segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Principais constelações de Janeiro


O céu, este mês, é característico do verão. Alta, para os lados do leste, notamos Orion, o caçador Órion (Ori), constelação símbolo da estação, onde brilham, bem no centro, as Três Marias. Ao sul de Orion estão Lepus, a Lebre (Lep) e Columba, a Pomba (Col). De Orion em direção ao noroeste vemos Taurus, o Touro (Tau), com seus dois aglomerados abertos de estrelas: Híades e Plêiades. Ao norte de Taurus situa-se Perseus, o herói Perseu (Per), formada por estrelas de fraco brilho, e a leste de Perseus encontra-se Auriga, o Cocheiro (Aur).


A nordeste, à meia altura, destaca-se Gemini, os gêmeos (Gem) e Cancer, o Caranguejo (Cnc). Para os lados do noroeste, Pegasus, o cavalo alado (Peg), constelação símbolo da primavera, domina o quadrante, parcialmente mergulhada no horizonte. Junto a Pegasus, próxima ao horizonte noroeste, está Andromeda, a Princesa Andromeda (And). A noroeste, à meia altura, vemos Aries, o Carneiro (Ari) e a pequenina constelação de Triangulum, o Triângulo (Tri).
De Orion em direção ao sudeste, avistamos Canis Major (CMa), o Cão Maior, um dos cães de caça de Orion . A leste de Orion estão Monoceros, o Unicórnio (Mon), e Canis Minor (CMi), o Cão Menor, o outro cão de caça do gigante caçador.
A oeste de Orion, alta do céu, encontra-se Cetus (Cet), a Baleia, em excelentes condições de observação. Entre Cetus e Pegasus situa-se Pisces, os Peixes (Psc). A oeste de Cetus nota-se a constelação de Aquarius, o Aquário (Aqr), formada por estrelas de fraco brilho aparente, parcialmente mergulhada no horizonte.

A sudeste de Cetus avistamos Eridanus,  o rio Eridano (Eri), grande constelação que se estende das proximidades de Orion em direção ao sul.  Phœnix, a Fênix (Phe), Hydrus, a Hidra Macho (Hyi), e Tucana, o Tucano (Tuc), estão para os lados do sul junto a Eridanus.
 Próximo ao horizonte sudoeste vemos o característico desenho de um número 1: é a parte principal da constelação de Grus, a Grou (Gru). Junto a Grus, avistamos a constelação de Piscis Austrinus, o Peixe Austral (PsA).
  Junto ao horizonte sul-sudoeste observamos Pavo, o Pavão (Pav). Ao sul, vemos Apus, a Ave do Paraíso (Aps), e Octans, o Oitante (Oct), onde encontra-se a estrela polar do sul. 
A sudeste, vemos a constelação de Carina, a Quilha do Navio (Car). Junto à Carina, estão Puppis, a Popa do navio (Pup), e Vela, as Velas da embarcação (Vel). Volans, o Peixe Voador (Vol), Dorado, o Dourado (Dor), e Reticulum, o Retículo (Ret), estão a oeste de Carina e são formadas por estrelas de fraco brilho aparente. Bem próximas ao horizonte sul-sudeste encontram-se Musca, a Mosca (Mus), e Crux, o Cruzeiro do Sul (Cru). A leste vão surgindo as primeiras estrelas de Hydra, a Hidra Fêmea (Hya).
resumo extraído de  "Estrelas e Constelações - Guia Prático de Observação"
de autoria de Paulo G. Varella e Regina A. Atulim

OBSERVAÇÕES:

marcador
O mapa assinala o aspecto do céu visto ao longo deste mês, nos seguintes horários: início do mês às 21h 20min; meio do mês às 20h 40min; final do mês às 20h 00min. Junto ao círculo que delimita o mapa (e que representa o horizonte do observador) estão as direções dos quatro pontos cardeais e dos quatro colaterais, que devem estar orientados para os seus correspondentes na natureza; o centro do círculo é o Zênite, ponto do céu diretamente acima da cabeça do observador.
marcador
Os instantes fornecidos são para o fuso horário de Brasília.


mapa com as principais constelações visíveis neste mês
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http://www.ceuaustral.pro.br 

Nova tempestade solar atinge a Terra durante quatro dias

Da EFE -No meio da temporada de tempestades solares mais intensa desde setembro de 2005, os cientistas afirmaram nesta segunda-feira (23) que a Terra receberá radiações de mais uma labareda até a próxima quarta (25).

A Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos indicou que seu Centro de Previsões de Clima Espacial, no Colorado, observou a erupção solar no domingo às 14h (de Brasília). A radiação começou a chegar à Terra uma hora mais tarde e continuará até na quarta-feira.

 Tempestade solar vista por observatório da Nasa (Foto: Nasa / SDO/Arquivo)

 
O campo magnético da Terra já está afetado por uma ejeção de massa da coroa solar, após uma erupção ocorrida na superfície do Sol na quinta-feira, 19 de janeiro, segundo os astrônomos.

A agência governamental afirmou que a tempestade ganha força e uma onda de radiação se dirige rapidamente à Terra.

"Devido a esse fenômeno é quase certo que haverá uma tempestade geomagnética", ressaltou um comunicado da NOAA. "A labareda solar associada alcançou sua máxima altura no dia 23 de janeiro", acrescentou.

Um modelo informático feito pelo Centro de Previsões aponta que esta onda da tempestade terá seu maior efeito no campo magnético da Terra nesta terça(24).

A radiação interfere com o funcionamento dos satélites e é um inconveniente em particular para os astronautas no espaço.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Nasa divulga nova imagem da Nebulosa da Águia


Essa imagem mostra a formação de estrelas na Nebulosa da Águia. Combinando elementos dos extremos opostos do espectro eletromagnético, ela mostra poeira cósmica e gás extremamente frio, poucos graus acima do zero absoluto. A imagem é um composto de material obtido pelos telescópios Herschel, em infravermelho, e XMM-Newton, em raios X. Os projetos são da Agência Espacial Europeia, com colaboração da Nasa, a agência americana (Foto: AFP/Nasa/ESA)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Scoperte galassie 'disobbedienti

Roma - Non tutte le galassie obbediscono alla legge di gravita'. Lo dimostra una ricerca italiana secondo la quale nelle galassie ellittiche i movimenti delle stelle seguono regole diverse da quelle stabilite dalla gravita' formulata da Isaac Newton. Appena accettato dall'Astrophysical Journal, lo studio e' stato pubblicato su ArXiv da un gruppo di ricerca dell'osservatorio di Capodimonte dell'Istituto Nazionale di Astrofisica e delle universita' di Napoli, della California a Santa Cruz e di Zurigo.

www.ansa.it 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Brasil tem até junho para cumprir acordo com observatório no Chile

Do G1 em SP -A participação brasileira como país-membro do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), grupo europeu de pesquisas astronômicas, pode estar ameaçada caso o país não cumpra o acordo estabelecido em dezembro de 2010, que prevê um investimento de 250 milhões de euros para a aceitação no consórcio, segundo o diretor-geral do ESO, o astrônomo holandês Tim de Zeuuw. Se o Brasil não entregar sua parte, a construção de um telescópio gigante já atrasada pode não acontecer.
Segundo Zeeuw, o prazo final para uma resposta financeira do Brasil precisa ocorrer até junho, seis meses depois do previsto no compromisso inicial firmado no final do mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do então ministro de Ciência, Tecnologia Sérgio Rezende.

“Se existe um prazo final? Acho que podemos dizer que sim, afinal o compromisso inicial era em dezembro de 2011. Se a situação não se resolver até junho, teremos problemas”, alerta o chefe do ESO.

Tim de Zeeuw cita que essa demora não é compreendida pelos outros países-membros do ESO. "Algumas nações que participam do grupo estão surpresas. E também não tem sido fácil entrar em contato com o governo brasileiro", diz. 

O ministério afirmou em nota que o projeto no valor de 250 milhões de euros foi reavaliado por conta de ajustes orçamentários feitos pelo governo brasileiro em 2011 e pela atual conjuntura econômica internacional.

 Ilustração mostra como será o Telescópio Europeu Extremamente Grande.
(Foto: ESO)
 
O ministério brasileiro afirma que após reavaliação, o projeto está em fase final de conclusão e deve ser enviado ao Congresso Nacional para votação em breve. Se aprovado, o valor, equivalente a R$ 566 milhões, deverá ser pago totalmente até 2021.

Se existe um prazo final? Acho que podemos dizer que sim, afinal o compromisso inicial era em dezembro de 2011. Se a situação não se resolver até junho, teremos problemas"
Tim de Zeeuw, diretor-geral do Observatório Europeu do Sul
 
Telescópio Extremamente Grande
O Brasil é peça-chave para tornar viável o projeto mais ambicioso da instituição atualmente: o Telescópio Europeu Extremamente Grande (E-ELT, na sigla em inglês), um instrumento óptico que contará com um espelho primário de 39,3 metros e será, segundo o ESO, o maior equipamento para detectar luz visível disponível no mundo.

Quando pronto, o telescópio deverá permitir pesquisas sobre os principais campos de investigação astrônomica atuais como a procura por planetas fora do Sistema Solar, a análise de buracos negros e pesquisas sobre a origem do Universo. O local escolhido para receber o instrumento é Cerro Amazones, no Chile.

Orçada em 1 bilhão de euros, a construção do equipamento estava prevista para começar em 2011 e pode demorar ainda mais caso o Brasil não garanta parte do investimento.

“Para que a gente possa começar a construção do telescópio, nós precisamos da participação brasileira”, explica de Zeeuw.

O país espera garantir transferência de tecnologia e participação da indústria nacional.

O ESO já disponibiliza instrumentos e instalações no Chile para uso de pesquisadores brasileiros desde 2011. A pasta de Ciência reconhece que 30% do tempo solicitado por cientistas nacionais foi cedido, valor pouco abaixo dos 32% aceitos, em média, para os outras nações.

Mudança ministerial
Tim de Zeeuw está ciente dos argumentos apresentados pelo Ministério da Ciência e diz compreender a dificuldade para um contato nos últimos dias, marcados pela mudança na pasta, com o ministro Aloizio Mercadante sendo substituído por Marco Antonio Raupp, chefe da Agência Espacial Brasileira (AEB).
 
“É natural a demora por responder neste momento, espero entrar em contato com Raupp em breve, que é uma pessoa com um passado ligado à comunidade astronômica”, diz de Zeeuw.

O diretor-geral também afirma não estar interessado em rediscutir as bases do acordo firmado em 2010. “O contrato inicial é bom para todas as partes, acho que ele faz sentido", afirma, sinalizando que as relações com o Brasil seguem amistosas. "Caso isso seja resolvido, nós esperamos por uma parceria que dure muitos anos."

Britânico descobre novo 'planeta' participando de programa de TV

Da BBC - Um espectador do programa de TV da BBC Stargazing Live descobriu o que seria um novo planeta aproximadamente do tamanho de Netuno e que teria condições de temperatura e ambiente similares às de Mercúrio.

 Novo exoplaneta teria o tamanho de Netuno. (Foto: BBC)
 
O astro orbita a estrela chamada SPH10066540 e seria cerca de quatro vezes maior que a Terra. Os pesquisadores ainda precisam se certificar de que trata realmente de um planeta.

O britânico Chris Holmes teria feito a descoberta ao atender a um pedido do programa para que seus espectadores utilizassem dados coletados pelo telescópio espacial Kepler, da Nasa, com informações relativas a possíveis novos planetas.

"Eu nunca tinha tido um telescópio. Tinha um interesse vago sobre onde as coisas se situam nos céus, mas não passava muito disso", disse o astrônomo amador Chris Holmes.

Ele encontrou o novo planeta ao analisar imagens de estrelas no site Planethunters.org, uma colaboração entre a Universidade de Yale e o projeto científico realizado por amadores Zoouniverse.

Chris Holmes, astrônomo amador que desvendou o novo planeta. (Foto: BBC)

Candidato a planeta
De acordo com o cientista Chris Lintott, da Universidade de Oxford e um dos organizadores do Planethunters, ainda será preciso realizar mais testes para se certificar plenamente de que a nova descoberta é de fato um planeta, mas ele acrescenta que tudo o leva a crer que sim.

"Se comprovada, esta será a nossa quinta descoberta desde que o projeto teve início e primeira feita por um britânico", afirma.

O telescópio Kepler, em atividade desde 2009, vem promovendo buscas em uma parte do espaço que muitos acreditam ser similar ao nosso sistema solar.

Telescópio revela detalhes de nebulosa em formato de 'olho'

Do G1 em SP - Uma nova imagem obtida pelo Observatório do Paranal, no Chile, mostra com detalhes uma nebulosa em formato de olho, mas conhecida como Nebulosa da Hélice. O astro foi vislumbrado por astrônomos do Observatório Europeu do Sul, organização de pesquisas em astronomia composta por 15 países, incluindo o Brasil.


O instrumento usado nas observações foi o Telescópio Vista, capaz de detectar radiação infravermelha. A nebulosa está localizada na direção da constelação do Aquário, a 700 anos-luz de distância da Terra -- 1 ano-luz vale aproximadamente 9,5 trilhões de quilômetros.

Segundo os especialistas, o astro teria sido formado no final da vida de uma estrela parecida com o Sol que habitava a região. Sem conseguir manter suas partes mais externas, a estrela começou a liberar camadas de gás no passado que formaram a nebulosa.

Na imagem, ainda é possível ver o que restou da estrela: um pequeno ponto azul no centro da foto mostra como a estrela se transformou em uma anã-branca, uma pequena estrela com muita massa.

Já a nebulosa é feita apenas de poeira, íons e gás, sendo que o anel principal do "olho" possui dois anos-luz de diâmetro -- metade da distância do Sol até a estrela mais próxima. Ao fundo, o telescópio Vista revela uma série de estrelas e galáxias.

A Nebulosa da Hélice, localizada a 700 anos-luz de distância da Terra.
(Foto: J. Emerson / Vista / ESO)

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Scoperta un sosia di Saturno

Roma - Nella Via Lattea esiste un sosia di Saturno: si trova nella costellazione del Centauro, a 420 anni luce dalla Terra, è circondato da un sistema di anelli ed è il primo pianeta finora noto a ruotare intorno a una stella simile al Sole. Lo ha scoperto un gruppo di astrofisici coordinati dall'università americana di Rochester, che sta per pubblicare il risultato sulla rivista Astronomical Journal.

www.ansa.it

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Cientistas listam 4 novas descobertas sobre o Universo


A 'cor' da Via Láctea é, na verdade, o resultado de um jogo de luz. 
(Foto: Nasa / via BBC)



Da BBC - A verdadeira cor da Via Láctea, exoplanetas, um observatório voador e a matéria escura estão entre as últimas descobertas da astronomia.

No último congresso da Sociedade Astronômica Americana, realizado em Austin, nos Estados Unidos, de 8 a 12 de janeiro, especialistas de todo o mundo apresentaram os últimos desenvolvimentos no estudo do cosmos.

Embora não se conheça vida fora da Terra, para os especialistas estamos iniciando uma nova era no que diz respeito ao nosso conhecimento sobre outros planetas.

"O telescópio Kepler e as microlentes gravitacionais estão abrindo uma espécie de nova era para a descoberta dos planetas", diz James Palmer, especialista em ciência da BBC.

Mais planetas são revelados e novas formas de observação e ferramentas acrescentam dados que ajudam a esclarecer, aos poucos, alguns mistérios do espaço. Veja alguns deles.

A verdadeira cor da Via Láctea
 
A aparência branca da Via Láctea vista da Terra é, na verdade, resultado de um jogo de luz.

"Para os astrônomos, um dos parâmetros mais importantes é a cor das galáxias. Isso nos indica a idade das estrelas", diz Jeffrey Newman, da Universidade de Pittsburgh

Uma comparação entre várias galáxias também teve um resultado pouco surpreendente: a cor é de fato branca.

A novidade, no entanto, refere-se à tonalidade específica.

Trata-se do branco da neve da primavera logo depois do amanhecer ou antes do entardecer, segundo os pesquisadores, o que poderá trazer informações sobre a idade da Via Láctea.

Até então, um problema recorrente para detectar a tonalidade era a poeira espacial que interfere nos observatórios instalados na terra.

Os pesquisadores reuniram, então, informações de milhões de galáxias similares à Via Láctea. A partir de um modelo especificamente elaborado para o estudo, foi feita uma média de cor, cujo resultado foi o branco da neve.

Com o resultado, será possível avançar no estudo sobre a origem da Via Láctea, que já tem várias estrelas em fase de decadência, diz o professor.



Atualmente, já foram detectados mais de 700 exoplanetas no Universo. 
(Foto: Nasa / via BBC)


Estrelas e planetas

Usando uma microlente gravitacional, a equipe de cientistas encontrou uma série de exoplanetas (que estão fora do sistema solar) girando em torno de outras estrelas. A descoberta indica a existência de milhões de outros planetas, apenas na Via Láctea.

O método que permitiu a descoberta consiste em usar a gravidade de uma estrela grande para amplificar a luz de estrelas ainda mais distantes e com planetas ao seu redor.

Os astrônomos usam uma série de telescópios relativamente pequenos, conectados em rede, e através destes observam o raro evento de uma estrela passando diante da outra, como se vê da Terra.

A equipe de cientistas usou recentemente esse sistema para observar planetas e ainda que o número de descobertas tenha sido relativamente pequeno, pode-se chegar a uma estimativa de quantos podem existir na galáxia.

Embora o telescópio Kepler seja a principal ferramenta para descobrir novos exoplanetas nos últimos anos, as microlentes são melhores para localizar planetas de todos os tamanhos e em diferentes distâncias.

"Apenas nos últimos 15 anos fomos de nenhum planeta conhecidos além do sistema solar aos 700 que temos hoje", diz Martin Dominik, da Universidade de Saint Andrews, no Reino Unido.



A matéria e a energia escuras responderiam por  96% da massa do Universo, segundo parte dos teóricos.
(Foto: Nasa / via BBC)


Observatório voador

O congresso também mostrou dados captados por um telescópio bastante incomum, cuja particularidade é estar instalado na carcaça de um avião 747.

O grande feito do Sofia (Observatório Estratosférico para Astronomia Infravermelha) foi captar imagens do que parece ser uma estrela em formação.

"Esta parte da Nebulosa de Órion tem sido observada por décadas. É o mais próximo da formação de uma estrela na galáxia, o que nos dá a melhor medida de como as estrelas se formam", explica o professor James De Buizer, da Universities Space Research Association (USRA).

Com 15 toneladas, o telescópio é montado em um suporte giratório para que possa permanecer com suas lentes fixas nas estrelas.

Ele foi projetado especialmente para analisar o cosmos na porção infravermelha do espectro eletromagnético, uma vez que os telescópios instalados na Terra não conseguem enxergar essa parte porque o vapor de água na atmosfera absorve essa luz infravermelha.

Os mistérios da matéria escura

No congresso, uma equipe franco-canadense apresentou as maiores imagens já vistas da chamada matéria escura, a misteriosa substância que compõe 85% do universo.

As imagens cobrem um espaço cem vezes maiores que aquele até então captado pelo telescópio Hubble e são compatíveis com as teorias em voga até então.

Na nova imagem, os aglomerados de matéria escura podem ser visto circundando as galáxias, conectados por filamentos soltos de matéria escura.

A professora Catherine Heymans, da Universidade de Edimburgo, explica que "as teorias da matéria escura indicavam que ela formaria uma intrincada e gigante rede cósmica".

"É exatamente o que vemos nesses dados, uma rede cósmica abrigando as galáxias", diz.

A matéria escura não emite nenhum tipo de radiação eletromagnética e por isso não pode ser observada, sozinha, por telescópios. Ela pode, no entanto, ser detectada por meio de um estudo de como a luz é refletida por elementos que ficam à sua volta.rutura mais ampla da matéria escura.

A professora Catherine Heymans, da Universidade de Edimburgo, explica que "a luz de uma galáxia distante que chega até nós é curva, por causa da gravidade da massa da matéria que se encontra no meio" do caminho.

"A Teoria da Relatividade de Einstein nos diz que a massa altera o espaço e o tempo, então quando a luz chega até nós, vinda do universo, caso cruze a matéria escura, essa luz torna-se curva e a imagem 

As quatro imagens foram feitas em diferentes estações do ano, cada uma capturando uma parcela do céu que, vista da terra, é tão grande como a palma de uma mão.

Essas descobertas constituem um grande salto adiante no entendimento da matéria escura e da forma como ela afeta o jeito que vemos a matéria normal nas distintas galáxias pela noite.

Juntas, as imagens mostram mais de 10 milhões de galáxias, cuja luz traz indícios da estque vemos é distorcida", explica a professora.
 

Cientistas encontram meteoritos que vieram de Marte em Marrocos

A pedra que aparece na imagem é um meteorito com origem em Marte. A rocha foi encontrada em dezembro de 2011 perto de Foumzgit, em Marrocos, e cientistas acreditam que ela tenha caído em julho do mesmo ano, durante uma chuva de meteoros (Foto: AP Photo/Darryl Pitt, Macovich Collection)

 Essa é apenas a quinta vez que exames químicos confirmam a chegada de rochas marcianas à Terra -- a última tinha sido em 1962. Esses meteoritos são mais de um milhão de vezes mais raros do que o ouro. A foto foi fornecida por Darryl Pitt, da Coleção Macovich (Foto: AP Photo/Darryl Pitt, Macovich Collection)

Da Associated Press

domingo, 15 de janeiro de 2012

'Colonizar outros planetas é uma questão de tempo (e dinheiro)', diz Marcelo Gleiser

Astrônomo é um dos entrevistados do programa “O Universo”, que estréia neste domingo no NatGeo

por Guilherme Rosa 
 
 Para o astrônomo Marcelo Gleiser, é apenas uma questão de tempo (e dinheiro) para conseguirmos visitar outros planetas, colonizar suas terras e explorar seus recursos naturais. Gleiser, professor de astrofísica no Dartmouth College, uma das faculdades mais conceituadas dos Estados Unidos, é um dos entrevistados do programa O Universo, que estréia este domingo (15/01) no canal NatGeo, às 21h.

A série pretende mostrar as descobertas mais importantes da pesquisa espacial, usando técnicas de computação gráfica, dramatizações e exemplos do dia-a-dia para explicar conceitos da astronomia. O primeiro episódio mostra como os seres humanos poderiam sobreviver aos rigores do espaço e enfrentar problemas adversos como a radiação vinda do sol, oscilações enormes de temperatura e a ausência de gravidade. 

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sábado, 14 de janeiro de 2012

Study Shows Our Galaxy Has at Least 100 Billion Planets

This artist's illustration gives an impression of how common planets are around the stars in the Milky Way galaxy. Image credit: NASA/ESA/ESO › Full image and caption

Our Milky Way galaxy contains a minimum of 100 billion planets, according to a detailed statistical study based on the detection of three planets located outside our solar system, called exoplanets.

The discovery, to be reported in the January 12 issue of Nature, was made by an international team of astronomers, including co-author Stephen Kane of NASA's Exoplanet Science Institute at the California Institute of Technology in Pasadena, Calif.
The survey results show that our galaxy contains, on average, a minimum of one planet for every star. This means that it's likely there is a minimum of 1,500 planets within just 50 light-years of Earth.

The study is based on observations taken over six years by the PLANET (Probing Lensing Anomalies NETwork) collaboration, using a technique called microlensing to survey the galaxy for planets. In this technique, one star acts like a magnifying lens to brighten the light from a background star. If planets are orbiting the foreground star, the background star's light will further brighten, revealing the presence of a planet that is otherwise too faint to be seen.
The study also concludes that there are far more Earth-sized planets than bloated Jupiter-sized worlds. A rough estimate from this survey would point to the existence of more than 10 billion terrestrial planets across our galaxy.

"Results from the three main techniques of planet detection, including microlensing, are rapidly converging to a common result: Not only are planets common in the galaxy, but there are more small planets than large ones," said Stephen Kane, a co-author from NASA's Exoplanet Science Institute at Caltech. "This is encouraging news for investigations into habitable planets."
NASA's Exoplanet Science Institute at Caltech is the science operations and analysis center for NASA's Exoplanet Exploration Program, managed by the Jet Propulsion Laboratory, Pasadena, Calif., for NASA. More information is at http://nexsci.caltech.edu and http://planetquest.jpl.nasa.gov .


Whitney Clavin 818-354-4673
Jet Propulsion Laboratory, Pasadena, Calif.
whitney.clavin@jpl.nasa.gov

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