sábado, 5 de abril de 2008

Visibilidade dos Planetas em Abril

MERCÚRIO

visibilidade - neste mês é um astro de difícil observação por sua aparente proximidade ao Sol. No final do mês reaparece ao anoitecer.
movimentação - em Pisces (os Peixes) até o dia 5 quando ingressa em Cetus (a Baleia) para uma rápida passagem até o dia 8, quando retorna a Pisces. No dia 17 adentra em Aries (o Carneiro) onde permanece até o dia 30 quando ingressa em Taurus (o Touro).
brilho - m = - 0,6 (dia 1), m = - 1,6 (dia 15) e m = - 1,0 (dia 30).
condições de observação - ruins durante todo o período.
coloração - branca.


VÊNUS

visibilidade - observado pouco antes do amanhecer junto ao horizonte leste. No final do período torna-se um astro de difícil observação por sua aparente proximidade ao Sol.
movimentação - em Aquarius (o Aquário ) até o dia 2 quando ingressa em Pisces (os Peixes), permanecendo nesta constelação até o dia 12, quando penetra em Cetus (a Baleia) para uma rápida passagem até o dia 15, quando retorna a Pisces.
brilho - intenso brilho com m = - 3,8 (dia 1) e m = - 3,9 (dia 30).
condições de observação - não são boas durante todo o período.
coloração - levemente azulada.



MARTE

visibilidade - observado ao anoitecer, à meia altura a nor-noroeste (NNO).
movimentação - em Gemini (os Gêmeos).
brilho - decresce com o decorrer do período: m = + 0,8 (dia 1), m = + 1,0 (dia 15) e m = + 1,2 (dia 30).
condições de observação - boas, durante todo o período.
coloração - avermelhada.




JÚPITER

visibilidade - observado a partir da 0h 30min no início do mês, das 23h 30min em meados de abril e das 22h 40min no final do período, a leste (E).
movimentação - em Sagittarius (o Sagitário).
brilho - discreto aumento no decorrer do mês: m = - 2,2 (dia 1) e m = - 2,4 (dia 30).
condições de observação - excelentes, durante todo o período.
coloração - branca.




SATURNO

visibilidade - observado no início da noite, à meia-altura a nordeste (NE) no início do mês e a nor-nordeste (NNE) no final do período.
movimentação - em Leo (o Leão), junto à estrela Regulus (Alpha Leonis).
brilho - praticamente estável ao longo do mês: m = + 0,4 (dia 1) e m = + 0,5 (dia 30).
condições de observação - excelentes, durante todo o período.
coloração - amarelada.




URANO

atenção - astro observável, preferencialmente, por meio de instrumentos ópticos, com diâmetros superiores a 50mm.
visibilidade - observado a partir das 5h no início do mês, das 4h 15min em meados de abril e das 3h 15min no final do período, a leste (E).
movimentação - em Aquarius (o Aquário), nas proximidades de Phi Aquarii (m = + 4,4).
brilho - estável ao longo do mês: m = + 5,9.
condições de observação - excelentes, durante todo o período.
coloração - levemente esverdeada.




NETUNO

atenção - astro visto por meio de instrumentos ópticos. Recomenda-se, para uma melhor observação, que o diâmetro do telescópio seja superior a 110mm.
visibilidade - observado a partir das 3h 10min no início do mês, das 2h 10min em meados de abril e das 2h 10min no final do período, a és-sudeste (ESE).
movimentação - em Capricornus (o Capricórnio), nas proximidades de Deneb Algedi (Delta Capricorni - m = + 3,0).
brilho - estável ao longo do mês: m = + 7,9.
condições de observação - excelentes, durante todo o período.
coloração - levemente azulada.



FONTE: Observatório Céu Austral

Destaques do Mês de Abril de 2008

02 de abril - quarta-feira:
Ocultação do planeta Netuno pela Lua, vista a partir das 3h, com a Lua ainda próxima ao horizonte és-sudeste (ESE). Acompanhe o fenômeno até o amanhecer. Observe por telescópio.

04 de abril - sexta-feira:
Bela configuração entre a Lua e o planeta Urano, vista a leste (E) a partir das 4h 45min. Observe por telescópio.

8 de abril – terça-feira:
Bela configuração entre a Lua no início do crescente e o aglomerado estelar aberto das Plêiades (M 45), situado na constelação de Taurus (o Touro), vista ao anoitecer a noroeste (NO). Observe a olho nu ou por binóculo.

10 de abril - quinta-feira:
Bela configuração entre a Lua e a estrela Elnath (Beta Tauri), vista ao anoitecer a nor-noroeste (NNO). Observe a olho nu ou por binóculo.

10 de abril – quinta-feira:
Quadratura oeste do planeta Júpiter. Nesta data, o planeta encontra-se a 90 graus a oeste do Sol. No momento em que o sol estiver nascendo, Júpiter está praticamente na direção norte-sul. Observe a olho nu, por binóculo ou por telescópio.

11 e 12 de abril - sexta-feira e sábado:
Bela configuração entre a Lua e o planeta Marte, vista ao anoitecer para os lados do norte (N). Observe a olho nu ou por binóculo.

12 de abril – sábado:
Observe a Lua junto às estrelas Pollux e Castor (Beta e Alpha Geminorum, respectivamente), situadas um pouco ao norte da Lua, vista ao anoitecer ao norte (N). Observe a olho nu ou por binóculo.

13 de abril – domingo:
Conjunção da Lua e o aglomerado estelar aberto do Presépio (M 44), situado na constelação de Cancer (o Caranguejo), vista ao anoitecer a nor-nordeste (NNE). Observe por binóculo ou telescópio.

14 de abril - segunda-feira:
Bela configuração entre a Lua, a estrela Regulus (Alpha Leonis) e o planeta Saturno (a leste de Regulus), vista ao anoitecer a nordeste (NE). Observe a olho nu ou por binóculo.

15 de abril - terça-feira:
Bela configuração entre a estrela Regulus (Alpha Leonis), o planeta Saturno (a leste de Regulus) e a Lua (a leste de Saturno), vista ao anoitecer a nordeste (NE). Observe a olho nu ou por binóculo.

16 de abril – quarta-feira:
Conjunção superior do planeta Mercúrio (com o Sol). Neste dia os dois astros nascem e se põem praticamente juntos.

19 de abril - sábado:
Bela configuração entre a Lua e a estrela Spica (Alpha Virginis), vista ao anoitecer a leste (E). Observe a olho nu ou por binóculo.

22 de abril - terça-feira:
Observe a Lua junto às estrelas que formam a cabeça de Scorpius (o Escorpião), a partir das 19h 40min a és-sudeste (ESE). Observe a olho nu ou por binóculo.

23 de abril - quarta-feira:
Observe a Lua um pouco a leste da estrela Antares (Alpha Scorpii), a partir das 20h 15min a és-sudeste (ESE). Observe a olho nu ou por binóculo.

26 de abril – sábado:
Bela configuração entre a Lua e o planeta Júpiter, vista a partir das 22h 50min a és-sudeste (ESE). Observe a olho nu ou por binóculo.



FONTE: Observatório Céu Austral

Céu do Mês de Abril de 2008


Principais Constelações de Abril
Roteiro de observação

O céu, este mês, mostra-se característico da estação do outono. Orion, o gigante caçador Órion (Ori), constelação símbolo do verão e onde situam-se as Três Marias, encontra-se à meia-altura para os lados do oeste (O). Ao sul de Orion estão Lepus, a Lebre (Lep) e Columba, a Pomba (Col).
A noroeste (NO), à meia altura, destacam-se Gemini, os gêmeos (Gem) e Cancer, o Caranguejo (Cnc). À meia-altura, para os lados do norte (N) situa-se Leo, o Leão (Leo), constelação símbolo da estação do outono. Ao norte de Leo avistamos Linx, o Lince (Lyn), formada por estrelas de fraco brilho, Leo Minor, o Leão Menor (LMi) e Ursa Major, a Ursa Maior (UMa). Elevando-se a nordeste (NE), parcialmente visível, está a constelação de Boötes, o Boieiro (Boö). Pouco acima do horizonte nor-nordeste (NNE), notamos a pequenina constelação de Canes Venatici, os Cães de Caça (CVn).
De Orion em direção ao sudeste (SE), avistamos Canis Major (CMa), o Cão Maior, um dos cães de caça de Orion . A leste de Orion estão Monoceros, o Unicórnio (Mon), e Canis Minor (CMi), o Cão Menor, o outro cão de caça do gigante caçador. Na região mais alta do céu vemos a constelação de Hydra, a Hidra Fêmea (Hya). Junto à Hydra estão Sextans (Sex), o Sextante, e o inconfundível trapézio de Corvus (Crv), o Corvo.
Em direção ao sudoeste (SO) vemos as constelações de Carina, a Quilha do Navio (Car), Puppis, a Popa do navio (Pup), e Vela, as Velas da embarcação (Vel). Volans, o Peixe Voador (Vol), Dorado, o Dourado (Dor), e Reticulum, o Retículo (Ret), estão ao sul e sudoeste de Carina e são formadas por estrelas de fraco brilho aparente.
A sudeste (SE) encontram-se Musca, a Mosca (Mus), Crux, o Cruzeiro do Sul (Cru) e constelação de Centaurus (Cen), o Centauro. Mais para os lados do sul (S) estão Chamæleon (Cha), o Camaleão, Apus (Aps), a Ave do Paraíso e Octans (Oct), o Oitante, onde encontra-se a estrela polar do sul e Hydrus, a Hidra Macho (Hyi). Próximas ao horizonte sul-sudeste (SSE) vemos Triangulum Australe (o Triângulo Austral (TrA), constelação muito utilizada para processos noturnos de orientação no campo, e Ara, o Altar (Ara).
Acima do horizonte leste (E) encontram-se as constelações de Virgo, a Virgem (Vir) Virgem) e de Libra, a Balança (Lib). A sudeste (SE), parcialmente acima do horizonte, encontra-se Scorpius, o Escorpião (Sco), associada às noites do inverno. Entre Scorpius e Centaurus localizam-se as constelações de Lupus, o Lobo (Lup) e Norma, o Esquadro (Nor).

resumo extraído de "Estrelas e Constelações - Guia Prático de Observação"
de autoria de Paulo G. Varella e Regina A. Atulim

OBSERVAÇÕES:
O mapa assinala o aspecto do céu visto ao longo deste mês, nos seguintes horários: início do mês às 21h 20min; meio do mês às 20h 40min; final do mês às 20h 00min. Junto ao círculo que delimita o mapa (e que representa o horizonte do observador) estão as direções dos quatro pontos cardeais e dos quatro colaterais, que devem estar orientados para os seus correspondentes na natureza; o centro do círculo é o Zênite, ponto do céu diretamente acima da cabeça do observador.
Os instantes fornecidos são para o fuso horário de Brasília.

Mapa com as principais constelações visíveis durante o mês de abril:
Clique no Mapa para Ampliá-lo
Dia 15 de Abril - 20h40m
FONTE: Observatório Céu Austral

sexta-feira, 4 de abril de 2008

NOSSOS CÁLCULOS - ABRIL 2008

LUA

Nodo ascendente dia 2/04 15h19

Nodo descendente dia 16/04 6h52

Nodo ascendente dia 29/04 20h09

Perigeu dia 7/04 19h30

Apogeu dia 23/04 9h35

Lua Nova 6/04 3h31

Quarto Crescente dia 12/04 18h32

Lua Cheia dia 20/04 10h26

Quarto Minguante dia 28/04 14h13


Por: Marco Aurélio Álvares da Silva - Direção de Astronomia de Posição do OAM

Astronomia.com - Newsletter 5 aprile 2008



Caro appassionato/a,
come ogni settimana astronomia.com Ti informa sulle ultime pubblicazioni:

Meteoriti e mattoni della vita (3 aprile) - di Claudio Elidoro
Scoperta in due meteoriti antartici una concentrazione di amminoacidi dieci volte superiore a quella finora individuata in meteoriti di analogo tipo.
News completa: http://www.astronomia.com/2008/04/03/meteoriti-e-mattoni-della-vita/

Dalla fascia degli asteroidi alla Terra: un viaggio entusiasmante (2 aprile) - di Vincenzo Zappalà
La caduta del bolide del 1 marzo, mi ha spinto a descrivere brevemente la sua probabile storia che inizia più di quattro miliardi di anni fa.
Articolo completo: http://www.astronomia.com/2008/04/02/dalla-fascia-degli-asteroidi-alla-terra-un-viaggio-entusiasmante/

Il sole visto da... (1 aprile) - di Pierluigi Panunzi
Vi siete mai chiesti quanto grande apparirebbe il Sole visto da un altro pianeta del Sistema Solare?
Articolo completo: http://www.astronomia.com/2008/04/01/il-sole-visto-da/

Il passato vulcanico di Marte (31 marzo) - di Claudio Elidoro
Una nuova analisi della craterizzazione di Marte rivela la presenza nel passato del pianeta di una serie di sconvolgenti episodi di violente eruzioni vulcaniche.
News completa: http://www.astronomia.com/2008/03/31/il-passato-vulcanico-di-marte/

Il record delle osservazioni ad occhio nudo (30 marzo) - di Vincenzo Zappalà
Rilevato un Gamma-Ray Burst nella costellazione del Bootes. La distanza del fenomeno è stata stimata in 7,5 miliardi di anni luce e la sua magnitidine è stata talmente elevata da poter essere osservata ad occhio nudo!
News completa: http://www.astronomia.com/2008/03/30/il-record-delle-osservazioni-ad-occhio-nudo/

Una lenta agonia (29 marzo) - di Vincenzo Zappalà
Quando il Sole sarà vecchio e malato, la vita sulla Terra si spegnerà lentamente, cercando di sfruttare al meglio le ultime risorse.
Racconto completo: http://www.astronomia.com/2008/03/29/una-lenta-agonia/

Evento - Colonizzare la Luna e gli asteroidi (29 maro) - di Adriano Autino
"A new Renaissance: colonizing the Moon and the Near Earth Asteroids!". Questo è lo slogan della Convention che si terrà a Belgirate (Lago Maggiore) il 7 giugno prossimo, organizzata da Tecnologie di Frontiera.
Comunicazione completa: http://www.astronomia.com/2008/03/29/evento-colonizzare-la-luna-e-gli-asteroidi/

Attenzione all'iceberg! (29 marzo) - di Vincenzo Zappalà
Qualche informazione in più sul distacco dell'enorme iceberg avvenuto in Antartide…
News completa: http://www.astronomia.com/2008/03/29/attenzione-alliceberg/

Appuntamento alla prossima settimana!
Lo staff di Astronomia.com




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Lucimary Vargas de Oliveira Guardamino Espinoza
Além Paraíba-MG-Brasil
Presidente:
Observatório Astronômico Monoceros
Estação Meteorológica Nº083/5ºDISME-INMET
CEPESLE -Centro de Estudos e Pesquisas Sertões do Leste
AHAP-Arquivo Histórico de Além Paraíba
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quinta-feira, 3 de abril de 2008

Nova técnica deve permitir detecção de planetas idênticos à Terra


Concepção artística de um planeta como a Terra fora do Sistema Solar (Foto: David A. Hardy/AFP)


A busca por planetas fora do Sistema Solar continua indo de vento em popa -- a ponto até de ser perigoso cravar ao certo quantos já foram descobertos. Ainda assim, os cientistas continuam à procura de um mundo exatamente igual à Terra. Agora, graças a uma nova técnica desenvolvida por uma equipe da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, isso deve mudar.

Claro, ao ler o título do artigo que eles acabam de publicar no periódico científico britânico "Nature", seria difícil de adivinhar qual é a grande sacada: "Um pente de freqüências laser que permite medições de velocidade radial com uma precisão de 1 cm/s". Uau, que empolgante. O cientifiquês quase esconde a notícia. Mas vamos lá, à decifração. Começando pela explicação de como funciona a principal forma usada hoje para detectar planetas fora do Sistema Solar. Como esses astros são muito menos brilhantes do que as estrelas em torno das quais eles giram, é impossível observá-los diretamente. Por conta disso, os cientistas desenvolveram vários métodos indiretos de detectá-los. O mais antigo e difundido deles envolve detectar uma "dancinha gravitacional" que a estrela faz conforme os planetas giram ao seu redor, indo para lá e para cá, conforme seus companheiros rodopiam em torno dela. Pois é, assim como o Sol atrai a Terra e os outros planetas para que eles fiquem girando ao redor dele, os planetas também atraem o Sol, fazendo com que ele execute um ligeiro bamboleio. O maior dos planetas do Sistema Solar, Júpiter, tem apenas um milésimo da massa do Sol, e sua gravidade faz com que a estrela altere sua chamada "velocidade radial" em 10 centímetros por segundo. Ou seja, um ET que estivesse observando o Sol de longe veria a estrela se deslocando ora para longe, ora para perto, alterando sua velocidade em 13 metros por segundo. Até aí tudo bem. Mas como esse ET (ou um astrônomo terráqueo, olhando para outras estrelas) conseguiria perceber se a estrela estava "vindo" ou "indo", e em que velocidade? O segredo está no chamado efeito Doppler. Primeiramente sugerido pelo físico austríaco Christian Doppler, em 1842, ele consiste no fato de que o espectro (a composição de cores da luz) de um objeto muda conforme ele está se afastando ou se aproximando. É como acontece com o som, quando uma ambulância está se aproximando e depois se afastando de nós -- temos a impressão de que o "tom" da sirene muda conforme ela passa por nós e começa a se afastar. No caso do espectro, entretanto, o que acontece é que ele fica mais avermelhado, se o objeto está se afastando, ou mais azulado, se o objeto está se aproximando. Para descobrir alguma coisa ao redor de uma estrela com esse método, os cientistas precisam observar o espectro do astro durante muitos anos e analisar as variações de velocidade radial durante esse período, em busca de padrões que indiquem um bamboleio repetitivo provocado pela presença de um planeta. Foi assim que os primeiros planetas fora do Sistema Solar foram descobertos, em 1995. Desde então, a técnica tem melhorado muito para permitir medições cada vez mais precisas da variação de velocidade radial das estrelas. Hoje, mudanças de até 60 cm/s podem ser detectadas. Mas isso ainda não é o suficiente para encontrar um análogo perfeito da Terra -- um planeta com a mesma massa que o nosso, orbitando quase circularmente uma estrela igual ao Sol, num período anual que seja próximo do nosso. É aí que entra o avanço produzido pela equipe de Chih-Hao Li, do Departamento de Física da Universidade Harvard. Ao desenvolver um arranjo experimental a laser para uso em telescópios, os cientistas acreditam ter encontrado um modo de permitir calibragens muito mais precisas das medições de velocidade radial. Segundo os pesquisadores, essa precisão atinge 1 cm/s. "Para encontrar um planeta de massa terrestre numa órbita como a da Terra, uma precisão de cerca de 5 cm/s é necessária", dizem os pesquisadores, na abertura de seu artigo na "Nature". Ou seja, o tal "astro-pente" desenvolvido por eles (dispositivo que permite a melhoria das medições) deve dar e sobrar. O trabalho é importante por fornecer aos astrônomos uma maneira de melhorar radicalmente suas medições e encontrar planetas menores, que antes passavam despercebidos. Dessa maneira, deve aumentar o conhecimento que se tem da arquitetura dos sistemas planetários -- assunto que ainda é muito pouco compreendido. Mais ainda, o esforço coloca mais uma vez os telescópios em terra em uma condição mais justa de competição com os satélites de pesquisa, que ameaçavam tomar a dianteira na caça aos planetas extra-solares.

Salvador Nogueira, Do G1, em São Paulo

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Planeta descoberto pode ter menos de 2 mil anos



Emissões de rádio mostram o 'planeta' no alto à direita


Pesquisadores britânicos da Universidade de St Andrews, na Escócia, detectaram um "planeta em estágio embrionário", nos arredores do nosso Sistema Solar, que pode ter menos de 2 mil anos de idade.


A descoberta foi apresentada na Reunião Nacional de Astronomia da Grã-Bretanha, em Belfast. A equipe de astrônomos disse que detectou, em volta de uma estrela, uma bola de poeira e gás que está se transformando em um planeta gigante. A cientista que liderou as pesquisas, Jane Greaves, afirmou que a descoberta foi uma grande surpresa e acrescentou que o crescimento do planeta pode ter sido desencadeado pela passagem de uma outra jovem estrela pelo sistema há cerca de 1,6 mil anos. "Na verdade (o planeta) não era o que estávamos procurando. E ficamos surpresos quando encontramos. O planeta mais jovem já confirmado tem 10 milhões de anos", disse Greaves.

Disco de gás
Os cientistas começaram estudando um disco de gás e partículas rochosas em volta da estrela HL Tau, que está a 520 anos-luz da constelação de Touro e teria menos de 100 mil anos. O disco seria gigantesco e brilhante, o que o torna um local excelente para a procura por sinais de planetas em processo de formação. Segundo os pesquisadores a imagem que eles conseguiram é a de um planeta primitivo, ainda envolto no material presente em seu nascimento. Simulação de computador dos astrônomos britânicos com a estrela HL Tau e o disco de gás e rochasMas existe a possibilidade de que este gigante, que é 14 vezes maior que Júpiter, seja ainda mais novo.

De passagem
Para Ken Rice, do Instituto de Astronomia de Edimburgo, na Escócia, a descoberta joga nova luz nas teorias sobre a formação de planetas. Segundo um modelo de teoria, os planetas se formam de baixo para cima. Observando este cenário, as partículas de material rochoso colidem e "grudam" umas nas outras, formando um objeto cada vez maior. Para Rice o planeta primitivo perto da estrela HL Tau se formou de maneira relativamente rápida quando uma região do disco sofreu um colapso, formando uma estrutura independente. Isto poderia ter ocorrido devido à instabilidade no próprio disco. E, o mais intrigante, uma outra jovem estrela na mesma região, chamada XZ Tau, pode ter passado bem próxima da HL Tau, há cerca de 1,6 mil anos. Apesar de isso não ser necessário para a formação de um novo planeta, é possível que a passagem desta estrela tenha perturbado o disco, tornando-o instável. E, em termos astronômicos, este evento é muito recente. "É possível que (a estrela XZ Tau) tenha dado 'puxão' em um lado do disco em volta da HL Tau, o que fez com que ele ficasse instável, e este foi o 'gatilho' para que o planeta se formasse", disse Rice. "Se o planeta foi formado nos últimos 1,6 mil anos, este evento seria incrivelmente recente", acrescentou o cientista.

Paul Rincon, De Belfast para a BBC

Astrônomos divulgam imagens de 'tsunami solar'


Imagem obtida por satélites mostra perturbação no sol (Foto: Nasa)


Astrônomos capturaram as primeiras imagens de um "tsunami solar" varrendo a atmosfera do Sol a mais de 1 milhão de quilômetros por hora. O evento foi registrado por câmeras das espaçonaves gêmeas Stereo, da Nasa, em maio do ano passado, mas só foram divulgadas agora.
Este tipo de tsunami - que naturalmente não envolve água, mas uma onda de pressão - é causado por uma explosão próxima ao Sol, que faz com que um pulso se propague em um padrão circular. O fenômeno que aparece nas imagens durou, ao todo, cerca de 35 minutos, atingindo seu auge 20 minutos depois da explosão inicial, e foi estudado por cientistas do Trinity College, na Irlanda. "A energia liberada nestas explosões é fenomenal, cerca de 2 bilhões de vezes maior do que o consumo anual de energia da Terra em apenas uma fração de segundo", disse David Long, um dos especialistas que estudou o fenômeno. "Em meia hora, vimos o tsunami cobrir quase todo o disco solar."

Os astrônomos envolvidos na pesquisa dizem que o fenômeno foi apelidado de "tsunami solar" porque a onda de pressão no Sol se move exatamente como um tsunami na Terra, só que com gás quente no lugar da água.

Da BBC

Nasa descobre o menor buraco negro do universo


Concepção artística do menor buraco negro do universo, com 24 km de largura (Foto: Nasa)

Com apenas 3,8 vezes a massa do Sol, um dos dois objetos que compõem o sistema binário XTE-J1650-500 é o menor buraco negro já descoberto. O achado é de Nikolai Shaposhnikov e Lev Titarchuk, dois cientistas da Centro Goddard de Vôo Espacial, da Nasa. A dupla descobriu o objeto com o auxílio do Rossi, um satélite de baixo custo da agência espacial americana destinado a estudar objetos que emitam quantidades copiosas de raios X. Buracos negros são famosos por emitir esse tipo de radiação conforme a matéria espirala ao redor deles, prestes a cair em seu poço gravitacional poderosíssimo.

O buraco negro identificado nasceu como a maioria deles -- surgido a partir dos restos mortais de uma estrela de grande massa. Mas, nesse caso, deve ter sido um astro com uma quantidade de matéria bem próxima do limite mínimo para a formação de um objeto desse tipo. Com uma gravidade tão intensa que nem a luz pode escapar dele (daí o nome), o buraco negro aparece quando acaba o combustível da estrela que lhe deu origem e seu núcleo implode, encolhido por sua própria ação gravitacional. O resultado é um objeto extremamente compacto, que fica escondido do resto do universo porque nem os raios de luz que porventura ele emita podem escapar dele. Só se pode detectar sua presença pela influência gravitacional que ele exerce sobre a massa que existe em seus arredores. No caso do menor buraco negro já descoberto, seu núcleo foi tão intensamente compactado que ficou com um diâmetro de apenas 24 quilômetros -- menor que a cidade de São Paulo.

Salvador Nogueira Do G1, em São Paulo

sexta-feira, 28 de março de 2008

Astronomia.com - Newsletter 28 marzo 2008


Caro appassionato/a,
come ogni settimana Astronomia.com Ti informa sulle ultime pubblicazioni:

Il cielo nel mese di aprile 2008 (28 marzo) - di Stefano Simoni
Inizia la transizione dal cielo invernale a quello estivo. Costellazioni osservabili, posizioni dei pianeti, congiunzioni, mappe stellari dettagliate. Tutti gli eventi astronomici del mese di Aprile 2008!
Articolo completo: http://www.astronomia.com/2008/03/28/il-cielo-nel-mese-di-aprile-2008/

L'aiuto delle piccole stelle (27 marzo) - di Claudio Elidoro
Secondo una nuova teoria, la formazione delle stelle più massicce sarebbe agevolata dalla nascita precoce nella nube interstellare di stelle più piccole.
News completa: http://www.astronomia.com/2008/03/27/laiuto-delle-piccole-stelle/

Su Marte scorre acqua o sabbia? (25 marzo) - di Claudio Elidoro
Modelli numerici applicati allo studio dei flussi di sabbia indicherebbero che le tracce individuate nel 2006 su Marte non sarebbero dovute ad acqua liquida.
News completa: http://www.astronomia.com/2008/03/25/su-marte-scorre-acqua-o-sabbia/

I pianeti a confronto (25 marzo) - di Pierluigi Panunzi
Quanto sono distanti i pianeti del sistema solare? Quanto dura un anno su di loro? E un giorno? Qual è il loro clima? Mettiamo a confronto le caratteristiche fisiche dei pianeti con quello a noi più familiare, la Terra.
Articolo completo: http://www.astronomia.com/2008/03/25/i-pianeti-a-confronto/

Ogni tanto è necessario (22 marzo) - di Vincenzo Zappalà
Questo raccontino è veramente "stupido", ma mi sono divertito moltissimo a scriverlo.
Racconto completo: http://www.astronomia.com/2008/03/22/ogni-tanto-e-necessario/

Appuntamento alla prossima settimana!
Lo staff di Astronomia.com

domingo, 23 de março de 2008

Maior lua de Saturno também tem oceano com potencial para abrigar vida

Imagem da sonda Cassini mostra a lua Titã, com o planeta Saturno ao fundo (Foto: Nasa)

Titã, a maior das luas de Saturno, acaba de entrar num grupo seleto: o dos corpos celestes no Sistema Solar que possuem um oceano capaz de abrigar vida. O mérito do achado vai para a sonda americana Cassini e mais ainda para um grupo de argutos cientistas que juntou várias peças de um complicado quebra-cabeças para chegar a essa conclusão.

A hipótese se soma a outras que têm mudado a face do Sistema Solar nas últimas décadas. Trinta anos atrás, os cientistas pareciam certos de que o único corpo no Sistema Solar a ter água líquida em quantidade suficiente para ser um abrigo para a vida era a Terra. Hoje, já estão nessa lista as luas Europa, Calisto e Ganimedes, de Júpiter. Titã, como dizem os jogadores de futebol, vem para somar. E pode nem ser o último reforço no elenco dos mundos habitáveis ao redor do Sol -- há suspeitas de que Encélado, uma pequenina lua saturnina, também possua, pelo menos, lagos subterrâneos de água.

Com a descoberta, Titã reforça sua imagem de fascínio. A lua é a segunda maior do Sistema Solar e já capturava as mentes dos cientistas por conta de sua densa atmosfera, composta por uma série de compostos orgânicos -- principalmente hidrocarbonetos. Os astrônomos viam essa lua como uma versão "congelada" da Terra, cuja aparência remonta ao modo como nosso planeta deve ter sido logo após a formação do Sistema Solar, 4,5 bilhões de anos atrás. Por isso, os pesquisadores já esperavam descobrir lá muitas coisas sobre como a química que viria a dar origem à vida pode ter começado. O novo achado vai ainda mais longe e sugere que Titã pode ter mais que a química pré-vida; talvez existam até formas de vida no oceano da lua.

Como nas descobertas ligadas a Europa, Ganimedes e Calisto, não houve observação direta da água. Na verdade, análises da superfície das luas dão indícios de que possa haver um oceano de água líquida sob suas crostas congeladas. E, no caso de Titã, o efeito é muito curioso: ele faz com que a lua gire ao redor de si mesma mais rápido do que o faria se o oceano não estivesse lá. Medir o período de rotação da lua é muito complicado, porque a presença de nuvens muito densas impede a observação rotineira da superfície. Mas os cientistas tinham uma forte desconfiança de que Titã estivesse "gravitacionalmente travado" com Saturno. Assim como a Lua, que mantém sempre a mesma face voltada para a Terra (o que equivale a dizer que ela gira ao redor do planeta e em torno de si mesma no mesmo tempo), Titã deveria manter a mesma face sempre voltada para Saturno. Só que, para a surpresa dos cientistas, a lua saturnina na verdade gira em torno de si mesma um pouquinho mais rápido do que revolve ao redor de Saturno. Os cientistas descobriram isso ao comparar medições de radar feitas sucessivamente pela Cassini durante seus sobrevôos de Titã.

O grupo encabeçado por Ralph Lorenz, da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, constatou que havia uma discrepância de alguns quilômetros entre onde determinados traços da superfície estavam e onde deveriam estar, pela hipótese do "travamento gravitacional". Isso, para os cientistas, é resultado da interação da atmosfera com a superfície -- os ventos que sopram em Titã poderiam estar interagindo com a crosta da lua e acelerando sua rotação. Mas essa explicação só pode estar correta se no interior da lua, entre a crosta e o núcleo sólidos, houver uma camada fluida. É aí que os cientistas acham que entra o oceano global subterrâneo de água líquida. A idéia é boa, mas será que ela se sustentará diante das próximas evidências? A equipe de Lorenz está apostando que sim e conta com futuros sobrevôos da Cassini para confirmar as conclusões. Mas ele diz que mais detalhes sobre esse oceano só poderiam ser obtidos com uma nova missão, dedicada exclusivamente a Titã. "Uma missão assim poderia fornecer novas medições de rotação do astro, que combinam o apelo astrobiológico de um oceano de água subterrâneo num satélite gelado cheio de compostos orgânicos com efeitos de rotação de um corpo sólido conduzidos por dinâmicas atmosféricas que são mais profundas do que as observadas em planetas como a Terra", escreveram os cientistas, em artigo publicado na edição desta semana do periódico científico "Science".
Começa assim o "lobby" dos cientistas por uma nova missão a Titã. Sabe-se que a Nasa pretende definir ainda neste ano o destino de um projeto bilionário voltado à região do Sistema Solar além de Marte. De saída, Europa (em Júpiter) e Titã (em Saturno) já aparecem como os principais candidatos.
Do Globo on line

sábado, 22 de março de 2008

Astronautas fotografam a aurora boreal


Astronautas da Estação Espacial Internacional fotografaram nesta sexta-feira (21) a aurora boreal -e seu efeito ótico na atmosfera da Terra. O fenômeno, uma decorrência do impacto de partículas de vento solar no campo magnético terrestre, é visto como um brilho noturno no céu em regiões próximas a zonas polares. (Foto: Nasa/Reuters) .

Do G1, com informações da Reuters

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