quarta-feira, 3 de abril de 2013

Cientistas encontram no espaço sinais do que pode ser matéria escura

Substância invisível forma boa parte do universo, segundo teoria.
Raios cósmicos registrados na ISS podem ajudar a confirmar sua estrutura.

Do G1, em São Paulo

Cientistas disseram nesta quarta-feira (3) que podem ter identificado sinais de matéria escura no espaço, substância misteriosa que não interage com a luz e que pode formar mais de um quarto do universo, mas cuja constituição não é efetivamente conhecida. O anúncio foi feito em um seminário no Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), localizado em Genebra, na Suíça.

A equipe de pesquisadores ressaltou ter registrado o que parecem ser traços físicos da matéria escura, com um nível de detalhe inédito, ao estudar radiação de pósitrons (o equivalente a um elétron, mas carregado positivamente) identificados na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) nos últimos 18 meses.

Detector de partículas AMS instalado na Estação Espacial Internacional (Foto: Divulgação/CERN/Nasa) 
Detector de partículas AMS instalado na Estação Espacial Internacional 
Foto: Divulgação/CERN/Nasa)
 
O experimento que pode dar as primeiras evidências da matéria escura foi realizado com a ajuda do Espectrômetro Alfa Magnético (AMS, na sigla em inglês) a bordo da estação espacial. O equipamento, um grande detector de partículas apelidado de "LHC espacial" pelos cientistas do Cern, têm procurado evidências indiretas da substância misteriosa e custou US$ 2 bilhões.

O AMS identificou uma quantidade razoável de pósitrons (partículas semelhantes a elétrons, mas com carga positiva) que podem ter surgido do decaimento da matéria escura, dizem os pesquisadores. Os dados podem nos prover uma descoberta muito empolgante no futuro", disse Michael Salamon, gerente do programa científico da AMS no Departamento de Energia dos EUA, em entrevista coletiva na tarde desta quarta, em Wahsington.

"Nos próximos meses, o AMS vai poder nos dizer de forma conclusiva se estes pósitrons são um sinal da matéria escura ou se têm outra origem", afirmou Samuel Ting, diretor do projeto que construiu o detector de partículas, durante o seminário.

Por não interagir com a luz, a matéria escura é invisível. Sua existência se supõe pela força gravitacional que aparentemente exerce em planetas e estrelas.

Espectrômetro Alfa Magnético (AMS, na sigla em inglês) antes de ser enviado ao espaço (Foto: Divulgação/Michele Famiglietti/CERN/Nasa) 
Espectrômetro Alfa Magnético (AMS, na sigla em inglês) antes de ser enviado ao espaço
 (Foto: Divulgação/Michele Famiglietti/CERN/Nasa)

Para Roberto Batiston, professor de física da Universidade de Perugia e porta-voz do projeto AMS, uma descrição precisa da substância misteriosa precisa de mais tempo para ser feita. "Pode levar alguns anos", disse ele, em entrevista à britânica BBC.

Para a física Pauline Gagnon, que trabalha num experimento do Cern para a detecção de "matéria escura", a precisão do AMS pode fazer com que "seja possível fazer uma primeira identificação da substância em breve", disse ela à Reuters. "Seria incrível, algo como descobrir um continente completamente novo", afirmou.

A descoberta de elementos que venham a formar a "matéria escura" pode abrir novas áreas de pesquisa, incluindo a hipótese de estudar novas dimensões e outros universos, afirmaram físicos entrevistados pela agência Reuters.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Cientistas veem em galáxia buraco negro que engoliu 'super-Júpiter'

Planeta com massa 15 vezes superior a de Júpiter foi absorvido por buraco.
Fenômeno ocorreu em galáxia a 47 milhões de anos-Luz da Via Láctea.

Da France Presse

Um grupo de astrofísicos detectou um planeta com uma massa 15 vezes maior que a de Júpiter e que foi absorvido por um buraco negro em uma galáxia situada a 47 milhões de anos-luz da Via Láctea, informou nesta terça-feira (2) a Universidade de Genebra.

Os cientistas notaram um sinal luminoso que vinha de um buraco negro situado no centro da galáxia NGC 4845, cuja massa é 300.000 vezes superior à do Sol. O buraco estava "adormecido" há mais de 30 anos, segundo a Universidade em um comunicado.

"Foi uma observação totalmente inesperada em uma galáxia que esteve tranquila durante ao menos 20 ou 30 anos", afirmou Marek Nikojuk, da Universidade de Bialystok, na Polônia, o principal autor de um artigo publicado na revista "Astronomy & Astrophysics", em declarações difundidas pela Agência Espacial Europeia (ESA).

Segunda a revista, o buraco negro demorou três meses para desviar o planeta de sua trajetória e absorver 10% de sua massa total. O resto permaneceu em órbita. O satélite europeu Integral, com o qual também colaboram as agências especiais americana, Nasa, e russa, a Roskosmos, tornou possível esta observação.

Simulação de planeta sendo engolido por buraco negro foi feita por cientistas (Foto: Divulgação/Agência espacial europeia) 
Simulação de planeta sendo engolido por buraco negro foi feita por cientistas
(Foto: Divulgação/Agência Espacial Europeia)

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Nasa divulga imagem de 'berçário' gigante de estrelas

Nuvem' de estrelas está em região remota da Via Láctea, diz agência.
Imagem foi feita por telescópio Herschel, que será 'aposentado' até maio.

Do G1, em São Paulo
Imagem divulgada pela agência espacial americana (Nasa) nesta segunda-feira (1º) mostra um 'berçário' gigante de estrelas chamado W3, situado a 6,2 mil anos-luz de uma das principais estruturas da Via Láctea. As estrelas em formação que possuem pouca massa podem ser identificadas como pequenos pontos amarelos na área avermelhada da imagem (Foto: ESA/Nasa/AFP) 
Imagem divulgada pela agência espacial americana (Nasa) nesta segunda-feira (1º) mostra um 'berçário' gigante de estrelas chamado W3, localizado em uma região remota da Via Láctea. As estrelas em formação com maior massa (algumas com oito vezes a massa do Sol) estão situadas nas áreas púrpuras da imagem, capturada pelo Observatório Espacial Herschel, segundo a agência. O Herschel é um telescópio europeu que deve ser 'aposentado' até maio deste ano (Foto: ESA/Nasa/AFP)
 

La cometa Panstarrs incontra Andromeda nel cielo di aprile



Luna e Venere (fonte: Marco Meniero, http://meniero.it)  
Luna e Venere (fonte: Marco Meniero, http://meniero.it)
 
Si preannuncia spettacolare l'incontro tra la cometa Panstarrs e la galassia di Andromeda, che insieme animeranno il cielo nelle notti di aprile. Ma questo rendez-vous, visibile ad occhio nudo, non è l'unico evento da segnare in agenda per gli appassionati: c'è anche il passaggio di testimone tra Giove e Saturno, i mille 'incontri' della Luna e un 'antipasto' d'estate tra le stelle, come rilevano gli esperti dell'Unione astrofili italiani (Uai).

Fotografata dagli astrofili di tutta Italia, in aprile la cometa Panstarrs continua a recitare il ruolo da protagonista, anche se in calo di luminosità. Osservabile alla sera, risulta però più alta in cielo poco prima dell'alba. ''Finalmente si staglierà su uno sfondo buio, fattore che potrebbe esaltare la sua coda'', spiegano gli esperti della Uai.

''Nella prima decade del mese la vedremo sfilare nei pressi della Grande Galassia di Andromeda (M 31), dalla quale il 4 e 5 aprile disterà 2,5 gradi circa. Un fantastico e imperdibile incontro, sia per gli astrofotografi che per i visualisti, che potranno forse ammirarlo a occhio nudo. In ogni caso un piccolo binocolo bastera' sicuramente per osservare lo splendido rendez-vous''.

Per quanto riguarda i pianeti osservabili, Giove rimane ancora l'astro più luminoso della sera, ma si prepara a passare il testimone a Saturno, che sara' l'oggetto piu' ammirato della volta celeste nelle osservazioni primaverili ed estive.

Osservando le costellazioni è invece possibile assaggiare un 'antipasto' d'estate. Con l'occhio puntato sulle stelle è infatti possibile assistere alla transizione dal cielo invernale a quello estivo.
''Nelle prime ore dopo il tramonto potremo ancora ammirare le costellazioni che hanno dominato il cielo nei mesi precedenti: Orione, il Toro, i Gemelli, l'Auriga - sottolinea la Uai - mentre nel contempo, nel cielo orientale, si cominceranno a scorgere gli astri che saranno protagonisti della stagione estiva''.

La Luna nel frattempo non resta a guardare, ma si dà da fare con un'agenda fitta di incontri. Nelle prime ore della sera del 13 aprile si potra' osservare agevolmente la falce di Luna crescente nel suo passaggio tra la stella Aldebaran e l'ammasso stellare delle Pleiadi. La sera del 14 aprile, la falce di Luna sarà ulteriormente cresciuta e avrà quasi completato l'attraversamento della costellazione di Giove. Ormai oltrepassate le Pleiadi e le Iadi con Aldebaran, sarà possibile ammirarla in una bella congiunzione con il pianeta Giove. Nella notte tra il 25 ed il 26 aprile, invece, la Luna sarà piena e Saturno prossimo all'opposizione. Si potrà quindi osservare per quasi tutta la notte l'avvicinamento tra il pianeta con gli anelli e il luminoso disco della Luna. Nel corso della notte la Luna attraverserà il limite tra la costellazione della Vergine e la Bilancia, dove troverà Saturno.

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quinta-feira, 28 de março de 2013

Telescópio capta conjunto de estrelas 'jovens' a 1,5 mil anos-luz da Terra

Do G1, em São Paulo

Aglomerado de estrelas 'jovens' e brilhantes captado com instrumento montado em telescópio (Foto: Divulgação/ESO) 
Aglomerado de estrelas 'jovens' captado com instrumento montado em telescópio
 (Foto: Divulgação/ESO)
 
Um conjunto de estrelas "jovens", com idade entre 20 milhões e 35 milhões de anos, foi identificado pelo Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), em imagem divulgada nesta quarta-feira (27). O aglomerado estelar, chamado de NGC 2547, está localizado na Constelação da Vela, a cerca de 1,5 mil anos-luz da Terra, segundo os cientistas.

A imagem foi feita com o instrumento Wide Field Imager, instalado em um telescópio no Chile pelo ESO. Segundo os pesquisadores, as estrelas não se formam isoladas, mas em aglomerados estelares que vão de algumas dezenas a milhares de astros.

"Aglomerados abertos como este têm vidas comparativamente curtas, da ordem de várias centenas de milhões de anos, antes de se desintegrarem à medida que suas estrelas se afastam", afirmam os cientistas, em uma nota divulgada pelo ESO.

Eles comentam a idade do aglomerado estelar identificado com relação ao Sol, para dar uma ideia da sua "juventude". "Comparando com o Sol, que ainda nem chegou à meia-idade e tem 4,6 bilhões de anos, equivale a imaginarmos que, se o Sol for uma pessoa de 40 anos, as estrelas brilhantes são bebês de três meses", ressaltam os pesquisadores.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Cometa primavera il passaggio in diretta



 

La cometa Panstarrs fotograta da Gianluca Masi (fonte: Gianluca Masi, Virtual Telescope)  
La cometa Panstarrs fotograta da Gianluca Masi (fonte: Gianluca Masi, Virtual Telescope)
 
Sarà  visibile fino alla fine di marzo la cometa di primavera, la Panstarrs. La sua luminosità si è un po' affievolita, ma è comunque sufficiente per riuscire ad individuarla all'orizzonte al momento del tramonto.

In molti l'hanno fotografata e l'Unione Italiana Astrofili (Uai ) ha raccolto molte di queste immagini in una galleria. ''Pochi sono però riusciti a vederla a occhio nudo, e comunque si sono sempre aiutati prima con un binocolo'', dice l'astrofisico Gianluca Masi, curatore scientifico del Planetario di Roma e responsabile del Virtual Telescope. ''Riuscire a individuare la Panstarrs non è facile - spiega Masi - in quanto la cometa risente dei bagliori del crepuscolo''. Proprio per questo motivo é  possibile osservarla anche dalle città: in questo caso le luci che creano tanti problemi alle osservazioni del cielo non disturbano. ''Per riuscire a individuarla  - prosegue - nella maggior parte dei casi  un modesto binocolo per risolvere il problema e godere uno spettacolo davvero interessante''.

    La Panstarrs, dice ancora l'astrofisico, ''é  davvero molto bassa sull'orizzonte, al punto che basta un ostacolo naturale oppure un palazzo per perderla di vista''. Per questo buon punto or osservarla é  dal litorale tirrenico, visto che sul mare l'orizzonte é  completamente libero.

Nuvole permettendo, é  possibile osservarla a partire dalle 18,40 guardando verso Ovest, appena più in alto  destra rispetto al punto in cui traina il Sole. ''Con un piccolo binocolo - prosegue Masi - si nota una luce diffusa e poco più tardi, prima che il Sole tramonti completamente, si può apprezzare la coda''. La cometa resta visibile per circa un'ora, poiché tramonta fra le 19,15 e le 19,30.

Con il passare dei giorni la cometa salirà leggermente rispetto all'orizzonte, ma la sua luminosità diventerà sempre più debole. Sarà comunque possibile osservarla per tutto marzo con l'aiuto di un piccolo binocolo. Per non perdere lo spettacolo, comunque, é  possibile seguire il passaggio della cometa sul canale Ansa Scienza e Tecnica, grazie al collegamento in diretta streaming con il Virtual Telescope in programma giovedì 21 marzo alle 18,30
  
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Nasa nega que sonda Voyager 1 tenha saído do Sistema Solar

Agência espacial se manifestou após afirmação de cientista americano.
Estudo aceito por revista diz que sonda detectou mudanças de ambiente.

Do G1, em São Paulo

A agência espacial americana Nasa divulgou comunicado nesta quarta-feira (20) afirmando que a sonda Voyager 1, lançada em 1977, segundo sua equipe, não saiu do Sistema Solar. A agência se manifestou após afirmações de um astrônomo americano apontando que o equipamento havia alcançado o espaço interestelar, repercutidas pela imprensa internacional.

De acordo com a nota da Nasa, o cientista Edward Stone, do projeto Voyager, disse que “é consenso da equipe científica de que a Voyager 1 ainda não saiu do Sistema Solar ou alcançou o espaço interestelar”.

Mais cedo, o G1 reproduziu nota da britânica BBC noticiando que a Voyager 1 havia se tornado o primeiro objeto feito pelo homem a deixar o Sistema Solar. A informação é oriunda de um texto divulgado pela União Geofísica Americana (AGU, na sigla em inglês), mas o comunicado foi corrigido posteriormente, sem especificar o que exatamente foi alterado. A nota da AGU segue no ar afirmando que a Voyager 1 "parece ter viajado além da influência do Sol e saiu da heliosfera" (leia, em inglês).

O professor Bill Webber, acadêmico emérito de Astronomia da Universidade do Novo México, teve um artigo científico aceito pela revista científica “Geophysical Research Letters”, da AGU, e, na mencionada nota da união, dá declarações de que a sonda está "numa nova região", com base na intensidade dos raios cósmicos captados por ela.

Segundo a agência Reuters, o estudo do cientista diz que a sonda, que está agora a mais de 18 bilhões de quilômetros da Terra, detectou duas mudanças claras e relacionadas no seu ambiente em 25 de agosto de 2012. As mudanças dizem respeito aos níveis de dois tipos de radiação: uma que permanece dentro do Sistema Solar e outra que vem do espaço interestelar.

Ainda de acordo com Webber, o número de partículas característico do Sistema Solar no espaço, região chamada de heliosfera, diminuiu a menos de 1% dos níveis anteriormente detectados, ao passo que a radiação de fontes interestelares mais do que dobrou.

Ilustração da Nasa mostra a Voyager 1 na nova região do espaço em que agora se encontra (Foto: Nasa/Divulgação) 
Ilustração da Nasa mostra a Voyager 1 na nova região do espaço em que agora se encontra 
(Foto: Nasa/Divulgação)
 
Embaixadores silenciosos
A Voyager-1 foi lançada em 5 de setembro de 1977 e sua "sonda irmã", a Voyager-2, em agosto do mesmo ano. O objetivo inicial das duas sondas era investigar os planetas Júpiter, Saturno, Urano e Netuno - tarefa que completaram em 1989.

Em seguida, elas foram enviadas para mais além no espaço, na direção do centro da Via Láctea. No entanto, suas fontes de energia, feitas de plutônio, devem parar de produzir eletricidade em cerca de 10 a 15 anos, quando seus instrumentos e transmissores irão parar de funcionar.

As Voyagers se tornarão "embaixadores silenciosos" da Terra enquanto se movem pela galáxia. Ambas transportam discos de cobre banhados a ouro com gravações de saudações em 60 línguas, amostras de música de diferentes culturas e épocas, sons naturais da Terra e outros sons produzidos pelo homem.

Satélite europeu produz mapa mais preciso do início do Universo

Primeiros vestígios de luz captados após o Big Bang têm 380 mil anos.
Imagem foi feita após 15,5 meses de coleta de dados do telescópio Planck.

Do G1, em São Paulo

Uma imagem divulgada nesta quinta-feira (21) pela Agência Espacial Europeia (ESA) mostra o mapa mais preciso já feito do início do Universo, com os primeiros vestígios de luz captados após o Big Bang – teoria dominante que explica a origem do Cosmos.

Nessa época, o Universo tinha "apenas" 380 mil anos de idade – hoje, segundo dados obtidos pelo telescópio Planck da ESA, calcula-se que tenha cerca de 13,8 bilhões de anos, 100 milhões de anos a mais que as estimativas anteriores.

Mapa mostra primeiros vestígios de radiação do Universo (Foto:  ESA–Planck Collaboration/AFP) 
Mapa mostra primeiros vestígios de radiação identificados no Universo 
(Foto: ESA–Planck Collaboration/AFP)
 
A imagem acima se baseia em uma coleta de dados feita ao longo de 15 meses e meio pelo Planck, lançado em 2009 em busca da primeira luz emitida depois da "Grande Explosão". Os pontos azuis e amarelos indicam variações de temperatura.

Esse registro superdetalhado da chamada "radiação cósmica de fundo em micro-ondas" é um dos mais fortes indícios da existência do Big Bang, e carrega as "sementes" de todas as estrelas e galáxias conhecidas.
A temperatura na ocasião chegava a 3.000° C. Antes disso, o Universo era tão quente que nenhuma luz poderia sair dele. O telescópio capturou, então, o "fóssil" do primeiro fóton (partícula elementar da luz) que surgiu no Cosmos e viajou por mais de 13 bilhões de anos para chegar até nós. Essa radiação hoje é extremamente fria, com apenas 3° C a mais que o zero absoluto (-273,15° C), e invisível – mas pôde ser detectada pelas ondas de rádio do Planck.

Segundo os astrônomos, esses resquícios revelam a existência de traços que podem desafiar as bases da nossa atual compreensão do Universo e levar a um melhor entendimento da "receita cósmica" que o compõe.

De acordo com uma revisão da ESA, o Universo é formado por apenas 4,9% de matéria visível, feita de átomos. Os outros 95,1% se dividem em energia escura (68,3%) e matéria escura (26,8%). Antes do Planck, acreditava-se que havia 72,8% de energia escura, 22,7% de matéria escura e 4,5% de matéria visível.


Mapa completo do céu mostra a matéria entre a Terra e o limite do Universo observável (Foto: ESA/Nasa/JPL-Caltech) 
 
Mapa completo do céu mostra a matéria entre a Terra e o limite observável do Universo. As regiões mais claras são as de menor massa e as mais escuras, de maior. As áreas acinzentadas são as partes mais brilhantes da nossa galáxia, que bloquearam o mapeamento do Planck (Foto: ESA/Nasa/JPL-Caltech)
 
"Ousamos olhar o Big Bang de perto, o que permitiu compreender a formação do Universo 20 vezes melhor que antes", disse à agência AFP o diretor geral da ESA, Jean-Jacques Dordain, ao apresentar os primeiros resultados do Planck em Paris.

Com exceção de algumas anomalias encontradas – com as quais, segundo Dordain, os teóricos devem trabalhar durante semanas –, os dados do telescópio reforçam de maneira "espetacular" a hipótese de um modelo de Universo relativamente simples, plano e em expansão. Mas, segundo os novos resultados, esse aumento de tamanho tem ocorrido mais lentamente do que os cientistas pensavam.

Na opinião do astrofísico George Efstathiou, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, o mapa parece uma bola de rúgbi danificada ou uma obra de arte moderna. "Mas posso garantir que alguns cientistas trocariam seus filhos por essa imagem", brincou.

Para ter precisão absoluta e eliminar todos os sinais de interferência emitidos pela Via Láctea e por outras galáxias, o Planck conta com um instrumento de alta frequência que deve ser resfriado a um décimo de grau acima do zero absoluto.

"Essa façanha tecnológica, feita em um ambiente sem gravidade e no vácuo, não tem equivalente, e nenhum equipamento espacial poderá ultrapassá-lo por um longo tempo", disse Dordain.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Sonda Voyager sai do Sistema Solar

A Voyager-1, lançada em 1977, é o primeiro objeto feito pelo homem a conseguir ultrapassar a heliosfera.

Da BBC
A sonda espacial Voyager-1 tornou-se o primeiro objeto feito pelo homem a deixar o Sistema Solar, de acordo com a Agência Especial Americana (Nasa). Lançada em 1977, a sonda foi criada inicialmente para estudar os planetas mais afastados da Terra, mas continuou viajando.

A Nasa diz que a Voyager acaba de entrar em uma área do espaço além da influência do Sol. Calcula-se que a região interestelar esteja a mais de 18 bilhões de quilômetros da Terra, ou 123 vezes a distância entre nosso planeta e o Sol.

Atualmente, as mensagens de rádio da Voyager-1 levam 16 horas para chegar ao nosso planeta. A Voyager-1 caminha para se aproximar de uma estrela chamada AC +793888, mas só chegará a dois anos luz de distância da estrela - e levará cerca de 40 mil anos para fazê-lo.

A Voyager-1 vinha monitorando mudanças no ambiente ao seu redor que sugeriam a proximidade da fronteira do Sistema Solar  (Foto: Nasa/BBC) 
A Voyager-1 vinha monitorando mudanças no ambiente ao seu redor que sugeriam a proximidade da fronteira do Sistema Solar (Foto: Nasa/BBC)
 
Na terça-feira (19), a União Geofísica Americana confirmou que a sonda deixou a heliosfera - a bolha de gás e campos magnéticos que tem origem no Sol. A organização aceitou um artigo sobre o assunto escrito por cientistas da Nasa, que será divulgado em breve na publicação Geophysical Research Letters. O anúncio de que a sonda deixaria o Sistema Solar já era esperado há algum tempo.

Detecção de raios cósmicos
A Voyager-1 vinha monitorando mudanças no ambiente ao seu redor que sugeriam a proximidade da fronteira do Sistema Solar - a chamada heliopausa. A sonda havia detectado um aumento no número de partículas de raios cósmicos vindo do espaço interestelar em sua direção e, ao mesmo tempo, um declínio da intensidade de partículas energéticas vindo do Sol.

Uma grande mudança, que os cientistas chamaram de 'heliopenhasco', aconteceu em 25 de agosto de 2012. "Em poucos dias, a intensidade heliosférica da radiação caiu e a intensidade de raios cósmicos subiu, como era de se esperar quando se sai da heliosfera", explicou o professor Bill Webber da Universidade Estadual do Novo México, em Las Cruces.

A Voyager-1 foi lançada em 5 de setembro de 1977 e sua "sonda irmã", a Voyager-2, em agosto do mesmo ano. O objetivo inicial das duas sondas era investigar os planetas Júpiter, Saturno, Urano e Netuno - tarefa que completaram em 1989.

Em seguida, elas foram enviadas para mais além no espaço, na direção do centro da Via Láctea. No entanto, suas fontes de energia, feitas de plutônio, devem parar de produzir eletricidade em cerca de 10 a 15 anos, quando seus instrumentos e transmissores irão parar de funcionar.

As Voyagers se tornarão "embaixadores silenciosos" da Terra enquanto se movem pela galáxia. Ambas transportam discos de cobre banhados a ouro com gravações de saudações em 60 línguas, amostras de música de diferentes culturas e épocas, sons naturais da Terra e outros sons produzidos pelo homem.

Imagem mostra galáxia com supernova a 35 milhões de anos-luz

Observatório no Chile registrou a espiral NGC 1637.
Supernova apareceu em seu interior em 1999.

Do G1, em São Paulo
Galáxia espiral NGC 1637 (Foto: ESO/Divulgação) 
Galáxia espiral NGC 1637 (Foto: ESO/Divulgação)
 
Astrônomos do Observatório Europeu do Sul que trabalham no VLT (sigla para Very Large Telescope,  que em inglês significa "telescópio muito grande"), no norte Chile, produziram uma imagem da galáxia espiral NGC 1637, a cerca de 35 milhões de anos-luz da Terra, na constelação do Rio Erídano, divulgada nesta quarta-feira (20).

Em 1999, a aparência desta galáxia foi modificada pelo aparecimento de uma supernova brilhante, nomeada SN 1999em. Supernovas são a morte ofuscante de estrelas e podem brilhar mais intensamente do que a radiação combinada de bilhões de outras estrelas.
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Detalhe mostra o posicinamento da supernova SN 1999em (Foto: ESO/Divulgação) 
Detalhe mostra o posicinamento da supernova
SN 1999em (Foto: ESO/Divulgação)
 
Esta supernova foi descoberta com um telescópio construído especialmente para procurar esse tipo de objeto. Os astrônomos obtiveram muitas fotografias dela,  com o VLT, que foram depois combinadas na imagem nítida de sua galáxia "hospedeira", a NGC 1637.

Embora à primeira vista  a NGC 1637 pareça ser um objeto relativamente simétrico, ela possui algumas particularidades interessantes, informa o ESO. É um tipo de galáxia que os astrônomos chamam de espiral irregular porque seu braço mais aberto (em cima e à esquerda), estende-se em torno do núcleo a uma distância bem maior do que o braço mais compacto e curto (embaixo e à direita), que parece ter sido "cortado ao meio".

Por toda a imagem é possível ver estrelas mais próximas e galáxias mais distantes que se encontram na mesma direção no céu.

NASA to Hold News Teleconference to Discuss Planck Cosmology Findings (Update)

 
JPL/NASA News
News advisory: 2013-105                                                             March 19, 2013

NASA to Hold News Teleconference to Discuss Planck Cosmology Findings (Update)

NASA to Hold News Teleconference to Discuss Planck Cosmology Findings (Update)

The full version of this story with accompanying images is at:
http://www.jpl.nasa.gov/news/news.php?release=2013-105&cid=release_2013-105

PASADENA, Calif. -- NASA will host a news teleconference at 8 a.m. PDT (11 a.m. EDT), Thursday, March 21, to discuss the first cosmology results from Planck, a European Space Agency mission with significant NASA participation.

Planck launched into space in 2009 and has been scanning the skies ever since, mapping cosmic microwave background, or the afterglow, of the theoretical big bang that created the universe more than 13 billion years ago. NASA contributed mission-enabling technology for both of Planck's science instruments, and U.S., European and Canadian scientists work together to analyze the Planck data.

The teleconference participants are:

-- Paul Hertz, director of astrophysics, NASA Headquarters, Washington -- Charles Lawrence, U.S. Planck project scientist, NASA's Jet Propulsion Laboratory, Pasadena, Calif. -- Martin White, U.S. Planck scientist, University of California, Berkeley, Calif.; and Faculty Senior Scientist at Lawrence Berkeley Laboratory -- Krzysztof Gorski, U.S. Planck scientist, JPL -- Marc Kamionkowski, professor of physics and astronomy, John Hopkins University, Baltimore, Md.

This event previously was scheduled as a televised news conference.

Questions may be submitted via Twitter using the hashtag #AskNASA .

Visuals will be posted at the start of the teleconference on NASA's Planck website: http://www.nasa.gov/planck .

Audio of the teleconference will be streamed live on NASA's website at: http://www.nasa.gov/newsaudio . The event will also be streamed live on Ustream at: http://www.ustream.tv/nasajpl2 .

For additional information about Planck, visit: http://www.esa.int/planck .

Whitney Clavin 818-354-4673
Jet Propulsion Laboratory, Pasadena, Calif.
whitney.clavin@jpl.nasa.gov

J.D. Harrington 202-358-5241
NASA Headquarters, Washington
j.d.harrington@nasa.gov

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Educator Workshop: How to Think Like a NASA Scientist

 
JPL/NASA News



Educator Workshop                 March 19, 2013


This is a feature from the NASA/JPL Education Office.



How to Think Like a NASA Scientist: Analyzing Data, Drawing Conclusions

Date: Saturday, April 13, 2013, 8:30 a.m. - 4:30 p.m.

Target audience: Middle and high school science and mathematics educators (but all are welcome)

Location: Theodore von Kármán Auditorium, Jet Propulsion Laboratory, Pasadena, Calif.

Overview: Learn to think like a NASA scientist - and get your students thinking like one, too! This one-day workshop will show you how to teach students to read scientific graphs and draw conclusions based on real NASA data. Experts will discuss current Earth science missions and show how the scientists, themselves, draw conclusions from these data. Participants will also receive science and math application problems to take back and use in the classroom tomorrow.

A registration fee of $25 covers continental breakfast, lunch and snacks. The deadline to register is April 5, 2013.

For more information and to register, visit: http://www.jpl.nasa.gov/education/index.cfm?page=373

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