sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Nasa divulga imagem de galáxia que fica a 59 milhões de anos-luz do Sol

Foto feita pelo telescópio Hubble mostra formação em espiral da galáxia.
Sistema estelar foi batizado de ESO 499-G37.

Do G1, em São Paulo

Imagem divulgada pela agência espacial americana, a Nasa, mostra a galáxia espiral ESO 499-G37. Pelo ângulo captado pelo telescópio Hubble, é possível ver a formação em espiral da galáxia (formada por pontos azuis). Segundo a Nasa, o sistema estelar está localizado a 59 milhões de anos-luz do Sol. (Foto: Nasa/Reuters) 
Imagem divulgada pela agência espacial americana, a Nasa, mostra a galáxia espiral ESO 499-G37. Pelo ângulo captado pelo telescópio Hubble, é possível ver a formação em espiral da galáxia (no canto direito da imagem, formada por pontos azuis). Segundo a Nasa, o sistema estelar está localizado a 59 milhões de anos-luz do Sol. (Foto: Nasa/Reuters)

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Estudo revela características inéditas de planeta-anão 'irmão' de Plutão

Principal descoberta é que Makemake não possui atmosfera.
Corpo celeste fica no Sistema Solar, mais distante que Plutão.

Do G1, em São Paulo

Uma equipe internacional de astrônomos publicou nesta quarta-feira (21) o mais completo estudo já feito sobre o planeta-anão Makemake que fica no Sistema Solar, mais distante do Sol que Plutão. Os resultados obtidos pela pesquisa estão nas páginas da revista científica “Nature”.

A principal descoberta foi a constatação de que o planeta-anão não possui uma atmosfera, o que é uma surpresa. Até o momento, o que os cientistas imaginavam que ele teria uma, assim como Plutão, considerado um corpo celeste “irmão" de Makemake.

Concepção artística do planeta-anão Makemak (Foto: ESO/L. Calçada/Nick Risinger) 
Concepção artística do planeta-anão Makemak 
(Imagem: ESO/L. Calçada/Nick Risinger)
 
Makemake é menor que Plutão, com cerca de dois terços de seu tamanho. O planeta-anão de maior massa do Sistema Solar é Éris, que fica ainda mais distante que Makemake.

Até o momento, pouco se sabia sobre as condições do local. O estudo foi possível quando Makemake passou em frente a uma estrela, em um fenômeno conhecido na astronomia como “ocultação estelar” – a lógica é a mesma que a de um eclipse total, quando a Lua nos impede de ver o Sol.

O desaparecimento e o ressurgimento da estrela se deram de forma abrupta. Se Makemake tivesse uma atmosfera, como Plutão tem, essa alteração de luzes aconteceria gradualmente. O fenômeno ocorreu em abril de 2011, mas a leitura dos dados é complexa, e só agora foi possível publicar as conclusões.

O evento durou apenas um minuto foi observado por diversos telescópios situados no Chile e no Brasil – vários astrônomos brasileiros participaram da equipe responsável pelo projeto, inclusive. O líder do grupo foi José Luis Ortiz, do Instituto de Astrofísica da Andaluzia, na Espanha.

O estudo também revelou outras informações sobre a composição do planeta-anão, como a sua densidade e sua capacidade de refletir a luz do Sol.

Satélite europeu detecta ponte de gás quente que liga conjuntos de galáxias

Abell 399 e Abell 401 ficam a 1 bilhão de anos-luz de distância da Terra.
Temperatura na região chega a 80 milhões de graus Celsius.

Do G1, em São Paulo

O satélite Planck da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) fez a primeira detecção conclusiva de uma ponte de gás quente que liga dois aglomerados de galáxias: o Abell 399 (no centro da imagem) e o Abell 401 (no topo esquerdo).

Esses dois conjuntos, que reúnem centenas de galáxias unidas pela gravidade, ficam a 1 bilhão de anos-luz da Terra.

A ponte de gás se estende por cerca de 10 milhões de anos-luz, e a temperatura na região chega a 80 milhões de graus Celsius.

Aglomerados de galáxias (Foto: Sunyaev–Zel’dovich effect: ESA Planck Collaboration/optical image: STScI Digitized Sky Survey) 
Dois aglomerados de galáxias são ligados por uma espécie de ponte de gás quente, que aparece na cor laranja (Foto: Sunyaev–Zel’dovich effect: ESA Planck Collaboration/optical image: STScI Digitized Sky Survey)
 
A imagem acima foi feita com base em telescópios terrestres ópticos e, nas partes alaranjadas, com dados do satélite Planck – lançado em 2009 para fazer um mapa da radiação que restou do Big Bang, há mais de 13 bilhões de anos.

Anteriormente, o satélite de raios X XMM-Newton, da ESA, já havia sugerido a presença de gás quente dentro dos aglomerados de galáxias e também entre eles, mas essa evidência era insuficiente para uma conclusão.

Grande parte do gás ainda não foi detectada, e ela poderia estar entre os aglomerados, onde os filamentos são comprimidos e aquecidos.

Segundo os astrônomos, essa descoberta destaca a capacidade do Planck em sondar aglomerados de galáxias e seus arredores, examinando a ligação que existe com o gás que permeia todo o Universo e do qual esses aglomerados se formam.

Mantém-se o ALERTA METEOROLÓGICO


Apesar do dia ter amanhecido "ensolarado" em Além Paraíba, mantém-se o ALERTA METEOROLÓGICO.


FONTES: 

INPE-CPTEC
INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais
CPTEC - Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos
Estação Meteorológica Nº083/MG-5ºDISME-INMET
INMET-Instituto Nacional de Meteorologia

terça-feira, 20 de novembro de 2012

ATENÇÃO: ALERTA METEOROLÓGICO

ATENÇÃO: ALERTA METEOROLÓGICO

Na quarta-feira (21/11) chuvas fortes deverão atingir áreas do ES, extremo norte do RJ, Zona da Mata, leste, nordeste, centro, oeste, Triângulo, noroeste, norte e nordeste de MG, sul, sudoeste e oeste da BA, GO, DF, norte de MS, MT, TO, sul do MA, centro, sudeste e sudoeste do PA, AM, AC e RO 

Ressalta-se que, nestes dias, além das chuvas fortes haverá chance de acumulado significativo em algumas áreas, principalmente em MG, ES, sul da BA e norte do RJ.

Importante: A área exata de ocorrência das chuvas fortes, que estão sendo previstas, será detectada, apenas, com algumas horas de antecedência.

Manteremos nossos sistemas em monitoramento 24 horas ininterruptas e emitiremos boletins de alerta.
 
_______________________________________________________
Lucimary Vargas de Oliveira Guardamino Espinoza
Além Paraíba-MG-Brasil
Presidente:
Observatório Astronômico Monoceros/Planetário Além Paraíba
Estação Meteorológica nº083/MG-5ºDISME-INMET
Arquivo Histórico MG / CEPESLE
__________________________________________________

Nasa divulga imagem de erupção solar feita com luz ultravioleta extrema

Fenômeno ocorreu no último dia 16, mas imagem foi divulgada nesta terça.
Segundo a agência, nuvens de partículas não devem atingir a Terra.

Do G1, em São Paulo

Imagem divulgada pela agência espacial americana, a Nasa, nesta terça-feira (20) mostra erupção do Sol registrada no último dia 16. De acordo com a agência, duas explosões solares foram registradas – com intervalo de quatro horas entre cada uma. A ação fo (Foto: Nasa/Reuters) 
Imagem divulgada pela agência espacial americana, a Nasa, nesta terça-feira (20) mostra erupção do Sol registrada no último dia 16. De acordo com a agência, duas explosões solares foram registradas na última sexta-feira, com intervalo de quatro horas entre cada uma. O fenômeno foi registrado com o auxílio de luz ultravioleta extrema. Ainda de acordo com a Nasa, as nuvens de partículas solares não devem atingir a Terra. (Foto: Nasa/Reuters)

Astrônomos encontram corpo celeste 12,8 vezes maior que Júpiter

Ele está no limite entre ser um planeta e uma anã marrom.
Kappa Andromedae b foi detectado por telescópio no Havaí.

Do G1, em São Paulo
 
Ilustração mostra Kappa Andromedae b (Foto: Nasa/Divulgação) 
Ilustração mostra Kappa Andromedae b
 (Foto: Nasa/Divulgação)
A Nasa anunciou nesta terça-feira (19) a descoberta de um novo corpo celeste que pode ser um exoplaneta (planeta fora do Sitema Solar) ou uma anã marrom, categoria maior que os planetas mas menor que as estrelas. O objeto tem 12,8 vezes o tamanho de Júpiter e orbita em torno da estrela Kappa Andromeda. Por isso, foi batizado de Kappa Andromedae b. Ele foi detectado por um telescópio no Havaí, usando informações de radiação infravermelha.

Segundo a agência espacial americana, por seu tamanho, o objeto está no limite que separa os grandes planetas das anãs marrons. "De acordo com modelos convencionais de formação planetária, ele está só um pouco aquém de ser capaz de gerar energia por fusão, ponto em que seria considerado uma anã marrom em vez de um planeta. Mas isso não é definitivo, e outras considerações poderiam dar um empurrãozinho ao objeto, fazendo-o cruzar a linha para o território das anãs marrons", analisa Michael Mc Elwain, um dos integantes da equipe que descobriu o objeto.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

L'Europa dello spazio decide del suo futuro

Da martedì 20 novembre a Napoli la conferenza ministeriale dell'Esa


L'Europa dello spazio decide del suo futuro nella conferenza ministeriale dell'Esa in programma a Napoli il 20 e 21 novembre (fonte: ESA)  
L'Europa dello spazio decide del suo futuro nella conferenza ministeriale dell'Esa in programma a Napoli il 20 e 21 novembre (fonte: ESA)
 
Lanciatori, Stazione Spaziale Internazionale e osservazione della Terra: sono questi i principali fra i grandi temi sui quali si deciderà il futuro dello spazio europeo, nella conferenza ministeriale dell'Agenzia Spaziale Europa (Esa), quest'anno ospitata dall'Italia.

I ministri della Ricerca dei 20 Paesi membri dell'Esa saranno a Napoli il 20 e 21 novembre per tracciare le strategie sui programmi futuri in campo spaziale, cruciali per incentivare competitivita' e crescita dell'Europa. Una conferenza difficile, organizzata in un momento di grave crisi economica e finanziaria nel quale lo spazio diventa una scommessa per il futuro.

E' un appuntamento importante anche per l'Italia, che guarda alla conferenza con ottimismo, forte di alcuni segnali positivi che promettono di rendere più fluido il lavoro della ministeriale. Alcuni di questi riguardano la decisione di proseguire con la Stazione Spaziale fino al 2020, osserva il presidente dell'Agenzia Spaziale Italiana (Asi), Enrico Saggese. Sembra infatti che la Francia sia disposta a mettere da parte la decisione di limitare al 2017 la partecipazione europea alla attività della stazione orbitale.

Si apre uno spiraglio anche per quanto riguarda l'accordo tra Francia e Germania sui grandi lanciatori, in particolare l'Ariane 5 Me (Mid-lifeEvolution). In programma anche ulteriori sviluppi per per Vega, il lanciatore per piccoli carichi nel quale l'industria italiana gioca un ruolo di primo piano con la Avio. ''Si stanno studiando ulteriori sviluppi di Vega, verificando - ha detto Saggese - se questi non possano essere allineati con quelli di un primo stadio di un futuro Ariane 6''. Una strada, questa, che aprire aprirebbe all'Italia una futura partecipazione al programma del futuro sviluppo dei lanciatori Ariane.

L'osservazione della Terra è un altro tema di primo piano della ministeriale ed anche in questo ambito l'Italia è pronta a dare un contributo importante. Si discuterà in particolare delle future missioni del programma Earth Explorer .

''Si prosegue - ha aggiunto il presidente dell'Asi - anche con i programmi scientifici''.

Atteso infine dalla conferenza ministeriale - ha concluso Saggese - anche un ''documento politico che cerca di avvicinare l'Esa agli obiettivi dell'Unione Europea''.

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Nasce il Museo degli antichi strumenti astronomici

Presso l'osservatorio di Capodimonte


Una sala del Museo degli antichi strumenti dell’Osservatorio di Capodimonte a Napoli (fonte: Osservatorio di Capodimonte/INAF)  
 Una sala del Museo degli antichi strumenti dell’Osservatorio di Capodimonte a Napoli
 (fonte: Osservatorio di Capodimonte/INAF) 
 
Un viaggio nella storia dell'astronomia degli ultimi 200 anni attraverso antichi strumenti che somigliano ad opere d'arte: è possibile visitando il Museo degli antichi strumenti astronomici dell'Osservatorio di Capodimonte dell'Istituto Nazionale di Astrofisica (Inaf) inaugurato a Napoli.

Realizzato per volontà del direttore dell'Osservatorio, Massimo Della Valle, con fondi interni all'Osservatorio e con il contributo della Regione Campania, il museo ospita strumenti che risalgono a un'epoca che comprende gli inizi della vita dell'Osservatorio, che è stato completato nel 1819, fino al secolo scorso. A curare la realizzazione del museo, che comprende cannocchiali di diverse dimensioni, oculari, scale graduate, per determinare le posizioni degli astri, antichi libri, sono stati l'architetto Liana de Filippis e Mauro Gargano.

Nelle sale è possibile ''toccare con mano le cose che abbiamo studiato a scuola'', ha rilevato Della Valle. A cominciare dalla prima edizione, pubblicata a Norimberga nel 1543, del De Revolutionibus Orbium Coelestium di Niccolò Copernico, il libro che ha rivoluzionato il pensiero scientifico, allo specchio costruito nel 1798 dall'astronomo William Herschel, che scoprì il pianeta Urano, fino al telescopio di Fraunhofer realizzato agli inizi dell'800.

''C'era un sovrannumero di oggetti bellissimi non valorizzati – ha spiegato Della Valle - e soltanto una parte era esposta perché c'era una sala espositiva troppo ridotta; altri oggetti erano chiusi in cassaforte. Abbiamo deciso di ampliare l'area espositiva collegando la sala che prima era adibita all'esposizione con un'altra sala attraverso un cunicolo di età borbonica che era stato chiuso e che abbiamo fatto aprire''.

Nel museo vi è anche una biblioteca virtuale dove si possono consultare i libri antichi. ''L'osservatorio di Capodimonte è una delle eccellenze campane – ha osservato l'assessore all'Istruzione della Regione Campania, Caterina Miraglia – nella quale è necessario coinvolgere ancora di più le istituzioni e che vorrei inserire nei progetti dei poli scolastici''".

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sábado, 17 de novembro de 2012

Leonidas

O fenómeno das Leonidas consiste numa chuva de estrelas associadas à passagem do cometa Tempel-Tuttle. A chuva de estrelas pode ser observada todos os anos por volta de 17 de Novembro, altura em que a Terra se cruza com o rasto do cometa. Este rasto consiste em pequenas partículas sólidas, conhecidas como meteoróides, ejectadas pelo cometa quando passa pelo Sol. As Leónidas foram assim baptizadas devido à aparente origem da constelação Leo: observando o céu tem-se a percepção do fluxo de partículas originar na direcção desta constelação.

As Leonidas são famosas devido à espectacularidade do fenómeno. A sua recorrência tende a ser de 33 em 33 anos, associada à órbita de 33 anos do Tempel-Tuttle. Podem ser observadas verdadeiras tempestades de estrelas cadentes em determinados anos, chegando a atingir os milhares de meteoritos por hora; com efeito, algumas datas assinaláveis para este fenómeno foram 1698, 1799, 1832, 1833, 1866, 1966, 1999, 2001 e 2002.

Da Wikipedia

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

La stella che visse due volte

Abell 30 è una stella morente, ma ha ricominciato a brillare


La stella Abell 30 che ha ripreso a brillare (Fonte: ESA/XMM-Newton; NSF/NOAO/KPNO; NASA/CXC/IAA-CSIC/M. Guerrero et al; NASA/STScI) 
 La stella Abell 30 che ha ripreso a brillare (Fonte: ESA/XMM-Newton; NSF/NOAO/KPNO; NASA/CXC/IAA-CSIC/M. Guerrero et al; NASA/STScI)
 
Una stella morente chiamata Abell 30 è rinata brevemente dalle sue ceneri in un repentino luccichio, dopo aver scagliato i suoi gusci gassosi nello spazio, imitando il possibile destino del nostro Sistema Solare fra qualche miliardo di anni.

Distante 5.500 anni luce dalla Terra, la stella 'risorta' è simile al Sole ed la sua rinascita è visibile grazie al mosaico di immagini ottenute dai telescopi spaziali Hubble, gestito da Nasa e Agenzia Spaziale Europea (Esa), XMM-Newton dell'Esa e Chandra della Nasa.

Abell 30 è una stella giunta alla fine dellla sua vita e trasformata quindi in gigante rossa (o nebulosa planetaria) formata da spessi gusci di materiale stellare scagliati nello spazio. Si trasformano in oggetti come questi le stelle simili al Sole nel momento in cui arrivano alla fine della loro vita ed espellono i gusci esterni.

Il nucleo denudato e i gusci espulsi della stella brillano di luce ultravioletta, con la conseguenza che queste stelle morenti sembrano complesse opere d'arte. Ai telescopi ottici, invece, gli oggetti appaiono come gusci quasi sferici di materiale incandescente in espansione.

Abell 30 ha conosciuto il suo primo incontro con la morte 12.500 anni fa, quando il suo guscio esterno è stato strappato via da un denso e lento vento stellare. Poi, circa 850 anni fa, la stella improvvisamente è tornata in vita, probabilmente a causa di materiali ricchi di elio e carbonio che hanno ricominciato a bruciare. Il guscio esterno della stella si è brevemente ampliato, durante questo episodio, ma poi si è contratto di nuovo nel giro di 20 anni.

Ciò ha avuto l'effetto di accelerare il vento dalla stella fino alla sua velocità attuale, di oltre 14 milioni di chilometri orari. Il vento stellare bombarda i grumi densi di materiale e l'immagine inviata dai telescopi spaziali indica quale potrebbe essere il destino della Terra e degli altri pianeti del Sistema Solare fra qualche miliardo di anni.

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ON deposita primeiro registro de patente na área de Astronomia

ON deposita primeiro registro de patente na área de Astronomia
 


O invento é o heliômetro anular, usado para medir o diâmetro solar com alta precisão.

(JC) O Observatório Nacional (ON) depositou seu primeiro pedido de registro de patente na área de astronomia. O invento é chamado "Dispositivo para medidas angulares", e trata-se de um heliômetro anular, um telescópio refletor desenvolvido para medir o diâmetro solar com alta precisão, superior ao heliômetro convencional.

O pesquisador Victor D'Ávila, um dos responsáveis pelo invento, explica que o Sol não apresenta um comportamento estável. Além disso, embora sejam registrados alguns ciclos na sua dinâmica, não é possível prever suas variações, que se manifestam no seu campo magnético, na sua luminosidade e no seu diâmetro. Como o Sol determina o clima da Terra e define, portanto, a possibilidade de existência de vida no planeta, compreender seu comportamento é de grande importância.

O princípio de um heliômetro é combinar num mesmo tubo dois telescópios apontando para duas direções próximas. "Dessa forma, os efeitos e defeitos dos dois instrumentos se cancelam quando medimos a posição relativa de dois pontos no céu, nesse caso, dois pontos opostos no disco solar", explica D'Ávila.

A vantagem do heliômetro anular desenvolvido no ON é que ele utiliza um sistema de espelhos, que apresentam maior estabilidade mecânica que as lentes empregadas no heliômetro convencional. A opção pelos espelhos em vez de lentes também permitiu criar uma configuração nova para a óptica do instrumento, possibilitando que ele tome medidas angulares de alta precisão em qualquer direção. "Podemos dizer que, com a concepção do heliômetro anular, conseguimos materializar o ideal de efetuar medidas angulares com a mais completa independência da estabilidade óptica e mecânica do instrumento", diz o pesquisador.

Os procedimentos de apoio ao processo do pedido de patente de invenção foram realizados pelo Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT-RIO), e o depósito do pedido foi feito no último dia 19 de outubro. Em março deste ano, o ON depositou o registro de patente do "dispositivo e método para simular a compensação de bússola náutica", desenvolvido na área de geofísica.

Confira abaixo a entrevista com o pesquisador Victor D'Ávila.

Por que o diâmetro do Sol muda? Com que frequência?

Victor D'Ávila: O Sol não é em absoluto uma estrela imutável. Pelo contrário, desde a invenção do telescópio, por Galileu, são observadas manchas que evoluem na superfície do Sol. Logo se percebeu que essas manchas apareciam em ciclos de 11 anos, aproximadamente. Os astrônomos costumam avaliar um parâmetro, chamado de atividade solar através do número e tamanho das manchas. O que é mais estimulante no estudo desses ciclos solares é o fato de que esses ciclos não são sempre iguais entre si, mas sim apresentam variações de um ciclo para outro e que essas variações na atividade solar são impossíveis de se prever.

Em pouco tempo também se aprendeu que esse ciclo de 11 anos se manifesta em muitos outros parâmetros solares tais como seu campo magnético, sua luminosidade e seu diâmetro. Sabe-se que a amplitude das variações do diâmetro solar é muito pequena, de uns poucos milionésimos do seu valor médio e, por isso mesmo, sua medida representa um verdadeiro desafio para os astrônomos.

Que importância isso tem?

Victor D'Ávila: O Sol determina o clima da Terra e, assim, a possibilidade de existência de vida no nosso planeta. Sabemos também que o Sol não se comporta de forma estável. Como já dissemos, o Sol apresenta um ciclo de variações de 11 anos. E o que é mais preocupante, é que mesmo esse ciclo não é estável nem previsível. Assim, por exemplo, em torno de 1680, durante cerca de 70 anos, o nosso Sol praticamente não apresentou aquele ciclo de 11 anos das manchas solares. Ou seja, sua atividade praticamente se extinguiu. Esse período ficou conhecido na astronomia como Mínimo de Maunder. Nessa época, durante longos anos, o Sol nem mesmo apresentou manchas! Será que isto afetou o clima terrestre? Bem, isso não se sabe com certeza, mas, coincidência ou não, os meteorologistas registraram uma abrupta queda de temperatura em toda a Europa por alguns séculos por volta de 1600 ou 1700 e que ficou conhecida como a Pequena Idade do Gelo.

Por outro lado, para que seja possível calibrar e avaliar os modelos teóricos sobre o interior do Sol e seu funcionamento, é muito importante comparar as previsões dos modelos com as observações astronômicas, entre elas, a medida da evolução do diâmetro solar.

Para que serve o heliômetro?

Victor D'Ávila: O heliômetro é um instrumento desenvolvido para medir o diâmetro solar.

Qual a diferença do convencional para o anular?

Victor D'Ávila: O heliômetro anular, objeto do pedido de patente do Observatório Nacional, é um novo tipo de heliômetro que é capaz de medir o diâmetro solar com uma precisão ainda maior que o heliômetro convencional.

Quais são as vantagens do instrumento proposto em relação aos já existentes?

Victor D'Ávila: A ideia básica por trás de um heliômetro é combinar num mesmo tubo dois telescópios apontando para duas direções próximas. Dessa forma, os efeitos e defeitos dos dois instrumentos se cancelam quando medimos a posição relativa de dois pontos no céu, nesse caso, dois pontos opostos no disco solar.

No heliômetro convencional essa configuração de dois telescópios num mesmo tubo é realizada fazendo com que cada telescópio seja dotado de uma lente objetiva (a grande lente frontal) na forma de um semicírculo, ou meia-lua. As duas lentes objetivas são dispostas lado a lado na frente do tubo do heliômetro convencional. O ponto fraco do heliômetro convencional vem do fato de que qualquer medida angular ao longo da direção que une as semiluas é dependente da estabilidade mecânica e óptica do instrumento. Já no heliômetro anular utilizamos espelhos no lugar de lentes para, com isso, tirar proveito da reconhecida estabilidade mecânica dos materiais com que são feitos os modernos espelhos.

Além disso, e precisamente por utilizarmos espelhos, e não lentes, nos foi possível criar uma configuração nova para a óptica do instrumento através do uso de espelhos objetivos anulares concêntricos. Note-se que não é possível confeccionar lentes anulares. O mesmo não ocorre com espelhos objetivos anulares concêntricos, que são de manufatura relativamente fácil.

Por uma questão de simetria, espelhos anulares concêntricos são perfeitos para realizar medidas angulares de alta precisão em qualquer direção. Podemos dizer que com a concepção do heliômetro anular conseguimos materializar o ideal de efetuar medidas angulares com a mais completa independência da estabilidade óptica e mecânica do instrumento.
 
 
Lucimary Vargas
Presidente
Observatório Astronômico Monoceros
Planetário Além Paraíba
Estação Meteorológica 083/MG-5ºDISME-INMET
AHAP/CEPESLE
Além Paraíba-MG-Brasil
Sites e Blogs principais:
http://www.monoceros.xpg.com.br
http://astronomicando.blogspot.com
http://arqueoastronomy.blogspot.com
http://cepesle-news.blogspot.com
http://www.arquivohistorico-mg.com.br
http://www.arquivohistorico-mg.org.br

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