quinta-feira, 22 de maio de 2008

Brasileiro da Nasa relata preocupação com missão em Marte


O pesquisador brasileiro concede entrevista à BBC (Foto: Bruno Garcez/BBC)

O brasileiro Ramon de Paula, o chefe da missão da sonda espacial Phoenix, prevista para chegar a Marte neste domingo, relata que a aterrissagem da nave é vista por ele e seus colegas com preocupação, mas que os benefícios de um pouso bem-sucedido superam os riscos. ''Menos da metade das missões a Marte foram bem-sucedidas. É uma missão de bastante risco. Estamos preocupados, mas os benefícios científicos são grandes. Vamos correr o risco e ver o que acontece'', disse, em entrevista à BBC Brasil, em uma das sedes da Nasa, em Washington.

A missão, segundo de Paula, espera, entre outras coisas, se certificar de que Marte conta com água em seu subsolo. Daí a escolha do Pólo Norte do planeta para ser o local do pouso. ''O principal propósito dessa missão é ver se existe água no subsolo dessa região no norte de Marte. É possível que, havendo gelo, este contenha materiais orgânicos e que estes materiais possam provir de alguma espécie de vida que tenha existido anteriormente.'' De Paula procura atenuar os insistentes relatos de que a missão estaria primordialmente buscando traços de alguma forma de vida em Marte. ''É possível que tenha havido alguma forma de vida em Marte, mas não sabemos e ainda não temos como determinar isso. O modo de estimar isso é encontrarmos moléculas orgânicas, o que pode ser um tipo de informação, mas não necessariamente o suficiente.'' ''A água é o primeiro elemento que dá apoio à vida. Primeiro, queremos determinar se existe água. A Phoenix não está procurando vida, isso seria uma outra etapa''.

Os minutos que marcarem a descida da sonda a Marte serão os mais tensos, segundo o relato do chefe da missão. ''O primeiro desafio é a grande variação que existe na atmosfera de Marte. O pára-quedas precisa abrir numa certa hora, e ele precisa contar com uma determinada pressão atmosférica para conseguir reduzir a velocidade da nave.'' ''O outro desafio é que não conhecemos tão bem o solo onde iremos pousar. Estamos usando fotos da (nave) Mars Reconnaissance Orbiter para determinar o número de pedras existenes no solo e se essas pedras podem prejudicar a nave'', relatou. Para realizar um pouso suave, a nave faz uso de retrofoguetes, que, espera-se serão capazes de desacelerar a nave de mais de 20 mil quilômetros por hora para 5 quilômetros por hora.

Os cientistas da Nasa vêm trabalhando no atual projeto da missão marciana desde 2003. Segundo de Paula, os peritos da agência espacial americana aprenderam com os erros do passado. Em 1976, as sondas Viking não conseguiram detectar qualquer possível traço de que Marte já foi capaz de abrigar formas de vida, mas De Paula conta que isso se deu, em parte, pelo local do planeta em que as sondas pousaram. ''O lugar em que a Viking pousou não era muito propício para ter ou ter tido vida. Nós sabemos que para ter vida, é preciso ter água. Nos pólos, existe gelo, e o gelo pode abrigar as moléculas que estamos procurando.''

A Nasa só saberá com certeza se a aterrissagem da Phoenix foi bem-sucedida cerca de 15 minutos depois do pouso, quando todo o material dispersado na atmosfera pelos retrofoguetes da nave assentar no chão. Em seguida, são abertos os painéis solares da nave e é erguida a primeira câmera da Phoenix, que irá tirar fotos dos painéis - para que haja certeza de que eles foram abertos de foram apropriada - e dos três pés da nave, para que os cientistas da agência espacial saibam com precisão onde ela está localizada. A exploração do planeta só se dará, propriamente, após o quinto dia de permanência da sonda espacial no planeta vermelho. Nessa fase, o ''braço'' da Phoenix que atua como uma escavadeira, passará a coletar amostras do solo marciano e, dentro de mais 35 dias, será possível ter uma análise mais pormenorizada do material recolhido.

Em sua ''bagagem'', a sonda espacial conta com um DVD contendo imagens e gravações que vão desde uma saudação do astrônomo Carl Sagan até o lendário programa de rádio apresentado por Orson Welles relatando uma invasão fictícia de marcianos à Terra. De Paula sorri diante da possibilidade de que o ''souvenir'' seria a prova cabal de que cientistas supostamente céticos estariam confiantes de que podem encontrar formas de vida interplanetária. ''É lógico que sempre se quer mandar as nossas informações para outros lugares. A idéia que se alguém, em algum lugar, em algum planeta, encontrasse essa nave, ele receberia uma mensagem daqui da Terra.'' ''Mas é mais uma coisa simbólica. Pode ser que, se alguém encontrar esse DVD, ele tenha uma tecnologia tão superior à nossa, que nem consiga lê-lo. Hoje em dia já está até difícil achar equipamento para ler os nossos discos antigos.''

Da BBC

Hubble mostra nascimento de mancha vermelha em Júpiter


A família aumentou!
Postado por Cássio Barbosa em 22 de Maio de 2008 às 15:34

Para mim, fotos de Júpiter como esta, tiradas pelo Hubble, lembram os quadros de Van Gogh. Mas, na realidade, esta em específico mostra o nascimento de mais uma mancha vermelha. Agora a família já tem três membros!

A Grande Mancha Vermelha foi observada pela primeira vez por Giovanni Cassini em 1665 e representa uma tempestade que deve durar aí uns 350 anos, pelo menos. Mais recentemente, em 2006, uma outra tempestade parecida foi descoberta na mesma latitude da Grande Mancha Vermelha. Ela foi chamada de Oval BA, mas é mais conhecidacomo Mancha Vermelha Júnior. O curioso é que a Mancha Júnior foi formada pela junçãode três manchas ovais esbranquiçadas em 2005. No ano seguinte, ela se tornou vermelha.Essa mancha “passeia” pela atmosfera de Júpiter e, de dois em dois anos, encontra sua irmã maior. Agora uma terceira mancha veio se juntar à família.

A nova mancha foi descoberta a oeste da Grande Mancha na mesma latitude. Ela évermelha como a Júnior, mas não tão escura quanto a Grande. Ninguém sabe ao certo por que elas são vermelhas. Especula-se que seja por que elas arrancam material das camadas de nuvens mais abaixo das camadas que nós vemos no telescópios. E o curioso é que, quando a Júnior nasceu, ou seja, quando se tornou vermelha, a Grande, que já era vermelha, ficou mais escura.

O que está fazendo com que manchas vermelhas apareçam assim e a Grande Mancha Vermelha fique mais vermelha ainda? Ao que parece, Júpiter está passando por uma grande mudança climática. Aparentemente a temperatura está subindo no equador e baixando nos pólos. Uma mudança de temperatura global de 10 graus Celsius está sendo prevista para os próximos anos. Essa mudança tem o efeito e criar novas tempestades e também intensificar as tempestades existentes, e essas mudanças partiriam do sul de Júpiter, justamente onde estão as três manchas. Isso faria com que a Grande Mancha sugasse mais material de baixo, ficando mais escura, e a Júnior ficasse mais intensa, a ponto de conseguir atingir uma camada mais abaixo, o que, no final das contas, deixou-a vermelha.

As atenções agora se voltam para essa família em Júpiter, que acabou de surgir detrás do Sol. É que em agosto, segundo as projeções, a nova mancha (ainda sem nome ou apelido) deve se encontrar com sua irmã mais velha. Duas coisas podem acontecer: um abraçotão fraterno que as duas tempestades acabem se juntando numa só, ou uma incompatibilidade total de gênios, e cada uma vai para um lado diferente. Vamos aguardar!

Observatório
Globo on Line

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Astrônomos fotografam pela primeira vez a explosão inicial de uma supernova


A supernova pega "no flagra": a imagem não é linda, mas os cientistas conseguem extrair muita informação dela (Foto: Divulgação)

Grande emissão de luz e energia aconteceu numa estrela da constelação do Lince.Objeto fica a 90 milhões de anos-luz daqui; cientistas querem achar eventos parecidos.

Cientistas da Universidade de Princeton (Estados Unidos) captaram o momento exato do nascimento de uma supernova, um acontecimento do qual só se tinha imagens de horas ou dias depois do máximo de intensidade, segundo um estudo publicado hoje na revista científica britânica "Nature".

A maioria das estrelas maciças termina sua curta vida em meio a uma espetacular explosão, que dá origem ao nascimento de uma supernova. Essa explosão sintetiza novos elementos químicos, mais pesados do que os existentes em estrelas normais, e contribui para a evolução da galáxia, fabricando os componentes essenciais à vida. As supernovas são muito brilhantes perto da luz emitida por outras estrelas. Sua aparição é pouco freqüente, com apenas algumas por galáxia a cada cem anos, mas podem ser vistas de galáxias distantes devido à sua intensa luminosidade. Até agora, os cientistas não tinham fotografado a emissão óptica do nascimento da supernova, mas sinais posteriores à explosão.

Por acaso
A equipe de investigação de Princeton, liderada por Alicia Soderberg, testemunhou casualmente o nascimento de uma supernova na galáxia da constelação do Lince, situada a 90 milhões de anos-luz da Terra. Enquanto estudavam a emissão de raios X de uma supernova que se apagou um mês antes, conseguiram captar a explosão de raios X "extremamente luminosos" que aconteceu no preciso momento da explosão da estrela-mãe.

Utilizando o satélite Swift, pertencente a uma missão conjunta da Nasa com o Science Technology and Facilities Council (STFC) do Reino Unido e a Agência Espacial Italiana, conseguiram captar as emissões de raios X durante cinco minutos.

Os cientistas atribuem o nascimento da supernova à onda expansiva da estrela que morre. Além disso, prevêem que futuros estudos dos raios X emitidos poderiam mostrar o nascimento de muitas outras supernovas, o que contribuiria para o conhecimento da onda expansiva da estrela, que expulsa uma grande parte de sua massa ao espaço.

Da EFE

Nasa tenta pousar sonda em Marte domingo


Phoenix deve descer com retrofoguetes -- técnica que não tem sucesso desde 1976.Espaçonave custou a americanos e canadenses quase meio bilhão de dólares.

Os engenheiros da Nasa terão apenas mais uma oportunidade de ajustar o curso da espaçonave, no sábado. Depois disso, o destino da Phoenix já estará selado, antes mesmos da difícil tentativa de descida no planeta vermelho, marcada para as 20h53 deste domingo (25). O desafio não pode ser subestimado. A equipe da agência espacial americana tem por objetivo realizar uma forma de pouso que foi conduzida com sucesso em Marte pela última vez em 1976 -- 32 anos atrás.

Em vez de usar airbags para o contato final com a superfície -- como o fizeram as missões robóticas Mars Pathfinder e Mars Exploration Rovers --, a Phoenix usará retrofoguetes, que devem desacelerar a sonda e permitir que ela pouse suavemente sobre seus três pés. A última sonda a tentar fazer isso foi a americana Mars Polar Lander -- que se espatifou no chão marciano, em 1999, e nunca mais foi vista. Curiosamente, a Phoenix está lá para fazer o que a Polar Lander não conseguiu -- descer numa das regiões mais geladas de Marte. Só que, enquanto a Polar Lander mirou uma área próxima ao pólo sul, a Phoenix tentará a sorte no pólo norte. A Nasa sabe que é uma missão de alto risco. Quanto risco? "Tem muitos cálculos, mas o melhor medidor é dizer que menos de 50% das missões para Marte tiveram sucesso. A missão tem muito risco", disse ao G1 Ramon de Paula, engenheiro brasileiro responsável pela missão no Quartel-General da Nasa, em Washington. Pode acontecer de tudo. A descida é feita automaticamente, e todos os sistemas -- ativação dos pára-quedas, desprendimento do escudo térmico, acionamento dos retrofoguetes -- precisam funcionar na hora certa, com todas as incertezas que a entrada atmosférica em um mundo alienígena traz. Além disso, a Phoenix também precisará de sorte. Com 2,6 metros de comprimento, a sonda pode se quebrar ao meio, se der o azar de cair sobre uma rocha suficientemente grande. Não há como controlar com precisão o local de pouso (no máximo, os engenheiros desenham uma elipse imaginária no solo, e a sonda deve cair em algum ponto daquela área), de modo que o pedregulho fatal é uma real possibilidade. Pedras adjacentes ao local de pouso também podem prejudicar a abertura dos painéis solares, colocando em risco o sucesso da missão.
Todas essas emoções, a um custo de quase meio bilhão de dólares (US$ 420 milhões dos EUA, mais US$ 37 milhões vindos do Canadá, que bancou a estação meteorológica instalada a bordo da sonda). Claro que, para arriscar tanto, a Nasa espera recompensas. Caso a missão dê certo, terá uma oportunidade única de estudar o gelo marciano -- que tem, além de dióxido de carbono, também água, como seus componentes. Mais que isso, sensores poderão procurar, em meio a essas pedras congeladas, substâncias orgânicas. Seria o próximo passo na busca por vida no planeta vermelho, depois que os jipes Spirit e Opportunity constataram que Marte já teve grandes quantidades de água corrente em sua superfície -- um dos sinais para identificar a habitabilidade de um mundo, segundo os astrobiólogos. Por ora, entretanto, tudo que a Nasa quer é que a Phoenix pouse com sucesso e envie dados científicos. É um passo crucial para manter o programa de exploração marciana nos trilhos, já que o futuro não parece particularmente animador no planejamento da agência a partir da próxima década.
Salvador Nogueira Do G1, em São Paulo

terça-feira, 20 de maio de 2008

Nasa usa figuras gigantes de cartolina para estudar luz solar


Agência americana faz pesquisa sobre reflexão e absorção dos raios solares.Na Austrália, figura é um canguru de 32 por 18 metros.

Alunos de uma universidade de Melbourne, na Austrália, montaram na terça-feira (20) um canguru gigante de cartolina para ajudar a Nasa numa pesquisa sobre a incidência dos raios solares na Terra. Um satélite da agência espacial americana está percorrendo o mundo e fotografando figuras gigantes para medir o quanto dos raios solares o planeta absorveria se, num quadro de mudança climática, ficasse coberto por uma camana fina de nuvem. Em condições normais e atuais, o índice albedo da Terra é de 0,39, ou seja, o planeta reflete 39% de toda a luz do Sol que a ele chega. (Foto: AFP/William West)

Do Globo on line

Telescópio flagra violenta explosão de estrela vizinha


Todo mundo tem um dia ruim. Tem dias que nada dá certo, as coisas saem erradas e você eventualmente tem vontade de explodir e nessa hora é bom não ter ninguém por perto.

As estrelas também.

No dia 25 de abril, o satélite Swift detectou o que seria a mais violenta expressão de mau humor que uma estrela poderia ter. Uma explosão de alta energia detectada principalmente em raios-X. Confira!

Isso já seria surpreendente por si só, pois o Swift é um satélite projetado para detectar explosões de raios gama do universo distante e detectar uma explosão tão violenta de uma estrela nunca esteve em seus planos. Entretanto, este fato se tornou ainda mais surpreendente quando se descobriu que a estrela que estava em um dia ruim era EV Lacertae.EV Lacertae é uma anã vermelha, o tipo de estrela mais abundante no universo. Ela tem apenas um terço da massa do Sol e brilha com apenas um centésimo da luminosidade dele. Pode ser vista apenas com telescópios com um brilho de magnitude 10 no céu. EV Lac é um dos nossos vizinhos mais próximos, a apenas 16 anos luz de distância. Com isso tudo, não haveria muito a se dizer desta estrela — ela é relativamente jovem, com algumas centenas de milhões de anos e gira uma vez a cada quatro dias. Comparativamente, nosso Sol gira uma vez a cada quatro semanas.

A explosão foi detectada primeiramente pelo instrumento russo Konus a bordo do satélite Wind da NASA. Dois minutos depois o Swift já apontava seu telescópio de luz ultravioleta e óptica para observá-la. Só que a explosão foi tão intensa que o telescópio automaticamente se desligou por motivos de segurança. A explosão permaneceu intensa durante mais de 8 horas! Durante este período, a estrela aumentou tanto de brilho que se tornou visível a olho nu.

Mas o que teria causado tanto mau humor a esta criança? Muito provavelmente esta explosão está ligada ao seu rápido período de rotação e seu campo magnético. O Sol passa por momentos assim de vez em quando, mas nada tão violento, ainda bem. Uma explosão como esta é capaz de esterilizar qualquer ambiente com vida. A rápida rotação da estrela deve gerar campos magnéticos muito fortes em pontos bem localizados. Nestes pontos o valor do campo deve ser 100 vezes mais intenso que o campo magnético do Sol. A energia armazenada no campo magnético é que dá origem a explosões como estas.

A teoria a respeito do surgimento destas explosões ainda tem detalhes controversos e sempre se baseou nas explosões que observamos no Sol. EV Lacertae agora nos dá a oportunidade não só de aprimorar esta teoria, bem como nos abre uma janela para o passado. Como ela é uma estrela 15 vezes mais jovem que o Sol, o estudo do seu dia de mau humor nos dá dados a respeito do comportamento do Sol em seus dias de juventude. Em seus primeiros bilhões de anos de vida ele deve ter passado por momentos assim, explodindo milhões de vezes, cauterizando o material que um dia iria se tornar na Terra e os outros planetas.

Ainda bem que a idade trouxe um pouco de tranqüilidade ao Sol!

Este post foi publicado em Observatório, Terça-feira, (20/05/2008), Globo on line

segunda-feira, 19 de maio de 2008

RedLIADA No. 419: Lea en ¿Sabías qué? "Paso de cometas cercanos a la Tierra"

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"Semper Observandum"

RedLIADA - La Red de Observadores
Liga Iberoamericana de Astronomía

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Lea al final...¿Sabías que...?

Edición Electrónica No. 419 - Domingo 18 de Mayo de 2008
Coordinada por ALDA - Asociación Larense de Astronomía de Barquisimeto (VE)
y por la LIADA - Liga Iberoamericana de Astronomía (AR)

Editores Responsables:
Jesús Guerrero Ordáz (VE) y Jorge Coghlan (AR)
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de Astronomía desde el Observatorio CODE de Santa Fe (AR)
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InfoLIADA
 
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Ya se publicó la Lección No. 5 del "Curso Básico de Cosmología" dictado por el Dr. Raúl Podestá.
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El Programa y las 5 primeras Lecciones se encuentran disponibles en el Archivo de la Página en Grupos Yahoo.
 
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OBSERVE ESTA SEMANA…
 
A SIMPLE VISTA:
 
Toda la semana: Mercurio en el cielo de la tarde.
- El sábado 24, en la madrugada, la conjunción de Júpiter con la Luna.
 
CON BINOCULARES:
Toda la semana: el cometa C/2007 W1 (Boattini) en la constelación de Pyxis (Brújula). Se encuentra en magnitud 7.
 
CON TELESCOPIOS:
- El martes 20, en la madrugada, la ocultación de la estrella SAO 183854 (4m,64) por la Luna.
- El jueves 22, los eventos de las 4 lunas principales de Júpiter.
 
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LA NOTICIA DE LA SEMANA.
 
ASTRÓNOMOS DESCUBREN EXTRAÑO PULSAR.
15 de mayo de 2008.
Los astrónomos se encuentran extrañados luego de encontrar un tipo muy exótico de pulsar, aparentemente encerrado en una órbita elongada alrededor de una estrella muy parecida al Sol - un arreglo que desafía lo que se sabía de estos objetos. El pulsar de giro rápido - un objeto extraordinariamente denso, creado por la explosión en Supernova de una estrella masiva – se denomina J1903+0327 y se encuentra a unos 21.000 años-luz de la Tierra.
Más información en:
 
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ASTRONOTICIAS.
 
ENCONTRADA MOLÉCULA HUIDIZA EN LA ATMÓSFERA DE VENUS. 
15 de mayo de 2008. 
El Hidroxilo, una molécula compuesta de oxígeno e hidrógeno, de difícil detección, ha sido encontrada en la atmósfera superior del planeta Venus por la sonda espacial Venus Express. Esta es la primera vez que la molécula se ha descubierto en otro planeta y aunque se piensa que es un "limpiador atmosférico", en Venus forma parte de la espesa atmósfera que produce el efecto invernadero. El investigador principal del experimento VIRTIS, de la sonda Venus Express, Giuseppe Piccioni, informó que la detección de esta molécula hace que se incrementen las similitudes entre Venus y la Tierra.
Más información en:
 
¿CAMBIA EL POLO DE EUROPA? 
14 de mayo de 2008. 
Los rasgos encorvados en la luna Europa, de Júpiter, pueden indicar que sus polos han derivado por casi 90°, según nuevos estudios. Los investigadores creen que el cambio drástico en el eje de giro de Europa fue el resultado de un incremento en el espesor de la capa de hielo en los polos, según explicó Isamu Matsuyama, del Departamento de Magnetismo Terrestre del Instituto Carnegie. "En Europa, las variaciones en el espesor de su cáscara exterior, causaron un desequilibrio de masa, lo que ocasionó que su eje de rotación se reorientara hacia un nuevo estado estable". Un cambio extremo de esa naturaleza refuerza la idea de la existencia de un océano líquido en el interior de la luna, bajo la corteza helada.
Más información en:
 
INCREMENTO DE TEMPERATURAS PODRÍA HACER DISMINUIR TECTÓNICA DE PLACAS.  
13 de mayo de 2008. 
Aunque Venus tiene un tamaño y una masa similar a la Tierra, tiene una superficie y una  atmósfera dramáticamente diferentes. Y una de las diferencias más grandes es el hecho de que la Tierra tiene tectónica de placas y Venus no. Una investigación ha producido como conclusión que el calor atmosférico podría hacer disminuir, hasta eliminar la tectónica de placas. En nuestro planeta, este proceso se podría producir dentro de unos centenares de millones de años.
Más información en:
 
¿ESTÁ EL SOL INMERSO EN UNA TÍPICA NUBE INTERESTELAR?
23 de abril de 2008.
Observaciones del medio que rodea a nuestro Sistema Solar en la llamada vecindad solar en la galaxia, indican que el medio interestelar está constituido principalmente por nubes tibias y difusas de gas parcialmente ionizado. El movimiento de estas nubes y el campo magnético medido en la heliosfera, que marca los límites de "nuestra casa" en el vecindario solar, indican la presencia de la conocida superburbuja S1, que se extiende más allá de la heliosfera. Dentro de S1, la radiación es mas intensa que la que genera el gas difuso que está por fuera de la misma. Nuestra burbuja solar se encuentra en el brazo espiral de Orión.
Más información en:
 
NO TIENE ORIGEN CÓSMICO LA REDUCCIÓN DE ESPECIES ANFIBIAS.
22 de abril de 2008.
A medida que la diversidad entre las especies de anfibios se reduce, existe entre los investigadores más interés por conocer las causas de tal disminución. Los trabajos en esta área indican que los anfibios son especialmente susceptibles a la combinación de radiación ultravioleta más una alta concentración de nitratos. Por otro lado, se conoce que varios eventos astrofísicos pueden producir radiación ionizante que pudiera representar un peligro para la vida en la Tierra, destruyendo la capa de ozono, lo cual incrementa la cantidad de rayos ultravioletas que llegan a la superficie terrestre, lo que a su vez genera la deposición de nitrato en los cuerpos de agua (lagos, ríos).
Investigadores de la Universidad de Washburn en Kansas, Estados Unidos, se han dedicado a investigar si la deposición de nitrato que sigue a un evento de ionización es suficientemente grande para causar un estrés adicional al que produce únicamente el exceso de radiación ultravioleta. Usando modelos teóricos astrofísicos y datos de una red de monitoreo de lluvia acida, pudieron estimar la deposición de nitrato generada por un evento cósmico y medir sus valores reales.
Esta investigación sugiere que el incremento de nitrato en los lagos y ríos, que surge como consecuencia de los eventos astrofísicos más ionizantes conocidos, no es lo suficientemente alta como para generar algún tipo de estrés entre los anfibios. Por tanto, causas de origen cósmico son descartadas.
Más información en:
 
SOL: UNA CEFEIDA OSCILANTE Y PULSANTE.
23 de abril de 2008.
Tras 4 años y medio observaciones continuas de la estrella Polar, un equipo de astrónomos presenta finalmente el resultado de los análisis de las mismas, en lo que se considera el conjunto de datos más precisos disponible sobre esta estrella. Desde hace más de un siglo se sabía que la estrella Polar es una variable cefeida. Todas estas observaciones acumuladas también indicaban que las oscilaciones estaban disminuyendo de brillo muy lentamente en ese periodo. Se creía entonces que la causa del decremento de brillo se debía a que la estrella estaba entrando a un régimen inestable de su evolución. Pero las mediciones espectroscópicas y de fotometría hechas desde el satélite Coriolis, indican que en apenas 3 años, del 2003 al 2006, las oscilaciones han incrementado su brillo por un 30%, y este incremento es además cíclico, por lo que se cree proviene de algún tipo de pulsación dentro de la estrella. Otros estudios habían sugerido la existencia de periodos adicionales de pulsación, pero esta investigación sugiere que esas variaciones adicionales son simplemente cambios superficiales de la estrella, que no es una superficie lisa sino más bien granular.
Más información en:
 
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ASTRONÁUTICA.
 
NAVE PHOENIX ARRIBA EL DOMINGO 25 A MARTE.
16 de mayo de 2008.
Para el próximo domingo 25 de mayo se tiene previsto el aterrizaje de la sonda espacial Phoenix en el planeta Marte.
Los controladores de vuelo han denomina el evento como "7 minutos de terror", mientras la sonda ingresa a la atmósfera y despliega su paracaídas.
Más información en:
 
CARGUERO ESPACIAL ARRIBA A ESTACIÓN ESPACIAL.
16 de mayo de 2008.
Después de dos días de volar en las cercanías de l Estación Espacial Internacional, el carguero espacial Progress M-64 atracó en el puerto del módulo Zarya, el pasado viernes 16 de mayo, a las 5:09 p.m. Hora de Venezuela.
El acoplamiento, el 29 de este tipo de carguero que arriba a la estación, ocurrió cuando ambas naves se encontraban a una altitud de 346 kilómetros sobre las costas de Brasil.
La tripulación de la expedición 17, comandante Sergei Volkov, el ingeniero de vuelo Oleg Kononenko y el especialista de misión Garrett Reisman, comenzaron su descarga el sábado 17.
Más información en:
 
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EFEMERIDES
 
LOS PLANETAS DURANTE LA SEMANA.
 
Tiempos en Hora Legal de Venezuela (HLV) y Tiempo Universal (UT).
 
Mercurio:
Se observa en las tardes, hacia el horizonte Oeste. Se encuentra en la constelación de Tauro (Toro). Su Puesta ocurre a las 20:19 HLV (00:49 UT).
 
Marte:
Se observa en las noches y madrugadas, hacia el Cenit del cielo. Se encuentra en la constelación de Cáncer (Cangrejo). Su Puesta ocurre a las 23:33 HLV (4:03 UT).
 
Júpiter:
Se observa en las madrugadas, hacia el cielo del Este. Se encuentra en la constelación de Sagitario. Su Salida ocurre a las 22:33 HLV (3:03 UT).
 
Saturno:
Se observa en las noches y madrugadas, hacia el Cenit del cielo. Se encuentra en la constelación de Leo (León). Su Puesta ocurre a las 1:08 HLV (5:38 UT).
 
EVENTOS DE LA SEMANA
(Del 19 al 25 de mayo de 2008)
Tiempos en Hora Legal de Venezuela (HLV) y Tiempo Universal (UT).
 
Lunes 19
19 – Meridiano Central de Marte, 00 UT; 298,0º
19 – Salida de la Luna. 18:11 HLV.
19 – 203 aniversario (1805) del nacimiento de Francescoe de Vico, clérigo y astrónomo italiano que realizó importantes trabajos de divulgación de la astronomía.
 
Martes 20
20 – Inicio del Día Juliano 2.454.606,5    
20 - 6:39,3 UT; Eclipse de Europa. Desaparece
20 - 9:21,6 UT; Eclipse de Io. Desaparece
20 – Luna en Apogeo. 406.385 Kms. 13 UT.
20 – Luna Llena. 2:12 UT.
20 – Meridiano Central de Júpiter, Sistema II, 00 UT; 238,8º
20 – Ocultación de la estrella SAO 183854 (4m,64) por la Luna. Inicio: 01:31 Final: 03:15 HLV.
20 – Salida de la Luna. 19:03 HLV.
20 – Tránsito de la GMR de Júpiter. 02:09 HLV.
20 – 79 aniversario (1929) del nacimiento de Sydney Van den Bergh, astrónomo holandés, nacionalizado canadiense, autor de más de 500 trabajos de investigación sobre evolución galáctica, cúmulos estelares y supernovas. Vicepresidente de la IAU (1976-1982).
20 – 183 aniversario (1825) del nacimiento de George Bond, quien descubrió a la cuarta luna de Saturno, Hiperión.
 
Miércoles 21
21 - 6:33,9 UT; Tránsito de la sombra de Io. Ingreso
21 - 7:35,4 UT; Tránsito de Io. Ingreso
21 - 8:49,2 UT; Tránsito de la sombra de Io. Egreso
21 - 9:51,2 UT; Tránsito de Io. Egreso
21 – La estrella Antares 3º al Norte de la Luna. 0:15 HLV.
21 – Maniobra de ajuste orbital de la sonda Cassini (OTM-156).
21 – Meridiano Central de Marte, 00 UT; 278,6º
21 – Puesta de Marte. 23:08 HLV.
21 – Puesta de Mercurio. 19:53 HLV.
21 – Puesta de Saturno. 0:46 HLV.
21 – Salida de Júpiter. 22:01 HLV.
21 – Salida de la Luna. 19:54 HLV.
21 – Salida de Venus. 5:28 HLV.
21 – 59 aniversario (1949) del nacimiento de Gustavo Bruzual, astrofísico venezolano que ha realizado importantes estudios sobre la evolución galáctica, ex - director del Centro de Investigaciones de Astronomía, CIDA.
 
Jueves 22
22 - 3:29,9 UT; Tránsito de Europa. Ingreso
22 - 3:49,9 UT; Eclipse de Io. Desaparece
22 - 4:06,7 UT; Ocultación de Ganímedes. Reaparece
22 - 4:11,8 UT; Tránsito de la sombra de Europa. Egreso
22 - 4:22,9 UT; Eclipse de Calixto. Reaparece
22 - 6:12,6 UT; Tránsito de Europa. Egreso
22 - 7:06,3 UT; Ocultación de Io. Reaparece
22 – Lanzamiento de los satélites Orbcomm 2 F1-F6/Agatusat en el cohete Cosmos 3M.
22 – Meridiano Central de Júpiter, Sistema II, 00 UT; 179,5º
22 – Salida de la Luna. 20:45 HLV.
22 – Tránsito de la GMR de Júpiter. 23:38 HLV.
 
Viernes 23
23 - 3:17,7 UT; Tránsito de la sombra de Io. Egreso
23 - 4:18,2 UT; Tránsito de Io. Egreso
23 – Lanzamiento de los satélites Skynet 5-C/ Turksat 3A en el cohete Ariane 5.
23 – Meridiano Central de Marte, 00 UT; 259,4º
23 – Salida de la Luna. 21:34 HLV.
 
Sábado  24
24 – Júpiter 2,5º al Norte de la Luna. 5:30 HLV.
24 – Meridiano Central de Júpiter, Sistema II, 00 UT; 120,3º
24 – Salida de la Luna. 22:20 HLV.
24 – 46 aniversario (1962) del lanzamiento de la cápsula espacial Aurora 7 con el astronauta Scott Carpenter.
24 - 48 aniversario (1960) del lanzamiento del satélite Midas 2 (primer satélite experimental infrarrojo).
 
Domingo 25
25 – Inicio del Día Juliano 2.454.611,5    
25 – Maniobra de ajuste orbital de la sonda Cassini (OTM-157).
25 – Maniobra de corrección de trayectoria de la sonda Phoenix (TCM-6).
25 – Meridiano Central de Marte, 00 UT; 240,0º
25 – Salida de la Luna. 23:04 HLV.
25 – Tránsito de la GMR de Júpiter. 01:16 HLV.
25 – 143 aniversario (1865) de Pieter Zeeman, quien descubrió el efecto de separación de las rayas espectrales bajo acción de campos magnéticos (efecto Zeeman).
 
*******************************************
 
¿SABÍAS QUÉ?
 
PASO DE COMETAS CERCANOS A LA TIERRA.
La presencia del cometa C/2007 W1 (Boattini), que el 12 de junio de 2008, alcanzará su distancia mínima a la Tierra, estimada en 0,2101 UA (31,515 millones de kilómetros), nos hace recordar los máximos acercamientos de cometas a la Tierra.
 
En la lista se presenta,
Número; Distancia a la Tierra en Unidades Astronómicas; Fecha del evento; Cometa.
 
1)      0,0151   1770 Jul  1,7      D/1770 L1 (Lexell)
2)      0,0229   1366 Oct 26,4    55P/1366 U1 (Tempel-Tuttle)
3)      0,0312   1983 May  11,5  C/1983 H1 (IRAS-Araki-Alcock)
4)      0,0334    837 Abr 10,5     1P/837 F1 (Halley)
5)      0,0366   1805 Dic  9,9     3D/1805 V1 (Biela)
6)      0,0390   1743 Feb  8,9     C/1743 C1
7)      0,0394   1927 Jun 26,8     7P/Pons-Winnecke
8)      0,0437   1702 Abr 20,2    C/1702 H1
9)      0,0617   1930 May  31,7   73P/1930 J1 (Schwassmann-Wachmann)
10)  0,0628   1983 Jun 12,8    C/1983 J1 (Sugano-Saigusa-Fujikawa)
11)  0,0682   1760 Ene  8,2    C/1760 A1 (Gran Cometa)
12)  0,0787   2006 May  12,4  73P/Schwassmann-Wachmann
13)  0,0839   1853 Abr 29,1   C/1853 G1 (Schweizer)
14)  0,0879   1797 Ago 16,5  C/1797 P1 (Bouvard-Herschel)
15)  0,0884    374 Abr  1,9    1P/374 E1 (Halley)
16)  0,0898    607 Abr 19,2   1P/607 H1 (Halley)
17)  0,0934   1763 Sep 23,7   C/1763 S1 (Messier)
18)  0,0964   1864 Ago  8,4   C/1864 N1 (Tempel)
19)  0,0982   1862 Jul  4,6     C/1862 N1 (Schmidt)
20)  0,1018   1996 Mar 25,3   C/1996 B2 (Hyakutake)
21)  0,1019   1961 Nov 15,2   C/1961 T1 (Seki)
 
Fuente:
 
*******************************************

Fin de la RedLIADA No. 419

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boletin El Mensajero de los Astros Nro. 185

 

 

 

 

Boletín semanal del Mensajero de los Astros
edición electrónica Nº
185

Lunes 19 de mayo de 2008 - DJ 2.454.605,5 

Visite nuestro Portal de Noticias  http://www.cielosur.com/mensajero

Editado por: Dr. Jaime García  desde Rama Caída, Argentina.

Redacción: Dr. Salvador Aguirre, desde Sonora, México; Federico García, desde La Plata, Argentina, Leandro Tenaglia, desde Rosario, Argentina.

Corrección: Marcelo García, desde Buenos Aires, Argentina

Diseñado y programado por: Federico García, desde La Plata, Argentina

Sistema RSS: Joaquín García Ferrer, desde Valencia, España.

[Opinión] - [Novedades] - [Astronomía] - [Astronáutica] - [Efemérides] - [Planetas

 

Opinión

Aquí estamos, con la entrega de número 185 de El Mensajero, luego de casi un mes de no aparecer, dada la cantidad de actividad que he tenido que desplegar en ese tiempo, por lo que pido disculpas a los amigos lectores.

Hemos realizado con gran éxito nuestra tradicional Star Party 2008 en Valle Grande, Mendoza, Argentina, entre el 2 y el 4 de mayo de 2008, un verdadero clásico que se repite todos los años. Los invitamos a visitar la página con fotos y un relato de lo acontecido. 

La Astronomía, esta semana, presenta algunas novedades interesantes que invitamos a leer. 

En cuanto a la Astronáutica, esta semana sólo tenemos el exitoso lanzamiento de un carguero Progress.

En cuanto a la observación a simple vista de los planetas, a Mercurio y Marte se los ve enseguida que se pone el Sol, observando hacia el Noreste. Saturno aparece también durante el crepúsculo vespertino, pero mirando un poco más hacia el Norte. Antes de la medianoche, aparece Júpiter, por el horizonte Este.

Como decimos habitualmente, para observar los planetas, recomendamos el uso de un telescopio refractor, de relación focal larga, pues los reflectores tienen (casi todos) un espejo secundario (el diagonal de los Newton, o el secundario de los Cassegrain) que introduce fuerte aberración por difracción, haciendo imágenes menos nítidas. Esto no quita que sea interesante, de todos modos, la utilización del telescopio reflector que está ya a su alcance.

Espero disfruten del Boletín y de nuestro Portal de Noticias.

Jaime, vuestro Editor

2º Encuentro de Astronomía en Sunchales

El Taller de Astronomía "alfa - Centauro" de la ciudad de Sunchales los invita a participar del 2º Encuentro de Astronomía a realizarse los días 5, 6 y 7 de septiembre de 2008. Ya pueden encontrarse más informaciones sobre hotelería y comidas en la página del Encuentro: http://www.alfa-centauro.com.ar/encuentro_2008.htm

Para inscribirse o realizar cualquier consulta pueden comunicarse a: encuentrosunchales@alfa-centauro.com.ar

¡¡¡ Los esperamos !!!

Novedades en El Mensajero

Sin novedades en el Portal, esta semana.

Noticias de Astronomía

Descubren molécula clave en la atmósfera de Venus

Imagen: ESA

Venus Express ha detectado la molécula hidroxilo en otro planeta por primera vez. Esta detección da a los científicos una importante nueva herramienta para desvelar el funcionamiento de la densa atmósfera de Venus.

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Los astrónomos encuentran que el Universo brilla el doble

Imagen: Robert Gendler

Astrónomos de universidades del Reino Unido junto a colegas de Alemania y Australia han calculado que el Universo en realidad brilla el doble de lo que anteriormente se pensaba. En la edición del 10 de mayo de 2008 del Astrophysical Journal Letters, los astrónomos describen cómo el polvo oscurece aproximadamente la mitad de la luz que el Universo genera en la actualidad.

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Extraño pulsar desconcierta a los astrónomos

Imagen: Bill Saxton, NRAO/AUI/NSF

Los astrónomos han descubierto un púlsar de rápida rotación en una órbita alargada en torno a una estrella aparentemente parecida al Sol, una combinación nunca antes vista, y que les ha desconcertado acerca de cómo se ha desarrollado un sistema tan extraño.

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Descubren el remanente de supernova más joven de nuestra galaxia

Imagen: NASA/CXC/NCSU/S. Reynolds et al.; NSF/NRAO/VLA/Cambridge/D. Green et al.; 2MASS/UMass/IPAC-Caltech/NASA/NSF/CfA/E. Bressert

Un equipo internacional de astrónomos encontró el remanente de supernova conocido mas joven en nuestra galaxia. Usando observaciones hechas con el radiotelescopio Arreglo Muy Grande (VLA) en USA y el observatorio orbital de rayos X Chandra, los científicos reportan que el remanente G1.9+0.3 tiene tan sólo 150 años. El científico Dr. Dave Green de la Universidad de Cambridge y sus colegas discuten el descubrimiento en un artículo que será publicado en el Monthly Notices de la Royal Astronomical Society.

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Primera medición de temperatura cósmica en épocas primitivas

Imagen: ESO

Un equipo de astrónomos utilizó el telescopio muy grande VLT de la organización Observatorio Europeo Austral ESO para detectar por primera vez en el ultravioleta la molécula de monóxido de carbono en una galaxia ubicada a casi 11 mil millones de años-luz de distancia. Esta hazaña, que había resultado esquiva por más de 25 años, permitió realizar la medición más precisa que se conoce de la temperatura cósmica en una época tan remota.

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La Star Party en el Sur de Mendoza fue todo un éxito

Imagen: Instituto Copérnico

Organizado por el Instituto Copérnico, con el auspicio de Óptica Saracco, el Hotel Valle Grande y Saint Joseph, el Encuentro Observacional del Sur Mendocino, ésta vez, en su edición 2008, resultó nuevamente un éxito y nos comprometió a la organización de una nueva reunión en abril de 2009. Con la visita de 110 aficionados, estudiantes y profesionales de todo el país y del exterior, sin contar los acompañantes, colmamos la capacidad del Hotel Valle Grande, disfrutando así del intercambio de conocimientos, observaciones y experiencias con nuestros amigos de siempre y nuevas personas que se han sumado en esta nueva edición de la Star Party.

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Los agujeros negros no son tan negros

Imagen: L. Genimar

Un grupo internacional de científicos usaron un flujo de agua para simular un agujero negro, comprobando la Teoría de Stephen Hawking que los agujeros negros no son tan negros. Los investigadores, liderados por el Profesor Ulf Leonhardt de la Universidad de St. Andrews y el Dr. Germain Rousseaux de la Universidad de Niza, usaron un canal de agua para crear una analogía de agujeros negros, simulando horizontes de eventos.

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Noticias de Astronáutica

Un nuevo carguero Progress se acopló a la Estación Espacial Internacional

Imagen: NASA

Un nuevo carguero Progress se acopló al puerto orientado hacia la Tierra del módulo Zayra de la Estación Espacial Internacional (EEI) a las 21:39 TU del 16 de mayo de 2008 con más de 2,3 toneladas de combustible, oxígeno, aire, agua y otras vituallas además de equipamientos a bordo.

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Eventos en el Cielo

Explicación de las efemérides

Semana del 19 al 25 de mayo de 2008

* Lunes 19 de mayo de 2008 - Día Juliano a 0h TU 2.454.605,5
Efemérides físicas del Sol; Po = -19.7° ; Bo = -2.2°; Lo = 108.2°.
Meridiano central de Marte para 0 TU: 298°.
Meridiano central de Júpiter, Sistema II para 0 TU: 63,8°.
Tránsito de la Gran Mancha Roja por el Meridiano Central de Júpiter, a las 10:37 TU.
El cometa 197P/LINEAR en su perihelio (1,060 UA).
El asteroide 6377 Cagney en máxima aproximación a la Tierra (1,252 UA).

* Martes 20 de mayo de 2008 - Día Juliano a 0h TU 2.454.606,5
Efemérides físicas del Sol; Po = -19.4° ; Bo = -2.1°; Lo = 95.0°.
Luna llena, a las 2:13 TU.
La Luna en su apogeo, a las 13 TU.
Meridiano central de Marte para 0 TU: 288,3°.
Meridiano central de Júpiter, Sistema II para 0 TU: 221,8°.
Eclipse de Europa. Desaparece a 06:39,3 TU.
Eclipse de Io. Desaparece a 09:21,6 TU.
Tránsito de la Gran Mancha Roja por el Meridiano Central de Júpiter, a las 06:28 TU.
El cometa 86P/Wild 3 en su perihelio (2,301 UA).
El asteroide 8837 London en máxima aproximación a la Tierra (0,963 UA).
El asteroide 7861 Messenger en máxima aproximación a la Tierra (1,168 UA).

* Miércoles 21 de mayo de 2008 - Día Juliano a 0h TU 2.454.607,5
Efemérides físicas del Sol; Po = -19.1° ; Bo = -1.9°; Lo = 81.8°.
Antares 0,2° al Norte de la Luna, a las 0 TU.
Meridiano central de Marte para 0 TU: 278,6°.
Meridiano central de Júpiter, Sistema II para 0 TU: 19,8°.
Tránsito de la sombra de Io sobre el disco de Júpiter. Inmersión a 06:33,9 TU.
Tránsito de Io sobre el disco de Júpiter. Inmersión a 07:35,4 TU.
Tránsito de la sombra de Io sobre el disco de Júpiter. Emerge a 08:49,2 TU.
Tránsito de Io sobre el disco de Júpiter. Emerge a 09:51,3 TU.
Tránsito de la Gran Mancha Roja por el Meridiano Central de Júpiter, a las 02:19 TU.
El cometa 146P/Shoemaker-LINEAR en su perihelio (1,417 UA).
El asteroide 2008 GR3 en paso cercano a la Tierra (0,052 UA).
El asteroide 2008 JU2 en paso cercano a la Tierra (0,063 UA).

* Jueves 22 de mayo de 2008 - Día Juliano a 0h TU 2.454.608,5
Efemérides físicas del Sol; Po = -18.8° ; Bo = -1.8°; Lo = 68.6°.
Meridiano central de Marte para 0 TU: 269°.
Meridiano central de Júpiter, Sistema II para 0 TU: 177,8°.
Tránsito de la sombra de Europa sobre el disco de Júpiter. Inmersión a 01:30,6 TU.
Tránsito de Europa sobre el disco de Júpiter. Inmersión a 03:29,9 TU.
Eclipse de Io. Desaparece a 03:49,9 TU.
Ocultación de Ganímedes. Reaparece a 04:06,7 TU.
Tránsito de la sombra de Europa sobre el disco de Júpiter. Emerge a 04:11,8 TU.
Eclipse de Calixto. Reaparece a 04:22,9 TU.
Tránsito de Europa sobre el disco de Júpiter. Emerge a 06:12,6 TU.
Ocultación de Io. Reaparece a 07:06,3 TU.
Ocultación de Calixto.Desaparece a 10:24,2 TU.
Tránsito de la Gran Mancha Roja por el Meridiano Central de Júpiter, a las 08:06 TU.
El cometa 148P/Anderson-LINEAR en su perihelio (1,703 UA).
El cometa C/2007 K1 (Lemmon) en máxima aproximación a la Tierra (9,081 UA).
El asteroide 2008 GC en paso cercano a la Tierra (0,065 UA).
El asteroide 5145 Pholus en máxima aproximación a la Tierra (21,002 UA).
El asteroide 19148 Alaska en máxima aproximación a la Tierra (1,957 UA).

* Viernes 23 de mayo de 2008 - Día Juliano a 0h TU 2.454.609,5
Efemérides físicas del Sol; Po = -18.5° ; Bo = -1.7°; Lo = 55.3°.
Meridiano central de Marte para 0 TU: 259,4°.
Meridiano central de Júpiter, Sistema II para 0 TU: 335,8°.
Tránsito de Io sobre el disco de Júpiter. Inmersión a 02:02,3 TU.
Tránsito de la sombra de Io sobre el disco de Júpiter. Emerge a 03:17,7 TU.
Tránsito de Io sobre el disco de Júpiter. Emerge a 04:18,2 TU.
Tránsito de la Gran Mancha Roja por el Meridiano Central de Júpiter, a las 03:57 TU.
El asteroide 2874 Jim Young en máxima aproximación a la Tierra (1,513 UA).

* Sábado 24 de mayo de 2008 - Día Juliano a 0h TU 2.454.610,5
Efemérides físicas del Sol; Po = -18.1° ; Bo = -1.6°; Lo = 42.1°.
Júpiter 2,5° al Norte de la Luna, a las 13 TU.
Meridiano central de Marte para 0 TU: 249,6°.
Meridiano central de Júpiter, Sistema II para 0 TU: 133,8°.
Ocultación de Io. Reaparece a 01:33,1 TU.
Tránsito de la Gran Mancha Roja por el Meridiano Central de Júpiter, a las 09:44 TU.
El cometa P/1998 VS24 (LINEAR) en su perihelio (3,423 UA).
El cometa C/2007 T5 (Gibbs) en su perihelio (4,049 UA).
El asteroide 11365 NASA en máxima aproximación a la Tierra (1,472 UA).
El asteroide 11945 Amsterdam en máxima aproximación a la Tierra (1,997 UA).

*Domingo 25 de mayo de 2008 - Día Juliano a 0h TU 2.454.611,5
Efemérides físicas del Sol; Po = -17.8° ; Bo = -1.5°; Lo = 28.8°.
Meridiano central de Marte para 0 TU: 240°.
Meridiano central de Júpiter, Sistema II para 0 TU: 291,8°.
Tránsito de la sombra de Ganímedes sobre el disco de Júpiter. Inmersión a 10:45,7 TU.
Tránsito de la Gran Mancha Roja por el Meridiano Central de Júpiter, a las 05:35 TU.
El asteroide 6318 Cronkite en máxima aproximación a la Tierra (2,544 UA).

Los Planetas esta semana

MERCURIO
Visible durante el crepúsculo vespertino, hacia el Noroeste, en Taurus (el Toro).
Magnitud visual: 1,21.

VENUS

No visible por su proximidad al Sol.

MARTE
Visible durante la primera mitad de la noche, hacia el Norte, en Cancer (el Cangrejo).
Magnitud visual: 1,40.

JÚPITER

Visible en la segunda mitad de la noche y durante el crepúsculo matutino, hacia el Este, en Sagittarius (el Arquero).
Magnitud visual: -2,54.

SATURNO
Visible en la primera mitad de la noche, hacia el Noreste, al comienzo, en Leo (el León).
Magnitud visual: 0,55.

URANO
Visible en la segunda mitad de la noche, hacia el Este, en Aquarius (el Aguador).
Magnitud visual: 5,88.

NEPTUNO
Visible en la segunda mitad de la noche, hacia el Este, en Capricornus (Capricornio).
Magnitud visual: 7,90.

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Fuentes de las efemérides:

Space Calendar (NASA/JPL) http://www.jpl.nasa.gov/calendar/ 
Eclipse (NASA/GSFC) http://sunearth.gsfc.nasa.gov/eclipse/eclipse.html 
Solar System Dymamics (NASA/JPL) http://ssd.jpl.nasa.gov/ 
The Sky Astronomy Software, Software Bisque, serial nr. 5071-122B614D http//www.bisque.com . 
Eric Bergman-Terrell, Astronomy Lab v. 2.0 (freeware)
International Meteor Organization, Meteor Shower Calendar 2007 - http://www.imo.net/calendar/2008
Sylvain Rondi, Jupiter v. 2.0 - http://astrosurf.com/rondi/ - (freeware)
Occult version 4.0.2.8 (Dave Herald) http://www.lunar-occultations.com/iota/occult4.htm - (freeware)
Programas de computación desarrollados por el Instituto Copérnico
http://institutocopernico,org . 

Copyright © 2008 Instituto Copérnico. Todos los derechos reservados.

 

 
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