quinta-feira, 19 de maio de 2011

A passagem da "Endevour" foi vista pelos paranaenses

No Paraná até p dia 27 a Endeavour poderá ser vista a olho nú.

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1513190-7823-A+PASSAGEM+DA+ENDEVOUR+FOI+VISTA+PELOS+PARANAENSES,00.html

Astrônomos japoneses afirmam ter descoberto novo tipo de planeta

Da BBC - Astrônomos japoneses afirmam ter encontrado um novo tipo de "planeta", que fica sozinho no espaço, aparentemente sem orbitar nenhuma estrela.

Em um artigo publicado na revista especializada "Nature", a equipe de cientistas afirmou ter encontrado dez desses novos planetas, que têm o tamanho de Júpiter e não estão ligados a nenhum sistema solar.

Cientistas já suspeitavam que planetas desse tipo existissem no Universo, mas essa seria a primeira evidência concreta de sua presença.

Um dos coautores da descoberta, o professor da Universidade de Osaka Takahiro Sumi, disse que esses planetas ditos "solitários" podem ser tão comuns como são as estrelas na Via Láctea.

"Sua existência já era esperada, tendo em conta a teoria da formação planetária. O que é surpreendente é o quanto eles parecem ser comuns", disse Sumi.

VIA LÁCTEA
Segundo os astrônomos, os planetas estão localizados em uma galáxia chamada Bulge, que fica no centro da Via Láctea.

Uma das hipóteses exploradas pelos cientistas é a de que os planetas poderiam ter sido expulsos de sistemas solares incipientes por forças gravitacionais ou colisões interplanetárias.


Astrônomos japoneses dizem que os 'novos planetas' teriam o tamanho de Júpiter

De acordo com convenções astronômicas, se um planeta não orbita uma estrela ou um remanescente de uma estrela, ele não pode ser tecnicamente considerado um planeta, mesmo tendo sido formado da mesma maneira.

No entanto, a hipótese dos pesquisadores é que esses objetos foram formados em um disco planetário, como os planetas no nosso Sistema Solar, antes de forças gravitacionais os terem expulsado desses sistemas.


Colaboração Adriano Remorini Tralback

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Ônibus espacial Endeavour chega à Estação Espacial Internacional

Nave se acoplou ao posto orbital às 7h15 desta quarta-feira (18).Veículo deve retornar à Terra no primeiro dia de junho.

Do G1, em São Paulo - O ônibus espacial Endeavour, penúltimo a ser aposentado pela agência espacial norte-americana (Nasa), chegou à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) nesta quarta-feira (18), às 7h15 (horário de Brasília). A nave participa da missão STS-134, que levou seis astronautas ao posto orbital.

A acoplagem aconteceu quase 48 horas depois da decolagem. Quando as escotilhas entre o veículo e o posto orbital foram abertas, os astronautas das duas equipes se encontraram, com os italianos Roberto Vittori (Endeavour) e Paolo Nescoli (ISS) fazendo as recepções iniciais.

Endeavour durante acoplagem à Estação Espacial Internacional nesta quarta-feira (18). (Foto: Nasa)

A missão STS-134 é importante pois transporta um detector de partículas chamado Espectrômetro Alfa Magnético-2 (AMS-2, na sigla em inglês), que será usado para identificar matéria incomum no Universo.

Depois de seis dias de interação entre as duas equipes, três astronautas da ISS deixarão o posto a bordo do veículo russo Soyuz TMA-20. Já a tripulação da Endeavour deve retornar à Terra somente no dia 1º de junho, pousando no Centro Espacial Kennedy. O destino final da nave será a exposição no Centro de Ciências da Califórnia, em Los Angeles.

Astrônomos descobrem 'planetas solitários', sem estrelas

Astros vagam sozinhos pelo espaço, segundo estudo.Ao todo, são dez planetas mais ou menos do tamanho de Júpiter.

Da France Presse - Astrônomos anunciaram nesta quarta-feira a descoberta de um fenômeno até agora inconcebível: planetas que não parecem atraídos por uma estrela e que, ao contrário, vagam solitários pelo universo.

Em uma varredura do cosmos realizada por dois anos, dez planetas com aproximadamente a massa de Júpiter, o maior planeta do nosso Sistema Solar, foram encontrados a distâncias tão grandes da estrela mais próxima que se poderia dizer que alguns deles flutuam livres pela Via Láctea.

A pesquisa, publicada na revista científica britânica "Nature", é inovadora no campo da ciência dos exoplanetas, como são denominados os planetas localizados fora do nosso sistema solar.

Mais de 500 destes planetas foram identificados desde 1995. Mas estes são os primeiros do tamanho de Júpiter que foram encontrados orbitando a esta distância da estrela mais próxima ou parecem "desconectados" dela.

Os novos planetas foram descobertos em uma busca por objetos entre 10 e 500 unidades astronômicas (UA) de uma estrela.

A UA é uma medida padrão, que compreende a distância entre a Terra e o Sol, de cerca de 150 milhões de quilômetros.

Por comparação, Júpiter está a apenas 5 UA do Sol, enquanto Netuno, o planeta mais longínquo do nosso Sistema Solar, a 30.

A teoria da fundação planetária diz que os planetas são aglomerados de poeira e gás e são atraídos por suas estrelas, condenados a orbitar em volta delas até que a estrela queime todo o seu combustível.

O artigo sugere que estes planetas distantes se libertaram da atração gravitacional em uma fase muito precoce.

"Eles podem ter se formado em discos protoplanetários e subsequentemente, se dispersado no vazio ou em órbitas muito distantes", afirmou.

O estudo foi escrito por duas equipes que usaram microlentes gravitacionais para analisar dezenas de milhões de estrelas da Via Láctea em um período de dois anos.

Segundo esta técnica, uma estrela mais próxima passa em frente à outra, distante. O brilho da estrela longínqua é amplificada.

"As implicações desta descoberta são profundas", disse o astrônomo alemão Joachim Wambsganss em um comentário, também publicado na Nature.

"Temos um primeiro olhar de uma nova população de objetos de massa planetária em nossa galáxia. Agora precisamos explorar suas propriedades, distribuição, estados dinâmicos e história", acrescentou.

terça-feira, 17 de maio de 2011

ISS e Endeavour







por Eduardo Baldaci no Facebook.

Novo estudo diz que exoplaneta tem condições de ser habitado

Do G1, com agências internacionais - Um dos planetas que gira ao redor da estrela-anã Gliese 581 poderia ser "habitável", com clima propício para a existência de água em estado líquido e vida, segundo um estudo que uma equipe de climatologistas acaba de publicar.

Os astrônomos querem determinar se alguns dos 500 exoplanetas - planetas que ficam fora do Sistema Solar - descobertos são aptos para abrigar a vida.

Sete vezes mais maciço que a Terra e aparentemente rochoso, o Gliese 581d "poderia ser o primeiro planeta potencialmente habitável" descoberto até hoje, diz o artigo publicado pela revista científica "The Astrophysical Journal Letters".

O vermelho representa as áreas mais quentes, enquanto o azul, as mais frias, no modelo feito pelos cientistas(Foto: AFP / HO / LMD / CNRS )

O planeta recebe três vezes menos energia em comparação com a que a Terra recebe do Sol, e por isso se imaginava que seu clima fosse muito frio. Também é possível que tenha sempre a mesma face voltada para a sua estrela, enquanto a outra permanece em eterna escuridão.

Apesar das desvantagens, o Gliese 581d poderia se beneficiar de um efeito estufa, que lhe dá um clima "quente a ponto de permitir a formação de oceanos, nuvens e chuva", segundo uma modelização que ilustra "a grande variedade de climas possíveis para os planetas da galáxia", acrescentou o estudo.

Nesta simulação, a equipe de Robin Wordworth e François Forget, do Laboratório de Meteorologia Dinâmica (LMD) do Instituto Pierre Simon Laplace de Paris, se inspirou nos modelos usados para o estudo do clima terrestre, ampliando a gama de condições possíveis.
Se tiver uma atmosfera densa em dióxido de carbono (CO2), o que é considerado muito provável pelos cientistas, o exoplaneta pode evitar a condensação de sua atmosfera na face noturna e inclusive ter um clima quente.

Após um fenômeno denominado "difusão Rayleigh", que dá a tonalidade azul ao nosso céu, a atmosfera terrestre reflete para o espaço uma fração importante do resplendor azul, limitando o aquecimento do nosso planeta. Um efeito que é pouco sensível com o vermelho, segundo os cientistas, cujos trabalhos foram publicados na revista científica "The Astrophysical Journal Letters".

O Gliese 581d poderia estar numa penumbra avermelhada, com uma atmosfera densa e uma espessa camada nebulosa. Para o ser humano, as condições do local seriam tóxicas.

A estrela

O planeta é o terceiro na órbita ao redor da anã-vermelha Gliese 581, que é relativamente pouco quente. Sua existência foi descoberta em 2007, e desde então os cientistas vêm debatendo sobre se ele é ou não habitável.

Em 2010, um estudo norte-americano afirmou que o planeta Gliese 581g também teria potencial para abrigar vida. No entanto, ainda não foi possível confirmar a existência desse exoplaneta.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

NASA - Endeavour



Acompanhem o lançamento da Endeavour



O último voo do ônibus espacial Endeavour, da Nasa, começou às 9h56 (horário de Brasília) desta segunda-feira (16) rumo à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), o posto orbital internacional. Levando seis astronautas a bordo, a nave ficará 14 dias no espaço e irá ajudar no transporte de equipamentos ao posto orbital e permitir operações de manutenção.

A decolagem aconteceu após três adiamentos. Inicialmente, o lançamento estava marcado para o dia 29 de abril. Horas antes do voo, a Nasa cancelou a decolagem por conta de problemas em uma unidade auxiliar de energia da nave. Novas datas foram marcadas para garantir tempo para manutenção e segurança para a missão.

Durante as duas semanas, o Endeavour equipará a ISS com um detector de partículas chamado Espectrômetro Alfa Magnético-2 (AMS-2, na sigla em inglês). Este aparelho será usado no posto orbital para identificar matéria incomum no Universo. Quatro caminhadas dos astronautas no espaço vão ocorrer durante a viagem, todas necessárias para a manutenção do posto orbital.

A tripulação vai contar com o capitão da Marinha norte-americana Mark Kelly. O comandante da missão STS-134 chegou a ser afastado para cuidar da esposa Gabriele Giffords, uma deputada no estado do Arizona que foi baleada em 8 de janeiro de 2011 durante um tiroteio na cidade de Tucson.

Com Kelly voarão também o piloto Gregory Johnson, da Força Aérea norte-americana, e pelos especialistas Mike Fincke, Andrew Feustel, Greg Chamitoff e o italiano Roberto Vittori, da agência espacial europeia (ESA, na sigla em inglês).

História

O lançamento marca o fim de uma história que começou em 31 de julho de 1987, quando a agência espacial norte-americana recebeu o aval para construir uma nova nave para transporte, logo após a tragédia com o ônibus espacial Challenger, em 1986.

Com a construção terminada em 1990, o Endeavour foi levado ao Centro Espacial Kennedy em 1991 e fez seu primeiro voo em 7 de maio do ano seguinte, durante a missão STS-049. Contando com o lançamento feito nesta segunda-feira, a nave fez 25 operações em 20 anos de uso.

Sem contar a missão atual, o Endeavour já percorreu quase 190 milhões de quilômetros, passando 283 dias no espaço e levando 167 astronautas a bordo. Foram 11 acoplagens à ISS e apenas uma ao extinto posto orbital soviético Mir.

Entre as missões mais importantes, destacam-se a STS-62, que permitiu a primeira manutenção no Telescópio Espacial Hubble (fevereiro de 1993), e a STS-88, responsável por levar o primeiro componente feito nos Estados Unidos para equipar a ISS (abril de 1998).

Fim dos ônibus espaciais dos EUA

O programa norte-americano de ônibus espaciais está sendo encerrado em 2011, com a aposentadoria das naves restantes: Discovery, Endeavour e Atlantis. A primeira decolou pela última vez em março e foi levada para exposição no Centro Steven F. Udvar-Hazy, ligado ao Museu Aeroespacial do Instituto Smithsonian, no estado da Virgínia.

No caso do Endeavour, o ônibus será levado para o Centro de Ciências da Califórnia, em Los Angeles. O último veículo da frota a ser usado será o Atlantis, durante a missão STS-135, marcada para junho de 2011 – a nave já havia sido aposentada no meio de 2010, mas a Nasa voltou na decisão.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Nasa divulga imagens de asteroide que será visitado por sonda

Do G1, com informações da Associated Press - A Nasa divulgou nesta quarta-feira (11) as primeiras imagens do asteroide Vesta, feitas pela sonda Dawn. A foto foi captada no último dia 3. Na ocasião, a distância entre a nave e o corpo celeste era de aproximadamente 1,21 milhão de quilômetros. Na foto, o asteroide aparece como um ponto branco brilhante que lembra uma pérola, com estrelas ao fundo.
A Dawn foi lançada em setembro de 2007 com a meta de visitar Vesta e Ceres, os dois maiores asteroides do cinturão que fica entre Marte e Júpiter.

Vesta é o ponto branco em destaque, e parece maior que realmente é porque reflete muita luz solar (Foto: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA)

A expectativa da agência é de que a nave chegue à órbita de Vesta em 16 de julho. A partir de agosto, começa a coletar dados da superfície do asteroide, que tem diâmetro de 530 km. Até onde se sabe, Vesta é rochoso e seco, com superfície de lava congelada.

Depois de um ano na órbita de Vesta, a nave parte rumo a Ceres, aonde deve chegar em 2015. O segundo asteroide a ser visitado é ainda maior que o primeiro.

Anteriormente, outras naves já visitaram asteroides menores antes; chegaram a orbitá-los e até realizaram pouso. Mas Dawn é a primeira que busca ir a dois asteroides na mesma missão.

Esta imagem de Vesta foi feita com longo tempo de exposição na câmera, para dar real dimensão do tamanho do asteroide e evitar que seu brilho ofuscasse as demais estrelas (Foto: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA)

'Previsão' de grande terremoto gera medo em Roma

Da AFP - O medo toma conta de Roma desde que a "previsão" de um astrônomo e autointitulado sismólogo de um terremoto devastador em 11 de maio de 2011 na capital italiana começou a ser divulgada.

Os temores de que Roma desapareça repentinamente vítima um terremoto apocalíptico criou pânico em alguns setores da capital e também alimentou debates entre especialistas, técnicos e leigos sobre a profecia de Raffaele Bendani, que morreu aos 86 anos em 1979, baseada na posição dos planetas.
Durante meses, blogs, páginas da internet e redes sociais debatem as previsões de Bendanim, cujas teorias foram estudadas por especialistas depois que ocorreu, com poucos dias de diferença, um terremoto previsto por ele em 1923.

Vista aérea de Roma e do Vaticano em 1º de maio, dia da beatificação do Papa João Paulo II
(Foto: AFP)

A Defesa Civil tem recebido centenas de ligações pedindo informações. O governo criou um número de telefone gratuito para tranquilizar a população.

O temor é tão grande que o bairro chinês se esvaziou e calcula-se que aproximadamente 20% dos moradores não irão ao trabalho ou à escola.

Segundo a Associação de Agricultores de Coldiretti, registrou-se um aumento fora do normal nas reservas de quartos nos hotéis-fazenda fora da cidade feitas pelos romanos.

Muitas lojas, especialmente no bairro Esquilono, estão pendurando cartazes de "fechado para balanço" ou por razões de saúde familiar.

Outros tentam a sorte apostando os números principais do terremoto na loteria.

"Se morrermos, pelo menos vamos ter nos divertido", afirma em um dialeto romano o proprietário de uma casa lotérica.

O abalo sísmico na cidade de L'Aquila, a 100 km da capital, no dia 6 de abril de 2009, que deixou 308 mortos, ainda está latente na memória de Roma, de onde se sentiu alguns tremores.    Nem as declarações da Presidente da Fundação Bendandi tranquilizam os mais temerosos.

"Asseguro com total confiança que nos documentos de Bendandi não se encontra nenhuma referência ao terremoto em Roma no dia 11 de maio de 2011", afirma.

Para exorcizar o "medo coletivo", o reitor da Faculdade de Ciências da Universidade de Roma La Sapienza, organizou um seminário para o dia 11 de maio com o tema: "Esperando o terremoto, conhecee o terremoto, entender seus efeitos para se defender".

Nasa divulga imagens inéditas do Sol em alta definição

Da BBC - A agência espacial americana Nasa divulgou novas imagens do Sol capturadas pelo seu satélite chamado Observatório Dinâmico Solar (SDO, em inglês).
A Nasa está trabalhando em conjunto com a universidade central de Lancashire (UCLan), na Grã-Bretanha, para monitorar detalhes inéditos sobre o campo magnético do astro e a coroa solar.

As imagens têm qualidade dez vezes superior ao de uma televisão em alta-definição. Veja a galeria.

A UCLan é um dos centros europeus que estuda dados coletados pelo SDO. Na Grã-Bretanha, é o único instituto que fornece fotos com estudos sobre o Sol.

Imagem do Sol capturada pelo satélite Observatório Dinâmico Solar (SDO, em inglês)
(Foto: Nasa)

O telescópio do satélite faz 80 imagens do Sol a cada minuto, gerando o equivalente a 1,5 terabyte de dados por dia, o equivalente a meio milhão de músicas baixadas no iTunes.

Além do interesse científico, as imagens também serão usadas como inspiração para uma obra do artista digital Chris Meigh-Andrews, que é professor da mesma universidade.

As imagens captadas estão sendo projetadas em um telão em uma das ruas da cidade britânica de Preston até o final desta semana.


Imagem do Sol capturada pelo satélite Observatório Dinâmico Solar (SDO, em inglês)
(Foto: Nasa)

Vídeo faz sucesso com 'síntese' de 170 horas de imagens da Via Láctea

Da BBC - O fotógrafo norueguês Terje Sørgjerd passou uma semana sobre a montanha mais alta da Espanha, El Teide, para captar imagens impressionantes do céu. A sequência de imagens captada ao longo de 170 horas foi montada no vídeo "A Montanha", que mostra a evolução da paisagem local a uma altitude de 3.718 metros.

Em menos de um mês, o vídeo já foi visto por mais de 8 milhões de pessoas nos sites Vimeo e YouTube.

Via Láctea é vista com detalhe no centro da foto.
(Foto: Terje Sørgjerd / www.facebook.com / TSO Photography)

As imagens captadas por Sørgjerd mostram a evolução da Via Láctea no céu em diversas fases do dia, vista a partir do topo da montanha, no parque nacional de mesmo nome localizado nas ilhas Canárias.

"O local é também uma de minhas ilhas favoritas, com uma variedade fantástica de natureza e paisagens. Sabia que se eu conseguisse colocar essas coisas juntas eu certamente inspiraria as pessoas", disse o fotógrafo.

Sørgjerd diz que para conseguir captar suas imagens, dormiu menos de dez horas ao todo ao longo da semana em que ficou sobre a montanha e enfrentou desafios como uma tempestade de areia vinda do deserto do Sahara. A visibilidade quase nula a olho nu não o impediu de capturar com sua câmera a luz das estrelas por trás das nuvens de poeira.


O norueguês subiu na montanha mais alta da Espanha, a 3.718 metros de altitude, para fazer 170 horas de imagens do céu na região. (Foto: Terje Sørgjerd / www.facebook.com / TSO Photography)

Sørgjerd já havia feito sucesso com um trabalho anterior, A Aurora, no qual conseguiu capturar imagens da aurora boreal em um parque nacional no norte da Rússia, a temperaturas que chegavam a 25 graus Celsius negativos.

"Depois do sucesso de A Aurora, me senti imensamente inspirado a fazer algo semelhante depois. A Via Láctea me pareceu um grande desafio, e El Teide, a montanha mais alta da Espanha, me pareceu a locação perfeita", diz o fotógrafo.

Sørgjerd conta que sua forte paixão pela natureza o levou a adotar como profissão em 2006 o antigo hobby.

Mas ele diz que fotografar o céu com qualidade está cada vez mais fácil, mesmo para os amadores. "As câmeras estão cada vez melhores e capturar mais luz sem muito ruído se torna mais fácil a cada ano. É só sair e praticar, praticar e praticar", sugere.


Amanhecer flagrado pelas lentes de Terje.
(Foto: Terje Sørgjerd / www.facebook.com / TSO Photography)

sábado, 7 de maio de 2011

Imagens revelam fissuras no solo marciano

Do G1, em São Paulo - Imagens feitas pela sonda Mars Express da agência espacial europeia (ESA, na sigla em inglês) mostram fissuras de até 500 metros de profundidade no solo marciano. As fotos foram feitas na bacia de Isidis, uma área que teria sido criada após um forte impacto no planeta, provavelmente por um asteroide.

Imagem mostra fissura em área de mais de 10 mil quilômetros quadrados em Marte
(Foto: ESA/DLR/FU Berlin)

O local interessa aos cientistas porque telescópios terrestres mostraram que há um aumento na concentração de metano sobre essa área – o que sugere que o gás pode ter se formado no planeta por ali. A origem do gás pode ser geológica ou biológica. Se for o segundo, pode ser um sinal de que vida já existiu no planeta em algum ponto do passado.

Em 2016, a agência européia, em parceria com a Nasa, lançará a sonda ExoMars exatamente para investigar esse mistério.


Algumas dessas incisões do solo marciano têm 500 metros de profundidade
(Foto: ESA/DLR/FU Berlin)
Fotografias foram feitas com a câmera de alta resolução da sonda Mars Express
 (Foto: ESA/DLR/FU Berlin)

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