terça-feira, 17 de abril de 2012

Em seu 22º aniversário, Hubble faz imagem de área turbulenta no espaço

Do G1, em São Paulo

A equipe que coordena o Telescópio Espacial Hubble divulgou nesta terça-feira (17) uma foto da região de formação de estrelas conhecida como “30 Dourados”, que fica a 170 mil anos-luz da Terra, na galáxia Grande Nuvem de Magalhães, nas proximidades da Via Láctea.

A imagem é uma combinação entre observações do Hubble e dos telescópios do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), instalados no Chile. De ponta a ponta, a foto compreende uma distância de 650 anos-luz.

As estrelas retratadas são jovens, têm entre 2 milhões e 25 milhões de anos. Por isso, aparecem também nuvens de gás e poeira, que são liberadas nas explosões de supernova, no surgimento das novas estrelas.

Por ser relativamente próxima à Terra, esta região é uma das poucas que os astrônomos podem usar para estudar a formação de estrelas, por isso as imagens são importantes.

Nesta terça, o projeto do Telescópio Espacial Hubble, uma parceria entre a Nasa e a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), completa 22 anos.

 Região de formação de estrelas '30 Dourados', registrada pelo Hubble e pelo ESO (Foto: NASA/ESA/ESO)

domingo, 15 de abril de 2012

Novo observatório faz descobertas sobre planetas a 25 anos-luz da Terra

Do G1 em SP - O Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), projeto que conta com participação brasileira, publicou nesta quinta-feira (12) um estudo sobre o sistema planetário da estrela Formalhaut, a cerca de 25 anos-luz da Terra.


Observatório Alma registrou a parte em laranja da imagem. A parte em azul foi obtida no passado pelo Telescópio Espacial Hubble (Foto: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/the NASA/ESA Hubble Space Telescope)
 
Foi a primeira pesquisa feita com base em imagens obtidas pelo novo observatório Alma, que ainda está em construção no Chile.

Com a nova tecnologia, foi possível observar a região com mais precisão, e os astrônomos viram as bordas do disco de poeira em torno da estrela mais bem delineada. Juntando isso a simulações de computador, eles conseguiram calcular o tamanho dos planetas do sistema.

Os planetas encontrados em torno de Formalhaut são, no máximo, poucas vezes maiores que a Terra. Em 2008, dados do Telescópio Espacial Hubble levaram a crer que eles seriam do tamanho de Saturno, segundo maior planeta do Sistema Solar.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Comete polverizzate intorno a stella

Roma - Un anello di comete polverizzate circonda una giovane stella: potrebbe essere un ritratto del Sistema Solare giovanissimo, quando gli scontri fra comete e altri corpi celesti in formazione erano frequentissimi. Le immagini del telescopio europeo Herschel hanno permesso di analizzare la composizione delle polveri che circonda la stella Fomalhaut. I risultati, pubblicati su Astronomy & Astrophysics, indicano che i detriti sono di collisioni che distruggono migliaia di comete ghiacciate ogni di'.

www.ansa.it

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Astrônomos descobrem fenômeno desconhecido na superfície do Sol

Pontos brilhantes no centro da imagem -- feita em   cor falsa -- são as 'células da coroa solar' (Foto: Nasa/Stereo/NRL)

Do G1 em SP -  Um estudo publicado nesta semana pela revista científica “Astrophysical Journal” mostra um aspecto do Sol que os cientistas ainda não conheciam: as “células da coroa solar”. Elas surgem próximas aos buracos da coroa, que são regiões menos quentes e densas da superfície do Sol.

Estas figuras foram vistas pela primeira vez no fim de 2011, por Neil Sheeley, do Laboratório de Pesquisas da Marinha dos EUA, na capital Washington. Ele identificou a formação observando um material fornecido pelo Observatório de Dinâmica Solar (SDO, na sigla em inglês) da Nasa.

A coroa, onde o fenômeno ocorre, é a atmosfera do Sol. As “células” surgem na superfície como bolhas em uma panela com água fervente. Na imagem, elas têm o centro bem brilhante, com contorno escuro.

“Achamos que as células têm a aparência de chamas, como velas em um bolo de aniversário”, disse Sheeley, em material divulgado pela Nasa. “Se você olha lateralmente, se parecem com chamas. Se olha de cima, são como células”, especificou.

Segundo os autores, entender o fenômeno ajudaria a prever as mudanças nos campos magnéticos do Sol, que afeta nas tempestades solares. Essas tempestades chegam até a Terra e podem influir sobre aparelhos de comunicação por rádio ou satélite.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Nasa estende missões de telescópios espaciais

Do G1, em São Paulo

 
A Nasa (agência espacial norte-americana) está ampliando três missões filiadas com o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) em Pasadena, na Califórnia.

As escolhidas foram a sonda Kepler e o telescópio espacial Spitzer, da parte dos EUA, e a sonda Planck, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), como resultado de um relatório lançado pela agência espacial neste ano.

"Isso significa que os cientistas podem continuar usando as três sondas para estudar tudo, desde o nascimento do universo com a Planck, e as galáxias, estrelas, planetas, cometas e asteróides com a Spitzer, enquanto a função da Kepler que é determinar qual a porcentagem de Sol visto como estrelas são potencialmente habitáveis na Terra como planetas", disse Michael Werner, cientista-chefe de Astronomia e Física no JPL.

A prorrogação dos trabalhos da Kepler foi aprovada para até 30 de setembro de 2016. A extensão oferece mais quatro anos para encontrar planetas planetas do tamanho da Terra em zonas habitáveis, isto é, em regiões do sistema planetário onde possam existir água líquida na superfície da órbita do planeta, em torno de estrelas como o Sol na nossa galáxia.

A Spitzer, lançada em 2003, teve mais dois anos prorrogados de sua missão. Em todo esse tempo a sonda continua a oferecer a comunidade astronômica suas únicas imagens infravermelhas. Entre os seus muitos deveres durante a missão, o observatório está sondando as atmosferas de planetas além do Sol e investigam o brilho de algumas das galáxias mais distantes já conhecidas.

Já a missão Planck vai ser financiada pela Nasa por mais um ano. Lançada em 2009, a sonda está, desde então, recolhendo informações do universo a partir da explosão do bing bang. O grande objetivo da missão é dar pistas sobre a origem, evolução e destino do universo. 

quinta-feira, 29 de março de 2012

Sonda da Nasa faz voo 'rasante' em lua de Saturno

Do G1, em São Paulo -A sonda espacial Cassini fez um voo rasante no Polo Sul da lua Encélado, de Saturno. A nave chegou a uma distância de apenas 74 quilômetros do astro, antes de passar também pelas luas Dione e Jano.

O objetivo da aproximação foi procurar sinais de vida na região. Encélado é considerada uma das melhores candidatas a abrigar micro-organismos em nosso Sistema Solar.

 Os jatos de gelo de Encélado (Foto: NASA/JPL/Space Science Institute )
 
Além disso, os cientistas esperam que equipamentos da Cassini reunam informações sobre o ambiente magnético entre Saturno e a lua.

De acordo com o Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, a sonda carrega 12 instrumentos científicos. Entre seus achados mais importantes para a ciência, o laboratório lista a descoberta de quatro novas luas, de dois novos anéis ao redor de Saturno e, inclusive, a emissão de partículas de gelo na lua Enceladus.

A Cassini foi lançada em 1997 e entrou na órbita de Saturno em 2004. Sua primeira missão foi completada em 2008 e, desde então, foi prorrogada por duas vezes. Em 2015, ela deve se aproximar ainda mais do Polo Sul de Encelados, chegando a apenas 25 km do astro. Esta mesma distância já foi atingida em 2008 na região do equador.

A missão é uma cooperação entre a Nasa, a agências espaciais da Europa e da Itáliae deve durar até 2017.

 Fotografia de Encélado tirada pela Cassini a 'apenas' 111 mil quilômetros de distância (Foto: NASA/JPL/Space Science Institute )

quarta-feira, 28 de março de 2012

Via Láctea tem bilhões de planetas teoricamente habitáveis, diz estudo

Do G1, em São Paulo

Um estudo publicado nesta quarta-feira (28) descobriu que a nossa galáxia, a Via Láctea, abriga dezenas de bilhões de “superterras” em zonas habitáveis. “Superterra” é o termo usado pelos astrônomos para definir planetas com a massa um pouco maior que a da Terra. Já a zona habitável é uma distância da estrela parecida com a que separa a Terra e o Sol, que permite a existência de água líquida.

 Concepção artística da 'superterra' Gliese 667 Cc (Foto: ESO/L. Calçada)
 
Pelas características semelhantes, estes planetas são os principais candidatos a abrigar vida fora da Terra, e por isto são um objeto de pesquisa importante na astronomia.

O estudo foi conduzido pelo Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), um projeto que conta com participação brasileira. Os dados foram obtidos pelo espectrógrafo Harps, um aparelho colocado dentro de um telescópio, feito especialmente para procurar planetas.

Esta pesquisa foi focada nas anãs vermelhas, um tipo de estrela brilhante e menor que o nosso Sol que constitui cerca de 80% de todas as estrelas da Via Láctea.

Os cientistas concluíram que cerca de 40% das estrelas deste tipo têm “superterras” em seu redor. Como há cerca de 160 bilhões de anãs vermelhas na Via Láctea, o estudo estima que haja dezenas de bilhões de planetas teoricamente habitáveis na galáxia.

terça-feira, 27 de março de 2012

Nasa descobre nebulosa que brilha ao misturar gases e poeira de estrelas

AFP -Um imagem registrada pela Nasa (agência espacial norte-americana), nesta terça-feira (27), mostra um emaranhado de poeira e gases estelares em luzes ultravioleta provenientes da nebulosa Cygnus Loop, que fica a cerca de 1.500 anos-luz de distância.

A nebulosa é o que restou de uma supernova, que sofreu uma enorme explosão estelar entre 5.000 e 8.000 anos atrás.

A nebulosa tem mais de três vezes o tamanho da Lua cheia, e está situada próximo a uma das "asas de cisne “ da constelação de Cygnus.

Os filamentos de gás e pó visíveis foram aquecidos pela onda de choque da supernova, que ainda se espalha a partir da explosão original. A supernova original teria sido brilhante o suficiente para ser vista a olho nu da Terra.
 
 Nebulosa criada pela mistura de gases e poeira tem efeito de luz ultravioleta (Foto: AFP/Nasa)

A supernova que 'fala italiano'


Fala italiano e poderia ser uma das supernovas mais brilhantes dos últimos anos: chamada 2012aw, situa-se na constelação de Leão e nestes dias está perto de Marte. O objeto, tão brilhante, que pode ser avistado com um pequeno telescópio de 20 cm, foi observado por um grande grupo de fãs entusiasmados pelo céu de toda a Itália.

     Entre os primeiros a relatar a descoberta para a União Astronômica Internacional (IAU) foi Paolo Fagotti, de Bastia Umbra, junto com Jure Skvarc do Observatório esloveno Crni Vrh. A descoberta foi confirmada por Alessandro Dimai, de Cortina d'Ampezzo e membro do Projeto italiano de Pesquisa de Supernovas, que reúne os ''caçadores italianos'' de supernovas. 

     Outras indicações italianas chegaram de Luigi Fiorentino de Bari; Gianluca Masi, responsável pelo Telescópio Virtual de Ceccano (Frosinone); e Ulisse Munari, do Observatório de Pádua do Instituto Nacional de Astrofísica (Inaf).

     A supernova está no centro da galáxia M95 e atualmente "toca a 13ª magnitude, mas ainda esperamos um aumento de sua luminosidade", afirma a União Italiana dos Astrônomos Amadores (UAI).

     De acordo com as análises preliminares, poderia ser uma supernova do tipo II, uma estrela com uma massa muito grande que no fim de sua vida entrou em colapso com uma enorme explosão. Segundo os astrônomos da UAI, a 2012aw ''deverá ser uma das supernovas mais luminosas dos nossos céus dos últimos anos, graças à sua proximidade da galáxia''. A M95 está a apenas 37 milhões de anos-luz da Terra. 
 

www.ansa.it/www.italianos.it

quarta-feira, 21 de março de 2012

Telescópio faz visão infravermelha mais 'profunda' do Universo

Do G1, em São Paulo

O Observatório Europeu do Sul (ESO), projeto que conta com participação brasileira, publicou nesta quarta-feira (21) a imagem mais “profunda” já obtida do céu. O telescópio Vista, que observa o céu no infravermelho, foi apontado várias vezes para a mesma região, acumulando a radiação emitida pelas galáxias mais distantes, que chega fraca até a Terra.

A imagem que vemos é a combinação de mais de seis mil exposições do telescópio, que captou a luz por um total de 55 horas. Essas exposições foram feitas com cinco filtros de cores diferentes.

O resultado é uma imagem que inclui mais de 200 mil galáxias. Os pontos brilhantes não são estrelas, como o que vemos no céu, mas sim galáxias inteiras, com bilhões de estrelas cada. Daqui a alguns anos, o ESO espera obter imagens bem mais profundas que esta, pois novas observações estão sendo feitas.

 Imagem obtida pelo ESO é a mais 'profunda' já feita do céu (Foto: ESO/UltraVISTA team)

sexta-feira, 16 de março de 2012

Hubble faz imagem de estrelas mais antigas da galáxia

Do G1 em SP - Aglomerado estelar Messier 9 está a 25 mil anos-luz da Terra.Imagem do telescópio espacial foi divulgada nesta sexta (16).



Imagem do telescópio espacial Hubble mostra o aglomerado estelar Messier 9, que fica perto do centro da nossa galáxia. Os cientistas acreditam que as estrelas ali estão entre as mais antigas da Via Láctea, cerca de duas vezes mais velhas que nosso Sol. (Foto: NASA/ESA)

quinta-feira, 15 de março de 2012

Dias após ser descoberto, cometa deve colidir com Sol

Do G1, em São Paulo

Menos de duas semanas depois de ser descoberto, o cometa Swan deve chegar ao seu fim, em uma grande explosão após colidir com nosso Sol, informa o site especializado “Space.com”. O astro foi descoberto na última quinta-feira (8) e não deve sobreviver além da próxima quarta (21).

A rota do Swan é parecida com a do Lovejoy, que passou pela Terra em 21 de dezembro. Mas quando o Lovejoy passou perto do Sol, em 16 de dezembro, ele não colidiu – como os astrônomos esperavam. O Swan pode ter a mesma sorte, mas os cientistas acreditam que é improvável.

 Imagem do cometa Swan feita pela Nasa e divulgada pelo Space.com (Foto: Reprodução)

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