quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Nasa se prepara para lançar robô Curiosity a Marte

Da EFE - Os técnicos da Nasa (agência espacial americana) anunciaram nesta quarta-feira (23) que está tudo pronto para o lançamento do robô Curiosity, que viajará a Marte a bordo de um foguete Atlas para buscar sinais de vida no Planeta Vermelho.
"O lançamento neste sábado (26) e os sucessos obtidos pela Nasa no último ano mostram quão equivocadas são as especulações de que acabaram os tempos de glória da Nasa", disse Colleen Hartman, executiva da agência espacial.
O robô, que carrega o Laboratório Científico de Marte (MSL, na sigla em inglês), partirá de Cabo Canaveral, na Flórida, no sábado às 10h02 locais (13h02 de Brasília).
Depois de uma viagem de 9,65 milhões de quilômetros nos próximos oito meses e meio, ele se aproximará da cratera Gale de Marte. A plataforma superior, equipada com foguetes, se manterá a cerca de 40 metros da superfície e fará o robô descer a Marte.

Ilustração de um artista de como será a exploração do Curiosity em Marte.
 (Foto: Nasa/JPL-Caltech)

O Curiosity pesa uma tonelada e tem três metros de comprimento. É cinco vezes mais pesado que os robôs antecessores - os exploradores Spirit e Opportunity, que chegaram a Marte em janeiro de 2004 na busca de rastros de água.
"O Curiosity irá mais longe e descobrirá muito mais que o imaginado", destacou Hartman. "Eu acredito que estarei viva no dia em que poderemos ver a primeira astronauta a pisar em Marte", acrescentou.
O diretor de lançamentos em Cabo Canaveral, Omar Báez, explicou que os técnicos completaram nesta quarta-feira uma nova revisão dos equipamentos e sistemas do foguete propulsor e a cápsula com o robô. "Tudo está pronto para a partida", resumiu ele. "Na sexta-feira (25), levaremos o foguete e a cápsula do hangar à plataforma de lançamento", afirmou Báez. "E no sábado, às 3h da manhã (pelo horário local, 6h de Brasília), começará o abastecimento de combustível", disse.

O jipe-robô Curiosity, da Nasa. (Foto: Nasa)

O lançamento, inicialmente previsto para sexta-feira, foi adiado para sábado após os técnicos terem constatado no último fim de semana que era necessário substituir uma das baterias do foguete que levará o robô.
Os engenheiros contam com um período de chances de lançamento até 18 de dezembro e esperam que tudo ocorra conforme o previsto para que o veículo chegue a Marte em agosto de 2012.
O Laboratório Científico de Marte (MSL, na sigla em inglês) conta com dez instrumentos para buscar evidências de um ambiente propício para a vida microbiana, inclusive os ingredientes químicos essenciais para a vida. Isso representa o dobro de instrumentos que os robôs lançados anteriormente pela Nasa. Este será o primeiro a utilizar um laser para analisar o interior das rochas e analisar os gases com o espectrômetro que pode enviar dados à Terra.
O Curiosity leva todos os instrumentos para medir as condições de vida no passado e no presente, estudando as condições ambientais do planeta. Ele buscará compostos que contenham carbono - um dos principais ingredientes para a vida como se conhece - e avaliará como eram em suas origens.
Ao contrário dos outros robôs, o Curiosity conta com o equipamento necessário para obter amostras de rochas e solo e processá-las.

A cratera Gale, na superfície marciana, onde deve pousar o robô Curiosity.
 (Foto: Nasa)

A Nasa começou a planejar a missão MSL em 2003. Nos últimos oito anos, cientistas e engenheiros construíram e testaram as capacidades do robô, que, segundo as expectativas, levará a pesquisa planetária a outro nível.
"Esta máquina é o sonho de qualquer cientista", assinalou à imprensa Ashwin Vasavada, cientista adjunto do projeto MSL no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) em uma das sessões prévias informativas.
O Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, localizado na Califórnia, elaborou o Curiosity para que fosse capaz de superar obstáculos de até 65 centímetros de altura, com o objetivo de evitar que se prendesse, como aconteceu com o Spirit, e de se locomover cerca de 160 metros por dia.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Cientistas criam método para dizer se exoplaneta pode abrigar vida

Do G1 em São Paulo - Um grupo de pesquisadores internacional divulgou nesta segunda-feira (21) o primeiro método de análise de exoplanetas para dizer se eles podem ou não abrigar vida. Detalhes do estudo serão conhecidos na edição de dezembro da revista científica "Astrobiology" (astrobiologia, em inglês).
Com cientistas da agência espacial norte-americana (Nasa), do Centro Espacial alemão e do projeto SETI - que busca por sinais de vida inteligente fora da Terra, o artigo defende que a procura deve se basear em duas questões: se as condições encontradas na Terra podem existir em outros planetas e se o ambiente nesses mundos pode abrigar formas de vida diferentes das terrestres.
Para isso, eles criaram dois índices, que avaliam as condições de um exoplaneta para abrigar vida extraterrestre. O primeiro deles se chama Índice de Similaridade Terrestre (ESI, na sigla em inglês) e classifica mundos parecidos com o nosso. Já o outro é o Índice de Habitabilidade Planetária (PHI, na sigla em inglês), que avalia parâmetros químicos e físicos que poderiam dar origem a formas "menos" terrestres de vida em exoplanetas.
Atualmente, o número de exoplanetas conhecidos está em 600. A missão espacial Kepler, da Nasa, encontrou 1,2 mil candidatos a exoplanetas em 2011 por meio de interferências na luz que vem de estrelas. Estes possíveis mundos fora do Sistema Solar ainda deverão ser confirmados.


Ilustração de um exoplaneta com luzes artificiais (Foto: David A. Aguilar (CfA))

Como o número de exoplanetas revelados não para de crescer, o interesse dos astrônomos começa a se voltar mais para aqueles que possam reunir conduições parecidas com as da Terra: presença de atmosfera, água líquida na superfície e uma temperatura amena.
Normalmente, mundos fora do Sistema Solar com essas condições encontram-se a distâncias convenientes em relação às estrelas que orbitam. Essa distância ideal é conhecida como região de "goldilocks".
Mas os cientistas não querem se limitar a pesquisar apenas locais que tenham ambientes parecidos com o da Terra. Eles consideram que esta atitude seria uma "limitação" das possibilidades de estudos sobre exoplanetas e vida fora da Terra.
Eles citam o exemplo de Titã, a maior das luas de Saturno, que possui lagos com hidrocarbonetos que poderiam abrigar formas diferentes de vida. Eles também não descartam as chances de vida em exoplanetas sem estrelas ao seu redor.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Nasa capta movimento nas dunas de Marte, dizem cientistas

Da EFE - As dunas de Marte são muito mais dinâmicas do que se imaginava e chegam a se deslocar vários metros, segundo constataram cientistas da Nasa (agência espacial americana) graças às imagens da sonda de reconhecimento MRO, que orbita o planeta vermelho e que foram divulgadas nesta quinta-feira (17).
"Estamos acostumados a pensar que a areia em Marte é relativamente imóvel, por isso estas novas observações estão mudando nossa perspectiva", afirmou Nathan Bridges, cientista do Laboratório de Física da Universidade Johns Hopkins, em Maryland.
Segundo Bridges, que publicou suas descobertas na revista Geology, "ou Marte tem mais rajadas do que se pensava ou os ventos são capazes de transportar mais areia".

Imagem da Nasa mostra dunas de Marte que se ‘movimentaram’ cerca de dois mestros entre março de 2007 e dezembro de 2010. (Foto: Nasa / AP Photo)

A superposição das imagens detectadas pela sonda mostra claramente o movimento das dunas, algo que contrasta com as teorias científicas de apenas uma década atrás, que apontavam que estas não se movimentavam ou faziam em um ritmo tão lento que não se podia detectar.
A sonda Mars Reconnaisance Orbiter (MRO), lançada em 2005, e as imagens captadas pela câmera de alta resolução HiRISE, permitiram documentar o movimento anual de uma dúzia de dunas e outras formações em todo o planeta.
A atmosfera de Marte é muito tênue e por isso são necessários ventos muito fortes mesmo que para movimentar um grão de areia. De acordo com os cálculos, apenas ventos de 130 km/h podem movimentar essas pequenas partículas que na Terra se deslocariam com ventos de 16 km/h.
Os cientistas declararam que não registraram movimento em todas as dunas observadas, mas destacaram que esta descoberta ressalta a importância da vigilância a longo prazo em alta resolução.

‘Triângulo amoroso’ cósmico explica origem de estrelas ‘fugitivas’

Do G1 em São Paulo - Os astros jovens e velozes conhecidos pelos astrônomos como “estrelas fugitivas” podem ser sobras rejeitadas de um triângulo amoroso espacial, segundo um estudo apresentado nesta sexta-feira (18) na revista “Science”.
Esse tipo de estrelas é conhecido por ser muito mais veloz do que as outras. Cálculos feitos a partir de sua trajetória indicam que a fugitiva está se afastando de outra estrela – por isso, o nome.

Ilustração mostra uma estrela fugitiva se afastando rapidam. (Foto: Science/AAAS)

Uma das explicações para a existência delas afirma que supernovas ocorridas em um sistema estelar teriam “atirado” essas estrelas para longe. O estudo divulgado nesta sexta, no entanto, sugere outra origem.
Para Simon Portegies Zwart e Michiko Fujii, as estrelas fugitivas seriam resultado do encontro catastrófico de três estrelas dentro de um aglomerado. A intensa atração gravitacional entre elas faz duas formarem um "casal", um sistema binário. A que sobra, é lançada ao espaço e vira uma “fugitiva”.

Sonda Cassini registra formação de tempestade gigante em Saturno

Da EFE - A sonda Cassini captou a formação e a evolução de uma tempestade gigante que se estendeu por uma área de 15 mil quilômetros na face norte de Saturno durante 200 dias e cujas imagens foram divulgadas nesta quinta-feira (17) pela Nasa (agência espacial americana).
Nas imagens é possível observar uma pequena mancha que aparece no dia 5 de dezembro de 2010 e vai aumentando até se transformar em uma gigantesca tempestade que, no final de janeiro de 2011, dá a volta em todo o planeta.
Trata-se da maior tempestade detectada nas últimas duas décadas em Saturno e já observada de uma sonda interplanetária.
No mesmo dia que as câmeras de alta resolução da Cassini capturaram as primeiras imagens da tempestade, o rádio da sonda e o instrumento de ondas de plasma detectaram a atividade elétrica da tempestade, revelando que era uma tempestade convectiva.
A Cassini confirmou que a fase ativa da tempestade terminou no final de junho, mas suas nuvens turbulentas permanecem na atmosfera atual.


Este mosaico mostra a cauda da enorme tempestade de 200 dias que envolveu Saturno. (Foto: NASA / JPL / AP Photo)

"A tempestade de Saturno se parecia mais com um vulcão que com um sistema climático terrestre", disse Andrew Ingersoll, integrante da equipe de imagens da Cassini no Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena. "A pressão se acumula durante muitos anos antes da tempestade explodir. O mistério é que não há rochas para resistir à pressão e atrasar a erupção durante tantos anos", explicou Ingersoll em comunicado divulgado pela Nasa.
A Cassini foi lançada ao espaço em outubro de 1997 junto com a sonda Huygens da Agência Espacial Europeia (ESA). A nave chegou às imediações de Saturno em 2004 para iniciar o estudo de Titã, a maior lua do planeta.
Desde então os 12 instrumentos de Cassini estiveram transmitindo informação do sistema de Saturno durante quase seis anos, ainda que a missão deveria ter terminado no final de 2008.
No ano passado, a Nasa decidiu prolongar sua missão até 2017, o que permitirá aos cientistas estudar as mudanças climáticas no planeta e em suas luas.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Sonda Messenger vai ficar um ano a mais que o previsto em Mercúrio

Do G1 em São Paulo - A missão Messenger, lançada pela Nasa para explorar Mercúrio, foi estendida por mais um ano. Ela iria até de 17 de março de 2012, mas agora vai durar pelo menos até 2013.
saiba mais
“Ainda estamos acertando detalhes do financiamento, mas estamos felizes por conseguir sustentar a exploração de Mercúrio”, anunciou Ed Grayzeck, cientista do programa.
A sonda foi a primeira da história a orbitar o planeta mais próximo do Sol. Suas descobertas revolucionaram as percepções científicas sobre o planeta. Com mais um ano e meio de pesquisas pela frente, os cientistas pretendem responder a mais perguntas, a maioria relativa à topografia de Mercúrio.

“Avanços na ciência têm no seu âmago a avaliação de hipóteses à luz de conhecimento novo, às vezes resultando em pequenas mudanças no curso, e outras vezes em mudanças de paradigma, abrindo panoramas inteiramente novos de pensamento”, argumenta Ralph McNutt, outro cientista do programa Messenger.


Superfície de Mercúrio, em imagem feita pela Messenger (Foto: Nasa/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Carnegie Institution of Washington)

Soyuz TMA-22 se acopla à Estação Espacial Internacional

Da EFE - A nave russa Soyuz TMA-22, com três tripulantes a bordo, se acoplou nesta quarta-feira (16) com sucesso à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), informou o Centro de Controle de Voos Espaciais da Rússia. A manobra aconteceu às 2h24 (de Brasília), disse à agência oficial russa Itar-Tass.
A nave, tripulada pelos cosmonautas russos Antón Shkáplerov e Anatoli Ivanishin e pelo astronauta americano Daniel Burbank, se enganchou no porto de encaixe do módulo Poisk, que faz parte do segmento russo da ISS.
A abertura da escotilha está programada para as 5h55 e acontecerá assim que os tripulantes da Soyuz verifiquem o hermetismo e igualem a pressão da nave com a da plataforma orbital.

Nave russa se aproxima da ISS.(Foto: Reprodução / Nasa)

Os recém chegados, que permanecerão 124 dias na plataforma, serão recebidos na ISS pelos três integrantes da missão permanente: o comandante americano Michael Fossum, e os engenheiros de bordo Sergei Vólkov, também da Rússia, e Satosi Furukawa, do Japão.
Os novos tripulantes realizarão um total de 37 experimentos e, além disso, colocarão em órbita o minissatélite Chibis-M, que há duas semanas chegou à plataforma a bordo do cargueiro russo Progress M-13M.
O Chibis-M, com uma massa de 52 kg, estudará as tempestades de raios, com a peculiaridade que será a primeira vez que este fenômeno meteorológico será averiguado em diferentes espectros de radiação eletromagnética de maneira simultânea.
A missão dos novos tripulantes inclui ainda os trabalhos de descarga de dois cargueiros russos Progress e também uma caminhada espacial.
A Soyuz TMA-22 foi lançada na segunda-feira (14) com ajuda de um foguete Soyuz FG da base de Baikonur, no Cazaquistão.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Foto da Nasa mostra aurora austral no oceano Pacífico

Da Reuters


Fotografia feita pelos astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) mostra uma aurora austral no sul do oceano Pacífico. A imagem foi feita no dia 18 de setembro. As auroras têm sido relativamente comuns neste ano, pois são provocadas pela interferência de tempestades solares com a atmosfera, e o Sol está em um período de maior atividade (Foto: Reuters/Nasa/JSC)

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Rússia faz primeiro voo tripulado depois de série de fracassos

Do G1 em São Paulo - A agência espacial russa (Roscosmos) lançou a nave Soyuz ao espaço por volta das 2h14 desta segunda-feira (14), com três astronautas a bordo que seguirão até a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). O lançamento aconteceu no cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, dois meses depois do previsto.
Os três tripulantes --o norte-americano Dan Burbank e os russos Anton Shkaplerov e Anatoli Ivanishin - integram a Expedição 30 da ISS. Eles vão render outros três astronautas que estão na ISS e são os únicos seres humanos no espaço atualmente: o norte-americano Mike Fossum, o japonês Satoshi Furukawa e o russo Serguei Volkov.
Este será o primeiro voo tripulado desde a falha de um foguete similar, que não conseguiu decolar com o cargueiro norte-americano Progress, da Nasa, em agosto.
A credibilidade do programa Soyuz foi posta à prova após 1,8 mil lançamentos com sucesso. A nave russa é a única opção para transporte de astronautas à ISS, já que os Estados Unidos aposentaram a sua frota de veículos para este fim em 2011.
Aviões e helicópteros estão preparados no Cazaquistão, na região da Sibéria e no extremo oriente russo, caso ocorram imprevistos após o lançamento. No Japão, um barco de resgate também poderá ser deslocado no caso de queda da nave.


Nave Soyuz antes do lançamento nesta segunda-feira (14), em Baikonur, no Cazaquistão. (Foto: Shamil Zhumatov / Reuters)

sábado, 12 de novembro de 2011

Estudo descobre nuvens formadas pelos primeiros gases do Universo

11/11/2011 04h30 - Atualizado em 11/11/2011 11h42


Do G1, em São Paulo
Astrônomos encontraram pela primeira vez nuvens formadas pelos primeiros gases que se formaram no Universo. A teoria do Big Bang diz que, assim que aconteceu a explosão, somente o hidrogênio e o hélio, elementos mais leves da tabela periódia, foram formados.

Centenas de milhões de anos se passaram até que esses gases se condensassem e dessem origem às primeiras estrelas. Até agora, nunca havia sido encontrado nada no Universo que não fosse formado por “metais”, que é como os astrônomos se referem a todos os demais elementos.
“Por mais que tentássemos encontrar material puro no Universo, tínhamos fracassado até agora. É a primeira vez que vemos gás puro, não contaminado por elementos mais pesados, das estrelas”, afirma Jason Xavier Prochaska, da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, um dos coautores do estudo publicado na edição desta quinta-feira da “Science”.
“A ausência de metais nos mostra que esse gás é puro”, diz Michele Fumagalli, aluno de Prochaska e autor principal da pesquisa. “É bem empolgante, porque é a primeira evidência que coincide completamente com o gás primordial previso pela teoria do Big Bang”, completa.

Ilustração do gás em volta de uma galáxia em formação (Foto: Ceverino, Dekel e Primack)

As duas nuvens do chamado gás puro foram detectadas pelo telescópio Keck, no Havaí, com a análise da luz emitida por um quasar – quasares são núcleos de galáxias muito brilhantes e distantes da Terra.
“Conseguimos ver as linhas de absorção no espectro onde a luz foi absorvida pelo gás, e isso nos permite medir a composição do gás”, explica Fumagalli.
As primeiras estrelas
Em outro estudo publicado na mesma edição da “Science”, a equipe de Takashi Hosokawa, do Laboratório de Propulsão de Jatos (JPL) da Nasa, concluiu que as primeiras estrelas não eram nem de perto tão grandes quanto se pensava.
Até agora, a teoria mais aceita dizia que as primeiras estrelas teriam sido as maiores da história, centenas de vezes maiores que o Sol. A nova pesquisa mostra que a massa delas era “apenas” dezenas de vezes superior.
A pesquisa foi feita com um programa de computador que “cresceu” as estrelas simulando as condições do Universo em suas origens.

Planeta foi expulso do Sistema Solar há milhões de anos, diz estudo

Da EFE
O Sistema Solar pode ter tido em suas origens um planeta gigante a mais, que foi ejetado por uma mudança de órbita de Júpiter, de acordo com um estudo divulgado nesta sexta-feira (11) pela revista "The Astrophysical Journal Letters".
saiba mais

O artigo, escrito por David Nesvorny, do Southwest Research Institute, descreve o Sistema Solar de 600 milhões de anos atrás como um lugar caótico no qual os planetas e as luas provocavam deslocamentos entre si devido a órbitas instáveis.
Nesvorny desenvolveu simulações de computador baseadas em uma análise do conjunto de pequenos corpos conhecidos como Cinturão de Kuiper e das crateras da lua. O dinamismo em transformação das órbitas dos planetas gigantes e dos corpos pequenos fez com que os corpos celestes se dispersassem para diferentes lugares.

Ilustração de como seria o planeta gigante expulso do Sistema Solar (Foto: Southwest Research Institute)

'Algo estava errado'
Os corpos pequenos foram na direção do Cinturão de Kuiper e do Sol, gerando vários impactos na terra, Júpiter se deslocou para o interior do sistema solar, enquanto Urano e Netuno se movimentaram para o exterior.
Entretanto, Nesvorny detectou um problema neste modelo, pois se for aceita a teoria de que Júpiter mudou de órbita de maneira súbita quando se afastou de Urano e Netuno durante o período de instabilidade na zona externa do Sistema Solar, a conclusão é de que estes últimos planetas teriam ficado fora do sistema.
"Algo estava errado", ressaltou. Para achar uma saída para esta encruzilhada, o pesquisador decidiu introduzir nas simulações cinco planetas gigantes, em vez dos quatro atuais (Júpiter, Urano, Netuno e Saturno).
"A possibilidade de que o Sistema Solar tenha tido mais de quatro planetas gigantes inicialmente, e tenha expulsado um, parece ser mais concebível de acordo com as recentes descobertas de um grande número de planetas flutuando livremente no espaço interestelar, o que demonstraria que o processo de expulsão planetária seria bastante comum", disse o astrofísico.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Nasa divulga nova imagem da Nebulosa da Tarântula

Do G1 em São Paulo - A Nasa divulgou nesta quinta-feira (10) uma nova imagem da Nebulosa da Tarântula, uma região de formação de estrelas, que produz radiação intensa e ventos poderosos. Ela foi obtida pela sobreposição de imagens o observatório de raios-X Chandra e do telescópio espacial Spitzer.
As estrelas em formação expelem um gás muito quente, detectado por raios-X, que aparece na imagem em azul. O gás quente cria bolhas gigantescas quando entra em contato com poeira e gás mais frio. Essas bolhas, que aparecem em laranja, foram percebidas pelo Spitzer por meio das emissões em infravermelho.

Imagem da Nebulosa da Tarântula feita com telescópios espaciais da Nasa (Foto: Nasa/JPL/CXC/PSU/L. Townsley et al. )

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...