sexta-feira, 21 de março de 2008

Ora vejam só…

Postado por Cássio Barbosa em 13 de Março de 2008 às 15:17
 
nebulosaplanetaria2-300.jpgNem bem o post aí de baixo ficou velho e saem os resultados de uma pesquisa com nebulosas planetárias que são bem interessantes.
Como eu escrevi, cada nebulosa planetária revela uma surpresa: no geral têm quase sempre o mesmo aspecto, mas cada uma tem detalhes próprios. Na maioria das vezes, como na NGC 2371 abaixo, esses detalhes acabam sem explicação, apenas boas hipóteses. Agora, uma equipe de astrônomos da Universidade de Rochester, nos EUA, diz que tem uma outra explicação para a grande variedade de nebulosas planetárias observadas e esta explicação tem a ver com… planetas!
Pois é, você viu aí que o termo nebulosas planetárias foi cunhado há mais de 200 anos, na época em que objetos como esses estavam sendo descobertos. Isso porque aos telescópios da época as nebulosas planetárias lembravam em muito o planeta Urano. Depois de um tempo ficou claro que essas nebulosas não tinham nada a ver com planetas. Agora, depois de muito tempo, parece que as coisas não são bem assim.
Os argumentos da equipe liderada por Eric Blackman são bem interessantes e plausíveis. Funciona assim: as estrelas que originam as nebulosas planetárias são estrelas com pouca massa, tipo o nosso Sol, e não é difícil encontrar planetas em estrelas deste tipo. Temos aí centenas de planetas descobertos em estrelas assim, planetas gigantes gasosos muito próximos das estrelas (os "Hot Jupiters") ou até mesmo indícios de planetas rochosos. Durante a expansão das camadas externas das estrelas, nos momentos finais de suas vidas, a presença de planetas ajudaria a moldar a nebulosa que vai ser ejetada.
Dependendo do tamanho dos planetas e a distância deles em relação à estrela, diferentes formas poderiam ser criadas. Um planeta grande e distante poderia formar uma barreira de gás e poeira que produziria uma "cintura", dificultando a expansão do gás na região do equador da estrela. Isto resultaria em nebulosas deformadas, sem a forma esférica esperada. Planetas mais próximos da estrela poderiam efetivamente bloquear a expansão do gás no equador, favorecendo os pólos como rota de fuga. Nebulosas formadas assim teriam a forma de ampulhetas e em última análise este seria o mecanismo de formação de jatos nas nebulosas.
Tudo isso vem de simulações numéricas, isto é, ninguém viu um planeta em uma nebulosa planetária. Mas é uma idéia interessante e essas simulações conseguiram explicar a forma de M27, a primeira nebulosa planetária descoberta (na foto acima). Além do mais, é uma hipótese de fina ironia, afinal temos dito nesses últimos 300 anos que "nebulosas planetárias nada têm a ver com planetas"!
 
 
Posted by:
Lucimary Vargas
Além Paraíba-MG-Brasil
observatorio.monoceros@gmail.com

Cosmólogo recebe prêmio defendendo existência de Deus

da BBC Brasil
 
Um padre e cosmólogo polonês que sustenta a possibilidade de comprovar matematicamente a existência de Deus foi o vencedor do mais polpudo prêmio acadêmico do mundo.
O professor Michael Heller, 72, de formação religiosa, com estudos em filosofia e doutorado em cosmologia, receberá em maio, em Londres, o prêmio Templeton, outorgado pela fundação homônima de estudos religiosos sediada em Nova York. O valor da premiação é de 820 mil libras esterlinas (cerca de R$ 2,87 milhões).
Os trabalhos mais recentes de Heller abordam a questão da origem do Universo, debruçando-se sobre aspectos avançados da teoria geral da relatividade, de mecânica quântica e de geometria não-comutativa.
"Vários processos no Universo podem ser caracterizados como uma sucessão de estados, de maneira que o estado anterior é a causa do estado que o sucede", explicou o próprio Heller em um comunicado divulgado por ocasião do anúncio do prêmio.
Ele rejeitou a idéia de que religião e ciência são contraditórias. "A ciência nos dá o Conhecimento e a religião nos dá o Sentido. Ambos são pré-requisitos para uma existência decente".
"Invariavelmente eu me pergunto como pessoas educadas podem ser tão cegas para não ver que a ciência não faz nada além de explorar a criação de Deus."
Críticas
Alguns céticos atacam a Fundação Templeton por sua inclinação a favor de ideologias conservadoras da religião.
Um dos principais críticos à instituição é o biólogo evolucionista Richard Dawkins, que já descreveu o prêmio Templeton como "uma soma de dinheiro muito grande que se concede normalmente a um cientista disposto a falar coisas boas da religião".
Para os jurados, Heller mereceu o prêmio por desenvolver "conceitos precisos e notavelmente originais sobre a origem e as causas do Universo, muitas vezes sob intensa repressão governamental".
Heller conhecia o Papa João Paulo 2º, nascido polonês sob o nome de Karol Wojtyla, que personificou a reação da Igreja Católica contra o avanço do comunismo nos países do Leste Europeu.
"Apesar da opressão das autoridades comunistas polonesas a intelectuais e padres, a igreja, impulsionada pelo Concílio Vaticano 2º, garantiu a Heller uma esfera de proteção que o permitiu alcançar grandes avanços em seus estudos", diz sua biografia.
Heller disse que usará o dinheiro do prêmio Templeton para financiar futuras pesquisas.
 
 
Posted by:
Lucimary Vargas
Além Paraíba-MG-Brasil
observatorio.monoceros@gmail.com

Nasa "resgata" oxigênio que formou Sistema Solar

PAUL RINCON-da BBC News
Cientistas da Nasa afirmam ter conseguido medir a composição do oxigênio no momento do nascimento do Sistema Solar.
Segundo os especialistas, a descoberta é vital para tentar reconstruir a evolução de nossos vizinhos cósmicos, os planetas.
A nave espacial Genesis passou mais de dois anos recolhendo amostras de oxigênio das camadas mais externas do Sol.
Essas camadas contêm a composição da Nébula solar, uma imensa nuvem de gás e poeira da qual o Sol e os planetas do Sistema Solar se condensaram há mais de 4 bilhões de anos.
Os resultados da pesquisa foram apresentados na 39ª Conferência de Ciência Lunar e Planetária, em Houston, nos Estados Unidos.
Os especialistas temiam que os dados preciosos haviam sido destruídos quando a cápsula da Genesis contendo a informação caiu no deserto de Utah, em 2004.
Tarefa chave
Os pesquisadores descobriram que o Sol é enriquecido com oxigênio do isótopo 16, que também estaria na composição da Terra e dos meteoritos.
"Temos um sinal muito claro", disse Kevin McKeegan, da equipe da Génesis, baseada na Universidade da Califórina, em Los Angeles.
A Terra, a Lua e os meteoros tem proporções diferentes de três isótopos do oxigênio: oxigênio-16, oxigênio-17 e oxigênio-18. Mas a causa dessas variações ainda é desconhecida.
Ao medir a composição do oxigênio no Sol, os especialistas pretendem estabelecer uma base para entender como os planetas desenvolveram suas composições de oxigênio.
A missão da Genesis custou US$ 264 milhões e passou mais de dois anos recolhendo íons --uma molécula ou átomo que ganhou ou perdeu elétrons num processo conhecido como ionização-- arremessados pelo Sol. Este material é conhecido como vento solar.
A nave espacial capturou os átomos carregados do vento solar e os armazenou em cinco painéis acoplados ao exterior da nave por mais de 800 dias em uma região do espaço distante 1,5 milhão de quilômetros da Terra.
Os dados foram então colocados dentro de uma cápsula que retornou à atmosfera terrestre em setembro de 2004.
Sorte
Ao acionar o pára-quedas, a cápsula deveria ter sido resgatada por um helicóptero a partir de um gancho de cinco metros de comprimento.
Mas o pára-quedas falhou, provocando a queda do material no deserto, colocando em risco toda a missão.
Os cientistas conseguiram resgatar as amostras de vento solar --contendo o oxigênio-- por meio de um espelho eletrostático.
O equipamento se concentrou em restituir a densidade dos íons, em especial o oxigênio, deixando-os em bom estado para análise.
"Muitos consideram que não tivemos muita sorte com a missão da Gênesis, mas nesse caso, nós tivemos muita sorte", disse McKeegan.

Supernova mais luminosa pode se reacender

 

 

Novo mecanismo de supernovas geraria explosões repetidas
por JR Minkel
Um novo tipo de supernova ultrapoderosa, descoberto no ano passado, pode explodir de novo, de acordo com um novo estudo. Pesquisadores relatam que a supernova 2006gy se encaixa em um modelo de explosão de estrelas que já deveria ter produzido duas deflagrações e pode gerar ainda uma terceira antes de a estrela esvaecer. Um segundo estudo propõe que a explosão pode ter surgido do casamento de várias estrelas.

A SN 2006gy chamou a atenção dos astrônomos pela primeira vez em setembro de 2007. Com um brilho 100 vezes mais forte que de uma supernova típica, ela se manteve acesa a toda força por impressionantes três meses, quando a maioria de suas equivalentes já teria começado a sumir. Até oito meses mais tarde ainda brilhava como uma chamada supernova tipo II, a variedade mais comum. A energia liberada indica que a estrela em explosão era um mamute de pelo menos 100 massas solares (sóis).

Geralmente, as supernovas aparecem depois que uma estrela maior que 10 sóis vai gradualmente esgotando seu suprimento de hidrogênio e hélio, que se fundem em elementos progressivamente mais pesados. Incapaz de controlar seu calor para suportar as camadas mais externas, a estrela esgotada implode, projetando seu envelope em um último suspiro de energia nuclear.
1 2 3 »

Pane impede nave de coletar dados de lua de Saturno

da Folha de S.Paulo
 
Um defeito de software impediu que um instrumento-chave da sonda Cassini coletasse dados durante a passagem por uma pluma expelida por gêiseres em uma lua de Saturno, afirmou a Nasa (agência espacial americana).
A Nasa minimizou o problema, chamando-o de um "soluço inexplicado de software". Mas a pane impediu o analisador de poeira cósmica (CDA, na sigla em inglês) da Cassini de operar durante cerca de duas horas, enquanto a sonda sobrevoava o satélite Encélado.
Um dos principais objetivos do sobrevôo era justamente analisar o tamanho, a composição, a densidade e a velocidade das partículas de gelo e poeira que a atividade no pólo Sul de Encélado lança no espaço. Para isso o CDA era fundamental.
O gerente do programa Cassini, Bob Mitchell, disse que o instrumento não coletou dado algum enquanto a Cassini sobrevoava a pluma dos gêiseres, processo que durou menos de um minuto. "Nós havíamos testado o software com muito cuidado. Não sabemos por que não funcionou direito."
O cientista responsável pelo CDA, o alemão Sascha Kempf, disse à Folha que o que aconteceu não foi "exatamente uma pane". Segundo ele, o que os cientistas tentaram fazer foi executar um comando que aumentasse em 50% a eficiência da transferência dos dados do analisador, para que o pessoal na Terra tivesse o máximo possível de informação sobre as partículas coletadas na pluma.
"Dessa vez, no entanto, a execução do comando interferiu na atividade da espaçonave", contou. O instrumento foi forçado a interromper a transferência de dados, e aí "deu pau". "Devido a essa seqüência de eventos altamente improvável, nós não registramos dados do sobrevôo", disse Kempf.
Segundo a Nasa, os outros instrumentos a bordo da Cassini funcionaram direito e coletaram todos os dados que precisavam coletar. A agência disse que eles ajudarão a elucidar "o ambiente da pluma de Encélado". Além disso, durante sua aproximação máxima --a sonda chegou a 52 quilômetros da superfície de Encélado--, ela obteve a fotografia mais próxima já feita do norte da lua.
Foi um sucesso agridoce, no entanto, já que todo o planejamento da missão --que envolvia riscos-- visava analisar as partículas da pluma.
Essa atividade geológica, detectada pela primeira vez em 2005, era inesperada num corpo celeste tão pequeno (com apenas 500 km de diâmetro).
Os gêiseres, que lançam gelo, gás e pó a mais de 700 km de altitude, devem ser produzidos por uma fonte de água quente debaixo da crosta de gelo da lua. A presença de água líquida abre a possibilidade da existência de micróbios em Encélado.
Kempf não se dá por derrotado pela pane: ele diz esperar repetir a medição em agosto, quando a Cassini fará outro sobrevôo da lua misteriosa.

 

Com Reuters

Sonda passa de raspão por lua de Saturno para estudar gêiseres

CLAUDIO ANGELO
Editor de Ciência da Folha de S.Paulo
 
A sonda Cassini passa bem após o sobrevôo mais próximo já feito de uma lua: na tarde de quarta-feira (12), ela esteve a apenas 52 quilômetros da superfície de Encélado, o satélite mais temperamental de Saturno.
O objetivo da aproximação foi justamente observar de perto o mau humor desse astro. Ele se manifesta na forma de jatos de gás e gelo que saem do pólo Sul de Encélado e se estendem por mais de 700 quilômetros espaço afora.
Os chamados gêiseres de Encélado têm sido um mistério para os cientistas desde que foram detectados pela primeira vez, há dois anos e meio. Eles são um sinal de que aquela lua está geologicamente ativa, cuspindo parte do material que forma um dos anéis de Saturno.
Só que, segundo as teorias correntes de formação de planetas, Encélado não deveria ter atividade nenhuma. "Seu diâmetro é um pouco maior que a distância do Rio a São Paulo", conta a vulcanóloga Rosaly Lopes, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa (agência espacial dos EUA).
Com esse tamanho, mesmo que tivesse um núcleo radioativo, essa radiação já teria se dissipado há muito tempo, deixando o interior da lua tão frio quanto sua superfície.
Algo mantém o interior suficientemente quente para produzir essa atividade, diz Lopes.
Para tentar entender melhor o que acontece dentro da lua, cientistas da Nasa e da ESA (agência espacial européia) tomaram uma decisão radical: voar com a Cassini literalmente dentro da pluma de partículas e gás expelida por Encélado.
Com isso, instrumentos a bordo da sonda poderiam captar diretamente os respingos e analisar sua composição. Assim seria possível ter pistas da origem da atividade na lua.
O problema é que há risco nesse tipo de mergulho. "À velocidade que a Cassini viaja, partículas de um milímetro de diâmetro poderiam causar danos sérios à espaçonave", escreveu John Spencer, outro cientista da missão.
Cálculos feitos pelos cientistas indicavam que o risco era relativamente baixo. Mesmo assim, os responsáveis pela Cassini resolveram apenas "molhar os pés" no jato gelado: a entrada na pluma ocorreu à altitude de 200 km.
"Parece que tudo deu certo com o sobrevôo", disse Lopes à Folha. Os primeiros resultados científicos, no entanto, só saem na semana que vem.
 
 
Posted by:
Lucimary Vargas
Além Paraíba-MG-Brasil
observatorio.monoceros@gmail.com

If Alpha Centauri Has Earth-Like Planets, We Can Detect Them

Written by Fraser Cain
Artist illustration of planets around Alpha Centauri. Image credit: UC Santa Cruz
We're holding out hope for the next generation of planet-finding observatories to locate Earth-sized planets orbiting other stars. But hold on, maybe we don't need a super space observatory like ESA's Darwin just yet. In fact, if our nearest neighbour Alpha Centauri has Earth-sized planets, we should be able to detect them with established techniques… right now, with the observatories we have today.

University of California researcher Javiera Guedes has developed a computer simulation that shows that Alpha Centauri B - the largest star in the nearby triple-star system - should have terrestrial planets orbiting within its habitable zone, where liquid water can exist.
They ran several simulations of the system's first 200 million years. In each instance, despite different parameters, multiple terrestrial planets formed around the star. In every case, at least one planet turned up similar in size to the Earth, and in many cases this planet fell within the star's habitable zone.
Guedes and co-author Gregory Laughlin think there are several reasons why Alpha Centauri B makes an excellent candidate for finding terrestrial planets. Perhaps the best reason is that Alpha Centauri is just so close, located a mere 4.3 light years away. But it's also positioned well in the sky, giving it a long period of observability from the Southern Hemisphere.
Most of the 228 extrasolar planets discovered to date have been with the Doppler technique. This is where a planet pulls its parent star back and forth with its gravity. The star's relative velocity in space changes the wavelength of light coming from it which astronomers can detect. Until now, only the largest planets, orbiting at extremely close distances from their parent stars have been discovered.
But with a nearby star like Alpha Centauri B, much smaller planets could be detected.
The researchers are proposing that astronomers dedicate a single 1.5-metre telescope to intensively monitor Alpha Centauri over a period of 5 years. In that time, any change in the star's light should be detectable by this telescope.
"If they exist, we can observe them," said Guedes.
Original Source:
UCSC News Release

14 Responses to "If Alpha Centauri Has Earth-Like Planets, We Can Detect Them"

  1. EJ Says:
    "Guedes and his co-author Gregory Laughlin…"
    Minor point, but it's pretty likely that with the name "Javiera," Guedes is a woman.

Binocular Astronomy: Get Sirius!

Written by Tammy Plotner
M50. NOAO/AURA/NSF
For urban and suburban dwellers, practicing binocular astronomy can sometimes be discouraging because of the lack of faint marker stars to help locate deep sky objects. Right now, early evening dark skies are the perfect opportunity to spot the brightest star in the night sky - Sirius - and let it lead you on to some deep sky gems! So print off this article, grab your binoculars and a good friend and get outside!

Just after sky dark, head outside and look basically south for the "Scorching One". Even if you don't use binoculars, this 8.6 distant light year beauty sparkles and twinkles like a true diamond. Even though it's only the atmosphere which causes the effect, Sirius' beauty has been noted throughout ancient history in both culture and mythology. Small wonder, it's twice as large as our own Sun and 25 times more luminous! One of the earliest star charts done by Ptolemy recorded Sirius' position and in 1676 Edmund Halley noted its movement. While today we understand that stars with large proper motion mean they are closer to us than further away, it was definitely an eye-opening experience for early astronomers.
Now, open your eyes wide by using binoculars of any size and center on Sirius. Move slowly south about one average binocular field until you see a compression of stars. Congratulations! You've just spotted Messier Object 41. As incredible as it may seem, this bright cluster of stars may have also been noticed by Aristotle as far back as 325 BC… without modern optics! Spanning about 25 light years across, there are about 100 stars which are true members of the cluster. if you thought Sirius was bright, then take a close look for a reddish central star. It's 280 times brighter yet than Sirius! Thank heavens it's about 2,300 light years away or there would be no such thing as a "dark sky".
Now head back to Sirius and let's take a hop Northeast just a little more than two binocular fields. Do you see that small heart-shaped collection of stars? It's Messier Object 50. Although this galactic cluster contains about twice as many stars as M41, they are so faint they are difficult to see from light polluted skies. If you have larger binoculars, you can probably even spot some color differences between members.
Let's get Sirius again. This time we're headed almost due east about another two binocular fields. Messier Object 47 is quite bright by comparison, and with good reason; it's much closer than the other two clusters. This time we're only looking about 1,600 light years away. Like its other two star-studded companions, it's about the same age, but has fewer stars. This particular cluster curiosity was an instance where Charles Messier messed up. He recorded its position wrong! For now? Have a look around. These bright clusters are easily seen from most locations and all you have to do is…
Get Sirius!
 
Posted by:
Lucimary Vargas
Além Paraíba-MG-Brasil
observatorio.monoceros@gmail.com

New lunar south polar maps from SMART-1

Lunar south pole mosaic
Lunar south pole mosaic
 
Newly-released images of the lunar south-polar region obtained by ESA's SMART-1 are proving to be wonderful tools to zero-in on suitable study sites for potential future lunar exploration missions.
 
SMART-1's Advanced Moon Imaging Experiment (AMIE) has collected many images of the lunar south-polar region, with unprecedented spatial resolution. The images, obtained over a full year of changing seasons were used to study the different levels of solar illumination on the Moon's surface.

The orientation of the lunar rotation axis is such that the Sun just about grazes the lunar poles, leaving some regions permanently shadowed.

Shackleton crater is located in the inner ring of the south pole Aitken basin, the largest known impact basin in the solar system. It has a diameter of 2600 km.

The south pole is located on the rim of Shackleton crater. SMART-1 took images around the crater, which is a strong contender for a future robotic and human exploration site and for a permanent human base.

The polar mosaics show geological features of interest within reach from the south pole. Monitoring of the illumination of selected polar sites has allowed scientists to confirm that a ridge located 10 km from the Shackleton rim is prominently illuminated, and could be a strong contender for a potential future lunar outpost.

The large number of impact craters in the area indicates that the terrain is ancient. An example is crater Amundsen, 105 km in diameter, lying 100 km from the pole. It shows central peaks and asymmetric terraces that deserve geological and geochemistry studies.
  
 
The Lunar Prospector mission had previously indicated evidence of enhanced hydrogen in the permanent shadowed floors of polar craters, possible sign of water ice – a relevant element when choosing a human outpost.

As to whether or not ice could still be trapped under the floor of polar craters, the former SMART-1 Project Scientist Bernard Foing said, "To understand whether or not water is possibly present at the south pole, we have to take into account the following factors: how volatile elements were delivered to the lunar surface by comets or water-rich asteroids, whether they were destroyed or persisted under a dust cover and for how long they were able to accumulate."
Lunar south pole mosaic - annotated
Lunar south pole mosaic - annotated

"The polar regions are still lunar incognita, and it is critical to explore them and study their geological history," he added.

Using SMART-1 images, SMART-1 AMIE investigators and US collaborators have also counted small impact craters on Shackleton ejecta blanket to estimate the age of the crater. They have found that the number of craters is twice that of Apollo 15 landing site, which would make the Shackleton crater between 3.9 to 4.3 thousand million years old.

"Previous investigators believed Shackleton to be much younger, but that could be due to grazing illumination at the poles, which enhances the topography, mimicking a younger crater."

So, in view of SMART-1 observations, the south polar site looks even more interesting with the confirmation of prominently-lit sites, and the indication of old craters where ice could have had more time to accumulate in permanently-shadowed areas.

"The SMART-1 south polar maps indicate very exciting targets for science and future exploration, within travel reach from a rover or humans at the south pole", says Jean-Luc Josset, Principal Investigator for the AMIE.
 
 
Notes for editors:
 
These high-resolution SMART-1 south polar mosaics were produced and analysed in the framework of a study project for the design and operations of lunar polar robotic landers and rovers, by Marina Ellouzi, a Master's student in space engineering at the Paris-Meudon Observatory. The south polar mosaics, SMART-1 highlights, and results on the geology and illumination of Shackleton crater are being presented and discussed by the SMART-1 AMIE team and collaborators at the 39th Lunar and Planetary Science Conference at League City, Texas between 11-12 March 2008.
 
 
For more information:
 
Bernard Foing, ESA's former SMART-1 Project scientist
Email:
Bernard.Foing@esa.int

Jean-Luc Josset, SMART-1 AMIE Principal Investigator, Space-X Space Exploration Institute
Email :
Jean-Luc.Josset@space-x.ch  
 

First binocular light images

Using twin mirrors, the Large Binocular Telescope has captured the images.
Provided by the University of Arizona, Tuscon
NGC 2770
This is the first of three LBT first binocular light images taken January 11 and January 12. It shows a false-color rendition of the spiral galaxy NGC 2770. Large Binocular Camera team, Rome Observatory [View Larger Image]
March 6, 2008
The Large Binocular Telescope on Mount Graham, Arizona, has taken celestial images using its twin side-by-side, 27.6 foot (8.4-meter) primary mirrors together, achieving first "binocular" light.

U.S., Italian and German partners in the telescope, known as the LBT, are releasing the images today. First binocular light is a milestone not only for the LBT - now the world's most powerful telescope - but for astronomy itself, the partners say.

The first binocular light images show three false-color renditions of the spiral galaxy NGC 2770. The galaxy is 102 million light-years from our Milky Way, a relatively close neighbor. The galaxy has a flat disk of stars and glowing gas and is tipped slightly toward our line of sight.

The first image combines ultraviolet and green light and emphasizes the clumpy regions of newly formed hot stars in the spiral arms. The second image combines two deep red colors to highlight the smoother distribution of older, cooler stars. The third image is a composite of ultraviolet, green and deep red light and shows the detailed structure of hot, moderate and cool stars in the galaxy. The cameras and images were produced by the Large Binocular Camera team, led by Emanuele Giallongo at the Rome Astrophysical Observatory.
NGC 2770
This is the second of three LBT first binocular light images taken January 11 and January 12. It shows a false-color rendition of the spiral galaxy NGC 2770. Large Binocular Camera team, Rome Observatory [View Larger Image]
The LBT has a light-collecting area equivalent to a single 39-foot (11.8-meter) surface and will combine light to produce the image sharpness equivalent to a single 75-foot (22.8-meter) telescope. It is located on 10,480-foot Mount Graham in southeastern Arizona.

"To have a fully functioning binocular telescope is not only a time for celebration here at LBT, but also for the entire astronomy community," UA Steward Observatory Director, Regents' Professor and LBT Corp. President Peter A. Strittmatter says. "The images that this telescope will produce will be like none seen before. The power and clarity of this machine is in a class of its own. It will provide unmatched ability to peer into history, seeing the birth of the universe."

Regents' Professor and Steward Observatory Mirror Lab Director Roger Angel was one of the UA astronomers who conceived the basic idea for the LBT in the early 1980s. The UA Mirror Lab, world-renowned for pioneering mirror technologies, cast the LBT mirrors in its giant rotating furnace and polished them by a unique stressed-lap technique to virtual perfection. Angel was involved earlier in UA research that is developing adaptive optics technologies for giant telescopes, technologies that defeat atmospheric turbulence.

"The LBT gives me the most satisfaction of any astronomy project I've worked on, because it is very revolutionary, and because it has given Arizona the largest and the best telescope in the world," Angel says. "When all the pieces are in place, the LBT will take images sharper than any other telescope. I think it's the most likely telescope to take the first pictures of planets around other stars because of the unique advanced technologies used to build it."
NGC 2770
This is the third image of NGC 2770 taken January 11 and 12. Large Binocular Camera team, Rome Observatory [View Larger Image]
International cooperation that saw the project through to completion "is remarkable," says John P. Schaefer, chairman of the LBT Corp. board of directors and member of the Research Corp. board of directors. "The LBT project was once just an idea, and now it is the world's most advanced telescope, made possible by international collaboration of over 15 institutions. The completion of this one-of-a-kind instrument reflects what can happen when people come together and work towards a common goal."

LBT Director Richard Green says, "The amount of time and work that was put into this project to reach the point where we are today is immense. We have gone through challenging moments, but to see the telescope operational with both mirrors is a great feeling. Everyone who has worked on this, at all levels, is enormously proud of what has been accomplished."

Passing Through the Plumes; Enceladus Flyby on Wednesday

Written by Fraser Cain
The plumes on Enceladus. Image credit: NASA/JPL/SSI
Mark your calendars, this is going to be an amazing ride. NASA's Cassini spacecraft is going to make a flyby of Saturn's moon Enceladus on Wednesday, March 12, 2008. And this time, the spacecraft is going to fly right through the mysterious geysers of water ice blasting out of the moon's Southern pole. At its closest approach, Cassini is going to get within 50 km (30 miles) of the surface. Now that's close!

It was on a previous flyby that Cassini turned up evidence for the ice geysers in the first place. Images of the moon showed that huge plumes of water ice are pouring out of deep cracks around the moon's southern pole. It's believed that tidal interactions between Enceladus and Saturn are heating the moon's interior. That heat has to escape, and this is how.
The particles really blast out of Enceladus, traveling at 1,285 km/h (800 miles per hour). The plumes expand out to distance three times as large as the moon itself. And this material even seems to be contributing to one of Saturn's rings.
So on Wednesday, scientists will have an opportunity to get some of their questions answered. Cassini will fly on a trajectory that takes it through the edge of the plumes. At this point, it will be about 195 km (120 miles) above the surface. It will get even closer, skimming the moon at just 50 km (30 miles).Although there will be pretty pictures, the main instruments used will be Cassini's particle analyzers. These will study the composition of the plumes themselves - "sniffing and tasting" them.

"There are two types of particles coming from Enceladus, one pure water-ice, the other water-ice mixed with other stuff," said Sascha Kempf, deputy principal investigator for Cassini's Cosmic Dust Analyzer at the Max Planck Institute for Nuclear Physics in Heidelberg, Germany. "We think the clean water-ice particles are being bounced off the surface and the dirty water-ice particles are coming from inside the moon. This flyby will show us whether this concept is right or wrong."


This will actually be the first of four Cassini/Enceladus flybys this year, and so if scientists don't see what they're looking for, there will be other chances.
Original Source:
NASA/JPL Flyby Page

Lixo Espacial

Acredito que todo problema tem a hora "certa" de ser tratado. Se nas nossas primeiras investidas espaciais ficássemos preocupados em não deixarmos partes de foguetes; satélites já inoperantes; peças; resíduos; ferramentas; etc., vagando "soltos" no espaço; certamente o nosso desenvolvimento astronáutico teria sido bem mais lento.

Hoje, várias décadas após o Sputnik, a situação é muito diferente. Por um lado, esses "dejetos" (ou "lixo") gravitando em torno de nosso planeta já são em tão grande número (e o numero deles cresce cada vez mais) que têm ameaçado a segurança de nossos astronautas; naves; satélites; etc.; e em alguns casos, já têm até ameaçado a nossa segurança em terra. Por outro lado, o nosso conhecimento astronáutico chegou a um nível que nos permite investir na procura de soluções práticas e economicamente viáveis para o problema, sem determos nosso desbravamento espacial.

Mês passado um satélite norte americano desgovernado (usado para espionagem) foi destruído por um míssil, felizmente com "sucesso", antes que caísse sobre alguma região de nosso planeta. Esse satélite estava carregado com hidrazina, elemento altamente tóxico. A queda desse satélite em área habitada poderia levar a um número incalculável de mortes.

Em março de 2001 a estação espacial russa Mir, de 120 toneladas, voltou ao nosso planeta em uma queda controlada. Várias partes, algumas com várias toneladas, caíram no Oceano Pacífico Sul, a leste da Nova Zelândia — área essa designada por tratados internacionais como nosso "lixão" espacial.

O "lixo espacial" que mais deixou os cientistas apreensivos foi, sem dúvida alguma, a estação espacial norte americana Skylab, de 69 toneladas, que em julho de 1979 caiu quase que totalmente descontrolada na Terra. Várias de suas partes atingiram o oeste da Austrália e o Oceano Índico. Cerca de quatro anos antes, um estágio de 38 toneladas do foguete Saturno II, que lançou a Skylab, já havia causado apreensão ao cair, também descontroladamente, no Oceano Atlântico, ao sul dos Açores.

Em janeiro de 1979 um satélite militar soviético (Cosmos 954) portando um pequeno reator nuclear ficou descontrolado, vindo a cair no Canadá; felizmente em área desabitada. O serviço de inteligência norte americano chegou a lançar um alarme atômico para os paises ocidentais.

Na madrugada de 11 de março de 1978 partes de um foguete soviético reentraram na atmosfera acima da cidade do Rio de Janeiro e caíram no Oceano Atlântico. Foi um belo espetáculo. Inúmeros fragmentos, entrando em ignição devido ao atrito com a atmosfera, brilharam intensamente, enquanto "cortavam o céu". Se a reentrada tivesse acontecido alguns minutos depois, entretanto, teríamos uma tragédia, pois a queda seria na área urbana do Rio e não no oceano.

Casos como esses em que temos nossas vidas ameaçadas por lixo espacial, aqui, na superfície de nosso planeta, por enquanto ainda são poucos. Entretanto esses corpos, ameaçando nossos satélites, também ameaçam nossas pesquisas; comunicações; informação; economia; etc.; e essa ameaça é diária.

Os números não são precisos, mas segundo levantamento efetuado pela NASA (Agência Espacial Norte Americana), calcula-se que existam por volta de 3,5 milhões de resíduos metálicos; lascas de pintura; plásticos; etc., com dimensões inferiores a um centímetro, orbitando nosso planeta. Objetos entre um e dez centímetros, nessas mesmas condições, devem ser cerca de 17,5 mil; e sete mil com tamanhos maiores que dez centímetros. No total, devemos ter mais de três mil toneladas de lixo espacial orbitando nosso planeta a menos de 200 km de altitude.

Até mesmo partículas ínfimas como pequeníssimas lascas de pintura, podem danificar irremediavelmente uma nave ou um satélite ou mesmo matar um astronauta devido às altíssimas velocidades que adquirem. A velocidade média desses dejetos é da ordem de 25 mil km/h.

O acidente espacial mais grave até hoje registrado aconteceu em julho de 1996. Um satélite militar francês (Cerise) foi atingido por um fragmento de um foguete também francês (Ariane) que dez anos antes havia explodido no espaço. O satélite se desestabilizou, vindo a cair, felizmente de forma controlada, em nosso planeta.

 
Algumas ações (por enquanto ainda tímidas) têm sido realizadas para se enfrentar o problema do lixo espacial. Em fevereiro de 2007, a ONU deu um passo importante nesse sentido, aprovando as "Diretrizes para a Redução dos Dejetos Espaciais", em reunião do Sub-comitê Técnico-Científico do Comitê da ONU para o Uso Pacífico do Espaço (COPUOS).

Tais diretrizes, entretanto, não têm sido seguidas. Em julho passado, por exemplo, fiquei pasmo ao receber a notícia, documentada fotograficamente: Os astronautas Clay Anderson e Fyodor Yurchikhin, "limpando" a Estação Espacial Internacional, descartaram no espaço um tanque de amônia de 636 kg.
 
 
* Renato Las Casas é professor do Departamento de Física do Instituto de Ciências Exatas e Coordenador do Grupo de Astronomia da UFMG
 
Leia outros artigos de astronomia

Leia artigos sobre saúde, comportamento, tecnologia e meio ambiente
 
Arquivo UFMG

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...