sábado, 8 de agosto de 2009

Tendência é Marte se tornar semelhante à Terra, afirma astrônomo Jim Bell

Mas processo vai consumir bilhões de anos, pondera cientista.Professor da Universidade Cornell participa de evento internacional no Rio.

Claudia Bojunga Especial para o G1
“Procurar por água é procurar por nós mesmos.” A frase, de Jim Bell, professor de astronomia da Universidade de Cornell (EUA), soa filosófica, mas resume o sentido da busca e da análise incessante dos cientistas sobre a presença do elemento nos planetas do Sistema Solar.

Bell apresentou nesta quinta-feira (6) à noite a conferência “Água nos planetas”, na 27ª Assembleia da União Astronômica Internacional. O evento, que está sendo realizado no Rio de Janeiro, começou dia 4 e segue até o dia 14.

Dentro de bilhões de anos, o gelo de Marte vai derreter e o planeta vai ficar muito parecido com a Terra"

“A existência de água – componente chave dos processos climáticos, geológicos e geoquímicos na atmosfera, na superfície e no interior dos planetas – é fundamental para a definir se um planeta é habitável ou não”, comenta Bell.

Nem todo mundo sabe, mas os planetas gasosos Urano, Netuno, Júpiter e Saturno contam com pequenas porcentagens de água em sua composição. Dos planetas telúricos ou rochosos Mercúrio, Vênus, Terra e Marte, apenas o primeiro pode ser considerado seco, ou seja, não tem água ou qualquer substância líquida.

A Terra tem 70% de sua superfície coberta por água. No caso de Vênus, foram observados traços de H2O na atmosfera.

Marte
Mas Marte é o caso mais intrigante. Bell, estudioso do assunto há cerca de dez anos, ressaltou que não só já foi comprovada a existência de água por lá, como já se sabe que o planeta vermelho era habitável. Esse corpo celeste frio, seco e com uma atmosfera muito fina, tinha no passado um clima muito diferente.

As conclusões se devem à descoberta da presença de minerais hidratados, que só podem ter sido formados a partir de água em estado líquido ou pela evaporação de depósitos de água salgada. Reforçam a tese indícios geológicos como crateras e sulcos na superfície de Marte, indicações de que havia depósitos de água, lagos ou, quem sabe até, oceanos.

“Dentro de bilhões de anos, o gelo de Marte vai derreter e o planeta vai ficar muito parecido com a Terra”, prevê o cientista. Questionado sobre o futuro do nosso planeta, brinca: “Temos de sair daqui, mas isso só acontecerá daqui a muito tempo, não é preciso se preocupar.”

Le notti delle stelle


Nell’anno internazionale dell’astronomia proclamato dall’Onu(http://www.astronomy2009.it/), l’osservazione delle stelle cadentinella notte di San Lorenzo, il 10 agosto, ha il sapore dellaStoria. Quattrocento anni fa a Padova, infatti, Galileo Galileiper la prima volta alzò al cielo il suo cannocchiale. Sabatoprossimo e nei giorni successivi in tutta Italia migliaia diappassionati ripeteranno il gesto del grande scienziato,puntando l’obiettivo verso la volta celeste. E se con losguardo intercetteranno una meteora esprimeranno ilfatidico desiderio. Numerosi gli appuntamenti organizzatie promossi dall’Istituto nazionale di astrofisica(Inaf, http://www.inaf.it/) e dall’Unione astrofili italiani (http://www.uai.it/),concentrati nell’Italia centro-settentrionale, con qualchepuntata al Sud.

La Repubblica

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Cientistas querem rever medidas do cosmo em encontro no Rio

Os s eventos sobre astronomia que acontecem nesta semana no Rio por conta da 27ª Assembleia da União Astronômica Internacional (IAU, em inglês), têm atraído, além de astrônomos de mais de 70 países, jovens e crianças do Rio.

Alguns dos astrônomos mais importantes do mundo estão reunidos na cidade para discutir como funciona o universo e também para rever as medidas do cosmo.

Nesta quinta (6), o público que passou pela Cinelândia, no Centro do Rio, conferiu a maquete do que será o mais potente telescópio já construído sobre a Terra. O projeto custará o equivalente a R$ 3 bilhões e levará oito anos para ser construído, em local ainda não definido.

saiba mais
Mais de 2 mil astrônomos se reúnem em evento internacional no Rio

O evento começou na terça (4). O diretor do projeto "Olho Espacial", explicou que “olhar o céu em um telescópio é olhar para o passado, porque a imagem de objetos espaciais distantes leva milhões de anos pra chegar à Terra". Segundo o cientista, com o super-telescópio, será possível ver como era o universo há 13 bilhões de anos. O que é decidido na assembleia, que é anual e acontece pela primeira vez no Brasil, muda os rumos do universo. No último encontro internacional dos astrônomos, há três anos, Plutão deixou de ser planeta.

A distância entre o sol e a Terra ou do sol até o centro da galáxia, por exemplo, são números que sustentam centenas de estudos sobre o espaço. Há 400 anos, Galileu Galilei, considerado o pai da ciência moderna, conseguiu descobrir, com uma simples luneta, que a terra girava em torno do Sol e que havia montanhas na Lua. A tecnologia avançou e até os brasileiros já sonham em um dia pôr os pés na Lua. Uma sonda lunar, chamada Jaci, está sendo projetada pela Agência Espacial Brasileira. Mas o projeto do pequeno robô, que transmite imagens, ainda está no início.




G1

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Nasa divulga foto obtida pelo Telescópio Spitzer de área central da Via-Láctea

Equipamento lançado em 2003 é fonte de imagens impressionantes.Câmera de infravermelho possibilita registros inéditos.

Do G1, em São Paulo


A Nasa, a agência espacial americana, divulgou nesta quinta-feira (6) uma imagem impressionante da Via-Láctea. Seu centro costuma ficar ocultado dos telescópios ópticos por nuvens de poeira e gás. Mas as câmeras de infravermelho do Telescópio Espacial Spitzer conseguiram furar essa barreira, expondo as estrelas da área central da galáxia. (Foto: NASA, JPL-Caltech, Susan Stolovy)

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Mais de 2 mil astrônomos se reúnem em evento internacional no Rio


A XXVIII Assembléia Geral da União Astronômica Internacional reúne mais de 2 mil astrônomos no Rio (Foto: Carolina Lauriano / G1)


A partir desta terça (4), o Rio se transforma na capital mundial da astronomia. Cerca de 2 mil astrônomos de mais de 70 países estão na cidade para a XXVIII Assembléia Geral da União Astronômica Internacional (IAU, em inglês), que é realizada pela primeira vez no Brasil e tem como objetivo discutir as descobertas na área. O evento acontece até o dia 14 de agosto e conta com exposições, documentários e palestras ministradas por nomes como o do italiano Franco Pacini, que falará sobre como as descobertas de Galileu Galilei influenciam os estudos astronômicos até hoje.

Os simpósios abordarão temas que vão desde o apoio às mulheres na astronomia até os métodos de procura por água em outros planetas. A língua oficial do evento é o inglês e só podem participar sócios da IAU e credenciados. Na segunda-feira (3), já foram realizadas algumas palestras, mas a abertura oficial será nesta terça, às 14h, no SulAmérica Convention Center, no Centro do Rio. Estão previstas as participações do governador Sérgio Cabral, do prefeito Eduardo Paes e do ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Machado Rezende.
Rio, capital do mundo da astronomia
A cada três anos, astrônomos associados pela IAU se reúnem para avaliar as mais recentes observações e para organizar ações cooperativas internacionais. Em 2009, se comemora o Ano Internacional da Astronomia, em lembrança aos 400 anos do primeiro uso astronômico de um telescópio, realizado pelo famoso cientista Galileu Galilei. Para a coordenadora do Comitê Organizador Nacional, Daniela Lazzeno, o fato de ser no Brasil demonstra o reconhecimento da comunidade de astronomia no mundo: “O Rio tem estrutura adequada e também é um lugar mundialmente famoso. É uma grande oportunidade para o turismo, já que são mais de 2 mil participantes, além das famílias. Isso torna a cidade a capital do mundo da astronomia nesses dias”, afirmou.

Para o público em geral
Quem não é sócio da IAU também pode aproveitar a presença dos grandes nomes da astronomia que estão no Rio. Paralelamente à assembléia, três palestras serão realizadas no Planetário da Gávea, na Zona Sul do Rio, com entrada franca.

No dia 5 de agosto, às 19h30, Jim Bell, da Universidade de Cornell, mostra as curiosidades sobre o planeta Marte. Dia 7, às 18h, Franco Pacini, da Universidade de Firenze, debate sobre o legado de Galileu. E no dia 12, às 19h30, Françoise Combes, astrônoma do Observatório de Paris, fala sobre o nascimento e a vida das galáxias.

Além do Planetário, o público que passar pela Cinelândia, no Centro, a partir desta terça-feira, poderá participar de atividades relacionadas à astronomia, em uma tenda de 450 metros quadrados. Parte da programação do encontro da IAU, o evento “Astronomia na Cinelândia: o público é a estrela” oferece exposições, atividades interativas, oficinas, planetários infláveis, palestras de curta duração e observação do Sol por meio de telescópios. A Agência Espacial Brasileira (AEB) também participa com um estande que tem, entre as atrações, a réplica da roupa usada pelo astronauta Marcos Pontes no espaço, e uma exposição sobre os 40 anos da chegada do homem à Lua.

G1

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Homenagem a Galileo



Local: Planetário da Gávea, Rio de Janeiro, RJ


Instituto Italiano de Cultura Rio de Janeiro

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Ônibus espacial Endeavour pousa no horário previsto após missão na ISS


Ônibus espacial Endeavour pousa no Centro Espacial Kennedy, no Cabo Canaveral, Flórida. (Foto: Nasa/Reuters)

Tripulação se dedicou à montagem de módulo do laboratório japonês Kibo. Início da descida começou às 10h41.

O ônibus espacial Endeavour, da Nasa, a agência espacial americana, pousou nesta sexta-feira (31) às 11h48, horário de Brasília, como programado.

A descida para a aterrissagem, com o descolamento da órbita, começou às 10h41.

G1

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Pior chuva de cometas em 500 milhões de anos 'só' acertou a Terra 2 ou 3 vezes

Corpos celestes não causaram extinções em massa no planeta.Mas Júpiter e Saturno não são barreiras anticometas perfeitas.

Do G1, em São Paulo

O 2001 RX14, um cometa de longo período, flagrado pelo Telecópio Sloan Digital Sky Survey, instalado no Novo México (Foto: Mike Solontoi/Universidade de Washington - 2002)

Uma boa notícia: “apenas” 2 ou 3 cometas atingiram a Terra durante a mais potente chuva de cometas dos últimos 500 milhões de anos. Os responsáveis pela conta são os astrônomos Nathan Kaib e seu orientador de doutorado Thomas Quinn, da Universidade de Washington. O estudo foi publicado nesta quinta-feira (30) na “Science”.

Eles estimaram o maior número possível de cometas no interior da Nuvem de Oort, a “borda” do Sistema Solar coalhada por bilhões de corpos celestes desse tipo. O número real que o reservatório abriga é uma incógnita. Com o número máximo em mãos, Kaib e Quinn determinaram que não mais do que 2 ou 3 cometas poderiam ter atingido a Terra durante a mais potente chuva de cometas dos últimos 500 milhões de anos. “Isso quer dizer que as mais poderosas chuvas de cometas causaram eventos de extinção (da vida na Terra) relativamente menores e que outras chuvas foram menos severas, então as chuvas de cometas não são, provavelmente, responsáveis por eventos de extinção em massa”, diz Kaib.

Eles partiram da premissa de que o interior da Oort seria a única fonte de cometas de longo período. Um cometa de longo período gasta de 200 anos a dezenas de milhões de anos para cumprir apenas uma órbita do Sol. Há 3.200 corpos desse tipo conhecidos. Kaib e Quinn usaram modelos computacionais para simular a evolução das nuvens de cometas do Sistema Solar no último 1,2 bilhão de anos.

Agora, a notícia não tão boa. Nosso escudo natural anticometa pode falhar de tempos em tempos. A dupla de zagueiros Júpiter e Saturno normalmente barra os cometas despachados pela Nuvem de Oort que tentam chegar à parte interna do Sistema Solar – onde está a Terra. Ou os cometas se esborracham em um ou outro planeta gigante ou eles são expulsos de campo de uma vez por causa da influência gravitacional dos grandalhões. Mas alguns, poucos é verdade, podem furar a barreira. “Nós mostramos que Júpiter e Saturno não são perfeitos (nessa função) e alguns dos cometas da Nuvem de Oort são capazes de driblá-los. Mas a maioria, não”, afirma Kaib.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Telescópio mais potente do mundo é inaugurado na Espanha

Projeto foi avaliado em 104 milhões de euros.O próprio monarca espanhol compareceu à cerimônia.

Da EFE
O Grande Telescópio Canárias (GTC), o maior e com tecnologia mais avançada do mundo, foi lançado hoje e permitirá aos pesquisadores conhecerem os mistérios da formação do universo através de seu espelho, com potência equivalente à visão de 4 milhões de pupilas.


Autoridades encabeçadas pelo rei da Espanha comemoram novo telescópio (Foto: France Presse)

O telescópio, situado na ilha de La Palma, no arquipélago canário, foi inaugurado hoje, em um ato que contou com a presença do rei Juan Carlos e da rainha Sofia, além da ministra de Ciência e Inovação, Cristina Garmendia, entre outras autoridades, junto a representantes da comunidade científica. Em seu discurso inaugural, o rei Juan Carlos definiu o telescópio como uma "autêntica façanha científica" que situa a Espanha em uma posição de liderança. O ato também foi assistido pelo diretor do GTC, Pedro Álvarez, representantes de universidades do México e da Flórida. A Universidade Autônoma do México, o Instituto Nacional de Astrofísica, Óptica e Eletrônica do país, além da Universidade da Flórida e a União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (Feder), participaram da construção da grande estrutura. O GTC é uma ferramenta refletora, com um espelho primário de 10,4 metros de diâmetro, o maior do mundo. Trata-se de um projeto avaliado em 104 milhões de euros, financiado em 90% pela Espanha e, em 10% do valor, com o apoio do México e dos Estados Unidos. Situado no observatório de El Roque de los Muchachos, a mais de 2 mil metros de altitude, permitirá revelar segredos ocultos do universo, por captar a luz formando imagens diretas (detectadas pelo olho humano) e imagens espectroscópicas (através de espectrógrafos, que selecionam uma parte da imagem, separando-a nos diferentes comprimentos de onda).

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Encontradas novas provas de que existe água em lua de Saturno

Pesquisa foi publicada na edição mais recente da revista 'Nature'.Cientistas examinaram gêiseres de vapor e gás e partículas de gelo.

Da EFE
Pesquisadores americanos descobriram novas provas da existência de água em estado líquido em Encélado, uma das luas de Saturno, segundo pesquisa da revista científica britânica "Nature".

Os especialistas, do Southwest Research Institute de San Antonio (EUA), estudaram um dos gêiseres que regularmente emanam das fissuras próximas ao polo sul, vulcânico, do satélite natural de Saturno.

Os cientistas detectaram amoníaco, vários componentes orgânicos e deutério, um isótopo estável do hidrogênio abundante nos oceanos da Terra.

O amoníaco, junto ao metanol e a sais achados nas colunas de fumaça nessa área vulcânica, atua como um anticongelante que permite à água permanecer em estado líquido sob a superfície gelada de Encélado a temperaturas de quase 100 graus centígrados abaixo de zero, explicam os pesquisadores.

Os especialistas acreditam que o anel E de Saturno é formado por gás e pó desprendido das colunas de fumaça da lua gelada.

Presença de amoníaco, sódio e sais potássicos implica que o interior de Encélado pode conter alguma quantidade de água líquida "

"A presença de amoníaco nas colunas, junto à detecção de sódio e sais potássicos em partículas geladas do anel E implica que o interior de Encélado pode conter alguma quantidade de água líquida", disse William Lewis, membro da equipe de pesquisa.

Em junho passado, cientistas alemães e britânicos já divulgaram um estudo que sustenta que Encélado oculta sob a superfície de seu polo sul um oceano salgado.

A equipe germano-britânica chegou a essa conclusão após examinar os gêiseres de vapor e gás e as minúsculas partículas de gelo lançadas do polo sul da lua a centenas de quilômetros no espaço.

A sonda Cassini descobriu os surpreendentes jatos em 2005 durante a exploração de Saturno.

Nasa revela impacto de corpo cósmico sobre a superfície de Júpiter


Nasa revela impacto de corpo cósmico sobre a superfície de Júpiter. (Foto: Nasa/Reuters)


Os restos de um corpo cósmico, possivelmente um cometa, atingiram a superfície de Júpiter, em área próxima ao polo sul do planeta, revelou nesta segunda-feira (20) o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês) da Nasa, a agência espacial americana.

Segundo um comunicado do JPL, a marca do impacto foi descoberta por um astrônomo amador, e foi confirmada pelo telescópio infravermelho da Nasa que fica no monte Mauna Kea, no arquipélago do Havaí.

A descoberta foi feita no dia do 15º aniversário do impacto do cometa Shoemaker-Levy 9 sobre Júpiter e dos 40 anos da chegada do homem à Lua.

"Tivemos a extraordinária sorte de olhar para Júpiter no momento exato para presenciar o evento. Não poderíamos ter planejado melhor", disse Glenn Orton, cientista do JPL.

"Pode ser o impacto de um cometa, mas ainda não temos certeza", acrescentou Orton.

da EFE

L'Asia al buio per l'eclissi del secolo


Qualche istante prima dell'eclissi solare totale


L’ evento è stato osservato da milioni di persone dalla Cina ai villaggi indiani

SHANGHAI
Solo il cielo nuvoloso ha rovinato in parte un degli spettacoli astronomici del secolo: l’eclissi di sole totale visibile in Asia e che ha oscurato il cielo di India e Cina per quasi quattro minuti. In alcune parti dell’Asia la copertura del disco solare - iniziata alle 2.53 ora italiana - è durata 6 minuti e 37 secondi, un tempo di poco inferiore a quello registratosi nel luglio 1991 e che non potrà venire battuto fino al 2132. Un record sicuramente è il pubblico che ha potuto osservare il fenomeno: data la densità di popolazione delle zone coinvolte, oltre due miliardi di persone. Il cono d’ombra ha attraversato un fronte di oltre 15,000 chilometri, passando per l’India, il Nepal, il Buthan, il Bangladesh, la Birmania, la Cina e le isole meridionali del Giappone. Non è mancato chi ha approfittato del fenomeno a fini commerciali: l’agenzia Cox and Kings ha affittato un Boeing 737-700 decollato da Nuova Delhi poco prima dell’alba per "intercettare" l’eclissi a un’altezza di 12.000 metri, volando poi verso est seguendone il percorso (costo del biglietto, 1.200 euro). Il fenomeno non è però stato accolto ovunque con entusiasmo: in India e in Cina le eclissi solari tradizionalmente hanno una fama ambigua, e a seconda dei diversi culti possono essere considerate eventi di buon auspicio ma anche segni nefasti. In India una donna è morta nella calca di efdeli indù affollatasi sulle rive del Gange per osservare il fenomeno, ritenuto pericoloso in particolare per le gestanti: molte donne che avevano prenotato il parto cesareo hanno deciso di rinviarlo.


La Stampa.it

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