quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Via Láctea teve 'boom' de formação de estrelas há 25 milhões de anos

Do G1, em São PauloUm estudo publicado pela revista científica Nature sugere que houve um “boom” na formação de estrelas na Via Láctea há cerca de 25 milhões de anos. O processo de formação da galáxia ainda não é bem conhecido pelos astrônomos e, por isso, descobertas como essa são importantes.
O estudo foi feito a partir da observação de estrelas situadas no bulbo nuclear que fica no centro da Via Láctea, região que concentra a maior densidade de estrelas na galáxia. Lá estão as cefeidas, estrelas de luminosidade variável. Essas pulsações periódicas diminuem com o tempo.

A equipe de Noriyuki Matsunaga conseguiu identificar três delas, todas com períodos de pulsação de cerca de 20 dias. Pelos cálculos, uma estrela com tal período se formou há cerca de 25 milhões de anos. Como não encontraram estrelas nem mais jovens nem mais antigas, os pesquisadores presumiram que mais estrelas se formaram naquele período do que em outros.

Imagem destaca as três cefeidas observadas pela equipe de Noriyuki Matsunaga (Foto: N. Matsunaga)

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Spazio: Lanciato il satellite Edusat

Lanciato (a 17) con successo EduSat, satellite didattico realizzato da studenti e docenti del gruppo GAUSS dell'Universita' La Sapienza di Roma e finanziato dall'Asi. Alle 9.20, ora italiana, il lanciatore Dniepr ha lasciato la base russa di Yasni portando EduSat a quota 700 km, dove sara' operativo per almeno un anno. Obiettivo: testare le tecnologie sviluppate dai ragazzi delle scuole superiori e universitari con filosofia low cost e realizzare in orbita alcuni esperimenti scientifici..

www.ansa.it

Análise de rocha mostra que Lua seria 200 milhões de anos mais nova

Lua seria 200 milhões de anos mais nova do que se pensava (Foto: Divulgação)

Do G1 em São Paulo - Uma pesquisa publicada nesta quarta-feira (17) pela revista Nature traz dados que questionam a teoria mais aceita pelos astrônomos quanto à idade e à origem da Lua. Os novos resultados foram obtidos a partir da análise de uma rocha coletada pela missão Apollo 16, em 1972.
Hoje, os cientistas consideram que a Lua nasceu depois de um impacto gigante entre um objeto semelhante a um planeta e a Terra, ainda em suas origens. Nessa colisão, material derretido teria sido jogado no espaço em grande quantidade. O resfriamento teria solidificado esse magma em diferentes componentes minerais, formando a Lua.
De acordo com essa teoria, a Lua teria idade semelhante à do Sistema Solar, que é de 4,568 bilhões de anos. No entanto, a pesquisa internacional, conduzida por especialistas de quatro instituições, usou técnicas recém-desenvolvidas, analisou isótopos de chumbo e neodímio, e concluiu que a rocha lunar tem cerca de 4,36 bilhões de anos – uma diferença de 200 milhões de anos.
“A idade extraordinariamente jovem dessa amostra lunar significa ou que a Lua se solidificou significativamente depois do que estimávamos, ou que precisamos mudar toda a nossa compreensão da história geoquímica da Lua”, afirmou Richard Carlson, do Instituto Carnegie de Ciência, dos EUA, um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

The Return of Cosmos


The Return of Cosmos

Carl Sagan
Astronomer Carl Sagan, as seen in a publicity photograph for the Cosmos series.
WCET


Way back in 1980, Cornell astronomer Carl Sagan and public television's KCET in Los Angeles teamed up to produce 13 hours of prime-time programming about astronomy. They called the seriesCosmos: A Personal Voyage, though it's known universally as simplyCosmos.


Ann Druyan and Seth MacFarlane
Ann Druyan and Seth MacFarlane have teamed up to createCosmos: A Space-Time Odyssey, to air in 2013.
Cosmos Studios (left); Bob Charlotte / PR Photos (right)


 It was an audacious undertaking at a time when American audiences were still getting used to cable television and seeingNova each week. Sagan had been disappointed with news coverage of the historic Viking landings on Mars in 1976, and he finally found backing for doing things his way. The tightly-scripted production, still viewable on Hulu andYouTube, strove (in Sagan's words) to be "engrossing and captivating to a broad, general audience, while simultaneously portraying science accurately and even conveying something of what makes it tick." 

With an $6 million budget for filming on 100 locations around the world and an arsenal of state-of-the-art special effects, he largely succeeded. Cosmos was a huge hit: it's been seen by an estimated 700 million viewers worldwide, making it the Public Broadcast System's most successful show of all time.

By then Sagan had become an icon, more celebrity than scientist in the minds of many. But he had a captivating style that helped him propel astronomy to new levels of "cool." He later married Ann Druyan, the show's co-writer, and together they collaborated on other books and the movie adaptation of Contact. Sagan died in 1996, just 62, after a difficult years-long fight with myelodysplasia.



Late last week, word came that a new version of Cosmos is in the works. This time it's the vision of Druyan and her
Cosmos Studios, and she'll again be aided by astronomer Steven Soter, a key collaborator for the original show.

But what's really raised eyebrows is the choice of Seth MacFarlane as the new series' director. Best known as the creator of the animated sitcoms likeFamily Guy, MacFarlane doesn't exactly ooze science cred. But he met Druyan a while back, and they appeared together last year on Real Time With Bill Maher. MacFarlane liked Druyan's concept for an updated version, and he helped her sell the concept to executives at Fox. The 13 episodes of Cosmos: A Space-Time Odyssey will debut in 2013.

This new journey across space and time will be hosted by astrophysicist Neil deGrasse Tyson. He's the obvious choice, at least for American audiences. Tyson is an increasingly well-known popularizer of all things astronomical. He directs the 
Hayden Planetarium in New York City, hosts the PBS series Nova Science Now, and even has a weekly radio show about space called "Star Talk."
Neil deGrasse Tyson
Tyson first met Sagan while considering whether to go to Cornell as an undergraduate. Surprisingly, Sagan gave the wide-eyed teenager a personal tour of his lab. It didn't work — Tyson went to Harvard — but to this day he feels an obligation to carry on Sagan's legacy of educating the public about astronomy.


Astrophysicist and science-popularizer Neil deGrasse Tyson has been tapped to host the new Cosmos series.
Dan Deitch / WGBH



All that said, the television landscape is light-years from where it was 30 years ago. Series like the History Channel's 
The Universe, now in its fifth season, and BBC's Wonders of the Universe (starring upstart British particle physicist Brian Cox) will give the retooledCosmos plenty of competition.

Druyan and MacFarlane promise to "take viewers to other worlds and travel across the universe for a vision of the cosmos on the grandest scale," presenting scientific concepts with "stunning clarity, uniting skepticism and wonder, and weaving rigorous science with the emotional and spiritual into a transcendent experience."

That's a tall order in this whiz-bang age of seconds-long sound bites and fleeting attention spans. Let's hope they succeed!
Para ler a notícia por completo clique no Link: http://www.skyandtelescope.com/news/127326403.html

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Nasa divulga foto de 'ponto de exclamação' no espaço


Do G1 em São Paulo - Complexo de galáxias espirais vizinhas VV 340, também conhecido como Arp 302, é flagrado em estágio inicial de interação pelo telescópio espacial de raio X Chandra, junto com dados óticos obtidos pelo telescópio Hubble, ambos da Nasa. As galáxias VV 340 Norte (o risco do "ponto de exclamação") e VV 340 Sul (o ponto) ficam a 450 milhões de anos-luz da Terra. Em alguns milhões de anos, as duas devem se fundir, da mesma forma como deve ocorrer com a Via Láctea e Andrômeda daqui a bilhões de anos. (Foto: X-ray NASA/CXC/IfA/D.Sanders et al; Optical NASA/STScI/NRAO/A.Evans et al)

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Foto do telescópio Hubble mostra nebulosa em formato de 'colar'

Do G1, em São Paulo -  Uma imagem divulgada pela agência espacial norte-americana (Nasa) nesta quinta-feira (11) mostra detalhes da Nebulosa do Colar, localizada a 15 mil anos-luz de distância da Terra. A foto foi feita pelo Telescópio Espacial Hubble.     Descoberta em 2010, a nebulosa é o que restou após a extinção de uma estrela parecida com o Sol. Ao todo, o anel composto por gases e poeira tem 19,3 trilhões de quilômetros de diâmetro. O objeto está localizado na direção da constelação da Flecha.    O material da estrela "morta" se espalhou formando figuras que lembram diamantes em um colar. As cores representam o brilho emitido pelos gases no local: hidrogênio (azul), oxigênio (verde) e nitrogênio (vermelho).    Segundo os astrônomos, na verdade são duas estrelas que geraram a nebulosa, sendo que uma delas teria sido "engolida" pela outra há 10 mil anos. Por estarem muito próximas uma da outra, as estrelas aparentam formar um único ponto, visto no meio da imagem (veja a foto abaixo). Elas giram ao redor de um centro comum e completam uma órbita inteira em menos de um dia


A Nebulosa do Colar, descoberta em 2010, com regiões repletas de hidrogênio (azul), oxigênio (verde) e nitrogênio (vermelho). (Foto: Telescópio Espacial Hubble / ESA / Nasa)

Astrônomos descobrem planeta mais escuro já encontrado

Do G1, em São Paulo -   Astrônomos norte-americanos publicaram nesta quinta-feira a descoberta do planeta mais escuro já conhecido. O TrES-2b é um planeta gasoso que gira em torno da estrela GSC 03549-02811, a 750 anos-luz da Terra. Seu tamanho é semelhante ao de Júpiter, maior planeta do Sistema Solar. O achado foi feito com dados da sonda Kepler, telescópio da Nasa que estuda planetas distantes

TrES-2b reflete menos de 1% da luz que incide sobre ele. Isso faz dele mais escuro que qualquer planeta ou lua do Sistema Solar, e também mais preto que o carvão. “TrES-2b é consideravelmente menos refletivo que tinta acrílica preta, então é um planeta realmente alienígena”, afirmou David Kipping, do Centro Harvard-Smithsoniano de Astrofísica, autor do artigo que apresentou os resultados da pesquisa, publicado pela revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.
O exoplaneta orbita sua estrela a uma distância de cerca de 5 milhões de quilômetros – como base de comparação, o Sol fica a cerca de 150 milhões de quilômetros da Terra. Isso faz com que a temperatura atinja a marca de 1000ºC, o que influencia a formação da atmosfera. Em vez de nuvens de amônia, ela contém elementos que absorvem luz, como sódio e potássio vaporizados e óxido de titânio.
Ainda assim, a intensidade da escuridão intriga os cientistas. “Não está claro o que é responsável por deixar esse planeta tão extraordinariamente escuro”, reconheceu David Spiegel, da Universidade de Princeton. “Contudo, não é completamente preto. Ele é tão quente que emite um brilho vermelho bem fraco, como uma brasa perto de se apagar ou o rolo de um fogão elétrico”, acrescentou.


Ilustração mostra como seria o planeta TrES-2b
(Foto: David A. Aguilar (CfA) / Divulgação)

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Las Perseiadas - Las Lágrimas de San Lorenzo


 
La lluvia de meteoros las Perséidas del mes de agosto de todos los años es  conocida como las “lágrimas de San Lorenzo”. Esta muy intensa lluvia de  “estrellas fugaces” son partículas dejadas por el cometa Swift-Tuttle que  fue descubierto en 1862 por Giovanni Schiaparelli y que tiene una traslación de 135 años. Nuestro planeta en su traslación pasa por el inmenso enjambre de partículas que dejó el cometa, los mismos que chocan con la  atmósfera y se queman lo que producen el fenómeno conocido popularmente como  lluvia de estrellas fugaces. La última visita de este cometa al interior del  Sistema Solar fue en 1992. Esta lluvia de meteoros es relacionada con SanLorenzo ya que la festividad religiosa del santo que es el 10 de agosto es  cuando se produce la máxima actividad de este fenómeno y pueden ser  visibles hasta 100 o más estrellas fugaces por hora, *“San Lorenzo está
llorando”* dicen los creyentes católicos de algunas regiones de España y  Latinoamérica cuando por las noches del 10, 11 y 12 de agosto van de romería  al encuentro del santo. Este año con luna llena el 12 de agosto puede que no   podamos ver una gran cantidad de meteoros, pero vale la pena elevar la vista   al cielo para poder apreciar los más brillantes.
*
Pero ¿quién fue San Lorenzo? *

Lorenzo vivió en el siglo III después de cristo, fue el diácono responsable    de salvaguardar los tesoros de la Iglesia en Roma. En agosto del año 258, el   emperador romano Valeriano decapitó al Papa Sixto II y en su angurria de   riqueza ordenó al diácono Lorenzo que se presentara con el tesoro de la   Iglesia para ser confiscado y que en caso de no hacerlo, este sería quemado  vivo, Lorenzo le pidió aguardar unos días para juntar el tesoro cuantioso de   la santa iglesia. El 10 de agosto de ese año el diácono Lorenzo se presentó   ante el Emperador seguido por una multitud de indigentes, ciegos, leprosos y   huérfanos: “*Este”…*, dijo Lorenzo dirigiéndose al sorprendido Emperador*,  “…es el tan preciado tesoro de nuestra santa iglesia católica, que desde hoy   tendrás que cuidar como lo hizo el Papa a quien mataste, tesoro que   alimentamos y protegimos hasta hoy, ante tu maldad inmisericorde”*. Frente a   tamaña osadía, furioso, el Emperador romano ordenó que Lorenzo fuese
ejecutado y quemado vivo en el acto. Por la noche, mientras los creyentes y protegidos por la iglesia lloraban al hombre a quien se le atribuían   milagros en vida, comenzaron a aparecer “estrellas fugaces” en el cielo de   Roma, época en que no se conocía el porque se producía aquel fenómeno. *“Fray   Lorenzo está llorando…”*, exclamaba la muchedumbre, *“y no por   cobardía…”*decían otros, ya que al sufrir hasta la muerte tamaña   tortura no profirió un   solo grito ni soltó lágrima alguna, aguantó estoico el sufrimiento, *“llora…”   *decían, “*por dejar sin protección, alimento y cobijo a tantos seres  desamparados”. *Décadas después Fray Lorenzo fue canonizado y se convirtió
en un santo venerado por los creyentes de muchas poblaciones del mundo   católico.*
Por lo tanto las noches de agosto son especiales, en particular las del 10,   11 y 12, ya que cuando eleve la vista al cielo, puede que observe una o   varias lágrimas de San Lorenzo.    El Observatorio Astronómico Nacional continúa atendiendo al público, los   lunes martes y jueves de 19 a 22 horas, con observación astronómica a cielo   abierto, observación con telescopios y funciones de Planetario y de lunes a   viernes (por las mañanas) de 9 a 12 con recorrido por las instalaciones del   Observatorio, muestra de fotografías, videos y funciones de Planetario   guiados por nuestros técnicos.

*Observatorio Astronómico acional*
Cielos despejados!
Julio Vannini


imagem arquivo virtual Google

Veículo da Nasa para exploração de Marte chega a cratera após três anos

Do G1, em São PauloA Nasa divulgou as primeiras imagens da cratera Endeavour, em Marte, feitas pelo jipe-robô Opportunity, que buscava esse destino desde agosto de 2008. O veículo pousou no planeta vermelho em 2004, em companhia do Spirit, seu correspondente, que já perdeu contato com a Terra.

Segundo a agência espacial norte-americana, a cratera Endeavour oferece condições para que o trabalho do Opportunity seja produtivo. Ela tem 22 km de diâmetro, ou seja, é 25 vezes mais larga que a Victoria, cratera que o mesmo jipe-robô examinou por mais de dois anos. Observações de sondas que já sobrevoaram Marte indicam que as formações rochosas da margem oeste da cratera sejam mais antigas que qualquer outra já examinada pelo veículo.
Quando chegaram a Marte, os dois jipes-robôs tinham missões de três meses a cumprir. Depois disso, tiveram o funcionamento estendido e receberam novas missões. As descobertas mais importantes foram feitas nas partes mais antigas do planeta, onde ambientes úmidos podem ter oferecido condições à vida de micróbios.


Margem da cratera Endeavour, fotografada pelo jipe-robô Opportunity
(Foto: Nasa/JPL-Caltech/Cornell/ASU)

Astrônomos fazem imagem de galáxia na constelação de Leão

Do G1, em São Paulo -   Astrônomos do Observatório Europeu do Sul (ESO na sigla em inglês) divulgaram nesta quarta-feira (10) uma fotografia da galáxia NGC 3521, na constelação de Leão. A imagem mostra como ela é parecida com a nossa Via Láctea – as duas em formato de espiral.De acordo com o ESO, as características mais marcantes da galáxia são seus “longos braços cheios de regiões de formação de estrelas”.  A galáxia está relativamente perto da nossa, a "apenas" 35 milhões de anos-luz, e pode ser visto com telescópios comuns.


Imagem feita pelo telescópio da ESO (Foto: ESO/O. Maliy)

Lua cheia e chuva (de meteoros) nesta sexta

Tem programa para esta sexta feira? Eu tenho, depois eu conto, mas se quiser uma sugestão, que tal sair de casa e passar a noite olhando o céu?
Esta sexta, 12 de agosto, marca o máximo da chuva de meteoros Perseidas. Essa chuva é associada ao cometa Swift-Tuttle que orbita o Sol com período de 133 anos. A coisa fuciona assim, quando um cometa (qualquer cometa) atravessa o espaço, vai se desintegrando, soltando pedaços pelo seu caminho. A grande maioria desses pedaços não passa de partículas de poeira, mas alguns pedacinhos um pouco maiores também compõem essa trilha de destroços. Quando a Terra intercepta essa trilha, os destroços largados para trás pelo cometa são capturados e adentram a atmosfera terrestre em alta velocidade.


Nessa captura em alta velocidade, as partículas se aquecem com o atrito com o ar e queimam deixando um rastro luminoso no céu. Popularmente, os meteoros são chamados de “estrelas cadentes”.
Essa chuva é especial por ser uma das mais antigas observadas pelo ser humano. Existem relatos feitos há mais de dois mil anos! As partículas que a Terra já começou a interceptar se soltaram do cometa há mais de mil anos. Ela não é das mais intensas, a taxa horária está estimada em 20 – 30 meteoros apenas, mas esse ano a sua observação será prejudicada.
A Lua estará cheia neste sábado, de modo que o seu brilho vai ofuscar os meteoros mais fracos, que são a maioria. Outro agravante é que o radiante desta chuva, ou seja o ponto no céu de onde todos os meteoros parecem surgir, estará abaixo do horizonte para nós do hemisfério sul. Esse radiante está na constelação de Perseu, daí seu nome.
Ainda assim, se o tempo permitir é um programa bacana. Basta sair de noite e mirar para o Norte e esperar que algum meteoro brilhante cruze o céu. Uma dica para prevenir torcicolo é fazer isso com uma cadeira de praia, ou reclinável.
Agora, o meu programa? Neste final de semana, a partir de sexta estarei no Rádio Observatório de Itapetinga em Atibaia (SP).Estarei lá observando alguns candidatos a estrelas de alta massa ainda em estágios iniciais de formação.

http://g1.globo.com/platb/observatoriog1/2011/08/10/lua-cheia-e-chuva-de-meteoros-nesta-sexta/

Principais constelações de Agosto

Acima do horizonte sudoeste, à meia altura, está Crux, o Cruzeiro do Sul (Cru), a constelação mais conhecida entre os brasileiros. Ao sul de Crux estão Musca, a Mosca (Mus), Apus, a Ave do Paraíso (Aps) e Octans, o Oitante (Oct), onde encontra-se a estrela polar do sul. Envolvendo Crux por três lados, menos para o do sul para onde o braço maior da cruz está apontando, encontra-se Centaurus, o Centauro (Cen).

A constelação de Triangulum Australe, o Triângulo Austral (TrA), muito utilizada para processos noturnos de orientação no campo, encontra-se alta, para os lados do sul, junto a Centaurus. De Triangulum Australe em direção ao sudeste, estão Pavo, o Pavão (Pav) e Tucana, o Tucano (Tuc).
A oeste, parcialmente visível, está Hydra, a Hidra fêmea (Hya). Junto a ela vemos o inconfundível trapézio de Corvus, o Corvo (Crv). Ainda a oeste, destaca-se a grande constelação de Virgo, a Virgem (Vir). Mais para o alto do céu estão Libra, a Balança (Lib), Serpens, a Serpente (Ser), e Ophiuchus, o Serpentário (Oph).

No alto do céu encontramos Scorpius, o Escorpião (Sco), associada às noites do inverno. Junto à cauda de Scorpius situa-se Sagittarius, o Sagitário (Sgr). Na direção dessa constelação é que está o centro de nossa galáxia. Entre Scorpius e Centaurus localiza-se a constelação de Lupus, o Lobo (Lup). Norma, o Esquadro (Nor), e Ara, o Altar (Ara) estão entre Scorpius e Triangulum Australe.
A noroeste observamos a constelação de Boötes, o Boieiro (Boö). A leste de Boötes está Corona Borealis, a Coroa Boreal (CrB). Para os lados do norte, vemos Hercules, o herói Hércules (Her) e a constelação de Lyra, a Lira (Lyr). Ao norte de Lyra são avistadas algumas estrelas de Draco, o Dragão (Dra), que se eleva pouco em relação ao horizonte, por se tratar de uma constelação boreal.

Dominando o quadrante nordeste, à meia altura, encontra-se Cygnus (o Cisne), que situa-se em plena faixa da Via Lactea. Ao sul de Lyra e Cygnus estão Aquila, a Águia (Aql), Sagitta, a Flecha (Sge) e Delphinus, o Golfinho (Del). Entre Aquila e Cygnus situa-se a pequena constelação de Vulpecula, a Raposinha (Vul).

Capricornus, o Capricórnio (Cap), encontra-se à meia altura, para os lados do leste. Ao sul de Capricornus vemos o característico desenho de um número 1: é a parte principal da constelação de Grus, a Grou (Gru). A leste de Grus, em direção ao horizonte, avistamos a constelação de Piscis Austrinus, o Peixe Austral (PsA).
Junto ao horizonte sudeste notamos a constelação de Phœnix, a Fênix (Phe), além das primeiras estrelas de Eridanus, o rio Eridano (Eri). A leste, vemos a constelação de Aquarius, o Aquário (Aqr), formada por estrelas de fraco brilho. Surgindo a és-nordeste, está parte da constelação de Pegasus, o cavalo alado (Peg), constelação símbolo da primavera.
resumo extraído de "Estrelas e Constelações - Guia Prático de Observação" de autoria de Paulo G. Varella e Regina A. Atulim
OBSERVAÇÕES:
  • O mapa assinala o aspecto do céu visto ao longo deste mês, nos seguintes horários: início do mês às 21h 20min; meio do mês às 20h 40min; final do mês às 20h 00min. Junto ao círculo que delimita o mapa (e que representa o horizonte do observador) estão as direções dos quatro pontos cardeais e dos quatro colaterais, que devem estar orientados para os seus correspondentes na natureza; o centro do círculo é o Zênite, ponto do céu diretamente acima da cabeça do observador.
  • Os instantes fornecidos são para o fuso horário de Brasília.
mapa com as principais constelações visíveis durante este mês
clique para ampliar





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