quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Astrônomos encontram planeta que orbita ao redor de um gêmeo do Sol

Buscador encontrou três novos planetas ao redor de estrelas.
Planeta em meio a acúmulo de estrelas é raridade, diz cientista.

Agencia EFE

 
Concepção gráfica simula a presença de um dos três planetas encontrados no acúmulo de estrelas Messias 67 (Foto: ESO/L. Calçada/Divulgação) 
Concepção gráfica simula a presença de um dos três planetas encontrados no acúmulo de estrelas Messias 67 (Foto: ESO/L. Calçada/Divulgação)
 
Três novos planetas foram encontrados orbitando ao redor de estrelas no acúmulo Messier, sendo que um deles gira em torno de um gêmeo do Sol, informou nesta quarta-feira (15) o Observatório Europeu Austral (ESO).

A descoberta, realizada mediante o buscador de planetas HARPS que o ESO tem no Chile junto com outros telescópios ao redor do mundo, constitui um marco já que, embora já tenham sido encontrados mais de mil destes exoplanetas fora do Sistema Solar, muito poucos estão situados em acúmulos estelares.

A autora principal do estudo, Anna Brucalassi, do Instituto Max Planck para Física Extraterrestre, situado em Garching, no sul da Alemanha, explicou que "no acúmulo estelar Messier 67 todas as estrelas têm aproximadamente a mesma idade e composição que o Sol".

"Isto proporciona um perfeito laboratório para estudar quantos planetas se formam em um ambiente tão aglomerado, e se por acaso se formam principalmente ao redor de estrelas mais maciças ou menos maciças", declarou a pesquisadora.

Por sua parte, o astrônomo Luca Pasquini, também membro do Instituto Max Planck, afirmou que "os novos resultados contrastam com trabalhos anteriores que não conseguiram encontrar planetas em acúmulos, mas concordam com outras observações mais recentes".

O acúmulo estelar estudado se encontra a uma distância de 2.500 anos-luz na constelação de Câncer e nele há cerca de 500 astros.

Durante o estudo foram descobertos três planetas dos quais dois orbitavam estrelas similares ao sol, enquanto o terceiro girava ao redor um astro gigante vermelho mais evoluído.

Os dois primeiros planetas têm um terço da massa de Júpiter e demoram em orbitar suas estrelas sete e cinco dias, enquanto o terceiro precisa de 122 dias e tem uma massa maior à de Júpiter.

Os pesquisadores comprovaram que o primeiro destes girava em torno de uma das estrelas mais parecidas com o sol encontradas até hoje, além de ser o primeiro gêmeo solar achado em um acúmulo de estrelas que contém um planeta.

Nasa divulga nova imagem da nebulosa de Orion

Aglomerado fica a 1.500 anos-luz de distância.
Imagem foi captada pelo telescópio espacial Spitzer.

Do G1, em São Paulo


Imagem da Nasa mostra a nebulosa de Orion (Foto: NASA/JPL-Caltech/Divulgação) 
Imagem da Nasa mostra a nebulosa de Orion (Foto: NASA/JPL-Caltech/Divulgação)
 
A Nasa divulgou nesta quarta-feira (15) uma imagem capturada pelo telescópio espacial Spitzer da Nebulosa de Orion, localizada a cerca de 1.500 anos-luz de distância. Com ajuda de raios infravermelhos, o telescópio conseguiu captar imagens e cores de astros de 40 anos-luz de toda a região.

Os pontos em vermelho revelam as estrelas em processo de formação, enquanto que a parte mais brilhante da nabulosa mostra o Trapézio Cluster, onde ficam as estrelas jovens de Orion.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Buraco negro deve devorar nuvem de gás, sua 'maior refeição' em séculos

Fenômeno raramente é observado; eles esperam ver 'fogos de artifício' surgindo no processo.

Da BBC
Astrônomos fizeram uma animação de como seria o fenômeno em que buraco negro engole nuvem de gás (Foto: ESO/MPE/M.Schartmann) 
Astrônomos fizeram uma animação de como seria o fenômeno em que buraco negro engole nuvem de gás (Foto: ESO/MPE/M.Schartmann)
 
Astrônomos estão se preparando para observar o fenômeno de um buraco negro engolindo uma nuvem de gás dentro da Via Láctea.  Veja o vídeo com a animação que mostra como seria o fenômeno.

A expectativa dos cientistas é de que "fogos de artifício" sejam observados no processo. O fenômeno deve acontecer a partir do mês de março, segundo cientistas que participam de um encontro da Sociedade Americana de Astronomia, em Washington.

O fenômeno será capturado por um telescópio da missão Swift, da Nasa, e transmitido para o público em geral pela internet.

"Esta pode ser a maior 'refeição' deste buraco negro em centenas de anos", disse Leo Meyer, da Universidade da Califórnia. "Isso pode provocar 'fogos de artifício' - e queremos que todos consigam ver isso."

"Todos querem ver isso acontecer, porque é muito raro", disse Nathalie Degenaar, da missão Swift.

A nuvem de gás tem três vezes a massa da Terra. Ela foi observada pela primeira vez em 2011, rumando em direção ao buraco negro Sagittarius A*.

Hubble faz imagem detalhada do interior de grande 'fábrica de estrelas'



Telescópio espacial registrou aglomerado de mais de 800 mil estrelas.
Elas nascem na Nebulosa da Tarântula, a 170 mil anos-luz da Terra.

Do G1, em São Paulo

 

Imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble mostra a nebulosa Tarantula (Foto: AFP Photo/HO/Nasa/ESA) 
Imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble mostra a Nebulosa da Tarântula
(Foto: AFP Photo/HO/Nasa/ESA)
 
 
Uma imagem divulgada pela agência espacial americana (Nasa) nesta quinta-feira (9) propicia uma visão privilegiada das entranhas da Nebulosa da Tarântula, que abriga mais de 800 mil estrelas jovens e é conhecida como uma "fábrica de estrelas".

A imagem foi possível graças à visão infravermelha do Telescópio Espacial Hubble. Para realizar o feito, de acordo com a agência AFP, foram utilizadas a Câmera de Campo Aberto 3 (WFC3) e a Câmera Avançada para Pesquisas (ACS) do telescópio. As observações fazem parte do "Projeto do Tesouro da Tarântula", que busca mapear e estudar os milhares de habitantes estelares da nebulosa.

Segundo a Nasa, por conter o aglomerado de estrelas observáveis mais próximo a nós, a Nebulosa da Tarântula tornou-se um laboratório para analisar de perto o nascimento das estrelas.

O Hubble é capaz de focalizar estrelas individuais e muitas protoestrelas vermelhas, assim como gigantes vermelhas e supergigantes, possibilitando aos atrônomos um panorama do nascimento e evolução dos astros.

A Nebulosa da Tarântula fica a 170 mil anos-luz da Terra, na Grande Nuvem de Magalhães, uma pequena galáxia satélite da Via Láctea.

"Por causa dos detalhes requintados do mosaico de imagens do Hubble, e de sua grande amplitude, podemos seguir como os episódios de nascimento de estrelas migram pela região através do espaço e tempo", diz a astrônoma Elena Sabbi, do Instituto de Ciência do Telescópio Espacial, em Baltimore.

Telescópio da Nasa capta fenômeno espacial apelidado de a 'mão de Deus'

Imagem foi registrada pelo Telescópio Nuclear Epectrocópico, o NuSTAR.
Trata-se da interação dos restos energizados de uma estrela morta.

Do G1, em São Paulo
Imagem registrada pelo Telescópio Nuclear Epectrocópico, o Nustar, mostra os restos energizados de uma estrela morta, uma estrutura apelidade de “Mão de Deus”, devido ao formato semelhante ao de uma mão. (Foto: NASA/JPL-Caltech/McGill) 
Imagem captada pelo NuSTAR mostra os restos energizados de uma estrela morta, uma estrutura apelida de “Mão de Deus”, devido ao formato semelhante ao de uma mão. (Foto: NASA/JPL-Caltech/McGill)
 
Imagem registrada pelo Telescópio Nuclear Espectroscópico, o NuSTAR, mostra os restos energizados de uma estrela morta, uma estrutura apelidada de “Mão de Deus”, devido ao formato semelhante ao de uma mão.

A fotografia, feita a partir de emissões de raios X, mostra uma nebulosa localizada há 17 mil anos-luz de distância da Terra que é alimentada por um pulsar (estrela morta) chamado de B1509.

O equipamento que captou o fenômeno é da agência espacial americana, a Nasa. Segundo a instituição, um dos grandes mistérios deste objeto é a interação específica das partículas do pulsar, que criam a aparência de uma mão – tratada pelos cientistas como uma ilusão de ótica.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

In corso una gigantesca eruzione solare

La più potente degli ultimi 10 anni


La macchia solare AR1944, la più grande degli ultimi dieci anni (fonte: Karzaman Ahmad, Langkawi National Observatory)  
La macchia solare AR1944, la più grande degli ultimi dieci anni
 (fonte: Karzaman Ahmad, Langkawi National Observatory)
 
E' in corso una gigantesca  eruzione solare, la più potente degli ultimi dieci anni, e lo sciame di particelle potrebbe investire la Terra il 9 gennaio, dove potrebbe provocare una tempesta geomegnetica. E' quanto emerge dalle stime dell'Agenzia americana per l'atmosfera e gli oceani (Noaa), basate sui dati dell'osservatorio solare Soho, della Nasa (Solar and Heliospheric Observatory).

Foto NASA/SOHO A scatenare l'eruzione solare è stata la macchia chiamata AR1944, comparsa sul Sole il 7 gennaio. Ha una regione attiva è larga più di 200.000 chilometri ed ha emesso un getto di particelle in direzione della Terra, dove i suoi effetti potrebbero farsi sentire il 9 gennaio, con spettacolari aurore polari e probabili tempeste magnetiche che potrebbero mettere a rischio i satelliti per le telecomunicazioni e il funzionamento delle linee elettriche.

La macchia ha prodotto infatti un brillamento di classe X, la più alta su una scala di 5 classi. Secondo le stime del Noaa è del 60% la probabilità che lo sciame di particelle diretto verso la Terra possa provocare tempeste geomagnetiche.
Il Noaa prevede infine con una probabilità dell'80% che ci saranno oggi altre eruzioni di classe M, la terza sulla scala, ed il 50% di ulteriori eruzioni di classe X.


www.ansa.it

Nasa prevê 'chuva de ferro derretido' e 'neve' de areia quente em estrela anã

Astrônomos apresentam a primeira 'previsão do tempo' para uma estrela anã marrom.

Da BBC

 

Na imagem acima mostra estrela anã marrom, uma espécie de astro "fracassado" que não adquiriu massa suficiente; na segunda imagem, Ilustração mostra como seria o clima na estrela anã marrom (Foto: Nasa/JPL/University Ontario/BBC) 
A imagem acima mostra estrela anã marrom, uma espécie de astro que não adquiriu massa suficiente; a segunda imagem é uma Ilustração que mostra como seria o clima na estrela anã marrom (Foto: Nasa/JPL/University Ontario/BBC)
 
A primeira previsão do tempo para uma estrela anã marrom acaba de ser divulgada - e os prognósticos não são bons. Astrônomos preveem chuva de ferro derretido e 'neve' de areia quente, com possibilidade de trovoadas e furacões.

Novas observações do telescópio Spitzer, da agência espacial americana Nasa, revelam nuvens turbulentas que circulam ao redor da estrela anã marrom.

Estrelas anãs marrons são consideradas uma espécie de versão 'fracassada' de um astro normal, já que elas não conseguiram adquirir massa suficiente para sustentar o contínuo processo de fusão de átomos.

A previsão meteorológica foi divulgada no 23º encontro da Sociedade Americana de Astronomia, em Washington.
 
'Deixe nevar'
 
É o retrato mais detalhado já feito de um planeta fora do sistema solar.

Ao comentar o estudo, o professor Adam Burgasser, da Universidade da Califórnia, fez uma brincadeira com a canção de jazz "Let It Snow! Let It Snow! Let It Snow!".

"Vamos todos cantar a previsão de nossa estrela anã mais próxima: deixe nevar pedras, deixe nevar areia, deixe nevar minerais", disse Burgasser.

Os astrônomos usaram o Spitzer para analisar 44 estrelas anãs marrons diferentes no sistema de Luhman 16AB - o mais próximo da Terra com presença de estrelas anãs, a 6,5 milhões de anos-luz do nosso sistema.

Eles encontraram evidências de clima em apenas metade delas.

"As tempestades em estrelas marrons são muito mais violentas e variáveis", diz Aren Heinze, da Stony Brook University, de Nova York.

"A chuva é quente demais para virar água. Provavelmente se trata de ferro derretido e silicatos (areia)."

Na medida em que os astros giravam ao redor do próprio eixo, os astrônomos observaram mudanças no brilho da superfície - sinais da existência de nuvens.

"Isso faz de nós 'astro-meteorologistas'. Nós conseguimos prever quão encoberto o tempo ficará, qual será a temperatura e quanto vento haverá em um determinado dia", disse Burgasser.

Os ventos detectados possuem velocidades de 160 a 640 quilômetros por hora. As temperaturas alcançam 1,2 mil graus e há nuvens cobrindo metade da superfície do planeta.

Uma nuvem chega sozinha chega a cobrir 20% da estrela. Astrônomos a compararam com a Grande Mancha de Júpiter, uma gigantesca tempestade que cobre 1% do planeta.

"Ao que tudo indica, a Grande Mancha Vermelha não é tão grande assim", diz Burgasser.

Hubble capta imagens das galáxias mais antigas já vistas no Universo

Elas teriam existido há 13,2 bilhões de anos, segundo cientistas da Nasa.
São menores, mais fracas e mais numeras galáxias já encontradas.

Da Associated Press

 

Imagens do telescópio Hubble mostram as galáxias mais distantes, nos pequenos pontos de cor azul (Foto: AP/ESA/NASA) 
Imagens do telescópio Hubble mostram as galáxias mais distantes, nos pequenos pontos de cor azul (Foto: AP/ESA/NASA)
 
O telescópio espacial Hubble capturou imagens de 58 galáxias distantes que nunca haviam sido vistas anterioremente. Elas teriam existido no universo há 13,2 bilhões de anos, segundo os cientistas da Nasa. Como a luz viaja a quase 10 bilhões de quilômetros por ano, ainda é possível graças à profundidade de captação de imagens da Hubble encontrar estes pontos no universo.

Para captar as imagens, o telescópio espacial foi apontado para uma região do espaço chamada Abell 2744, um aglomerado de galáxias. Segundo a Nasa, são as menores, mais fracas e mais numerosas galáxias jamais vistas no universo remoto, capturadas por exposições profundas da Hubble tiradas em luz ultravioleta.

Os resultados foram apresentados no 223º encontro da Sociedade Norte-Americana de Astronomia, em Washington, na noite desta terça-feira (7). "Gosto de chama-las de amanhecer cósmico", afirmou Jennifer Lotz, astrônoma do Hubble. Os pesquisadores destacaram que naquela época a formação das estrelas era muito mais agitada do que agora.

"Imaginem voltar 500 milhões de anos, depois do Big Bang, e olhar para o céu", disse o astrônomo Garth Illingworth, da Universidade da Califórnia, que participou das pesquisas. Ele destacou que as imagens mostram que as galáxias estão mais próximas, são menores, de cor azul brilhante e estão por toda a parte. 

“São provavelmente menores e diferentes que a nossa Via Láctea.".

Nasa mostra em destaque as galáxias do universo mais remoto (Foto: Divulgação/NASA) 
Nasa mostra em destaque as galáxias do universo mais remoto (Foto: Divulgação/NASA)

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Scoperta una 'fabbrica di polveri' in una supernova

Rappresentazione artistica della Supernova 1987A. In rosso le zone interne e fredde del resto della stella esplosa, blu e bianco indicano l'onda d'urto della supernova in collisione con gli strati di gas esplusi dalla stella prima della potente detonazion 
Rappresentazione artistica della Supernova 1987A. In rosso le zone interne e fredde del resto della stella esplosa, blu e bianco indicano l'onda d'urto della supernova in collisione con gli strati di gas esplusi dalla stella prima della potente detonazion
 
La fabbrica di polveri di una supernova getta luce sull'origine delle galassie. La scoperta, dell'Osservatorio Europeo Meridionale (Eso) è è in via di pubblicazione sulla rivista Astrophysical Journal Letters e si deve al telescopio Alma, al quale l'Italia partecipa attraverso l'Eso e con la Thales Alenia Space, che ha realizzato parti delle antenne.

Il telescopio dell'Eso ha catturato per la prima volta i resti di una recente supernova, chiamata Sn1987A, ricca di polveri, situata nella Grande Nube di Magellano, a circa 160.000 anni luce dalla Terra. Se una quantità sufficiente di queste polveri riuscisse a completare il rischioso passaggio verso lo spazio interstellare, potrebbe spiegare come molte galassie abbiano acquisito il loro aspetto scuro e 'polveroso'.

Le galassie infatti possono essere luoghi decisamente polverosi e si pensa che le supernovae siano una delle principali fonti di questa polvere, soprattutto nell'Universo primordiale. Ma finora le dimostrazioni dirette della possibilità di produrre polvere da parte delle supernovae sono state poche e non erano in grado di giustificare le abbondanti quantità di polvere viste nelle galassie giovani e distanti.
 
''Abbiamo trovato una massa di polvere incredibilmente grande concentrata nella zona centrale del materiale espulso da una supernova relativamente giovane e vicina'', ha detto uno degli autori, Remy Indebetouw, dell'Osservatorio Nazionale di Radioastronomia degli Stati Uniti e dell'università della Virgina, entrambi con sede a Charlottesville. ''È la prima volta - ha aggiunto - che siamo in grado di produrre un'immagine della zona in cui si forma la polvere, un passo importante per comprendere l'evoluzione delle galassie''. Gli astronomi hanno previsto che quando il gas si raffredda dopo l'esplosione, si formano grandi quantità di polvere poiché gli atomi di ossigeno, carbonio e silicio si legano tra loro nelle regioni interne e fredde del resto di supernova.


www.ansa.it

Super-terras têm pouca semelhança com nosso planeta, dizem cientistas



Em conferência, astrônomos afirmam que nosso planeta é 'único'.
Já foram catalogados 3 mil exoplanetas com chance de vida extraterrestre.

Da France Presse

 

Concepção artística de um exoplaneta passando perto de sua estrela (Foto: Nasa/ESA/G. Bacon) 
Concepção artística de um exoplaneta passando perto de sua estrela (Foto: Nasa/ESA/G. Bacon)
 
 
Os astrônomos os chamam de super-terras e eles são abundantes fora do nosso sistema solar, mas quanto mais os cientistas aprendem sobre eles, mais nosso planeta parece um "estranho no ninho" quando comparado.

Acredita-se que planetas do tamanho da Terra ou até quatro vezes maiores representem três quartos dos planetas candidatos a ter condições favoráveis à vida descobertos pelo telescópio espacial Kepler, da agência espacial americana (Nasa).

Até agora, os astrônomos catalogaram cerca de 3.000 destes planetas na esperança de que possam indicar a existência de vida fora da nossa galáxia.

Mas especialistas reunidos em um encontro da Sociedade Astronômica Americana nos arredores de Washington afirmaram nesta segunda-feira (6) que embora os exoplanetas sejam comuns, eles têm pouca semelhança com a Terra.

"Nosso sistema solar parece ser diferente. Todos estes planetas que a Kepler descobriu são estranhos", disse Yoram Lithwick, da Universidade Northwestern. "De 20% a 30% de todas as estrelas têm estes planetas malucos", acrescentou.

Excesso de gás
Super-terras e mini-Netunos que têm mais de duas vezes e meia o raio da Terra "devem ser cobertos com montes e montes de gás, o qual é o resultado mais surpreendente", afirmou Lithwick.

Ele estudou cerca de 60 destes planetas e descobriu que provavelmente eles se formaram "muito rapidamente depois do nascimento de sua estrela, enquanto ainda havia um disco gasoso ao redor da estrela". "Em comparação, acredita-se que a Terra tenha sido formada muito depois de que o disco de gás desapareceu", acrescentou.

Não apenas muitos destes planetas são mais quentes do que a Terra, com há uma quantidade de gás enorme cobrindo seu núcleo rochoso resultando em pressão atmosférica extrema. "Aqui na Terra seria como estar sob 10 oceanos", afirmou Geoff Marcy, da Universidade da Califórnia em Berkeley.
 
Vida fora da Terra?
Consultado se seria possível encontrar vida nestas condições, Marcy disse aos jornalistas ter feito a mesma 
pergunta a alguns de seus amigos especialistas em biologia. Resumidamente, eles não têm certeza, afirmou. "Não é impossível", estimou. 'Nós sabemos muito pouco sobre como a vida começou e em quais ambientes pode florescer'.

O telescópio Kepler foi lançado em 2009 em uma missão de busca de planetas similares à Terra ao observar seu trânsito ou ofuscamento diante da luz, à medida que passam em frente a suas estrelas.

Ele não está mais completamente operacional, tendo perdido a tração em duas de suas quatro rodas de orientação no ano passado, mas astrônomos esperam que consiga continuar enviando observações limitadas de mundos distantes.

Ilustração mostra o telescópio espacial Kepler (Foto: Nasa) 
Ilustração mostra o telescópio espacial Kepler (Foto: Nasa)
 

sábado, 4 de janeiro de 2014

Nasa registra duas explosões solares na virada do ano

Explosões ocorreram no dia 31 de dezembro e 1º de janeiro.
De nível médio, elas não afetam seres humanos na Terra, diz Nasa.

Do G1, em São Paulo

 

Explosão solar de 1 de janeiro foi reistrada pela Nasa (Foto: NASA/SDO) 
Explosão solar de 1º de janeiro foi reistrada pela Nasa (Foto: NASA/SDO)

No dia 31 de dezembro de 2013, às 19h58, e no dia 1º de janeiro de 2014, às 16h52 (horário de Brasília), a agência espacial americana (Nasa) registrou duas explosões solares de nível médio.

As erupções solares são emissões súbitas de radiação na superfície da estrela. Elas disparam bilhões de toneladas de partículas no espaço, que podem viajar a grandes velocidades.

A explosão solar que ocorreu no último dia de 2013 foi classificada como M6.4. Já a explosão do primeiro dia de 2014 teve classificação M9.9. As labaredas da classe M são consideradas a mais fracas a causar algum tipo de efeito meteorológico espacial perto da Terra. As duas explosões emergiram da mesma região ativa do Sol, chamada de AR1936.

As imagens foram registradas pelo Observatório de Dinâmica Solar (SDO, na sigla em inglês) da Nasa, que mantém uma constante vigilância do Sol, coletando dados a cada 12 segundos, segundo informações da agência.

De acordo com a Nasa, a radiação prejudicial de uma explosão solar não afeta fisicamente os seres humanos na Terra, mas pode deturpar a atmosfera em uma camada em que os sinais de comunicação e de GPS circulam. A radiação também interrompe sinais de radio pelo período em que a explosão solar ocorre.


Nasa registrou exploão solar no dia 31 de dezembro de 2013  (Foto: NASA/SDO) 
Nasa registrou exploão solar no dia 31 de dezembro de 2013 (Foto: NASA/SDO)

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

La «maledetta» cometa di Halley: ora causò anche la peste a Bisanzio

La storica cometa di Halley, la prima a essere stata individuata come un astro a ritorni periodici dall’astronomo che nel Settecento le diede il nome, non ha mai goduto di buona fama. Alle sue apparizioni, ogni 76 anni, astrologi e millenaristi hanno attributo sventure d’ogni sorta, soprattutto per regnanti e governanti: dalla sconfitta di re Harold d’Inghilterra nel 1066, alla fatale malattia di Edoardo VII nel 1910. Ora è la ricercatrice americana Dallas Abbott a scagliare sulla povera cometa un’accusa infamante: avere provocato quella che è passata alla storia come «la peste di Giustiniano», una pandemia che devastò l’Impero romano d’Oriente fra il 541 e il 542 dopo Cristo, decimando la popolazione di Bisanzio e di altre grandi città mediterranee e favorendo l’avanzata degli invasori gotici che, a quanto pare, erano geneticamente immuni dal morbo. 


La cometa di Halley
  • La cometa di Halley    
  • La cometa di Halley    
  • La cometa di Halley    
  • La cometa di Halley    
  • La cometa di Halley
SFERULE COSMICHE - La Abbott è una geologa marina, abbastanza nota fra gli studiosi di scienze della Terra per le sue campagne di esplorazione sui fondali oceanici, alla ricerca dei segni lasciati dagli impatti asteroidali e per i suoi studi sulle correlazioni fra eventi cosmici e cambiamenti climatici. Si è formata al Massachusetts Institute of Technology e poi è passata all’Earth Observatory di Lamont-Doherty nella Columbia University degli Stati Uniti. Nel 2009, studiando alcune carote di antichi sedimenti prelevati nei ghiacci della Groenlandia, Abbott ha scoperto un livello, databile dal 533 al 540 d. C., ricco di «sferule cosmiche»: palline di dimensioni submillimetriche derivanti dall’improvvisa fusione e quindi solidificazione di composti silicatici e metallici. Le sferule si trovano spesso attorno ai crateri scavati dai meteoriti, dove gli impatti generano istantaneamente altissime temperature e pressioni, scaraventando in aria miriadi di frammenti che poi ricadono a terra. Mescolati alle sferule, la Abbott ha trovato pure gusci di diatomee e silicoflagellati marini. 

ASTEROIDE E PESTE - Già quattro anni fa la scoperta di Abbot diede la stura ad alcune pubblicazioni scientifiche e storiche che tentavano di stabilire un nesso fra l’eventuale caduta di un’asteroide e la peste che dilagò ai tempi dell’imperatore Giustiniano, ipotizzando che l’impatto avrebbe sollevato una fitta nebbia di detriti rimasti per mesi in sospensione nell’atmosfera, tanto da provocare l’attenuazione della luce solare e l’inevitabile catena:abbassamento delle temperature medie globali (si ipotizza di 3 gradi centigradi), carestie, calo delle difese immunitarie, epidemie e peste. In effetti, alcuni antichi cronisti dell’impero riferiscono, nelle loro storie, del sole che risplendeva pallido come la luna, di un freddo insolito, di invasioni di ratti, insetti e parassiti d’ogni tipo, e di mortalità per la peste che nella sola Bisanzio, tra il 541 e il 542, toccò il picco di 10 mila decessi al giorno, costringendo gli amministratori a far scavare gigantesche fosse comuni e a stipare i cadaveri in torri inutilizzate.
 
HALLEY - Ora la Abbott, durante una riunione dell’American Geophysical Society che si è svolta a metà dicembre, ha spiegato che esistono fondati indizi per attribuire questi eventi catastrofici alla cometa di Halley. Un’accurata determinazione della stagione in cui si formarono le sferule cosmiche trovate in Groenlandia porterebbe infatti al mese di maggio, quando ogni anno si verifica la pioggia di meteore dette «eta aquaridi», correlabili ai detriti sparsi lungo la sua orbita dalla cometa di Halley. I detriti cometari sono, per lo più, granelli di polvere e piccoli sassi, ma la Abbott avanza l’ipotesi che il nucleo della Halley, in uno dei suoi passaggi al perielio, si sia frammentato, lasciandosi dietro un pezzo grande qualche centinaio di metri. Attratto dalla Terra, il frammento di cometa sarebbe precipitato, scavando un grande cratere nel fondo di un oceano e scaraventando in aria polveri rimaste in sospensione per alcuni anni; fra queste le sferule assieme a gusci di microorganismi marini che poi si sono depositati nei ghiacci della Groenlandia.
 
IPOTESI LABILE - L’ipotesi della Abbot è figlia di quel filone di studi che giustamente ricerca possibili correlazioni fra catastrofi terrestri e fenomeni cosmici (filone che negli anni Ottanta ebbe grande fortuna con la teoria dell’estinzione dei dinosauri per colpa di un asteroide killer); ma nel caso della peste di Giustiniano la catena degli eventi appare piuttosto tortuosa e gli indizi che la dovrebbero sostenere molto labili

www.corriere.it

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...