segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Satélite da Nasa obtém imagens inéditas de supernovas

Do G1 em São Paulo - A Nasa publicou uma nova imagem da Nebulosa de Eta Carinae, que fica a 7,5 mil anos-luz da Terra. Nessa região, há formação de estrelas, e informações do observatório em raios X do satélite Chandra mostram que estrelas de grande massa se autodestruíram na nebulosa.
A imagem abaixo, feita pelo satélite Chandra, mostra que a atividade de supernovas – fenômeno que marca a “morte” de uma estrela – está crescendo na Nebulosa de Eta Carinae. De acordo com os dados colhidos, pode haver até seis estrelas de nêutrons – o que resta da explosão de uma supernova – na região; observações anteriores tinham detectado apenas uma.

Nebulosa de Eta Carinae, em imagem feita pelo satélite Chandra (Foto: Credit: NASA/CXC/Penn State/L. Townsley et al.)

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Chile assina acordo para construção do maior telescópio do mundo

Do G1, em São Paulo 
O Chile  assinou nesta quinta-feira (13) um acordo que prevê a construção do maior telescópio do mundo para observações em ondas visíveis (luz) e infravermelhas. O pacto foi firmado entre o ministro de Relações Exteriores do país, Alfredo Moreno, e o diretor-geral do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), Tim de Zeeuw.
Conhecido como Telescópio Europeu Extremamente Grande (E-ELT), o instrumento terá um espelho primário de 40 metros de diâmetro. O acordo prevê a doação do terreno, a definição de uma área ao redor da instalação que deverá ser protegida e apoio do governo chileno para a construção.
A área de 352 km² ao redor do telescópio precisa ser protegida para garantir boas condições de observação. Dentro deste perímetro, não serão permitidas atividades mineiras e haverá um controle para evitar ao máximo a poluição luminosa.
Para compensar a ajuda local, o ESO deverá destinar 10% do tempo de uso do E-ELT para trabalhos de astrônomos chilenos.
O ESO havia anunciado em março a escolha do monte Armazones, dentro do estado de Antofagasta, no norte do pais, como local para receber o telescópio. O instrumento vai ficar dentro das dependências do Observatório de Paranal, local que já detém uma versão menor - mas também poderosa - do E-ELT: o Telescópio Muito Largo (VLT, na sigla em inglês).
O Chile é um dos países mais privilegiados para observações astronômicas por possuir um dos céus mais limpos do mundo. Além de Paranal, o país ainda é lar dos observatórios do ESO: La Silla e Chajnantor.
Imagem mostra como será o E-ELT, projeto do Observatório Europeu do Sul e candidato a maior
telescópio do mundo para estudos com ondas vísiveis (luz) e infravermelhas. (Crédito: ESO)

Foto mostra Via Láctea e aurora boreal dividindo o céu na Noruega

Da Caters News - Um fotógrafo amador norueguês conseguiu reunir em uma só imagem dois fenômenos que coloriram o céu do país: a visão da Via Láctea e uma aurora boreal. A mancha branca à esquerda da foto é a Via Láctea, enquanto a aurora é a luz verde, no centro da imagem.
As fotografias foram feitas no dia 25 de setembro na cidade de Ifjord, no norte da Noruega, na região polar. Tommy Eliassen, que trabalha vacinando salmões na costa do país, disse que o céu ficou nublado por dias e, assim que as nuvens saíram, ele bateu as fotos.
“Normalmente, as luzes da aurora são muito, muito mais fortes que as luzes das estrelas, então é difícil acertar o tempo de exposição [da câmera] para os dois. Mas as condições foram ideais – quase única para toda a vida”, disse Eliassen.
“Ifjord é um lugar perfeito para este tipo de fotografias porque só dez pessoas moram lá e fica a 130 km da cidade mais próxima, então a poluição luminosa não é um problema”, completou o norueguês.

Via Láctea, à esquerda, e aurora boreal, no centro, apareceram ao mesmo tempo no céu da Noruega (Foto: Tommy Eliassen/Caters News)

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Astrônomos fazem censo da matéria escura usando o Telescópio Hubble

Do G1, em São Paulo - Astrônomos estão estudando 25 aglomerados de galáxias para medir a quantidade de matéria escura existente no Universo. Reunidos em um projeto chamado Clash, eles utilizam o Telescópio Espacial Hubble, instrumento das agências espaciais norte-americana (Nasa) e europeia (ESA) para realizar o censo.
A matéria escura é diferente da matéria que vemos normalmente (casas, planetas, animais, estrelas). Sua presença não pode ser detectada diretamente. Os cientistas sabem que ela existe pela influência que exerce na matéria visível e pela maneira que altera o espaço, fazendo a luz de objetos distantes ser distorcida.
Até o momento, o grupo conseguiu analisar seis aglomerados de galáxias. Essas são as maiores estruturas unidas pela gravidade que existem no Universo. Cada uma pode conter até milhares de galáxias.
Por serem gigantescos, os aglomerados de galáxias funcionam como "lentes cósmicas" imensas, que amplificam e distorcem qualquer raio de luz que passe por eles. Esse efeito é conhecido como lente gravitacional e é usado pelos astrônomos para provar a existência da matéria escura.
Quando a luz de galáxias muito distantes atravessa o aglomerado, múltiplas imagens do mesmo objeto se formam. O estudo dessa distorção permite saber quanta matéria existe dentro do aglomerado (veja a imagem abaixo). Caso só existisse matéria visível, a distorção observada pelos cientistas seria bem menor.
Um exemplo é do aglomerado MACS 1206, que está a 4 bilhões de anos-luz de distância da Terra.

Cada ano-luz equivale a quase 10 trilhões de quilômetros. Nele, os astrônomos do Clash conseguiram ver 47 imagens múltiplas de 12 galáxias recém-descobertas. Esse tipo de observação seria impossível sem a ajuda de um telescópio de longe alcance como o Hubble.
Atualmente, os cientistas acreditam que a matéria visível represente apenas 4% do Universo. O restante seria composto por energia escura (73%) e por matéria escura (23%).


O aglomerado de estrelas MACS 1206, um dos objetos investigados pelo projeto Clash, que promove um 'censo' da matéria escura disponível no Universo. (Foto: M. Postman (STScI) / Clash / ESA / Nasa)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Galáxias distantes revelam quando ‘neblina’ desapareceu do Universo

Do G1, em São PauloA observação de galáxias muito distantes da Terra permitiu que astrônomos europeus descobrissem quando uma neblina que envolvia todo o espaço foi desaparecendo, logo no início do Universo. Os resultados do estudo serão divulgados na revista científica "Astrophysical Journal".

Acredita-se que a idade do Universo seja de 13,7 bilhões de anos. As galáxias analisadas pelos astrônomos europeus mostram como era o espaço 780 milhões de anos depois do Big Bang - a explosão que teria dado origem ao Universo.

Nesta época, o espaço estava começando a ficar "transparente", deixando de ser coberto por uma neblina formada pelo gás hidrogênio espalhado por todas as partes. Agora, pela primeira vez, os cientistas conseguiram definir uma data para dizer quando isso aconteceu.

Essas galáxias estão entre as mais distantes do Sistema Solar conhecidas e, de tão afastadas, a luz que elas emitem demora quase 13 bilhões de anos para chegar à Terra.

Imagem fictícia mostra como seria o Universo 'poluído' com gás hidrogênio. (Crédito: M. Kornmesser / ESO)

Os astrônomos europeus usaram o Telescópio Muito Grande (VLT, na sigla em inglês), uma dos principais instrumentos disponíveis na Terra para a observação espacial, localizado no Chile. As observações e análise dos resultados duraram três anos.

Quando o Universo tinha 780 milhões de anos, o hidrogênio ocupava até 50% do espaço. Mas após 200 milhões de anos, este volume diminuiu drasticamente, permitindo que o Universo ficasse mais "limpo" e revelando os primeiros raios ultravioleta, que antes ficavam "camuflados" pela neblina.

O italiano Adriano Fontana, coordenador do estudo, compara o trabalho com o de arqueólogos, que conseguem reconstruir o passado ao analisar a idade de objetos encontrados em diferentes camadas de terra. "Astrônomos podem ir mais longe: nós podemos olhar diretamente para o passado e ver a luz fraca de galáxias em diferentes estágios da evolução do Universo", diz o cientista.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Sonda mostra elevação em asteroide quase 3 vezes maior que o Everest

Do G1, com informações da Associated Press - Uma imagem obtida pela nave Dawn do asteroide Vesta mostra uma elevação quase três vezes maior que o Monte Everest (8.849 metros de altura), a maior cadeia montanhosa da Terra. O equipamento é propriedade da agência espacial norte-americana (Nasa).

A fotografia foi feita na região polar sul do asteroide. O pico atinge cerca de 22 quilômetros de altura, quatro a menos que o Monte Olimpo, o maior vulcão do Sistema Solar, localizado em Marte.

Uma grande escarpa - uma elevação com inclinação alta e que termina em um penhasco - também pode ser vista na parte central da imagem. Os cientistas acreditam que a formação é resultado de deslizamentos de terra.


Superfície do asteroide Vesta apresenta grande formação montanhosa no centro da imagem feita pela nave Dawn, da Nasa. O pico chega a 22 quilômetros de altura. (Foto: Nasa / via AP Photo)

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Cientistas registram raios de alta energia que desafiam teoria atual

Do G1, em São Paulo -  Uma descoberta publicada nesta semana pela revista Science desafia as atuais teorias da astrofísica. Com dados do telescópio Veritas, nos EUA, uma equipe internacional de pesquisadores detectou pulsos de raios gama com energia superior a 100 bilhões de elétrons-volt na Nebulosa do Caranguejo. Essa energia é um milhão de vezes maior do que um raio-X usado na medicina.

“É a primeira vez que raios gama de energia muito alta foram detectados num pulsar – uma estrela de nêutrons que gira rapidamente, que tem o tamanho de uma cidade e massa maior que a do Sol”, disse Frank Krennrich, da Universidade do Estado de Iowa, nos EUA, um dos autores do estudo.
Segundo ele, o conhecimento que a ciência tem hoje sobre os pulsares não explica uma emissão tão alta de energia. Nenhuma emulsão com mais de 25 bilhões de elétrons-volt tinha sido encontrada até hoje nessa nebulosa.
"Os resultados colocam novos obstáculos sobre o mecanismo de como a emulsão de raios gama é gerada", completou Nepomuk Otte, outro autor da pesquisa.

Ilustração de como seria pulsar feita sobre uma foto da Nebulosa do Caranguejo, tirada pelo telescópio Hubble (Foto: David A. Aguilar (CfA) / Nasa / ESA)

Órbitas de 3 planetas são definidas após revisão de dados do Hubble

Do G1, em São Paulo -  Uma revisão de dados colhidos pelo Telescópio Espacial Hubble em 1998 revelou as órbitas de três planetas fora do Sistema Solar. O anúncio da descoberta foi feito na quinta-feira pela agência espacial norte-americana (Nasa). Um estudo sobre o tema será divulgado na publicação "Astrophysical Journal".
São conhecidos quatro planetas ao redor da estrela HR 8799, que está a 130 anos-luz de distância do Sol (aproximadamente 1,2 quatrilhões de quilômetros).
Os corpos foram descobertos entre no final da década de 2000, após pesquisas no observatório W. M. Keck e no telescópio Gemini North, ambos localizados no Havaí. Eles não foram encontrados em 1998 pois ainda não eram conhecidas as técnicas usadas atualmente para a detecção desses astros.
Planetas fora do Sistema Solar costumam ser detectados apenas pela influência que exercem na trajetória das estrelas que orbitam e não são fotografados, já que estão muito longe da Terra.
Mas no caso do sistema planetário ao redor de HR 8799 é diferente. Onze anos após as imagens do Hubble, a equipe do astrônomo David Lafreniere, da Universidade de Montreal, no Canadá, conseguiu ver o planeta com órbita maior, após analisar as fotos do Hubble com uma tecnologia que diminui o brilho da estrela e revela dados que estavam "escondidos".

clique para ampliar
Nova técnica de processamento de imagem permitiu 'ver' planetas.
 (Foto: R. Soummer / STScI / Nasa / ESA)

Agora, cientistas do Space Telescope Science Institute (STScI, na sigla em inglês), grupo que analisa imagens brutas obtidas por telescópios, conseguiram não só detectar o planeta mais afastado da estrela como também outros dois com órbitas menores. Eles foram coordenados pelo astrônomo Remi Soummer e melhoraram a técnica desenvolvida por Lafreniere em 2009.
Somente o quarto planeta, o mais próximo de HR 8799, permanece sem ser visualizado. Este astro foi conhecido somente em 2010 e os astrônomos conseguem dizer apenas a distância que ele mantém da estrela: 2,4 bilhões de quilômetros.
Os três planetas mais afastados têm órbitas que duram de 100 a 400 anos. Para conhecer a trajetória desses astros, os cientistas precisam esperar muito tempo. Mas o aproveitamento dos dados do Hubble permitiu conhecer quais eram as posições dos planetas há 13 anos.
Para Soummer, sem os dados do Hubble, os astrônomos teriam de esperar mais uma década para chegar às mesmas conclusões. Agora, a equipe do STScI quer estudar outras 400 estrelas também registradas nos arquivos antigos do telescópio espacial.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Pioggia di stelle, lo show che arriva dal cielo


Meteor shower observed in South Korea [ARCHIVE MATERIAL 20091118 ]
La notte di sabato 8 ottobre potrebbe essere ricordata come quella delle più spettacolari "piogge di stelle" degli ultimi anni. Secondo gli esperti della Nasa le stelle cadenti d'autunno potrebbero cadere fino a mille all'ora, mentre esperti italiani sono più prudenti e ritengono che la luminosità della Luna potrebbe disturbare lo spettacolo, permettendo di vedere una stella al minuto.

Il fenomeno è quello delle Draconidi, le meteore che ogni anno in ottobre sono visibili nel cielo. Le stelle cadenti saranno ben visibili dall'Italia tra le 19 e le 22, quando la Terra attraverserà la scia di particelle lasciate della cometa Giacobini-Zinner, che ogni 6,6 anni taglia l'orbita terrestre lasciando dietro di sé una gran quantità di polveri. L'impatto di questi minuscoli detriti lascerà nel cielo migliaia di scie luminose. Tempo permettendo, lo spettacolo promette di essere davvero straordinario perché quest'anno la Terra attraverserà in pieno la fascia delle polveri della cometa, anziché passare ai margini, come è avvenuto negli ultimi anni.

Per godere dello spettacolo, il requisito fondamentale sarà un cielo buio. Quindi per contare le stelle cadenti bisogna allontanarsi dalle luci della città e osservare in direzione Nord-Ovest, verso la costellazione del Dragone, la regione del cielo da cui sembrano cadere e da cui prendono il nome.

www.ansa..it

NASA Gears Up for International Observe the Moon Event


Mystery has always shrouded the moon, and this celestial body has long held a place in the myths and legends of every culture on Earth.

To educate the public about the moon, NASA and hundreds of enthusiasts around the world will come together on Saturday, Oct. 8, for International Observe the Moon Night. On Thursday, Oct. 6, from 3-4 p.m. EDT, Dr. Renee Weber of NASA's Marshall Space Flight Center in Huntsville, Ala., will answer your questions about the moon and International Observe the Moon Night.

Joining the chat is easy. Simply return to this page a few minutes before 3 p.m. EDT on Thursday, Oct. 6. The chat module will appear at the bottom of this page. After you log in, wait for the chat module to be activated, then ask your questions.


A setting, waning crescent moon amid the thin line of Earth's atmosphere. (NASA)


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Casi 20.000 asteroides de entre 100 y 1.000 metros rondan la Tierra


Ilustración de la desintegración de un asteroide que orbita una estrella.- NASA


Las nuevas observaciones de un satélite indican que existen menos asteroides de tamaño medio que pasan cerca de la Tierra de lo estimado hasta ahora. Los datos también confirman que la NASA, en colaboración con otros observadores de todo el mundo, ha localizado más del 90% de los 981 asteroides de gran tamaño, cumpliendo así el mandato del Congreso de Estados Unidos de 1998.

Son unos 19.500 y no 35.000 los asteroides de entre 100 y 1.000 metros de diámetro, estiman los astrónomos, basándose en los nuevos datos. Esto puede indicar que el riesgo de colisión con la Tierra es menor de lo que se pensaba, pero, por otra parte, la mayor parte de estos asteroides, unos 15.000, siguen sin ser descubiertos, por lo que hacen falta más estudios para evaluar el riesgo. Los llamados asteroides cercanos a la Tierra son los cuerpos celestes que orbitan a una distancia máxima del Sol de 195 millones de kilómetros y se aproximan a la órbita terrestre.

Los resultados de las observaciones se publican en la revista Astrophysical Journal. "Este programa nos permite hacer una muestra mejor de la cantidad de asteroides cercanos a la Tierra y estimar de forma más precisa la población total", dice Amy Mainzer, que ha dirigido el estudio. El telescopio del satélite Wise observó en infrarrojo más de 100.000 asteroides en el cinturón entre Marte y Júpiter, con unos 585 cercanos a la Tierra.

Entre los mayores de un kilómetro de diámetro los datos indican que existe un número ligeramente menor que el estimado y que se ha descubierto ya el 93% de ellos. Estos asteroides podrían tener consecuencias para toda la Tierra si colisionaran con el planeta. Ahora se calcula que hay unos 981 (antes unos 1.000) y se han encontrado 911, de los cuales ninguno amenazará la Tierra en los próximos siglos. Se cree que entre ellos están todos los asteroides de más de 10 kilómetros de diámetro, similares al que se supone que causó la extinción de los dinosaurios hace millones de años.

Agua del océano procedente de cometas


La firma química del agua del cometa Hatley 2 es muy similar a la del agua terrestre, lo que indica que esos cuerpos pudieron hacer una notable aportación a los océanos.- NASA/JPL-CALTECH/R.HURT

El agua de los océanos debió de llegar a la Tierra, procedente del espacio, varios millones de años después de la formación del propio planeta, porque al principio sería un mundo tan abrasador que se evaporaría el agua que pudiera haber. Hasta ahora se pensaba que habrían sido fundamentalmente los asteroides que impactaran aquí los que habrían traído el agua. Pero unos científicos afirman que también los cometas pudieron hacer su aportación. Al menos en uno, el Hartley 2, han encontrado agua con una firma química (proporción de hidrógeno y deuterio) muy similar a la terrestre.

El cometa Hartley 2 pasó hace casi un año relativamente cerca de la Tierra (a unos 18 millones de kilómetros), y un equipo de investigadores aprovechó para enfocar hacia él el telescopio espacial Herschel, de la Agencia Europea del Espacio (ESA) y hacer análisis de su luz, pudiendo así determinar las características del agua en su coma (la envoltura gaseosa del cometa que se forma al aproximarse al Sol).

"Las teorías actuales sostienen que menos del 10% del agua terrestre se originó en cometas, pero nuestro resultado, por primera vez, implica que esos cuerpos pudieron desempeñar un papel más importante", afirma Miriam Rengel, investigadora del Instituto Max Planck (MPI, Alemania), en un comunicado de dicha institución.

El deuterio es un isótopo pesado de hidrógeno, con un neutrón en su núcleo atómico además del protón. En el agua terrestre la proporción de deuterio e hidrógeno es uno a 6.400 aproximadamente, y debería ser igual en los cuerpos del Sistema Solar que la trajeron. En los análisis de Hatley 2, Paul Hartogh y sus colegas han descubierto que esta proporción de deuterio e hidrógeno es de uno en 6.200, "lo que significa un valor muy próximo al terrestre", señala este investigador del MPI. El equipo presenta el hallazgo en la revista Nature.

Ninguno de los cometas estudiados hasta ahora mostraban una firma química del agua parecida a la terrestre.

La cantidad de agua pesada (en la que uno de los dos átomos de hidrógeno es deuterio) da pistas sobre el entorno en el que se formó el cometa. El Hartley 2 procede del Cinturón de Kuiper (más allá de Neptuno), mientras que otros cometas analizados son de la mucho más lejana Nube de Oort. "Nuestro estudio indica que es incompleto el conocimiento que tenemos de la distribución de los elementos ligeros y sus isótopos, así como la dinámica del Sistema Solar primitivo", señala otro investigador del equipo, Geoffrey Blake, científico de Caltech (California).

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