sexta-feira, 27 de maio de 2011

Astronautas encerram última caminhada espacial do Endeavour

Da France Presse - Os astronautas do Endeavour concluíram com sucesso nesta sexta-feira (27) a quarta e última caminhada espacial da missão, informou a Agência Espacial Americana (Nasa). A saída ao espaço é também a última da história dos ônibus espaciais.


Astronauta instala braço robótico na ISS durante missão do Endeavour (Foto: Reuters/Nasa TV)

Durante a operação, que durou sete horas e 24 minutos, os astronautas instalaram um prolongamento do braço robótico da Endeavor, chamado "Orbiter Boom Sensor System" (OBSS), na estação.

A saída espacial foi a última prevista para a tripulação dos ônibus espaciais americanos na ISS. O Endeavour será aposentado após o retorno à Terra. Em junho, o Atlantis faz a última missão de um ônibus espacial e uma caminhada espacial deve ocorrer durante a missão, mas ela será feita pela tripulação da Estação Espacial Internaicional (ISS, na sigla em inglês).

A Endeavor partiu para a sua missão final, a STS-134, em 16 de maio com seis astronautas a bordo - cinco americanos e um italiano - e se acoplou à ISS na quarta-feira. Ela permanecerá na estação espacial até 30 de maio e regressará aos Estados Unidos em 1º de junho.

O programa dos ônibus espaciais já dura 30 anos e termina formalmente este ano com a volta do Atlantis, marcada para 8 de julho, deixando a cápsula espacial russa como a única opção para os astronautas do mundo que viajam para a ISS.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Interior da Lua pode conter tanta água quanto o da Terra, revela estudo

Fotografia de um 'derretimento' lunar feita pela missão Apollo 17
(Foto: Thomas Weinreich/Brown University)

Da France Presse - O interior da Lua poderia ter muito mais água do que o imaginado, talvez tanta quanto o da Terra, uma descoberta que lança dúvidas sobre a formação do satélite, revela um estudo divulgado nesta quinta-feira (26) nos Estados Unidos no site da revista

Durante muito tempo acreditou-se que a Lua fosse um local seco e poeirento até que, há poucos anos, descobriu-se água pela primeira vez.

Agora, cientistas da Universidade Case Western Reserve, do Instituto Carnegie para a Ciência, e a Universidade Brown acreditam que no interior da Lua haja 100 vezes mais água do que o que se pensava inicialmente.

As descobertas foram feitas com o uso de um instrumento de precisão, chamado NanoSIMS 50L - um microanalisador de íons - para examinar o magma lunar ou pequenas quantidades de rocha derretida coletada pela Apollo 17, a última missão americana à Lua, em 1972.

"Estas amostras são a melhor janela que temos para (calcular) a quantidade de água no interior da Lua", disse James Van Orman, coautor do estudo e professor de ciências geológicas da Case Western Reserve. "O interior parece ser bastante similar no interior da Terra, razão pela qual sabemos sobre a abundância de água."

A mesma equipe publicou um trabalho na Nature em 2008, descrevendo a primeira evidência da presença de água nos cristais vulcânicos trazidos pelas missões Apolo.

"O essencial é que em 2008 dissemos que o conteúdo primitivo de água no magma lunar deveria ser similar à água contida na lava proveniente da drenagem do manto superior da Terra", disse o co-autor do estudo, Alberto Saal.

"Agora, provamos que este é o caso", acrescentou.

Enquanto as descobertas corroboram a teoria longamente sustentada de que a Lua e a Terra têm origens comuns, também lançam dúvidas sobre a crença de que a Lua pode ter se formado após um desprendimento da Terra, perdendo boa parte de sua umidade neste processo de alta temperatura.

Segundo esta teoria, de "enorme impacto" nos anos 1970, a Lua se formou depois que o nosso planeta colidiu com uma rocha espacial ou planeta 4,5 bilhões de anos atrás.

"Esta nova pesquisa revela que aspectos desta teoria devem ser reavaliados", destacou o estudo.

As descobertas também levantam interrogações sobre as teorias que afirmam que o gelo encontrado nas crateras dos polos lunares pode ser resultante do impacto de meteoros, sugerindo que parte do mesmo pode ter provindo da erupção de magmas lunares.

A agência espacial americana (Nasa) anunciou, em 2009, que duas naves enviadas à Lua para colidir com a superfície do satélite descobriram pela primeira vez água congelada, uma revelação considerada um enorme passo adiante na exploração espacial.

Estrela com três milhões de vezes o brilho do Sol é encontrada

Do G1, em São Paulo - Uma estrela com 3 milhões de vezes o brilho do Sol foi encontrada pelo Very Large Telescope (Telescópio Muito Grande, em inglês), um equipamento do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês). A imagem do astro foi divulgada nesta quarta-feira (25).

Os astrônomos estimam que a estrela - chamada VFTS 682 - teria 150 vezes a massa do Sol e uma temperatura de 50 mil graus Celsius. Segundo os especialistas do ESO, o astro chama a atenção por se encontrar relativamente "isolado" no céu. Normalmente, estrelas com essas características são achadas em aglomerados estelares.     A estrela fica dentro de uma galáxia satélite à Via Lactea chamada Grande Nuvem de Magalhães. Ela é visível a olho nu nos países do hemisfério sul como uma pequena mancha no céu, próxima à Pequena Nuvem de Magalhães, outro conjunto de estrelas a rodar em torno da nossa galáxia.

O VLT está localizado no Chile, em uma das regiões com as melhores condições para observação em todo o planeta.


Estrela VFTS 682 é vista na Grande Nuvem de Magalhães. (Foto: R. Cioni / VISTA / ESO)

sábado, 21 de maio de 2011

Astrônomos captam imagens em detalhe de erupção em buraco negro

Do G1, em São Paulo - Uma equipe internacional de pesquisadores conseguiu as imagens mais detalhadas já feitas de jatos de partículas em erupção de um buraco negro. As imagens foram captadas por vários radiotelescópios espalhados pelo Hemisfério Sul.

“Esses jatos surgem à medida que a matéria atraída se aproxima do buraco negro, mas nós ainda não sabemos os detalhes de como eles se formam e se mantêm”, disse Cornelia Müller, da Universidade de Erlangen-Nuremberg, na Alemanha, que liderou a pesquisa.

Os astrônomos voltaram os telescópios para uma galáxia chamada Centauro A (também conhecida como NGC 5128), que fica a cerca de 12 milhões de anos-luz da Terra. O espaço retratado na imagem compreende um diâmetro de mais de 4 anos-luz.


A imagem é fruto da fusão entre a captação de três telescópios
(Foto: ESO/WFI; MPIfR/ESO/APEX/A.Weiss et al.; NASA/CXC/CfA/R.Kraft et al.)

Júpiter, Marte, Vênus e Mercúrio em Alinhamento



Neste mês, quatro dos cinco planetas visíveis a olho nu se reúnem ao longo do horizonte leste perto do amanhecer.

Visualmente Mercúrio aparece abaixo e à direita de Vênus e o brilhante Júpiter ainda mais embaixo, próximo ao centro da imagem. Abaixo de Júpiter, Marte encontra-se relativamente tênue e se esforça ao máximo para brilhar através de uma fina camada de nuvem e o aquecedor brilho crepuscular. E à medida que o mês progride a tentadora configuração irá mudar, com Marte e Júpiter se movendo para mais alto enquanto Vênus e Mercúrio vagueiam pelo céu para mais próximo do Sol nascente.

Sobre o alinhamento de Cinco planetas em 2002

Cinco planetas foram vistos ao mesmo tempo e na mesma região do céu, em um fenômeno que deve voltar a ser observado apenas daqui a 91 anos.

Júpiter, Saturno, Marte, Vênus e Mercúrio - os cinco planetas visíveis a olho nu - foram vistos alinhados pela última vez em 1940.

Devido às diferentes velocidades das órbitas dos planetas é raro que eles fiquem agrupados na mesma região do céu. Além disso, o fenômeno dificilmente é visível sem instrumentos astronômicos.

"É como se eles fizessem uma linha reta, daí o bonito espetáculo do céu", disse o físico Marcomede Rangel, do Observatório Nacional, do Rio de Janeiro.

Espetáculo a olho nu
Segundo Rangel, para observar o fenômeno as pessoas devem procurar lugares afastados das luzes da cidade e onde haja uma clara vista do horizonte, sem prédios, morros ou grandes construções. Ele diz, porém, que não são necessários instrumentos astronômicos nem proteção especial.

O físico explica ainda como distinguir as estrelas dos planetas: "As estrelas piscam, cintilam enquanto a luz do planeta é parada porque reflete a luz do Sol". O fenômeno poderá ser observado durante um mês no fim da tarde, próximo à linha do horizonte. "No Brasil, o melhor horário é a boca da noite, por volta das 18h00", disse Rangel.

Nesse período, a lua deve se aproximar dos planetas, parecendo "pular" de posição entre eles de uma noite para a outra. No entanto, ela poderá ser vista quase alinhada com os planetas apenas nesta sexta-feira e neste sábado, segundo o físico. "A lua é um dos astros mais rápidos", explica.

Misticismo

Os cinco planetas chegaram a ficar lado a lado há dois anos, mas o alinhamento não pôde ser observado da Terra por causa da posição do Sol. O mesmo deve acontecer em 2040 e 2060. No alinhamento de 2000, especulou-se que a Terra poderia ser tirada de sua rota e ondas gigantes seriam formadas.

Desta vez, no entanto, astrônomos se anteciparam ao dizer que o fenômeno não representa nenhum risco ao planeta.
 
Com informações do Blog  http://olhonoceu.blogspot.com/

Astronautas fazem 1ª caminhada no espaço durante missão do Endeavour

Do G1, em São Paulo - Os astronautas Drew Feustel e Greg Chamitoff iniciaram às 4h10 (horário de Brasília) desta sexta-feira (20) a primeira caminhada espacial prevista para a missão STS-134, a última do ônibus espacial Endeavour, da agência espacial norte-americana (Nasa). A operação terminou às 10h29.  A previsão inicial para os dois especialistas ficarem flutuando no espaço para trabalhos de reparos na Estação Espacial Internacional era de 6 horas e 30 minutos. A contagem do tempo começou quando os dois norte-americanos ligaram as baterias que estão ligadas às roupas espaciais.


O astronauta Drew Feustel antes de iniciar a caminhada pelo espaço. (Foto: Nasa TV)

Durante a operação, dois experimentos foram retirados da ISS e levados para dentro da Endeavour, que vai retornar à Terra no dia 1º de junho. O pouso acontecerá no Centro Espacial Kennedy, nos Estados Unidos.

A caminhada também serviu para os astronautas prepararem o terreno para a segunda operação no espaço, que também será executada por Feustel e Chamitoff, para solucionar um pequeno vazamento em um dos setores da ISS. Ao todo, serão 4 caminhadas durante a estadia da Endeavour acoplada ao posto orbital internacional.

Traje espacial com defeito

A Nasa confirmou que o astronauta Greg Chamitoff precisou retornar à ISS para recarregar o estoque de oxigênio disponível em sua roupa espacial. Segundo a agência espacial norte-americana, este tipo de problema com o traje é comum e a caminhada não chegou a ser interrompida.

A missão final do Endeavour marca o penúltimo voo de um ônibus espacial norte-americano ao espaço. A nave Atlantis deverá decolar em julho. Após a aposentadoria dos veículos da Nasa, as naves russas Soyuz servirão para levar novas tripulações à Estação Espacial Internacional.

Último voo de um ônibus espacial está marcado para 8 de julho

Da France Presse - O último lançamento de um ônibus espacial americano, o Atlantis, foi marcado para 8 de julho, anunciou nesta sexta-feira a agência espacial Nasa.    Este voo, que inicialmente estava previsto para 28 de junho, tinha sido adiado devido ao atraso do lançamento do Endeavour por causa de um problema elétrico. O Endeavour atualmente está no espaço acoplado à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

O lançamento do Atlantis em direção à ISS está programado para as 12h40 (de Brasília). A nave partirá do Centro Espacial Kennedy, próximo ao Cabo Canaveral -- no estado norte-americano da Flórida --, com uma tripulação de quatro astronautas.     Será a 33ª missão do Atlantis e a 135ª de um ônibus espacial. O primeiro deles, o do Columbia, fez o voo que inaugurou a era em 1981. Depois da aposentadoria, os astronautas norte-americanos dependerão das cápsulas russas Soyuz para chegarem à ISS.
 
imagem arquivo virtual Google

Tempesta su Saturno accende spettacolari falò

SPAZIO: TEMPESTA SU SATURNO 'ACCENDE' SPETTACOLARI FALO'

Li hanno chiamati ''falo' stratosferici'' e sono gli spettacolari bagliori luminosi che si sono accesi nell'atmosfera di Saturno durante l'ultima tempesta che si e' scatenata sul pianeta, il 5 dicembre scorso. I falo' e gli altri effetti di questa tempesta avvenuta nell'emisfero Nord del pianeta sono descritti su Science da uno studio internazionale coordinato da Leigh Fletcher, dell'universita' britannica di Oxford.

I fuochi si sono accessi nell'atmosfera di Saturno, a circa 250-350 chilometri dalla superficie del pianeta. Individuarli e' stato possibile osservando la tempesta nell'infrarosso grazie ai dati inviati dalla sonda Cassini, la missione congiunta fra Agenzia Spaziale Italiana (Asi), Agenzia Spaziale Europea (Esa) e Nasa e grazie alle osservazioni condotte da Terra con il telescopio Vlt (Very Large Telescope) dell'Osservatorio Europeo Meridionale (Eso) che si trova in Cile.

A differenza del tempestoso Giove, spiegano gli esperti, l'atmosfera di Saturno appare quasi sempre calma, una volta l'anno pero' (un tempo che equivale a 30 anni della Terra), quando comincia la primavera nell'emisfero Nord, l'aria calda sconvolge l'atmosfera ed e' possibile che si generino tempeste su larga scala. E' accaduto per esempio il 5 dicembre del 2010, quando la sonda Cassini ha osservato un pennacchio di materiali luminosi nell'emisfero Nord di Saturno.
I dati inviati dalla sonda e le osservazioni da Terra hanno permesso di scoprire che subito dopo il getto una nube di materiali si e' diffusa e allargata da Est verso Ovest spinta dai venti. La perturbazione e' stata cosi' violenta da provocare effetti a centinaia di chilometri di distanza e da accendere fuochi luminosi visibili solo nell'infrarosso. Il fenomeno ha anche alterato la circolazione dei venti fino a formare un vortice di aria calda. ''La gigantesca, violenta e complessa eruzione ha diffuso una nube di materiali brillanti sull'intero pianeta'', ha spiegato Fletcher. Il fenomeno piu' singolare pero' sono stati i 'falo' stratosferici' mai visti prima d'ora su Saturno: aree nelle quali la temperature e' di circa 20 gradi piu' calda, formatesi in una fascia dell'atmosfera nella quale la temperatura e' generalmente intorno a 130 gradi sotto lo zero.

http://www.ansa.it/

quinta-feira, 19 de maio de 2011

A passagem da "Endevour" foi vista pelos paranaenses

No Paraná até p dia 27 a Endeavour poderá ser vista a olho nú.

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1513190-7823-A+PASSAGEM+DA+ENDEVOUR+FOI+VISTA+PELOS+PARANAENSES,00.html

Astrônomos japoneses afirmam ter descoberto novo tipo de planeta

Da BBC - Astrônomos japoneses afirmam ter encontrado um novo tipo de "planeta", que fica sozinho no espaço, aparentemente sem orbitar nenhuma estrela.

Em um artigo publicado na revista especializada "Nature", a equipe de cientistas afirmou ter encontrado dez desses novos planetas, que têm o tamanho de Júpiter e não estão ligados a nenhum sistema solar.

Cientistas já suspeitavam que planetas desse tipo existissem no Universo, mas essa seria a primeira evidência concreta de sua presença.

Um dos coautores da descoberta, o professor da Universidade de Osaka Takahiro Sumi, disse que esses planetas ditos "solitários" podem ser tão comuns como são as estrelas na Via Láctea.

"Sua existência já era esperada, tendo em conta a teoria da formação planetária. O que é surpreendente é o quanto eles parecem ser comuns", disse Sumi.

VIA LÁCTEA
Segundo os astrônomos, os planetas estão localizados em uma galáxia chamada Bulge, que fica no centro da Via Láctea.

Uma das hipóteses exploradas pelos cientistas é a de que os planetas poderiam ter sido expulsos de sistemas solares incipientes por forças gravitacionais ou colisões interplanetárias.


Astrônomos japoneses dizem que os 'novos planetas' teriam o tamanho de Júpiter

De acordo com convenções astronômicas, se um planeta não orbita uma estrela ou um remanescente de uma estrela, ele não pode ser tecnicamente considerado um planeta, mesmo tendo sido formado da mesma maneira.

No entanto, a hipótese dos pesquisadores é que esses objetos foram formados em um disco planetário, como os planetas no nosso Sistema Solar, antes de forças gravitacionais os terem expulsado desses sistemas.


Colaboração Adriano Remorini Tralback

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Ônibus espacial Endeavour chega à Estação Espacial Internacional

Nave se acoplou ao posto orbital às 7h15 desta quarta-feira (18).Veículo deve retornar à Terra no primeiro dia de junho.

Do G1, em São Paulo - O ônibus espacial Endeavour, penúltimo a ser aposentado pela agência espacial norte-americana (Nasa), chegou à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) nesta quarta-feira (18), às 7h15 (horário de Brasília). A nave participa da missão STS-134, que levou seis astronautas ao posto orbital.

A acoplagem aconteceu quase 48 horas depois da decolagem. Quando as escotilhas entre o veículo e o posto orbital foram abertas, os astronautas das duas equipes se encontraram, com os italianos Roberto Vittori (Endeavour) e Paolo Nescoli (ISS) fazendo as recepções iniciais.

Endeavour durante acoplagem à Estação Espacial Internacional nesta quarta-feira (18). (Foto: Nasa)

A missão STS-134 é importante pois transporta um detector de partículas chamado Espectrômetro Alfa Magnético-2 (AMS-2, na sigla em inglês), que será usado para identificar matéria incomum no Universo.

Depois de seis dias de interação entre as duas equipes, três astronautas da ISS deixarão o posto a bordo do veículo russo Soyuz TMA-20. Já a tripulação da Endeavour deve retornar à Terra somente no dia 1º de junho, pousando no Centro Espacial Kennedy. O destino final da nave será a exposição no Centro de Ciências da Califórnia, em Los Angeles.

Astrônomos descobrem 'planetas solitários', sem estrelas

Astros vagam sozinhos pelo espaço, segundo estudo.Ao todo, são dez planetas mais ou menos do tamanho de Júpiter.

Da France Presse - Astrônomos anunciaram nesta quarta-feira a descoberta de um fenômeno até agora inconcebível: planetas que não parecem atraídos por uma estrela e que, ao contrário, vagam solitários pelo universo.

Em uma varredura do cosmos realizada por dois anos, dez planetas com aproximadamente a massa de Júpiter, o maior planeta do nosso Sistema Solar, foram encontrados a distâncias tão grandes da estrela mais próxima que se poderia dizer que alguns deles flutuam livres pela Via Láctea.

A pesquisa, publicada na revista científica britânica "Nature", é inovadora no campo da ciência dos exoplanetas, como são denominados os planetas localizados fora do nosso sistema solar.

Mais de 500 destes planetas foram identificados desde 1995. Mas estes são os primeiros do tamanho de Júpiter que foram encontrados orbitando a esta distância da estrela mais próxima ou parecem "desconectados" dela.

Os novos planetas foram descobertos em uma busca por objetos entre 10 e 500 unidades astronômicas (UA) de uma estrela.

A UA é uma medida padrão, que compreende a distância entre a Terra e o Sol, de cerca de 150 milhões de quilômetros.

Por comparação, Júpiter está a apenas 5 UA do Sol, enquanto Netuno, o planeta mais longínquo do nosso Sistema Solar, a 30.

A teoria da fundação planetária diz que os planetas são aglomerados de poeira e gás e são atraídos por suas estrelas, condenados a orbitar em volta delas até que a estrela queime todo o seu combustível.

O artigo sugere que estes planetas distantes se libertaram da atração gravitacional em uma fase muito precoce.

"Eles podem ter se formado em discos protoplanetários e subsequentemente, se dispersado no vazio ou em órbitas muito distantes", afirmou.

O estudo foi escrito por duas equipes que usaram microlentes gravitacionais para analisar dezenas de milhões de estrelas da Via Láctea em um período de dois anos.

Segundo esta técnica, uma estrela mais próxima passa em frente à outra, distante. O brilho da estrela longínqua é amplificada.

"As implicações desta descoberta são profundas", disse o astrônomo alemão Joachim Wambsganss em um comentário, também publicado na Nature.

"Temos um primeiro olhar de uma nova população de objetos de massa planetária em nossa galáxia. Agora precisamos explorar suas propriedades, distribuição, estados dinâmicos e história", acrescentou.

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