quarta-feira, 19 de março de 2014

Pesquisa identifica sinais de encolhimento de Mercúrio

O planeta mais próximo ao Sol está cerca de 7 km menor do que quando sua crosta se solidificou há mais de 4 bilhões de anos.

Da BBC

 

O esfriamento da porção mais interna de Mercúrio teria resultado em um encolhimento de 7km (Foto: NASA/JHU-APL/CARNEGIE) 
O esfriamento da porção mais interna de Mercúrio teria resultado em um encolhimento de 7km (Foto: NASA/JHU-APL/CARNEGIE)
 
 
O planeta Mercúrio está hoje cerca de 7 km menor do que quando sua crosta se solidificou há mais de 4 bilhões de anos, segundo uma pesquisa feita pela agência espacial americana, a Nasa. O menor planeta do Sistema Solar - e o mais próximo ao Sol - se esfriou ao longo do tempo provocando um enrugamento da superfície.

Cientistas perceberam pela primeira vez o fenômeno quando a sonda Mariner 10 passou próximo ao planeta nos anos 1970. No entanto, imagens recentes do satélite da Nasa Messenger permitiram que os pesquisadores aperfeiçoassem suas estimativas a respeito do tamanho da retração do planeta.

E, conforme artigo divulgado na publicação científica "Nature Geoscience", o encolhimento é significativamente maior do que se pensava anteriormente.

Resultados diferentes
O Mariner fez duas passagens por Mercúrio, em 1974 e 1975, e fotografou cerca de 45% da superfície do planeta. Nessas imagens foram evidenciadas longas marcas que demonstravam que rochas haviam sido deslocadas para cima, enquanto o planeta encolhia.

A partir dessas evidências, pesquisadores calcularam que Mercúrio deve ter diminuído o seu raio por cerca de 1 a 3 km ao longo de sua história. Mas esse resultado entrava em conflito com estudos de modelagem do planeta realizados na época que sugeriam uma contração muito maior, ocorrida nos 4 bilhões de anos.

O satélite Messenger ajudou a resolver essa inconsistência. Desde que ele entrou na órbita de Mercúrio, em 2011, já fotografou 100% do planeta. Isso permitiu um estudo mais amplo das características de Mercúrio. 

A nova avaliação calculou que a retração chega a 7 km do raio do planeta - estimativa mais próxima dos estudos de modelagem.

Paul Byrne, principal autor do estudo e cientista do Carnegie Institution for Science, em Washington, 
também ficou maravilhado com as características da superfície do planeta apontadas no monitoramento.

"Algumas dessas crateras são enormes", ele disse à BBC. "Há uma estrutura geográfica chamada Enterprise Rupes, localizada no hemisfério sul, que tem 1 mil km de comprimento e 3 km de relevo. É uma versão de cadeias montanhosas em Mercúrio. Trata-se de algo surpreendente, dado o reduzido tamanho do planeta. Imagina ficar diante delas?".
 
Relevância
O interior de Mercúrio é bem diferente do da Terra, que tem uma extensa crosta e um manto envolvendo seu núcleo de metal. Com mais de 4.000 km de diâmetro, o núcleo de metal do planeta é bem mais dominante. Ele é coberto apenas por um verniz rochoso fino com pouco mais que 400 km de espessura.

Embora parte do núcleo ainda esteja em forma líquida, uma parte terá esfriado e solidificado, resultando na perda de volume. A Europa e o Japão planejam lançar uma missão conjunta à Mercúrio para acompanhar as observações feitas pelo Messenger.

A sonda Bepi Colombo deve ser lançada em 2016. Um de seus principais pesquisadores será Dave Rothery da Open University na Grã-Bretanha. "As pessoas costumavam pensar que a Terra estava encolhendo - que de fato está um pouco, mas não podemos ver por causa da maneira como as placas tectônicas são criadas e destruídas na Terra", explicou.

"Antes de entendermos as placas tectônicas, as pessoas pensavam que as cadeias de montanhas da Terra eram formadas porque o planeta estava encolhendo e forçando o material para cima, e as áreas de acumulação de sedimentos aconteciam onde a crosta era forçada para baixo pela contração. Sabemos agora que, de modo geral, essa ideia é errada, mas este é o processo em Mercúrio, porque é um planeta com uma única placa."

O estudo é relevante para cientistas que tentam entender planetas fora do nosso Sistema Solar. Muitos deles podem também ter apenas uma única placa e apresentar características na superfície muito semelhantes às observadas em Mercúrio.

Terra foi atingida por impacto duplo de asteroides, diz pesquisa

Análise de crateras gigantes vizinhas na Suécia indicam que elas foram formadas por asteroide e a 'lua' deste.

Da BBC

 

Imagem ilustrada do European Southern Observatory (Foto: BBC) 
Imagem ilustrada do European Southern Observatory (Foto: BBC)
 
 
Nós todos já vimos filmes em que asteróides se movem rapidamente em direção à Terra, ameaçando sua civilização.

Mas o que é menos conhecido é que às vezes essas rochas espaciais ameaçadoras se movimentam em pares.

Pesquisadores delinearam algumas das melhores evidências até hoje de um impacto duplo, em que um asteroide e sua lua aparentemente atingiram a Terra um atrás do outro.

Usando minúsculos fósseis de plâncton, eles estabeleceram que crateras vizinhas na Suécia são da mesma idade - 458 milhões de anos de idade.

No entanto, outros cientistas alertaram que crateras aparentemente contemporâneas poderiam ter sido formada com semanas, meses ou mesmo anos de intervalo.

Detalhes do trabalho foram apresentados na 45ª Conferência de Ciência Lunar e Planetária em Woodlands, no Texas, e os resultados devem ser divulgados na publicação científica Meteoritics and Planetary Science Journal
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As crateras Clearwater no Canadá também devem ter sido formadas por um impacto duplo Foto Nasa  (Foto: BBC)As crateras Clearwater no Canadá também devem
ter sido formadas por um impacto duplo
Foto Nasa (Foto: BBC)
Lockne e Malingen
 
Segundo Jens Ormo, pesquisador do Centro de Astrobiologia de Madri, na Espanha, um punhado de possíveis impactos duplos na Terra já são conhecidos, mas há divergências sobre a precisão das datas atribuídas a estas crateras.

'Crateras de impacto duplo devem ser da mesma idade, caso contrário, poderiam ser apenas duas crateras localizadas uma ao lado da outra',

Ormo e seus colegas estudaram duas crateras chamadas Lockne e Malingen, que se encontram cerca de 16 quilômetros de distância uma da outra no norte da Suécia. Medindo cerca de 7,5 km de largura, Lockne é a maior das duas estruturas. Malingen, localizada mais ao sudoeste, é cerca de 10 vezes menor.

Acredita-se que os asteroides binários são formados quando um asteroide formado por um grande grupo de rochas começa a girar tão rápido sob a influência da luz solar que uma pedra solta é jogada para fora do seu eixo e forma uma pequena lua.

Observações feitas com telescópio sugerem que cerca de 15% dos asteroides próximos da Terra são binários, mas é provável que a porcentagem de crateras formadas por impacto na Terra seja menor.

Apenas uma fração dos binários que atingem a Terra terá a separação necessária entre o asteroide e sua lua para produzir crateras separadas (aqueles que estão muito próximos a suas luas formarão estruturas sobrepostas).

Os cálculos sugerem que cerca de 3% de crateras formadas por impacto na Terra devem ser duplas - um número que está de acordo com o número já identificado pelos pesquisadores.

As características geológicas pouco comuns tanto de Lockne como de Malingen são conhecidas desde a primeira metade do século 20. Mas foi apenas nos anos 1990 que Lockne foi reconhecida como uma cratera formada por um impacto.

Nos últimos anos, Ormo perfurou cerca de 145 metros na cratera Malingen, passando pelo sedimento que a preenche, por pedra britada, conhecida como brechas, e atingindo a pedra intacta no fundo.

Análises das brechas revelaram a presença de uma forma do mineral quartzo, que é criado sob pressões intensas e está associado com o impacto de asteróides.

Esta área era coberta por um mar raso no momento do impacto que formou Lockne, então sedimentos marinhos teriam preenchido imediatamente qualquer cratera formada por impacto no local.

A equipe de Ormo estabelecida para datar a estrutura Malingen usou minúsculos animais marinhos fossilizados chamados chitinozoas, que são encontrados em rochas sedimentares no local.

Eles usaram um método conhecido como biostratigrafia, que permite que geólogos atribuam idades relativas a rochas com base nos tipos de criaturas fósseis encontradas dentro delas.

Os resultados revelaram que a estrutura Malingen era da mesma idade que Lockne - cerca de 458 milhões anos de idade. Isto parece confirmar que a área foi atingida por um impacto duplo de asteroides durante o período Ordoviciano, da era Paleozoica.
 
Evidências convincentes
Gareth Collins, que estuda crateras formadas por impacto no Imperial College de Londres, e não estava envolvido na pesquisa, disse à BBC: 'Com falta de testemunha dos impactos, é impossível provar que duas crateras próximas foram formadas simultaneamente.'

'Mas a evidência neste caso é muito convincente. Sua proximidade no espaço e estimativas consistentes de idade tornam bastante provável um impacto binário.'

As simulações sugerem que o asteróide que criou a cratera de Lockne tinha cerca de 600 m de diâmetro, enquanto o que esculpiu Malingen tinha cerca de 250m. Estas medições são um pouco maiores do que pode ser sugerido pelas suas crateras por causa dos mecanismos de impactos em ambientes marinhos.

Ormo acrescentou que a distância entre Malingen e Lockne está de acordo com a teoria de que elas teriam sido criadas por um binário. Como mencionado, se duas rochas espaciais estão muito próximas, suas crateras se sobrepõem. Mas para se qualificar como uma dupla, as crateras não podem estar muito longe, porque elas vão exceder a distância máxima em que um asteróide e sua lua podem ficar vinculados por forças gravitacionais.

'O asteroide formador de Lockne era grande o suficiente para gerar uma abertura na atmosfera acima do local de impacto', disse Ormo.

Isso pode fazer com que o material do asteroide se espalhe ao redor do globo, como aconteceu durante o enorme impacto que formou a cratera de Chicxulub, que muitos acreditam ter matado os dinossauros, há 66 milhões de anos.

O evento ordoviciano não foi potente o suficiente para que o material fosse espalhado, já que teria sido muito diluído na atmosfera. Mas o impacto pode ter tido efeitos locais, como por exemplo, ter vaporizado instantaneamente qualquer criatura do mar que estivesse nadando nas proximidades.

Outros crateras que podem ter sido formadas por um impacto duplo incluem Clearwater Ocidental e Oriental em Quebec, Canadá; Kamensk e Gusev no sul da Rússia, e Ries e Stenheim no sul da Alemanha.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Scoperti i 'primi tremori' del Big Bang

Annuncio ad Harvard, è la 'firma' delle onde gravitazionali


Rappresentazione grafica delle onde gravitazionali previste dalla teoria della relatività generale di Einstein (fonte: Henze, NASA)  
Rappresentazione grafica delle onde gravitazionali previste dalla teoria della relatività generale di Einstein (fonte: Henze, NASA)

Sono stati scoperti i primi 'tremori' del Big Bang, ossia gli effetti prodotti dalla grande esplosione che ha dato origine all'universo e al processo di espansione attivo ancora oggi. L'annuncio, basato sui dati dell'esperimento Bicep 2, è stato dato dall'università di Harvard.

Foto NASA

La conferma è una delle più attese della fisica contemporanea e indica che c'è stata effettivamente un'epoca in cui, istanti dopo il Big Bang, l'universo ha cominciato a espandersi nella cosiddetta ''fase di inflazione''.
I dati confermano inootre in modo indiretto l'esistenza delle onde gravitazionali, le perturbazioni previste dalla teoria della relatività generale di Einstein e generati, come onde che si propagano in uno stagno, da fenomeni violenti come il Big Bang o l'esplosione delle supernovae.



www.ansa.it/scienza

Imagem de nebulosa Cabeça de Macaco 'celebra' 24 anos do Hubble

Agência espacial europeia divulgou imagem em aniversário do telescópio.
Nebulosa na constelação de Órion fica a 6.400 anos-luz de distância.

Da France Presse
 

A Nebulosa Cabeça de Macaco, captada pelo telescópio Hubble (Foto: AFP/NASA/ESA/the Hubble Heritage Team) 
A Nebulosa Cabeça de Macaco, captada pelo telescópio Hubble 
(Foto: AFP/NASA/ESA/the Hubble Heritage Team)
 
Para comemorar o aniversário de 24 anos do telescópio Hubble, a Agência Espacial Europeia (ESA) divulgou nesta segunda-feira (17) uma imagem inédita captada pelo equipamento da Nebulosa Cabeça de Macaco.

A nebulosa, registrada como NGC2174, fica a cerca de 6.400 anos-luz de distância, na constelação de Orion. Com ajuda de raios infravermelhos, o Hubble captou essa parte do céu em 2011. A colorida região é formada por estrelas jovens em meio a poeira e gás cósmico.

Todos os anos, a ESA e a agência espacial americana (NASA) divulgam uma imagem para celebrar o aniversário do telescópio espacial Hubble, que está em órbita desde 1990.


sexta-feira, 14 de março de 2014

Brasil confirma para dezembro o lançamento do satélite Cbers-4

Segundo Agência Espacial Brasileira, produção do satélite já foi iniciada.
Projeto foi adiantado após fracasso no lançamento do Cbers-3.

Eduardo Carvalho e Carlos Santos  
Do G1, em São Paulo e São José dos Campos
 
A Agência Espacial Brasileira (AEB) confirmou para a primeira quinzena de dezembro o lançamento do Cbers-4, o quinto Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres feito em parceria entre Brasil e China. O equipamento teve sua produção adiantada após o fracasso na tentativa de enviar ao espaço o Cbers-3, em dezembro passado.

De acordo com a AEB, a montagem já é feita desde dezembro de 2013 na China e no Brasil. O Instituto Nacional de pesquisas Espaciais (Inpe), de São José dos Campos (SP), é o responsável pela produção nacional do material.

O Cbers-4 terá o mesmo formato e mecanismos do Cbers-3, com modernização da tecnologia das câmeras de observação da Terra, segundo a AEB. O equipamento deve ser concluído em setembro e transportado para a base de lançamento chinesa em outubro, localizada na província de Sanxi, a 700 km de Pequim.

Apesar do corte sofrido de 10% no orçamento da agência brasileira – caiu de R$ 345 milhões em 2013 para R$ 310 milhões em 2014 – o investimento no novo satélite deve permanecer o mesmo aplicado no Cbers-3, cerca de R$ 160 milhões. A participação na construção permanece dividida em 50% para a China e 50% para o Brasil.

O equipamento tem o objetivo de captar imagens que serão usadas pelo governo brasileiro para monitorar os setores agrícola, florestal, e no controle do meio ambiente.

Satélite Cbers-3 no Laboratório de Integração e Testes (LIT) em São José dos Campos (SP) (Foto: Divulgação/Inpe) 
Satélite Cbers-3 no Laboratório de Integração e 
Testes (LIT) em São José dos Campos (SP)
(Foto: Divulgação/Inpe)
 
 
Falha em foguete
O Cbers-3 foi lançado no dia 9 de dezembro, mas uma falha em um dos estágios do foguete chinês Longa Marcha 4B prejudicou o equipamento, que não alcançou velocidade e altura suficientes para orbitar a Terra e, por isso, retornou ao planeta. Ele foi destruído ao entrar na atmosfera.
Em entrevista concedida ao G1 no fim do ano passado, Petrônio Noronha de Souza, diretor da AEB, informou que a falha foi fortuita e não afetaria o programa espacial do país. Segundo Souza, além do Cbers-4, outras duas etapas consideradas importantes dentro do cronograma do VLS-1 (Veículo Lançador de Satélites) seriam prioridades em 2014.

São elas: a montagem e funcionamento do modelo elétrico, que é a reprodução fiel do foguete, mas sem o combustível, prevista para o segundo semestre deste ano, e a certificação comercial do sistema de navegação do foguete. Para o diretor da AEB, as metas abrem caminho para que o VLS seja completado.
Em encontro da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), ocorrido no fim do ano passado, o Brasil e a China confirmaram ainda a produção de um sexto satélite dentro do Programa Cbers.

O molde do Cbers-5 já está em desenvolvimento e o lançamento está previsto para acontecer em 2017. O valor do projeto ainda não foi fechado.

Orçamento enxuto
Em 2013, o montante destinado ao desenvolvimento do lançador de foguetes e a produção e pesquisa de novos satélites no Inpe foi de R$ 345 milhões. Em 2014, a verba diminuiu em R$ 30 milhões e o valor atual fixado para gastos é de R$ 310 milhões.

Comparativamente, o dinheiro destinado no ano passado à agência espacial americana, a Nasa, principal hub aeroespacial do planeta, foi de R$ 41,2 bilhões. A agência chinesa, que vem ganhando destaque nos últimos tempos com megaprojetos, como uma estação espacial própria, investiu neste ano o montante de R$ 4,6 bilhões.

A Índia, outro país que luta para combater a pobreza ao mesmo tempo em que almeja consolidar-se como potência global, investiu R$ 2 bilhões em seu programa espacial.

Questionado à época sobre o orçamento enxuto do Brasil, o diretor da AEB reconheceu que o valor não é suficiente para bancar todos os investimentos do setor, mas que agência entendia que "suas aspirações devem ser conciliadas a outras prioridades nacionais".
Imagem do Cbers-3, que terá vida útil de 3 anos e vai fornecer imagens ao Brasil, China e outros países parceiros (Foto: Divulgação/Inpe) 
Cbers-4 terá o mesmo formato e mecanismos que tinha o Cbers-3 (acima) (Foto: Divulgação/Inpe)

quinta-feira, 13 de março de 2014

'Arco-íris' em Vênus é fotografado pela primeira vez

Fenômeno conhecido como 'glória', registrado pela Agência Espacial Europeia, ocorre quando a luz do Sol brilha sobre as gotas de uma nuvem.

Da BBC

 

Fenômeno conhecido como 'glória', registrado pela Agência Espacial Europeia, ocorre quando a luz do Sol brilha sobre as gotas de uma nuvem. (Foto: ESA/MPS/DLR/IDA) 
Fenômeno conhecido como 'glória', registrado pela
Agência Espacial Europeia, ocorre quando a luz do Sol
brilha sobre as gotas de uma nuvem
(Foto: ESA/MPS/DLR/IDA)
 
 
Fenômeno semelhante a um arco-íris - e conhecido como 'glória' - foi pela primeira vez fotografado em outro planeta.
A espaçonave Venus Express, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), que decolou em 2005 com a missão de estudar o planeta vizinho, fotografou as nuvens venusianas em posição adequada para registrar a glória, e conseguiu.

Arco-íris e glórias ocorrem quando a luz do Sol brilha sobre as gotas de uma nuvem - que, no caso da Terra, são de água.

Enquanto um arco-íris tem a forma de um arco no céu, as glórias são menores. São uma série de anéis concêntricos de cores com um núcleo brilhante.

Só são vistas quando o observador estiver localizado entre o Sol e as partículas que refletem a luz.

Na Terra, glórias costumam ser vistas por passageiros de aviões em voo, rodeando a sombra das aeronaves nas nuvens, ou por montanhistas no topo de morros cobertos de névoa, explica a ESA em seu comunicado.

A glória venusiana - retratada na primeira imagem completa de um fenômeno como este a ser registrado em outro planeta - foi vista nas nuvens de Vênus, a 70 km da superfície do planeta, em 24 de julho de 2011. As fotos foram divulgadas nesta semana.

Química misteriosa
Mas a ocorrência de uma glória depende que as partículas das nuvens sejam esféricas - ou seja, provavelmente gotas de líquido - e de tamanho similar. Acredita-se que as gotas da atmosfera de Vênus contenham ácido sulfúrico.

Ao capturar imagens das nuvens com o Sol diretamente atrás da Venus Express, os cientistas da ESA explicam que esperavam detectar um fenômeno como este, com o objetivo de analisar as gotas da atmosfera do planeta mais próximo a nós.

A partir das observações feitas a partir da glória, os cientistas estimam que as partículas da nuvem sejam de 1,2 micrômetros, o equivalente a um quinto da largura de um fio de cabelo humano.

Além disso, após analisar as variações de brilho dos anéis do fenômeno, os cientistas creem que uma química incomum talvez esteja em ação em Vênus, produzindo um resultado diferente do esperado de nuvens de ácido sulfúrico misturado com água.

Serão necessárias mais pesquisas para descobrir que outro componente químico pode estar em ação.

Arrivano cinque asteroidi in quattro giorni

A mezzanotte l'osservazione in diretta con il Virtual Telescope


Rappresentazione artistica della fascia di asteroidi fra Marte e Giove (fonte: NASA/JPL-Caltech) 
 Rappresentazione artistica della fascia di asteroidi fra Marte e Giove (fonte: NASA/JPL-Caltech)
 
 
Ben cinque asteroidi visiteranno la Terra nei prossimi quattro giorni, ma tutti si terranno ad una distanza di sicurezza senza che il nostro pianeta corra alcun rischio. ''La statistica dei passaggi ravvicinati alla Terra è sempre la stessa, ma adesso abbiamo strumenti più raffinati che permettono di vedere anche gli asteroidi più piccoli, che prima sfuggivano ai telescopi'', rileva l'astrofisica Gianluca Masi, responsabile del Virtual Telescope e coordinatore scientifico del Planetario di Roma.

Si comincia questa sera con i primi tre asteroidi e l'osservazione sul sito ANSA Scienza e Tecnica in diretta con il Virtual Telescope, in programma a mezzanotte.

Il primo asteroide in arrivo si chiama 2014 DU22, ha un diametro stimato di circa 40 metri e alle 19.51 italiane raggiungerà la distanza minima di 3 milioni di chilometri (pari a 7,87 la distanza fra Terra e Luna), muovendosi con una velocità relativa rispetto alla Terra di 13.5 chilometri al secondo.
 
Dopo poche ore, alle 2.39 italiane, si avvicinerà anche 2014 EP12, dal diametro di circa 35 metri, che raggiungerà la distanza minima di 1.1 milioni di chilometri (pari a 2,9 la distanza fra Terra e Luna) muovendosi alla velocità relativa di 9.9 chilometri al secondo.
 
Il terzo, 2014 EB25, sarà visibile solo dall'emisfero australe. Ha diametro stimato sui 15 metri e raggiungerà la distanza minima di 1.0 milioni di chilometri (2.72 distanze lunari) alle ore 10.58 italiane.
 
Alle 6,00 del mattino del 15 marzo sarà la volta di 2014 EM, del diametro stimato sui 40 metri, che raggiungerà la distanza minima di 1.6 milioni di chilometri (4.3 distanze lunari) con una velocità relativa di 11.6 chilometri al secondo.
 
Il 18 marzo, alle 02.03 italiane, è previsto il passaggio di 2014 EY24, dal diametro di circa 70 metri, che raggiungerà la distanza minima di 3.2 milioni di chilometri (8.4 distanze lunari) con una velocità relativa di 7.9 chilometri al secondo.

Gli asteroidi che, come questi, si avvicinano al nostro pianeta entro il raggio di dieci volte la distanza fra Terra e Luna sono riuniti nel primo portale dedicato a questi oggetti potenzialmente minacciosi. Si chiama ''Asteroid Live'' ed è un servizio del Virtual Telescope dal quale è possibile accedere a immagini, dati e 'appuntamenti in diretta' degli asteroidi vicini alla Terra.
 
 
www.ansa.it/scienza

quarta-feira, 12 de março de 2014

La più grande stella gialla mai vista

Rappresentazione artistica della stella ipergigante gialla HR5171A con la sua compagna (fonte: ESO)  
Rappresentazione artistica della stella ipergigante gialla HR5171A con la sua compagna (fonte: ESO)
 
 
Ha un diametro che supera di 1.300 volte quello del Sole: è la più grande stella gialla mai scoperta e una delle dieci stelle più grandi finora note. La stella ipergigante, descritta sulla rivista Astronomy & Astrophysics, si chiama HR5171A, ha una temperatura superficiale di circa 5.000 gradi e fa parte di un sistema stellare doppio. Ha cioè una stella compagna talmente vicina da essere quasi in contatto con lei.

A scoprirla, con il telescopio Vlti (Very Large Telescope Interferometer) dell’European Southern Observatory (Eso), è stato il gruppo di ricerca coordinato da Olivier Chesneau, dell’Osservatorio francese della Costa Azzurra.

"HR5171A e la sua compagna sono così vicine che quasi si toccano e l'intero sistema assomiglia a una gigantesca arachide", ha detto Chesneau.
 
Gli astronomi hanno osservato che la stella compagna, più piccola e solo leggermente più calda, compie una rivoluzione intorno alla gigantesca HR5171A ogni 1.300 giorni. Per Chesneau la presenza della stella compagna ''è molto significativa in quanto può avere un'influenza sulla sorte di HR5171A, per esempio strappandole gli strati esterni e modificandone l'evoluzione".

La stella gigante è anche del il 50% più grande della famosa supergigante rossa Betelgeuse ed è circa un milione di volte più luminosa del Sole.
 
Le stelle ipergiganti gialle sono molto rare: se ne conoscono solo una dozzina nella nostra galassia e l'esempio più noto è Rho Cassiopeiae. Sono tra le stelle più grandi e più brillanti e sono in una fase instabile della loro vita cambiando rapidamente stato e per questo motivo sono difficili da individuare.
 
A causa di questa instabilità, le ipergiganti gialle espellono materiale verso l'esterno, formando una grande atmosfera estesa attorno alla stella. Nonostante la sua grande distanza, di circa 12.000 anni luce dalla Terra, l'oggetto può quasi essere visto ad occhio nudo da persone con una vista molto acuta. Gli astronomi l'hanno scoperta con la tecnica chiamata interferometria, combinando cioè la luce raccolta da piccoli telescopi in modo da ottenere il risultato equivalemnte a quelo di un telescopio dal diametro teorico di circa 140 metri


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Observatório descobre a maior estrela amarela já encontrada

Corpo celeste tem tamanho 1.300 vezes maior que o diâmetro do Sol.
Astrônomos do Observatório Europeu do Sul (ESO) fizeram a descoberta.

Da EFE
Impressão artística da estrela hipergigante amarela HR 5171 (Foto: Divulgação/ESO) 
Imagem mostra o campo em torno da estrela hipergigante amarela HR 5171
 (Foto: Divulgação/ESO)
 
 
O Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) divulgou nesta quarta-feira (12) que foi descoberta a maior estrela amarela já encontrada -- com tamanho superior a 1.300 vezes o diâmetro do Sol, o que a transforma em uma das dez maiores estrelas detectadas até o momento.

Esta hipergigante, batizada de HR 5171 A, foi detectada com o interferômetro do telescópio VLT (Very Large Telescope) do observatório instalado em Nice, França, faz parte de um sistema composto por duas estrelas, onde a segunda, de menor tamanho, se encontra em contato com a maior.

Pesquisas feitas ao longo de 60 anos, algumas vezes por amadores, indicam que este estranho objeto muda rapidamente e foi detectado em uma fase muito breve e instável de sua vida. Devido a essa instabilidade, as hipergigantes amarelas expelem material para o exterior, formando uma atmosfera grande e estendida ao redor da estrela.

Os astrônomos utilizaram na pesquisa uma técnica chamada interferometria, que combina a luz recolhida por múltiplos telescópios individuais, recriando um telescópio gigante de mais de 140 metros de tamanho.

Impressão artística da estrela hipergigante amarela HR 5171 (Foto: Divulgação/ESO) 
Impressão artística da estrela hipergigante amarela HR 5171 (Foto: Divulgação/ESO)

quarta-feira, 5 de março de 2014

Nasa anuncia missão para lua de Júpiter que pode ter vida

Agência espacial anunciou plano de US$ 15 milhões para enviar missão não tripulada para Europa, a ser lançada após 2020.

Da BBC
 

Cientistas especulam se Europa, que é apenas uma das luas de Júpiter, pode ter vida (Foto: AP Photo/NASA ) 
Cientistas especulam se Europa, que é apenas uma das luas de Júpiter, pode ter vida
 (Foto: AP Photo/NASA )
 
 
A agência espacial americana, Nasa, anunciou planos de enviar uma missão não tripulada a Europa, a lua de Júpiter coberta de água e apontada por cientistas como um local onde pode haver vida.

A Nasa já separou US$ 15 milhões em sua proposta de orçamento para 2015 para iniciar o projeto. O lançamento da missão deve ocorrer, porém, só após 2020.

O administrador da agência, Charles Bolden, fez o anúncio da missão. A pedido do governo americano, a Nasa apresentou o orçamento para o ano fiscal de 2015 já prevendo este projeto.

Bolden destacou que no ano que vem a Nasa continuará a desenvolver "missões científicas que irão longe em nosso sistema solar, revelarão aspectos desconhecidos de nosso universo e fornecerão conhecimentos importantes sobre nosso planeta".

"Estão incluídas verbas para missões para Marte e a formulação (de um projeto) para uma missão para a lua de Júpiter, Europa", acrescentou.
 
Sem detalhes
Não foram divulgados mais detalhes a respeito da missão para Europa, mas a chefe do setor financeiro da Nasa, Elizabeth Robinson, confirmou na terça-feira que a missão só será iniciada na próxima década.

Segundo Robinson, o ambiente com muita radiação que predomina em volta de Júpiter e a distância da Terra serão os grandes desafios para este projeto.

A Nasa vai analisar várias ideias para uma missão a Europa e, por isso, a agência ainda não sabe o tamanho ou o custo exato do projeto, disse Robinson.

Para a chefe do setor financeiro da agência, um dos grandes objetivos será a busca de vida na água líquida que está logo abaixo da superfície coberta de gelo da lua de Júpiter.

Quando a Nasa enviou a sonda Galileu para Júpiter, em 1989, foram necessários seis anos para que a sonda chegasse ao quinto planeta do Sistema Solar.

Outras sondas da Nasa já passaram perto de Europa, especialmente a Galileu, mas nenhuma se concentrou especificamente na lua, que é uma das dezenas que orbitam Júpiter.

Cientistas acreditam que Europa é um ambiente promissor para a vida. Em 2013, foram descobertos jatos de água sendo expelidos através do gelo que cobre a lua.

Asteroide passará entre a Terra e a Lua nesta quarta

Chamado de 2014 DX110, ele tem o tamamnho de um campo de futebol.
Segundo a Nasa, passagem nesta quarta não deve causar danos.

Da France Presse
 

Um asteroide do tamanho de um campo de futebol está prestes a passar bem perto da Terra, mas não deve se chocar ou provocar qualquer dano ao planeta, informou a Nasa nesta quarta-feira (5).

Chamado de 2014 DX110, o asteroide fará parte de uma classe rara de objetos que chegará mais perto do planeta do que a Lua, e passará colado à Terra por volta das 21h GMT (18h de Brasília), informou a agência espacial.

"Assim como acontece cerca de 20 vezes por ano, de acordo com os recursos de detecção disponíveis, um conhecido asteroide passará nesta quarta-feira com segurança mais perto da Terra do que a distância entre o planeta e a Lua", declarou a Nasa em seu site.

Sua distância mínima em relação à Terra será de cerca de 350 mil quilômetros, um pouco mais perto do que a distância lunar média, de 385 mil quilômetros.

Acredita-se que o asteroide tenha 100 metros de diâmetro, ou 30 metros.

A Nasa descobriu o objeto como parte de seus esforços de monitoramento de asteroides, chamado de Near-Earth Object Observations Program.

segunda-feira, 3 de março de 2014

I buchi neri regalano energia alle galassie

Rappresentazione artistica di un buco nero che divora materia dalla stella compagna e nello stesso tempo diffonde energia emanando getti luminosi (fonte: T.D. Russell, ICRAR-Curtin, utilizzando BINSIM di R.Hynes, LSU))  
Rappresentazione artistica di un buco nero che divora materia dalla stella compagna e nello stesso tempo diffonde energia emanando getti luminosi (fonte: T.D. Russell, ICRAR-Curtin, utilizzando BINSIM di R.Hynes, LSU))
 
I buchi neri non sono soltanto dei voraci divoratori di materia, rilasciano anche energia nelle galassie che li ospitano, sotto forma di vento e getti luminosi. Lo dimostra lo studio pubblicato questa settimana sulla rivista Science e coordinato dal dott. Roberto Soria, che lavora nel Centro Internazionale di Radioastronomia (ICRAR) che si trova a Perth, in Australia. La scoperta contribuirà a comprendere meglio i segreti dei buchi neri, della loro evoluzione e degli effetti che esercitano sulle galassie che li ospitano.

I ricercatori hanno osservato per oltre un anno un buco nero situato a 15 milioni di anni luce da noi, nella galassia chiamata M83. Questo oggetto ha una massa relativamente piccola (meno di 100 volte la massa del Sole), ma produce dei getti di materia molto potenti, che colpiscono il gas circostante e gonfiano una bolla di gas caldo attorno al buco nero. La potenza di questo forte vento e' addirittura superiore al cosiddetto limite di Eddington, che si pensava fosse difficile da superare. A quella luminosita', infatti, la luce emanata dal materiale in caduta verso il buco nero e' cosi' intensa da bloccare la discesa di altro gas.

Ma il buco nero osservato nella galassia M83, con i suoi potenti getti, sembra essersi infischiato di questo limite per gli ultimi 20 mila anni, durante i quali ha riversato nel gas circostante l'energia equivalente a quella di 10 esplosioni stellari (supernove). Per fare questo, spiega all'ANSA il dott. Soria, il buco nero deve ricevere un'enorme quantità di gas proveniente da una stella vicina, che è divorata dal buco nero. Come conseguenza di questo pasto luculliano, l'oggetto, prosegue Roberto Soria, non solo ingrassa ma rilascia tantissima energia sotto forma di raggi X, vento e getti di particelle quasi alla velocita' della luce.

"Le nostre osservazioni dimostrano che anche buchi neri piccoli (formati da collassi stellari) possono avere un grande effetto di riscaldamento sul gas di una galassia", sottolinea il dott. Soria. Buchi neri cosi' potenti possono riscaldare il gas al punto da impedire la formazione di nuove stelle (che richiede gas freddo) o addirittura spazzarlo via. Questo e' successo in molte galassie nel primo miliardo di anni dopo il Big Bang.

Oggi buchi neri cosi' ingordi e potenti sono rari. Trovarne uno in una galassia cosi' vicino alla nostra e' come avere a disposizione, conclude il dott. Soria, un modellino che ci aiuta a vedere come si comportavano 12 miliardi di anni fa i loro fratelli piu' grandi (oggi in maggiornza spenti), che stavano ingozzandosi di gas al centro delle loro galassie. 


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