação)

A descoberta foi feita com a ajuda do Very Large Array, um conjunto de 27 grandes telescópios postados no estado americano do Novo México. A imagem acima mostra o evento com graus cada vez mais refinados de detalhe. O último detalhe, no canto inferior direito, revela a expansão da "casca" externa da estrela sob o impacto da explosão -- algo da ordem de 20 dias-luz, ou 520 bilhões de quilômetros.

A estrutura em forma de anel em torno da estrela está se expandindo a cerca de 4% da velocidade da luz, ou 40 milhões de quilômetros por hora -- velocidade típica para supernovas. O cadáver da estrela que sobrou dessa conflagração deve se transformar num buraco negro ou numa estrela de nêutrons.

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