quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Nasa divulga novas imagens de nebulosas planetárias

Censo' da agência espacial americana registrou 35 nebulosas até agora.
Nebulosa planetária é uma fase na evolução de estrela, segundo a Nasa.

Do G1, em São Paulo

A agência espacial americana (Nasa) divulgou nesta quarta-feira (10) imagens do primeiro "censo" de nebulosas planetárias situadas nos arredores do Sistema Solar. Segundo a agência, o levantamento foi feito usando informações do telescópio Hubble e do Observatório Chandra de raios X, ambos vinculados à própria Nasa.

A nebulosa planetária é uma fase da evolução de uma estrela, de forma parecida ao que está previsto para ocorrer com o Sol em alguns bilhões de anos, segundo a Nasa. Conforme o astro vai "morrendo", uma intensa radiação vinda do núcleo é registrada e camadas da estrela vão sendo expelidas.

Imagens mostram quatro nebulosas planetárias observadas pela Nasa (Foto: Divulgação/Nasa/CXC/RIT/J.Kastner/STScI) 
Imagens mostram quatro nebulosas planetárias observadas pela Nasa
 (Foto: Divulgação/Nasa/CXC/RIT/J.Kastner/STScI)
 
As nebulosas planetárias foram descobertas no século 18 e receberam o nome de forma equivocada, por sua semelhança com planetas gasosos gigantes. Os fenômenos são, na verdade, fases da evolução de estrelas.

Foram observadas 21 novas nebulosas na primeira etapa da pesquisa, sendo que outras 14 já haviam sido analisadas pelo observatório, de acordo com a Nasa. No total, 35 nebulosas planetárias constam no estudo, cujos primeiros resultados saíram em agosto. Todas as nebulosas estudadas estão a até 5 mil anos-luz da Terra.

Nas imagens, a emissão de raios X captada pelo Observatório Chandra aparece colorida em rosa, e emissões registradas pelo Hubble aparecem nas outras cores, segundo a Nasa.

Planeta 'vizinho' é provavelmente feito de grafite e diamante, diz estudo

'Superterra' 55 Cancri fica na constelação de Câncer, a 41 anos-luz de nós.
Telescópio espacial Spitzer já havia detectado que corpo celeste emite luz.

Do G1, em São Paulo
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Cientistas da Universidade Yale, nos EUA, descobriram que um planeta "vizinho" chamado 55 Cancri, localizado na constelação de Câncer, a 41 anos-luz da Terra, tem uma superfície provavelmente coberta por grafite e diamante. Abaixo dessas camadas, há minerais como silício e um núcleo de ferro fundido.

O estudo foi conduzido pelo pesquisador Nikku Madhusudhan e colegas, e será publicado na revista "Astrophysical Journal". É a primeira vez que os astrônomos identificaram um planeta possivelmente formado de diamante a orbitar uma estrela como o nosso Sol, que é visível a olho nu.

Segundo os autores, pelo menos um terço da massa do 55 Cancri –  que é duas vezes maior e oito vezes mais maciço que a Terra – é feito de diamante. Essa quantidade equivale a três massas do nosso planeta.

Planeta diamante (Foto: Haven Giguere/Yale University/Reuters) 
Ilustração do interior do planeta 55 Cancri revela superfície de grafite e uma grossa camada de diamante logo abaixo; mais no interior, há formação de silício e ferro fundido  (Foto: Haven Giguere/Yale University/Reuters)
 
O planeta está mais perto de seu astro principal do que Mercúrio está do Sol. Por essa razão, uma volta completa ao redor da estrela dura apenas 18 horas – enquanto por aqui leva 365 dias, ou um ano. Ao todo, esse sistema tem cinco planetas.

Os cientistas acreditavam que o 55 Cancri tinha um núcleo coberto por uma camada de água e, que, por causa das temperaturas extremas, estava constantemente em forma de um vapor espesso. Mas essa hipótese não se confirmou, e o corpo não tem nada de água. A temperatura no lado voltado para o sol do planeta está estimada em mais de 1.700 graus Celsius.

Para estimar a composição química da superfície e do interior da superterra, os astrônomos usaram modelos para calcular todas as possíveis combinações de elementos que produziriam aquelas características específicas.

Durante a formação do planeta, segundo os autores, havia mais carbono que oxigênio disponível, além de uma quantidade significativa de água em forma de gelo.

A Terra, ao contrário, é muito rica em oxigênio e pobre em carbono em seu interior. O carbono interfere na evolução térmica dos planetas e na formação de placas tectônicas, com implicações na incidência de atividades vulcânicas, terremotos e montanhas.

Na concepção artística abaixo, essa "superterra" rochosa aparece em azul orbitando seu sol, a estrela à esquerda.
Planeta 55 Cancri Spitzer Nasa (Foto: Nasa/JPL-Caltech) 
 
Ilustração divulgada em maio pela Nasa mostra o planeta 55 Cancri, à direita, em azul, bem mais perto de sua estrela principal do que Mercúrio, o 1º planeta do Sistema Solar, está do Sol (Foto: Nasa/JPL-Caltech)
 
O 55 Cancri foi observado pela primeira vez no ano passado, pelo telescópio espacial Spitzer, da agência espacial americana (Nasa), que descobriu que esse corpo celeste emite luz. Em 2005, o Spitzer se tornou o primeiro telescópio a detectar a luz de um planeta fora do nosso Sistema Solar. E, ao contrário do Hubble, que faz imagens em luz visível, o Spitzer "enxerga" apenas em raios infravermelhos. Por isso, não há fotografias do planeta, e sim ilustrações.

Superterras
As superterras são planetas especiais que não se parecem com nada visto no Sistema Solar. Eles têm muito mais massa que a Terra, mas são mais leves que Netuno, que é formado de gás. Além disso, podem ser rochosos, gasosos ou uma combinação dos dois.

Apesar do prefixo "super", as superterras são razoavelmente pequenas – e bem difíceis de serem vistas daqui. Segundo os astrônomos, conseguir visualizar uma dessas é um passo importante para tentar localizar planetas mais parecidos com o nosso, que tenham condições de abrigar vida.

Astrônomos da UFRGS descobrem novo satélite na Via Láctea

Segundo pesquisadores, descoberta é inédita entre astrônomos brasileiros.
Objeto está ligado ao processo de formação da nossa galáxia.

Do G1 RS

Aglomerado estelar Balbinot 1 é composto pela concentração de estrelas bem tênues, vistas ao centro da imagem  (Foto: Divulgação/Canada France Hawaii Telescope/UFRGS) 
Aglomerado estelar Balbinot 1 é composto pela concentração de estrelas bem tênues, vistas ao centro da imagem (Foto: Divulgação/Canada France Hawaii Telescope/UFRGS)
 
Pesquisadores do Departamento de Astronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e do Laboratório Interinstitucional de e-Astronomia (LIneA) fizeram uma descoberta rara. Eles encontraram um novo satélite na Via Láctea. Trata-se de um aglomerado de estrelas situado no halo da galáxia, a uma distância de 108 mil anos-luz do Sistema Solar. Segundo os astrônomos, é o primeiro satélite nos confins do halo estelar cuja descoberta teve como protagonistas astrônomos brasileiros.

"É uma descoberta bem rara, identifica um objeto que está se dissolvendo. Nossa galáxia é composta da dissolução de corpos como esse. Descobrimos um resquício de um dos objetos que ajudou a formar nossa galáxia", disse ao G1 o aluno de doutorado do Instituto de Física da UFRGS, Eduardo Balbinot, que batizou a estrela.

De acordo com o pesquisador da universidade Basílio Santiago, a estimativa é que façam parte do conglomerado entre 200 e 300 estrelas com massa de nível médio. Ele explicou que, apesar de se tratar de um conglomerado de corpos celestes, pode receber a denominação de satélite. "A definição de satélite pode ser vista com uma certa generalidade. Satélite é aquilo que orbita um objeto mais massivo. Nesta concepção, pode ser um conjunto que descreva uma órbita em torno de uma galáxia", disse Santiago ao 
Sob a orientação do pesquisador Basílio Santiago e com a colaboração de outros pesquisadores do LIneA, Eduardo desenvolveu um código, chamado de FindSat, que busca por sobredensidades em mapas de estrelas gerados por grandes levantamentos de dados aos quais o laboratório tem acesso. Essas sobredensidades atestam a existência desses pequenos sistemas estelares coesos, como um aglomerado estelar ou uma galáxia anã, sobrepostos às demais estrelas da Via Láctea. O objeto encontrado pelos pesquisadores brasileiros foi batizado de Balbinot 1.

Segundo o Departamento de Astronomia da UFRGS, a importância desses satélites está ligada ao processo de formação de galáxias e outras estruturas no Universo. Acredita-se atualmente que uma galáxia grande como a nossa se formou ao longo de mais de 10 bilhões de anos num processo aglutinação gravitacional de objetos menores. Esses satélites, como Balbinot 1, são os remanescentes deste processo. Os objetos do halo, em especial, são velhos, funcionando como "testemunhas oculares" deste cenário hierárquico de formação, pelo qual sistemas de baixa massa se aglutinam para formar galáxias grandes. 

Ainda de acordo com os pesquisadores, satélites do halo são mais difíceis de detectar, pois estão em geral muito distantes de nós. Balbinot 1, em especial, foi um grande desafio, pois contém pouco mais de 200 estrelas, o que o torna um dos satélites de menor massa dentre todos os já descobertos.

Telescópio Alma encontra curioso espiral ao redor de estrela gigante

Do G1, em São Paulo

Pesquisadores descobriram uma estrutura espiral de gás ao redor da estrela gigante vermelha R Sculptoris, considerada uma estrela do ramo gigante assimptótico (AGB).

A imagem foi captada por cientistas graças ao telescópio Alma, que ainda não está em pleno funcionamento, e integra o Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), projeto internacional que conta com participação brasileira.

De acordo com o estudo publicado na versão online da revista “Nature” desta quarta-feira (10), isso pode signicar a provável existência de uma segunda estrela, antes não vista, orbitando a primeira estrela.

No final de suas vidas, estrelas AGB, com massas superiores até oito vezes à massa do Sol, se tornam gigantes vermelhas e perdem uma grande quantidade de massa devido ao vento estelar denso. Essa massa de poeira e gás expelida é um dos principais contribuintes para a formação das futuras gerações de estrelas, sistemas planetários e, posteriormente, para a vida. O Sol, eventualmente, deve evoluir para uma AGB, de acordo com o estudo.



Imagem feita pelo telescópio Alma mostra camada de gás e poeira ao redor da estrela vermelha gigante R Sculptoris (Foto: Telescópio Alma/ESO) 
Imagem feita pelo telescópio Alma mostra camada de gás e poeira ao redor da estrela vermelha gigante R Sculptoris (Foto: Telescópio Alma/ESO)

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Asteroide in avvicinamento il 12 ottobre

Si chiama 2012 TC4, passerà a 90.000 chilometri dalla Terra


Diagramma orbitale dell’asteroide 2012 TC4 (fonte: Gianluca Masi, Virtual Telescope) 
Diagramma orbitale dell’asteroide 2012 TC4
 (fonte: Gianluca Masi, Virtual Telescope)
 
Conto alla rovescia per il passaggio ravvicinato, ma in tutta sicurezza, dell'asteroide 2012 TC4. L'appuntamento con il nostro pianeta, ha spiegato l'astrofisico Gianluca Masi, curatore scientifico del Planetario di Roma e responsabile del Virtual Telescope, è previsto per il 12 ottobre alle ore 7,17 italiane, quando l'oggetto raggiungerà la distanza minima di circa 90.000 chilometri, ossia all'interno dell'orbita della Luna, che dista dal nostro pianeta circa 380 mila chilometri. "Ma non vi è alcun pericolo di impatto" tranquillizza l'esperto. Del diametro di circa 20 metri, l'asteroide è stato individuato nella costellazione dei Pesci il 4 ottobre scorso, spiega Masi "nell'ambito del programma di ricerca di asteroidi e comete del Pan-Starrs, basato su una serie di telescopi situati sull'isola di Maui alle Hawaii". Il 12 ottobre "l'oggetto sarà del tutto invisibile dall'Italia, tra le stelle del Sagittario, ma - prosegue l'astrofisico - il giorno prima, l'11 ottobre sarà ben visibile dal nostro Paese, alla portata fotografica di piccoli telescopi". L'11 ottobre, dalle ore 21,00 il Virtual Telescope trasmetterà gratuitamente in diretta sul web le immagini dell'asteroide, con il commento di un astronomo. Per seguire l'evento basterà collegarsi alla pagina www.astrowebtv.org. Mentre 2012 TC4 si sta avvicinando un altro asteroide, chiamato 2012 TV, ha appena salutato la Terra, del diametro di circa 40 metri ha raggiunto la distanza minima di circa 250.000 chilometri dal nostro pianeta.


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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Lanciata la capsula Dragon, primo volo dei privati per la Nasa

Il lancio della navetta Dragon, nel primo volo commerciale per conto della Nasa (fonte: NASA, SpaceX)I
l lancio della navetta Dragon, nel primo volo commerciale per conto della Nasa
 (fonte: NASA, SpaceX)
E’ partito il primo volo commerciale diretto alla Stazione Spaziale Internazionale per conto della Nasa. La capsula Dragon, costruita dall’azienda californiana Space X, e’ stata lanciata alle 2,35 dell’8 ottobre dalla base di Cape Canaveral (Florida) con il lanciatore Falcon 9, costruito dalla stessa azienda.

La missione si chiama Crs-1, dal nome del contratto (Commercial Resupply Services) del valore complessivo di 1,2 miliardi di dollari con il quale la Nasa ha acquistato dalla Space X (Space Exploration Technologies) un pacchetto di 12 voli commerciali per portare sulla Stazione Spaziale materiali per gli esperimenti scientifici, rifornimenti per l’equipaggio e pezzi di ricambio.

Dopo l’uscita di scena dello shuttle la capsula Dragon e’ stato il primo veicolo spaziale ad aver dimostrato, nel maggio scorso, la capacita’ di raggiungere la Stazione Spaziale e di agganciarsi ad essa. Attualmente Dragon e’ l’unico veicolo in grado di consegnare materiali alla stazione orbitale e di riportare a Terra materiali, come quelli relativi agli esperimenti completati. Non e’ infatti in grado di rientrare nessuna delle navette finora utilizzate per portare rifornimenti e materiali sulla stazione orbitale: ne’ il cargo russo Progress ne’ le navette automatiche di Europa (le Atv) e Giappone (Htv). Non ha un sistema di rientro nemmeno l’azienda privata ‘’concorrente’’ della Space X, la Orbital Sciences.

Il lanciatore Falcon 9 ha portato Dragon in orbita senza problemi e adesso la navetta comincera’ le manovre che le permetteranno di agganciarsi alla Stazione Spaziale Internazionale il 10 ottobre. Quindi restera’ agganciata alla stazione orbitale per due settimane, per rientrare a Terra carica di materiali scientifici il 28 ottobre.


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Observatório Europeu faz 50 anos e divulga imagens do Universo

Da BBC

O Observatório Europeu do Sul (ESO) foi criado em 1962 para mapear algumas das regiões mais distantes do Universo.
Estrela ESO (Foto: Panorama mostra imediações da estrela Wolf-Rayet, WR 22, na nebulosa de Carina (dir.) e da estrela Eta Carinae (esq.). A imagem foi composta a partir de La Silla, no Chile. Foto: ESO ) 
Panorama mostra imediações da estrela Wolf-Rayet, ou WR 22, na nebulosa de Carina (dir.) e da estrela Eta Carinae (esq.). A imagem foi feita a partir do observatório do ESO em La Silla, no norte do Chile (Foto: ESO)
 
Para comemorar seu aniversário de 50 anos, a instituição divulgou fotos que marcaram sua atuação. Nelas, é possível ver algumas das mais espetaculares imagens espaciais captadas pelos telescópios no sul do Chile ao longo das últimas décadas.

Observações do instrumento FORS2 captaram essa explosão de uma supernova a cerca de 6 mil anos-luz da Terra, que teria acontecido no ano de 1054. A cor verde é produzida por hidrogênio e o azul, por elétrons energizados (Foto: ESO) 
Observações do instrumento FORS2 captaram explosão de supernova a cerca de 6 mil anos-luz da Terra, que teria ocorrido em 1054. A cor verde é produzida por hidrogênio e o azul, por elétrons energizados (Foto: ESO)
 
O complexo do ESO inclui os telescópios NTT (sigla de Novo telescópio Tecnológico), VLT (Telescópio Muito Grande), Alma (Telescópio do Atacama) e E-ELT (Telescópio Europeu Extremamente Grande).

Imagem da galáxia NGC 1232 foi capturada em 21 de setembro de 1998, durante um período de boas condições de observação. Na área central estão estrelas mais velhas, enquanto os braços do espiral contêm estrelas novas, de cor azulada, além de berçários (Foto: ESO) 
Imagem da galáxia NGC 1232 foi capturada em 21 de setembro de 1998. No centro, estão estrelas mais velhas, enquanto os braços do espiral contêm estrelas novas, de cor azulada, além de berçários (Foto: ESO)
 
As imagens abrangem a Via Láctea, galáxias distantes, nebulosas e possíveis buracos negros, entre outros elementos do espaço. Para ver mais fotos, confira a galeria da BBC.

A região NGC 2264 aparece ao lado das bolhas azuis do agrupamento estelar conhecido como Árvore de Natal. A imagem foi criada com dados obtidos por meio de quatro diferentes filtros do telescópio ESO (Foto: ESO) 
A região NGC 2264 aparece ao lado de bolhas azuis do agrupamento estelar conhecido como Árvore de Natal. A imagem foi criada com dados obtidos por meio de quatro filtros diferentes de telescópio (Foto: ESO)

domingo, 7 de outubro de 2012

Scoperto un nuovo buco nero nella Via Lattea

Rappresentazione artistica di un buco nero che cattura il gas da una stella vicina (fonte: NASA/GODDARD) 
Rappresentazione artistica di un buco nero che cattura il gas da una stella vicina
 (fonte: NASA/GODDARD)

Nella nostra galassia c'é un 'nuovo' buco nero: a rivelarne l'esistenza è stata una rarissima esplosione, probabilmente una nova che emette raggi X. Ad osservarla è stato il satellite della Nasa Swift, al quale l'Italia contribuisce con Agenzia Spaziale Italiana (Asi) e Istituto Nazionale di Astrofisica (Inaf), accanto alla Gran Bretagna.

Il lampo di raggi X, chiamato Swift J1745-26, proviene dal centro della Via Lattea ed è stato osservato da Swift il 16 settembre scorso. I dati sono stati elaborati adesso e resi noti dalla Nasa.

Una nova X è una sorgente che emette raggi X per un breve periodo: compare all'improvviso, raggiunge il massimo della sua emissione nel giro di alcuni giorni e poi decade lentamente nel corso di mesi. Sorgenti di questo tipo sono generate dall'improvvisa caduta di una grande quantità di gas che precipita su un oggetto compatto, come un buco nero.

Per Neil Gehrels, responsabile della missione al Goddard Space Flight Center della Nasa, "la scoperta di una nuova nova nella banda X è un evento molto raro ed al massimo ci si aspetta di scoprirne una durante la vita di un satellite". Nell'arco di due giorni il lampo è stato visto da Swift per ben tre volte e "questa ripetuta esplosione di raggi X e la sua posizione, situata a qualche grado dal centro della nostra galassia verso la costellazione del Sagittario, hanno fatto immediatamente capire che non si trattava di un'emissione di raggi gamma", ha detto Gianpiero Tagliaferri, dell'Istituto Nazionale di Astrofisica (Inaf) e responsabile Scientifico del gruppo italiano nel progetto Swift.

Secondo i ricercatori il buco nero deve avere una stella compagna simile al sole, un sistema che gli astronomi chiamano "binaria X di piccola massa" e nel quale un flusso di gas passa dalla stella normale e va a formare un disco attorno al buco nero.

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sábado, 6 de outubro de 2012

Austrália inaugura maior telescópio do planeta

Da EFE

O radiotelescópio Australian Square Kilometre Array Pathfinder (Askap), o maior e mais avançado do planeta, foi inaugurado nesta sexta-feira (5) em uma área desértica da Austrália com o objetivo de investigar a origem das estrelas, quasares e pulsares, e fazer um censo de todas as galáxias.

Com um custo de mais de 1,5 bilhão de euros, o Askap também contará com antenas e instalações na Nova Zelândia e África do Sul.

No ato inaugural, o ministro australiano de Ciência, Chris Evans, afirmou que o aparelho será "o mais poderoso do mundo e sua capacidade deverá superar amplamente as atuais", segundo a emissora "ABC". "A primeira parte do projeto começará a operar no ano 2020", acrescentou o ministro australiano.

O Askap está situado no deserto do estado da Austrália Ocidental, em uma área de 126 quilômetros quadrados que conta com o Observatório Radioastronómico de Murchison e 36 antenas SKA (Square Kilometre Array), de 12 metros de diâmetro cada uma.

Embora ainda não esteja completo, o Askap começará a enviar dados hoje mesmo ao observatório, onde está previsto que se maneje diariamente uma informação equivalente a 124 milhões de discos Blu-ray.

Para que as ondas das cidades não causem interferências, o radiotelescópio foi instalado um lugar remoto e desértico da Austrália. "Eu acho que é o começo de uma nova era", declarou John O'Sullivan, da Organização de Ciência e Investigação Industrial da Commonwealth Australiana.

Antenas do radiotelescópio implantado na Austrália (Foto: Dragonfly Media/Csiro/AFP) 
Antenas do radiotelescópio implantado na Austrália
 (Foto: Dragonfly Media/Csiro/AFP)
 
Os especialistas calculam que o supertelescópio, quando estiver concluído e em pleno funcionamento, receberá mais dados do que os armazenados na Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos em um único dia de trabalho.

"De fato, isso representa mais informação que a recopilada nos arquivos radioastronômicos de todo o mundo", completou o ministro australiano.

O avançado aparelho também fornecerá imagens detalhadas sobre o Universo em suas origens, adentrando com velocidade e precisão em muitas áreas do espaço que ainda são desconhecidas para os astrônomos.

O diretor do projeto na Austrália, Brian Boyle, detalhou que "o estudo das ondas de rádio oferecerá informações sobre o gás que formam as estrelas e corpos exóticos como os quasares e os pulsares, que estão nos limites do conhecimento sobre as leis físicas no universo".

Enquanto se completam as obras na Austrália, o Askap trabalhará em uma dezena de projetos de pesquisa nos quais participarão 350 cientistas de 130 organizações nos próximos cinco anos.

Antenas do radiotelescópio implantado na Austrália (Foto: Dragonfly Media/Csiro/AFP) 
Antenas do radiotelescópio implantado na Austrália
 (Foto: Dragonfly Media/Csiro/AFP)
 
Segundo Boyle, entre os programas selecionados está o censo de todas as galáxias existentes há trilhões de anos da Terra, o estudo da formação da Via Láctea, assim como os campos magnéticos do Universo e seu papel na formação das estrelas e galáxias.

"Outro dos projetos se centrará nos buracos negros do Universo e, como objetivo secundário, a existência da vida extraterrestre", acrescentou o cientista.

A organização internacional SKA (Square Kilometre Array) anunciou no último dia 25 de maio, na cidade britânica de Manchester, que Austrália, Nova Zelândia e África do Sul acolheriam o supertelescópio. Neste caso, o plano é construir 3 mil rádios-antena conectadas por uma fibra óptica de banda larga alta.

Segundo a Organização Científica e de Investigação Industrial da Austrália, as antenas trabalharão conjuntamente com o telescópio e tomarão dados em uma área de um quilômetro quadrado, sendo que suas imagens serão 50 vezes mais sensíveis que as dos telescópios atuais.

Estrela que está morrendo é observada por telescópios nos EUA

Nebulosa da Hélice expele material cósmico enquanto sua vida termina.
Objeto está localizado a 650 anos-luz da Terra, na constelação de Aquário.

Do G1, em São Paulo

Uma estrela anã branca que está morrendo foi detectada em uma imagem combinada dos telescópios Spitzer e Wise, da agência espacial americana (Nasa), e Galaxy Evolution Explorer (Galex), do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), em Pasadena.

O astro, chamado Nebulosa da Hélice ou NGC 7293, expele material cósmico e, em enquanto sua vida termina, tem um brilho potencializado pela intensa radiação ultravioleta do núcleo. O objeto fica a 650 anos-luz da Terra, na Constelação de Aquário.

Os dados infravermelhos do Spitzer aparecem, na foto abaixo, em verde e vermelho na parte central; os do Wise estão em verde e vermelho nas áreas externas; e as informações ultravioleta do Galex são observadas em azul.
Nebulosa da Hélice  (Foto: Nasa/JPL-Caltech) 
Nebulosa da Hélice é uma estrela que atravessa o último estágio de sua vida
 (Foto: Nasa/JPL-Caltech)
 
O brilhante círculo roxo no centro da imagem é uma combinação de registros do disco de poeira que circula a anã branca. Esse pó foi provavelmente lançado por cometas que sobreviveram à morte de sua estrela original.

A Nebulosa da Hélice é um exemplo típico de nebulosas planetárias, que foram descobertas no século 18 e batizadas assim de forma incorreta, por sua semelhança com planetas gasosos gigantes. Esses corpos celestes são, na verdade, restos de estrelas que um dia se pareceram com o nosso Sol.

Ao longo da vida, astros como esse transformam gás hidrogênio em hélio, em reações de fusão nuclear dentro deles. Esse processo é o mesmo que nos fornece a luz e o calor necessários para a vida na Terra, por exemplo. Assim como a Nebulosa da Hélice, o Sol também deve "agonizar" como uma nebulosa planetária, quando morrer após 5 bilhões de anos.

Assim que o combustível de hidrogênio necessário para a reação se esgota, a estrela usa apenas o hélio como fonte de combustível, queimando-o em uma mistura de carbono, nitrogênio e oxigênio.

Finalmente, o hélio também se esgota e a estrela morre, desprendendo suas camadas gasosas externas. Sobra apenas o núcleo pequeno, denso e quente, chamado de anã branca, que tem mais ou menos o tamanho da Terra, mas uma massa próxima ao da estrela original.

Antes de essa estrela morrer, seus cometas e possivelmente planetas teriam estado em sua órbita de forma ordenada. Quando ela deixou de queimar hidrogênio e explodiu suas camadas exteriores, corpos celestes gelados e planetas externos teriam sido jogados uns contra os outros, levantando uma tempestade de poeira cósmica. Qualquer outro planeta dentro do sistema também teria sido queimado ou engolido durante a evolução do astro.

Nebulosa Elmo de Thor é observada por supertelescópio no norte do Chile

Objeto fica a 15 mil anos-luz da Terra, na constelação do Cão Maior.
Divulgação marca os 50 anos do Observatório Europeu do Sul (ESO).

Do G1, em São Paulo

A Nebulosa Elmo de Thor foi observada nesta quinta-feira (5) pelo supertelescópio óptico mais avançado do mundo, o Very Large Telescope (VLT), que fica em Cerro Paranal, no norte do Chile. O objeto, também conhecido pela sigla NGC 2359, está a 15 mil anos-luz da Terra, na constelação do Cão Maior.

Essa grande bolha de poeira cósmica em forma de capacete se desloca à medida que sopra o vento em volta da estrela brilhante no centro da imagem. O gás contido na nebulosa também é aquecido pela radiação emitida por esse astro. Cada cor simboliza um elemento diferente do gás.

Nebulosa Elmo de Thor (Foto: ESO/Divulgação) 
 
Nebulosa Elmo de Thor é captada pelo telescópio terrestre mais avançado do mundo
 (Foto: ESO/Divulgação)
 
As fotos da NGC 2359 foram divulgadas no dia do aniversário de 50 anos do Observatório Europeu do Sul (ESO), que opera o VLT e é considerado o observatório astronômico terrestre mais produtivo do mundo, do qual fazem parte 15 estados-membros.

Na manhã desta quinta, foram feitas observações a pedido do público, que olhou o céu pelo espelho principal de 8,2 metros de diâmetro do telescópio. A vencedora de um concurso de aniversário do ESO, Brigitte Bailleul, escolheu admirar a Nebulosa Elmo de Thor, e as imagens foram transmitidas ao vivo pela internet.
Nebulosa (Foto: ESO/Divulgação) 
Vista de um campo amplo do céu em torno da nebulosa, que fica a 15 mil anos-luz 
(Foto: ESO/Divulgação)
 
Além da unidade em Cerro Paranal, o ESO opera nas localidades de La Silla e no Planalto de Chajnantor, também na região do deserto do Atacama. Nesse último lugar, está sendo construído um telescópio que promete revolucionar a astronomia, chamado Atacama Large Millimeter/Submillimeter Array (Alma).

Esse novo projeto é uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com o Chile. O Alma deve ter 66 antenas de alta precisão, e a construção deve terminar em 2013.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Chuvas de meteoros em Outubro


Chuvas de meteoros em Outubro

Neste mês manifestam-se vários radiantes meteóricos. Dentre as chuvas mais importantes destacamos a Draconídea, a Tau-Orionídea, a Eta-Piscídea e a dos Orionídeos.

a) a Draconídea foi efetivamente detectada em 1926 por muitos astrônomos profissionais e amadores, na noite de 9 de outubro quando apresentou taxa horária de 60 meteoros. Nessa ocasião, os astrônomos estabeleceram a relação entre os draconídeos e o cometa 21P/Giacobini-Zinner, pertencente à família de Júpiter, cujo período orbital é de 6,6 anos (o mesmo dos meteoróides). Por este motivo, os meteoros são comumente chamados degiacobinídeos na literatura. Sabemos, atualmente, que os meteoróides não estão espalhados uniformemente ao longo do cinturão, mas distribuídos em acúmulos ao longo da órbita, implicando na existência de "encontros mais favoráveis" entre a Terra e o cinturão a cada 13 anos, aproximadamente (duas vezes o período do cometa 21P/Giacobini-Zinner). Assim, as taxas horárias são variáveis de ano para ano. Os draconídeos são vistos no período de 6 a 10 de outubro com uma máxima ocorrência no dia 9, ocasião onde a taxa horária pode atingir 100 meteoros. O radiante, ponto do céu de onde parecem provir os meteoros, situa-se na posição: Ascensão Reta = 17h 28min e Declinação = +54°. Em outubro, a área do radiante é vista apenas nas primeiras horas da noite (entre o anoitecer e as 21h, aproximadamente), para os lados do noroeste. Por serem observados nessas circunstâncias, os draconídeos são excepcionalmente lentos. Freqüentemente, os meteoros são amarelos. Pela posição do radiante, os habitantes do sul do Brasil podem encontrar dificuldades na observação, sendo que a chuva é melhor observada das regiões norte e nordeste.

b) a Tau-Orionídea possui radiante próximo às Três Marias, na posição: Ascensão Reta = 05h 44min e Declinação = -03°. O período de observação dos meteoros é longo, estendendo-se de 23 de setembro a 28 de outubro, com o máximo no dia 10, quando são esperados 11 meteoros por hora. No início de outubro, a área do radiante eleva-se a leste por volta das 22h 30min, permanecendo visível até o amanhecer. Atinge a região alta do céu em torno das 5h. Os tau-orionídeos são meteoros rápidos e devem ser preferencialmente observados nas altas horas da madrugada, exibindo as colorações branca e azul. A posição favorável do radiante e o valor estimado para a taxa horária tornam a chuva um bom alvo para os amadores.

c) a Eta-Piscídea manifesta-se em um longo período, de 25 de setembro a 2 de novembro, com um máximo em 13 de outubro, quando são esperados 15 meteoros por hora. São meteoros lentos e muitos possuem longas durações. Os astrônomos acreditam que há uma relação entre esta chuva e o cometa 2P/Encke, cujo período orbital é de 3,3 anos. O radiante, ponto de céu de onde parecem provir os meteoros situa-se na posição: Ascensão Reta = 01h 44min e Declinação = +14°. Em meados de outubro, o radiante está acima do horizonte leste ao anoitecer, atingindo a região alta do céu por volta das 23h e pode ser vista até às 4h, quando está para os lados do oeste.

d) a chuva dos orionídeos é anual e de grande intensidade, com média horária de 30 meteoros junto ao dia 21 de outubro, data da máxima ocorrência. O radiante, ponto do céu de onde parecerão provir os meteoros, situa-se nas proximidades da estrela Betelgeuse (Alpha Orionis), na posição: Ascensão Reta = 06h 20min e Declinação = +16º. O período de observação dos meteoros inicia-se em 2 de outubro e se estende até 7 de novembro. Alguns observadores mencionam ocorrências significativas de meteoros nos dias 22 e 20. Como há indícios que a atividade máxima se concentra em cerca de três dias, recomendamos que as observações sejam concentradas nos dias 20, 21 e 22 de outubro. Os meteoros exibem magnitudes aparentes típicas entre + 2,5 e +3,1 e mostram-se com cores variadas: amarelos, verdes e branco-azulados. Geralmente são muito rápidos e os mais brilhantes mostram traços persistentes. Os orionídeos estão associados ao cometa 1P/Halley, cujo período orbital é de cerca de 76 anos. Os astrônomos estabeleceram, também, uma relação entre os orionídeos e os eta-aquarídeos, também associados ao 1P/Halley, cujo máximo acontece em 5 de maio; as chuvas ocorrem quando a Terra cruza regiões próximas à órbita do famoso cometa. Em meados de outubro, o radiante eleva-se a leste por volta das 21h 30min e permanece visível até o amanhecer, atingindo sua altura máxima em torno das 4h. Entretanto, os orionídeos são vistos preferencialmente na alta madrugada.

resumo extraído de  "Chuvas de Meteoros - Guia Prático de Observação"
de autoria de Paulo G. Varella e Regina A. Atulim


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