terça-feira, 14 de junho de 2011

Arriva la Luna rossa


La Luna rossa del 2007

Appuntamento con la Luna rossa per mercoledi' sera. Se il tempo sara' bello lo spettacolo e' assicurato, grazie alla Luna che si tingera' di un rosso piu' scuro, come non si vede da dieci anni. Sara', insomma, ancora piu' spettacolare dell'eclissi del 2007 perche' questa volta la Luna si trovera' piu' in profondita' nel cono d'ombra della Terra.

''L'eclissi sara' ben visibile dall'Italia'' e ''la Luna si tingera' di un bel rosso carico, perche' va proprio verso il centro del cono d'ombra'', spiega l'astronoma Elena Lazzaretto, dell'osservatorio di Padova dell'Istituto Nazionale di Astrofisica (Inaf). ''Le tonalita' del rosso - aggiunge - dipendono molto anche dalle caratteristiche dell'atmosfera, come quelle che derivano dall'inquinamento o quelle liberate dai fenomeni vulcanici''. L'Unione Italiana Astrofili (Uai) non esita a definire l'eclissi di mercoledi' l'evento astronomico dell'anno. La Luna comincera' a entrare nel cono d'ombra della Terra alle 19,23 e l'eclisse parziale comincera' ad essere visibile dalle 20,22. Da Roma in giu' il fenomeno si potra' osservare solo dopo le 20,40 perche' la Luna sorgera' solo allora. Ma se non ci saranno nuvole nessuno rischiera' di perdersi la fase totale, che comincera' alle 21,22 e raggiungera' il culmine alle 22,12, quando la Luna sara' entrata in profondita' all'interno del cono d'ombra della Terra e apparira' di un rosso intenso e molto scuro.

''A renderla ancora piu' scura e opaca contribuiranno anche le ceneri liberate nell'atmosfera dalle eruzioni vulcaniche in Cile e in Islanda'', spiega l'astrofisico Gianluca Masi, del Planetario di Roma e responsabile del Virtual Telescope. L'eclisse totale si concludera' alle 23,02; un'ora piu' tardi si concludera' anche quella parziale. Per osservare l'eclissi al meglio bisogna considerare che la Luna sara' molto bassa sull'orizzonte. ''Per questo - aggiunge Masi - e' importante cercare un punto di osservazione dal quale l'orizzonte sia libero verso Sud-Est: in citta' bastano un albero o un palazzo a rovinare lo spettacolo''. Numerose le serate di osservazione organizzate in tutta Italia da associazioni di astrofili e dai planetari, mentre l'Inaf invita gli appassionati del cielo a inviare foto e disegni dell'eclissi al suo sito web. Il prossimo appuntamento con uno spettacolo simile ci sara' solo nel settembre 2015 perche' la Luna rossa del prossimo 10 dicembre sara' visibile solo dall'Australia.

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Nasa divulga vídeo do asteroide gigante Vesta

Rio - A Nasa divulgou nesta segunda-feira um curto vídeo do asteroide gigante Vesta, localizado a cerca de 188 milhões de quilômetros da Terra, no cinturão entre Marte e Júpiter. As imagens foram captadas pela sonda Dawn ("aurora", em inglês) no último dia 1º de junho quando ela estava a cerca de 483 mil quilômetros de distância desta enorme rocha de 530 quilômetros de diâmetro, e já mostram alguns detalhes de seu formato e superfície.

Segundo maior objeto conhecido do cinturão de asteroides, o Vesta é considerado pelos astrônomos um protoplaneta e o primeiro destino da Dawn. A nave está gradativamente diminuindo sua velocidade para ser capturada pela fraca gravidade do asteroide no próximo dia 16 de julho, quando deverá começar a orbitá-lo. As 20 imagens que compõem o vídeo foram obtidas para uso dos sistemas de navegação de forma que a Dawn possa ajustar sua rota à órbita do asteroide ao redor do Sol.

A Dawn deve começar a coletar dados científicos sobre o asteroide no início de agosto, a princípio de uma altitude de 2,7 mil quilômetros, de onde produzirá uma mapa topográfico do Vesta. Depois, ela vai se aproximar a uma distância de cerca de 200 quilômetros, fazendo novas medições e obtendo imagens mais detalhadas de sua superfície. A missão no Vesta durará um ano, após o qual a sonda partirá para outra longa viagem rumo ao Ceres, maior asteroide do cinturão.

Espera-se que as informações sobre estes dois gigantes deem aos cientistas mais pistas sobre os segredos da formação do nosso Sistema Solar. A missão da sonda vai permitir a comparação das formas, composição, topografia, textura e estrutura interna dos dois asteroides. Em toda sua odisseia, a Dawn vai ter percorrido mais de 5 bilhões de quilômetros desde seu lançamento da Terra, em setembro de 2007.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Cariocas poderão ver eclipse total da lua em museu nesta quarta-feira

Serviço gratuito será oferecido no Museu de Astronomia, em São Cristóvão.  Segundo ministério, fenômeno não se repetirá em 2011.

Do G1 RJ

Visitantes poderão observar eclipse no museu  (Foto: Divulgação / MAST)

O único eclipse total da lua que poderá ser visto em 2011 acontecerá nesta quarta-feira (15). A informação é do Ministério de Ciência e Tecnologia. No Rio, quem quiser observar o céu mais de perto terá o serviço gratuito no Museu de Astronomia e Ciências Afins, em São Cristóvão, na Zona Norte da cidade.

O fenômeno começará a partir das 18h. Segundo a coordenação do museu, como a lua já irá nascer ”eclipsada“ no Hemisfério Sul, os visitantes poderão ver o astro avermelhado até sair do eclipse. O espaço ficará aberto até às 20h.

Serviço

Museu de Astronomia e Ciências Afins - MAST
Rua General Bruce, 586, São Cristóvão
Telefone: (21) 3514-5200

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Tempestade solar pode afetar satélites e redes elétricas na Terra

Da France Presse - Uma tempestade solar incomum, localizada por um observatório espacial da Nasa, poderá perturbar a atividade dos satélites, assim como das comunicações e das redes elétricas na Terra esta quarta-feira, alertaram autoridades.

Desde 2006 não se via uma tempestade solar desta magnitude, segundo a meteorologia nacional americana (NWS).


Tempestade solar vista por observatório da Nasa (Foto: Nasa / SDO)

"O Sol sofreu em 7 de junho uma tempestade de força mediana (M-2), com emissão de massa coronal (CME, na sigla em inglês) visualmente espetacular", noticiou o observatório dinâmico solar da agência espacial americana, em um comunicado.

O centro de previsões espaciais da NWS descreveu o fenômeno como "espetacular" e "suscetível de provocar uma tempestade geomagnética de pequena a moderada, em 8 de junho, a partir das 15h (horário de Brasília), aproximadamente".
Esta tempestade "contém uma quantidade importante de prótons de alta energia, superior a 100 megaelétron-volts (MeV)", algo que não ocorria desde dezembro de 2006, segundo o comunicado.

A tempestade geomagnética poderia provocar perturbações nas redes elétricas, especialmente nos satélites GPS, e obrigar os aviões a modificar seu itinerário ao sobrevoar as regiões polares, explicou um porta-voz.

Astrônomos descobrem novo tipo de supernova

Da France Presse - Astrônomos anunciaram, nesta quarta-feira (8), que seis flashes ultrabrilhantes detectados no espaço foram de antigas estrelas que explodiram, formando uma nova classe de supernova.

"Temos uma nova classe de objetos que não podem ser explicados por qualquer um dos modelos que vimos antes", disse Robert Quimby, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), que realizou a sondagem sobre as estranhas explosões.


Imagens da nova classe de supernovas (Foto: Caltech/Robert Quimby and Nature)

A maioria das supernovas ocorre quando uma estrela maciça fica sem combustível, seu núcleo entra em colapso e explode, deixando para trás uma estrela de nêutrons ou um buraco negro.

Também há um tipo mais raro no qual os fluxos de massa de uma estrela em processo de envelhecimento, chamada estrela vermelha, para uma "anã-branca", o núcleo quente e denso de uma estrela antiga, que eventualmente colapsa em si mesma e, então, explode.

Mas seis supernovas observadas por Quimby e sua equipe não tinham nenhuma das assinaturas químicas destas supernovas conhecidas.

A pesquisa começou em 2005, quando Quimby localizou uma supernova, chamada SN 2005ap, que era 100 bilhões de vezes mais brilhante do que o Sol e revelou-se duas vezes mais brilhante do a recordista anterior.

Quase ao mesmo tempo, o telescópio espacial Hubble descobriu uma supernova, também com um espectro químico incomum, chamada SCP 06F6.

Isto levou à formação de uma equipe especial para vasculhar os céus em busca de "transientes", como são chamados os fhashes efêmeros, combinando a potência óptica de telescópios robustos instalados em Califórnia, Havaí e Ilhas Canárias.

Quatro novos objetos foram adicionados à rede da supernova, todos com a assinatura incomum de falta de hidrogênio. Todos foram encontrados em galáxias pequenas, compostas por alguns poucos bilhões de estrelas, conhecidas como galáxias anãs.

Em estudo publicado na revista científica Nature, a equipe disse que as supernovas recém-descobertas são extremamente quentes, com temperaturas que chegam a 20.000 graus Celsius e sua onda explosiva viaja pelo espaço a uma velocidade de 10 mil quilômetros por segundo.

Além disso, elas levam muito tempo para desaparecer - cerca de 50 dias - contra alguns dias ou algumas semanas no caso de supernovas 'comuns', cujo brilho é produzido pelo decaimento radioativo.

O que causa seu brilho, no entanto, permanece sem resposta.

Uma teoria é que a fonte seja uma estrela "pulsante", uma estrela muito grande que libera cápsulas de gás livre de hidrogênio. Quando a estrela explode como uma supernova, a explosão aquece as cápsulas a temperaturas incandescentes e isto causa sua luminosidade.

"Estas supernovas são muito interessantes porque são 10 vezes mais brilhantes do que outras e nos permitem investigar mais profundamente o espaço e o tempo de volta aos primeiros 10% de idade do universo", explicou a astrônoma francesa Françoise Combes, em um comentário.

Immagini mozzafiato dal telescopio Vst

Ammasso Omega Centauri, nell'immagine circa 300.000 stelle
 (ESO/INAF-VST/OmegaCAM, A. Grado/INAF-Osservatorio Astronomico di Capodimonte)


La Nebulosa del Cigno che si trova nel cuore della Via Lattea e circa 300.000 stelle nell'ammasso globulare Omega Centauri sono i protagonisti delle prime, spettacolari, immagini del cielo australe riprese dallo strumento italiano OmegaCAM, realizzato per il telescopio Vst (Vlt Survey Telescope), sulle Ande cilene. Lo strumento e' nato dalla collaborazione fra l'osservatorio di Capodimonte dell'Istituto Nazionale di Astrofisica (Inaf) e l'Osservatorio Meridionale Europeo (Eso e il telescopio è la ''spalla scientifica'' del Vlt (Very Large Telescope).

''Il progetto del Vst ha dovuto superare molte difficolta' ma ora, con le sue immagini di eccellente qualita', sta ripagando le aspettative della comunita' astronomica e gli sforzi di molte persone che nell'Inaf si sono dedicate alla sua costruzione'', osserva il presidente dell'Inaf, Tommaso Maccacaro. ''Siamo in attesa di una ricca messe di risultati scientifici e di scoperte inattese provenienti dalle ricerche del Vst'', aggiunge il responsabile del progetto Vst, Massimo Capaccioli.

Grazie al grande campo visivo di Vst e' stato possibile osservare nella sua interezza e con una definizione altissima la zona di formazione stellare Messier 17, nota anche come Nebulosa Omega o Nebulosa del Cigno. Sono ben visibili il gas, le polveri e le stelle che si trovano al suo interno. La seconda immagine e' una delle migliori mai realizzate dell'ammasso globulare Omega Centauri, il piu' grande oggetto di questo tipo finora conosciuto. L'altissima risoluzione dell'immagine permette di osservare anche le regioni esterne piu' deboli. L'Inaf ha progettato e costruito il telescopio con la collaborazione delle principali industrie italiane del settore, mentre l'Eso e' responsabile dell'edificio e dei lavori di ingegneria civile. Pesante 770 chilogrammi e con 32 rivelatori CCD che insieme costruiscono le immagini da 268 megapixel, lo strumento OmegaCAM e' stato progettato e costruito da un consorzio che comprende istituti olandesi, tedeschi e italiani, con gli osservatori Inaf di Napoli e Padova, e con un importante contributo dell'Eso.

 
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terça-feira, 7 de junho de 2011

Principais constelações de Junho

Principais constelações de Junho
roteiro de observação

O céu, este mês, mostra-se característico da estação do outono.

Acima do horizonte sul, em excelentes condições de observação está Crux, o Cruzeiro do Sul (Cru), a constelação mais conhecida entre os brasileiros. Ao sul de Crux está Musca, a Mosca (Mus). Mais ao sul estão Apus, a Ave do Paraíso (Aps) e Octans, o Oitante (Oct), onde encontra-se a estrela polar do sul. Envolvendo Crux por três lados, menos para o do sul para onde o braço maior da cruz está apontando, encontra-se Centaurus, o Centauro (Cen).

A constelação de Triangulum Australe, o Triângulo Austral (TrA), utilizada para processos noturnos de orientação no campo, encontra-se alta para os lados do sul, junto a Centaurus. Carina, a Quilha do Navio (Car), domina o quadrante sudoeste. Junto a ela estão Puppis, a Popa do navio (Pup) e Vela, as velas da embarcação (Vel). De Triangulum Australe em direção ao horizonte, entre as direções sul e sudeste, encontra-se Pavo, o Pavão (Pav).

A noroeste, à meia altura, está Leo, o Leão (Leo), a constelação associada às noites amenas do outono. Próxima ao horizonte noroeste observa-se Leo Minor, o Leão Menor (LMi). Junto ao horizonte nor-noroeste notamos parte de Ursa Major, a Ursa Maior (Uma), que sempre se eleva muito pouco sobre o horizonte na região sul do Brasil.

Ao sul de Leo, dominando o lado oeste, está Hydra, a Hidra fêmea (Hya) e as constelações de Sextans, o Sextante (Sex), Crater, a Taça (Crt) e, no alto do céu, o inconfundível trapézio de Corvus, o Corvo (Crv).

No alto do céu encontra-se a grande constelação de Virgo, a Virgem (Vir). A leste de Virgo notamos Libra, a Balança (Lib), Serpens, a Serpente (Ser) e Ophiuchus, o Serpentário (Oph). Para os lados do sudeste, à meia altura, encontramos Scorpius, o Escorpião (Sco), associada às noites do inverno. Junto à cauda de Scorpius situa-se Sagittarius, o Sagitário (Sgr). Na direção desta constelação é que está o centro de nossa galáxia. Entre Scorpius e Centaurus localiza-se a constelação de Lupus, o Lobo (Lup). Norma, o Esquadro (Nor) e Ara, o Altar (Ara) estão entre Scorpius e Triangulum Australe. Ao norte observamos a constelação de Boötes, o Boieiro, (Boö). A leste de Boötes está Corona Borealis, a Coroa Boreal (CrB) e, mais próxima ao horizonte nordeste, Hercules, o herói Hércules (Her)

resumo extraído de "Estrelas e Constelações - Guia Prático de Observação" de autoria de Paulo G. Varella e Regina A. Atulim
OBSERVAÇÕES:
O mapa assinala o aspecto do céu visto ao longo deste mês, nos seguintes horários: início do mês às 21h 20min; meio do mês às 20h 40min; final do mês às 20h 00min. Junto ao círculo que delimita o mapa (e que representa o horizonte do observador) estão as direções dos quatro pontos cardeais e dos quatro colaterais, que devem estar orientados para os seus correspondentes na natureza; o centro do círculo é o Zênite, ponto do céu diretamente acima da cabeça do observador.

Os instantes fornecidos são para o fuso horário de Brasília.



mapa com as principais constelações visíveis durante este mês
clique para ampliar


Céu em junho e julho

O céu em Junho e Julho

Durante os meses de junho e julho as noites são frias e, frequentemente, muito claras e límpidas, o que torna o céu particularmente favorável às observações astronômicas.

A constelação de Virgem é facilmente localizável por meio da estrela Spica, de primeira magnitude e coloração branca. Virgem é, sobretudo notável pela extraordinária concentração de galáxias, isoladas ou reunidas no aglomerado da Virgem, cuja observação é bastante interessante. Localizado a noroeste de Epsilon de Virgem e, estendendo-se até a constelação de Coma Berenices, o aglomerado contém mais de 2.500 galáxias, situadas à distancia de 20 milhões de anos-luz. Uma observação visual frequente dará ao observador a possibilidade de descobrir uma supernova.

A estrela mais brilhante da constelação, Alfa de Virgem (Spica), é na verdade duas estrelas muito próximas que giram em torno de um centro de gravidade comum, num período de quatro dias. A estrela Gama de Virgem é também uma binária, com um período de 180 dias. Suas componentes são de terceira magnitude.

A norte de Virgem está a constelação de Coma Berenices; é uma das regiões do céu que vale a pena ser observada, mesmo a olho nu.
Mais ao norte está os Cães de Caça. Sua estrela principal é uma das mais belas duplas de fácil observação, com a ajuda de um binóculo. A componente principal é uma gigante azul, de terceira magnitude, cuja companheira está aproximadamente a 20 segundos de uma estrela amarela de magnitude cinco. Nesta constelação encontra-se uma das maravilhas do céu: a galáxia dupla NGC 5194, objeto de fácil observação, longe das cidades e com auxilio de um binóculo.

Ao norte vemos o Boieiro. O mais importante objeto deste asterismo é Arcturus (Alfa do Boieiro), que de fato é a sexta estrela mais brilhante (magnitude 0,2), visível ao telescópio, mesmo à luz do dia. O diâmetro de Arcturus é 26 vezes maior que o do Sol, e sua distância da Terra, relativamente pequena, é de cerca de 40 anos-luz.

A constelação do Boieiro contém inúmeras estrelas duplas: Epsilon Bootis, com um dos componentes amarelo e o outro azul e Psi Bootis, formada de duas estrelas azuis de quarta e quinta magnitude, são os melhores exemplos.

A constelação de Libra constitui uma zona de transição entre o campo de nebulosas extragalácticas de Virgem e os ricos aglomerados estelares de Escorpião. As suas três estrelas principais, Alfa, Beta e Tau de Libra, formam com Gama de Libra, um losango fácil de reconhecer no céu, sobre o alinhamento da Espiga (Alpha Virginis) e Antares (Alpha Scorpii).

Próximo ao zênite, a oeste, encontramos a constelação do Escorpião. A norte vemos as garras do Escorpião, formada pelas estrelas de terceira magnitude Beta, Delta e Pi do Escorpião. A supergigante vermelha Antares, de primeira magnitude, está acompanhada de estrelas de terceira magnitude que formam o corpo desta figura de fácil reconhecimento. Mais ao sul, a calda curvada do Escorpião é constituída por oito estrelas, sendo três de segunda magnitude (Epsilon, Teta, e Lambda Scorpii) e cinco de terceira magnitude (Mu, Eta, Iota, Kappa, e Upsilon Scorpii). Munido de um binóculo, esta região propicia uma grande quantidade de espetáculos celestes.

O objeto mais notável é a binária Antares, cujo nome, que significa “rival de Marte”, se deve à sua coloração avermelhada. Seriam necessários pelo menos 700 sóis para produzir uma radiação tão possante como a da supergigante Antares. O seu brilho leva quase 173 anos-luz para atingir a Terra. Antares tem um companheiro azul-esverdeado de sexta magnitude, de difícil observação, em virtude do seu brilho fraco em relação à estrela principal, mas que, visto ao telescópio, constitui um belíssimo espetáculo.

Ao estremo norte de Escorpião vemos a bela estrela dupla Beta Scorpii. Na realidade, trata-se de um sistema múltiplo formado por quatro estrelas.

A constelação do Escorpião é muito rica em aglomerados. Dois deles são visíveis a olho nu: os aglomerados Messier 6 e Messier 7, que se localizam na calda do Escorpião. O primeiro, no alinhamento das estrelas Eta e Lambda do Escorpião, é visto como uma nuvem clara, mas que toma a forma de uma borboleta quando observado com a ajuda de um binóculo. Mais ao sul deste aglomerado, próximo a Tau do Escorpião, está Messier 7, parecendo a vista desarmada uma extensa mancha esbranquiçada. Ao telescópio podemos distinguir mais de uma centena de estrelas que se destacam num fundo cintilante.

A leste do Centauro, no alinhamento entre Antares e as Guardas (Alpha e Beta Centauri), vemos a constelação do Lobo, asterismo notável pela abundância de estrelas de terceira e quarta magnitude. A olho nu ou com um binóculo veremos numerosos objetos, dentre os quais a estrela dupla Epsilon do Lobo, com as suas componentes coloridas de amarelo e azul, e o belo aglomerado circular, o NGC 5822, situado a oeste da estrela Zeta do Lobo.

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Durante sua formação, Júpiter 'roubou' massa de Marte

Do G1, em São Paulo - Uma simulação feita por uma equipe internacional de astrônomos mostrou que, na formação do Sistema Solar, Júpiter estava mais perto de Marte e atraiu uma grande quantidade de material disponível. Com isso, o planeta vermelho ficou privado de materiais em sua formação.
A descoberta publicada pela revista "Nature" responde a uma dúvida antiga dos especialistas. O volume de Marte é cerca de um oitavo do da Terra, mas sua massa é por volta de um décimo a do nosso planeta. Se os planetas foram formados aproximadamente na mesma época, os astrônomos se perguntavam, porque a relação entre as massas era tão desigual.

No estudo, os cientistas afirmaram que Júpiter surgiu para uma distância de 1,5 unidade astronômica – UA, que equivale à distância entre a Terra e o Sol – do Sol. Mais tarde, com a formação de Saturno, ele migrou para sua distância atual, cerca de 5 UA. No intervalo que existe no caminho, existe hoje um cinturão de asteroides.

“O resultado foi fantástico”, disse Kevin Walsh, do Instituto de Pesquisa do Sudoeste, em San Antonio (EUA), que liderou o estudo. “Nossas simulações mostraram não só que a migração de Júpiter era consistente com a existência do cinturão de asteroides, mas também explicou propriedades do cinturão que nunca tínhamos compreendido”, completou o astrônomo.


Vesta é um dos asteroides do cinturão que fica entre Marte e Júpiter
(Foto: NASA / JPL-Caltech / UCLA / PSI)

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Observatório no Chile divulga foto de galáxia parecida com a Via Láctea

Do G1, em São Paulo - Uma foto divulgada nesta quarta-feira (1º) pelo Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) mostra uma galáxia muito similar com a Via Láctea. Chamada NGC 6744, o astro também possui braços espirais, assim como o "lar" do nosso Sol.

Segundo os especialistas do ESO, esta seria uma visão parecida àquela que um "extraterrestre" teria caso pudesse fotografar a Via Láctea de longe.
O conjunto de estrelas está a 30 milhões de anos-luz da Terra, na direção da constelação de Pavão, observada com mais frequência nos países do hemisfério sul.

A imagem foi capturada com o telescópio MPG, de 2,2 metros. Esse instrumento está localizado na parte sul do deserto do Atacama, na região chilena de La Silla, onde o ESO mantém instalações para observações astrônomicas.

Apesar da semelhança, NGC 6744 tem o dobro do diâmetro de 100 mil anos-luz da Via Láctea. Seu brilho equivale a 60 bilhões de vezes o do Sol.


Telescópio do ESO mostra a galáxia NGC 6744, a 30 milhões de anos-luz de distância da Terra.
(Foto: ESO)

Endeavour encerra ciclo espacial ao aterrissar na Flórida

Nave será retirada de circulação.    Última missão de um ônibus espacial será feito pela Atlantis, dia 8 de julho.

Imagem fornecida pela NASA mostra a Endeavour através de infravermelho, durante pouso noturno na Flórida. (Foto: NASA / AP Photo)

Do G1, com agências internacionais *- O ônibus espacial Endeavour aterrissou nesta quarta-feira (1º) no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, Estados Unidos, ao término de sua última missão à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). A nave agora será retirada de circulação.

Após a chegada da Endeavour, que estreou em 1992, haverá apenas mais uma missão antes do fim da era dos ônibus espaciais. A última missão de uma nave norte-americana está programada para 8 de julho, quando a Atlantis seguirá com sua carga de equipamentos e provisões à ISS.

A estação, que tem uma tripulação permanente a 385 km da Terra, é um programa internacional de US$ 100 bilhões do qual participam 16 nações.

Com a missão desta quarta, a Endeavour somou 299 dias de operações com 12 visitas à ISS e o transporte de 173 astronautas.

Endeavour, pouco após aterrissar no Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral.
 (Foto: Chris O'Meara / AP Photo)

Nesta última missão, a tripulação foi formada pelo comandante Mark Kelly, o piloto Gregory Johnson, e os especialistas de missão Michael Fincke, Greg Chamitoff, Andrew Feustel, e o astronauta Roberto Vittori, da Agência Espacial Europeia.

(*) Com informações das agências de notícias Efe, France Presse e Reuters



Vídeo NASA TV

terça-feira, 31 de maio de 2011

Ônibus espacial Endeavour começa a retornar à Terra

Nave deve pousar no planeta no dia 1º de junho.   Voo será o penúltimo a ser feito por um ônibus espacial.

Endeavour é fotografado a partir da ISS, uma hora após se 'soltar' da estação espacial. (Foto: Nasa)

Da Reuters - O ônibus espacial Endeavour deixou a Estação Espacial Internacional na noite de domingo, abrindo caminho para a última viagem de volta ao posto de observação avançado na Flórida, antes de a Nasa aposentar sua frota de três ônibus espaciais.

A aeronave estava a 346 quilômetros acima da Bolívia, quando o piloto Greg Johnson realizou a manobra para se afastar do porto de ancoragem que sustentou o Endeavour desde sua chegada à estação em 18 de maio.

O Endeavour levou o mais importante experimento científico da estação - o Espectrômetro Magnético Alfa, um detector de partículas de US$ 2 bilhões - e partes extras para suprir o posto avançado de órbita depois do final do programa de ônibus espaciais.

"O Endeavour está partindo", disse o engenheiro de voo da estação, Ron Garan, via rádio. "Bons ventos e mar calmo, pessoal."

Antes de deixar a órbita da estação, a tripulação do ônibus espacial esperava testar um novo sistema automático que está sendo desenvolvido para a próxima nave espacial da Nasa, o Veículo Multi-Funcional Tripulado, com o objetivo de transportar astronautas à lua, a asteróides e mais para frente, à Marte.

Uma última missão está prevista antes de os Estados Unidos aposentarem seu programa de 30 anos de ônibus espaciais. O Atlantis deve ser lançado em 8 de julho para transportar suprimentos para um ano à Estação, um plano de contingência caso as empresas comerciais contratadas para assumir o fornecimento à estação tiverem atrasos com seus novos veículos.

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